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NOVO SEMESTRE, NOVOS TIMES NO CHUTEIRA

Mercenários, Futsampa, Inter de Limão, Allianza Sagrado e Elite entram no mundo do Chuteira prometendo muita luta, pois sentimento fraternal eles têm de sobra

O Chuteira de Ouro cresce a cada semestre. Cada vez mais times querem se unir ao certame, fazendo dele um dos mais disputados da cidade de São Paulo. Em toda temporada, alguns times dão adeus ao torneio; todavia, outros chegam para abrilhantar mais ainda a competição e, quem sabe, cravar seu nome na história. As novas equipes que se juntam aos ‘medalhões’ do Chuteira neste segundo semestre são: Inter de Limão, Allianza Sagrado, Elite, Futsampa e Mercenários. A promessa é de muita garra e bom futebol, para se manterem firmes e, talvez, conquistarem uma vaga na Prata, num futuro próximo, na Ouro. Na maioria dos casos, essas equipes já se conhecem dos tempos de colégio, bairro ou faculdade.

Com o Elite Football foi assim. Amigos dos tempos de faculdade, tinham um time que disputava campeonatos nacionais e internacionais para defender as cores do local de ensino. O tempo passou, mas o contato entre os amigos se manteve. Depois de alguns anos, resolveram tirar a velha equipe do limbo e retomar uma parceria de sucesso. Juntando com mais outros amigos, “tá aí o Elite Football”, de acordo com o manager da equipe, Rafael Gomes. E, apesar da amizade no elenco, engana-se quem pensa que o Elite irá apenas passear no Grupo A. “Apesar de ser bacana juntar o pessoal novamente, somos competitivos quando a bola rola e o objetivo sempre será a classificação para a Série Prata”, manda o recado Rafael.

O Elite disputou a Taça Inverno e carimbou sua vaga na Bronze com o quarto lugar. No Chuteira, apenas Rafael teve a oportunidade de disputar o certame, até então. No jogo de abertura, porém, uma lambança adiou a estreia – sem os 7 jogadores, sem bola, o Elite acabou levando um WO. “Já expusemos o ocorrido à Organização no dia do jogo, que ficou de analisar, e também já enviamos a explicação do caso com mais detalhes”, comenta.

Outro time formado originalmente para disputar torneios (neste caso, internacionais) é o Futsampa. Os fundadores do time são Adilson Rúbio e Miral (ex-jogador da Seleção Brasileira de Futsal dos anos 1980), que criaram a equipe para suprir a decepção de seus filhos em um torneio que teve na Escandinávia, em 2005. Todos os garotos estudavam no Arquidiocesano e, durante a excursão, envolveram-se com a desorganização de um dos membros da comitiva. “Ao verem que chegaram a uma semifinal de um dos torneios, por uma desorganização do responsável, os meninos tiveram que retornar ao Brasil sem jogar, pois as passagens já estavam marcadas para o dia anterior ao jogo”, lamenta Adilson.

Porém, tanto ele quanto Miral prometeram que levariam os garotos de volta à Europa. E montaram o time, que também está no Grupo A da Bronze. As expectativas em torno do desempenho do Futsampa são muito boas, de acordo com Adilson: “A principal função do Futsampa é a de criar um compromisso, aproveitando o bom motivo do futebol, que uniu todos eles desde pequenos, para voltarem a se ver regularmente. Ainda assim, quem sabe não beliscamos uma vaga na Série Prata?”.


Mercenários x Allianza Sagrado: 2 partidas já foram feitas entre as equipes, e foram duas vitórias do Mercenários

A amizade de dois amigos formou o Mercenários. O manager do time é figurinha carimbada do Chuteira: Kazu, ex-jogador do Camelo. O atleta confessa: não se sentia à vontade na equipe. E, junto a outro atleta do time, Renato Tadeu – que tinha a mesma sensação –, resolveu encarar um novo desafio: o de montar sua própria equipe. “Eu já participava do Chuteira pelo Camelo há 3 temporadas, quando cheguei pelo meu amigo Iago. Ele esteve conosco na Taça Inverno, em que fomos campeões e conseguimos ingressar na Bronze”, explica Kazu.

Foi justamente na competição conquistada pelo Mercenários que a equipe mostrou força e ganhou status de favorito ao título deste semestre na Bronze. “Isso foi colocado devido ao nosso bom rendimento no festival e, também, por estarmos invictos. Mas somos uma equipe com 3 meses de formação e ainda estamos aprendendo jogo a jogo”, esquiva-se Kazu. Ele ainda faz uma observação interessante: “A Série Bronze deixou de ser fácil como no início. Hoje conta com equipes muito boas e que serão páreo duro. Por isso, não podemos acreditar tanto no favoritismo”.

A quarta nova equipe do Chuteira inspirou-se no campeão do mundo de 2010, o Internazionale de Milão. Apropriando-se do nome, e adaptando-o com muito bom humor, surgiu o Inter de Limão. Com jogadores advindos do TNT – time que disputa, pela terceira vez, a Série Bronze –, juntando com um “grupo de amigos, brothers mesmo”, nas palavras do manager Rapha Bernardes, o Inter montou a base da equipe que promete lutar a cada jogo por uma vaga na Série Prata. “A expectativa é de subir para a Prata, ou seja, ficando em primeiro na fase de grupo e garantindo logo a vaga. Buscaremos o título com mais tranquilidade caso a vaga venha de forma antecipada, né?”, desafia Bernardes.


Inter de Limão: bom humor marcou presença na hora de pensar o nome da equipe

Logo na estreia o Inter encarou um novo clássico: o próprio TNT, de onde Bernardes e outros saíram para montar a nova equipe. “A estreia foi excelente. Chegamos em cima da hora. Começamos com um jogador a menos e sem reservas. E se já não tivesse ruim o dia, saímos perdendo ainda. Mas viramos”, relembra Rapha. “Vitória da raça e da determinação, estreia melhor não poderia ser”. Porém, na 2ª rodada, a primeira derrota, para o Bonde dos Abelhas. Se o Inter de Limão conseguirá concretizar as palavras do líder, só saberemos no término da fase inicial. Mas determinação não faltará à equipe.

E os “caçulas” do Chuteira completam-se com o Allianza Sagrado, o Mulekinhos, devido à proximidade com a galera do Mulekes. O time é formado por amigos que já jogaram em vários lugares como no Palmeiras (society). “Eu, Renan, Leco, Fernando, Esteban e Alê montamos o Clube dos Invencíveis em 2005 para participar de um campeonato no Palmeiras, que se chama Copa Teen. Nós disputamos por 3 anos, conquistando 2 vice campeonatos e 1 campeonato invicto”, orgulha-se Flávio Mirim, manager da equipe. “A maioria dos jogadores era do Colégio Sagrado, na Pompeia. Passados dois anos que acabamos o colégio, resolvemos voltar com o CDI pra manter o contato e a amizade. Alguns jogadores já haviam jogado o Chuteira, e alguns saíram de seus times e vieram para o nosso, outros permaneceram neles. Daí resolvemos mudar o nome, não mais CDI e sim Allianza Sagrado”, explica ele.

Há jogadores que já disputaram o Chuteira, como Veríssimo pelo Acidus e Alê Mendonça pelo Mulekes. Éder, guarda-metas da equipe e outro que já vestiu a camisa do Mulekes, acredita numa boa temporada. “O grupo é bom, o time é competitivo e vai entrar pra brigar por uma vaga na próxima fase", aposta ele. Sobre a derrota para o Mercenários, Mirim releva: “Demoramos pra entrar no jogo, e perdemos para um dos favoritos, com certeza um time que vibra e divide todas as jogadas. Acredito que o Allianza vai melhorar jogo a jogo, pois possuímos jogadores de qualidade e um time muito unido”.
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