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O REAL PAULISTA E A DIFÍCIL MISSÃO DE SUSTENTAR O CANECO

Time de Gará, Marcinho e Marquinhos inicia a luta pelo bicampeonato da Ouro no sábado, contra o aguerrido Fúria, dos irmãos Motta, querendo provar que o título não foi mero acaso

Defender um título nunca é tarefa fácil. Existe tanto o desafio ao campeão de manter a regularidade que o levou ao caneco, quanto superar os adversários, sedentos por vitória para destronar o atual vencedor do certame. O tricampeão SNG e Fiorella sabem bem como a tarefa de sustentar a taça é árdua. E, agora, outra equipe entra no seleto grupo de “defensores do título”: Real Paulista, vencedor do XI Chuteira de Ouro. O caminho para a glória – ou para o fiasco – ao término de sua participação começará no próximo sábado, ante o Fúria. A expectativa é grande: o Real Paulista alcançou o status de “time a ser batido”.

“Somos uma equipe a ser batida, sim. Hoje conquistamos um respeito maior. Não somos apenas o Real Paulista: somos o Real Paulista que desbancou o SNG e o Arouca, que, pra mim, são dois times espetaculares”, aposta o capitão da equipe, Pedrinho. Mas, para chegar a esse favoritismo, o Real teve que aprender a acreditar em si. Estreou no Chuteira disputando a Série Prata. Subiu à principal divisão do campeonato em 2009, justamente com o Med Taubaté (atual vice-campeão da Ouro). Na campanha do X Chuteira de Ouro, teve ótima aparição – chegou às quartas de final depois de ficar apenas atrás de Mulekes na fase de grupos. Acabou pagando pela falta de experiência na hora decisiva e saiu goleado pelo SNG. Porém, ali se formava a espinha dorsal que viria a compor o time campeão.

No início da competição que culminaria no título, o Real oscilou bons e maus momentos. Começou muito tímido, com o goleiro Alemão aquém de sua capacidade, e ressentindo-se da ausência de um dos principais nomes do elenco, o “maestro” Panela – suspenso devido às confusões criadas na partida em que o Real fora eliminado pelo SNG, em 2010. Panela cumpriu quatro jogos de punição, mas retornou sedento por ajudar sua equipe dentro da competição. E não deu outra: com ele incorporado ao grupo, o Real se recuperou – classificou-se, como diz a expressão, na bacia das almas, em 6º no grupo e após Arouca Jrs. perder para o rebaixado Elefantes – e cresceu na hora certa, na hora do mata-mata. Eliminou Arouca, SNG e Bacana, em sequência, e levantou a taça contra o Med.

Apesar da importância dentro do elenco, Panela minimiza sua participação e rechaça o rótulo de ‘comandante do título’: “Acho apenas que cresci junto com a equipe, e todos entenderam o propósito do nosso jogo, de muita marcação e contra-ataques perigosos. Tive um crescimento bom na fase final”, relata o camisa 8.

Como em toda temporada, o Real iniciará sua campanha com algumas baixas, porém, com novas aquisições. “Infelizmente, perdemos três peças no elenco: Nando, Diego e Lucas, mas as portas continuam abertas para eles. Quanto aos reforços, são cinco, sendo um deles o Salvador (que estava no Bengalas), que retorna ao elenco. Os outros quatro são jogadores que vão me dar muita dor de cabeça na hora da escalação”, adianta Pedrinho. Isso tudo para poder encarar um forte grupo, pois o Real terá pela frente, no grupo A, equipes do gabarito de Estudiantes de La Vila, Bacana, Fúria e Primatas, entre outros. “Não costumo escolher adversário. Todos no grupo são bons ou muito bons, e nós vamos nos preparando de acordo com cada um deles”, avalia Panela, que vai além: “Não tememos ninguém. Sabemos que teremos que lutar em todos os jogos, respeitando o adversário, mas fazendo o principal, que é jogar o nosso futebol e mostrar a força do Real”.

O Real Paulista virá forte para essa temporada, garante o humilde Panela: “Seria muita pretensão dizer que seremos bicampeões. Mas, que vamos lutar para conquistá-lo, isso nós vamos. E digo que o Real, neste semestre, encontra-se mais forte do que nos outros anos. Assim como o Chuteira, o Real vem crescendo e se reforçando pra poder lutar pelo bi”.

A tarefa para os adversários não será fácil, assim como para o Real Paulista, tamanha é a competência das equipes que disputam a Ouro. Porém, no quesito ‘lema’, o Real leva boa vantagem. “Temos um lema, e tem de ser levado a sério: Quer brincar? Vai pro Playcenter, Playland. A partir do momento que mandamos o primeiro e-mail falando do Chuteira, a busca pelo título já começa. Foco total, e nessa temporada não vai ser diferente”, garante o capitão Pedrinho.
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