Empurrados pelo desejo de compor a elite do Chuteira, 20 equipes farão da atual Série Prata talvez a divisão mais equilibrada e disputada da história. Para tanto, o Grupo A já larga como considerado mais forte. Será mesmo?
Quando se pensa em Série Prata, logo vem à mente a divisão seguinte: a Ouro. Afinal, é na principal divisão do Chuteira que a maioria dos jogadores sonha em estar. A largada pela Ouro será dada neste sábado e, como já virou rotina falar, está repleta de grandes times e a promessa de muita emoção.
O sorteio realizado no último dia 18 para a composição dos grupos mostrou, aparentemente, o Grupo A como o mais forte. Pelo menos era o que se ouvia a cada nome de time sendo sorteado e preenchendo os espaços vazios do grupo. A cada novo time, um zum zum zum de preocupação de quem estava presente e já naquele grupo. Todavia, menosprezar o outro lado nunca foi uma aposta certeira – uma vez que, como o próprio Chuteira já mostrou, tudo pode acontecer quando se entra em campo. E já cansamos de ver Davi derrotando Golias...
Quem analisa o Grupo B logo pensa duas vezes antes de cravar qualquer prognóstico. "Ao contrário do que muitas pessoas comentam, o nosso grupo está bem forte. Terão jogos equilibrados, com 4 times que já disputaram a Ouro, junto com Elite e Ras Time, que sempre dão trabalho na disputa pela classificação. Não será nada fácil", argumenta o técnico do Roletinha, Vadão.
O Roleta Olímpico é a maior atração do Grupo B, já que retorna, após um semestre, à divisão – disputou a Ouro na temporada passada – e vem com uma contratação de peso: o artilheiro Ritolê. Junto ao time desceu de divisão, também, o Bufalos. A equipe de Dinho sonha com a volta das `vacas gordas`, época na qual o time era forte e temido pelos adversários. Bonde Dos Abelhas e TCM se afirmaram na divisão e ameaçam times de tradição nesta temporada. "O TCM nunca passou de fase quando disputou o Chuteira de Prata e a primeira coisa que fizemos foi manter a base do semestre passado, quando o time jogou muito bem as últimas 4 partidas, livrando-se do rebaixamento. Creio que está na hora de passarmos às quartas de final", sonha Marcião, manager do TCM.
Os recém-promovidos Elite e XTJ fazem parte do Grupo B. Inclusive, irão repetir o duelo das semifinais do IV Chuteira de Bronze – triunfo surpreendente do Elite. Med Taubaté, Diabos Negros e NGM permaneceram na divisão, e agora sonham com a afirmação. "Esperamos fazer um semestre melhor que o passado, atingindo nossa primeira meta: passar para o mata-mata. Saíram alguns jogadores, e, com a chegada de outros, vamos tentar manter a pegada do semestre que subimos para a Prata", garante o artilheiro do NGM, Eduardo Memé. E fecha o grupo B o tradicional Ras Time. "Acredito que faremos um belo campeonato, com mais pegada na marcação e mantendo um bom ataque, que é nossa maior força. O nosso objetivo é fazer uma boa primeira fase e, no mata-mata, ter mais cabeça e fazer o jogo certo para chegar à Ouro", projeta Felipe Iasi, um dos destaques da equipe.
Já o Grupo A está repleto, pelo menos no papel e na tradição, de nomes de peso. Quem se destaca logo de cara é o The Veras. Depois de muitas temporadas na Ouro, o time grená irá abrilhantar a série prateada. "Esse é um semestre de renovação pra nós. Estamos mudando um pouco nosso estilo, e acho que o resultado vai ser um jogo mais bonito. Queremos desfrutar, ter prazer de jogar. O que aconteceu semestre passado foi uma tragédia, mas há males que vêm para o bem. Se engana quem pensa que vamos jogar só pra subir. Encaramos a Prata como um título importantíssimo e pensamos em levantar essa taça", espera o manager e meia Pedro de Luna. Ao lado do Veras, a tradição do Fora de Série e a tranquilidade do Maciota’s darão mais emoção à chave.
O atual campeão da Bronze é um dos times mais aguardados desta temporada, e está no Grupo B. Todos querem saber se o Cabeça Rachada fará campanha quase impecável agora quanto a realizada no semestre passado. Junto ao time de Tché e Luisinho vêm Allianza Sagrado e Inflação, ambas também advindas da Bronze e que devem dar muito trabalho para equipes como Império Celeste e Zenite. "Minha expectativa é alta, já que nos preparamos e estamos colhendo os frutos. No Festival mostramos que nossa equipe veio para ganhar a Prata. Sabemos onde erramos e fizemos uma preparação para corrigir esses erros. A Prata é um campeonato onde a vontade de vencer define muitas partidas e, nesse ponto, eu confio na minha equipe, que sempre correu muito em quadra", valoriza Lucas de Freitas, manager do Zenite.
Completam a chave A um time que está pronto para a afirmação e outro que pretende retomar o caminho das glórias: Mercenários e Acidus, respectivamente. "Aprendemos um pouco com os erros do campeonato anterior, e não podemos errar de novo. De fato a Prata é mais difícil que a Bronze e não podemos bobear porque os times são bons. Espero que possamos fazer um bom campeonato e terminar na primeira colocação para passar para a Ouro direto, sem precisar de mata mata", admite Marquinhos, um dos dirigentes do Mercenários.
Já no Acidus, o capitão Lói espera um equilíbrio muito grande, com a decisão de quem sobe no grupo na rodada final. “Acho que teremos uma briga muito forte para ver quem será primeiro do grupo. Os plantéis das equipes em nosso grupo são bem equilibrados e muito fortes. Espero que o Acidus lute por essa vaga na Ouro já na primeira fase e depois pelo título, claro”, finaliza Lói.
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