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O DESMANCHE DO RABELOSKA

Compromissos particulares, viagens, tempo de descanso, entre outros detalhes estão fazendo uma das equipes mais promissoras no Chuteira de Ouro se reformular. Mas... para melhor?

O II Chuteira de Bronze revelou três equipes que rapidamente subiram de divisões. Foram My Balls, CAV e Rabeloska. À época, jogadores de outros times se assustaram com tamanha eficiência e vontade demonstradas pelos novatos de Chuteira. CAV e Rabeloska passaram pela Prata e chegaram à Ouro de forma meteórica. E logo na sua primeira participação na divisão mais disputada da liga, o time vermelho mackenzista chegou à grande final. Com essa força colocada em prática logo nos primórdios, o respeito e o temor dos adversários com a equipe foram grandes. Com tantas virtudes, a notícia de um desmanche no Rabeloska pegou todos de surpresa.

A equipe montada por jogadores, em sua maioria, do Mackenzie é originária do campo. Através de Dick Vigarista, figura notória no Chuteira, eles ingressaram na liga e mostraram excelente futebol. O Rabeloska irá continuar nos gramados, mas o elenco para jogar o Chuteira de Ouro será outro, completamente modificado. “O Rabeloska não acabou. Em relação à liga, o time foi desmanchado. Não foi o fim do time, e sim, de um ciclo”, explica Guinãzu, remanescente na equipe e novo manager da equipe que irá disputar o XV Chuteira de Ouro.

Sim, o meia, agora, terá a responsabilidade que era de Dick Vigarista: liderar o time nesse recomeço. Dick não só trouxe o Rabeloska ao Chuteira de Ouro como também fez o papel de manager dos ‘vermelhos’. A reformulação está ligada a sua saída, uma questão de prioridade. “Ano passado joguei por muitas equipes (além do Chuteira) e não consegui me dedicar inteiramente a nenhuma. Houve finais de semana que tive 5 ou 6 jogos (levem em consideração que estou ficando velho). Além da parte física, os jogos tomaram praticamente todo meu tempo de lazer. Então resolvi dar prioridade a algumas equipes e campeonatos”, justificou o ex-manager sua saída temporária do Chuteira.

A liderança da equipe, então, fica a cargo de Guiñazu, e ele estará aliado a Careca. Tudo porque o arqueiro do Rabeloska não deixou o time sair da liga. “Ele tinha um sonho de criança, ainda quando esbanjava longas madeixas, em jogar o Chuteira de Ouro, que agora está se concretizando. Foi o Careca quem me convenceu a segurar o Rabeloska e é quem está me auxiliando na remontagem do time”, conta Guiñazu. A equipe ‘vermelha’ continuará a ser de amigos, porém, a maioria do elenco será de jogadores não acostumados à liga. Os nomes ainda estão sendo estudados, mas de certo apenas que três ou quatro jogadores do elenco que terminou a temporada 2012 permanecerão.

A história do Rabeloska no Chuteira de Ouro é rápida, porém, de intensidade. Chegou em 2011 para a disputa do II Chuteira de Bronze e, nesta edição, demonstrou um futebol objetivo e com excelente toque de bola, o que acabou envolvendo seus adversários. No fim da competição, o título em cima do CAV – coroando uma equipe que vinha para se acostumar a triunfos. E no semestre seguinte voltaram a surpreender a todos, chegando à Série Ouro. O caneco da Prata só não ficou em mãos vermelhas porque o CAV foi superior na final, deu o troco e levou o título. E logo em sua estreia na principal divisão do Chuteira, o Rabeloska foi deixando times de tradição, como Elefantes Indomáveis, Só Resenha e o até então campeão Mulekes, para trás. Na decisão do título, não foi páreo para uma maior obstinação do Arouca e acabou perdendo. Mesmo assim, o time mackenzista mostrava que seria uma força contra outras grandes agremiações.

Mas foi na própria edição que apresentou o Rabeloska a times do porte de Fiorella e SNG o momento crítico da equipe – que culminou no desmanche de jogadores agora. “Depois daquela quartas de final contra o Resenha (XIII Chuteira de Ouro, vitória do Rabeloska por 3 x 2), muito foi conversado entre nós. Viagens, compromissos, finais de semana e outros assuntos passaram pela pauta, mas ainda assim resolvemos continuar. Como todos puderam acompanhar, o Rabeloska capengou no XIV Chuteira de Ouro. O tesão e compromisso, de longe, não eram os mesmos”, esclarece Dick Vigarista. Naquele momento começava a desmoronar um castelo vermelho construído pelos mackenzistas dentro da liga. “Mas que fique claro, o Rabeloska não acabou”, finaliza Dick.

A partir de 9 de março o público poderá conferir o novo Rabeloska. A dúvida maior é saber se a equipe manterá a mesma potência ou se passará a ser um time comum. “Espero que a torcida veja só coisas boas”, enche-se de esperança Guinãzu. Alguns jogadores já estão em outras equipes, caso de Cassio, que ingressou no Bengalas, e Barata, acertado com o Arouca. A torcida espera ver a alegria estampada nos rostos dos novos e, principalmente, dos ex-jogadores de Rabeloska de volta. “Quero agradecer a todos que me fizeram convites para jogar o Chuteira neste ano, mas adianto que este primeiro semestre estarei de fora. Não seria justo assumir um compromisso e não estar 100% para ajudar. Acho que meu lugar, hoje, é do lado de fora cornetando (risos)”, brinca Dick Vigarista.
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