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NOVO KADÊNCIA SONHA EM SER DE NOVO O AZARÃO

O Kadência, do artilheiro Paulinho, decepcionou no primeiro semestre de 2009, após ter conquistado o título do Chuteira no final de 2008. O mau desempenho decorreu de jogadores machucados e outros que simplesmente deixaram de ir jogar. Ameaçado até de não ter time para disputar a edição atual, Paulinho correu e conseguiu, no decorrer de agosto, reformular a equipe e dar uma cara nova à equipe.

E é com um novo time, bem mais jovem, que o Kadência lutará para recuperar o caminho das vitórias. Recém reunidos, o entrosamento é um dos maiores problemas da equipe nesse início de competição. “Temos um time muito novo, mas tenho certeza que vamos encaixar o nosso jogo o mais rápido possível”, comenta o capitão e artilheiro.

Do elenco do semestre passado saíram Cássio, Gará, Marquinhos, Panela, Fábio e os irmãos Bruno e Rodolfo Aloia. Praticamente um time, que, somado aos lesionados, dá quase 80% do elenco. Entretanto, aqueles que continuaram, como o goleiro Renato, acreditam que o time brigará pelo topo. “O time está mais forte, mais rápido e habilidoso. Não tão experiente como deveria, mas acredito que conseguiremos unir todas essas qualidades e lutaremos pelo título.”

A campanha do time no VII Chuteira de Ouro foi no mínimo regular para ruim. Foram apenas três vitórias em oito jogos, o que mostra um conjunto no mínimo instável. “O time estava tão bom quanto no VI Chuteira, quando fomos campeões, mas tinha características mais defensivas e não chegava muito ao ataque. Além disso, perdemos peças importantes que foram para outros times ou desistiram de jogar. Isso alterou drasticamente a nossa maneira de jogar. Perdemos também jogadores importantes, como o Julian (i>(com lesão no ligamento) que, em minha opinião, é o melhor marcador do Chuteira”, avalia Paulinho.

Outro que faz questão de lembrar e lamentar a ausência de Julian é Renato, que certamente jogava com mais tranqüilidade quando tinha o xerifão a sua frente, também lembrado por não perder viagem e não amaciar para os atacantes adversários, além de sempre jogar com raça. “Sem ele nós ficamos vulneráveis na defesa. Também não tivemos tempo para treinar e entrosar. Os novos jogadores não se entendiam com o esquema de jogo que o Kadência costumava impor”, explica.

Principal fator de desequilíbrio da equipe, Paulinho, goleador máximo da VII edição do Chuteira de Ouro com 25 gols, acredita que ele só irá brigar pela artilharia novamente quando a equipe se encaixar. “O artilheiro surge de uma combinação de oportunismo, técnica e, acima de tudo, da confiança que o time deposita em você. Ninguém é artilheiro por si só”, filosofa o atacante. A contar pela primeira partida do campeonato atual, quando Paulinho fez 3 gols no Roleta (apesar de derrota por 5 x 4), o time já tem essa confiança nele.

Contudo, se passou por um período de turbulência, agora a equipe promete voltar a vencer e, assim como outros times do Chuteira, também sonha em voltar a erguer a taça de campeão, contando principalmente com as defesas do goleiro Renato e com os gols de Paulinho. “O Kadência é um time que está unido nesse Chuteira. Vamos brigar primeiro para nos classificar, e, comendo pelas beiradas, vamos chegar como azarão. De novo!”, finaliza Paulinho.
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