Time de Caio Ferin quase foi extirpado no fim do ano. Só sobreviveu à saída de seu manager porque Julio Sérgio assumiu o comando da equipe e promete dar trabalho aos adversários
Começar de novo. Esta é uma frase que pode causar arrepios ou depressão. Tudo porque um recomeço é sempre árduo. Mas os frutos a serem colhidos no futuro podem trazer a satisfação desejada, quando se entra em uma jornada como esta. Quem está recomeçando é o Estudiantes de la Vila, um dos times mais respeitados dentro do Chuteira de Ouro. E, junto com o time, quem está se repaginando é Julio Sérgio, ou simplesmente, o Julinho.
A notícia de que o Estudiantes poderia fechar as portas assombrou aqueles que respiram a competição. Afinal, o time idealizado por Caio Ferin junto sempre deu trabalho às equipes da Série Ouro, chegando a ser vice-campeão, na 6ª edição. Por exemplo, no caminho do tricampeonato do SNG, no X Chuteira de Ouro, o Estudiantes engrossou a vida de Fabinho e Cia. e quase adiou o tri. Porém, uma dívida antiga – e o convite para ingressar no Mulekes – fez Caio abandonar o time que ele próprio criou. Foi aí, então, que Julinho bateu no peito e não deixou o sonho acabar. Assumiu a responsabilidade de comandar a equipe com uma promessa: “Está nascendo um novo Estudiantes”, manda o recado.
Julinho foi o grande responsável pela manutenção do time dentro do Chuteira de Ouro. Todavia, outros jogadores foram importantes. “Tomei a frente do Estudiantes junto com o Vitinho e o Punha”, revela o novo manager. Com a força de vontade, o Estudiantes sobreviveu, e espera renascer. Vitinho recrutou 4 novos jogadores, Punha um novo atleta, e Julinho foi o responsável por trazer 8 novas peças para compor o elenco. Assim, o Estudiantes se mantém vivo. E, diante da satisfação, Julinho começa a pensar de forma mais ousada: “Para este XI Chuteira de Ouro, penso em chegar entre os semifinalistas, mas será difícil, pelo entrosamento do time e por várias equipes de alto nível”. Porém, já projeta o segundo semestre de 2011: “Com o entrosamento, vejo um Estudiantes forte para o semestre que vem”.
Ao assumir de vez o comando da equipe, Julinho foi categórico em manter o nome Estudiantes de la Vila. “Pediram para eu mudar, mas quem criou foi o Caio, em, homenagem ao pai dele, e vai ficar assim, além de eu também achar um nome bonito”, explana um saudoso Julinho. O jogador-manager revela os planos para o time engrenar em 2011, depois da reformulação: “Sem comprometimento entre os jogadores complica. Mas, por ser um time entre amigos, o Estudiantes terá pessoas comprometidas para fazer do time cada vez melhor”.
Este sentimento de comprometimento foi o responsável por manter Julinho na equipe e, mais ainda, necessário para que ele não fosse atuar por outra agremiação. O jogador recebeu outros convites, mas resistiu e assumiu a responsabilidade de emergir o Estudiantes de iminente espoliação. “Preferi ficar, mesmo sendo sondado por outros times”, esclarece Julinho.
Em três jogos dentro da Série Ouro, o Estudiantes obteve um empate e duas derrotas. Um dos reveses veio justamente contra o Mulekes, time para onde foi Caio Ferin, que não jogou por conta de uma suspensão. “Mas no próximo encontro de Estudiantes e Mulekes a gente ganha”, crava um confiante Julinho.
Ao contrário do que boa parte das pessoas faria, neste caso, Julinho tomou uma atitude sensata de manter o Estudiantes, sem frustrações. E revela não ter sentimentos negativos em relação a Caio: “Foi mais molecagem da parte dele, mesmo. Porém, sem mágoa alguma”. Julinho não descarta um retorno do fundador do time, em um futuro breve. “Mas o Caio terá que batalhar muito se quiser retornar ao Estudiantes”, finaliza.
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