Seu novo uniforme é de PR1MA! Facilitamos a sua vida!

    Agilidade e comodidade para você focar apenas no que importa... o seu time! @pr1masports e (11) 99210-4656

    Veja mais

Notícias de 30/09/2009



VIII CHUTEIRA DE OURO: 3ª RODADA: GRUPO B:

Arouca 6 x 6 SNG

SNG E AROUCA FAZEM JOGO REPLETO DE GOLS E EMOÇÃO


Por Renan Lamarck

Debaixo de um sol de rachar a cuca de qualquer um, quem pensava que o experiente e já com idade avançada SNG fosse esperar o jovem e rápido time do Arouca em seu campo enganou-se. Foi o time bicampeão do artilheiro Renê que partiu para cima do adversário logo de cara, e em bola alçada na área o time laranja quase abriu o placar com Memé tentando o desvio mas não achando a bola. No entanto, a redonda tocou sem querer na cabeça de Dih, enganou o arqueiro Maurício e tocou no travessão. Pouco depois foi a vez de Biro arriscar da intermediária um tiro forte que acabou bem defendido por Maurício no canto esquerdo do gol.

Ainda pressionando o Arouca, que parecia respeitar demais o time do SNG, este chegou ao gol com Leo. Pelo meio, Fabinho arriscou o chute, a bola rumava à linha de fundo mas o camisa 3 apareceu no meio do caminho, dentro da área, para desviar para as redes. Vencendo por 1 x 0, o SNG recuou, chamando o Arouca para cima. Tanto que não demorou para surgir o empate. Dih tocou para Gothardo na direita, que desviou para o gol, mas a redonda tocou no travessão de Messi. Na seqüência do lance, em escanteio cobrado o mesmo Gothardo apareceu no bico da área para desviar e deixar tudo igual no placar.

Ao sofrer o empate, outra vez o SNG se viu na obrigação de sair para o jogo, e novamente passou a controlar a partida. Em certo sentido, com muita facilidade. Na ponta esquerda, Renê foi raçudo e brigou até o fim pela bola, tanto que roubou do defensor e, de carrinho, cruzou para Lucas colocar sua equipe em vantagem. Pouco depois foi a vez do próprio Renê anotar um gol bem ao seu estilo. O SNG apertou a saída de bola e armou o contragolpe. Biro puxou a marcação e enfiou um passe açucarado para o artilheiro, em baixo do gol, só empurrar para as redes.

Quando perdia por diferença de dois gols, ainda na primeira etapa, o Arouca colocou a bola no chão e tentou pressionar o adversário. Aproveitando o ótimo momento, o time que recém subiu do Chuteira de Prata permaneceu no ataque e no último lance do primeiro tempo deixou tudo igual no placar. Com a pelota rolando, Heitor cruzou na medida para Leozinho subir de cabeça, na segunda trave, e mandar para as redes.

Se foi movimentada a primeira metade de confronto, com várias oportunidades de gol e placar igual, da mesma forma se deu o restante do jogo. Assim, o SNG passou a esperar o Arouca e, na base do contragolpe, voltou a ficar em vantagem. Em lance rápido o Se Não Guenta fez a jogada no ataque e a bola sobrou com Memé, que anotou o quarto gol com menos de 5 minutos jogados. No lance seguinte, aproveitando a total desconcentração do Arouca, Leo se lançou ao ataque pela direita e deu passe para o mesmo Memé. Na entrada da área, o atacante desviou para as redes e anotou o seu segundo gol na partida, quarto na competição.

Às vezes parecendo meio sumido no confronto, Marquinhos, o dono da camisa 8 do Arouca, apareceu para o jogo nos momentos mais importantes. Com sua equipe perdendo, ele alçou bola na área, a defesa do SNG parou e Éverton subiu de cabeça para marcar. O SNG respondeu com uma chance clara de gol que poderia ter mudado o rumo do confronto. Renê deu lindo passe de letra para Memé. Poderia ser mais um gol da dupla dos 200 gols, mas na hora da conclusão o camisa 9 demorou um pouco mais do que devia e Maurício fez grande intervenção. Assim, no lance seguinte, o Arouca chegou ao ataque para marcar e empatar. Dessa vez com o próprio Marquinhos.

Um grande jogo com muitos gols dava a idéia de que o final de partida seria tenso. No banco de reservas, de bermuda e tênis, Tejeda acompanhava o SNG e fazia as vezes de técnico ao organizar a equipe. Em vários lances reclamava com a arbitragem, atitude que lembrou muito o técnico Cuca do Fluminense. Nesse momento o confronto era nervoso e os dois times tentavam ganhar a bola no grito. Para tentar a vitória, o SNG tentou a velha tática do goleiro linha. Trocou Messi por Vairo e foi para cima.

Os 5 minutos finais foram ainda mais empolgantes. Fabinho carregou a bola no meio e tocou para Renê, que fez o pivô e devolveu para o companheiro tocar na saída do arqueiro e, mais uma vez, deixar o SNG em vantagem. Todavia, quando parecia que não haveria tempo para mais um empate, outra vez Marquinhos arriscou do meio da rua, nos acréscimos. Um chute defensável foi aceito pelo goleiro linha, que chegou atrasado na bola. Placar final, SNG 6 x 6 Arouca.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 3ª RODADA: GRUPO A:

Equipe Bróder 4 x 3 Joga 13

EB GANHA DE PRESENTE VITÓRIA NO FIM DO JOGA 13


Por Renan Lamarck

Começou a partida e logo de cara a Equipe Bróder tentou dominar as ações ofensivas, diferentemente do que fez com o Acidus, quando esperou o time limão em seu campo. Pela esquerda, Gabriel Borges tabelou e recebeu para bater cruzado. Contudo, o tiro cruzado foi defendido por Caieiras rente à trave. Ainda com poucos minutos de bola rolando Daniel, do 13, torceu o pé e deixou a quadra carregado pelos companheiros. Em seu lugar entrou Choco. No seu estilo, um dos destaques do Joga 13 já entrou pedindo bola, mas para seu azar a partida era de mais marcação e de poucos lances de ataque na primeira etapa.

Pressionando os defensores no campo de ataque, a EB conseguiu abrir o placar com Marcelinho só aos 20 minutos de jogo. Porém, poucos segundos se passaram para que o Joga 13 empatasse. Superando um turbulento meio de campo, que mal deixava a bola rolar, Rafinha limpou o zagueiro e chutou de três dedos, cheio de efeito, para vencer o goleiro Léo.

Entretanto, apesar da igualdade o primeiro tempo era de domínio da EB, que seguia melhor e até Mutssa jogava bem. Foi ele que tabelou com Gabriel e chutou de canhota. A redonda tocou no travessão e entrou no gol do 13 para levar seu time com vantagem para a segunda etapa. Podia ter sido maior se, aproveitando a desatenção da defesa adversária, Mutssa não tivesse desperdiçado ótima chance frente a frente com Caieiras na entrada da área.

Pelo lado do Joga 13 Choco ainda tentou antes do apito final dos primeiros 25 minutos. Na base da vontade ele se mandou pela direita e soltou uma bomba cruzada que caprichosamente explodiu na trave e saiu.

Já no segundo tempo, bem do seu jeito o capitão do Joga 13, Rodrigo, mandou uma pancada do meio da rua. E a pancada rendeu o empate ao time branco e dourado e renovou as esperanças de vitória no confronto. Mostrando que agora o jogo seria muito mais dinâmico, a EB respondeu e por pouco não marcou. Lapa matou bonito no peito para Mutssa, que devolveu para o companheiro dentro da área. Era gol certo, mas outra vez Caieiras saiu do gol e fez boa defesa.

Porém, contando com um vacilo adversário o 13 virou a partida. Gabriel tentou sair jogando pelo meio, mas perdeu a bola para Kbral. A pelota chegou até Calado, que, com um chute meio estranho e sem força, venceu o arqueiro. Pouco depois, Fabinho, camisa 23 da EB, perdeu a cabeça, não gostou da marcação feita pelo árbitro, reclamou e ainda chutou a bola na direção do mesmo. Ele recebeu só o cartão azul, dando ao 13 a chance de matar o confronto.

Mas o time amarelo-negro não conseguiu levar perigo à meta adversária e, pior, também tomou um cartão amarelo, com Fino. Foi cartão pra lá, cartão pra cá até que o lance mais injusto do jogo aconteceu. Choco protegeu do adversário para dominar uma bola e o árbitro entendeu o lance como faltoso. Ele tomou o cartão amarelo e em seguida o cartão azul, visto que era a quinta falta feita individual na partida – vale ressaltar que as faltas anteriores de Choco foram quase todas igualmente contestáveis, e feitas sem violência.

No final de partida, aproveitando que agora quem tinha um a menos era o 13, a Equipe Bróder foi para cima em busca da virada. Após troca de passes, Marcelinho chutou de fora da área, mas Caieiras pegou de novo. Na seqüência, Mutssa ajeitou dentro da área para o mesmo Marcelinho fazer 3 x 3 aos 25 minutos. Acreditando na virada, a EB continuou em cima, e o inacreditável aconteceu. A tarde não era mesmo do Joga 13, pois, nos acréscimos, Marcelinho arriscou de longe chute defensável, facinho de pegar. Porém, o melhor homem do 13 em campo até aquele momento não pegou e deixou a bola entrar. Caieiras, perfeito durante o jogo todo, falhou na hora em que não poderia falhar e deu a vitória à sortuda EB.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 3ª RODADA: GRUPO A:

Bengalas 7 x 4 Estudiantes de la Vila

BENGALAS ROMPE O EQUILÍBRIO E GOLEIA ESTUDIANTES NO SEGUNDO TEMPO


Por Diego Pontes

A expectativa para o duelo entre Bengalas e Estudiantes de La Vila era grande. Isso porque ambas as equipes, cada qual a sua maneira, jogam focadas no ataque e dispõem de um elenco cujo ponto forte é a velocidade. Some-se a isso a hipótese dos dois times entrarem em campo sedentos por vitória – já que tiveram resultados regulares na rodada passada – e pronto! Eis os ingredientes para deixar o fiel espectador do Chuteira ansioso por uma partida eletrizante.

E de fato o jogo cumpriu tudo aquilo que prometia, uma vez que foi pegado, cheio de lances rápidos (alguns até mesmo difíceis de acompanhar com os olhos), jogadas plásticas e dotado de um ritmo empolgante.

A peleja já começou frenética, com o Bengalas marcando a saída de bola do rival e pressionando por meio das investidas do ágil Ritolê e de Luiz Eric pelas laterais. Tamanha era a ferocidade destes ataques que o Estudiantes, visivelmente aturdido, não conseguia esboçar reação positiva. Logo, não demorou para que Fernando Forte abrisse o placar para o Bengalas: aos 3 minutos, com auxílio de Ritolê e se aproveitando do fato de Bahia ter sido amarelado, o camisa 2 marcou de carrinho no canto do gol.

O susto aparentemente tirou a equipe da Vila Leopoldina da tepidez, visto que esta saiu da retranca e foi brigar pela bola no meio de campo. A iniciativa se mostrou eficaz, pois aos 5, Rafinha, posicionado estrategicamente na banheira do Bengalas, recebeu lateral de Lê Raito e matou de cabeça, empatando a partida.

O gol levantou a moral da garotada do Estudiantes. Tanto isso é verdade que o time tornou o jogo parelho ao atacar forte pelo centro com os ágeis Iram e Lê Raito e ameaçar com as bombas de Bahia, que só não balançaram a rede adversária por causa da trave. Enquanto isso, o Bengalas seguia focando seus esforços em abrir espaço para que Fernando Forte e Ritolê adentrassem a área do rival. Todavia, a dupla de atacantes ora esbarrava no zagueiro Gago, ora errava na hora de finalizar.

Esse equilíbrio de forças teve fim poucos minutos depois, quando Ritolê, após tabelar com FF e desarmar a zaga do Estudiantes, entrou com bola e tudo no gol de Paulo Manolio, se redimindo de uma série de gols que perdera anteriormente.

O Estudiantes não deixou barato e bastou que o Bengalas ficasse com um a menos (no caso, Luiz Eric foi amarelado após uma entrada dura em Gago) para que Rafinha trespassasse a defesa pelo centro, girasse e mandasse uma bomba rasteira para morrer no cantinho do gol de Baki.

Após o lance, o Bengalas pediu tempo para se reorganizar. Guitolê, artilheiro das antigas da equipe e que hoje posa de técnico/torcedor, de fora do campo reclamava da postura dos companheiros de equipe. “O time tá perdido. Não acerta nenhum passe”, esbravejava. O intervalo, porém, não trouxe melhorias para a trupe de Guitolê. Pelo contrário: era nítida a vantagem ofensiva do Estudiantes e a facilidade com que este transpunha a branca e amarela. Para a sorte do Bengalas, o esforçado arqueiro Baki segurou as pontas até que o árbitro decretasse fim do primeiro tempo.

O campeão do Chuteira de Ouro passado voltou mais coeso e praticamente dominou a segunda metade do jogo, mostrando que o título que ostenta é merecido. A prova disso veio na forma de um belo lance, logo aos 2 minutos: Ritolê, após avançar pelo centro com a velocidade que lhe é característica, fez passe para Marcelo Tché chutar cruzado. Paulo, atento, conseguiu parar o petardo, mas deu rebote. Pato, irmão mais novo de Ritolê, estava no lugar certo e na hora certa, tanto que pegou o rebote e certamente teria marcado se não fosse a intervenção da trave.

A tarefa de virar o placar sobrou para Luisinho, que, logo em seguida, chutou bem no meio das pernas de Paulo. A vantagem do Bengalas, entretanto, não perdurou, pois Bahia tratou de marcar o seu – merecido – gol ao explodir a rede com um chute cruzado.

Novamente o equilíbrio imperava na partida. Contudo, a superioridade técnica do Bengalas nesse segundo tempo era evidente, assim como a determinação de seus integrantes. Os estudantes, abatidos, deixaram de oferecer resistência à esquadra dos Toledo, que aproveitou e brindou o espectador com um desfile de golaços, um mais belo que o outro.

Começou aos 15 minutos, quando Pato roubou a bola no meio de campo e, de lá mesmo, mandou uma bomba para morrer no gol adversário. Instantes depois foi a vez de Tché marcar: ele avançou pela lateral direita, driblou o arqueiro Porps, que entrou no lugar de Paulo, e pôs a pelota para descansar no cantinho do arco do Estudiantes.

E é claro que Ritolê não poderia ficar de fora do desfile. Em um dos lances mais impressionantes da disputa, o craque do Bengalas costurou veloz o meio de campo, driblou Lê Raito e Gago e, por fim, chutou cruzado à queima roupa, marcando 6 x 3 para o seu time. E tudo isso meio minuto depois do último gol da equipe!

Após pedir tempo, o Estudiantes mostrou seu último sopro de vida ao diminuir o marcador com outro gol de Rafinha, que não perdoou o relaxo da zaga inimiga e, sozinho com o arqueiro, chutou reto, cravando a bola no meio da rede. Porém, coube ao Bengalas dar o último lance do prélio. Luisinho recebeu passe preciso de Ritolê e chutou rasteiro no cantinho, pondo fim à goleada. Final: Bengalas 7 x 4 Estudiantes.

A vitória alçou o Bengalas à vice-líder do grupo A. No referente à pontuação, o time está empatado com o Acidus, mas perde pelo saldo de gols. Já o Estudiantes segue na lanterna, com saldo negativo e sem nenhum ponto. Na semana que vem, este tem a árdua tarefa de bater o estável Treinadores do Braz, enquanto o time dos Toledo enfrenta um ascendente Fúria.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 3ª RODADA: GRUPO B:

Fora de Série 6 x 1 Kadência

FORA DE SÉRIE SE REDIME E GOLEIA KADÊNCIA

Por Renan Lamarck

Sem dúvida tratava-se de um jogo de recuperação para as duas equipes. A vitória certamente abriria novo horizonte, visto que o Fora de Série vinha de uma dolorida goleada diante do SNG (6 x 0), enquanto o Kadência já acumulava duas derrotas em dois jogos – Roleta Russa e MachuPichu.

Rolou a pelota e quem partiu para cima do rival foi o Kadência, com muita vibração e rápido toque de bola. Contudo, quem abriu o placar na partida foi o Fora. Na primeira chegada de maior perigo, após jogada na esquerda Rodrigo Cunha fez 1 x 0. Mesmo sentindo o gol, o Kadência tentou responder com Paulinho. Ele recebeu passe longo do campo de defesa, mas furou na hora de concluir. Pouco depois, o artilheiro kadenciano virou uma bicicleta dentro da área adversária, mas a bola saiu por cima do gol de Goku.

A quase pressão do Kadência deu certo, pois Gian fintou Argentino na direita do ataque, avançou até a linha de fundo e cruzou na medida para Raphael dentro da área. Era só estufar a rede, mas ele acabou furando, mas por sorte a bola sobrou limpa com Lucas, que empatou o confronto.

Todavia, a felicidade dos campeões do VI Chuteira não durou muito já que Du Formiga marcou o segundo do Fora no minuto seguinte após boa jogada de Rodrigo Cunha. Ainda no primeiro tempo o Kadência teve a oportunidade de deixar tudo igual. Da ponta direita do ataque Gian cobrou lateral na medida para o grandalhão Danilo, dentro da área, subir mais que todo mundo mas testar para fora.

Se a primeira etapa havia sido em certo ponto disputada, pois um empate seria justo, o restante do confronto foi marcado por uma incrível superioridade do Fora de Série e o até agora constante branco do Kadência na metade final dos jogos. Sem dúvida, tal superioridade teve um motivo: Cava, o camisa 10 do time que chegou atrasado. Da esquerda do ataque Argentino soltou uma pancada, o arqueiro improvisado Julian desviou e a bola tocou no travessão. Entretanto, o rebote caiu nos pés de Cava, pelo lado direito, que bateu firme e marcou o terceiro para o time azul.

Pouco depois, o mesmo Cava fez boa jogada na esquerda, com habilidade deixou o adversário no chão e cruzou na medida para Saulo fazer 4 x 1. A goleada estava desenhada, o Kadência, já abatido, mal conseguia passar do meio campo. Parecia que as derrotas anteriores somavam-se aos gols do Fora de Série e isso atrapalhava por demais a equipe. Agora apertando a saída de bola adversária, Cava roubou a bola no meio campo, avançou e rolou na direita para Rodrigo anotar o quinto gol.

Faltando poucos minutos para acabar a partida o nome do jogo se apresentou para infernizar a defesa adversária de novo. Cava recebeu no meio, tirou a marcação e mandou a pelota pro fundo do gol. Placar final Fora 6 x 1 Kadência, ânimo novo para os azuis com os primeiros três pontos ganhos e desespero para os vermelhos, que seguem sem pontuar e com a pior campanha do Chuteira de Ouro.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 3ª RODADA: GRUPO A:

Primatas 1 x 1 Acidus

DIEGO SALVA ACIDUS DE GOLEADA E GARANTE EMPATE CONTRA PRIMATAS


Por Luiz Felipe Fernandes

O confronto entre Primatas e Acidus tinha um ar de bipolaridade: enquanto os verdes-limão obtiveram dois triunfos em seus dois primeiros jogos, os alvos procuravam – embora alguns duvidem que isso venha a acontecer – seus primeiros três pontos na Série Ouro, uma vez que em seus embates primeiros a equipe empatou com Treinadores do Braz e perdeu para Bengalas.

Por esses e outros motivos, o burburinho criado em torno dessa partida apostava, essencialmente, que os macacais sofreriam um duro contratempo perante a equipe limeira. O que se viu realmente, no entanto, foi um confronto de fato equilibrado, no qual qualquer uma das esquadras poderiam ter saído com a vitória.

A necessidade de vitória era iminente para os Primatas. Em sua preleção, Gui Fenômeno era peremptório: “Está na hora de ganhar”. Já os ácidos, buscando o 100%, teria tal missão dificultada pelo grande número de desfalques na partida. Talvez por esses motivos veríamos que o começo do jogo seria extremamente concorrido, com chances de ambos os lados.

O apito trila e o primeiro lance de jogo é do Acidus. Logo na saída de bola, Ronei arriscou do meio-campo, mas viu seu arremate rasteiro passar ao lado da meta do goleiro Vitinho. A resposta dos primatas logo viria quando Rafinha cobrou lateral na canhota de Orley no campo de ataque, que, também, viu seu tento passar ao lado. A dupla dos brancos viria, novamente, a criar uma oportunidade alguns instantes depois. Em veloz contragolpe puxado por Tadeu, Rafinha abriu na direita para Orley chegar batendo da entrada da área. O magrelo atacante dos Primatas novamente erraria por pouco a meta de Diego Gallego, dessa vez arrematando por cima próximo ao ângulo direito.

O status da partida era de um Acidus tentando impor seu jogo tocando a bola com qualidade no campo de ataque, mas esbarrando em sua própria falta de inspiração e no esquema compacto dos símios. Alguns minutos antes do último chute de Orley, o ex-goleiro e agora marcador implacável Louiz dividiu no campo de ataque com Rafinha e levou uma cotovelada, talvez não vista pelo professor, que deixou o lance seguir normalmente.

Alguns instantes depois, a equipe corrosiva perdeu uma ótima chance de abrir o placar, quando Ronei, na entrada da área, recebeu bom passe e bateu para o gol na saída de Vitinho. A bola explodiu com força no travessão e foi recuperada pela defesa primatense. Logo em seguida, Tadeu errou passe no campo de defesa e deu de presente para Ricco que tabelou com Phillip e chutou cruzado de esquerda. P80 chegava para empurrar quando o mesmo Tadeu, que antes errara, conseguiu cortar de carrinho, salvando sua equipe.

Se o Acidus carimbou o travessão de Vitinho, os Primatas não deixaram barato e, com Nando soltando o pé de fora da área, explodiram o travessão de Galego, que voou alto mas não pôde alcançar a bola. O monkey camisa número 12, na sequência, da mesma região do campo, arriscou com o pé canhoto, mas a bola explodiu na cabeça de Tadeu e teve sua trajetória alterada para longe da meta dos verdes.

À medida que o tempo passava, o Primatas começava a criar mais volume de jogo no campo de ataque, principalmente porque o time arriscava de fora da área, ao contrário do Acidus, que queria entrar com bola e tudo no gol de Vitinho. Entretanto, a equipe alvejante teria um grande obstáculo pela frente: Diego. O goleiro acrimonioso faria, novamente, uma exibição impecável e seguraria as pontas perante ao bombardeiro primata. Dando um exemplo, o lance em que o arqueiro caiu bem para fazer ótima defesa em chute de Rafinha, mandando para escanteio.

Antes do fim do primeiro tempo, Litho tomou o cartão azul por falta na lateral esquerda. Como foi a 8ª falta coletiva cometida pela equipe branca, tiro de 9 Metros. Ronei na cobrança, bola nas.... grades! O atacante acabou chutando muito forte e desperdiçou a grande chance de impedir que o 0 x 0 vigorasse no primeiro tempo – “Só perde quem tenta, não é?”, disse o jogador em entrevista no intervalo.

O panorama da derradeira metade não se alteraria muito: os elos-perdidos tentando sempre atacar, mas parando nas grandes defesas de Diego, enquanto os cítricos encontravam algumas dificuldades em adentrar o sistema defensivo de seus contendores, liderado por Kako, MVP do jogo com uma partida impecável. As oportunidades de gol se encetaram com Phillip arrancando pela esquerda e batendo cruzado com algum perigo e, do outro lado, com Gustavo recebendo livre, pela outra esquerda, e chutando muito forte, sendo, no entanto, interceptado por Lói.

Como quem não faz, leva, quem conseguiu após muito suor alterar o duplo zero do escore foram os sulfúricos: Richard, sempre no lugar certo e na hora certa, apareceu na área para apenas escorar para o fundo das redes. Muita vibração dos verdes que, a partir daí, passariam a se defender um pouco mais em busca de manter o 100%.

Nisso, mais defesas de Diego na sequência. A mais impressionante foi em uma ótima arrancada de Simões pela faixa central, na qual o arqueiro simplesmente buscou, com uma bela ponte, uma bola para muitos indefensável no seu ângulo esquerdo, que ainda bateu no travessão antes de sair. Minutos depois, o Primatas mantinha-se por mais tempo no ataque, visto os chutes de Nando, muito perto do gol, e de Moisés, no cantinho direito, para variar, defendido pelo goleiro 9-estrelas do Acidus.

Por outra ironia, os Primatas chegaram ao empate logo após Galego realizar outro grande milagre. O goalkeeper defendeu chute à queima-roupa de Rafinha com absoluto reflexo, contudo viu suas redes balançarem após Nando aparecer bem-posicionado no rebote. Tudo igual outra vez!

Os lances conseguintes do jogo seguiam a mesma toada de correria desenfreada, marcação cerrada e arremates agudos. Novo duelo entre Nando x Diego, dessa vez, o chute forte à meia-altura foi interceptado por uma célere ponte do arqueiro, que novamente salvava a pátria acidulante.

Esse cenário perseguiu a partida até seus derradeiros instantes, que não voltou a ter seu placar ampliado, congelando-se o 1 x 1. Nas entrevistas pós-jogo, o zagueirão Lói, em mais uma boa exibição, ressaltou a importância de Diego – “Para falar a verdade, não encaixamos boas jogadas nem jogamos rigorosamente nada, demos sorte porque o Diego estava em mais um dia extremamente inspirado, só isso!”. Já o autor do gol primata, Nando, ressaltou o crescimento da equipe. “Acho que jogamos bem, o goleiro dos caras é brincadeira! Mas estamos melhorando no campeonato, e vamos buscar a classificação.”

VIII CHUTEIRA DE OURO: 3ª RODADA: GRUPO B:

Roleta Russa 2 x 7 Fiorella Brasil

FIORELLA, IMPIEDOSO, ATROPELA ROLETA RUSSA


Por Diego Pontes

Antes de começar o embate entre Roleta Russa e Fiorella, era possível ouvir na quadra 8 uma gama de palpites sobre o resultado do jogo. Muitos apostavam em uma vitória suada do Fiorella, enquanto outros espectadores acreditavam que o Roleta manteria a boa campanha que vem fazendo e dispararia no Grupo B. A ideia de que o jogo seria parelho era uma constante nessas especulações. Porém, ninguém imaginava que um duelo como esse seria cenário para uma goleada elástica como a que se sucedeu.

Uma jogada incomum e belíssima deu início à partida: após interceptar a bola no meio de campo, Jefferson Piloto recuou para a área do seu time, deu uma paradinha e chutou de lá mesmo. O petardo voou por quase toda a extensão do campo e explodiu no canto do gol do Roleta, fazendo com que os espectadores, com olhares incrédulos, soltassem um sincero “Ohhhhhhhh”. Tamanha foi a velocidade do lance e a precisão do chute que a única reação do goleiro Guaraná foi olhar embasbacado para a bola que morria ao seu lado.

A equipe do Roleta não se intimidou com o golaço e partiu para a ofensiva, tocando muito a bola com o intuito de abrir espaço para Preto e Bruno atacarem pelas laterais. O determinado meia Bocha também partiu para a investida, tornando mais maciço o ataque de uma equipe notória por jogar na defensiva.

A medida se mostrou acertada, visto que, em poucos minutos, a equipe escarlate empatou com um bonito gol de Bruno: o camisa 13 avançou pela lateral esquerda e, com um chute cruzado, mandou a bola no ângulo do gol adversário.

O Fiorella replicou a ousadia do rival com investidas velozes de Jefferson e Ari. Foi nesse momento que o Roleta ruiu. Pressionado, começou a jogar na retranca com a intenção clara de armar contra-ataques. Entretanto, o time do capitão Baru – que, para a desvantagem moral da equipe, não estava presente – acabou encurralado em sua própria área. Para complicar a situação dos roletas, Gegê e Ranali, apesar de se esforçarem, não conseguiam marcar com eficácia a lépida dupla de ataque inimiga, deixando esta livre para ameaçar a todo instante o gol de Guaraná.

E coube justamente ao ex-arqueiro do extinto Muleke Piranha salvar o time vermelho de tomar uma goleada ainda maior. Com saltos extraordinários e corajosas investidas, o goleiro – sem dúvida, o único destaque do Roleta na partida – barrou uma série de chutes cruzados de Ari e perigosas ofensivas de Jefferson. Contudo, a pressão por parte do Fiorella era tamanha que Guaraná, sozinho, cedeu. Aos 10 minutos, Rogério Silva recebeu lateral de Luis Miname, dominou e virou a partida com um chutão do meio de campo.

Se valendo de muito toque de bola e marcação cerrada, o Fiorella seguiu dominando o jogo sem dificuldades. O Roleta, por sua vez, tentava a todo custo se livrar da pressão adversa e criar chances de ataque, mas não conseguia vencer a técnica e a presteza dos campeões do V Chuteira de Ouro. E foi assim até o último minuto do primeiro tempo, momento em que Luis aproveitou o rebote de Ari e ampliou para o Fiorella com um gol de carrinho.

Após o intervalo, parecia que a trupe de Baru tinha encontrado a determinação que perdera no primeiro tempo, assim como o caminho para virar o jogo: o ataque. Por meio de tabelas, a dupla Bruno e Nação conseguiu criar boas chances de gol, que só não se concretizaram graças à competência de Sebastião Alves, impecável na zaga do Fiorella. Todavia, não demorou para que João Paulo esfriasse os ânimos dos roletas ao aproveitar o passe de Ari e marcar o quarto da sua equipe.

Em seguida, mais um balde de água fria: Ari ampliou a goleada com uma bicuda de fora da área. O efeito moral do gol foi devastador. O Roleta praticamente morreu em campo, com exceção de Gegê, que não parou de correr atrás da bola um instante sequer. Enquanto isso, o Fiorella continuava a passear na área do rival e a marcar gols, sepultando cada vez mais fundo as últimas esperanças dos roletas.

E o próximo veio aos 16 minutos, quando Jefferson fez o passe para João Paulo chutar rasteiro no cantinho do gol de Guaraná. Já estava estampado o sorriso da vitória nos rostos dos jogadores do Fiorella. Relaxado devido à ampla vantagem e sem o auxílio de Tião, que fora retirado de campo por conta de uma contusão no tornozelo direito, Daniel Oliveira acabou marcando bobeira e deu chance para o raçudo Bocha entrar pelas laterais e diminuir o placar com um chute rasteiro. Era o último suspiro do Roleta.

O fim da partida veio com o gol do craque Ari, grande nome do jogo, que fez a rede explodir com uma bomba de fora da área. Final: Fiorella 7 x 2 Roleta Russa. Um placar muito além de qualquer expectativa.

A derrota não prejudicou tanto o Roleta em termos de pontos, uma vez que este segue na vice-liderança do Grupo B, atrás somente do próprio Fiorella – único time do campeonato com 100% de aproveitamento – e foi ajudado pelos empates entre SNG e Arouca e MachuPichu e Bacana. No entanto, mostra que uma equipe bem organizada em campo pode colocar em xeque a habilidade de Bruno e Gegê. Já o Fiorella mostra futebol de campeão, com um time que jogou sem o artilheiro Van-Van, segue tranqüilo para o duelo contra o estável MachuPichu.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 3ª RODADA: GRUPO B:

Bacana 5 x 5 MachuPichu

VALENTE MACHUPICHU ARRANCA EMPATE NO FIM DO BACANA


Por Luiz Felipe Fernandes

Terceira rodada, mais um jogão entre times tradicionais do Chuteira de Ouro. De um lado, o Bacana que encara uma má fase, tendo perdido os confrontos iniciais para Fiorella Brasil e Roleta Russa. Do outro, o MachuPichu, que em seus embate inicial (folgou na primeira rodada) arrancou pela vitória sobre o lanterna Kadência. Os bordôs de Marcelão – que está fora do Chuteira como jogador devido a uma lesão no ombro – contavam com o retorno de Luisinho, um de seus principais meias, do matador Yanes, ambos ausentes na partida em que perderam do Roleta, e do atacante Rômulo, liberado pelo Departamento de Vigilância e Controle de Sorocaba para esta partida.

Com o professor trilando seu apito indicando o início de partida, de cara dava para ver que seria um belo jogo. No primeiro lance de perigo, em cobrança de escanteio, Vitinho Saraiva subiu alto no segundo pau e cabeceou para o fundo das redes, Bacana 1 x 0. Logo em seguida, Rômulo deixou Demehur cara a cara com Pipo, que bateu rasteiro. O arqueiro pichulino defendeu a redonda que, caprichosamente, ainda tocou o poste antes de sair.

O MachuPichu, pelo menos nesses minutos iniciais, parecia perdido em campo e tinha imensas dificuldades de avançar com algum perigo à meta da equipe vinícola. Das poucas vezes que chegaram, o de maior perigo foi um chute de Marcel que, aos trancos e barrancos dentro da área, passou pelo lado da baliza de Kiko. Aos poucos, todavia, a equipe inca foi entrando na partida e equilibrando-a. Primeiramente, Renato Seckler, que mais tarde viria a se destacar na partida, chutou com força, mas a pelota passou apenas rente ao poste direito. No lance conseguinte, no entanto, veio a igualação. Em cobrança de escanteio, novamente no segundo pau, Thiago Branco, por sua vez, testou firme e não desperdiçou. Tudo igual e muita vibração dos agora alvinegros comandados por Danilo.

Contudo, o júbilo do MachuPichu não duraria muito. Poucos minutos depois, Yanes, pelo lado direito, fintou a zaga com habilidade e, caído no chão, conseguiu arrematar para o fundo das redes. Bacana novamente na dianteira! A maré cheia dos vinhedos não se interrompeu por aí. Após verem Renato Seckler dar um perigoso chute contra sua meta e perderem Yanes por dois minutos após ser amarelado por dura falta em Si, o Bacana ampliou o placar com um belo gol de Rômulo. O bom e velho artilheiro da camisa 6, após receber bom lançamento de longa distância, apenas escorou junto à trave de Pipo. E final de primeiro tempo!

A derradeira etapa do embate se revelou tão estentórea quanto os minutos intermediários da metade inicial. Logo nos instantes primordiais, Ricci recebeu de seu irmão Tebas no campo ofensivo e deu um forte e indefensável chute ao gol, diminuindo, dessa forma, o marcador da partida. No entanto, o atual vice-campeão se revelava impossível naquele instante de jogo, desperdiçando uma oportunidade em linda jogada de Luisinho – que costurou pelo meio e chutou rente ao ângulo esquerdo. Porém, ampliou com Demehur, que finalizou com fragor após jogada muito bem construída da equipe bacana.

O período final do confronto se aproximava e o pingue pongue de gols e chances se recusava a cessar. Primeiro, o MachuPichu parou em Kiko, que fez linda defesa em novo chute de Ricci, mas na sequência, Renato Seckler, o outro destaque da equipe, não desperdiçou e insistiu em colocar os pré-colombianos na briga novamente.

Este gol, todavia, não impediu que a equipe de Danilo não sofresse novo revés. Jorge Puyol deixou sua marca com um poderoso arremate de fora da área direto no ângulo, sem chances para Pipo. Bacana 5 x 3! Mesmo pela terceira vez atrás por dois gols de desvantagem, o MP foi à luta e não se deu por vencido. Visto que, pouco tempo após sofrer o quinto, a equipe mandou uma bola perigosíssima contra o travessão.

Minutos mais tarde, teríamos o twist final do embate. Antes, Rômulo levou perigo novamente, agora com um chute colocado no cantinho, obrigando o goleiro a se esticar todo para fazer a defesa. Após o lance, entretanto, viria a reação. Os incas já batalhavam contra dois adversários – o Bacana, obviamente, e o relógio. Os últimos grãos de areia da ampulheta já caíam quando Ricci bateu falta rasteira que, inesperadamente, alcançou o fundo das redes. Não satisfeito, o MachuuPichuu conseguiu o justo, embora improvável, empate. Renato Seckler, o MVP da partida, bateu de longe com muita força pelo flanco canhoto e, após desvios, chegou ao gol. E final de jogo, 5 x 5!

O Bacana tenta sair de uma suposta “crise” contra o Kadência enquanto o MP pega o Fiorella pela rodada quarta do Chuteira de Ouro.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 3ª RODADA: GRUPO B:

Fúria 5 x 5 The Veras

VERAS SE SALVA NO FIM E EMPATA COM FÚRIA


Por Luiz Felipe Fernandes

Dizer que a partida entre Fúria e The Veras tinha tudo para ser mais um grande jogo do Chuteira é, sem dúvida, chover no molhado. Contudo, poucos imaginariam que o embate entre essas equipes seria estrondosamente vibrante e disputado até seus derradeiros segundos. O Fúria vinha de uma derrota, em virtude de jogo anulado, contra os Treinadores do Braz, em que a equipe raivosa perdera o resultado obtido dentro de quadra por ficar com apenas 4 jogadores dentro das quatro linhas. Já o Veras buscava, também, a primeira vitória, visto que perdeu as duas primeiras partidas para Acidus e Joga 13.

Logo de cara, veríamos que o confronto entraria para o rol das grandes partidas. De cara, Carlão, o zagueiro artilheiro, abriu o marcador em favor do Fúria e Adriano ampliou com uma bela cabeçada advinda de um corner. Quem pensara que o célere 2 x 0 traduzir-se-ia em um jogo fácil para os enervados se enganou. Prontamente, Cucio, em cobrança de falta, marcou belo gol e reduziu a adversidade dos Veras que, não obstante, seria logo retornada ao seu patamar anterior. Em novo escanteio, em nova cabeçada no segundo pau, o Fúria chegou ao terceiro. A única diferença notável foi o autor do gol, Gabriel. O jogador do cabelo colorido testou firme para o chão e não deu chances para Benga defender.

O jogo continuava com uma toada comburente. Ambas as equipes mantinham todo o tempo uma cerrada marcação sobre seus adversários na defesa e um padrão de jogo veloz no ataque. Esse cenário, pode-se dizer, rendeu boas chances dos dois lados. Os veranistas chegaram próximos ao gol com um bom chute de Nico, que obrigou Jé a fazer boa defesa com os pés. Já os Furious tiveram duas razoáveis oportunidades consecutivas: na primeira, Carlão bateu falta com força e Benga encaixou com categoria. Na outra, Gabriel chutou colocado e o goleirão deixou escapar a bola, mas conseguiu se recuperar rapidamente.

Na sua terceira oportunidade, o Fúria não perdoou. O capitão Luis Gabriel recebeu passe advindo do flanco direito e embalou uma belíssima letra, marcando um verdadeiro golaço. Antes que o plantel veerense pudesse pensar em desanimar com o placar extenso em desfavor, o pirulão João Cláudio conseguiu dimunuir o escore para 4 x 2. E final da primeira etapa!

Com a alvorada da etapa final, veio a hora da estrela de Nico Brilhar. O artilheiro do cabelo bagunçado, não satisfeito em fazer o terceiro gol dos azuis-grená, também conseguiu, surpreendentemente, empatar o combate em menos de 5 minutos. No primeiro tento, como um verdadeiro matador, apenas escorou para as redes após receber cruzamento do flanco esquerdo. No gol de empate, o camisa 14 soltou a bomba de esquerda no alto da meta furiosa, sem chances para o guarda-redes.

O placar equalizado não desanimou a equipe sósia do Milan (ou Atlético Paranaense, para ser mais nacional). Assim como brilhara a estrela de Nico minutos atrás, a estrela de Thiago Motta também havia de aparecer. O camisa 7, como não poderia deixar de ser, deixou sua marca ao arrancar a todo vapor pela esquerda, fintar o zagueiro e bater cruzado com firmeza contra a meta dos veranos. O Fúria estava de novo à frente.

Thiago Motta estava de fato no jogo. Poucos instantes após seu gol, o oxigenado centroavante bateu rasteiro, obrigando o guardião das redes a cair e fazer importante defesa. O Barcelona do Chuteira de Ouro, por sua vez, não estava disposto a soltar o osso tão facilmente. E de fato não soltou, pois igualou o marcador nos últimos minutos com Kinho dentro da área.

O 5 x 5 indicado no escore ilustrava o equilíbrio e a potência da partida. Que continuou dessa forma até seu final, de modo que rendeu até um cartão azul a Luiz Felipe em razão da quinta falta individual. Mas ficou nisso. O empate, ruim para as duas equipes, obriga as mesmas a batalharem por três pontos na próxima ronda. O plantel furioso pega o campeão Bengalas, enquanto o The Veras enfrenta a Equipe Bróder em busca de melhorar sua situação na tábua classificatória.



II CHUTEIRA DE PRATA: 3ª RODADA: GRUPO B:

Elefantes Indomáveis 2 x 3 Xoro Paro

XORO PARO VIRA PRA CIMA DO LÍDER ELEFANTES E VENCE SEGUNDA SEGUIDA


Por Luis Fernando Saninana

O jogo nem havia começado e já existia um problema. As duas equipes usavam as mesmas cores – vermelho. Como medida o Xoro Paro teve que usar um colete azul por cima do uniforme, dificultando a visualização do número. Não bastasse isso, o jogo começou com 20 minutos de atrasado, prejudicando ainda mais o repórter.

Mais um caçula no Chuteira de Prata, os Elefantes Indomáveis faziam apenas seu terceiro jogo na competição (sem contar a participação no festival), mas já mostraram que não estão de brincadeira. Eles foram para a partida com o peso de ser 1º colocado de seu grupo. O Xoro Paro entrou em quadra para tentar encostar no líder. Lembrando que no campeonato passado não passou da 10ª posição.

Os Elefantes não queriam perder a liderança, tanto que logo de cara Lanza chutou da meia direita e a bola passou perto da trave esquerda do goleiro. Logo em seguida o mesmo Lanza tentou mais umas vez, mas agora de cabeça. Depois de uma cobrança de lateral pela direita o jogador do Elefantes testou por cima do gol.

Passada a pressão inicial, o Xoro Paro resolveu entrar no jogo. Kuminha recebeu no meio de campo pela esquerda, avançou e bateu forte por cima do gol. O XP foi para cima dos Elephants de vez, Thiago Leme passou para Kuminha na entrada da área depois da saída do adversário. O camisa 10 chutou e Chacha fez grande defesa. A equipe vermelha “e azul” segurou a bola no ataque. Perna bateu da esquerda da área e o arqueiro indomável rebateu mais uma. A bola ficou viva na entrada da área e pela terceira vez o paredão Chacha defendeu.

O tempo técnico foi pedido para tentar diminuir a pressão do XP, mas não deu muito certo. Logo após o reinício da partida, uma triangulação entre Luiz Negão, Kuminha e Renan Taplete quase resultou em gol. Negão chutou da entrada da área e o goleiro defendeu com a perna. Sabe aquela expressão “quem não faz toma”? Foi exatamente o que aconteceu. Em cobrança de escanteio pela esquerda, Cauê antecipou na primeira trave e, de cabeça, mandou para o fundo do gol. Elefantes 1 x 0.

A partir daí o as duas equipes criaram bastantes chances de gol. Kuminha arriscou chute pela ponta esquerda e a bola passou raspando o travessão. Pelo lado oposto, Cauê, na meia direita, acertou a trave esquerda de Danilo. Mais ataque da equipe vermelha, desta vez com Alf. O jogador pegou a sobra de um chute na esquerda da área e bateu cruzado, mas a finalização foi para fora. O último lance de perigo no primeiro tempo foi do time liderado por Kuminha. O camisa 10 passou para Rodrigo Rezende na esquerda, que chutou de primeira e acertou a trave esquerda de Danilo.

Com o segundo tempo rolando o que se esperava era uma pressão do Xoro Paro, mas não foi o que aconteceu. Os Indomáveis também foram para o ataque. Ambas as equipes criaram boas chances de aumentar o placar. Rodrigo Resende, na direita da área, chutou mas Chacha defendeu. Como resposta, Lanza tentou a finalização de fora da área, a bola não chegou ao gol, Ganso pegou a sobra e Danilo saiu bem do gol para defender.

Incentivado pelo pai, que não parou de torcer, gritar, orientar, do lado de fora da quadra, Kuminha conseguiu o que parecia impossível: jogar mais do que estava jogando. O 10 do XP fez jogada individual pelo meio e chutou forte de fora da área, sem chances para o arqueiro que até então não havia deixado passar nada. Não demorou muito para a virada, mais uma vez com Kuminha. O jogador recebeu na meia direita e bateu cruzado fazendo 2 x 1.

Aí sim os Elefantes sentiram o gol e sofreram com a pressão. Chacha foi buscar uma bola no ângulo depois de um chute de fora da área. A bola ainda triscou o travessão. Correndo atrás do placar os Indomáveis foram para o ataque, mas acabaram levando o contra-ataque. Rodrigo Rezende avançou pela esquerda, entrou na área e tocou de lado. Kuminha, praticamente em cima da linha, fez o terceiro da equipe e o terceiro dele no jogo.

João Corazza conseguiu diminuir o placar depois de bela tabela pelo meio, mas já era tarde. Os Elefantes Indomáveis continuam líder de seu grupo, mas não está sozinho. Babilônia e Xoro Paro também dividem a ponta da tabela.

II CHUTEIRA DE PRATA: 3ª RODADA: GRUPO A:

Locomotiva Tarja Preta 6 x 0 Roleta Russa Olímpico

LOCOMOTIVA PASSA POR CIMA DE ROLETINHA


Por Guilherme Meireles

Pela 3ª rodada do Chuteira de Prata Locomotiva Tarja Preta e Roleta Russa Olímpico entraram na quadra 10 para uma grande disputa entre duas das figuras mais lendárias do torneio: o técnico do Roleta, Baru, e o mais novo comandante do Locomotiva, Lucas. Como afirmaram durante a semana, os dois mantêm forte rivalidade e, portanto, a expectativa criada em cima da partida era grande. E não há dúvidas que, mesmo Baru afirmando que leva vantagem sobre o companheiro em jogos como Xadrez e Counter Strike, desta vez Lucas se saiu melhor dentro das quatro linhas.

Começou o embate e o Locomotiva já ia para cima do adversário logo na saída de bola. O Locomotiva jogava melhor a primeira etapa toda, com ataques que paravam em grandes defesas do goleiro Edu. O jogo era parelho, com boa marcação do Locomotiva e muitos erros de passe do Roletinha. Nos poucos vacilos da zaga tarjapretana, Betão apareceu para garantir o zero no placar.

As coisas começaram a mudar aos 21 minutos, quando Menotti, camisa 21 do Locomotiva, entrou no meio da área e escorou para o gol cruzamento de Renan após jogada individual pela direita. A partir dali, Renan deitaria no jogo e mostraria a força dos seus cabelos Loreal – e como se joga futebol – para a garotada do tutorial.

O primeiro tempo não teve muito mais do que isso, mas o melhor do jogo (pelo menos para o time de Publius) ficou para a segunda etapa. Provavelmente, no intervalo Baru se esforçou para resolver as falhas que sua equipe apresentava até então, pois a equipe de fato voltou melhor e quase empatou a partida nos primeiros minutos em chute forte cruzado que Mendes mandou da esquerda e que obrigou Betão a espalmar.

O Locomotiva se fechava bem e segurava o ataque do Roleta, que vinha para cima e pressionava bastante. Na retaguarda do LTP, Leo fazia o papel de um verdadeiro xerife, mostrando segurança e muita precisão em desarmes perfeitos. Aliás, foi ele que interceptou uma jogada de Ceron pela esquerda quando ia para o gol em chance clara. O meia roletinha foi travado pelo camisa 3 do LTP na hora do chute. Mesmo atacando menos no início da segunda etapa, foi o LTP quem chegou ao gol: Billy Joe recua mal para o goleiro e Rodrigo aproveita a bobeada para fazer 2 x 0. Não demorou muito e Renan (verdadeiro motor do time, de acordo com Folha do Roletinha) foi muito feliz ao pegar um lindo chute potente da entrada da área para marcar um golaço após a bola cruzar a extensão da área em cobrança de escanteio.

Perdendo por três gols, o Roletinha partiu para o tudo ou nada – e ficou com o nada, apesar de também ter suas chances, como no lance em que Leo escorregou na entrada da área e deixou a bola nos pés Rachid. Mas a perseverança do xerifão falou mais alto e ele logo se recuperou e desarmou com categoria o pequeno atleta do Roleta.

O jogo ficou cada vez melhor no segundo tempo: o LTP tentava de tudo para alcançar o quarto gol, já que o Olímpico dava espaço e errava passes demais. O time de Baru mostrava que não havia desistido, pois corria atrás do placar, como ficou claro no lindo chute de fora da área que Folha arriscou e que explodiu no poste esquerdo. Logo depois, os roletas mandaram mais uma na trave. A maldição da trave trocou de lado pelo visto.

Parecia que a sorte estava mais ao lado de Lucas do que de Baru no confronto deste sábado. Isto ficou confirmado no pênalti apontado a favor do LTP, após linda jogada de Caio, que invadiu a área, tirou o goleiro Edu e foi derrubado pelo mesmo. Amarelado, Casari assumiu o gol e tomou seu primeiro no jogo, apesar de ainda tocar na bola na cobrança do mesmo Caio. Casari entrou bem e fechou providencialmente o ângulo para impedir gol de Brunno Cavalheiro, que disparou fazendo fila pela direita. Aliás, ora ele ora Renan aproveitavam o espaço por ali. Renan quase fez outro em ótimo chute proveniente daquele corredor, uma extensão da sua casa mantida sob seus domínios.

O jogo ia chegando ao final, mas os espectadores que assistiam à partida ainda viram as provocações que Baru tanto profere ao técnico adversário irem por água baixo com o gol de Rodrigo após ótima assistência de Menotti. Era o 5 x 0 aos 23 minutos. Mas, você que lê esta matéria, deve estar se perguntando: e o Publius, que mal foi citado até agora? Pois bem, Baru provavelmente já estava triste com o sonoro 5 x 0 aplicado até então, mas sua tristeza só seria completa com um gol de um dos seus maiores adversários e “enemigos” no mundo Chuteira. E a partida estava em seus instantes finais, o Roletinha morto em campo e ansiando pelo término do massacre quando Publius ficou livre dentro da área e tocou de primeira para o fundo do gol, fechando o placar em 6 x 0.

Com o fim da rodada, o Roletinha, ao lado do Sem Pretensão no Grupo B, são as duas únicas equipes que não pontuaram no Chuteira de Prata. Já o Locomotiva segue firme na vice-liderança do grupo, com 7 pontos, e se prepara para enfrentar o Ras Time na próxima rodada almejando a liderança, já que o Real Paulista folga na rodada. O Roletinha enfrenta o Basicus que vem surpreendendo a todos no campeonato, e que por ter tirado pontos importantes do Locomotiva na rodada da semana passada, certamente preocupa os atletas de seu próximo adversário.

II CHUTEIRA DE PRATA: 3ª RODADA: GRUPO B:

Canhedo Beppu 6 x 6 Med Taubaté

MÉDICOS E ENGENHEIROS EMPATAM EM JOGO DE ROGERINHO E SUZUKI


Por Guilherme Meireles

O placar de 6 x 6 entre Canhedo Beppu e MED Taubaté mostra que este foi sem dúvidas uma das melhores partidas da rodada. Engenheiros e médicos fizeram um jogo com viradas no placar, defesas sensacionais de ambos os goleiros, gol anulado e, principalmente, o confronto entre as estrelas das duas equipes – Rogerinho e Suzuki.

A estrela do Med já mostrou a que veio aos 4 minutos, abrindo o placar após receber em liberdade pela direita e tocar no canto direito do goleiro Papa Burguer. Não demorou muito para o Canhedo reagir. Em rebote após chute de Testa, Luiz Siviero empatou.

As duas novas equipes mostravam muita disposição em campo e criavam uma chance atrás da outra. Rogerinho se apresentou bem novamente e quase marcou o segundo de cabeça, porém, a bola foi à direita do goleiro. Anibal, camisa 10 do Med, estava quase sem ângulo quando mandou uma cacetada em direção ao gol que foi na rede pelo lado de fora.

Mesmo os amigos de Taubaté tentando bastante, o Canhedo virou com Gérva. Logo depois começou a surgir a estrela do time dos engenheiros, aquele que faria durante todo o jogo, a briga com o camisa 7 do Med pelo MVP: o camisa 9 do Canhedo, Suzuki, que marcou o terceiro gol, colocando um 3 x 1 no placar.

Pelo lado do Med, Rogerinho criou três chances praticamente seguidas: primeiro, em chute forte pela esquerda que obrigou o ótimo goleiro do CP a espalmar; depois, após passe que recebeu pelo meio, tocando de primeira para o goleiro espalmar novamente. Na terceira chance, o camisa 7, que voava pela lateral esquerda, cruzou para Luiz só tocar para o fundo do gol. Enfim o Med diminuía, aos 20 minutos.

Com tantas chances não é difícil imaginar que o time de médicos jogava melhor que o de engenheiros, mas o Taubaté encontrava muita dificuldade para furar a ótima defesa adversária, que se fechava cada vez mais. Apesar de segurar a vantagem por um bom tempo, aos 25 minutos o empate veio. Após dividida do goleiro com o atacante, a bola sobrou com Rogerinho livre pela esquerda, que chutou para empatar e fechar o primeiro tempo.

Na etapa derradeira, Suzuki se mostrou decisivo novamente ao marcar o quarto gol logo após a saída de bola. Não demorou para que ele mesmo arrancasse pela direita e fizesse um ótimo cruzamento que tirou o goleiro da jogada e deixou o Gérva em condições de marcar o quinto. Só não fez porque a zaga dos médicos foi melhor e afastou logo o perigo. Mas não tardou para Rogerinho voltar a brilhar e, em cobrança de falta precisa, obrigou o goleiro a voar para fazer uma defesa extraordinária.

Como se pode ver, a partida estava equilibradíssima, Irineu Roberto deu um elástico no adversário pela esquerda, se mandou em direção ao gol e, após um forte bate rebate dentro da área, em que ele, Rogerinho e Cauduro tentaram de tudo para mandar a bola nas redes, a bola foi afastada e o Canhedo se salvava. E, para aliviar mais ainda, Fabinho cruzou da esquerda e Suzuki chegou pegando de primeira para marcar o quinto da equipe e o terceiro dele no jogo.

O Canhedo quase marcou o sexto com chute de Gérva, mas foi o Med, em reação, que diminuiu. Bruninho (camisa 110 do Med!) marcou, mas, depois de reclamações por parte dos engenheiros, o árbitro anulou a jogada, advertindo o jogador com o cartão amarelo sob alegação de ter empurrado a bola com a mão.

A pressão do Med continuou e, depois de tanto tentar no segundo tempo, o gol veio. Adivinha de quem? Claro, Rogerinho, que, livre fora da área pela ponta esquerda, não pensou duas vezes ao receber um passe açucarado: encheu o pé de primeira, mandando um balaço que explodiu no poste esquerdo antes de balançar as redes.

Emoção em campo, o Canhedo teve o azar de mandar uma bola de fora da área que carimbou o travessão. Por outro lado, os engenheiros contaram com a competência de seu goleiro, que fez sem dúvida a defesa mais linda de todo o jogo ao dar uma ponte para a esquerda e espalmar o que seria outro golaço do Taubaté.

Por fim, nos minutos finais de jogo, quando tudo parecia decidido e a vitória do Canhedo seria ratificada, Testa chutou, o goleiro Jura pegou, mas a bola espirrou e sobrou redondinha para o próprio camisa 13 cabeçar e marcar o sexto de sua equipe. Com 6 x 4 e dois minutos para o fim, o Canhedo respirou aliviado e já contabilizava três pontos. Mas quem tem Rogerinho como adversário não pode achar que o jogo acabou antes que o jogo de fato acabe. Rogerinho, impossível em campo, criou duas chances quase seguidas, desperdiçando a primeira, mas convertendo a segunda, fazendo seu quarto gol na partida, o quinto de sua equipe.

Resolvido? Nada disso. O Med Taubaté apostou tudo que podia em seu último ataque empatar. E se deu bem. Bola rebatida na área sobrou nos pés de Irineu, que com calma dominou e apenas rolou de mansinho para o fundo das redes, empatando a eletrizante partida.

Quando foi dada a saída de bola, o Canhedo chutou com pressa do meio campo e isolou a bola. Logo quando a pelota saiu pela linha de fundo, a arbitragem apitou o final do jogo. O equilíbrio entre as duas equipes não foi só dentro de campo, já que na tabela tanto os engenheiros quanto os médicos possuem quatro pontos cada, mesmo os médicos levando a vantagem de ter um jogo a menos. Sendo assim, os médicos ocupam a quarta posição e os engenheiros vêm colados na quinta colocação.

Na próxima rodada, o Canhedo tem um teste de fogo contra o líder do grupo, o Elefantes Indomáveis, enquanto o Med enfrenta o DPGamos.

II CHUTEIRA DE PRATA: 3ª RODADA: GRUPO B:

Pé de Pano 4 x 3 Babilônia

EM JOGO PEGADO, PÉ DE PANO SURPREENDE E VENCE BABILÔNIA


Por Diego Pontes

A peleja entre Pé de Pano e Babilônia iniciou com um lance espetacular: Dada avançou pela lateral esquerda e disparou uma bomba em direção ao gol adversário. Para a sorte do Babilônia, James, com um salto digno de um ninja, aparou o petardo antes que este fizesse estrago nas redes e abrisse o placar para o time branco. O Pé de Pano seguiu pressionando com Lucas, mais um dos Polachinni do time, e o próprio Dada. Entrosada, a dupla oferecia perigo constante a James. No entanto, o arqueiro, afiado, barrou os cruzados dos atacantes com elásticas defesas. O zagueiro Rato também fez um bom trabalho na retaguarda, uma vez que cortou tabelas e investidas dos rivais sem fazer faltas.

O Babilônia, por sua vez, não ficou passivo diante do “inimigo”. Contando com um ataque vigoroso e cheio de velocidade, mesmo sem a presença decisiva de Vini Love, o time mais de uma vez ameaçou balançar a rede do Pé de Pano. Destaque para Rodriguinho, que, além de ter criado uma série de jogadas perigosas pelos flancos do campo (que só não vingaram por causa de Tiago, impecável no ofício de goleiro), deu um passe perfeito para Alemão aos 5 minutos. Entretanto, o camisa 11 pecou na finalização ao chutar para fora o gol que era certo.

O jejum de gols só foi rompido aos 13 minutos, quando justamente o camisa 13, Tavogus, após desarmar a zaga babilônica junto a Dada, chutou certeiro para balançar enfim as redes. Contudo, a alegria do Pé de Pano durou pouco, pois uma confusão paralisaria a partida em seguida. Yuri (Babilônia) e Lucas (PdP) se estranharam por causa de um lance de falta. O árbitro, antes de tomar uma medida injusta, deixou os jogadores conversarem. Tudo estava correndo bem até o momento em que um torcedor do Pé de Pano começou a provocar os jogadores do Babilônia. Irritado, Yuri o nervosinho James replicaram as provocações – o que esquentou novamente a discussão entre os dois. Resultado: os árbitros mandaram os dois pra rua com cartão vermelho, medida inédita até então neste Chuteira. Lamentavelmente, James não foi punido de forma igual. A postura explosiva do jogador em campo, assim como o tapa que este desferiu no rosto do torcedor durante o tumulto, eram motivos suficientes para ele ser retirado do jogo.

Depois do infeliz incidente, o desempenho do Babilônia declinou. Nervoso, o time não conseguia acertar nenhuma jogada. Nem o tempo perdido pela equipe esfriou os ânimos. A esquadra rubro-negra só foi se recuperar após levar um gol de Japinha, aos 20 minutos. Tanto isso é verdade que, segundos depois, Dani Boy diminuiu o placar com uma cabeçada certeira e encerrou o primeiro tempo.

A segunda metade do jogo foi marcada por um Babilônia extremamente ofensivo. Alex e Dani Boy tabelavam com muita agilidade, deixando os zagueiros rivais comendo poeira. Mas, para a infelicidade de ambos, Tiago guardava o gol do Pé de Pano com sua vida: sem medo de se machucar, o goleiro investia contra os atacantes e saltava sobre todas as bombas que Dani chutava. Era uma muralha humana.

Mas, como nada é para sempre, a invencibilidade de Tiago no segundo tempo teve fim aos 12 minutos, momento em que Daniel San recebeu passe de Dani Boy e bateu no cantinho do gol, empatando a disputa. O Pé de Pano, que estava jogando na retranca nesse segundo tempo, partiu para cima após Alex ser amarelado. Com um a menos em campo, o Babilônia não conseguiu parar o raçudo Japinha. Mesmo estando visivelmente cansado, o jogador reuniu forças para trespassar a zaga adversária e matar o rebote de Dada e mandar para o fundo do gol.

A esquadra babilônica não perdoou e, segundos depois, empatou com um carrinho de Daniel San novamente. No entanto, o dia era de Japinha: nos instantes finais do embate, o meia marcou um golaço do meio de campo, decidindo o jogo para o Pé de Pano e se consagrando como MVP.

Com a vitória, o Pé de Pano renasce no Grupo B e deixa a lanterna isolada para o Sem Pretensão e testa suas forças com o Coringa, time que está na mesma situação da equipe dos Polachinni – 3 pontos. Já o Babilônia segue tranqüilo no segundo lugar e tem sua folga para se recuperar antes de encarar, no dia 17 de outubro, o Med Taubaté.

II CHUTEIRA DE PRATA: 3ª RODADA: GRUPO A:

Ras Time 1 x 5 Real Paulista

REAL VENCE A TERCEIRA E MANTÉM CAMPANHA 100%


Por Guilherme Meireles

Quem viu o começo do jogo entre Real Paulista e Ras Time pode ter se surpreendido com a velocidade com que o Ras fez 1 x 0. Aos 3 minutos, Mau abriu o placar, deixando o Real pela primeira vez na competição atrás no marcador. Porém, a superioridade técnica do time preto fez a diferença e a equipe usou do gol tomado para reagir e começou a dominar a partida nos minutos seguintes. Primeiro, Alê recebeu um bolão açucarado na cara do goleiro Carone, mas tropeçou na bola na hora do arremate. Logo depois, Panela arriscou chute rasteiro de fora da área e carimbou a trave direita. De tanto tentar o Real chegou lá: Xexé pegou de primeira e mandou no canto esquerdo do goleiro, marcando um golaço.

Instantes depois, a parceria entre Panela e Xexé foi a responsável pelo gol da virada. Em uma linda tabela entre os dois na entrada da área, o primeiro ficou em condições claras de marcar e ele não desperdiçou. 2 x 1.

E continuava só dando Real Paulista, que quase contou com a sorte em chute de longe de Marquinhos que acabou desviada no meio do caminho e enganou o goleiro, que conseguiu se recuperar na jogada e rapidamente voltou para espalmar e fazer uma defesa sensacional. Uma das poucas chegadas do Ras Time após a virada do Real Paulista foi na tentativa de driblar o goleiro feita por Leônidas em jogada pela direita, mas o goleiro saiu bem do lance e interceptou a bola.

Em resposta, Pedrinho dominou completamente livre pela direita do ataque e meteu um tirambaço que quase arrebentou o ângulo direito da meta do Ras Time. Na comemoração, o jogador do RP chegou junto à torcida e disse sorrindo: "Outro desses nunca mais!".

No segundo tempo, mal começou e Pedrinho recebeu pela esquerda e bateu com perigo, muito próximo à trave esquerda. O goleiro do RP teve que mostrar serviço (e muito reflexo) ao encarar um chute do adversário que desviou e foi em seu contrapé. Mas o goleirão conseguiu defender com a perna esquerda. Logo depois, o mesmo Daniel espalmou um lindo chute de Sujeira e salvou sua equipe, que havia começado a dar muito espaço para o adversário. Novamente Sujeira chutou de fora e no meio do caminho a bola foi desviada por Kanu para fora e por cima do gol.

A partir daí, o jogo caiu de rendimento e as duas equipes pararam de criar oportunidades. Além disso, o clima começou a esquentar quando Kanu deu um carrinho duríssimo na ala esquerda, o que deixou seu companheiro Panela irritadíssimo com ele. Os ânimos também ficaram elevados entre os jogadores das duas equipes, que chegaram a iniciar uma discussão. Mas o que mais chamava atenção eram os atletas do RP discutindo entre eles e com o jogo na mão! Talvez por estes desentendimentos, o Ras cresceu na partida e quase marcou o segundo com Iasi, que arriscou um tiro de fora da área e acertou o travessão. A partir deste lance, o Ras Time se interessou mais ainda pela partida e começou a exercer uma forte pressão no adversário que ia se fechando cada vez mais.

Quando o Real Paulista atacou, Alê fez fila na entrada da área, tirou o goleiro do lance e rolou para o Paniza no meio. A bola veio na medida, mas ele se afobou e perdeu a chance do jogo. Mas, para redimir o companheiro, Alê marcou o seu logo depois. No reinício de jogo, o goleiro Daniel fez uma defesa espetacular em um chute inesperado do Ras Time.

O jogo já ia chegando ao final quando Paniza marcou o quinto gol e liquidou a fatura. Com a vitória, Real Paulista e Bucets são as duas únicas equipes que venceram todos seus jogos até o momento (Bucets foram 2 jogos). Portanto, o Real Paulista ocupa isolado a primeira colocação do Grupo A e folga nesta próxima rodada, podendo só ser ultrapassado pelo Locomotiva Tarja Preta (segundo colocado com sete pontos) caso a equipe de Publius vença.

II CHUTEIRA DE PRATA: 3ª RODADA: GRUPO A:

Basicus 3 x 2 Camelo

BASICUS APRONTA E VIRA JOGO CONTRA CAMELO NO MINUTO FINAL
Por Guilherme Meireles

O Basicus entrou em campo na tarde deste sábado embalado pelo surpreendente empate da segunda rodada contra o Locomotiva. O adversário da vez foi o Camelo, um dos novatos do Chuteira. Mesmo disputando seu segundo jogo na história do torneio, foi o Camelo que começou pressionando o adversário. Em falta de longe, Henrique acertou o travessão do Basicus e assustou o “goleirão” rosa.

A cobrança de falta no travessão deu indícios de que viria mais um bombardeio contra o gol de Emílio. Tanto que Felipe fez linda jogada pela esquerda, colocando a defesa do Basicus na roda, e com categoria teve calma para colocar no canto esquerdo do goleiro e marcar um golaço. Isso com 5 minutos de jogo.

Para o Basicus, o gol serviu como incentivo, pois a equipe teve um crescimento significativo na partida e começou a chegar bastante à área adversária, porém, errava muito na pontaria. O Camelo também assustou, como ficou provado no chute de Ita de fora da área que passou raspando a trave direita. Já o chute potente de Starck passou com perigo à direita do gol. Susto maior ainda o goleiro do Camelo levou após um tiraço dado por Vini que o obrigou a espalmar e salvar sua equipe de levar o empate.

A melhora do Basicus era tão nítida após levar o gol que mesmo os atletas do Camelo pareciam não entender a maneira que a equipe renasceu na partida. E, talvez por isso, acabou exagerando em algumas entradas, tornando o jogo um tanto faltoso. Tão faltoso que uma delas se deu dentro da área. Penalti! Starck bateu firme a meia altura no canto esquerdo do goleiro e empatou.

Assim o primeiro tempo chegou ao fim, com um empate com sabor de derrota parcial para a equipe rosa, que jogou muito melhor nos primeiros 25 minutos. Quando a bola rolou na segunda etapa, a impressão que dava é que a história se repetiria, pois o Basicus voltou com tudo, apostando principalmente nas rápidas jogadas que Eduardo Elias fazia pela ala esquerda. Uma de suas chegadas mais perigosas foi um chute que acabou sendo desviado e explodiu no travessão. Logo depois, ele arriscou mais um de fora da área, mas o goleiro voou no canto esquerdo alto para espalmar e deixar a torcida do Basicus com o grito entalado na garganta mais uma vez. Aliás, o Basicus pode ser conhecido como o "Amériquinha do Chuteira" ou "Lusa do Chuteira", em referência ao América do Rio de Janeiro e a Portuguesa de Desportos de São Paulo, que são duas equipes de pequena expressão, mas queridas por todos. Tanto que ali estavam muitos jogadores de outras equipes, como Acidus, Fora de Série e Locomotiva, que junto às grades empurravam o time para cima do adversário.

Mas o Camelo também chegava com perigo. E foi o time rubro que acabou marcando o segundo gol, após cruzamento preciso de Noal que chegou para Cris se esticar todo de carrinho e colocar a bola no barbante. E, sem dúvida, o lance mais espetacular do jogo veio com um chute espetacular que o habilidoso Felipe, camisa 10 do Camelo, mandou em seguida. A quadra inteira ficou perplexa ao ver o goleiro saltar em direção ao ângulo direito para executar, quem sabe, a defesa mais sensacional da rodada. E a influência do goleiro do Basicus no placar da partida não parou por aí, pois ele estava em noite inspirada e executou defesas milagrosas, segurando o bom ataque do Camelo que não dava trégua.

Do outro lado, o Basicus errava passes fáceis e tinha uma péssima pontaria, com muitos chutes afobados. Mas foi quando a pressão que o Camelo exercia se extinguiu que de repente o Basicus passou a bombardear o gol do Camelo com chutes de todos os jeitos: Elias arriscou e o goleiro espalmou. Logo depois, Vini bateu de fora da área e a bola foi na trave. Fefe bateu quase sem ângulo pela direita e obrigou o goleiro a mostrar serviço. E, em mais uma tentativa, Eduardo Elias, disparado o melhor em campo, chutou rasteiro e empatou a partida aos 24 minutos. Festa na quadra 10.

O jogo já estava no final e o esquadrão rosa se mostrava satisfeito com o segundo empate consecutivo na competição. Mas o inesperado aconteceu: Fefe, finalmente mostrando serviço e fazendo jus ao número da camisa que veste, arrancou na diagonal pela direita e chutou cruzado. A bola foi defendida parcialmente pelo goleiro, mas estava indo em direção ao gol. Entraria de qualquer forma, mas Love chegou voando e sedento pela vitória e não quis esperar ela entrar – mandou a chinelada para cravar a segunda vitória do Basicus no Chuteira e a conquista dos 3 pontos na referida partida. Delírio na torcida rosa à beira do campo e o apito final da arbitragem.

"Essa vitória é para o Rodrigo", falou Starck ao fim do jogo, em referência ao grande manager do time, que estava no banco e vibrou como criança com a heróica vitória. Com o fim desta partida eletrizante, o Basicus surpreende na segunda rodada consecutiva e soma 4 pontos, compondo a quarta colocação do Grupo A. Semana que vem o time encara o desesperado Roleta Russa Olímpico, que luta para conseguir pontuar pela primeira vez no torneio, assim como o Camelo, que tenta seu primeiro diante do É Verdadeee.

II CHUTEIRA DE PRATA: 3ª RODADA: GRUPO B:

Coringa 5 x 4 Sem Pretensão

CORINGA DESENCANTA E AFUNDA MAIS SEM PRETENSÃO


Por Diego Pontes

A disputa entre os lanternas Coringa e Sem Pretensão começou tíbia, quase parando. Talvez com o intuito de se estudarem, ambos os times tocavam a bola sem rumo. O jogo só começou a melhorar quando Kaká começou a investir rápido pelo meio de campo. O camisa 23 deu ritmo ao seu time, que passou a auxiliá-lo por meio de tabelas e lançamentos. E assim foi definida a estratégia dos bufões: enfoque nas jogadas individuais, ora de Rafinha, sósia de Ronei do Acidus, ora de Kaká.

O Sem Pretensão logo se adaptou à nova levada do prélio e o time azul marcou o primeiro gol da partida. Após tabelar com Victor Alexo, Zaron recebeu o passe de Fernando Leite e matou a bola no cantinho do gol adversário. A jogada, no entanto, não abalou a torcida do Coringa. Logo após o Sem Pretensão comemorar o feito, era possível ouvir algumas vozes ao redor da quadra, que diziam: “eles sempre começam perdendo de 1 x 0, Mas hoje eles vão ganhar”.

O jogo seguiu parelho até os 20 minutos, instante em que Kaká empatou o duelo, marcando o último gol do primeiro tempo. Após roubar a bola na saída do inimigo, o manager coringano mandou uma bomba cruzada para morrer no canto direito do gol de Barreto. O lance foi muito comemorado pela família de Kaká, que compunha boa parte da torcida do Coringa, inclusive sua futura esposa, com quem ele casará em breve.

A equipe de meias bicolor cresceu após o gol e passou a ameaçar a área do rival constantemente. Júnior e o determinado Farias tentavam a todo custo desarmar a zaga dos despretensiosos pela lateral esquerda. Porém, o meio campista Negão, numa demonstração de raça, sempre estava na banheira para marcar a dupla. O Sem Pretensão, por sua vez, continuava focando seus esforços nas ofensivas de Zaron e Fernando Leite, que, sem reservas, até que criaram algumas boas oportunidades. Porém, quando o atacante não desperdiçava as chances com chutes sem precisão, a zaga tratava de cortar as investidas alheias.

Por conta do excesso de faltas e da quantidade de bolas chutadas para fora da quadra, o primeiro tempo se encerrou de maneira bastante monótona. A segunda metade do jogo, porém, compensou qualquer momento de tédio. Logo nos primeiros segundos de jogo, Kaká trespassou a grande área, girou e bateu em direção ao gol. Para o desânimo dos coringas, a pelota não entrou por poucos milímetros.

Aos 4 minutos, Zaron injetou mais ânimo na partida ao marcar o segundo do Sem Pretensão. O Coringa não se intimidou e empatou instantes depois, de novo com Kaká, assisitido por Leozinho. Mais do que um empate no placar, a pugna era puro equilíbrio de forças - quase um toma lá, dá cá. Além disso, cada equipe tinha sua estrela (Kaká pelo Coringa e Zaron pelo Sem Pretensão), o que dava à partida ares de um duelo.

A virada dos coringas veio quando Farias, cara a cara com o goleiro, enganou e chutou rasteiro no canto oposto em que o arqueiro estava. Porém, logo a força de ataque dos despretensiosos estabilizou a disputa. Valendo-se de uma tabela bem executada, Alexo e Fernando Leite fizeram com que o meio de campo se abrisse e desse espaço para este último enterrar uma bomba no alto da rede e empatar novamente o confronto.

A partir desse momento só deu Coringa no jogo. Ao invés de se abater com novo empate, a trupe dos bufões coloridos foi tomada por um ímpeto de determinação que durou até o último segundo do jogo. Junior e Jorge seguiam atacando e armando jogadas aéreas, enquanto Guilherme e Maurício Carlitos formavam uma retaguarda formidável. Com essa carta na manga, os Coringas superaram as forças de Zaron – o cérebro do Sem Pretensão – e definiram a partida.

O arrojo do time começou com o gol de cabeça de Jorge, que aproveitou o lançamento certeiro de Guilherme. Minutos depois, Rafinha bobeou e deu de presente um gol para Fernando Leite, para novo empate do pleito. Os segundos passavam e tudo indicava que o jogo ia acabar em pizza. Foi quando Farias se embrenhou na área rival, girou e matou a partida em 5 x 4 para o Coringa, para delírio da torcida tricolor, que não sabia o que era ver o time vencer uma partida oficial pelo Chuteira.

II CHUTEIRA DE PRATA: 3ª RODADA: GRUPO A:

Bucets 7 x 4 É Verdadeee

BUCETS MANDA XIXI PRA CIMA DE É VERDADEEE E GOLEIA


Por Guilherme Meireles

Com um jogo a menos e buscando a segunda vitória na competição, o Bucets entrou em campo para pegar o É Verdadeee, que também possuía uma vitória. E o Bucets parecia mesmo disposto a brigar com tudo pelos três pontos, pois começou a partida com tudo, bombardeando sem dó o gol adversário. Dessa maneira, a equipe chegou ao primeiro gol, com Cauê. Não demorou muito para que o time branco passasse próximo de ampliar o placar, mas o goleiro Reyna vinha fazendo uma série de grandes defesas que garantiam sua equipe. Em uma das primeiras chegadas do EV na partida, Diego bateu da entrada da área e empatou. Foi quando um susto tomou conta de todos na quadra 10: Rafael Storch dividiu uma bola pelo alto em seu campo de ataque e acabou batendo a cabeça. O jogador ficou caído sangrando muito. Foram muitos que entraram em campo para socorrê-lo e fazer um curativo, mas ele não conseguiu prosseguir na partida. Felizmente, o atleta saiu de campo consciente e andando, o que tranqüilizou a todos.

Com a bola rolando novamente, Xixi se mandou pelo corredor esquerdo do campo e, ao chegar à linha de fundo com a grande área, encheu o pé, surpreendendo o goleiro, que não fechou bem o ângulo. Resultado: um golaço! Os jogadores do EV ainda reclamaram com a arbitragem que a bola havia entrado por um buraco na rede pelo lado de fora. Mas quem estava atrás do gol viu que o lance foi legítimo. O É Verdadeee mostrou raça e reagiu rapidamente, empatando o jogo com Danilo.

Mas o final do primeiro tempo foi de domínio do Bucets, que quase marcou novamente com o Xixi, mais uma vez em jogada pela esquerda E mais uma vez pelo setor esquerdo, o Bucets chegou: Tom entrou completamente livre na entrada da área e pegou um belo chute de primeira para marcar o terceiro gol. Na comemoração, o jogador comemorou balançando os braços como se estivesse ninando um bebê, em homenagem ao seu filho Leonardo, nascido recentemente.

Com o Bucets na frente no placar, o equilibrado primeiro tempo chegou ao seu final prometendo muita emoção para o complemento. E quando Gavião empatou nos primeiros minutos da segunda etapa, a partida ficou mais emocionante do que nunca. Mas não demorou para que o canhoto e rápido Gustavo Mesa desempatasse outra vez.

Mesmo com o Bucets vencendo, o É Verdadeee fazia uma ótima partida, não dando chances para o adversário obter domínio total do campo. Assim, a equipe também atacava bastante, mas tinha dificuldade em furar o forte bloqueio do Bucets, principalmente quando encarava jogadores como Tom, que se mostrava muito seguro na defesa. O Bucets abriu dois gols de vantagem pela primeira vez no jogo quando Mesa de novo marcou o quinto, em contra-ataque, com direito a driblar o goleiro e tocar no gol vazio . Logo depois, o EV quase descontou com o chute fortíssimo que veio dos pés de Girão e que explodiu na trave direita. Mas quem marcou foi o Bucets, com Xixi, e a goleada era ensaiada.

Perdendo por três gols de vantagem, o É Verdadeee não dava sinais de que se entregaria facilmente e continuava equilibrando a partida. Aliás, o EV teve muitas chances de diminuir a diferença. Sem dúvidas, a mais clara foi em jogada de Gavião pela direita, que cruzou rasteiro tirando o goleiro da jogada. A bola sobrou nos pés de Danilo, completamente livre e com o gol aberto na frente dele, mas, de maneira inexplicável, ele conseguiu mandar para fora, perdendo um dos gols mais feitos da história do Chuteira.

O EV continuou traçando uma reação, pois em outro ataque Latrell cabeceou e marcou o quarto gol da equipe. O jogo permanecia com muito equilíbrio e os times imprimiam um volume de jogo alto no ataque: Xixi era o mais atacado e partia para cima da marcação sempre que pegava a bola. Ele teve a chance de liquidar a partida quando recebeu um passe perfeito na área, mas acabou furando. Em resposta, Latrell (que fazia grande partida) cabeceou e mandou com perigo por cima do travessão. Já o outro camisa 5, Mesa, teve mais sorte quando marcou o sétimo do Bucets já nos minutos finais. E ainda sobrou tempo para o Latrell mandar uma bola na trave antes do apito final.

O Bucets continua invicto no Chuteira de Prata e com um jogo a menos. Semana que vem a equipe pega o TCM. Já o É Verdadeee enfrenta o Camelo na quarta rodada, com esperança de mais sorte, já que contra o Bucets a equipe jogou bem, mas de fato foi vencida por um forte concorrente ao título. Aguenta o Denys agora.

Comentários (0)