Como se já não bastasse toda a rivalidade entre os jogadores do Locomotiva Tarja Preta e do Roleta Russa Olímpico – criada, principalmente, no semestre passado depois de uma partida muito disputada e com placar de 2 x 1 para o Tarja Preta –, o confronto entre os dois times terá uma pimentinha especial, ali à beira do gramado: os técnicos de cada time. “Sempre fomos rivais em muitas coisas. Xadrez, Age of Empires, Counter Strike, tênis. A disputa sempre foi grande. Com vantagem pra mim, claro!”, gaba-se Baru, técnico do Roletinha.
Amigos de colégio, em síntese, Lucas e Baru são dois dos principais responsáveis pelos debates e discussões dentro do mundo Chuteira. Às vezes discordando um do outro, em outros concordando, certo é que os dois são “donos” da principal rivalidade entre times do Chuteira, o confronto Acidus x Roleta Russa. “Um companheiro de Chuteira e rival de time”, resume Lucas.
Baru, o paizão da roletada, homem que ajudou desde o início a comandar e manter as bases do Roletinha – afinal, sem ele o time não existiria – comenta a atual fase de sua equipe: “É evidente que uma recuperação em cima do Locomotiva seria especial. O Publius me chama de Rasputin do Chuteira, acho que é o contrário... O Olímpico está no feitiço dele, mas normalmente a magia é mais eficaz contra seu emissor. Vi isso uma vez no desenho Caverna do Dragão. Espero que seja verdade!”
Do outro lado, Lucas, que é muito amigo de Publius, capitão do Locomotiva, resolveu dar uma força e aceitou prontamente ser o novo maquinista do Tarja Preta quando chegou o convite do velho companheiro de Acidus. “Achei interessante, gosto do Publius e do time. Era uma boa oportunidade de ajudar, fora que ser técnico é um papel muito legal de se cumprir, e complicado porque você tem de agradar a todos e isso sempre é impossível”.
Quando perguntado sobre uma das máximas do futebol – se técnico ganha jogo –, o agora membro do Locomotiva despista, mas narra um momento em que sua posição foi fundamental para a equipe. “Quem decide é quem está lá dentro. A gente pode dar força, elogiar, puxar um cara mais, gritar com ele. Igual com o Foguinho no último jogo, quando pedi pra ele bater uma falta (contra o Basicus). Aliás, pedi não, eu berrei e mandei que ele batesse porque confiava nele. Ele bateu e mandou na caixa. Fez um golaço. Se eu não gritasse, o Publius ou o Renan isolariam mais uma para o alambrado.”
Já pela parte Roleta, Baru pensa de forma semelhante ao seu ex-companheiro de Litigare. No entanto, relembra um episódio negativo de sua atuação decisiva de uma forma um pouco mais pessimista. “Olha, como dizem, um técnico raramente ganha um jogo, mas facilmente
perde um. Como eu, quando errei no Olímpico x Babilônia e perdemos os três pontos. Então, acho que teremos nossas contribuições, mas dependerá muito da disposição de cada equipe pra concretizar uma boa partida”, analisa o também zagueiro do Roletão.
Para finalizar, do lado tarjapretano Lucas deseja “boa sorte” bem humorado para Baru e seus roletinhas:
– Desejo bom jogo e torço pra que vocês se f... no jogo! Baru, meu camarada, depois de Age of Empires, tênis, pingue-pongue, xadrez e futebol, começamos o duelo como técnico! Espero que esse confronto sábado acabe com 1 x 0 para mim!
Do lado roleta, Baru fala a língua dos dois quando jogavam na madrugada Age, xadrez e Counter Strike:
– Esperem apenas um careca berrando pra tentar trazer os três pontos pra casa! Se camperar, te encontro. Se pegar minha rainha, te dou xeque mate com o peão. Se fizer muro, derrubo com a catapulta. Se vier pra cima, eu contra-ataco. Let the game begin!
Sábado, às 14h30, na quadra 10, Lucas x Baru, ops!, Locomotiva Tarja Preta x Roleta Russa Olímpico promete um jogo de tática e muita emoção.
Comentários (0)