Se por um lado a rodada foi boa para alguns – aliás, ótima para certos times que já dispararam no sentido da classificação às finais –, por outro, times que prometiam fazer bela campanha, tanto na Ouro como na Prata, já podem acender o sinal de alerta e repensar suas pretensões dentro dos campeonatos.
Falando primeiro do Chuteira de Prata, divisão que dará quatro vagas ao próximo Chuteira de Ouro, o Bucets chegou à sua segunda vitória em dois jogos disputados ao bater o É Verdadeee em um confronto bastante movimentado – em que Daniel Fischer e um dos árbitros colocaram seus dotes de enfermeiro em prática, após Rafael Storch abrir um corte na cabeça em disputa de bola pelo alto. Vitória de Denys, o fanfarrão, e sua turma por 7 x 4, garantindo os 100% de aproveitamento. E Xixi neles!
Outros dois grandes resultados, ainda pelo Grupo A, foram as vitórias do Locomotiva Tarja Preta diante do Roletinha, incontestáveis 6 x 0 para Publius e o comandante Lucas, que atropelaram a garotada do Roleta dentro de quadra, e da virada do Basicus nos minutos finais sobre o Camelo, mostrando que nesse semestre o time rosa não será uma piada. Afinal, na base da garra e muita vontade, o time de R. Barath conquistou sua primeira vitória no campeonato (a segunda em jogos oficiais em sua história) e já consta na zona de classificação.
Já na outra chave, o Xoro Paro vem sendo uma surpresa positiva e derrotou o então líder dop grupo, o Elefantes Indomáveis por 3 x 2. Com um jogo a menos, é o único no grupo a manter os 100% de aproveitamento. Parece que com a troca de algumas peças, e a chegada de alguns reforços, Kuminha brigará para levar sua equipe ao Chuteira de Ouro do próximo semestre. Peculiaridade dentro do grupo é que nenhum time desgarrou dos demais.
Realmente o final de semana não era do Roleta Russa, pois se não bastasse a sacolada que o Olímpico havia sofrido diante do Locomotiva, no Chuteira de Ouro o Roletão perdeu feio para o Fiorella Basil. Irreconhecível o time de Baru levou de 7 x 2 do ótimo Fiorella, que na Ouro é a única equipe que permanece na dianteira somando nove pontos em três partidas, ou seja mantendo os 100% de aproveitamento. Ao fim do jogo, Gegê, com cara de acabado, ainda comentou: “Fomos atropelados em quadra”. Talvez o time tenha sentido a ausência de seu capitão, que teve de ir embora logo que o Olímpico perdeu sua partida.
Outro chamariz interessante na divisão de elite foi o fato das partidas terminarem empatadas (foram quatro empates em oito jogos) ou com goleada (algumas delas impiedosas e inesquecíveis), exceção à regra foi o embate entre Equipe Bróder x Joga 13 (4 x 3), que só não acabou empatado porque Caieiras ajudou a EB sofrendo um frangaço nos acréscimos e decretando a perda da invencibilidade do 13. No resto, Acidus e Primatas levaram um ponto cada um graças ao goleiro Diego, que fechou o gol e impediu que o Primatas goleasse. Outros empates, esses com placares mais elásticos, foram: Bacana 5 x 5 MachuPichu, com o time de Danilo buscando dois gols nos minutos finais, Arouca 6 x 6 SNG, com um SNG forte no primeiro e decadente no segundo, e Fúria 5 x 5 The Veras, com outro gol nos acréscimos (Veras) a frustrar 3 pontos do adversário na tabela.
Nas goleadas que ocorreram na Ouro, destaque também para o bom Fora de Série, que mesmo com Cavaleva, destaque da partida, chegando atrasado, passou por cima do Kadência e se recuperou da goleada sofrida diante do SNG na primeira rodada da competição. Outro resultado expressivo foi a vitória do atual campeão Bengalas diante do Estudiantes de La Villa, que já pinta como concorrente ao rebaixamento e segura a lanterna do Grupo A.
Se por um lado equipes já visam pontos para atingir a classificação as fases finais em poucas rodadas, outros times bons, como Kadência e atual vice-campeão, o Bacana, devem realmente abrir o olho caso não queiram estar no próximo Chuteira de Prata. Como dito, quase que por todos do mundo Chuteira, dessa vez a Ouro não tem grupo da morte – os dois grupos são de morte.
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