Equipe de Hiro abriu 3 a 0, mas, com jogador expulso, sofreu o empate e só garantiu vaga na Bronze nas penalidades
Após 5 semanas de muita disputa, a Taça Outono finalmente conheceu o seu vencedor. Em um caloroso embate, o Palestrinha da Catarina sagrou-se campeão contra o F.a.c.s.a.o. MX e agora é uma das equipes que lutará pela taça de campeão do Chuteira de Bronze no segundo semestre desse ano.

O jogo, no entanto, começou bem diferente de seu resultado final um empate em 4 x 4 que levou a decisão às penalidades. Logo de cara o F.a.c.s.a.o. chegou a marcar um gol com Joelson após disputa com o goleiro, mas justamente por isso o árbitro invalidou o tento. O Palestrinha, porém, deu o troco rápido. Após cruzamento, Guga, posicionado no segundo pau, cabeceou a bola para o chão. Ela bateu na trave esquerda e entrou chorando, abrindo o placar.
Apesar da vantagem, o Palestrinha apresentava vários problemas com a marcação. A lateral esquerda era uma avenida por onde passavam diversas das jogadas adversárias. Por outro lado, quando a equipe ia ao ataque, abusava das jogadas aéreas, gerando problemas ao F.a.c.s.a.o. Mesmo assim, o temido segundo gol veio – mas não pelo ar. Guga recebeu passe na entrada da área e mandou no cantinho direito, fora do alcance do goleiro.
O F.a.c.s.a.o. sentiu os gols e chegava muito pouco à área adversária – em partes porque o Palestrinha finalmente acertou sua marcação e também porque mantinha a bola no ataque. Em uma dessas vezes em que subiu ao ataque, o terceiro gol acabou saindo. Lukinhas aproveitou rebote do goleiro e, caído pelo lado direito da área, estufou a rede mandando a bola no ângulo oposto. 3 x 0. Guga ainda teve chance de marcar o quarto quando recebeu passe, chapelou o marcador e mandou para o gol de voleio. No entanto, não acertou a meta.
Tudo ia muito bem até pouco antes do apito do árbitro encerrando o primeiro tempo. No último lance, Piru cometeu falta e tomou amarelo. Por reclamar, tomou azul. O jogador ia se dirigindo para fora do campo e, do nada, resolveu voltar e falar poucas e boas para o árbitro. Não deu outra: foi expulso e passou o resto da partida esbravejando. O Palestrinha teria 25 minutos com um homem a menos em campo.
O segundo tempo foi muito diferente. Inspiradas, as equipes marcaram um gol após o outro. O primeiro foi do F.a.c.s.a.o., como era de se esperar para um time com um jogador a mais e precisando desesperadamente reverter um placar tão adverso. Após cobrança de escanteio, o artilheiro Joelson cabeceou para o chão e a bola passou entre as pernas do goleiro. 3 x 1. Pouco depois, o mesmo Joelson marcou o segundo e o terceiro de sua equipe, empatando o jogo e dando fortes emoções para os minutos finais. O primeiro, com um chute rasteiro, e o segundo, cheio de raça e atitude, com a canela após um cruzamento.
Os ânimos ficaram exaltados após o empate. Uns comemoravam e outros reclamavam, e nessa o Palestrinha deu a saída. Aproveitando-se da distração do goleiro Stênio, que ainda comemorava, mandou direto da linha de meio de campo ao gol, marcando o quarto tento da equipe.
Sabendo da bobeira que marcaram, o F.a.c.s.a.o. pediu tempo. Em meio ao calor do acontecimento sobraram discursos para definir de quem era a culpa, mas apareceu também um sábio conselho para manterem a calma. Essa calma, aliás, pode ser definida como a responsável pelo empate que acabou vindo a seguir – para variar, dos pés de Joelson. O camisa 11, posicionado no primeiro pau, desviou de primeira para o gol um cruzamento rasteiro.
O jogo estava em seu fim, mas antes que o árbitro apitasse o Palestrinha ainda perderia uma enorme chance de decidir o jogo e evitar que o mesmo fosse para os pênaltis. Guga driblou quatro marcadores pelo meio em velocidade e tocou para Siri que, sem goleiro (ele também havia sido driblado!), não marcou, pois se enrolou o suficiente para o marcador roubar-lhe a bola.
Com o empate, as equipes deveriam decidir nos pênaltis. Guga foi o primeiro a bater e abriu o placar das cobranças. Em seguida, Thalles bateu mal para o F.a.c.s.a.o. e o goleiro Reginaldo defendeu. O Palestrinha tinha, então, a chance de ficar à frente nas cobranças, e Állex não perdeu a oportunidade, aumentando a vantagem. Pelo lado do adversário, a pressão aumentava. Adriano não poderia perder a cobrança, mas foi justamente o que ele fez, terminando a série de penalidades em 2 x 0 a favor do Palestrinha, que se sagrou campeão do IV Festival Chuteira – Taça Outono e se garantiu na Série Bronze do Chuteira.
Abaixo a premiação individual da competição:
Artilheiro – Joelson (F.a.c.s.a.o. MX)
MVP – Guga (Palestrinha da Catarina)
MVG – Stênio (F.a.c.s.a.o. MX)
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