A crise do Joga 13 parece que foi enfim espantada. Nada como uma goleada para “tirar a zica” da equipe que chegou como forte candidata ao título mas não tinha mostrado futebol para isso até então. O CBB foi a “escada” da equipe, que ganhou por 5 a 0 e subiu para a 6a colocação.
Várias coisas parecem ter pesado para o reencontro com o bom futebol do 13. uma delas foi a troca de uniforme – deixaram o amarelo com preto e agora vestem uniforme todo branco com uma lista dourada. Outra diferença foi a presença do jogador Daniel no banco de reservas depois de uma cirurgia no joelho que vai mantê-lo afastado por 5 meses. Outra presença que fez a diferença foi Fino, o camisa 13 que tinha jogado apenas um jogo dos 3 até então disputados. Mas de fato o motivo da goleada do 13 tem um nome – Lele. Finalmente o artilheiro da equipe desencantou e voltou a jogar bem. Ele foi a alma da equipe em campo com 2 gols e passe pra outro. A superação da crise do Joga 13 não tinha como não passar por seu principal jogador de ataque.
O jogo começou com domínio e iniciativa do 13, que cansou de perder gols até que Lele abriu o placar no final do primeiro tempo. Logo em seguida, em cochilo da defesa do Sport Club CBB, Lele rouba a bola e amplia.
O segundo tempo foi a mesma coisa. O CBB não chegava com força e o 13 perdia gols. Fino fez o terceiro depois de tabela com Lele. Lele de novo recebeu e tocou pra Rafinha fazer o quarto e, no fim do jogo, Bruninho decretou a goleada em jogada individual e um belo chute.
Com o resultado, o 13 espanta a “zica” e entra na briga pelas 4 posições iniciais. O CBB parece que não consegue superar a irregularidade do time, que oscila muito entre ótimos e péssimos jogos (foram 2 derrotas em que não marcaram gol).
SÓ LANCE SAI DO ZERO E ISOLA
BUCETS NA LANTERNA
No jogo dos "sem pontos", Só Lance e Bucets fizeram um jogo aberto em que não se sabe qual time errou mais. O placar de 10 a 6 traduz esse festival de erros, que começou com Vitinho com menos de 30 segundos entregando uma bola na defesa para Kaká marcar. Aos 3 minutos foi a vez de Danilo, em cobrança de escanteio, escorar de voleio sem marcação e fazer o segundo. Aos poucos o Só Lance foi ampliando, com apenas Claudinho puxando contra-ataques perigosos pelo Bucets, que estava desfalcado de meio time e atuava sem reservas. Numa dessas arrancadas, ele diminuiu. Em seguida foi a vez de Michel e novamente Claudinho. O primeiro tempo virou com 5 a 3 para o Só Lance. Jogo equilibrado em que Natham, goleiro do Bucets, foi o melhor em campo.
O segundo tempo manteve a mesma tônica. Cada time criava pouco e aproveitava os erros do adversário. Para o Só Lance, Philip e Ronei faziam as jogadas de perigo. Tanto que os últimos 4 gols da equipe foram em contra-ataques com troca de passes entre eles (2 gols de cada). E assim acabou o jogo em 10 a 6, com Natham evitando uma goleada muito maior e o Só Lance renascendo no campeonato.
SEM BATORÉ, HOLLANDA PERDE DO LÍDER SNG
Num jogo pegado demais, em que jogadas bruscas foram a tônica, o SNG venceu a ascendente Hollanda, que não teve o atacante Batoré em campo. 5 a 2 foi um placar incomum em se tratando do SNG.
Memé abriu o placar e aos, 25 minutos do primeiro tempo, Marcel ampliou. A confusão marcou o primeiro tempo, com discussão e lances duros por parte da Hollanda. Por incrível que pareça, os cartões amarelos foram todos para o SNG, a maioria por reclamação. Mas aos poucos o SNG confirmou a vitória. Fabinho fez o terceiro aos 5 do segundo tempo e parecia decidida a partida quando Mudinho descontou. Em passe açucarado de Memé, Renê só teve o trabalho de empurrar para as redes. Aos 23 minutos, ele de novo marcou, chegando a 10 gols no torneio e assumindo a artilharia isolada. A Hollanda ainda fez mais um, com Emersón Neném, mas não tinha mais tempo para nada.
Com a derrota do Bróder, o SNG passa a ser líder isolado e único invicto do torneio. O bicampeonato parece estar cada vez mais perto.
FORA DE SÉRIE DERRUBA O ATÉ ENTÃO
INVICTO BRÓDER
O jogo foi feio, não há dúvidas. Os goleiros pouco trabalharam e as chances de gols foram raras também. O Bróder sentiu a ausência de seu craque Lapa, que sofreu uma contusão no joelho e está fora do campeonato, e foi um time apático durante todo o jogo. Mesmo assim, conseguiu jogar de igual contra o Fora de Série e só perdeu aos 23 minutos do segundo tempo, quando o estreante André fez o gol da vitória de falta.
Sem Lapa, esperava-se que Edu e Mutssa fizessem a diferença e aparecem mais para o jogo. Mas o que se viu no Bróder foi Tiago e Marcelinho com mais vontade e disciplina tática que os dois atacantes. Era em jogadas pelas pontas que Tiago levava perigo ao gol de Beto, enquanto o Fora de Série apostava em contra-ataques com Vini e Adriano ou então mesmo com o zagueiro André, que numa arrancada recebeu passe de Cleber e abriu o placar logo aos 3 minutos de jogo.
O Bróder empatou com Edu ainda no primeiro tempo e a partir de então o jogo ficou muito cauteloso e feio. Muitas rebatidas, chutões e as defesas se sobressaindo sobre os ataques. Cartões amarelos bem distribuídos, princípio de confusão entre os jogadores, muitas reclamações da arbitragem e ao fim um gol salvador que coloca o Fora de Série com 9 pontos e entre os 4 primeiros do torneio.
ACASO E INDIVIDUALIDADES DE ROLETA
DECIDEM CONTRA ACIDUS
O jogo mais esperado da rodada começou marcado pela cautela de ambos os times. Roleta Russa e Acidus parecem ter entrado com a mesma filosofia de jogo: fechar-se no seu campo e sair em contra-ataque. Ou seja, o receio de levar o gol era maior que a vontade de fazer. Por isso mesmo os primeiros 15 minutos foram no mínimo estranho. Nenhum time chegou com chance clara de gol. As oportunidades acabaram nas mãos de Publius ou para fora do gol de Matrix.
E como um jogo assim tinha de ser, foi o acaso que decidiu na abertura do placar. Em falta inexistente marcada pelo árbitro, Nação cobra rasteiro sem pretensões, mas Martins salta e a bola passa por baixo, matando o goleiro. O Roleta abria o placar. E com Nação o Roleta voltaria a marcar e a ampliar antes de acabar o primeiro tempo, depois de choque com Publius dentro da área ele marcou de cabeça deitado no campo. Ao Acidus, restou duas bolas na trave e a má sorte, que esteve ao lado do Roleta.
O segundo tempo a necessidade de sair pro jogo e buscar o placar fez com que o Acidus se abrisse e forçasse no ataque, o que deu chances para o Roleta contra-atacar, o forte do time. Numa jogada individual, Alemão descontou para o Acidus. Mas logo em seguida num contra-ataque depois de erro de Robinho no meio de campo, Bruno joga a bola pro pé esquerdo e manda no ângulo. 3 a 1 e a ducha na reação do Acidus.
O jogo ficou aberto, com a defesa do Roleta impedindo qualquer progressão individual de Robinho, anulado por Bocha. Enquanto isso, Cavalera pouco conseguia fazer e o estreante Saulo destacou-se na zaga do Acidus nos desarmes de contra-ataques. Quanto mais o Acidus tentava invadir o campo adversário, mais sofria contra-ataques. E num desses a bola chegou a Bob, que fez 4 a 1. Robinho ainda descontou sozinho dentro da área e sem goleiro depois de bate-rebate, mas a tarde era do Roleta, que viu Bruno marcar o quinto e fechar o marcador.
MACHUPICHU JOGA PRO GASTO PRA
DERROTAR TOSCO
O dia era de rivalidade entre amigos, pois Tosco e Machupichu são equipes amigas fora de campo. Por isso estava para ser o jogo mais tranqüilo da rodada, mas nem por isso de menor pegada. Ambos com 3 pontos, quem vencesse saltaria para o “pelotão” da frente; o que perdesse ficaria mais longe da zona de classificação.
Qualquer observador sensato diria que o MachuPichu, fortalecido pela vitória sobre o Joga 13, iria aplicar uma goleada no jovem time do Tosco. Mas não foi isso o que aconteceu, não tanto por uma bela atuação do Tosco, mas mais pelo esquema do MachuPichu, que resolveu jogar sempre privilegiando a defesa e não o ataque. Essa parece ser a filosofia do time do craque Caio e cia. daqui em diante.
E foi exatamente isso que se viu, o Tosco tomava a iniciativa do jogo e o MachuPichu se fechava apostando nos contra-ataques armados por Caio. E foi justamente ele que, em jogada individual e chute cruzado, parecendo um replay de todos os outros gols dele no campeonato, abriu o placar. Parecia que começava ali um jogo fácil, mas, pouco antes do fim do primeiro tempo, Perassi pegou bola de frente pro gol e não desperdiçou: chute rasteiro no canto e intervalo com 1 a 1 no marcador.
Começou o segundo tempo e o Machupichu resolveu sair mais para o ataque, com lançamentos para Ricci, que fazia o pivô mas estava muito bem marcado pelo eficiente zagueiro Ph. Na primeira cochilada, lançamento do goleiro Tebas para Ricci chutar de primeira e fazer 2 a 1. O Tosco sentiu o gol e se perdeu em campo. O Machupichu aproveitou para matar o jogo. Marcel entrou rápido furando a defesa adversária e ampliou. Pouco depois, em mais uma jogada individual de Caio, 4 a 1.
A partida parecia definida, mas o jogo começou a esquentar, com diversos lances mais duros que passaram despercebidos pelo árbitro. O Tosco ainda descontou no fim do jogo, novamente Perassi, num chute desviado na zaga que matou o goleiro.
Fim de jogo, o MachuPichu confirma sua segunda vitória e se mantém no G-8, mostrando que está em ascensão e pronto para brigar por uma vaga no G-4. Ao Tosco resta ver se a animação depois da vitória contra o Bucets acabou, ou se ainda terão gás para reagir.
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