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PALESTRINHA E BÁGUAS ESTREIAM SONHANDO COM A AFIRMAÇÃO

Vencedores da Taça Outono e da Taça Inverno, equipes iniciam sua jornada no Chuteira de Ouro em busca do mesmo sucesso de outros times que fizeram campanhas fantásticas logo na primeira temporada

Báguas? Palestrinha da Catarina? Você já ouviu falar de algum destes nomes? Caso a resposta seja negativa, é bom procurar conhecê-los, pois, a partir do próximo sábado, eles partem em busca do mesmo desejo de diversas equipes: ser campeão da Série Bronze da Liga Chuteira de Ouro. Vencedores da Taça Inverno e Taça Outono, respectivamente, os dois times comemoram o ingresso na divisão de acesso à Série Prata visando campanhas parecidas com a de Rabeloska, My Balls, Cabeça Rachada, entre outros, que chegaram às divisões consequentes de forma meteórica.

O Palestrinha da Catarina é liderado por um velho conhecido de Chuteira de Ouro. Hiro Nakayama, ex-jogador de Basicus e ex-técnico do Invictus, é o responsável por organizar um time que tem, como objetivo, reunir os amigos e jogar futebol – mas com dedicação. O embrião da equipe nasceu de ‘rachões’ na quadra do Acadêmico Cidade Dutra. A ‘pelada’ foi desfeita, mas Hiro deu a ideia de reunir alguns jogadores do extinto rachão para a formação de um time. Feito o recrutamento, partiram à escolha do nome da equipe – inspirado na sede do time, um ponto de encontro de nome Espetinho da Catarina.

Hiro destaca o ponto forte do Palestrinha: “É o grupo. Todos os jogadores buscam a vitória do time acima de vitórias pessoais”. O mesmo grupo que torna o Palestrinha uma boa equipe também deixa seus simpatizantes apreensivos. “Ainda não podemos nos reunir na semana pra treinar e aprimorar o entrosamento e jogadas”, alerta Hiro, que manda um recado: “Mas isso é um projeto que futuramente pretendemos aplicar, pois se um time quer ser grande no Chuteira tem que treinar e se dedicar”. O time da Catarina está no Grupo B da Série Bronze, e sua estreia será contra o Derrubada, de Pedro Mé e Garotto, neste sábado.

A participação da equipe na Taça Outono foi dentro do que seus líderes esperavam. “A Taça Outono foi um excelente torneio. É classificatório pro Chuteira e dá a exata noção do que é ter uma vaga na competição hoje”, fala Hiro, enaltecendo o grau de competitividade da Liga. “Justamente por classificar somente o campeão o nível da taça fica bom, e o time vencedor já entra forte pra brigar pelo caneco da Bronze”, continua ele.

O outro time que estará na Série Bronze é o Báguas. O nome é um pouco pesado para quem descobrir o significado, mas concede a exata dimensão do grau de amizade dos jogadores do time. E foram os amigos Jorge, Concha e Paolo quem deram a partida à formação da equipe. Com a filosofia de “jogar como um time, tocando a bola e procurando sempre buscar o melhor futebol possível, com muita raça e muita vontade de ganhar”, de acordo com o manager Jorge, o Báguas vem forte para a disputa da Bronze. “O porquê disso acho que é nossa própria personalidade, acostumada com competições desde pequeno. Temos o espírito guerreiro”, complementa Jorge. A atuação do MVP Paolo na Taça Inverno deixa claro essa alma lutadora.

Através de amigos em comum que já participavam do Chuteira de Ouro, o Báguas chegou até a Taça Inverno. A campanha do time foi irrepreensível: derrotou Futsamba, Hangover e Alvinegros na fase de classificação. Nas quartas de final passou pelo No Bid; nas semifinais derrotou nos pênaltis o Hangover e, na grande final, derrubou o Lodetti – também nos tiros livres da marca do pênalti. Mas a vaga à Série Bronze e o título da Taça Inverno quase não apareceram. “No dia das finais estávamos muito desfalcados e somente com um reserva”, recorda Jorge. “Mas nossa garra e determinação fizeram a diferença”, avalia o camisa 9.

Os pontos altos do Báguas são o elenco e o consequente entrosamento. Com essas características, o time aposta no sucesso para esta temporada. Porém, Jorge sabe das dificuldades do campeonato, e que ficará mais complicado ainda a partir de um problema oriundo do próprio time – “o não suficiente comprometimento”, em suas palavras. “Não é por mal, mas temos jogadores esses que atuam em outros times fora do Chuteira e que, às vezes, não podem comparecer ao nosso jogo”, lamenta o manager. Na estreia da equipe, no próximo sábado, a parada será indigesta: o tradicional Camelo pela frente.

Em um ponto Palestrinha da Catarina e Báguas são similares: a confiança de, na temporada de estreia, fazer uma boa competição. “Jogar e se divertir em primeiro lugar, reunir esses amigos e confraternizar no ambiente do Chuteira. E, assim, jogo a jogo, vamos vendo o que vai dar. Tenho certeza que temos potencial pra chegar nas finais e vamos em busca disso”, espera Hiro. Já Jorge, pelos lados do Báguas, é mais direto: “Minha expectativa é de subir para Série Prata logo de cara. Nossa meta é esta”.
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