VERAS VENCE “BATALHA DA QUADRA 4”SOBRE AROUCA E ASSUME A LIDERANÇA
Epopeia cheia de reviravoltas e confusões rende espetáculo de encher os olhos
Por Luis V. Andreassa
Qual o melhor adjetivo para definir o duelo entre Arouca e The Veras? Emocionante? Pegado? Violento? Surpreendente? Marcante? Apesar de todos estes serem válidos, talvez a expressão certa seja um substantivo: jogaço! Jogaço de bola, espetacular, imprevisível, daqueles que dá gosto de assistir e contar para os outros.
Capítulo 1: “O gigante derrubado”
Antes do jogo, o Arouca era apontado como favorito pelos resultados obtidos e pela forma como vem jogando. Só que, como dizem alguns comentaristas e jogadores de futebol, o favoritismo não entra em campo – ou em quadra – e acaba quando o juiz apita pela primeira vez. No embate deste sábado, ele desapareceu no primeiro minuto para ser mais exato, quando João Cláudio, do Veras, fez uma jogada sensacional: passou por três marcadores, desmontou completamente a defesa do time branco e bateu cruzado na saída do goleiro Maurício, abrindo o placar.
Como resposta, Dih finalizou com perigo pela direita ao chutar por cima do travessão. Mas isso não foi o bastante para assustar a esquadra do pau de macarrão, que ampliou aos 5 minutos com o mesmo João Cláudio, desta vez de cabeça. O camisa 19 aproveitou cruzamento que veio da esquerda (o qual o arqueiro arouquense não conseguiu cortar) e, quase debaixo da trave, não teve problemas para ampliar.
Capítulo 2: “O despertar”
O jogo seguiu corrido e marcado após o placar parcial ter sido construído pela equipe de azul e vinho. O Arouca buscava gols, mas não conseguia mostrar a mesma qualidade técnica nas ofensivas e a mesma segurança na defesa, que foram seus trunfos nas primeiras rodadas. Parecia que o time estava fadado a perecer ante a superioridade verense.
O Arouca só conseguiu reagir aos 14 minutos, quando Tché finalmente apareceu bem ao cruzar pela direita e contar com o desvio de Renatinho, que mandou contra a própria pátria. O tento foi atribuído ao camisa 26.
Para impedir que o rival fizesse pressão, o Veras logo replicou com dois lances de Kassius, que havia assumido a posição de finalizador da equipe. No primeiro, ele mandou um voleio sem pulo para fora, mas que ofereceu perigo ao goleiro. No segundo, foi ainda mais incisivo ao mandar um petardo no travessão após girar dentro da área.
A zaga também passava segurança aos atacantes verenses, deixando-os mais à vontade em campo. Dessa forma, o time quase ampliou quando Pedro de Luna cabeceou a redonda no pé da trave após aproveitar cruzamento preciso em cobrança de tiro-de-canto.
A esquadra arouquense resistiu ao bombardeio adversário e respondeu aos 20 minutos. O empate veio com Orley – sempre ele –, que anotou seu quinto gol na competição ao completar, de forma meio desajeitada, um passe cruzado dentro da área no canto do goleiro Benga. O tento devolveu a confiança ao lado branco da quadra. Tanto que a virada quase veio quando Marquinhos Bohn, segundos depois, chutou de perna direita pelo lado esquerdo do ataque. A bola passou raspando a trave, e o goleiro deu apenas um golpe de vista para tentar afastá-la, pois não havia o que fazer no lance. A igualdade definitivamente imperou na primeira etapa – que, apesar de bem jogada, não se compara ao que estava por vir.
Capítulo 3: “Ascensão e queda de um novo herói”
Antes de falar sobre o segundo tempo, convém apresentar um personagem importantíssimo no embate que até então não havia sido citado: Renanzinho. O camisa 21 do Arouca assumiu o papel de protagonista por alguns minutos ao encarnar o Kleber Gladiador para mudar a história do jogo. Assim como o atacante palmeirense, ele brigou com os defensores adversários até não poder mais, bateu, apanhou, correu, deu trabalho e... fez gols!
O primeiro tento veio cedo, quando este recebeu na direita e mandou um chute rasteiro e cruzado para anotar a virada do Arouca: 3 x 2. Pouco depois, Renanzinho fez a diferença ao roubar a redonda da zaga verense e deixá-la para Marquinhos Bohn, que limpou a jogada e fez belo gol na saída do goleiro. Assustado, o The Veras não conseguiu forças para reagir e viu o raçudo atacante rival fazer mais um, o quinto. Ele enganou a todos quando, marcado na direita, finalizou de esquerda para o fundo do gol ao invés de partir para o drible ou passar a redonda. 5 x 2.
No entanto, para que Renanzinho fosse o Gladiador em pessoa, ainda faltava uma coisa: a expulsão. De tanto lutar pela bola, o jogador acabou levando dois cartões amarelos e, consequentemente, o azul. A determinação que levou o herói ao topo também o fez cair.
Para mostrar que sua saída não resultaria na queda do Arouca, Veloz logo mostrou serviço e chutou com o gol aberto. Porém, Nico conseguiu evitar o tento. Não teve jeito: a ausência do brigador Renanzinho acabou sendo sentida pela esquadra branca, que permitiu o crescimento do rival no jogo. O The Veras voltou a se impor com o oportunismo de Kassius, que aproveitou uma bola sobrada na área para diminuir o marcador. Na sequência, foi a vez de João Cláudio dar as caras novamente ao receber livre e finalizar. Apesar da boa defesa de Maurício, a redonda sobrou limpinha para o camisa 19 reaproveitá-la e botá-la para dormir nas redes, fazendo seu terceiro na partida.
O novo empate da partida nasceu na bela jogada de Kassius – mais uma vez –, que saiu da marcação e chutou forte, de bico, no canto. Golaço!
Capítulo 4: “A luta por nada”
Eis que mocinhos se transformaram em vilões e a esportividade e a beleza do futebol saíram de cena. Uma confusão se instalou na quadra por um apito vindo da outra quadra: Vitinho caiu e ouviu o apito e pegou a bola com a mão. França chegou chutando tudo porque de fato ainda estava em jogo. Bastou para o tempo fechar. João Cláudio chegou para “defender” Petrrche e a confusão teve início. Houve tumulto, discussões, empurrões, chutes e pequenas agressões. Felizmente, não aconteceu um quebra pau generalizado ou coisa do tipo. Ao fim, 4 expulsos, dois de cada lado. Orley e Vitão pelo Arouca, Kassius e João Cláudio pelo Veras.
Capítulo 5: “A consagração”
Depois de quase 10 minutos de paralisação por causa da briga, a partida voltou mais aberta do que nunca. Ambas as esquadras contavam com apenas quatro jogadores, além de seus respectivos goleiros. Alheia a isso, a equipe arouquense chegou perto do sexto gol no chute cruzado de Tché, o qual Benga tirou com o pé. Mas foi aí que surgiu um novo e inesperado personagem: Japa, camisa 7 do The Veras, que simplesmente decidiu o jogo e, como se não bastasse, o fez com dois golaços. Aos 26 minutos, ele recebeu na direita e mandou um foguete no ângulo esquerdo de Maurício. Em seguida, o jogador recebeu no mano-a-mano contra o marcador, pedalou, avançou e terminou batendo na saída do quadra-metas – mais uma pintura.
O Arouca ainda tentou reagir no abafa, mas o arqueiro Benga garantiu o placar, selando o placar de 7 x 5 para o The Veras. Vitória épica, uma vez que apresentou tudo o que o futebol pode oferecer de melhor e de pior: viradas, determinação, jogadas antológicas e, infelizmente, expulsões. Em uma história na qual vilões e mocinhos se confundiram, palmas para os que praticaram o bom futebol sem estragar o espetáculo.
XI CHUTEIRA DE OURO: 3ª RODADA: GRUPO A
Bufalos 2 x 1 Arouca Jrs
BUFALOS NÃO CEDE À PRESSÃO DO AROUQUINHA E VENCE DE VIRADA
Em partida truncada, Kaká consagra-se herói ao marcar no final do segundo tempo
Por Gustavo Vasconcellos
A expectativa geral era a de que o Bufalos desanimasse e entregasse a partida no segundo tempo. Isso porque, no final do primeiro, o time enfrentava a pressão adversária, uma fervorosa torcida contra e um placar desfavorável. Mas o que aconteceu foi justamente o contrário: a equipe não se abalou, empatou o jogo e ainda viu Kaká sair do banco e conquistar a virada contra o Arouca Jrs.
Apesar de ambos os times buscarem jogo, não houve muitas chances claras de gol na primeira etapa. Os atacantes das equipes arriscaram alguns chutes, mas nenhum que exigisse tanto dos goleiros. Logo no primeiro minuto, Marcos Mendes até tentou chute colocado contra o gol do Arouca Jrs. Porém, a bola saiu fraca e ficou fácil para Gui fazer a defesa.
As primeiras chances do Arouca Jrs. surgiram em duas cobranças de falta. A primeira, cobrada por Felipinho aos 5 minutos, saiu pela linha de fundo. Na sequência, Gallo recebeu passe em cobrança de falta, mas bateu mal na bola.
Perto dos 10 minutos, o Bufalos começou a chegar mais na área rival. Em tentativas de Marcos Mendes, Casali e Rubens Mendes, ora a bola parava no goleiro, ora saía pela linha de fundo.
O jogo melhorou consideravelmente na segunda metade do primeiro tempo. Isso ficou evidente nas finalizações de Gallo, Deh e Washington pelo Arouca, e de Dinho e Rubens Mendes por parte dos Bufalos. Aos 21 minutos, finalmente saiu o primeiro gol do embate: após disputar bola no alto, Deh chutou e marcou para o Arouquinha, fazendo a grande torcida da equipe vibrar do lado de fora da quadra. Segundos antes de o árbitro soar o apito, Dinho, mais uma vez, arriscou falta colocada, mas a bola foi para fora.
Conforme descrito anteriormente, os bovídeos não se entregaram e foram para cima no segundo tempo. Mas quem chegou primeiro foi o Arouca Jrs. Com menos de um minuto de jogo, Thiago Bossolani fez jogada pela direita e chutou rasteiro. O goleiro, sem dificuldades, defendeu a bola. Após o lance, só deu Bufalos até os dez minutos. Chances foram criadas por Rubens Mendes e Casali, mas quem marcou foi Dinho: aos 8 minutos, ele recebeu a bola no meio e soltou uma bomba no ângulo. Um chute sem chances de defesa para Gui Rodrigues.
Com o gol de empate, o jogo voltou a ficar equilibrado, mas muito truncado no meio da quadra. Dessa forma, as equipes não conseguiam criar ofensivas eficientes. Destaque apenas para uma cobrança de falta perigosa de Thiago Bossolani e para Kaká, camisa 13 do Bufalos, que tentou de letra, mas acabou travado.
E foi justamente Kaká que definiu a partida. Aos 19 minutos, ele recebeu bola no alto, matou no peito e, mesmo com a marcação da zaga, conseguiu bater forte cruzado para marcar o gol da virada. Em seguida, o Bufalos recuou e acertou sua marcação, não deixando o Arouca criar maiores chances de gol.
A vitória garantiu ao Bufalos 6 pontos na tabela e alçou a equipe à quarta posição do Grupo A. Enquanto isso, o Arouca Jrs segue com 4 pontos e na quinta posição. Na próxima rodada, os ruminantes enfrentam vice-lanterna Estudiantes de La Vila. Já a trupe de Nelsinho e cia. encara o Bengalas, que vem de derrota para o Fiorella.
XI CHUTEIRA DE OURO: 3ª RODADA: GRUPO A
Real Paulista 5 x 3 Estudiantes
REAL DESENCANTA E DEIXA ESTUDIANTES NA ZONA VERMELHA
Xexé e Diego Loss garantem a vitória ao marcar dois gols no segundo tempo
Por Gustavo Vasconcellos
A princípio, um duelo entre o nono e o oitavo colocadoS na tabela poderia parecer monótono, chato de acompanhar. Mas tanto o Estudiantes quanto o Real Paulista fizeram questão de mostrar que isso não era verdade. Em um jogo com o final do primeiro tempo bastante movimentado e um segundo tempo repleto de chances para ambas as equipes, o Real Paulista cumpriu seu objetivo e conseguiu conquistar sua primeira vitória, com um placar de 5 x 3.
O jogo começou com o Real Paulista controlando a posse de bola e impondo seu ritmo ao adversário. Tocando a bola na zaga, o time esperava achar brechas na marcação adversária. Contudo, a primeira chance concreta de gol da trupe foi em falta cobrada por Marquinhos, que acabou chutando para fora.
O Estudiantes não ficou estático ante as investidas do rival. Quando o relógio estava prestes a marcar 3 minutos de jogo, Punha, camisa 10, dominou e chutou de bico, mas a redonda saiu fraca, fácil para o goleiro defender.
Com o jogo aberto, o primeiro gol da peleja não demorou a sair. Aos 6 minutos, Cadu recebeu cruzamento quase rasteiro e, mesmo assim, tentou algo parecido com um voleio. O goleiro teve trabalho para fazer a defesa e acabou jogando a bola para escanteio. Na cobrança, Ronan se antecipou à marcação e anotou 1 x 0 para o Real. Os estudantes, porém, não sentiram o golpe. Tanto que, pouco tempo depois, empataram o jogo: aos 9 minutos, após uma saída errada do goleiro Alemão, Julio só teve o trabalho de escorar a bola para o fundo das redes.
A pugna continuou movimentada, com ambas as equipes criando jogadas perigosas e oportunidades de gol. Aos 11 minutos, Pedrinho, do Real, fez a pelota passar próximo ao gol de Tucano ao chutar de fora da área. Segundos depois, Tuca chutou da entrada da banheira, mas o goleiro encaixou. Aos 16, o Real finalmente conseguiu ampliar. Ronan tocou na saída de Tucano e a zaga não conseguiu evitar. Tuca ainda tocou na bola antes desta entrar, confirmando o gol. Um minuto depois, mais um do Real. Após lateral cobrado, Ronan arriscou de esquerda da entrada da área e anotou 3 x 1.
Mesmo com o placar desfavorável, o Estudiantes não se desesperou. Bastaram 3 minutos para que os garotos da Vila Leopoldina empatassem. Aos 19 minutos, Vitinho fez cruzamento e Alê Bianco apareceu livre no segundo pau para completar com um belo chute. Logo em seguida, aos 20, Francisco Roberto arriscou chute do meio. A bola saiu desviada e surpreendeu o goleiro, que nada conseguiu fazer.
O segundo tempo começou e continuou do mesmo modo que o primeiro: movimentado, com muitas chances de gol. Com dez minutos de jogo, cada equipe já havia criado quatro oportunidades concretas de marcar. Dentre tantas investidas, o time do Real teve mais sorte na hora de finalizar. Ao receber na direita, Xexé chutou forte no alto e balançou as redes. Três minutos depois, Marquinhos bateu cruzado no alto, acertando a trave após desvio do goleiro. No escanteio, Diego Loss completou o cruzamento. A bola ainda tocou no pé da trave antes de entrar.
O Estudiantes tentou com todas as forças diminuir o placar, mas não obteve sucesso. Pelo contrário: o time deixou muitos espaços para contra-ataques – o que, por muito pouco, não resultaram em gols para o Real.
Com a primeira vitória, o Real Paulista pula para o sétimo lugar da tabela. O Estudiantes, por sua vez, continua com 1 ponto e agora ocupa a posição de vice-lanterna. Na quarta rodada, os comandados de Caio enfrentam o Bufalos, enquanto a realeza pega um praticamente rebaixado Elefantes Indomáveis.
XI CHUTEIRA DE OURO: 3ª RODADA: GRUPO A
Fiorella 3 x 2 Bengalas
FIORELLA DERROTA BENGALAS E CONTINUA NA PONTA
Time faz segundo tempo impecável e mata a partida com cabeçada de Cléber Araújo
Por Gustavo Vasconcellos
Para confirmar a liderança do grupo A, o Fiorella precisou superar os próprios erros e virar um jogo que perdia por dois gols. Com muita vontade, o time pressionou o Bengalas na segunda etapa e conseguiu o resultado.
O Bengalas demonstrou que daria trabalho ao líder do campeonato logo no começo do jogo. No primeiro minuto, após triangulação, Salva saiu na cara do goleiro, mas Fonseca conseguiu segurar o chute do atacante. O Fiorella, por sua vez, não conseguia chegar na banheira rival com facilidade, visto que errava na troca de passes.
Como castigo, a esquadra da ótica sofreu dois gols seguidos. Aos 5 minutos, Cauê fez boa jogada pelo meio, dividiu com o goleiro e bateu novamente. A bola iria entrar, mas Salva, quase na linha, tocou para confirmar o gol. Um minuto depois, ele retribuiu: rolou para Cauê bater rasteiro no canto e marcar.
Após o susto, o Fiorella aprimorou suas ofensivas e começou a chegar ao gol adversário. Tião bateu forte de fora da área, mas Baki espalmou. Aos 18 minutos, porém, Cleber Araujo tabelou com João Paulo e, de bico, tocou no canto direito do arqueiro para diminuir a vantagem do Bengalas.
A armada dos Toledo sentiu o gol e se retraiu. Tanto que só voltou a oferecer perigo no primeiro tempo em cobrança de falta de Ricco, que bateu forte no canto, mas viu Fonseca espalmar para fora. Já o Fiorella ia melhorando com o passar do tempo. O time ameaçou a área bengalense três vezes nos três minutos finais: João Paulo desperdiçou contra-ataque ao chutar para o alto; Tião chutou de fora e a bola passou perto; e, por último, Rogério Silva chegou à linha de fundo e rolou para o meio, mas Baki conseguiu afastar.
Diferente da primeira metade do jogo, a segunda foi marcada pela pressão do Fiorella. Até os 15 minutos da etapa final, o time de vermelho e preto já havia criado cerca de seis chances com João Paulo, Tiago Silva e Francisco Ferreira. Pelo lado dos amarelos, Ricco foi o único a levar perigo ao gol de Fonseca – uma única vez.
Todavia, o Fiorella só conseguiu o empate quando ficou com um a mais aos 18 do segundo tempo. Após cruzamento, Cleber Araujo marcou de cabeça o seu segundo no jogo. Foi quando o Bengalas decidiu atacar novamente. Em falta cobrada por Ricco, Luiz Eric tentou desviar de cabeça, mas não conseguiu concluir. Com os dois times buscando o ataque, João Paulo encontrou espaço pelo flanco direito e, aos 21 minutos, virou o placar com um cruzado que estufou as redes.
O Bengalas ainda tentou empatar, mas Ricco desperdiçou uma cobrança de falta perto da área ao chutar a bola muito alta à esquerda do gol. No final do jogo, muita vibração por parte dos jogadores do Fiorella. Ainda líder, o Fiorella enfrenta na próxima rodada o atual campeão, porém instável, SNG. Já o Bengalas briga com o Arouca Jrs. pela quinta posição.
XI CHUTEIRA DE OURO: 3ª RODADA: GRUPO A
Med Taubaté 2 x 1 SNG
MÉDICOS SEGURAM SNG E SEGUEM 100%
Zaga insuperável e atuação de Irineu no gol “engessam” placar, garantindo vitória para os doutores
Por Gustavo Vasconcellos
Com uma defesa praticamente intransponível, o Med Taubaté conquistou sua terceira vitória consecutiva neste Chuteira de Ouro. A tática defensiva usada pelos doutores já é conhecida por todos, mas ninguém consegue elaborar um antídoto para vencê-la. O atual campeão SNG acabou esbarrando no mesmo problema na segunda metade do jogo e, por conta disso, foi derrotado.
Mas antes de começar a jogar na retranca e apresentar suas muralhas, a equipe vinho teve que anotar um gol. E isso não demorou. Com menos de um minuto, logo no primeiro ataque de seu time, Boca brigou pela bola e chutou prensado para o gol. Sampa até saltou na direção da redonda, mas não conseguiu alcançá-la.
Com a vantagem no placar, o Med passou a ditar o ritmo do jogo. O embate seguiu agradável para quem assistia, uma vez que contava com diversas chances para as duas equipes. Javier, Aníbal e Rogerinho eram as principais alternativas pelo lado do Med. Já pelo SNG, quem se destacava era o trio Biro, Allan e Alemão.
A melhor chance dos médicos no restante do primeiro tempo foi com Javier. O craque recebeu de Aníbal, chapelou um marcador e bateu, mas a bola subiu um pouco e acabou saindo. Já Allan foi quem chegou mais perto de marcar para o SNG. Para a sorte de Irineu, o violento chute de fora da área explodiu na trave.
Ainda no final do primeiro tempo, os tintos adotaram uma marcação meia-quadra. Assim, o time dificultava a chegada do SNG, mas também tornava raras as situações de gols para seus atacantes. Em um dos poucos lances falhos, a zaga viu Memé receber livre na esquerda e bater na saída do goleiro, mas Brão tirou a bola quase em cima da linha do gol.
O Med começou o segundo tempo com a mesma marcação. Jogando dessa forma, a equipe chamava o adversário para atacar e replicava com investidas de Javier. O time preto e laranja, por sua vez, encontrava dificuldades em ultrapassar a retranca dos médicos. Quando conseguia, parava na muralha chamada Irineu. Isso ficou claro em dois lances de Washington. No primeiro, ele recebeu na área e bateu, mas Irineu fechou bem o gol e defendeu. Já no segundo, o guarda-metas espalmou uma cobrança de falta e ainda a viu bater na trave.
Os médicos resistiam bem na defensiva, mas a persistência fez com que o SNG chegasse ao empate: aos 9 minutos, Washington recebeu cruzamento no segundo pau, subiu e cabeceou para o gol. Após o lance, o Med voltou a atacar com mais frequência e logo tomou a frente do placar novamente. Javier, aos 15 minutos, fez jogada lateral e cruzou rasteiro para o meio da área, onde encontrou Boca, que só completou.
O time vinho voltou à retranca para segurar o resultado. Mas ainda faltavam 5 minutos para o gongo soar. Nesse tempo, o SNG chegou com Leo, Alemão e Washington, mas não conseguiu empatar novamente.
Com a vitória, o Med Taubaté confirmou a invencibilidade e o segundo lugar. Na próxima rodada, a esquadra encara o perigoso Mulekes, enquanto o SNG – que continua só com uma vitória em oitavo lugar – enfrenta nada menos que o Fiorella.
XI CHUTEIRA DE OURO: 3ª RODADA: GRUPO A
Mulekes 10 x 3 Elefantes Indomáveis
MULEKES AGRAVA CRISE DO ELEFANTES
Com 4 gols, Leandrinho é o principal destaque na goleada
Por Gustavo Vasconcellos
O Mulekes conquistou sua segunda vitória na competição com uma atuação de gala e uma goleada homérica em cima do Elefantes. A armada laranja até saiu na frente no placar, mas tomou uma enxurrada de gols - principalmente no segundo tempo - e continua como lanterna de seu grupo.
Logo no início da peleja, uma amostra do que estava por vir: com menos de meio minuto de jogo, a bola sobrou e Lucas Montesano chegou batendo forte para abrir o placar para os paquidermes. E a pressão inicial do Elefantes não parou por aí. Em quatro minutos, mais três oportunidades de gol foram criadas por Lanza, Rafael e André Plec.
Após essa pressão inicial, o Mulekes equilibrou as ações e mostrou que também daria trabalho. O time criou cinco chances em quatro minutos, sendo a principal delas em chute de fora da área de Gian. Ele cortou para o meio e chutou bonito. A bola, caprichosamente, explodiu no travessão e quicou em cima da linha, quase entrando no gol. O Elefantes respondeu com uma perigosa cabeçada de Rafael e chutes de meio de campo de Leco.
Nessa onda de chances, Lanza não desperdiçou e ampliou a vantagem do Elefantes. Aos 12, ele recebeu no meio, girou em cima de um zagueiro e bateu rasteiro para marcar. Porém, o que os laranjados demoraram cerca de 12 minutos para construir, a molecada levou só 2 para destruir. Aos 15 e aos 16, o Mulekes marcou dois tentos e empatou o placar. Leandrinho fez o papel de pivô e rolou para Pepê, na direita, bater e marcar o primeiro. Em seguida, foi a vez do próprio Leandrinho marcar o dele com um chute parecido com um voleio.
Três minutos depois, a virada aconteceu. Após receber cruzamento, Leco só completou para marcar o terceiro de seu time. Ainda no primeiro tempo, mais duas chances forma criadas, uma para cada equipe. Em jogada de Gian e Barata pelo Mulekes, este último bateu, mas a bola ficou na zaga. Na sequência, Diego Lander arriscou com perigo para os Elefantes.
No segundo tempo, assim como no final do primeiro, o Mulekes se posicionava com Giovanni mais recuado e com Leandrinho e Camilo revezando o papel de pivô. Foi usando essa tática que a esquadra deslanchou no duelo. Logo aos 2 minutos, o time trocou passes e encontrou Pepe livre no meio. Ele arriscou e, no meio do caminho, Camilo apareceu para desviar e fazer o dele. Quatro minutos mais tarde, Leandrinho, como pivô, recebeu na área, girou e bateu para marcar seu segundo na partida.
Porém, aos 8 minutos, Daniel fez boa jogada no meio e rolou para André Plec, que cortou um e bateu para diminuir a diferença no placar, dando novo animo para o Elefantes. Mas o que o time não esperava era um pênalti infantil de seu goleiro Spiga logo na sequência. Leco bateu firme e converteu.
Ao focar no ataque para tentar mudar o quadro da partida, o Elefantes ficou frágil na defesa. E pagou caro por isso. Aos 15 minutos, Fernando recebeu lançamento e rolou para Camilo completar. Cinco minutos depois, Pepe aplicou belo rolinho e bateu colocado no canto do goleiro.
O Elefantes teve oportunidades de diminuir com Lucas e Rafael. Mas quem marcou mais gols foi o Mulekes. Aos 23, Fernando puxou outro contra-ataque e passou para Leandrinho, totalmente livre, completar. Logo em seguida, Leandrinho marcou seu quarto gol e deu números finais à partida: 10 x 3 para a molecada.
O Mulekes, agora terceiro colocado, enfrenta na próxima rodada o vice-líder Med Taubaté, enquanto o Elefantes permanece na lanterna e pega um reabilitado Real Paulista.
XI CHUTEIRA DE OURO: 3ª RODADA: GRUPO B
Bacana 5 x 3 Roleta Russa
BACANA COMPLICA ROLETA E SEGUE NA FRENTE
Terceira derrota em três jogos dá a lanterna isolada para o novo velho time do Roleta
Por Luis V. Andreassa
Não foi desta vez que o Roleta conseguiu pontuar na atual temporada. Apesar da melhora visível da equipe, futebol desta vez não foi o bastante para bater a competente esquadra do Bacana, segunda colocada no grupo, empatada com o The Veras na ponta com 7 pontos ganhos e atrás por um gol a menos de saldo. Mas o duelo em si foi um pouco mais equilibrado – principalmente na segunda etapa – do que a posição dos times na tabela sugere.
Como o que interessa é gol, as redes foram balançadas logo no primeiro minuto. Demehur chutou de longe sem muita pretensão: a bola atravessou a quadra e morreu na meta dos roletas. Um gol meio sem querer. A partir daí, o jogo seguiu sob o controle do time cor-de-vinho, que atacava com vontade, pressionava a saída de bola adversária e se defendia bem.
Um dos que brilharam nos primeiros minutos foi Rômulo. Primeiro, ele exigiu boa defesa do arqueiro Guaraná em chute de longe. Em seguida, deu uma bela arrancada e bateu cruzado, obrigando o guarda-metas a fazer mais uma bela intervenção. Aos 6 minutos, contudo, o camisa 6 foi mais feliz em sua jogada e finalmente conseguiu ampliar.
Os atacantes bacanas tocavam rápido e chegavam com perigo na área inimiga, dando trabalho para os zagueiros Mu e Coelho. Para mostrar que não estava morto, o Roleta subiu no ataque e até balançou as redes do rival, mas seu atacante roubou uma bola que já estava nas mãos do goleiro, irregularidade bem assinalada pelo árbitro.
O Bacana fez jus à sua superioridade na primeira etapa quando anotou o terceiro, novamente com Demehur, que encheu o peito do pé em um voleio sem pulo; uma bomba que, apesar de ir em direção ao meio do gol, foi potente o bastante para vencer o arqueiro.
“Opa, mas espera aí! Dois a zero até vai, mas três já é demais!”. Aparentemente, foi isso que os roletas pensaram, pois, após Guaraná ter de tirar a bola das redes pela terceira vez, os jogadores de linha resolveram partir com tudo para cima a fim de deixar a situação menos crítica para a segunda etapa. Tanto que, poucos segundos após o revés, Moscow mostrou o caminho ao finalizar com competência dentro da área e diminuir a desvantagem.
Os companheiros seguiram o exemplo, ganharam confiança e quase chegaram ao segundo tento em finalização advinda de uma confusão perto da meta bacana. Em seguida, foi a vez de Brunão testar as habilidades do arqueiro Izique com uma bomba de longe. A mais surpreendente das intervenções do jogo, porém, foi no chute de bico que Alemão mandou de dentro da grande área, no ângulo. Uma finalização praticamente indefensável, mas não para o camisa 12 do Bacana.
Graças ao goleiro André Izique, o Bacana segurou a pressão e foi para o intervalo com a vantagem de dois gols, mas com o alerta ligado para evitar vacilos na segunda etapa. Até porque a tendência era a de que o Roleta viesse sedento por bola nos últimos 25 minutos. No entanto, quem abriu o segundo tempo foi a trupe dos bacanas, que marcou 4 x 1 com Rômulo depois de ótimo cruzamento de João Victor pela direita. A resposta veio no minuto seguinte com Coelho: o camisa 5 aproveitou ótima jogada do pivô, recebeu passe de frente para o gol aberto, ganhou a corrida contra os marcadores e mandou a redonda para as redes.
A partir do segundo gol do Roleta, a partida foi ficando cada vez mais equilibrada, mas com menos chances de gol, pois o Bacana conseguia segurar bem o ímpeto do adversário, que parecia não ter a mesma inspiração para atacar que teve minutos atrás. Apesar disso, André Izique trabalhou muito bem em chute que o zagueiro Mu mandou próximo ao ângulo, aos 14 minutos.
O terceiro tento roletense só veio nos minutos finais, quando Coelho chutou forte na saída do arqueiro – que nada pode fazer desta vez. O empate não saiu por pouco na sequência: Salada recebeu na esquerda, limpou a marcação e driblou o goleiro. Mas desta vez foi a zaga quem tirou quase em cima da linha. No rebote, André evitou chute de trás com muita competência.
Todavia,o Zagallo atacou e “nós fomos surpreendidos novamente”. Quando parecia que o jogo ia pegar fogo, Rômulo deu uma de bombeiro ao desviar passe vindo de cobrança de lateral e marcar. Um gol estranho, mas que foi o bastante para matar o jogo. Na sequência, Guaraná mostrou que também existia vida debaixo da trave do Roleta Russa ao evitar o sexto tento do Bacana – uma bomba que Gustavo Izique mandou depois de receber do pivô.
Ainda houve tempo para uma confusão após dividida entre a zaga bacana e o ataque do Roleta. Um princípio de briga que, felizmente, ficou só nas palavras. Fim de jogo, vitória merecida do time de vinho, que foi eficiente nas suas chances, jogou melhor durante a maior parte do jogo e dominou quase que por inteiro o primeiro tempo - período que lhe rendeu três gols e uma vantagem que foi importante na segunda etapa. Para o Roleta, último colocado, resta de consolo o futebol apresentado, o qual foi muito superior àquele visto na última rodada contra o Só Resenha.
XI CHUTEIRA DE OURO: 3ª RODADA: GRUPO B
Acidus 3 x 3 SPQSF
ACIDUS EMPATA COM SPQSF E CONTINUA SEM VENCER
Igualdade no placar também prejudica os bocas-sujas, que amargam a sétima posição
Por Luiz V. Andreassa
O empate é o placar mais sem graça do futebol e, na maioria dos casos, desagrada ambas as equipes que o constroem. E foi justamente esse o caso do resultado do embate entre Acidus e Se Perder Que Se Foda, um 3 x 3 bem disputado, mas que deixou os dois entre os últimos colocados do Grupo B da Série Ouro. Situação crítica para o time cítrico (forte candidato a ser rebaixado) e para o laranja e preto, que precisa de mais pontos para evitar a volta precoce à Prata.
Quem dominou a primeira etapa foi justamente o vice-campeão da “segunda divisão” do Chuteira na temporada passada, abrindo o placar logo aos 20 segundos com cabeçada eficiente de Jaja após lançamento de trás. Falha bisonha do setor defensivo do Acidus. Em seguida, Douglas quase ampliou com uma bomba cruzada de perna esquerda – muito bem defendida por Urso. O perigo continuava rondando a meta da equipe ácida: após receber passe Jaja, Safa chutou de primeira com o pé esquerdo, colocado, direto no travessão.
Apesar do melhor desempenho do SPQSF, o Acidus conseguiu pressionar em uma sequência de finalizações que foram barradas pelo goleiro Serafim e pela defesa. Louiz foi o que mais ofereceu perigo ao goleiro: o meia recebeu no meio da quadra e, com espaço para finalizar, mandou um petardo no travessão.
A partir desse momento, a zaga dos bocas-sujas passou a jogar com mais atenção, subjugando as investidas do oponente com ações efetivas e seguras de Fernandinho, Douglas e Marinho. Dessa forma, os atacantes do SPQSF se sentiram mais confiantes para ir a frente e perder algumas chances, como no lance em que Safa ficou com um rebote de frente para o gol e mandou para fora. O camisa 11 ainda errou uma finalização por cima da meta após aproveitar bola sobrada na área.
Aos 18 minutos, foi a vez de Fernandão – que vinha bem no apoio ao ataque – carimbar o poste com um belo chute cruzado. A redonda então sobrou limpinha para Jaja perder um gol feito, coisa que ele não costuma fazer. Apesar da falta de inspiração dos homens de frente do Acidus, a lição do SPQSF veio quando Serafim (que esteve muito bem na última partida) foi pegar uma bola fraquinha e se atrapalhou todo, soltando a redonda nos pés de Marcelo, que não perdoou: tudo igual no primeiro tempo.
A segunda etapa começou parecida com a anterior: com bola na trave. E desta vez logo aos 30 segundos, quando Jaja mandou uma paulada pela direita. Porém, na sequência, veio o segundo tento de sua equipe. O responsável foi Fernandão, que mandou a redonda de carrinho depois que esta sobrou dentro da área. O terceiro gol quase deu as caras em finalização cheia de categoria, mas com pouca força, de Rodi. Urso evitou o chute sem problemas.
Falando no arqueiro do Acidus, ele fez milagre ao defender um chute forte vindo de trás, aos 5 minutos, e barrar o rebote que Rick não soube aproveitar. Duas belas defesas seguidas.
Mas as redes de Urso voltaram a balançar no minuto seguinte, e novamente em gol de Fernandão, que concluiu a partir de um presente da zaga adversária: Juba tentou tirar a redonda da área, mas acabou mandando-a direto para os pés do camisa 16. Ele não perdoou e fez 3 x 1.
Quando a derrota da equipe verde-limão parecia eminente, os jogadores comandados por Lucas resolveram mostrar toda a sua raça para conseguir o empate. Primeiro com um chute de Cássio, que recebeu passe de Luiz Fernando depois que este roubou a bola em saída ruim de Serafim. Pouco depois, Borges passou para Juba, livre, apenas empurrar a pelota para o fundo do gol. Empate rápido e impressionante do Acidus, bem quando o time parecia morto na partida.
O equilíbrio então passou a reinar em quadra. Até porque as defesas começaram a trabalhar com mais afinco. Mesmo assim, Gian perdeu boa chance de recolocar sua equipe em vantagem ao chutar para fora em contra-ataque pela esquerda. Como resposta, Marcelo tocou para Luiz Fernando, que só não virou o placar graças à saída importantíssima do arqueiro rival.
De resto, algumas chances e poucas emoções – o que manteve o placar intacto até o apito final do árbitro. Apesar de ter jogado melhor durante a maior parte do tempo, o SPQSF amargou o empate quando a vitória parecia próxima. O Acidus, por sua vez, conseguiu jogar de igual para igual só a partir dos 8 minutos da segunda etapa, quando demonstrou muita raça e aproveitou as chances que teve. E não é de bola na rede que vive o futebol? Logo, resultado justo no fim das contas.
XI CHUTEIRA DE OURO: 3ª RODADA: GRUPO B
Fúria 4 x 3 Só Resenha
FÚRIA DÁ NOVO SHOW EM CAMPO E BATE SÓ RESENHA
Thiago Motta, para variar, foi o destaque do time alvirrubro no triunfo sobre resenheiros
Por Luiz V. Andreassa
Fúria e Só Resenha fizeram e encantaram torcedores e espectadores que acompanharam o último confronto do sábado. Nele não faltaram raça, gols bonitos, belas jogadas e surpresas. Para entender o que aconteceu no embate, é preciso ter uma dimensão do domínio tricolor sobre os furiosos no primeiro tempo. Neste período, praticamente só se viu o time resenhense jogar. Logo nos primeiros minutos, Renatinho recebeu passe pela esquerda e bateu cruzado para Pedro defender com os pés. Na sequência, o arqueiro foi até a barreira para evitar uma cobrança de falta muito próxima a sua meta.
Falando em faltas, Fabrício foi vítima de uma entrada forte pouco depois, o que exemplifica o que aconteceu no restante da partida: muitas jogadas duras – mas não desleais – por parte do Fúria. Aos 13 minutos, Gabriel Carnaval evitou o que poderia ser o primeiro tento da partida ao barrar a cobrança de Darian. O atacante do Resenha tentou mais uma vez pouco depois, mas chutou por cima do goleiro.
As ações aconteciam apenas no lado branco e vermelho da quadra, visto que o Só Resenha, apesar de não construir chances claras de gol, fez o adversário se encolher totalmente em seu campo. Aparentemente, não havia jeito do Fúria sair do abafa. Nesse tempo, Darian teve outra boa chance ao chutar desviado para o arco alvirrubro, mas Pedro evitou o gol com uma bela intervenção.
Aos 19 minutos, porém, Thiago Motta apareceu ao dominar na entrada da área e finalizar de esquerda. A bola acertou o ângulo do goleiro Dalonso – e, para dar um charme a mais, ainda bateu no travessão. Golaço! No minuto seguinte, foi a vez do irmão do camisa 7, Adriano, fazer a sua pintura com uma bomba de peito de pé que foi direto na caixa, sem dó nem piedade. 2 x 0 para o Fúria em dois minutos, após quase 20 tomando pressão
No entanto, para a alegria dos sedentos por justiça, Darian ainda conseguiu diminuir para o Resenha no fim do primeiro tempo ao aproveitar bola sobrada na área com um chute forte. O embate ficou mais equilibrado e corrido no segundo tempo. Aos 2 minutos, Diego perdeu boa chance de ampliar para a sua equipe ao mandar a pelota para fora quando o goleiro rival estava deslocado. Em resposta, o time verde chegou com um chute cruzado de Dhani. Pedro defendeu e, em seguida, pegou o rebote. Milagre de São Pedro para evitar a reação resenheira!
Thiago Motta resolveu dar o ar de sua graça novamente. Desta vez, com um gol que é difícil definir, mas que certamente está entre os mais bonitos da história do Chuteira. O camisa 7 recebeu passe de trás, tocou na bola para tirar da marcação e a levantou. Porém, antes da redonda cair, veio a bomba sem pulo, um foguete indefensável que só parou quando tocou o fundo das redes. Não consigo encontrar palavras para definir essa obra de arte a la Bergkamp. Só que isso não foi tudo. Logo em seguida, o craque marcou o quarto tento do Fúria ao mandar um cruzado rasteiro entre as pernas do marcador.
Além de garantir vantagem à equipe furiosa no placar, os dois golaços contagiaram todos os jogadores do time branco e vermelho, que ganharam confiança e foram para cima. Do outro lado da quadra, o desespero e a busca desenfreada pela reação deixavam os resenheiros sem organização para buscar o ataque.
Foi quando Brunão surgiu na partida e garantiu a qualidade do espetáculo até seus últimos segundos. Primeiro, ele mandou como cartão de apresentação uma bomba de peito de pé que explodiu no travessão. Na sequência, cobrou falta com muita força e precisão para fazer um belo gol, no cantinho. Aos 21 minutos, o camisa 17 usou a cabeça para desviar cruzamento na área: um inacreditável 4 x 3 quando o Só Resenha parecia morto.
Tentando resolver o confronto de uma vez por todas, Thiago Motta foi para cima e roubou uma bola preciosa da zaga rival. Entretanto, o atacante errou feio na finalização e mandou para fora. Darian ainda teve tempo para cobrar falta com muito perigo, mas também não atingiu a meta.
Jogão de bola, com direito a lances bonitos, disputa de bola e determinação até o final. O Só Resenha, com seus atacantes pequenos, rápidos e habilidosos, acabou sucumbindo diante da força do Fúria, que, se não está entre os três melhores times do grupo, é uma esquadra bastante competitiva. As semelhanças do time com o Inter de Milão não param no unifome: além de Thiago Motta, principal e mais decisivo jogador da equipe, o Fúria conta com um grupo equilibrado, um zagueiro de qualidade (Gabriel Carnaval) e um ótimo goleiro.
No final das contas, espetáculo para ninguém botar defeito. Um embate que, a despeito do placar, revelou mais vitoriosos do que derrotados, em ambos os lados da quadra.
XI CHUTEIRA DE OURO: 3ª RODADA: GRUPO B
Fora de Série 1 x 0 Red Devils
FORA DE SÉRIE ABATE “DIABOS AZUIS” COM GOL SOLITÁRIO E SOBE NA TABELA
Chances perdidas e belas defesas deram a tônica da partida
Por Luiz V. Andreassa
O confronto entre o atual vice-campeão do Chuteira de Ouro e o campeão da última temporada da Série Prata prometia um bom número de gols. Porém, o que se viu foi uma vitória com o magro placar de 1 x 0. Desfalcado de Neguinho, que fora decisivo no embate contra o Fúria, o Red Devils conseguiu jogar de igual para igual contra o Fora de Série, mas acabou levando a pior e, mais uma vez, perdeu com o uniforme branco e azul.
Na primeira etapa, quem brilhou foi as defesas de ambas as equipes, visto que, apesar de alguns sustos, não foram vazadas. O primeiro lance de perigo veio aos 3 minutos, quando Rodrigo Cunha, do Fora de Série, arrancou pela esquerda e bateu cruzado, exigindo boa intervenção do arqueiro João Lucas. Pouco depois, Rafael Rezende dominou a redonda fora da área, girou e finalizou com desvio na zaga, acertando a trave.
Na sequência, Cachaça, mesmo marcado, alcançou lançamento e bateu à queima roupa do goleiro, que mais uma vez fez grande defesa. A primeira chance de gol do Red Devils só veio aos 13 minutos, quando Carlão dominou a bola pelo alto e chutou com perigo, obrigando Rafael a se esticar para fazer a defesa.
O time branco e azul conseguiu pressionar em dois lances seguidos. Primeiro na finalização de Rafael Tavares, que chutou bem no canto, mas viu o balaço parar nas mãos de seu xará. A bola então sobrou pingando para Marcelão mandar um voleio. A redonda ainda bateu no chão e subiu, dificultando a vida do arqueiro celeste. Todavia, nada que outra grande defesa não desse conta. E para não dizer que foi só isso, aos 19 minutos Beto mandou uma bomba que, desta vez, parou no travessão.
Os lances citados consagraram os goleiros, mas não apagaram a boa atuação das zagas das equipes: enquanto Rafael Tavares e Darx protegiam o lado dos diabos, Rica, Du Formiga e Argentino davam conta do recado no setor defensivo do Fora.
Em contrapartida, os atacantes voltaram do intervalo com fome de gol. A rede não demorou a balançar: antes de o relógio marcar 1 minuto, Cannigia encheu o pé para mandar um petardo direto na caixa da meta adversária e fazer um golaço.
Premonição de mais bola nas redes no segundo tempo? Nada disso. Mais emoção, então? Também não. O que se viu na primeira metade da etapa final foi apenas mais uma jogada perigosa em bomba disparada por Darx pela direita. Nem é preciso dizer que o tento não foi anotado devido a uma intervenção competentíssima de Rafael, principal salvador do Fora de Série.
A partida então passou a ser marcada pela vontade e determinação das equipes, mas também pela forte marcação exercida por ambas e pelas poucas oportunidades de gol que foram produzidas. O ritmo de muita luta e pouco ataque só foi quebrado aos 12 minutos, quando Rodrigo Cunha armou bom contra-ataque e passou para Renan chegar na cara do goleiro João Lucas e chutar. Porém, o guarda-metas saiu e fez mais uma grande defesa. Logo depois, Rafael Rezende dominou dentro da área e chutou forte, por cima da meta. O camisa 5 ainda foi responsável por dar mais um susto na torcida adversária ao mandar um petardo de peito de pé, sem deixar a bola cair, após receber passe pelo alto. A redonda disparou em direção ao ângulo, mas foi espalmada pelo camisa 20 dos diabos mais uma vez.
Essa melhora da equipe de Rodrigo Cunha deu nova cara à peleja, além de um show de boas chances perdidas - ora por falta de competência e sorte dos atacantes, ora pela atuação dos arqueiros. A reação adversária começou a ser esboçada no chute rasteiro de Thiaguinho, o qual o goleiro pegou. Aos 20 minutos, o camisa 21 tentou de letra, mas, apesar da beleza da jogada, a bola foi fraca, facilitando a defesa de Rafael. Em resposta, Cachaça recebeu livre, dentro da área, mas acabou caindo na hora da finalização e também não conseguiu pôr força na redonda, que teve o mesmo destino do lance anterior.
Mas Thiaguinho insistia em querer aparecer no jogo, mesmo que fosse atrapalhando sua própria equipe. E foi o que ele fez ao desviar, sem querer, um chute do companheiro Carlão que parecia ter endereço certo. O pior de tudo é que a jogada do camisa 2 foi linda: ele saiu de dois marcadores e finalizou no alto. Como se isso não bastasse, o atacante do Red Devils deu o ar de sua graça novamente ao perder uma grande oportunidade de gol. Mas justiça seja feita: não foi culpa do jogador desta vez. Rafael desviou a finalização à queima roupa e teve a sorte de a bola pegar na trave ao invés de ir para as redes.
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