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OPALAS E LARANJA DECIDEM QUEM FICA COM A BRONZE

Opalas? Laranja Mecânica? Poucos ouviram falar deles, mas um dos dois estará na Série Bronze no ano que vem

Em qualquer competição, a busca do ouro é o essencial. Na Taça Primavera, cuja final será neste sábado, não é bem assim. Opalas e Laranja Mecânica brigam para ver quem fica com a bronze. No caso, a Série Bronze do Chuteira de Ouro.

Sim, o IV Chuteira de Bronze, a ser realizado no primeiro semestre de 2012, terá, no mínimo, duas novas equipes. Uma delas será conhecida apenas no encerramento da Taça Verão – torneio classificatório a ser disputado em janeiro. Já a outra, desvendar-se-á neste sábado, na decisão da Taça Primavera, que coloca frente a frente o antes desacreditado Opalas contra o time de “amigos do bairro do Morumbi”, o Laranja Mecânica. Para quem faz parte do universo Chuteira, duas equipes desconhecidas, mas que, em breve, poderão brigar lado a lado dos times consagrados pelos ‘canecos’ postos em jogo nas 3 divisões do campeonato.

A trajetória de formação dos finalistas é parecida. Sempre com um grupo de amigos, Opalas e Laranja foram formando corpo. “Começamos jogando futebol de salão, desde pequenos. Em 2010, fomos jogar futebol de campo e, ao mesmo tempo, alguns jogos de futebol society”, conta Alan Buchalla, manager do Laranja Mecânica. Com os times em formação, a meta era alcançar um campeonato de peso. E foram jogadores de equipes que já fizeram parte em algum momento do universo Chuteira a darem a dica sobre a competição. Assim, chegaram à disputa do torneio classificatório. “Descobri o Chuteira de Ouro em julho de 2011, através do Doug (Douglas Latorre, jogador dos Elefantes Indomáveis). Infelizmente perdi o prazo para inscrição na Taça Inverno, mas deu certo pra Taça Primavera”, comemora Leo Chaves, homem-forte e artilheiro do Opalas.

A campanha das duas equipes no campeonato foi bem diferente. Enquanto o Laranja Mecânica não encontrou dificuldades para alcançar a fase eliminatória, o Opalas esteve à beira da desclassificação. Na estreia, um empate de tirar o fôlego ante o All Blue’s: incríveis 5 x 5. No terceiro jogo veio a confirmação da vaga, quando a equipe conquistou sua primeira vitória, contra o Máquina do Mal, por um magro 1 x 0. Porém, o jogo que quase colocou em risco a classificação ocorreu na segunda rodada. “Depois de um 9 x 1 (derrota para o Fênix) na fase de classificação, quem diria que nos classificaríamos sequer para as quartas de final? Para os jornalistas do campeonato, depois daquele jogo, a gente era, sem dúvida, um dos últimos times nas apostas à decisão”, ressente-se Leo, chateado com a descrença em cima da equipe. Mesmo assim, o Opalas avançou de fase: liquidou o Vai de Boa nas quartas (triunfo por 4 x 2) e não deu espaço ao Peñarol na semifinal, vencendo por 6 x 2.

Já o Laranja mostrou futebol um pouco mais consistente e, mesmo com um (sempre) inexplicável WO, conseguiu carimbar seu passaporte à fase derradeira da Taça. De cara, na rodada inicial, uma goleada em cima do Black Lotus por 5 x 1, mostrando seu cartão de visitas. Mas o mesmo cartão seria colocado em xeque na rodada seguinte, quando não compareceram para encarar o Vai de Boa – deixando uma má impressão aos organizadores e demais participantes do Chuteira de Ouro. Porém, na terceira rodada, recuperaram-se ao bater o Peñarol por 2 x 0. Nas quartas de final ficaram em apuros contra o favorito Vila Cruz: igualdade em um gol no tempo regulamentar e a confirmação da classificação apenas nas cobranças de pênaltis. Nas semifinais, um pouco mais de facilidade: 6 x 2 ante as surpresa Dínamo. Mesmo assim, Alan temeu pela classificação do Laranja. “Os momentos difíceis foram o w.o. por 5 minutos, a decisão das quartas nos pênaltis e sair perdendo de 2 x 0 na semi. Mas, em ambos os casos, nos mantivemos tranquilos, porque sentíamos que a vitória era possível”, relata o camisa 7.

Os méritos das duas equipes por estarem na grande decisão são muitos. Com garra e determinação, além do comprometimento em jogar futebol, Opalas e Laranja deram continuidade no sonho da vaga à Série Bronze. “(A classificação) Sem dúvida foi por causa da união e da vontade do time”, afirma Léo Chaves, explicando os motivos que fizeram o Opalas alcançar a última etapa do certame: “O time começou bagunçado. Era um catado de amigos, e cada um fazendo o que queria. Desde que nos organizamos, definimos melhor a função de cada um, bem como a tática de jogo, e passamos a nos cobrar mais em campo, a ter maior vibração”.

Com o Laranja não foi muito diferente a busca pela vaga na decisão. “O mérito da equipe foi o compromisso assumido e a seriedade com o campeonato. O time não teve ninguém machucado e teve muito fair play, com quase nenhum cartão. Acho que temos um time equilibrado: bom ataque e boa defesa”, crê Alan.

À grande decisão – que antecederá o jogo festivo entre Imprensa versus Anti-Imprensa e a final do III Chuteira de Bronze –, as equipes se preparam “às escuras”. Pelo menos é o que relatam Alan e Léo. Para o manager do Opalas, “o Laranja é uma equipe bem organizada e entrosada”, além de possuir “alguns talentos individuais que podem fazer a diferença a favor deles”, mas diz não ter tanto conhecimento acerca do adversário: “Sabemos pouco sobre eles”, comenta. Pelo lado do Laranja, parece que a recíproca é real. “O único jogo que vimos deles foi o primeiro tempo da semifinal. Só sabemos que será um grande jogo, pois os times estão no mesmo nível”, considera Alan.

Aos que ainda não conhecem os finalistas de sábado, o que esperar? “No Opalas, a tática será fazermos o nosso jogo, sem nos intimidar com ninguém pra conseguir o título e a classificação à Bronze”, espera Léo Chaves. No Laranja, a expectativa não é diferente. “Teremos muito foco. Será um bom jogo de bola, e um placar bastante movimentado”, atesta Alan.

Sábado, 17 de dezembro, às 13h30, passaremos a conhecer o novo integrante da Série Bronze.
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