Seu novo uniforme é de PR1MA! Facilitamos a sua vida!

    Agilidade e comodidade para você focar apenas no que importa... o seu time! @pr1masports e (11) 99210-4656

    Veja mais

Notícias de 31/05/2011

XI CHUTEIRA DE OURO: QUARTAS DE FINAL

SNG 1 (0) x (1) 1 Real Paulista

REAL PAULISTA SE VINGA E ELIMINA TRICAMPEÃO SNG


Panela decide no começo da prorrogação e tira o atual campeão SNG da parada

Por Luiz V. Andreassa

Já diz o ditado que a vingança é um prato que se come frio. O Real Paulista teve a frieza do tempo na partida diante do SNG válida pelas quartas de final, mas a rigor o jogo foi muito quente, só decidido no gol de ouro. E coube a Panela dar as últimas garfadas no doce prato da vingança do torneio passado – quando o SNG goleou o Real por 5 x 1 nas mesmas quartas de final – e despachar Renê, Allan e cia. para casa mais cedo.

Em jogos de mata-mata nem sempre o time mais regular na fase anterior consegue levar vantagem. Assim, o Real Paulista mostrou isso em campo e também provou quanto é uma equipe copeira e aprendeu a jogar partidas decisivas. Depois do Arouca, o SNG apareceu como vítima da vez.

A equipe merengue vem usando uma forma de jogar que está dando muito certo na atual temporada: anular as principais qualidades do adversário e fazer os gols no momento certo, apostando, para isso, na qualidade e no poder de decisão de seus jogadores. Talvez por conta disso o jogo tenha começado tão travado e estudado, com um ritmo até lento nos primeiros minutos. A primeira finalização veio dos pés de Pedrinho, mas a bola foi para fora, sem perigo. A resposta veio saiu quando Ronei arrancou pela esquerda e botou na frente, mas também não teve qualidade na hora de direcionar a redonda.

Foi apenas a partir dos 10 minutos que as coisas começaram a esquentar. Pelo SNG, Leo cobrou falta pelo meio mas mandou por cima. Pouco depois, foi o rival quem começou a se soltar e chegar com muito perigo: Tuca recebeu na direita e passou para Pedrinho no outro lado mandar de primeira direto na trave. Logo na sequência Panela descolou um belo cruzamento no segundo pau para Tuca bater no alto e Sampa botar para escanteio.

Aproveitando o ímpeto ofensivo do RP, o adversário conseguiu escapar em contra-ataque com Ronei, que pedalou na frente da marcação e passou para Renê livre na área. Este, porém, não contava com a saída eficiente de Alemão, que fechou bem o ângulo e fez a defesa.

Apesar desse lance, as redes não demoraram a balançar do outro lado da quadra. A defesa laranja vacilou na entrada da área e Leandrinho foi para o desarme. A pelota sobrou limpinha para Panela, de pé esquerdo, mandar de primeira no cantinho, sem chances de defesa. Foi então a vez do SNG se lançar ao ataque, porém a defesa rival, comandada por Márcio Mariano, se mostrava quase instransponível. Quem chegava com jogadas mais perigosas era mesmo Ronei, que assustou ao bater do meio da quadra e mandar para fora, perto do ângulo. O desempenho nos arremates não era dos melhores, como foi visto quando Biro recebeu passe de Tejeda na esquerda e isolou a pelota.

Sem mais emoções, o primeiro tempo de poucas chances foi finalizado. No intervalo, os jogadores laranjas devem ter quebrado a cabeça para descobrir um modo de passar pela zaga adversária e chegar com mais competência na frente. E eles realmente encontraram a solução! A segunda etapa foi bem diferente da anterior, até porque o SNG conseguiu finalmente impor o seu futebol ofensivo, dono do melhor ataque da Ouro na primeira fase ao lado do Mulekes. Em um lance surpreendente, Abelha carregou pela linha de fundo e invadiu a área. Porém, o guarda-metas e os zagueiros conseguiram evitar as tentativas. Com todo o time mais ligado, as trocas de passes foram se tornando mis envolventes e as ofensivas mais agudas. Biro dominou na entrada da área e quase empatou ao girar e bater tirando tinta do travessão.

O camisa 7 continuava com sede de gol e quase fez um golaço ao cobrar uma falta no ângulo. Quem apareceu para salvar a esquadra merengue foi Alemão, em mais uma grande defesa. Pouco depois, Rafael perdeu uma boa chance ao chegar com espaço pelo lado direito e cruzar mal, facilitando a intervenção do arqueiro. Mas à medida que as chances aumentavam, crescia também a insatisfação de ambas as equipes com os árbitros. Para complicar, ele ainda anulou o que seria um golaço do Real Paulista: em cobrança de lateral, Ronan cruzou para Panela chegar chutando de primeira no cantinho, mas já havia sido marcada a reversão. Ronei, sempre ele, respondeu em cobrança de falta que passou por cima com perigo.

Aos 15 minutos, o melhor momento do SNG foi recompensado com o alcance do objetivo: o gol. Mais uma vez Ronei chegou ao ataque, abriu espaço e finalizou. Quando a bola estava quase chegando nas mãos do goleiro, ela foi desviada pela zaga e foi quietinha para as redes. Não demorou muito para a alegria ficar completa. Ou quase. Márcio Mariano perdeu no corpo ao proteger a bola e meteu a mão na bola quando o atacante de laranja ia completar ao gol. Aí é pênalti, né, professor?!. Diante de toda a expectativa, Allan pegou a bola nas mãos e a colocou na marca do cal. Ele tomou distância, partiu e chutou com força no canto direito de Alemão, que pulou como um gato para espalmar e salvar o Real!

Mesmo assim, como aconteceu nas oitavas de final, a situação do Real Paulista foi se complicando quando Tuca cometeu a sua quinta falta na partida e foi mandado para fora. Procurando se redimir, Allan levou a sua equipe ao ataque mas se mostrou nervoso ao finalizar para fora uma bola sobrada dentro da área, a qual Ronan errou na hora de afastar. O camisa 19 continuou mostrando vontade e em seguida chegou com mais perigo ao receber pelo lado direito e bater para fora, perto da trave. Esse lance é um exemplo do que foi o final da segunda etapa: o SNG mantendo o ritmo ofensivo e o Real Paulista com dificuldades para sair jogando ou armar algum contra-ataque, cometendo faltas até ficar pendurado na 7ª falta.

A tensão foi aumentando mas as oportunidades não foram tão claras até o apito final do árbitro, tirando a jogada em que Allan recebeu na área pelo lado direito e finalizou, Alemão defendeu, soltou e viu a pelota bater perigosamente na trave antes de cair em seus braços. Goleiro bom também tem que contar com a sorte de vez em quando. Com isso, foi terminado o segundo tempo para dar lugar à prorrogação, na qual valia o gol de ouro. A expectativa era da manutenção do SNG no ataque após 25 minutos de domínio quase completo e um merecimento até mesmo de virada no tempo regulamentar. A esquadra branca, por sua vez, precisava arranjar uma maneira de sair da pressão, conseguir atacar e, mais importante, não cometer faltas.

Porém, isso tudo de nada valeu, pois não houve tempo nem para termos uma ideia de como seriam os últimos 10 minutos. Logo no primeiro deles, Panela, de novo, apareceu para cozinhar seus adversários ao receber passe de cobrança de lateral na área, dominar e, com espaço, conseguir girar e concluir no cantinho. Foi o gol da consagração, da redenção do time que dependeu de uma derrota do Arouca Jrs. para os já rebaixados Elefantes Indomáveis na última rodada para beliscar um lugar entre os seis primeiros mas agora mostra a sua verdadeira força. Foi o gol da classificação do Real Paulista que, se antes era zebra, agora já figura merecidamente entre os quatro melhores times da Ouro.

XI CHUTEIRA DE OURO: QUARTAS DE FINAL

Med Taubaté 1 x 0 Só Resenha

EFICIÊNCIA DO MED LEVA A MELHOR SOBRE FUTEBOL VISTOSO DO RESENHA


Gol solitário de Javier aos 19 do segundo tempo põe médicos entre os 4 melhores do Chuteira elimina o futebol bonito e ligeiro dos resenheiros

Por Luiz V. Andreassa

O duelo entre Só Resenha e Med Taubaté tinha tudo para ser equilibrado, mas certamente o favoritismo estava do lado resenheiro, que conta com um time muito rápido e um dos artilheiros do certame – Bruno Hidalgo. Em campo, o equilíbrio se comprovou, mas o favoritismo caiu com um golzinho solitário do uruguaio bom de bola do Med a poucos minutos do fim do jogo.

Apesar de não ter havido um grande volume de chances efetivas de gol, a movimentação foi intensa durante todo o tempo, o que não deixou a partida ficar entediante. Com a bola rolando, o primeiro a tentar uma jogada mais ofensiva foi Dhani, pelo lado tricolor, ao chegar na linha de fundo e cruzar na boca do gol, cruzamento esse tirado pelo goleiro Irineu. Rogerinho respondeu ao receber passe pela direita, abrir espaço e chutar para fora.

Ambas equipes marcavam bem e se preocupavam em anular os pontos fortes do adversário, por isso os ataques não tinham espaço para criar jogadas. O Med, como de costume, tinha a posse de bola na maior parte do tempo, mas não conseguia assustar. Da mesma forma o rival sentia dificuldades para impor o seu ritmo rápido de ataques fatais. Com isso, a próxima ofensiva só veio aos 11 minutos. Darian encontrou Dhani na entrada da área, que bateu de primeira para fora, errando o alvo por pouco.

Mais uma vez o camisa 7 verde-branco-preto apareceu, desta vez finalizando, e só não abriu o placar porque a bola foi desviada pela zaga e mesmo assim passou perto da trave. Só dava Darian pelo Resenha: ele assustou ao escapar na área pelo lado esquerdo e chutar. Nova defesa de Irineu. Aos 20 minutos, o Med também foi ao campo de ataque e deu trabalho para Dalonso em chute de longe de Pedro Henrique. O goleirão pegou, soltou e voltou a pegar. Do outro lado da quadra, Renatinho também chegou com finalização desviada pela defesa que quase entrou. Porém, a melhor chance do primeiro tempo foi de Rogerinho. Este recebeu um passe para trás e bateu cruzado no canto, exigindo uma bela intervenção do arqueiro.

A segunda etapa começou diferente. O Resenha veio mais ligado, tentando encontrar aquela inspiração das grandes partidas na primeira fase. Logo de cara Dhani recebeu lançamento, cabeceou e exigiu outra bela defesa à queima roupa do goleiro Irineu, que ia salvando o Med. Aos 5 minutos, Darian cobrou falta pelo lado direito da intermediária e conseguiu tirar bem da barreira, mas não do guarda-metas, que foi no alto para buscar. Na sequência, Brunão, que não estava arranjando espaço para os seus chutes fortes de longe, conseguiu descolar um ao roubar a bola pela esquerda, mas a mandou por cima.

Depois de sofrer com as investidas do rival, os médicos resolveram sair para o jogo e aos poucos foram se soltando e equilibrando as ações. Em contra-ataque foi criada uma boa chance: Anibal recebeu pela direita e cruzou para Rogerinho, quase sem ângulo do outro lado, aproveitar e descolar novo cruzamento, fazendo a redonda passar por toda a extensão da área sem encontrar ninguém para mandá-la para as redes. A resposta adversária veio com Renatinho: ele passou por dois marcadores e concluiu, contando com um desvio para ver a bola subir e ir para escanteio. Na cobrança, Cris Nicolas subiu mais que todo mundo para cabecear para baixo e Irineu caiu para fazer outra grande defesa.

Com o passar do tempo, o ritmo resenheiro foi diminuindo o ritmo e viu o Med tomar o controle das ações, bem ao gosto dos médicos. Outra vez Rogerinho apareceu arriscando de longe, Dalonso espalmou para o meio da área e teve de dividir com Javier antes de conseguir tirar. Darian respondeu na mesma moeda e Irineu também teve dificuldades para defender, tendo que dar um chutão para afastar o perigo na sequência.

A tensão ia aumentando com a aproximação do fim do jogo e Javier perdeu a chance de abrir o placar para os taubatenses ao receber passe da Anibal no meio da área e ser desarmado após dominar a redonda. Porém, já aos 19 minutos, ele teve nova oportunidade e não desperdiçou. O camisa 9 dominou na área e, quase sem ângulo, concluiu a gol. A bola passou entre a trave e o goleiro Dalonso. Era o gol que daria a classificação ao time de Taubaté.

O Só Resenha, primeiramente, tentou manter a calma ao buscar o empate. Porém, à medida que os minutos passavam, essa calma foi dando lugar à pressa e ao nervosismo, como é natural. A tentativa de pressão não deu certo, pois a defesa rival se postou muito bem para evitar as investidas de Darian e cia. Assim, o Med Taubaté consolidou a sua classificação para as semifinais ao ouvir o apito final do árbitro.

O Med, com seu futebol de toque de bola e investidas pontuais, foi mais eficiente que o futebol bonito e rápido do Resenha, muito porque este não conseguiu encaixar o ataque e estava num dia péssimo de pontaria. Assim, o Med decide contra o Veras quem vai para a final.

XI CHUTEIRA DE OURO: QUARTAS DE FINAL

The Veras 2 x 1 Mulekes

THE VERAS SURPREENDE E DERRUBA FAVORITO MULEKES


Em mais uma atuação eficiente, esquadra azul grená conquista a vitória suada e já sonha com título. Nas semi, encara agora os doutores de Taubaté

Por Luiz V. Andreassa

Depois de SNG e Só Resenha serem eliminados, mais um dos quatro melhores times da primeira fase caiu na Ouro: o Mulekes não conseguiu aprontar as suas molecagens contra o sempre surpreendente The Veras, no último jogo do dia pelas quartas-de-final. Mesmos os jogadores verenses, que rejeitam fortemente o rótulo de zebra, desta vez devem saber que derrotaram uma equipe bastante qualificada, a qual obteve a melhor campanha da primeira fase.

Mas isso não vale muito contra o Veras, até porque eles são especialistas em jogos grandes e decisivos. Contra a “seleção” do Mulekes não foi diferente. Apesar disso, quem começou atacando foram os meninos de branco. A primeira investida foi em chute para fora de Barata pelo lado esquerdo. Pouco depois, foi a vez do goleiro Diego em cobrança de falta perigosa advinda da intermediária, a qual a zaga conseguiu tirar. João Cláudio tentou responder ao receber na área entre dois marcadores, mas acabou errando na finalização. Mais feliz foi Victor Petreche ao cobrar falta com perigo, exigindo intervenção do guarda-metas pelo alto.

O equilíbrio foi quebrado aos 9 minutos. Kinho apareceu na área e tocou com categoria no cantinho para abrir o placar. O tento obrigou o rival a buscar o empate, mas a defesa verense não o deixava mostrar o seu futebol, livrando-se bem das investidas. Pepê foi o primeiro a dar algum trabalho ao arrancar pela esquerda e disparar um chute que Benga, bem colocado no primeiro pau, não teve problemas para defender. As chances de gol eram escassas e o próximo lance notável só veio aos 19 minutos, de novo com Kinho. O dread arrancou pelo lado direito e bateu cruzado, fazendo a bola passar por toda a extensão da grande área sem ser desviada por ninguém.

Tentando buscar algum espaço na zaga do Veras, o time branco chegou com Gian, que dominou na entrada da área, puxou para a esquerda e bateu para fora. A oportunidade mais clara de empate no primeiro tempo surgiu quando Allison recebeu livre pelo lado esquerdo e chutou forte. Benga fez grande defesa ao sair bem de sua meta. No rebote, Leco ainda teve a chance, mas mandou por cima. E assim terminou a primeira etapa, com a vitória parcial justa por aquilo que as equipes produziram e pela competência das mesmas na busca pelo gol.

O segundo tempo começou com um panorama parecido: os Mulekes tentando pressionar mas esbarrando em um dia pouco inspirado de seus atacantes e uma defesa rival muito bem armada. Aos 3 minutos, Gian passou para Leco na área, mas outra vez o goleiro saiu bem para salvar. E se deste lado estava difícil de balançar as redes, foi no outro que isso aconteceu. João Cláudio recebeu belo lançamento de trás, dominou bem e saiu na cara do gol. Com categoria, o camisa 19 tocou na saída de Diego e ampliou a vantagem.

Todavia, a tranquilidade verense não durou muito, pois, um minuto depois, Caio Ferin tratou de manter vivas as esperanças do seu time ao receber na entrada da área e chutar forte no meio do gol para diminuir. Como se isso já não bastasse, o camisa 17 ainda perdeu a chance de empatar alguns segundos depois ao dominar passe vindo de Barata pelo lado esquerdo, mas ele tentou tocar para outra companheiro ao invés de concluir, o que parecia ser o certo a se fazer. Gol perdido.

A movimentação em quadra passou a ficar maior, porém as oportunidades de gol não seguiram o mesmo ritmo. A próxima só veio aos 16 minutos, quando o mesmo Caio Ferin chegou pela esquerda, puxou para o meio e bateu para fora com desvio da zaga. Ele estava mesmo inspirado, pois ainda foi responsável por uma jogada parecida, só que desta vez a redonda saiu direto. Aliás, a jogada mais manjada de Caio, não?

Para sair um pouco de trás, o Veras resolveu ir ao ataque e chegou com perigo. Japa cobrou falta da intermediária mas mandou por cima. Com a hora da verdade se aproximando, o Mulekes partiu com tudo em busca do empate, deixando espaços para mais ataques verenses. E foi assim que Victor Petreche teve a grande chance de decidir a parada ao receber livre, cara a cara com o goleiro em contra-ataque. O camisa 17, porém, tentou fazer o drible e quando o arqueiro estava quase no chão, puxou para a perna esquerda pronto para marcar, mas mandou para fora. Pouco depois, Kinho finalizou pelo alto de primeira mas foi parado pela defesa de Diego. Todavia, a última oportunidade foi dos rivais: Caio Ferin chegou pelo lado esquerdo e mais uma vez puxou para o meio abrindo espaço para a conclusão. Diferente das outras tentativas, essa bola parecia ter direção certa, mas o seu rumo foi mudado pelo desvio da zaga.

Assim, deste modo dramático, que se deu mais a classificação do The Veras para as semifinais: defesa eficiente, muita raça, disposição e competência para fazer os gols que precisava na hora certa. E assim também caiu mais um dos times teoricamente favoritos, o que prova mais uma vez o equilíbrio desta edição da Ouro, a qual chega à sua semifinal sem favoritos e com a promessa de embates ainda mais disputados. Ou já podemos apontar o Veras de azarão para favorito?

XI CHUTEIRA DE OURO: QUARTAS DE FINAL

Bufalos 2 x 3 Bacana

BACANA APROVEITA CHANCES E GARANTE A VAGA NA SEMI


Mesmo passando dificuldades no final do jogo, equipe de vinho supera Bufalos e está a um passo da final. No caminho, o Real Paulista

Por Luiz V. Andreassa

Em mais um embate que prometia emoções e futebol de boa qualidade, Bacana e Bufalos não fizeram por menos e fecharam com chave de Ouro a tarde de quartas de final. No final, o time do suspenso Yanes levou a melhor com um 3 x 2 construído, principalmente, na primeira etapa.

Logo no primeiro minuto Casali fez a primeira finalização ao arriscar do meio da quadra. Kiko, porém, foi no alto buscar, e, apesar de soltar a bola, acabou ficando com ela. A resposta demorou a vir e só aconteceu 5 minutos depois: Rômulo roubou a pelota pelo meio e, quando ela estava no alto, mandou uma bomba de peito de pé para fora, assustando os rivais.

Pelas laterais Napolitano também encontrou espaço e cruzou no primeiro pau, exigindo intervenção de Cidrão para mandar pela linha de fundo. Pouco depois, em nova cobrança de escanteio, Rômulo conseguiu subir mais que todo mundo e, de cabeça, mandou para as redes, abrindo o placar.

Foi então que o adversário resolveu ir para cima e tomar as rédeas da partida, pressionando o Bacana no seu campo de defesa e buscando o empate. Dinho quase fez ao receber pela direita e chutar forte e cruzado, só que para fora. Pouco depois, a bola foi afastada pela zaga para cima e Marcos Mendes emendou uma bonita bicicleta para defesa do goleiro. Entretanto, as chances criadas não foram tão agudas quanto precisavam ser para resultar em gols e, sentindo isso, a esquadra vinho foi se soltando mais e voltando a ocupar o campo de ataque. O resultado dessa mudança não demorou a aparecer: aos 20 minutos, Demehur recebeu pelo lado direito quase na linha de fundo e finalizou. A pelota bateu em Cidrão e entrou chorando.

A vantagem deu mais tranquilidade ao time, que conseguiu tocar bem a bola, do jeito que gosta de fazer, porém a primeira etapa acabou sem mais grandes emoções. O que o Bufalos mais precisava ao voltar do intervalo era um gol o mais rápido possível para botar fogo na partida. Por isso, antes que o relógio chegasse ao segundo minuto, Casali apareceu na área para desviar um cruzamento sem grandes pretensões e acertar o canto direito de Kiko. Inspirados, os companheiros também foram para cima e Gui Tedesco quase deixou tudo igual ao dominar na intermediária e mandar uma bomba no canto, conclusão defendida pelo guarda-metas.

Todavia, o mau momento do Bacana na partida durou pouco e logo a situação ficou mais tranquila de novo, tudo porque o time fez uma bela jogada: Gustavo Izique passou livre pelo lado esquerdo e recebeu a bola. Este, por sua vez, avançou, chegou na cara do gol e bateu no alto na saída de Cidrão, anotando um belo tento.

A partir daí, o equilíbrio voltou a reinar em quadra e as chances foram diminuindo. Mesmo assim, Gui Tedesco chegou bem ao ataque outra vez ao receber na lateral esquerda e mandar na rede pelo lado de fora. Lele não deixou por menos e também resolveu arriscar, só que mais de longe, tirando tinta do travessão.

Se as redes da meta bacanense já haviam sido balançadas pelo lado errado anteriormente, Rubens Mendes o fez pelo lado certo quando acertou o ângulo. Pelo menos foi essa a impressão que deu, o que arrancou gritos de gol dos companheiros e da torcida. Porém, na verdade ela foi para fora, mesmo deixando a forte impressão de ter entrado no gol e saído logo em seguida. O camisa 9 ainda tentou outra vez em seguida, passando perto de diminuir ao mandar para fora por poucos centímetros. A pressão bufalense fez com que o rival se limitasse a se defender como podia, tirando de qualquer jeito o perigo da área.

Porém, seria difícil aguentar até o fim do segundo tempo sem ser vazado. E foi aos 20 minutos que Dinho reascendeu as esperanças ao chegar por dentro e finalizar de direita no canto esquerdo de Kiko, que nada pode fazer. Com isso, as investidas passaram a ser mais perigosas e a passar mais perto do empate, como no lance no qual Casali fez pivô para Diogo Mariano chegar batendo por cima. Dinho voltou a assustar pouco depois ao receber na direita e chutar forte. Kiko pegou. Em cobrança de falta, Casali chutou/cruzou para dividida entre o camisa 10 e o arqueiro rival, que mais uma vez levou a melhor. E, antes do apito final, o filho da Dona Florinda ainda teve que trabalhar de novo em nova cobrança de falta, desta vez executada por Gianfranco, evitando o empate no último minuto.

Assim, no sufoco, o Bacana conseguiu a sua classificação. Está nas semifinais, fase em que decide com o Real Paulista quem vai pra grande final. O Bufalos, por sua vez, se despede honradamente da competição, chegando nas quartas de final quando era apontado antes do começo do torneio que poderia ser um a cair.
Comentários (0)