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PARCERIA ENTRE RENÊ E MEMÉ CHEGA A 200 GOLS

Ao citar algumas das grandes parcerias ao longo da historia, é possível lembrar nomes como Batman e Robin, Vinicius de Moraes e Tom Jobim, Pernalonga e Patolino, Chitãozinho & Xororó, Roberto e Erasmo Carlos, isso apenas para citar alguns exemplos. No futebol não é diferente, duplas e parcerias dentro das quatro linhas também serão pra sempre lembradas, casos de Bebeto e Romário (na Copa de 94), Diego e Robinho (no Santos campeão em 2002), Maradona e Careca (no Napoli do final dos anos 80). Assim, dentro do mundo Chuteira não é diferente, pois no bicampeão Se Não Guenta Por que Veio?, uma dupla será lembrada por muito tempo. Com o incrível número de 200 gols marcados, meta atingida diante do Arouca pela 3ª rodada do VIII Chuteira de Ouro, essa dupla de ataque escreve mais uma vez seu nome no Chuteira.

Autor da maioria desses gols, Renê, que soma sozinho 112 gols – unicamente atrás de Lele, do Joga 13, que tem 123 gols até o momento –, comenta um pouco dessa parceria de sucesso. “Começou no SNG mesmo, mas quando jogávamos campeonatos no Jabaquara. Na época o Memé era mais tímido que hoje. Nossa parceria se fortaleceu dentro do Chuteira quando ele me chamou para jogar no Assurra. Fomos vice perdendo para a Equipe Bróder no gol de ouro. Aí, no Chuteira seguinte, entramos com o SNG”, relembra o camisa 11 da equipe, que só não tem mais gols porque ficou de fora um semestre em razão da contusão no joelho.

Memé, que desde ausência de Renê carrega a responsabilidade da artilharia da equipe, manteve-se como destaque e vem mostrando isso neste atual torneio. Pelo SNG, a partir do III Chuteira, ele anotou 72 vezes. Pelo Assurra, nos dois primeiros, foram 16 vezes a balançar as redes. O camisa 9 relembra alguns momentos em que a dupla dinâmica foi fundamental para o bicampeão. “Lembro de duas partidas, uma contra o Só lance – que contava com as sensações daquela edição, Philip e Ronei -, quando vencemos por 9 x 2, com dois gols de meus e dois do Renê. Outro jogo foi diante do The Veras, nas oitavas-de-final da VI edição do Chuteira, que ganhamos por 8 x 1. Quatro gols do Renê e três meus”, recorda o atual artilheiro do time com quatro gols.

Famoso por receber gols em cima da linha e sapecar rebotes, Renê já assumiu a fama e incorporou o Reboteiro a seu nome – daí nasceu a sigla RR que ele assina nos comentários no site. Sobre tal assunto, Memé puxa para seu lado e cutuca o “presidente”, com ele gosta de se referir ao parceiro de ataque. “Tiveram muitos lances em que ele se aproveitou pra fazer da maneira que mais gosta... de rebote!”, fala rindo.

Renê devolve a cutucada. “Lembro de jogos em que o Memé acabou com o jogo e lembro de outros que eu fui melhor! Claro que isto ocorreu na maioria das vezes”. Na sequência, porém, faz a média. “Mas se os dois estiverem em dias inspirados, pode colocar um cone no nosso gol que ganharemos.”

No entanto, alguém pode pensar que o fato de um time ter dois artilheiros possa trazer algum desconforto, como alguma rixa interna. Mas no SNG tudo sempre esteve bem definido: “No caso de um pênalti, depende do momento. Mas se depender de mim, deixaria pro Presidente bater sem problemas.”

O que é venerável nessa dupla, além da simpatia e da camaradagem com todos, é o excelente futebol que jogam. Memé é mais rápido, rompedor e brigador. Renê, um pivô inteligente, frio e artilheiro.

“Sem dúvida nenhuma que foi a melhor parceria da história do SNG. Fazer 200 gols é coisa para poucas duplas de atacantes, mas não só de gols é feita essa história de quase três anos de Chuteira. Construímos muitas amizades também. Talvez demore muito tempo para outra dupla atingir esses números: 200 gols, três finais, outras duas semifinais, dois títulos e um vice. Não digo que chegaremos nos 400 gols, mas ainda vamos comemorar muitos gols jogando juntos pelo SNG”, finaliza o papai Memé, cheio de entusiasmo.
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