Antes apontados como possíveis semifinalistas, Rabeloska, My Balls, CAV e Só Canelas confirmam as previsões e jogarão, no próximo sábado, para ver quem herdará do Diabos Negros o título da Série Bronze
E deu a lógica na Bronze. Por mais que Xoras, Coringa, Os Mostarda e Tudo Bacana fossem apontados como times que poderiam surpreender nas quartas de final, uma novidade entre as quatro melhores equipes do certame foi rechaçada dentro de campo. Dessa feita, Rabeloska, Só Canelas, My Balls e Clube Atlético da Vila vão decidir o título, comprovando as forças demonstradas ao longo da fase de classificação.
“Serão jogos de altíssimo nível técnico e tático, sem favoritos. Com certeza, quem comparecer verá jogadas de efeito e muita luta. Quatro times querendo muito ser campeão”, define Ricardinho Curumim, um dos líderes do Só Canelas, time com o melhor ataque do Chuteira no semestre.
As quatro equipes praticamente comandaram a Bronze, elevando o nível técnico da competição – ao ponto de muitos classificarem estes times como nível Série Ouro. CAV e My Balls, por exemplo, são os únicos times que ainda estão invictos dentre as 64 agremiações que participaram deste semestre no Chuteira. Já Só Canelas (92 gols) e Rabeloska (85 gols) são os ataques mais poderosos e tiveram apenas uma derrota cada um. “Todas as divisões tem de 4 a 6 times fortes. O que tenho certeza é que esses os quatro times que estão disputando a Bronze estariam brigando por boa campanha na Ouro, e vão entrar muito forte na Prata, sem dúvida nenhuma”, confia o homem-forte do CAV, Caio Fleischmann.
O time de Caio terá pela frente o Rabeloska. Antes de iniciada a competição, as equipes eram apontadas como francas favoritas a vencer seus grupos e, consequentemente, disputar o título da divisão. O CAV fez sua parte, vencendo 10 partidas e empatando apenas uma (1 a 1 ante o Bonde dos Abelhas), dentro do Grupo B. Porém, o Rabeloska foi surpreendido pelo Só Quem Sabe (derrota) e por My Balls (empate) no Grupo A. Recuperou-se dentro do grupo, mas terminou na segunda posição – antecipando o esperado confronto.
Luisinho Alexandre, que começou sua participação no Rabeloska já com o campeonato em andamento, está ciente que o time hesitou – mas que tem sua força: “Estava longe e, apesar de acompanhar o site e conversar muito com o pessoal do Rabeloska, é difícil ter uma noção exata das coisas. Sempre confiei no time e sabia que iríamos subir à Prata. Contava que iríamos conseguir isso direto na primeira fase, mas parece que o jogo com o Só Quem Sabe foi totalmente atípico, e acabou atrasando um pouco esse objetivo”, relata o menino ex-Bacana e ex-Arouca.
Os times duelam na quadra 5 neste próximo sábado, às 14h30. A quadra deverá ficar pequena tamanha a importância do confronto. Caio é realista e sincero: “Será um jogo de paciência, aonde quem errar menos leva. Na minha opinião, será decidido em jogadas individuais. Sobre o favoritismo, ambos fizeram campanhas incríveis e mostraram o porquê foram considerados favoritos. Esse jogo teria que acontecer mesmo, e só vai valorizar ainda mais a Bronze”. Já Luisinho é mais político, jogando todo o favoritismo para o adversário: “Sobre essa história de favoritismo, acho que até agora só o CAV provou o rótulo de favorito: melhor campanha, faixa, bandeira, confiança lá em cima, muita badalação, muita falação. Sem dúvida são os favoritos para sábado. O Rabeloska vai lá cumprir tabela e tentar dificultar um pouco isso aí. Quem sabe a zebra do The Veras resolva aparecer pela Bronze, né?”.
Se de um lado das semifinais os favoritos chegaram, do outro, os até então desconhecidos farão o ‘duelo de Pirituba’. Advindos do bairro da Zona Norte de São Paulo, My Balls e Só Canelas devem fazer um confronto equilibrado. “Com certeza um time de Pirituba representará o bairro na decisão. Gostaríamos que esta fosse a decisão, mas, quem passar vai representar muito bem a região e os torcedores”, afirma Ricardinho.
O Só Canelas chegou sem muitas pretensões. Foi vencendo, marcando gols e convencendo. Mas a derrota justamente para o CAV, na fase de classificação, custou a classificação antecipada do time à Prata (foram 10 vitórias e apenas esta derrota). Mesmo assim, o Canelas não desanimou e despachou XTJ nas oitavas de final e, em seguida, o Bacaninha, tudo com “muita vontade, humildade e união”, de acordo com Ricardinho.
O outro ‘lado de Pirituba’ é o My Balls. Era quase que completamente desconhecido dos frequentadores do Chuteira. O time foi vencendo aqui, ganhando ali e foi crescendo. Acabou beneficiado pelo tropeço do Rabeloska ante o Só Quem Sabe, empatou com o mesmo Rabeloska e venceu o SQS no confronto direto que selou o destino do Grupo A. “Antes de montarmos a equipe, decidimos escolher apenas jogadores que são amigos e que gostavam de jogar bola. E, o mais importante de tudo, compromissados com a equipe e com a competição. Deu certo. Nosso objetivo inicial foi alcançado – acesso à Série Prata”, revela Rodrigo D’Alonso, um dos líderes do time e ex-jogador de Bucets e Locomotiva Tarja Preta.
D’Alonso compartilha da mesma artimanha de Luisinho: atribuir ao rival o favoritismo do confronto: “Somos a zebra da competição, e o Só Canelas é franco favorito. Acho que eles sairão na frente e teremos que correr atrás do prejuízo. Será um jogão. Nosso goleiro fará a diferença. Afinal, é o destaque do nosso time”.
O My Balls derrotou o Império Celeste nas oitavas de final e passou com muita dificuldade pelo Coringa, nas quartas de final, em jogo muito equilibrado e tenso. Prova de uma competição acirrada. “Achei que seria mais tranquila a disputa da Bronze, mas logo no segundo jogo já percebemos que seria ‘osso’. Não acompanhei as outras séries este semestre, mas pelas edições que joguei, acho que temos times na Bronze com totais condições de jogar de igual pra igual nas séries de cima”, analisa D’Alonso, que faz uma previsão de forma sucinta: “Acho que a Série Prata do próximo semestre que vem será a melhor que já teve”.
Comentários (0)