VERAS VIRA NO SEGUNDO TEMPO CONTRA ROLETA E COMEMORA ANIVERSÁRIO
No dia do aniversário de 4 anos, quem ganhou presente foi a torcida, que viu uma superação espetacular do time
Por Douglas Almasi Santos
Durante a semana, a assessoria de imprensa do The Veras informou que a equipe estava se preparando para, diante do Roleta, calar os críticos que os chamam de ‘time do primeiro tempo’. O capitão Pedro de Luna, antes do embate, mostrava tranquilidade, apesar da situação delicada do time na tábua de classificação: “Estou otimista para hoje. Teremos o time quase completo e, apostando no toque de bola, vamos tentar envolver o Roleta”.
Já o Roleta comemorava o retorno de seu comandante: Baru, devidamente encoleirado, reaparecia após visitar o ‘Tio Sam’. Sem Nação, suspenso, coube ao veterano jogador tentar recolocar o time nos trilhos depois de 2 derrotas sequenciais. Ele mostrava muita confiança antes do confronto: “Lógico”, respondeu sucintamente Baru ao ser questionado se o time venceria o Veras naquela tarde.
A partida começou com o Veras melhor. Contando com as voltas de Jairo e Kinho, ausentes na derrota frente ao Mulekes na semana passada, o time já partiu ao ataque com um chute de Pedro para defesa de Juninho, substituto de Guaraná. Em seguida, Nico recebeu pelo meio e soltou uma bomba que explodiu no peito do arqueiro do Roleta. E mais uma vez Juninho, com os pés, salvou seu time defendendo chute de Pedro.
Parecia que o Veras atropelaria o Roleta diante do início avassalador do time. Porém, o Roleta contava com um Buttino inspirado. Primeiro, após boa trama da equipe, o camisa 77 aproveitou passe e, de bico, colocou no alto indefensável para Benga. Em seguida, após ataque veloz, ele recebeu na direita, esperou a saída do goleiro e tocou por debaixo dele, abrindo 2 a 0 no marcador.
O Veras não se abateu e, a partir daí, travou com o Roleta um duelo eletrizante no primeiro tempo. Jogada do Veras, a bola foi tocada a João Cláudio, que dentro da área foi derrubado, mas os árbitros mandaram o lance seguir, revoltando jogadores e torcedores. Mas chegou a diminuir em seguida: cobrança de falta para Victor Petreche, o camisa 17, com extrema frieza, chutou rasteiro para manter vivas as esperanças do time.
Gegê, até então sumido, apareceu completando de primeira uma cobrança de escanteio, mas a bola foi para fora. O Veras alcançou o empate em boa jogada pela esquerda, quando João Cláudio rolou ao meio da área, e Kinho cumprimentou. O jogo era lá e cá, e o roleta mais uma vez se colocou à frente no placar: cobrança de lateral, e Rick, com uma ‘puxeta’, marcou e saiu para comemorar muito.
No entanto, no fim do primeiro tempo, mais uma vez o Veras empatou. E novamente com Victor Petreche e novamente em cobrança de falta. A bola desviou na trajetória e entrou. A volta do intervalo prometia, uma vez que a expectativa em saber qual seria a reação do Veras, “o time do primeiro tempo”, justamente no... segundo tempo.
A equipe começou a etapa derradeira atacando, em cobrança de escanteio que Estevinho cabeceou para defesa de Juninho. O Roleta respondeu com Rafael Guzzela, que ao se aproveitar de um cochilo da zaga adversária tentou por cobertura surpreender Benga, que desviou a escanteio. Japa fez boa jogada pela esquerda e de pé direito acertou o travessão, quase marcando ao Veras. Salada respondeu, chutando forte para defesa de Benga.
A história de ‘time do primeiro tempo’ começou a ruir quando em uma boa troca de passes, Victou Petreche recebeu na entrada da área e chutou forte para colocar o Veras novamente em vantagem. E a equipe, ao contrário de partidas anteriores, fortaleceu-se e fez o que o seu torcedor mais quer: gols. Em contra-ataque rápido, Kinho avançou livre e chutou cruzado para fazer a festa com seus companheiros.
Com o Roleta vendido em quadra, o Veras faria mais um com Renato Carrer, completando cruzamento de João Cláudio e saindo para o abraço. Triunfo do Veras por 6 x 3, e a fama que lhes foram atribuídos pelos adversários de time que só joga a etapa inicial estava indo por água abaixo – pelo menos nesse jogo.
“A vitória foi por causa do aniversário do time. Queríamos muito a vitória. E nem precisei jogar muito hoje”, comemorou o guarda-metas Benga. Já Baru estava triste e pagou na reunião como time após a partida. "Nós estamos com 2 problemas graves no time: ausência de dois goleadores – Alemão e Nação – e do (goleiro) Guaraná, além da falta de um preparo físico melhor”. Mas o comandante mantém o otimismo: “A classificação não virá fácil. Vamos ter que suar muito pra chegar ao mata-mata, mas estamos confiantes".
X CHUTEIRA DE OURO: 4ª RODADA: GRUPO B
Bacana 6 x 4 Med Taubaté
BACANA SEGURA PRESSÃO E VENCE MED
Depois de abrir boa vantagem no primeiro tempo, Bacana segura ímpeto do Med de Xavier e é líder isolado do Grupo B
Por Elvis Ferreira
Apesar do Bacana se mostrar a maior parte do jogo superior, foi no chamado detalhe que os azuis derrotaram os médicos de Taubaté. O conjunto de Marcelão esteve superior à individualidade do Med, que se apoiou demais nas costas de Xavier. Méritos totais para o Bacana, que venceu uma das equipes que vinha jogando o futebol mais bonito até então.
Com o passar do tempo, o Med parecia acreditar que Xavier resolveria a parada a qualquer hora. Entretanto, não foi o que aconteceu. A vitória bacana teve início com Demehur, que recebeu pela direita e bateu forte e rasteiro no cantinho do goleiro.
As principais jogadas de ataque no primeiro tempo foram do Bacana. Gustavo teve boa oportunidade quando chutou de fora da área, mas a bola passou perto da trave esquerda do goleiro Jura. Iuri também quase aumentou em cobrança de escanteio perfeita. A cabeçada não saiu tão boa e Jura fez boa defesa.
O Bacana era mais ofensivo, mas o Med não jogava atrás. A primeira chance dos médicos foi com Xavier em jogada individual pela esquerda. Na hora do arremate final, porém, ele foi bem travado pelo marcador.
Os médicos estavam visivelmente em um ritmo menor que o Bacana. Após saída errada do Med, Demehur se deu bem e saiu de frente para o gol para marcar o segundo de sua equipe sem muita dificuldade.
Contudo, após a metade do primeiro tempo, o Med passou a atacar e se soltar mais. Gustavo quase diminuiu o marcador em chute da entrada da área rasteiro que o goleiro Kiko pegou bem. E, depois da melhora dentro de quadra, Xavier fez bonito gol após receber pela direita e bater forte. Kiko nem se mexeu.
O que parecia ser a reação dos médicos logo acabou, pois dois minutos após sofrer o gol o Bacana ampliou o placar para 3 x 1, com Rômulo batendo bem da entrada da área pelo lado esquerdo. Jura ainda tentou chegar na bola, mas não pode fazer nada.
Xavier teve outra boa chance de frente para o gol, mas Kiko espalmou para a lateral. No decorrer da jogada, Rômulo errou um gol incrível pelo lado direito. O fantasma de Luisinho deve ter assoprado em seu ouvido na hora do chute...
A segunda etapa foi bastante equilibrada nas jogadas de ataque, tanto que os gols continuaram saindo. Gustavo recebeu no meio da quadra, avançou e bateu no canto, indefensável para Jura. 4 x 1.
Os médicos responderam em seguida, após bobeira da zaga, que afastou mal a bola de sua área. Brão não teve dificuldades para completar para o gol. Era o segundo do Med na partida e o início de uma maior pressão. Xavier, novamente ele, deixou um golaço após receber no meio da área pelo alto. Ele deu um lindo voleio e a bola morreu no ângulo. Belíssimo gol.
O Med se apoiava em Xavier. A maioria das jogadas saía de seus pés. Ele mesmo fez boa jogada pelo meio, limpou dois marcadores e bateu para o gol. O chute saiu fraco e o goleiro encaixou sem maiores dificuldades.
O Bacana administrava mais o jogo e tinha algumas chances em contra-ataques, como o puxado por Demehur, que recebeu pela ala direita, avançou até a linha de fundo e bateu cruzado. Ninguém chegou para completar para o gol vazio.
Em uma das poucas chances de bola parada, o Bacana conseguiu ampliar o placar. Gustavo cobrou com perfeição falta pelo lado esquerdo e marcou um belo gol. Jura nem se mexeu debaixo das traves.
Já no final, os médicos tentaram ressuscitar seu time com gol de Bruninho ao avançar pela direita. Ele bateu forte e alto. Golaço. 5 x 4 e perigo ao Bacana. A partir daí foi total pressão do Med. Com isso, os espaços apareceram para o Bacana dar números finais à partida. Iuri recebeu do meio na direita e chutou no canto. Placar final: 6 x 4 para o Bacana, que se portou perfeitamente dentro de quadra no segundo tempo e soube segurar a pressão nos minutos finais.
X CHUTEIRA DE OURO: 4ª RODADA: GRUPO A
Acidus 5 x 3 Bucets
ACIDUS CONFIRMA BOA FASE E DESPACHA O BUCETS
Depois de superar momentos de apreensão antes do duelo, equipe se acerta e vence mais uma; Bucets, com nenhum ponto ganho, é o lanterna do grupo
Por Douglas Almasi Santos
O Acidus confirmou sua ascensão no Grupo A e derrotou o Bucets por 5 x 3, alcançando seu 3° triunfo seguido e a quarta posição na tabela. A rigor, diante do lanterna, o Acidus fez o feijão com arroz para vencer e garantir os 3 pontos, muito em função dos diversos desfalques. Já o Bucets teve pela primeira vez um time em quadra e alguns reservas no banco. Mesmo assim, não foi páreo ao Acidus e amarga a lanterna do grupo, sem nenhum ponto, e já começa a ver a Série Prata mais de perto.
Quando a bola rolou, Veríssimo teve a primeira oportunidade de gol ao Acidus: ele recebeu passe na esquerda e chutou rasteiro, mas a bola foi para fora. Em seguida, o mesmo Veríssimo, agora pelo flanco direito, chutou forte cruzado à área, mas Paulinho perdeu gol incrível, na cara do goleiro Elinho. O Acidus era melhor e quase fez com Gabriel Borges, que em chute cruzado, assustou o Bucets.
O Acidus, para variar, teimava em perder gols. E como todos sabem quem não faz, toma. Em jogada de contra-ataque, a bola foi tocada para Rodrigo Storch na direita, que dominou e chutou forte no canto. A bola pegou no pé da trave esquerda de Urso e entrou caprichosamente. Com a vantagem, o Bucets pôs pressão para cima do Acidus, que acusou o golpe por alguns instantes. A equipe passou a errar passes e a fazer faltas desnecessárias.
Tom, em cobrança de falta, quase ampliou ao Bucets. Porém, tudo se acalmou ao Acidus quando Paulinho foi acionado na entrada da área. O camisa 16 dominou com extrema categoria, girou e fez um golaço, empatando o jogo. O time da camisa amarela colocou seus nervos no lugar e passou a se impor como melhor time. Em jogada digna de gênio, Gabriel Borges fez lance monumental, fintou marcadores, fez fila, ficou cara a cara com o goleiro, quase foi travado, cortou pro pé direito, pro esquerdo, de volta ao direito e enfim resolveu chutar para assinar uma obra-prima. Só faltou, na saída do campo, dizer ao melhor estilo Garrincha: “Pô, o goleiro não abria as pernas”...
Em desvantagem, o Bucets apostava nas investidas do seu camisa 4, Tom. Em cruzamento da direita, ele pegou de primeira, mas a bola foi por cima da meta de Urso com perigo. Porém, Gabriel Borges estava inspirado: em lance rápido de ataque, a bola subiu e, na descida, encontrou o pé do camisa 17, que, de primeira, chutou no canto para marcar outro golaço. Com 3 a 1, o Acidus administrava o resultado, esperando a chegada do intervalo. Mesmo assim, o Bucets quase diminuiu, em tentativas de Marcílio e Rodrigo Storch.
O segundo tempo começou com o Bucets pressionando e acertando a trave. E a postura do time surtiu efeito: a zaga do Acidus bobeou, Ricardo Turner agradeceu a gentileza e encheu o pé à meia altura da meta de Urso, diminuindo. O Acidus prontamente se restabeleceu, assim que Paulinho recebeu passe na esquerda, girou e chutou. Contando com a ajuda de Elinho, marcou o quarto tento do time.
O jogo ficou emocionante quando Ricardo Turner recebeu e fez o seu segundo gol no jogo, o terceiro do Bucets, incendiando o embate. Com o gol sofrido, o Acidus não queria dar nova oportunidade ao adversário e desperdiçou boa chance com Paulinho, que em tabela com Veríssimo chutou para fora. O Bucets reclamou pênalti em uma jogada de Marcílio: o camisa 13 dominou e chutou, a bola bateu no braço do zagueiro, mas nada foi marcado.
No contra-ataque, o golpe de misericórdia: Pupo, o homem que começou na reserva, entrou e recebeu passe na esquerda, ele avançou sem marcação e, com a opção de cruzar a Paulinho, preferiu arriscar o chute e se deu bem, decretando a vitória do Acidus.
Na saída de quadra, Rodrigo Storch tentava encontrar explicações para a má fase do Bucets no certame. “O time é novo. Antes tínhamos meias de ligação, como o Xixi, que metiam a bola pra eu marcar os gols, agora está mais difícil”, desabafou o camisa 9. Já o técnico do Acidus, Lucas Pires, comemorou a vitória pela situação do dia: “Sem vários jogadores, conseguimos ainda jogar bem e vencer com superioridade. Mostra que estamos no caminho certo”.
X CHUTEIRA DE OURO: 4ª RODADA: GRUPO B
SNG 1 x 1 Arouca
FORTE MARCAÇÃO GARANTE EMPATE MAGRO ENTRE SNG E AROUCA
Muitas faltas, marcação aguerrida e poucas oportunidades de gol marcam novo empate entre as duas equipes
Por Elvis Ferreira
Um jogo bastante pegado e faltoso nas duas etapas. Assim pode ser definido o confronto entre SNG e Arouca. As duas equipes estavam parelhas tanto defensivamente quanto ofensivamente.
Luisinho, Veloz e Varanda fizeram boa triangulação no ataque, entretanto a conclusão da jogada não foi boa. O SNG respondeu e quase abriu o placar em bola parada. Washington cobrou falta da ala esquerda e a bola passou rente a trave direita.
Porém, o gol de abertura da jornada foi do Arouca, com Dioguinho após ótima jogada de Varanda, que puxou rápido contra-ataque e deixou o menino livre para só empurrar para o gol.
O SNG não se intimidou e resolveu ir para cima com Ronei. Ele avançou pelo lado direito e mandou a bomba para o gol de Maurício, que espalmou para fora. Após a chance, Leo mandou a bola para Felipe na esquerda bater colocado. A bola saiu por muito.
As duas equipes buscavam o ataque, mas o jogo duro imposto pela marcação não deixava com que as jogadas de ataque ocorressem com maior freqüência. Em uma das esporádicas escapadas, após cobrança de escanteio de Allan, Renê mandou para o fundo das redes e empatou.
O Arouca tentou ficar novamente em vantagem no marcador após jogada de Renan pelo meio. Ele avançou em velocidade e bateu em cima do goleiro. Renan teve outra boa chance de frente para Vairo, improvisado, após receber lançamento de Marquinhos. Entretanto, dominou mal a bola e a marcação afastou o perigo.
Na segunda etapa, o jogo continuou na mesma pegada. A forte marcação fazia com que o jogo parasse a todo o momento. O Arouca iniciou seus ataques com a boa jogada de Luisinho, que limpou bem o marcador no meio e bateu forte. A bola passou perto.
Washington quase marcou um golaço para o SNG após cobrança de escanteio. Ele virou um bonito voleio na entrada da área, mas a bola subiu demais. Com as duras faltas, as chances de gol se faziam cada vez mais escassas e as oportunidades de bola parada não eram transformadas nem ao menos em perigo de gol.
Depois de brigar no meio pela bola, Washington achou Ronei livre pela esquerda. O camisa 13 mandou para fora a chance de ficar na frente do placar. Na reta final do jogo, o Arouca ficou mais acuado em quadra e deu alguns espaços para o SNG jogar, contudo, a equipe não conseguiu transformar a posse de bola em gol. O time parecia não ter força de ataque para ultrapassar a barreira em frente ao gol adversário. E assim permaneceu num empate magro em 1 x 1, mais um por sinal entre as duas equipes.
X CHUTEIRA DE OURO: 4ª RODADA: GRUPO A
Real Paulista 3 x 1 Canhedo Beppu
REAL PAULISTA VENCE MAIS UMA VEZ E SEGUE FIRME NA LIDERANÇA
Time não sabe o que é perder ponto no grupo A: dessa vez, a vítima foi o Canhedo, que entrou na zona do descenso
Por Douglas Almasi Santos
Mais uma vez comandado por Panela, o Real Paulista mostrou força e derrotou o Canhedo Beppu, assegurando os 100% de aproveitamento no Grupo A após quatro rodadas. Já o time dos engenheiros terminou a rodada da forma como menos queriam: na zona de rebaixamento. Com apenas 1 ponto neste início da fase de classificação, o alerta vermelho foi acionado de vez.
O Canhedo prometia uma reação ante um dos líderes do grupo. E começou muito bem, em tentativa de Fabinho, que em cobrança de falta obrigou Alemão a fazer boa defesa. O mesmo Fabinho abriria a contagem: Mené saiu jogando errado, Fabinho agradeceu e na saída do goleiro apenas deslocou, saindo para o abraço. Parecia que o Real cairia pela primeira vez no torneio tamanho era o apetite de Fabinho e Cia.
Cobrança de escanteio, Cléber Montovani pegou de primeira, mas a bola foi fora. A partir daí, Canhedo e Real começaram a alternar lances de ataques. Panela, de cabeça, levou perigo. Fabinho, em velocidade pela esquerda, chutou por cima do gol. Troca de passes envolvente do Real, a bola foi levantada e Quintanilha encheu o pé, mas ela subiu demais. Suzuki, recebendo passe de Fabinho, teve chance de ampliar, mas desperdiçou.
Neste instante surgiu uma jogada magistral entre o craque Panela e Rodrigo Fidelis. O camisa 8 roubou a bola do adversário e tocou de lado para Rodrigo Fidelis, ele puxou a bola para trás com a sola do pé direito, e de chaleira, enganou a zaga do Canhedo, fazendo linda assistência a Panela, que esperou Papa Burguer sair para deslocar o goleiro e empatar. Uma jogada brilhante que resultou em um golaço na quadra 4.
O Real cresceu e pressionou no fim do primeiro tempo. Panela novamente, ele aproveitou cochilo da zaga e soltou o pé por cima do gol. E novamente a zaga do Canhedo presenteando Panela: o camisa 8 pegou de primeira e viu Papa Burguer fazer defesa sensacional para fechar o primeiro tempo com empate em 1 gol.
No retorno do intervalo, não deu nem tempo do Canhedo respirar que já foi logo levando chumbo grosso gol: lançamento ao ataque, Rudy, pelo lado direito, deixou a bola bater no chão uma vez e bateu cruzado. O jogador pegou na veia e marcou um bonito gol, virando o placar ao Real. Nova jogada de Panela, que recebeu lançamento e de primeira tocou para Mené obrigar Papa Burguer a intervir a fim de evitar mais um gol.
Cléber Montovani, pegando a sobra da zaga, respondeu e quase empatou. Mas a grande oportunidade viria na sequência: a jogada toda construída na direita, o cruzamento foi feito, mas o Canhedo não contava que Okamura fosse furar, desperdiçando a chance do empate. Salvador, pelos lados do Real, recebeu passe após contra-ataque, mas chutou por cima.
O nervosismo do Canhedo era evidente. Cenas que não eram vistas nos jogos do time passaram a ocorrer, a cada minuto que se passava e a equipe não produzia. Fabinho e Okamura começaram a bater boca, no afã de tentar consertar o estrago que estava se desenhando. Suzuki, artilheiro máximo da equipe, passou a atuar como zagueiro, fora de sua posição, prejudicando sua equipe. Fabinho, pela esquerda, arriscou chute que acertou o travessão.
Mas o Real Paulista, com um time copeiro e mais bem preparado, liquidou as esperanças do Canhedo quase no fim da partida. Rodrigo Fidelis recebeu na direita e chutou cruzado para decretar a vitória de sua equipe por 3 x 1. Fabinho tentou, arriscando da entrada da área por cima da meta de Alemão, mas foi só.
“Pelo menos mudamos a nossa postura hoje, já foi outra coisa. A partir de agora, cada rodada é um mata-mata até o fim da primeira fase”, falou Véio para explicar como o Canhedo tem que fazer para erradicar o fantasma da Série Prata. Já o goleiro Alemão contou por que o Real saiu 100% de campo: “O começo estava complicado. Não acertávamos, nem dominar a bola a gente conseguia. Mas nos arrumamos no decorrer do jogo e vamos continuar assim até o fim”.
X CHUTEIRA DE OURO: 4ª RODADA: GRUPO B
Treinadores do Braz 4 x 1 Fúria
FÚRIA MATA TREINADORES NO SEGUNDO TEMPO
Depois de um bom primeiro tempo, Treinadores parece cansar e vê Fúria crescer e virar placar para vencer a primeira na competição
Por Elvis Ferreira
Com um primeiro tempo bastante morno, o Treinadores do Braz levou vantagem nas jogadas de ataque e conseguiu abrir o placar em 25 minutos que praticamente somente eles jogaram. O jogo se desenvolveu bastante pelas alas e a equipe do Fúria buscava o ataque somente em contra-ataques. Mesmo assim, não eram eficientes e mal conseguiam completar para o gol.
Os treinadores iniciaram bem a partida e atacaram por todos os lados. Victor teve boa chance ao se desvencilhar da marcação na entrada da área e chutou forte para a difícil defesa do goleiro Danilo que mandou a bola para escanteio.
Jocélio teve boa chance para abrir o placar após rebote dado pelo goleiro, mas o chute saiu errado e a bola foi sem rumo pela linha de fundo. Mais Treinadores: Fabiano quase marcou após receber cobrança de lateral. Ele dominou a bola no peito e bateu sem deixar a bola cair. O bonito chute foi para fora. Em uma das poucas jogadas do Fúria no primeiro tempo, Fábio bateu de primeira com a bola no alto e obrigou Índio a fazer uma ótima defesa.
O único gol do primeiro tempo saiu após boa jogada de Jefferson e Victor. Jeferson recebeu na intermediária, avançou e passou a bola para Victor, que bateu muito bem na bola e fez ela morrer no ângulo esquerdo do goleiro. Treinadores 1 x 0. Parecia que o time manteria a ponta na competição. Bruno teve a chance de ampliar após bater bem da ala esquerda. O chute forte obrigou o goleiro a dar rebote e a zaga chegou para aliviar o perigo.
Frente ao que produziu no primeiro tempo, 1 x 0 para o Treinadores saiu como uma vitória para o Fúria. Porém, no segundo tempo o time de Sucão, presente em campo de muletas após passar por cirurgia, voltou melhor e parecia ter acordado após 25 minutos apáticos.
De fato, o Fúria era outro time em quadra e já nos primeiros minutos do segundo tempo, Thiago Motta empatou a partida após receber passe de Adriano. A partir daí o Fúria passou a dominar a partida. Jorge quase marcou após chute de longe que o goleiro defendeu em dois tempos.
Depois da boa chance de Fábio, Felipinho completou para o gol o segundo tento do Fúria. Após sair da marcação dentro da área, Fábio chutou a bola que explodiu na trave e voltou para ele ajeitar para Felipinho que, sem dificuldade nenhuma, marcou. Era a virada.
Thiago Motta quase marcou mais um após boa tabela com Aldrey pelo meio. Sapo também quase deixou o seu depois de chute forte rasteiro da entrada da área.
Há que se fazer justiça, pois se o ataque funcionou, a defesa do Fúria no segundo tempo foi destaque. Trabalhando com muita eficiência nos desarmes e nas roubadas de bola frente a sua área, foi dali que o time começou a ganhar seus primeiros três pontos.
Bruno fez ótima jogada pela direita brigando com o goleiro com a bola. Ele conseguiu o domínio e tocou para o meio, onde chegava Aldrey sozinho para completar para o gol, mas a bola foi muito forte e acabou passando pelo camisa 9 do Fúria.
Depois de muito pressionar, o Fúria ampliou para 3X1 o placar com Fábio que recebeu ótima bola de Thiago Motta da esquerda e só teve o trabalho de empurrar para as redes.
Os Treinadores tentaram buscar uma reação com um ótimo chute de Juba, que bateu no ângulo do goleiro Danilo. O goleirão pulou e fez uma bela defesa. A partir daí o Treinadores pareceu não mais acreditar na vitória ou mesmo no empate e parecia torcer para o jogo acabar logo. Nisso saiu o 4 x 1, com Thiago Motta após bom avanço de Felipinho pela direita.
O Fúria dominou completamente o segundo tempo da partida e conseguiu boa vitória em cima de um time apático dentro de quadra no tempo complementar de partida. Com no máximo duas chances de gol no segundo tempo, o time do Braz pareceu ter cansado após o bom primeiro tempo da equipe. Com isso, o Fúria vence enfim a primeira, enquanto o Treinadores conhece sua primeira derrota e vê o Bacana se distanciar e os demais se aproximarem na tabela.
X CHUTEIRA DE OURO: 4ª RODADA: GRUPO A
Mulekes 7 x 5 Estudiantes de la Vila
MULEKES VENCE OUTRA E PRATICAMENTE GARANTE VAGA NA PRÓXIMA FASE
Equipe lidera Grupo A com 4 vitórias em 4 jogos; dessa vez, o show foi de Allison
Por Douglas Almasi Santos
Mesmo sem poder contar com alguns atletas, o Mulekes entrou em quadra disposto a manter a liderança – ao lado do Real Paulista. Para isso, era necessário passar pela equipe mais ‘chata’ de se vencer do grupo: o Estudiantes de la Vila. Com a promessa de ser o melhor jogo dia, as equipes estavam ansiosas antes do confronto.
O Mulekes jogou, dessa vez, com seu segundo uniforme: de cor preta. E sem contar com Leo Valente e Gian, parecia que a vida do time seria um transtorno dentro do jogo. Mas o time, com incrível entrosamento, mesclando força física e velocidade, impôs seu ritmo de jogo, e logo de cara, valendo-se da desatenção inicial do Estudiantes, abriu a contagem com Allison.
Ainda fora do ritmo de jogo, o Estudiantes recebeu uma sufoco sem precedentes. Cobrança de lateral, Allison ajeitou de peito a Leandro Caetano que desperdiçou boa chance de ampliar. Em bola levantada, Allison, endiabrado, pegou de primeira, e acertou o travessão. Um torcedor já pregava do lado de fora: “Dá logo o MVP ao Allison”, em referência ao início avassalador do camisa 7.
Pipo teve duas oportunidades, sendo uma em cobrança de falta, mas chutou para fora ambas tentativas. Mais Mulekes: Alemão recebeu passe em velocidade e chutou cruzado para boa defesa de Richard. Até o presente momento, parecia que só havia um time em quadra tamanho era o volume de jogo apresentado pelo Mulekes.
Todavia, o futebol é apaixonante por não ser uma ciência exata. E na primeira tentativa do Estudiantes, o placar voltou a ficar igual: tabelinha rápida entre Flávio Rodrigues e Rafinha, e a bola chegou a Flávio na direita, que chutou cruzado, saindo para comemorar. E quase virou o placar com Punha, que, livre de marcação, desperdiçou ótima chance.
O Estudiantes equilibrou as ações de meio de campo e virou a partida: Lorente recebeu passe na entrada da área e chutou forte no canto direito de Wilson. Mas, em seguida, bola esticada rápida na esquerda, Xande em velocidade cruzou a Leandro Caetano, ‘matador’, concluir e marcar o gol. O jogo estava em alta velocidade, e, com a igualdade, foi pedido tempo técnico. Na volta da leve pausa, o Mulekes voltou arrasador.
Primeiro, em cobrança de lateral, Lendro Caetano deu uma meia bicicleta, marcando um golaço e colocando seu time em vantagem. Em veloz contra-ataque, Allison recebeu na direita e chutou cruzado para ampliar. 4 x 2 e tranquila vantagem ao Mulekes. O segundo tempo prometia ser melhor que a etapa inicial, e se concretizou.
Logo no recomeço, em jogada de contra-ataque do Mulekes, Pipo tocou a Ronan na direita, que cruzou a Pipo, mas ele não conseguiu concluir como queria. O Estudiantes respondeu com Rafinha, que, após cobrança de lateral, cabeceou por cima do gol, levando perigo.
Com rapidez e força física, o Mulekes marcou o primeiro tento da etapa derradeira através de Allison novamente, chutando cruzado para marcar o 5° gol do seu time. Mas o Estudiantes era valente e descontou: bola na esquerda para Flávio Rodrigues, ele ajeitou para Lorente chutar e marcar um bonito gol. Mulekes novamente no ataque, Allison recebeu passe na entrada da área e fuzilou ao gol de Richard, marcando 6 a 3.
O jogo estava emocionante, com as duas equipes visando os ataques, sem se preocupar tanto com a marcação, privilegiando o estilo de jogo do futebol brasileiro. Lorente recebeu na esquerda e cruzou a Punha completar e diminuir novamente. E o Estudiantes se aproximou do Mulekes no placar em cobrança de falta: Flávio Rodrigues acertou a barreira, mas ele mesmo pegou o rebote e acertou o ângulo direito de Wilson.
Quando parecia que a partida teria fortes emoções nos minutos finais, apareceu uma figura que estava ausente durante o embate todo: Leo Valente. O artilheiro da Série Ouro chegou com o jogo em andamento e, no fim, entrou para roubar uma bola do adversário, dar uma finta seca no zagueiro, tocar a Allison, que devolveu a Leo em cima da linha concluir e dar números finais: triunfo do Mulekes por 7 a 5, em jogo digno de campeões.
X CHUTEIRA DE OURO: 4ª RODADA: GRUPO B
Fora de Série 6 x 5 Elefantes Indomáveis
JOGO DE DOIS TEMPOS DISTINTOS TERMINA COM VITÓRIA DO FORA DE SÉRIE
Fora goleou no primeiro tempo, mas Elefantes reagiu no segundo e quase empatou; de novo, Cauê foi o destaque
Por Elvis Ferreira
O Fora de Série iniciou o jogo de maneira arrasadora e dominando completamente aqueles que se dizem indomáveis. Com posse de bola e marcação exemplar, o placar de 5 x 1 no primeiro tempo foi justo frente ao que o time produziu em jogadas de ataque. O Elefantes não tinha uma marcação eficiente e quando o Fora armava suas jogadas frente ao gol de Chacha, sempre sobrava um atacante para completar para as redes. Foi assim na maioria dos gols da primeira etapa.
Antes, porém, do Fora se impor, Cauê tentou mostrar serviço e assustou Casari ao carimbar a trave após chute pela esquerda. Os indomáveis pareciam que dominariam a partida, ainda mais quando Manente teve outra boa chance após limpar o marcador pelo meio e bater forte. No entanto, as ações dos Elefantes parecem ter parado por aí, pois em seguida Orley abriu o placar para o Fora em ótima cobrança de falta na entrada da área. Golaço e falha do goleiro Chacha ao posicionar muito mal a barreira.
O segundo gol saiu logo em bonita ajeitada de bola de Argentino para Cachaça, que pegou muito bem na bola e mandou no canto sem chances para o goleiro. Muito melhor na partida depois de marcar o segundo gol, o Fora logo faria outros. A cada jogada de ataque era um tento a mais para a conta. Cachaça, novamente ele, anotou o terceiro em jogada de Zóio e Argentino pela direita. A bola foi passada para o meio da área e Cachaça completou de letra para as redes. 3 x 0. Estava fácil o jogo.
O quarto gol quase saiu contra. Du Formiga chutou forte para o gol e a zaga tentou afastar o perigo ao se jogar na frente da bola. Após o desvio, a bola subiu e bateu no travessão.
Pelo Elefantes, Cauê tentava algumas jogadas individuais, mas não conseguia furar o bloqueio do Fora de Série, que marcava bem próximo à área. Em uma de suas boas jogadas, Cauê saiu da marcação pela esquerda e passou a bola para Douglas no meio. O chute do camisa 10 saiu prensado com o zagueiro e ficou fácil para Casari.
O zagueiro e capitão Rica marcou o quarto para o Fora de Série após bobeada da marcação, que o deixou livre na entrada da área para bater para o gol. Belo chute que morreu no canto esquerdo do goleiro.
O Fora de Série estava literalmente fora de série na partida. Ele aproveitava ao máximo as falhas de marcação que os Elefantes proporcionavam. Até gol contra eles fizeram. Após chute despretensioso de Renan, Praia foi tentar tirar a bola e acabou colocando para dentro do gol. Já era o quinto gol do Fora de Série ainda no primeiro tempo.
Antes de acabar a primeira etapa, o Elefantes conseguiu diminuir um pouco o desastre que foi o primeiro tempo com o gol de Daniel de dentro da pequena área. No segundo tempo, o Fora de Série voltou mais relaxado. Com isso, o Elefantes se aproveitou muito bem e deu sufoco para a zaga do Fora de Série. A marcação foi totalmente diferente da mostrada no primeiro tempo, e o ataque surpreendeu com os quatro gols de Cauê (só podia ser).
Cauê diminuiu a vantagem do Fora completando para o gol logo depois de receber dentro da pequena área e de frente para o goleiro. Menos de dois minutos depois ele fez o terceiro dos Indomáveis, fazendo a jogada pela ala direita e batendo forte. A bola foi rasante para as redes. 5 x 3.
Argentino tentou frear a reação dos Elefantes após bom chute de fora da área. Chacha nem se mexeu, mas, por sorte, a bola saiu por muito pouco. A mesma sorte não teve Casari, que viu Cauê receber no lado esquerdo, avançar bem e completar para o que foi o quarto gol dos laranjas e uma reação impressionante.
O Fora de Série parecia não acreditar na reação. Os chutes a longa distância mostravam o desespero da equipe. Mas em uma bobeada da zaga dos Elefantes, Cachaça freou o ímpeto “elefantíaco” e aliviou a barra do Fora de Série e marcou o sexto gol. Ele limpou um marcador da jogada e bateu a meia altura.
O gol de Cachaça foi de fato um balde de água fria ao Elefantes, que continuou a buscar o gol, mas sem a mesma vontade de antes. Nos minutos finais da partida, um tiro livre direto de Cauê arrumou o quinto gol da sua equipe, mas não foi suficiente.
Com um bom primeiro tempo do Fora, e um bom segundo tempo dos Elefantes, talvez o empate fosse o resultado mais justo. Porém, justiça não é muitas vezes o forte do futebol, e o Fora venceu por 6 x 5.
X CHUTEIRA DE OURO: 4ª RODADA: GRUPO A
Bengalas 5 x 2 Fiorella Brasil
BENGALAS NEUTRALIZA JOGADAS DO FIORELLA E VENCE A 3ª SEGUIDA
Time se aproveita de sua experiência – além dos desfalques adversários – e já está na terceira posição do grupo A
Por Douglas Almasi Santos
“Hoje impusemos o nosso ritmo, os jogadores se desdobraram, e com garra conseguimos vencer. A arbitragem hoje ajudou bastante, marcando de forma correta para ambos os lados, deixando o jogo mais justo para os dois times”, resumiu o técnico do Bengalas, Bizu, para explicar o terceiro triunfo seguido de seu time no grupo A da série Ouro.
O adversário dos atuais tricampeões era o rápido e forte Fiorella Brasil. E a equipe só pensava em um resultado para espantar a má fase do time: a vitória. Mas já se via, antes do apito inicial dos árbitros, que a tarefa do time era ingrata. Além de encarar uma das equipes mais fortes e experientes do certame, o Fiorella estava com vários desfalques, o que poderia dificultar sua missão – além de não ter jogadores suplentes. Fonseca, por exemplo, largou a meta da equipe para vestir o colete número 11. E ainda deu trabalho à defesa do Bengalas.
Os tricampeões começaram pressionando, buscando a abertura do placar. Em cobrança de falta, Luisinho Fernando encheu o pé, mas a bola foi por cima do gol. O mesmo Luisinho Fernando fez bom lançamento a Luiz Eric que chutou, mas João Barbosa, guarda-metas do dia do Fiorella, defendeu.
A resposta chegou com Fonseca, em velocidade, chutando de pé esquerdo para defesa de Baki. E Fonseca estava inspirado. O camisa 11 recebeu em velocidade na entrada da área e chutou no canto, marcando 1 a 0 ao Fiorella. Mas o Bengalas logo tratou de empatar: Pedrinho Santos foi conduzindo a bola e chutou forte, o goleiro deu rebote, e Luisinho Fernando completou às redes.
Com a igualdade, o Bengalas passou a dominar o jogo. Pedrinho Santos fez bom passe na direita a Fernando Forte que chutou no canto esquerdo, obrigando João Barbosa a salvar o Fiorella com os pés. E em seguida Luisinho Fernando, de novo, recebendo na esquerda, e de pé direito, chutando no canto direito e virar o placar. E no embalo, o Bengalas fez o terceiro gol: cobrança de escanteio, Vini, livre na segunda trave, testou firme no ângulo esquerdo e fez a festa.
Melhor na partida, o Bengalas chegou a mais um gol, ainda na etapa inicial. Ritolê fez jogada sensacional, driblou dois marcadores, e achou Luisinho Fernando na esquerda livre para chutar e fazer seu 3° gol no jogo. O Fiorella diminuiu o prejuízo em seguida: cobrança de escanteio, Van-Van subiu sozinho na segunda trave e de cabeça fez seu tento. Luiz Eric, arriscando da intermediária, obrigou João Barbosa a fazer bela defesa, no último lance antes do intervalo.
No segundo tempo, o Fiorella chegou disposto a dirimir a adversidade, e atacou em várias frentes. Já o Bengalas se defendia de forma correta e precisa, esperando as melhores oportunidades para contra-atacar. Van-Van, novamente de cabeça, levou perigo à meta de Baki. De novo Van-Van, da entrada da área, chutando colocado e acertando o pé da trave esquerda.
E o Fiorella quase empatou em lance pela esquerda: Tiago Silva recebeu, mas chutou por cima do gol. Porém, uma bobagem do goleiro João Barbosa custou o jogo definitivamente ao Fiorella. Ele estava com a posse de bola na linha de fundo, e foi tentar driblar Ritolê, mas o camisa 7 persistiu e conseguiu a roubada de bola, ele tocou no meio onde se encontrava Cássio Pessoa que chutou, e mansamente, marcou seu gol.
Com vantagem de três gols, o Bengalas passou a trocar passes, esperando os minutos passarem. Ainda chegou duas vezes: na primeira, Ritolê recebeu na esquerda e cruzou a Cássio Pessoa, repetindo a jogada anterior, mas dessa vez, o camisa 13 furou, desperdiçando a chance; no fim, Fernando Forte arrancou de trás e soltou o pé, que carimbou a trave.
Fim do duela, e triunfo ao Bengalas por 5 x 2. A equipe soma agora 9 pontos e está na cola dos líderes. Já o Fiorella está a 2 pontos da zona de rebaixamento à série Prata, e se prepara para o duelo que promete muito na semana que vem ante o Acidus.
X CHUTEIRA DE OURO: 4ª RODADA: GRUPO B
Joga 13 2 x 2 Só Resenha
RESENHA E 13 EMPATAM E SE COMPLICAM
Empate foi ruim para ambos os times, que permanecem na parte de baixo da tabela
Por Elvis Ferreira
Com freio de mão puxado, principalmente pelo lado do Joga 13, o jogo demorou a pegar um bom ritmo com boas jogadas de ataque. O Só Resenha tinha um time bem postado em quadra, com uma forte marcação e indo bem ao ataque.
Mesmo assim, o placar não demorou para ser aberto. Batata fez o que quis frente ao marcador e abriu bem para Darian pela esquerda. Ele só teve o trabalho de empurrar para o gol depois da bonita jogada do camisa 4. Era o primeiro gol do Só Resenha.
O capitão Rodrigo quis responder logo em seguida. Ele cobrou falta pela esquerda perigosamente. A bola passou muito perto do gol, mas foi para fora. Depois da falta, o jogo começou a ter um ritmo diferente, com as equipes se soltando mais dentro de quadra. Renatinho também teve boa chance para ampliar o placar em falta pela direita, mas a bola explodiu na barreira.
Em cobrança de escanteio, o grandão Lucas subiu sem marcação, mas não soube cabecear bem e mandou a bola por cima do travessão. O 13 esboçava certa pressão para cima do Só Resenha, que após metade do primeiro tempo começou a recuar e já não atacava com a mesma vontade inicial. Raphão levou perigo ao gol do Só Resenha depois de chutar do meio da quadra. A bola passou perto.
No ataque seguinte o Joga 13 não perdoou e marcou o empate. Como? Com Rodrigo, de falta. A bola, antes de entrar, ainda desviou na barreira e acabou enganando o goleiro. E assim terminou o morno primeiro tempo da partida, sem grandes jogadas eficientes de ataque por parte de ambas as equipes.
A segunda etapa da partida foi bastante equilibrada. Nada muito diferente do que foi o primeiro tempo. O Só Resenha começou atacando com Batata, que recebeu cruzamento e completou para o gol de primeira. A bola bateu na rede pelo lado de fora.
Depois do susto, Rodrigo tentou mais uma vez para o Joga 13 em cobrança de falta a longa distância. A bola acabou pegando muito altura e não levou perigo para o goleiro. Parecia que o forte ataque do 13 estava tão pífio que a saída era uma só: Rodrigo e seus torpedos.
Dhani Cerra, que não participava muito da partida, teve boa chance após receber na direita e tirar o marcador da jogada. A conclusão não foi boa e Diego espalmou para fora. O camisa 10 de novo perdeu ótima chance para o Resenha depois de receber de frente para o goleiro na direita. Ele tentou enganar o guarda-redes, mas acabou se embaraçando e errando o chute.
O Joga 13 conseguiu a virada com Raphão, que completou para o gol de Tucano depois de cruzamento de Rodrigo para dentro da área. 2 x 1 e o 13 parecia que enfim venceria a primeira no torneio.
O Joga 13 tentava segurar o placar a seu favor fazendo faltas. Brunão tentou empatar em uma delas pela esquerda, mas a bola não passou da barreira. E outra, Yuri bateu falta pelo meio e o goleiro Diego afastou com os pés o perigo.
Já no final da partida, o Só Resenha empatou, de novo com Darian: um golaço no ângulo de Diego depois de chute pela direita. E empatado acabou o jogo, deixando o 13 na lanterna, com 2 pontos, e o Só Resenha em perigo, com 4 pontos.
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