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PAGALANXE TEM NOVA OPORTUNIDADE PARA VENCER CLÁSSICO

Freguês do Bacana, o Atlético Pagalanxe terá mais uma chance de derrotar seu arqui-rival Bacana pelo Chuteira de Ouro. Desde que as equipes se associarem ao Chuteira, os times de Bruno Corneta e Marcelo Rocha se enfrentaram duas vezes, pelo V e VI Chuteiras de Ouro. Na primeira ocasião, o Bacana eliminou nas oitavas-de-final os laranjas; na do torneio passado, uma vitória apertada e um tanto tumultuada pela arbitragem, que anulou gol do Pagalanxe e terminou em 3 a 2.

Para a partida válida pelo VII Chuteira de Ouro, os times se encontram em situações opostas. Isso porque o Pagalanxe vem de 3 derrotas consecutivas, sendo duas por goleada, enquanto o Bacana, apesar da derrota para o Estudiantes – aliás, único time que o Pagalanxe venceu – o time dos artilheiros Rômulo e Demehur, sem contar o matador mor Yanes, vem embalado e confiante com 7 pontos, dois atrás do líder Acidus, dividindo a vice-liderança com Bengalas e Equipe Bróder.

E o maior adversário do Pagalanxe parece ser o desânimo em não conseguir os resultados positivos. “Confesso que estou desanimado. Não para jogar, mas pelo time, que, mesmo jogando incrivelmente melhor, consegue tomar gols tão bestas e perder uma partida em instantes”, falou Bruno Corneta. Além de desanimado, ele se confessa triste. “Não estamos abalados, mas sim tristes. Afinal, qual time não ficaria depois de perder do The Veras?”.

No Bacana, as coisas não estão desanimadas, mas a derrota foi um balde de água fria num time que se credenciava como um dos favoritos ao título. Mas a dor maior é não ter podido vingar a eliminação do torneio passado, que ficou engasgada nas gargantas bacanas de seus jogadores. “realmente tinha um sabor especial vencê-los devido à eliminação no Chuteira passado e por ser um time muito forte. Perdemos, mas não faltou respeito a ponto de entrarmos de salto alto. Fomos obrigados a mudar o estilo de jogo em razão da forte marcação atrás do meio de campo feita pelo adversário”, confirmou Marcelão Rocha. “O time do Estudiantes se jogar o que jogou sábado tem totais condições de se classificar e brigar pelo título mesmo sem o Caio”, completou, reconhecendo que o time de Caio é um forte candidato ao título.

Entretanto, há consciência de que perder é normal estando no Grupo B, o grupo da morte. “Todos os times desse grupo são fortes e têm suas qualidades. Assim, estamos preparados para as possíveis derrotas nessa fase de classificação, mas confiamos no time e também na classificação”, aponta o capitão.

Se o Bacana tem ciência das dificuldades e de que derrotas acontecem, há uma pressão – na verdade, uma obrigação – para vencer o Pagalanxe, manter o tabu e seguir na cola dos líderes. “São três pontos que meu time não pode perder visando classificação”, avisa o camisa 5. Perguntado sobre um gosto especial em vencer um clássico, Marcelão foi taxativo. “Pagalanxe não é mais clássico para nós. Estou realmente pensando é no Primatas caso subam para o Chuteira de Ouro no próximo semestre”, alfineta. “O Pagalanxe só não está em último devido à má fase de Joga 13 e Melville”, finaliza.

. Bruno assume que o Bacana é hoje um time melhor que vive um momento melhor. Por isso minimiza uma possível derrota e crê poder se classificar nos três jogos finais. “Para vencer, temos o pensamento positivo de sempre, mas isso dificilmente ganha jogo. Por mais que eu fale mal do Bacana, eles têm um time melhor e mais entrosado”, aponta ele. “Depois teremos outros jogos de confronto direto com outras equipes da parte de baixo da tabela”, lembra ele, referindo-se a Joga 13, Melville e Equipe Bróder.

De fato, as coisas podem complicar com uma derrota para ambos os lados. Afora a questão da moral abalada, é o momento da reta final do chuteira em que todos brigam pelos pontos para se classificar. Se o Bacana perder, The Veras e Bengalas podem deixá-los para trás, enquanto 13, Melville, Estudiantes e Pagalanxe podem encostar perigosamente. Se o Pagalanxe perder, a situação é de fato desesperadora e pode deixar o time com um pé na série Prata. “Falta comprometimento, entrosamento e vontade. Time a gente tem”, acredita Bruno.

“Se o Pagalanxe perder, vai cair, pois tem ainda pela frente times tradicionais como Joga 13 e Melville buscando reabilitação. Mas isso será interessante para a reestruturação do time e um belo atrativo para a Série Prata, assim como está sendo o Roleta Russa”, profetiza Marcelão. “Já pensou ainda se o Primatas não sobe? Aí teremos Pagalanxe x Primatas, o clássico da Série Prata.E o Bacana na Série Ouro sem o freguês”, decreta.
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