O jogo prometia muito, mas ao final pode-se dizer que foi um fiasco diante das expectativas criadas. O Bacana não foi nem cheiro daquele time de toque de bola impecável e contra-ataque mortal, enquanto o Pagalanxe lutava muito, atacava, mas não conseguia transformar em gols a vantagem. O placar de 3 a 2 para o Bacana desmente o que foi o jogo, mas não deixa de marcar e, com a derrota do Fiorella para o Acidus, praticamente consolidar a 1ª posição do Grupo A.
Quem esperava um Bacana forte e empolgante, viu o contrário. Viu um Pagalanxe com mais vontade e com a iniciativa total do jogo em termos ofensivos, tanto de Daniel Badain rouba no meio e quase abre o placar. Marcio Cardoso deu o troco na mesma moeda: roubou a bola na defesa do Pagalanxe pela esquerda e chutou cruzado. A bola passou raspando a trave de Erich. Mas, no lance seguinte, Julio Cruz resolveu abrir o marcador e colocar os laranjas na frente. Após defesa do goleiro Santiago, ele tocou para fazer 1 a 0.
O forte sol já castigava os jogadores impiedosamente. Com menos de 5 minutos vários já davam pinta de não agüentar nem mais 3. As trocas foram inevitáveis, mas o jogo continuava truncado, com as melhores chances surgindo de erros das defesas. Leo Carvalho tomou a bola de Jorge Pereira, que deve ter suado mais ainda embaixo de suas madeixas loiras, mas para sua sorte o adversário perdeu o gol. Jorge vem jogando sem a ajuda de seu irmão supergêmeo João, pois este está em concentração total em Atibaia treinando intensivamente para o campeonato paulista de tranca. Fontes internas do time informam que ele já está quase craque no jogo e pronto para a disputa. Para desespero do capitão Marcelo, João parece que não larga mais a tranca pelo futebol. Assim, tudo indica que o jogador será um desfalque quase em definitivo.
Mas o jogo continuou e Demehur mandou um de seus torpedos de fora da área após cruzamento. De primeira, a bola foi ao encontro de Erich, que encaixou com tranqüilidade. Na seqüência, um lance espetacular: Julio Cruz chuta e a bola bate nas duas traves e vai pra lateral. Quem viu jura que não acreditou que a redonda não entrou. Do outro lado, Yanes sofre pênalti do goleiro que arbitragem não marcou.
Jogo seguiu chato, em temperatura oposta `a do tempo e sol forte, com muitas faltas de ataque. Bola aérea na área do Bacana e era falta contra o Pagalanxe. Mas aos 19 minutos o Bacana achou um gol. Erich solta chute baixo no canto e Napolitano chega para tocar de leve para dentro do gol. Era o empate. E o Pagalanxe quase pagou o pato de tantas faltas tolas quando o time cometeu sua 8ª no primeiro tempo. Demehur bateu mal e viu Erich defender com facilidade.
O jogo já seguia paro seu final quando Vitinho fez falta mais dura e foi amarelado. Era o gás que o Pagalanxe precisava para ir para o segundo tempo na frente. Mas a matemática errou e foi o Bacana que marcou, após rebote de Erich que encontrou o pé de Márcio Cardoso para virar o placar e sair com vantagem na etapa final.
O segundo tempo foi um jogo de um time só. O Pagalanxe atacou e o Bacana se defendeu. Mortos em campo, coube a Yanes a tarefa isolada de tentar algo no ataque – na verdade, isso desde o primeiro tempo, pois sem Rômulo e Luisinho, o ataque bacana não tinha tanta força. Yanes lutava, mas a pressão da torcida adversária fora, cornetando o ex-camisa 10, e o sol devem te-lo deixado um tanto atordoado. Ele até teve chances, mas como de costume tratou de perdeu ao menos 3 gols feitos livre na cara de Erich.
Pelo outro lado, Julio Cruz seguia fazendo o pivô e levando perigo. Num lance, Santiago salvou; em outro, desta vez de Daniel Badain, a trave foi quem salvou. A pressão era grande, mas a pressão sol mais forte ainda. E numa bobeira da defesa Yanes escorou de cabeça cobrança de escanteio e fez 3 a 1. Parecia liquidada a fatura se Julio Cruz não mandasse um chutão de falta que desviou na barreira e entrou para o gol. Com mais de 10 minutos de jogo restando, o Pagalanxe era todo ataque.
Iuri ainda teve grande chance para matar de vez o velho freguês laranja, mas Erich foi mais ligeiro e tirou dos pés do jogador a bola. O jogo voltou a ficar truncado e desta vez o Bacana que passou dos limites no numero de faltas. O jogo esquentou (como se fosse possível esquentar mais do que já estava) porque o Bacana passou a parar o Pagalanxe nas faltas. Uma atrás da outra, e até outras que a arbitragem não marcou. Numa dessas, em que Nardelli passava e foi visivelmente derrubado por trás com os braços, o apito não soou. Mas Nardelli sim, que saiu a gritar em extremo ato de desesperado em relação à injustiça que acabara de sofrer impunemente. Se a falta passou impune, sua reclamação não: cartão vermelho na hora para o jogador, que pediu desculpas ao time no final da partida.
Nardelli sem cabeça, Pagalanxe sem ele em campo, mas ainda com gás para buscar o empate, que por incrível que pareça veio, mas não valeu. Em jogada pelo meio, é cometida falta, mas Julio Cruz levou vantagem e mandou no ângulo. A arbitragem desta vez apitou, para desespero agora geral do Pagalanxe, especialmente do capitão Bruno Corneta, que nem tinha pique para cornetar mais nada. Ainda houve a chance para o tiro de 9 metros, mas Santiago defendeu com os pés chute de Julio Cruz e nem deu tempo para vibrar pois o apito do árbitro soou como um belo balde de água fria para o Bacana. A água fria, neste caso, era o que o time mais queria naquele calor incessante.
Com 25 pontos, Bacana segue tranqüilo 4 pontos à frente de Fiorella e Bengalas. O Atlético fica nos 11 pontos, mas perde apenas posição para o Veras, que venceu e reassumiu a 6ª posição. O Bacana venceu, mas não mereceu. O Pagalanxe perdeu, e também não mereceu. O futebol tem dessas coisas. E o tabu se mantém. “Fica para o ano que vem, Bruno”, gritaram os bacanas, que comemoraram a vitória com homenagem ao amigo adversário: reunião do time, que gritaram “1, 2, 3... Bruno!!!!”.
GIRO SE AFUNDA MAIS AINDA DIANTE DO MELVILLE
Era dia de jogo importante para as equipes: ao Melville, a chance de manter a liderança, à Giro SP, ainda sonhar com a classificação à próxima fase. Porém, antes do jogo, o técnico Batata já dava mostras de aflição ao não sair do celular e reclamar aos quatro ventos que vários jogadores de seu time não estariam presentes na partida. E foi o que aconteceu: a Giro entrou em campo para a disputa com dois homens a menos do que os habituais sete. Entretanto, no Melville não foi muito diferente – apesar de dois reservas, havia certo receio de que não tivesse o número certo de jogadores.
A equipe da Giro soltou o tradicional grito de guerra: “1, 2, 3, Giro!”, mas bem que nessa tarde o grito poderia ter sido outro, quem sabe: “1, 2, 3, 4, 5 e só... Giro!”. Devido à escassez do plantel, Douglas foi para o gol no lugar do goleiro Borba, que não estava presente. E não deu outra: o Melville tomava conta do jogo. No entanto, demorou um bocado para marcar o primeiro gol. A força de vontade e o empenho dos jogadores da Giro seguraram o 0 a 0 por 14 minutos. Antes de Henry marcar seu primeiro gol em todo o Chuteira, o Melville mandou duas bolas na trave, umas delas em chute de Alemão após bela finta em Marcelo Alves, dono do time que pouco jogou até então e teve de entrar em campo. Em outro lance perigoso do Melville, Henrique cruzou para Washington chutar de primeira com o pé esquerdo. O chute saiu forte, mas Douglas fez excelente defesa.
As únicas jogadas do Giro eram a forte marcação e, vez ou outra, quando tinham o domínio da bola, lançar a mesma para Cauê, que de todas as formas tentava manter a redonda o mais longe possível do gol de sua equipe. Com muita raça a Giro ia conseguindo se safar das investidas do adversário. A todo o momento Batata alertava seus jogadores sobre o posicionamento na marcação. Enquanto isso, os melvillianos de Mauricio iam reclamando uns com os outros a cada gol perdido.
A cobrança parece ter surdido efeito, Maurício recebeu livre na direita do ataque, e cruzou na saída do goleiro. Henry chegou e chutou prensado com o zagueiro Flavião, que tocou para dentro. A arbitragem deu o gol para o zagueiro atacante Henry. Mais uma vez quem pensou que a Giro se entregaria e tomaria um passeio, enganou-se. Manente dominou no meio dos marcadores, passou para Cauê acertar um chutaço na trave. Quase a equipe chegou ao empate mesmo com dois jogadores a menos.
O sol escaldante que fazia em São Paulo ia derretendo cabeças e pés dos jogadores. “Tínhamos de jogar água nos pés toda hora para agüentar o calor”, comentou Mauricio Miranda ao fim do jogo. Mas o calor era maior castigo para a Giro, pois tinham de correr muito mais para suprir as ausências e não demoraram para dar mostrar de cansaço na fisionomia, especialmente Cauê, que era quem atuava mais na frente e corria sem parar. No final do primeiro tempo, o Melville chegou ao segundo gol. Aliás, um golaço. Washington recebeu a bola de Henrique e acertou um canudo no ângulo. A equipe vencia por 2 a 0, mas sem dúvida era muito pouco para um time com dois jogadores a mais por uma etapa inteira. Ainda mais em se tratando do Melville Power.
Para alívio dos girenses, veio o intervalo. Os jogadores saíram extenuados de campo, diante de um calor de mais de 30 graus que correndo embaixo do sol chegava facilmente a 35 graus. Manente seguiu o exemplo do adversário e tascou água nos pés.
Para o segundo tempo, Marcelo Alves, que não conseguia mais nem andar em campo, assumiu o gol e Douglas foi para a linha. A Giro seguia lutando e tentando surpreender no contra-ataque. Cauê, incansável, brigava com os marcadores, corria e tentava de tudo para sua equipe permanecer no ataque. A luta valeu e rendeu um gol: Douglas desviou de bico para o fundo do gol após Cauê deixar o capitão Maurício Miranda no chão.
O placar de 2 a 1, mesmo que momentâneo, já foi um grande feito parar a equipe. Mas o sonho de quem sabe fazer história e conquistar uma virada mágica não durou muito: Alemão fez o terceiro 4 minutos depois do gol da Giro e Washington, em seguida, avançou pela esquerda e cruzou para o veterano Eduardo Basílio fazer o quarto.
Nessa hora, Batata, desesperado diante do time extenuado em campo, saiu e vestiu o uniforme do time para jogar. A intenção não era mudar o panorama do jogo, mas muito mais para evitar que alguma coisa de ruim acontecesse à saúde de seus jogadores, que a essa altura mal se agüentavam de cansaço. Ele é o técnico do time, mas a Organização o liberou para jogar os 10 minutos finais em razão da situação delicada. Para um desmaiar em campo seria muito fácil, pois o sol não dava trégua e o campo fervia os pés. Com alguém de gás novo, poderia correr um pouco no lugar dos demais e tocar a partida até seu fim.
Claro que o jogo não mudou em nada, nem tinha como. A Giro queria era manter a honra de terminar o jogo de pé e não, como sugeriu alguém do lado de fora, “força um cartão para que o jogo seja encerrado por falta de jogador”. E a Giro cumpriu. O Melville seguiu fazendo gols, com Jose, Alemão e Henry, que fez seu segundo gol num belo chute de fora da área que bateu na trave, voltou no goleiro e entrou no gol para fechar o placar em 7 a 1. O Melville reafirmava sua condição de líder, mas a Giro SP, mesmo com a derrota, deixava o campo com brilho dos jogadores presentes, que se doaram em campo e saíram extenuados. “Estou com bolhas nos pés e dores nas pernas até hoje (segunda-feira)”, comentou Marcelo. Tamanhos esforço e força de vontade valeram aplausos de quem assistiu ao jogo.
Ao término do confronto, sem fazer gracinha e desrespeitar o adversário, o Melville chegou a 23 pontos, uma mais que o Estudiantes, e se tornou líder isolado. A Giro parece chegar ao fundo do poço, sofrendo até para ter jogadores em campo.
SNG VENCE COM TRANQUILIDADE MULEKE PIRANHA
Ao Piranha, restava um empate para garantir matematicamente a vaga. Ao SNG, era a reta final para a melhor posição possível. E o jogo prometia velocidade o tempo todo, mas abaixo do sol forte os jogadores tiveram de segurar o ímpeto para não morrer na segunda etapa.
Era um time veterano contra a juventude. E a juventude, por natureza, passou a pressionar com tudo, enquanto o SNG, macaco velho, esperava o oponente para não se desgastar muito. E foi fácil que Memé abriu o placar aos 4 minutos, dando a sensação de que o SNG não teria problemas em vencer a partida.
Renê lutava muito no ataque fazendo o pivô e girando para o gol, mas a tarde era de Memé, que aos poucos vai fazendo seus gols e nem é notado devido à exposição do parceiro camisa 11. O gol mexeu com o Piranha, talvez sabendo que vencer o SNG já é difícil, mas sair perdendo se torna mais ainda. E não demorou para, aos 9 minutos, Fefe enfim marcar o seu neste Chuteira. O zagueiro voltou de contusão nesta edição e tem sido um dos destaques do time no setor defensivo, muitas vezes sendo o único de ofício a estar em campo.
O jogo seguiu com o Piranha tentando com tudo o ataque, pelas laterais e com velocidade. E de tanto tentar conseguiu diminuir para 2 a 1 com gol de Salada. Eram jogados 12 minutos e ainda havia meio tempo para o intervalo. Mas o tempo custou a passar em razão do forte calor, tanto que os árbitros paralisaram o jogo para a parada para hidratação, sugerida pelo SNG e aceita pela arbitragem. Na volta, o que se viu foi um jogo mais que cozinhado pelo SNG para se preservar para o segundo tempo. Mas ainda deu tempo de Memé quase marcar outro. Ele dividiu a bola com o goleiro Guaraná, mas antes que ela entrasse no gol, Mário Junior chegou e deu um bico para fora e salvar o Piranha.
O Piranha se perdia no nervosismo e tudo era motivo de reclamações. Após falta marcada contra os mulekes, a torcida do SNG cobrou a arbitragem por um cartão amarelo e só aí o árbitro resolveu mostrar o cartão amarelo. Robson, o receptor do amarelinho, reclamou severamente com o árbitro, que disse: “Eu mostro o cartão na hora que eu bem quiser”.
Durante o intervalo até os homens de preto resolveram se refrescar. Um deles pediu para o mesário comprar um sorvete de uma moça que estava vendendo por ali. A mulher aproveitou o forte calor e deve ter feito bons negócios no PlayBall naquele sábado. O calor era realmente forte e, enquanto os jogadores tomavam água, o árbitro se lambuzava com um picolé de uva.
No segundo tempo as equipes fizeram uma partida bastante equilibrada no meio de campo, com chances para os dois lados. Thiago e Salada tentavam levar seu time ao empate, mas a marcação adversária se fez presente, e prevenia as investidas. Do outro lado, o SNG visava ampliar sua vantagem, Renê recebeu na área e emendou um voleio, no entanto a bola saiu por cima da meta.
O jogo seguia igual, até que, em falha dos mulekes, o Se Não Guenta chegou ao terceiro gol. Memé bateu falta próxima à área e contou com a colaboração dos homens da barreira, que abriram e deixaram o goleiro vendido no lance. Mais uma vez o Piranha perdia um jogo para seu próprio nervosismo e erros.
Mas os mulekes continuaram atrás do empate. Salada fez bela jogada, passou por dois marcadores e tocou para Portuga, que se enrolou todo e tentou de calcanhar, mas na verdade nem cruzou e tampouco chutou. Contudo, de tanto insistir a equipe diminuiu no final do jogo, aos 22 minutos, mais na raça do que na habilidade. Robson escorou bola vinda da ponta esquerda e tascou um 3 a 2 no placar, números perigosos para o SNG. Mas nada como ter um Memé em campo para resolver a situação quando ela esquenta: aos 24 minutos, ele decidiu e colocou números finais na partida, 4 a 2.
No minuto final, o Piranha ainda quase levou um gol de cobertura, com Renê tocando por cima do goleiro, mas Robson estava lá para evitar o quinto tento. E foi o fim do jogo, para alívio de todos que só queriam saber onde estavam as garrafas de água e o chuveiro com água gelada. Na próxima rodada, o SNG encara o Estudiantes pela vice-liderança, enquanto o Muleke Piranha enfrenta nada menos que o líder Melville.
TOSCO SE SUPERA E VIRA CONTRA OSASQUENSE NO FINAL
Isso mesmo, a equipe que já não é novidade no Chuteira de Ouro conseguiu seus primeiros pontos na 6ª edição do torneio. O time, mesmo tendo 18 jogadores inscritos e tendo trocados vários nomes durante a competição, jogou três dos nove jogos até então disputados com um jogador a menos em campo. Daí a recorrência de sonoras goleadas,que culminou no recorde 23 a 0 diante do Acidus. Mesmo assim, o time nunca agiu de maneira errada em quadra, nunca perdeu a cabeça e partiu para a agressão pura.
Afundado na lanterna e quase chegando ao saldo de -100 gols, quase sem esperança de fazer pontos, eis que o Atlético Osasquense cruza seu caminho. O time de Osasco sempre se mostrou uma equipe guerreira em campo, mas que acabava perdendo a cabeça quando o resultado não se mostrava favorável. Foi o confronto dos lanternas, e o por incrível que pareça o Tosco ganhou. De virada, com gol no último minuto, e anotado pelo capitão Mikas.
Começa o primeiro tempo e o Tosco com 2 a menos na linha. Não demorou para Molão e o capitão Mikas entrarem em campo, após poucos minutos jogados. E logo que chegam, Molão rouba a bola e passa a Mikas, que acerta um belo passe de três dedos para o companheiro Nicola chutar na saída do goleiro e fazer 1 a 0.
Não demorou para o mesmo Nicola acertar a trave. Para azar dos jovens, no contra-ataque o Osasquense mostrou seu bom toque de bola e chegou na meta do Tosco para empatar a partida com Gustavo Vecchi. O sol continuava insuportável e cansou rapidamente os jogadores que trocavam com relativa velocidade. O Tosco ainda se salvou com a chegada de mais dois jogadores, compondo um elenco de 9 nomes para o jogo.
Logo em seguida ao gol do Osasquense, outra oportunidade. O goleiro Melo se vê forçado a sair do gol e recebe um toque por cobertura de Gustavo Vecchi de novo para virar o placar. O time já era conhecido pela dificuldade de lidar com placares negativos, e seria muito importante arrancar um empate ainda no primeiro tempo, mas já se mostrava um pouco cansado. Mesmo assim, mantinha a alegria de jogar. Numa falta que Flavinho sofreu na entrada da área, Negão bateu rasteiro para empatar aos 20 minutos. Alias, Negão se mostrava muito importante para a equipe tanto na armação de jogadas quanto na definição delas. Antes do final do primeiro tempo, o Tosco ainda acertou duas bolas na trave.
Ao iniciar o segundo tempo, os jogadores de ambas equipes se mostravam entusiasmados com a possível vitoria. Mais descansado, o Osasquense apareceu mais para o jogo e teve mais oportunidades de gol. Em duas bolas, uma cruzada e um rebote após escanteio, o Osasquense abriu rapidamente dois gols de vantagem – anotados por Dudu Dias e Paulinho Valério. Atrás no placar, o Tosco saiu mais e deixou o jogo mais dinâmico. Em jogada de Chuabi, um gol sofrido que valia ouro naquele momento para o Tosco.
O Tosco se mostrava nitidamente cansado da partida do sol e do ritmo forte imposto pelo adversário, tanto que num chute desviado de Guine, o Osasquense abria novamente dois gols de vantagem, deixando o placar em 5 a 3. Faltando 5 minutos para acabar o jogo, Nicola pede tempo pelo Tosco, que tinha a bola no ataque. Todos imediatamente se obrigaram a dar o ultimo gás em busca da vitória, já o Osasquense iria tentar segurar o placar tocando bola. E essa foi a sorte e o erro do Osasquense, que abusou das faltas para segurar o adversário. Numa delas, Negão, inspirado, bateu para Flavinho completar com facilidade. Em outra, desta vez ensaiada, fez 1-2 e deixou Molão livre para igualar o placar. Estava caracterizado um final de jogo emocionante!
Eo nervosismo do Osasquense ficou evidente quando cometeu a 8ª falta. Prontamente Negão se aproxima para bater. Os jogadores do Osasquense reclamam da distancia entre os jogadores e a bola, mas Negão parte para a batida e chuta muito mal, chutando meio que chão, meio que bola. Mas mesmo assim deu certo, pois o goleiro não segurou o fraco chute e acabou espalmando para frente. Eis que surgem o folclórico Mikas e o ligeiro Flavinho, ombro a ombro, para empurrá-la para as redes. Flavinho ainda tem tempo de dizer para Mikas fazer o gol, sendo respondido com um chute que vai no ângulo e decreta a virada heróica do Tosco. “Se ele tivesse um passa para trás, a bola ia para fora”, comentou Negão após o jogo sobre o gol de seu companheiro.
Os jogadores do Tosco simplesmente não acreditavam no gol e comemoraram muito. Mais ainda quando os árbitros apitaram o fim de jogo.
Todas as equipes que passaram por lá parabenizaram e não acreditam na vitória do Tosco, que agora se vê fora da lanterna do grupo, mas sem expectativas de escapar do Chuteira de Prata. Entretanto, os 3 pontos podem ter sido em vão: o time pode voltar a sofrer com desfalques no próximo jogo, onde pelo menos 3 dos seus jogadores vão para as filmagens do novo comercial da Nike e não poderão comparecer ao jogo.
Quanto ao Osasquense, resta ver o que acontece e tratar de buscar a honra de uma vitória ainda neste torneio. E repensar o time para o Chuteira de Prata.
BRÓDER FAZ A FESTA NO ROLETA COM GOLEADA
Esperava-se um clássico equilibrado entre EB e Roleta Russa, mas o equilíbrio perdurou por apenas 3 minutos, que foi o tempo que o Bróder demorou para marcar seu primeiro gol e deslanchar contra um adversário que praticamente deixou de lutar em campo para ver Mutssa e cia. anotar uma goleada maiúscula – 6 a 1, com direito a muitos gols perdidos e futebol de sobra em campo.
Foi Gabriel Borges, a surpresa da EB na competição, que começou a definir o jogo quando cabeceou e mandou no ângulo do goleiro Casari após cobrança de escanteio. Casari era o goleiro do Roleta, pois Tavinho tinha compromisso e não era garantia que chegasse. Ele chegou, e ficou à disposição do técnico Phil no banco de reservas desde o início.
O gol foi um baque para o Roleta, que começou o jogo com Gegê no banco e sua dupla de zaga mais experiente – Baru e Ranalli – em campo. Com Martins fazendo a ligação para o ataque, o Roleta passou a apostar em Rick no pivô para soltar para Bob, o próprio Martins e Bocha que apoiavam. E foi com Rick tocando para Bob que o goleiro Macaco fez sua primeira defesa na partida. Mas o Roleta pouco chegava efetivamente, mas no contra-ataque o Bróder resolveu fazer mais um: Mutssa recebeu livre e tocou para vencer Casari e ampliar para o time vermelho. E isso aos 9 minutos.
Os jogadores do Joga 13 e alguns do Fora de Série chegaram e fizeram companhia aos poucos anti-Roletas que estavam na arquibancada. Foi a deixa para que diversos gritos anti-Roleta fossem proferidos em ritmo de festa e foi também o suficiente para inflar a EB a seguir na ofensiva e a enervar o Roleta. De fato, a bola parecia quente nos pés do Roleta, que não conseguia suprir a ausência de última hora do craque Kuminha.
E a EB seguiu levando perigo: Mutssa rouba a bola de Baru e toca para dentro da área para ver Edu não alcançar quando esta passou rente a trave para fora. Em outro lance, Marcelinho vai no peixinho e Casari defende. Mas aos 15 minutos a EB marcou seu terceiro: em cobrança de falta, Gabriel chuta para dentro da área procurando China, que, encostado na trave, não teve trabalho de tocar para dentro do gol aberto e matar o Roleta.
O Roleta promoveu mudanças e uma delas foram as entradas de Foguinho e Gegê. E foi a garra e a vibração isolada de Foguinho que possibilitaram a chegada no mesmo ao ataque pela esquerda para chute cruzado relativamente fraco que Macaco espalmou quando saía do gol. A bola subiu e foi em direção ao gol, mas antes de entrar Rick chegou com tudo para bicar para as redes, roubando assim gol que seria de seu companheiro. Rick, aliás, era uma das poucas almas mais acesas do Roleta e que buscava a vitória. Era com ele que surgiam os lances de mais perigo, que Macaco tratava de defender.
O gol Roleta não adiantou muito, apesar de toda a vibração com o gol – que foi mais uma forma de alívio a finalmente o time voltar a marcar um gol após duas rodadas de jejum – pois a EB seguia soberana e dominando com tranqüilidade. Tanto que quase fizeram o quarto gol em chute de longe de Marcelinho que Mutssa desviou no meio do caminho obrigando Casari a fazer uma defesa de puro reflexo (meio que no susto). E foi com esse lance que o jogo foi para o intervalo.
No segundo tempo, a turma do Joga 13, que jogaria em seguida, deu uma trégua e o Roleta teve mais sossego para pensar e tentar virar o jogo. Mas o placar já extenso colocava certa pressão nos jogadores Roleta. Rick era o homem que mais levava perigo: recebendo no pivô, girou rápido e chutou rasteiro para Macaco desviar com os pés para fora. O mesmo Rick perdeu grande oportunidade ao chutar para fora de dentro da área.
Porém, a EB levava perigo nos contra-ataques, com um Mutssa inspiradíssimo fazendo o pivô. Em jogada pela esquerda, ele recebeu livríssimo na entrada da área para mandar por cima do gol. Em outro lance, Mutssa deixa Werner na cara do gol que não acredita e acaba não chegando na bola. E, por incrível que pareça, a EB matou o jogo em erro crasso da defesa: Casari e Martins saem jogando errado e Mutssa aproveita a bobagem e manda pras redes. Mutssa estava demais e num 2-1 lindo com Gabriel Borges, deixou este à vontade para cravar 5 a 1 no placar sem dó.
Decidida a partida, na base do desespero o Roleta foi para cima. Nos dez minutos finais, foi Martins o homem a fazer Macaco trabalhar. Num chute cruzado do camisa 29, o goleiro defende para escanteio. Em outra oportunidade, Baru saiu jogando, abriu para Martins na ponta direita e recebeu de primeira precioso passe para bater direto. A bola saiu raspando a trave, para enorme lamento do zagueiro capitão.
A EB seguiu com perigo nos contra-ataques e, depois de cobrança de escanteio na seqüência de boa defesa de Casari em chute de Gabriel, a bola alçada na área encontra um desanimado Gegê desprevenido, que toca na bola meio sem querer e a faz morrer no fundo das redes de seu próprio gol. Ainda deu tempo de China perder um gol incrível ao cabecear livre e sozinho por cima rebote dado por Casari.
Final de jogo e muita comemoração da EB contrastando com o total desânimo do Roleta, que deixou de acreditar logo que sofreu o terceiro gol. Ainda houve tempo para reclamações e até Tavinho, que acabou não entrando, foi reclamar da Organização quanto à arbitragem favorecer a EB descaradamente, coisa que só ele e talvez o Roleta tenham visto.
A EB chega a 11 pontos e depende de um empate para garantir vaga no G-8. Ao Roleta, resta tentar vencer Fora de Série – em disputa neste sábado que vale vaga na zona de descenso – e Basicus, além de rezar para que EB não empate ou mesmo que o Muleke Piranha não marque mais nenhum ponto. Milagres já aconteceram, o Roleta espera por mais um.
FÚRIA VENCE APERTADO MSM E MANTÉM CHANCES
As equipes do Mentira Sem Maldade e do Fúria fariam uma partida importantíssima para ambos em termos de classificação para a próxima fase, praticamente um confronto direto rumo a próxima fase da competição. O perdedor muito provavelmente daria adeus às esperanças de classificação. O MSM iniciou o jogo com apenas 5 jogadores em campo, mas, ao contrário do que aconteceu com a Giro SP nessa mesma rodada, os jogadores foram chegando com a bola já em andamento, e assim, não demorou para o time estar completo em campo e mesmo com reservas.
O Fúria, com um ponto a mais que seu adversário (7 contra 6) prontamente passou a dominar o primeiro tempo, até por uma questão numérica. E assim não demorou nem 4 minutos para Jé abrir o placar usando a cabeça. Ele subiu mais alto que o pequeno Felipe Araújo e fez 1 a 0 para seu time.
Após o tento sofrido, o Mentira deu uma equilibrada no confronto, e as duas equipes tiveram chances claras de gol. Na melhor oportunidade do MSM, Magneé chutou cruzado de canhota, o arqueiro rebateu para frente, mas antes que alguém chegasse para empurrar a bola para o gol a zaga furiosa deu um bico para a lateral. Pelos lados do Fúria, Jé perdeu um gol inacreditável. De dentro da área, com o goleiro caído no chão, ele chutou a bola no travessão.
Assim se encerrou o primeiro tempo, com um magro 1 a 0 para o Fúria, em uma etapa de bastante marcação e poucas oportunidades de gol. Ao término da primeira metade de jogo, os jogadores do Fúria foram reclamar com a arbitragem, comandados por Jorge Chaves. Alegavam que o árbitro havia encerrado a primeira etapa com menos dos habituais e oficiais 25 minutos. Eis uma questão que vem causando problemas aos times e à Organização e que deve ser solucionado com a ajuda de todos.
O segundo período com um cenário oposto. Ambas equipes voltaram preocupadas mais em atacar do que em se defender. O goleiro Caio, que chegou atrasado, ia salvando a equipe com boas defesas. Fagner recebeu passe de Adriano Motta dentro da área e era só escolher o canto e sair para o abraço. Contudo, o goleiro foi arrojado e saiu nos pés do atacante para fazer ótima defesa.
O Fúria chegava mais ao ataque, no entanto desperdiçava as oportunidades de matar o jogo. Everton e Rafaelle perderam chances claríssimas embaixo do gol. Mesmo assim, a equipe acabou premiada aos 19 minutos: Rafaelle pegou rebote do goleiro depois deste fazer bela defesa e anotou o segundo gol.
Por mais que tivesse acabado de sofrer mais um tento, a equipe do Mentira ainda acreditava numa virada. E Kadson fez um golaço. Driblou Fagner e André e, de perna esquerda, acertou o canto do goleiro. No entanto, a reação parou por aí. Ao apito final, muita comemoração por parte dos jogadores do Fúria, que finalmente venceram após perder diversos jogos seguidos jogando razoavelmente bem e dando trabalho. Com os três pontos, soma 10 e ocupa a 8ª posição do Grupo A. Por outro lado, o MSM permanece com 6 pontos e fora da zona de classificação.
JOGA 13 GOLEIA DIABOS EM SHOW DE LELE
Virou rotina: Joga 13 joga, Joga 13 vence. Depois das derrotas iniciais para Melville, Kadência e Estudiantes, o time do 13 mudou de postura e passou a jogar melhor. Aliás, muito melhor, tão melhor que depois do início cambaleante foram 5 vitórias em seqüência. A última vítima foi o Diabos Laranjas, que tomou de 6 a 1, um placar de tênis.
Talvez o 13 tenha se inspirado no 6 a 1 da EB sobre o Roleta e tenha querido fazer igual. E fez, e teve como destaque seu grande artilheiro Lele que, numa tarde pra lá de inspirada, comandou o time e participou – fazendo o gol ou não – de todas as jogadas de ataque da equipe. Em sua primeira oportunidade, Porps defende e no rebote o camisa 9 manda para fora. Pode ser que a história do jogo fosse outro caso chute de Ronei que bateu numa trave e caprichosamente foi bater na outra tivesse ido morrer nas redes. Mas fato é que no lance seguinte o 13 começava seu massacre: Lele mata no peito e emenda para um golaço.
Mas quem pensa que o 13 comandou o jogo, engana-se. O Diabos lutou e teve muitas chances também de marcar, mas faltou competência para tanto. Lillo, por exemplo, perdeu ótima chance ao chutar fraco, quase um recuo para Caieras. Emerson Neném também desperdiçou chance mandando por cima a bola em contra-ataque. Quem não perdeu foi Choco, que recebeu passe de Lele fazendo o pivô e carimbou o gol adversário. Lele ainda teve tempo de perder mais um gol ao tocar com desleixo e dar chance a Porps de fazer a defesa. Em outro lance do matador – e que lance – ele chapela lindamente o pequenino Everton e chuta de primeira para ver Porps tocar com a ponta dos dedos e ainda ver a bola explodir no travessão. A tarde de Lele estava apenas na metade.
No segundo tempo, com 2 a 0, o Diabos tinha de sair para o jogo. E saía geralmente com Argentino vindo de trás e tentando abrir para Ronei ou Everton Neném. Mas antes que o Diabos pensasse em por em prática seu jogo, Lele estava lá para fazer 3 a 0 em menos de 2 minutos. quanto mais o Diabos tentava, mais o 13 devolvia. Aos 7 minutos, Lele sofre falta quase em cima da linha da área e gol de Rodrigo. Desta vez quem imaginou que viria um torpedo tal qual ele disparou contra o Roleta viu que o capitão mandou um chute forte – mas não ao que se acostumou a ver dele – no canto baixo do goleiro.
O mesmo Rodrigo lançou Calado no minuto seguinte, que não desperdiçou a chance e fez 5 a 0. Foi só a partir daí que o Diabos conseguiu respirar e passou a levar perigo a Caieras. Everton passou a ser o principal articulador das jogadas e, em passe para Jão, este chuta para o goleiro do 13 salvar. O próprio Everton arriscou um voleio que foi para fora. Aos 19 minutos, enfim o gol do Diabos saiu. Em cobrança de falta colocada no ângulo, Lillo faz o de honra.
Mas a tarde era de Lele, que estava mesmo impossível. Antes do fim do jogo ele dominou e girou chutando para fora. Na oportunidade seguinte, guardou nas redes de Porps ao seu estilo pivô. Era o 6 a 1 e mais 3 pontos ao time que vem mostrando novamente um futebol alegre e sólido, com a defesa bem postada e jogando muito bem, tal qual o futebol que fez a fama da dupla Rodrigo e Guma como uma das melhores de todo o Chuteira.
BENGALAS MOSTRA PERSONALIDADE E BATE AURORA
Para quem não apostava no Bengalas, o time dos Toledos mostrou que pode ir longe na competição. Prova disso foi ter surpreendido o Aurora e, nos contra-ataques, ter vencido a partida válida pela 9ª rodada com autoridade e competência. A vitória igualou o time aos mesmos 21 pontos do fiorella, o vice-líder e já coloca a equipe como forte candidata à 2ª posição, já que a liderança parece que não sairá do Bacana.
Sem Bizu, que se afastou nesta partida por deficiência técnica e pelo jejum de gols (dizem que ele está treinando em separada para voltar com tudo contra o Tosco), o time começou o primeiro tempo vendo um leve domínio do Aurora, que, no entanto, sofreu muito para conseguir transpor a forte marcação e, principalmente, a ótima atuação do goleiro Robson. Este seria o herói do jogo e responsável pelos importantíssimos 3 pontos conquistados.
A iniciativa de ataque foi logo tomada pelo Aurora, que jogou em sua característica mais marcante – pressão no adversário com velocidade e Pena. Alex driblou Nando com um corte de letra e bateu para o gol, mas viu Robson espalmar e fazer sua primeira defesa do jogo. Outro lance de perigo foi em falta batida por Pena que desviou na barreira. A bola ia para fora, mas Júlio Sérgio desviou para tentar colocar para dentro mas a bola tocou na trave e saiu pela linha de fundo.
Enquanto os jogadores do Aurora controlavam a partida, o Bengalas pouco assustava o goleiro Leo Alemão. Parecia questão de tempo para o Aurora abrir o placar, todavia, quando o Bengalas chegou com maior perigo foi logo parar marcar. Nando e Zequinha executaram linda tabela de cabeça, um lance a la Zico e Sócrates, e com o pé direito o camisa o primeiro estufou as redes. O Aurora continua melhor. Pena, Júlio Sérgio e Wellington tentavam ameaçar o gol do rival, mas num descuido da zaga a equipe levou a pior.
O jogo prosseguiu e a defesa do Bengalas se mostrava soberana, em especial o arqueiro Robson, que não deixava passar nada. Contudo, o gol de empate saiu exatamente numa bola defensável pelo goleiro. De frente para o gol, Felipe Guimarães chutou de pé direito para a bola passar entre as mãos do goleiro. Eram 23 minutos e em seguida, com placar igual, a primeira etapa terminou.
No segundo tempo a partida ficou mais pegada, mas os árbitros queriam jogo e algumas vezes deixavam de marcar faltas. Logo no início o Bengalas mostrou que havia voltado determinado a vencer, e anotou dois gols. Dentro da área, Cleber perdeu chance incrível, mas no rebote do goleiro Guitolê desencantou e marcou seu 10º gol. No minuto seguinte, Fernando Forte ampliou o placar após Guitolê entrar na área driblando os zagueiros. A bola sobrou para o camisa 2, que não perdoou e decretou 3 a 1 no marcador com menos de 10 minutos do segundo tempo.
O controle parcial que o Aurora tinha foi completamente perdido nos minutos iniciais da segunda etapa. Tanto que o Bengalas chegou ao quarto e último gol do embate. A equipe do Aurora estava toda no ataque, em lance de falta que poderia levar perigo ao adversário. Contudo, ao cobrar a falta, a defesa roubou a bola e armou contra-ataque fatal. Fernando Forte foi lançado pela esquerda, ganhou na corrida de Pena e, de pé esquerdo, fechou o placar.
Ainda teve tempo para expulsões – um de cada lado – após desentendimento. Pelo Bengalas, o zagueirão Zequinha, que faz jus ao apelido sendo mesmo a cara do ex-corredor brasileiro; pelo Aurora, o camisa 11, Felipe, autor do gol da equipe. Outro ocorrido, dessa vez curioso e que não foi a primeira vez, foi o fato da bola utilizada na partida ter ficado presa na rede superior da quadra depois da defesa do Bengalas dar um chutão para cima. E lá se foram bons minutos até que a bola voltasse a campo.
Nos instantes finais os jogadores do Aurora, abatidos, aceitaram a derrota e pouco investiam no ataque, o que facilitava muito a marcação do adversário. Assim o Bengalas somou mais três pontos e agora tem a chance de engatar outros três pontos diante do Tosco. Enquanto isso, o Aurora mede forças com o Acidus, venceu e ultrapassou a equipe na tabela.
FORA DE SÉRIE DESENCANTA E AGORA BUSCA NÃO CAIR
Depois de 20 jogos, o Basicus continua perseguindo sua primeira vitória no Chuteira. E no jogo da 9ª rodada a equipe tentava vencer um adversário que não fazia uma campanha tão ruim quando a sua, o Fora de Série. Era o confronto dos lanternas e a chance do Basicus sair do zero. Entretanto, embalados pelo empate contra a EB, o Fora chegou animado e disposto a fugir do Chuteira de Prata no ano que vem. Com uma soma de azar e bom futebol do adversário, o Basicus tomou um sonoro 5 a 0.
Logo no início da partida, sabendo da importância de uma vitória, o Fora foi para cima. Chulapa, que havia atuado muito bem na partida anterior, teve duas chances para abrir o placar. Na primeira ele tentou o cabeceio, livre, mas não alcançou a bola, e na outra chutou prensado na marcação, facilitando para o arqueiro Goku.
Porém, os gols do Fora de Série não demoraram muito para sair. Aos 5 minutos, em cobrança de falta, Carlão soltou a bomba e acertou o ângulo de Goku, que só teve tempo de olhar para ver a redonda estufar as redes. Poucos minutos depois, em escanteio, Clebão colocou na área e Cadu escorou de cabeça. A bola ainda desviou no zaga antes de entrar e apontar 2 a 0.
A equipe do Basicus, que já sofria com a ausência de Cavalera no meio, teve uma baixa durante o confronto. Love teve o dedo da mão quebrado depois de uma dividida com o adversário e foi obrigado a deixar o campo. Era uma grande baixa ao Basicus, pois ele vinha sendo o jogador mais perigoso do time, com dois chutes que passaram perto da meta de Angelo. Para piorar, sua equipe, que contava exatamente com sete jogadores, ficou com um homem a menos o resto da partida. Outro fato que chamou a atenção por parte do Basicus foi a insistente cobrança que Du Formiga fazia de seu amigo Harada a cada lance que o baixinho não conseguia dar seqüência.
Ainda na primeira etapa, aproveitando a ausência de um jogador rival, o Fora anotou mais um. Dessa vez quem acertou o ângulo de Goku foi Clebão, quase do meio do campo. Um lindo gol para dar de vez a confiança ao manager do time, que sofreu o primeiro semestre inteiro com uma contusão no joelho, mas nunca deixou de estar e apoiar o time.
Para o segundo tempo muita discussão no banco do Basicus. Du Formiga era o mais agitado: discutiu com Saulo e mais uma vez deu um pito em Harada. Mas a cobrança parece ter feito bem à equipe, pois passaram a marcar melhor e a prevenir com mais eficiência os ataques do adversário.
Mas o tempo foi passando e, provavelmente por conta da ausência de um jogador, o Basicus foi afrouxando sua defesa, o que levou a equipe a sofrer mais dois gols. De novo Carlão acertou o ângulo do arqueiro num chute indefensável. E, no apagar das luzes, Therence fez o quinto. Placar final: Fora de Série 5x 0 Basicus.
Com a vitória, muito comemorada e com justiça, o querido Fora de Série vê concretas as chances de fugir do “rebaixamento”, pois a equipe tem 4 pontos contra 6 do Roleta Russa, que é o adversário da próxima rodada. Ou seja, mesmo sem chances nenhuma de classificação, uma vitória faz o Fora ultrapassar o adversário e sair enfim da zona do descenso. Já o Basicus está matematicamente eliminado. Ainda pode lutar contra o Chuteira de Prata, mas nada indica que isso seja possível. Já ao Fora há boas chances. E o time sabe e acredita nisso.
MACHUPICHU SE COMPLICA COM DERROTA PARA THE VERAS
Conforme a 6ª edição do Chuteira de Ouro vai se afunilando, suas emoções vão ganhando ingredientes especiais. Faltando três rodadas para o final da fase de grupos, nada melhor que um novo e inédito clássico entre duas equipes que ainda lutavam para garantir suas vagas no mata-mata. Deixando as amizades de lado, os estreantes do The Veras e os veteranos de Chuteira do MachuPichu entraram em campo com temperamentos distintos. Os azul-grenás se apresentaram mais tranqüilos para o clássico, já que vinham de uma seqüência invicta de três jogos e garantiam a classificação com uma simples vitória. Já os peruanos porejavam preocupação, uma vez que precisavam desesperadamente dos três pontos e viam sua situação se agravar pelos significativos desfalques do capitão e artilheiro Danilo Silva e do raçudo pivô Ricci, ambos suspensos.
As circunstâncias levaram o MachuPichu a pressionar o adversário no início da peleja, marcando sua saída de bola e trabalhando muito bem com o matador Thiago Branco, que logo se tornaria um dos grandes destaques da partida. As trocas de passes no meio-campo eram constantes e os peruanos viam sua dupla de Renatos, Carrer e Seckler, dominar o setor com autoridade, apesar do primeiro pedir para sair em menos de 10 minutos, já morto em campo. Após lindo lançamento no costado da zaga verense, Thiago Branco apareceu livre para, de primeira, acertar um chute impossível no ângulo esquerdo de Benga. Um golaço! 1 a 0 era o placar, para euforia do descabelado capitão Danilo Silva, que roía suas unhas recém-esmaltadas detrás do alambrado do Playball e mal sabia como comemorar.
O The Veras, ao contrário do que se poderia supor, não esboçou uma reação e continuou atuando da mesma forma morna e blasé. Um lance, porém, definiu todo o rumo da partida. O zagueiro Cucio alçou uma bola despretensiosa ao campo de ataque e, no afã de cortar logo a jogada, o defensor Gustavo Carrer, que fazia boa partida até então, cabeceou a pelota para contra sua própria meta, tirando-a das mãos de Emílio Bola. Tudo igual no marcador e uma série de feições desanimadas por parte dos raçudos peruanos, que dominavam o confronto até ali e pareciam não entender o porquê da má sorte.
O time alvirrubro bem que tentou não esmorecer e marcar logo o segundo gol, mas esbarrou em mais uma atuação inspirada de Benga. O camisa 01 do The Veras realizou pelo menos duas boas intervenções, que serviram para esfriar os ânimos dos adversários e despertar o futebol adormecido de sua equipe. Além disso, era possível notar que o desalento causado pela angustiante e infrutífera busca pelo segundo gol foi tamanho que o MachuPichu afrouxou sua marcação, concedendo alguns perigosos espaços tanto na defesa quanto no ataque. Aproveitando-se de uma destas lacunas, Flama teve tempo de dominar e pensar antes de dar belo lançamento, do seu campo defensivo, ao ataque, onde encontrou Cássio Japa livre por trás da zaga peruana. O camisa 7 do The Veras só teve o trabalho de conferir para as redes – de primeira, num chute que poucos acertariam – e correr para o abraço para comemorar a virada.
Depois de um começo instável, o time azul-grená se encontrou na partida e passou a jogar com confiança, o oposto do MachuPichu. O mesmo Cássio, aliás, apesar de caído, acertou um chute preciso de média distância, no canto direito de Emílio, que nada pôde fazer. Quando os juízes indicaram o intervalo, o placar era de 3 x 1.
Entre os alvirrubros, a conversa era de que o time não poderia se entregar e tinha a vitória a seu alcance. Para tanto, deveriam mostrar a velha garra e repetir o ótimo desempenho dos 10 minutos iniciais da partida. Já no The Veras, os jogadores reconheciam que o time não atuava tão bem e o resultado era perigoso. A marcação no ataque deveria ser feita com mais afinco para se que se conquistasse um placar mais elástico.
E o Veras realmente voltou bem para a segunda etapa. O artilheiro da equipe, Victor Petreche, brilhou em dois lances em menos de 7 minutos. No primeiro, fez fila na defesa peruana e deixou o matador Moura livre para concluir onde a coruja faz o ninho. Na comemoração, o bem-humorado centroavante imitou seu irmão Rafael Moura e fingiu ser He-Man. Em seguida, o próprio Victor desferiu um chute preciso da intermediária, acertando as duas traves de Emílio, antes de a bola entrar. Será que o clássico culminaria com uma goleada histórica?
A essa altura, o MachuPichu já perdera o ímpeto de vencer. Era preciso lutar para não sair moralmente mais abalados do que uma derrota traria. Assim, continuaram em campo visando mudar a tendência de que uma goleada poderia vir e. A entrada de Taka, que chegou atrasado e apenas no segundo tempo, deu maior estabilidade à zaga e Thiago Branco pôde voltar a participar ativamente da partida. Tebas, irmão de Ricci, mostrou que o espírito de luta é genético e não parou de correr um segundo sequer, mas muitas vezes sem organização. Renato Carrer continuava tendo atuação discreta na proteção da zaga e na armação de jogadas. Aliás, Renato é um jogador visado pelo Veras para a próxima temporada, não à toa os elogios do capitão e amigo Pedro ao fim da partida.
Assim, o MachuPichu voltou a funcionar e incomodar Benga, que fez mais uma defesa sensacional, desta vez salvando à queima-roupa chute de Bruno. Eis que a polêmica arbitragem decidiu aparecer. Após a marcação de uma falta em que até mesmo os atletas peruanos perguntaram o que ele marcou, Thiago Branco encheu o pé e descontou para os peruanos. 5 a 2, e um jogo novamente emocionante, para a revolta dos verenses.
A solução encontrada pelo MachuPichu foi ir para o famoso abafa. Com a marcação adiantada, sobravam espaços para os contra-ataques azul-grenás, perigosamente orquestrados por Nico e Deco, que faziam boa partida. Contudo, em uma bola espirrada pelo capitão verense Pedro, que veio ajudar a defesa, de novo Thiago Branco se viu livre, frente a frente com Benga. Seu trabalho foi apenas o de tocar para o fundo das redes e ir lá buscar a pelota.
A reação veio, mas o cronômetro mostrou-se um inimigo mortal do Tchupichu, mesmo faltando cerca de 10 minutos para o fim do jogo. Além do tempo, o nervosismo passou a tomar conta dos atletas peruanos, que paravam no eficaz sistema defensivo do The Veras e não conseguiam aproveitar a exclusão momentânea de Moura, punido com o cartão amarelo. Os azul-grenás, por sua vez, concentravam seus esforços em tocar a bola, cozinhar o jogo e fazer o tempo passar. Foi então que soou o apito final, para a alegria do The Veras, que jogou e venceu seu primeiro grande clássico no Chuteira de Ouro, clássico mais por ser um confronto de velhos amigos do que qualquer coisa, e decepção do MachuPichu, que agora passa a não depender mais de suas próprias forças para conquistar a vaga.
Após cumprimentarem-se, os jogadores falavam sobre o bom jogo e as situações de ambas as equipes na tabela. “Agora nós somos The Veras desde criancinha”, dizia o capitão do MachuPichu, lembrando que seus algozes naquele dia, agora já classificados, enfrentam justamente os dois adversários diretos dos peruanos pela vaga: Fúria e Atlético Pagalanxe. Já Pedro, do The Veras, fazia questão de assegurar que o time vai com força máxima nos próximos dois jogos e que o time não vai tirar o pé: “Nós queremos encarar o MachuPichu mais para frente de novo. Para isso, temos de ajudá-los vencendo os demais adversários”. Será que o MachuPichu vai?
ESTUDIANTES SURPREENDE EX-LÍDER KADÊNCIA
O último jogo do dia pelo Grupo B foi sem dúvida um dos melhores da rodada. De um lado, o Kadência com seus 20 pontos e liderado dentro (e fora) de campo por Paulinho, do outro, a persistente equipe do Estudiantes de la Vila, que nesse sábado enfim fazia a estréia de seu uniforme (o amarelo usado até então deu lugar ao listrado em vermelho e branco, como o Estudiantes de La Plata). Antes da partida, parecia que a vida do Estudiantes não seria nada fácil. A equipe sofreria com os desfalques de alguns jogadores, dentre eles o goleiro Richard, que havia sido fundamental na partida anterior. Coube a Pit a missão de defender a meta dos meninos da Vila (neste caso, a Leopoldina).
No primeiro lance de real perigoso do jogo, o ágil Caio do Estudiantes abriu a bola na direita com Piero, que dominou, passou pelo marcador e bateu para o gol, exigindo do goleiro Renato boa defesa. No entanto, quem parecia dominar mais as ações no começo do jogo era o Kadência, que não tardou para marcar com Paulinho praticamente embaixo do gol escorando bola oriunda da esquerda aos 2 minutos.
O gol só fez bem ao Kadência, que, alguns minutos depois, voltou a marcar, e novamente com Paulinho. O capitão ele tocou de letra dentro da área para Pedrinho, que esperou a saída do goleiro e devolveu a bola para Paulinho colocar no ângulo e fazer 2 a 0.
Depois de sofrer os dois tentos, o time de La Vila finalmente acordou. Caio e Leandro Raito tentavam levar a equipe para cima do adversário, contudo a marcação do Kadência ainda estava segura nesse momento do jogo e evitava bem as investidas do rival.
Mas de tanto insistir o Estudiantes chegou ao gol. Aos 20 minutos, Caio entrou na área costurando a defesa adversária e descontou. O gol parece que gerou um grande apagão no Kadência, que incrivelmente conseguiu sofrer a virada em menos de 5 minutos. Mais uma vez Caio entrou com a bola na área em velocidade e trombou com o goleiro, que mal viu a bola morrer no fundo do gol.
Após tomar o empate, Luiz Eric do Kadência fez falta e recebeu cartão amarelo. Dois minutos fora, foi tempo suficiente para o Estudiantes fazer mais um gol com Luiz Hummel, que entrou e deu maior movimentação ofensivas à equipe. Era mais uma virada do Estudiantes ainda no primeiro tempo.
No segundo tempo os kadencianos tentavam esboçar alguma reação após a virada relâmpago do adversário, mas a equipe voltou muito desorganizada a campo, e quem levava mais perigo era o Estudiantes no contra-ataque. O jogo começava a ficar quente, pois Luiz Hummel deu belo chapéu em Luiz Eric e já ia dando outro em Renan quando os dois se chocaram. A bola sobrou com o próprio Renan que, ao tentar sair jogando, sofreu duro carrinho de Caio, que saiu amarelado de campo.
Nesse momento o Kadência teve a momentânea vantagem de contar com um homem a mais dentro, mas, ao contrário do Estudiantes, que quando teve um jogador a mais aproveitou e transformou essa vantagem em gol, o time de Paulinho não conseguiu levar perigo ao gol adversário. O confronto seguiu tenso, a cada dividida sempre sobrava um cotovelo ou um empurrão ao rival. Para o Kadência, valia a permanência na cola do Melville e o distanciamento do próprio Estudiantes e do SNG na tabela, mas os jogadores de La Villa prendiam a bola, o que os deixavam cada vez mais nervosos.
Nos minutos finais o Estudiantes tocava a bola no campo do adversário, administrando a vitória e esperando por uma falta. E ela veio: Cássio chegou que nem louco e deu uma rasteira Luiz Hummel. Falta na esquerda do ataque, Piero cobrou rasteiro, a bola passou por alguns jogadores até encontrar o pé de Rafinha para colocar dois gols de vantagem para o Estudiantes, que ali, faltando pouco mais de um minuto para o fim do jogo, matava o Kadência.
Mas a noite quente era mesmo do Estudiantes, que, na saída do meio campo, pressionou e roubou a bola do adversário. O ataque resultou em gol de Iram, que com seus dread looks, fechou o placar elástico e surpreendente do Estudiantes sobre o Kadência. Ao apito final, o time comemorou muito a sensacional virada conseguida diante de um adversário direto pela liderança do grupo B.
ACIDUS DESBANCA CAMPEÃO FIORELLA
O até então segundo melhor ataque do torneio diante da melhor defesa sobrando da competição. Assim Acidus e Fiorella entraram em campo para fechar a 9ª rodada do Grupo A. E o placar de 4 a 1 para o Acidus representou bem o domínio quase total do jogo por parte do time amarelo-limão e provou que o poder ofensivo da equipe vai muito bem – afinal, foi o único time a fazer mais de três gol no goleiro Fábio Fonseca, que salvou o time no início e no final do jogo com belas defesas.
Bola rolando e o Acidus já buscava o gol adversário com o trio Robinho-Philip-Ricco. Entretanto, o bom toque de bola desta vez não conseguia furar o forte bloqueio defensivo do Fiorella, que conseguia tomar bolas no meio de campo e sair no contra-ataque. Mas não demorou para as oportunidades surgirem, mas o goleiro Fábio defendeu chute de Philip, outro de Robinho e mais outro de Barata. Na bola parada, Ricco carimbou a barreira e em seguida mandou na trave baixa direita do goleiro.
O bom posicionamento da defesa do Fiorella ajudou na chegada ao ataque, que, após cruzamento de linha de fundo pelo lado direito, marcou com Fábio Alencar escorando sozinho para abrir o placar. Era a metade do primeiro tempo e o atual campeão saía na frente. Até aquele momento, o time apostava mais nos chutes de longa distância, que passavam sempre muito perto do gol de Diego.
Perdendo, o Acidus foi para cima e começou aparecer mais na velocidade. A entrada de Kirk deu mais agilidade no ataque, mas as jogadas de triangulação não saíam. O Fiorella continuou a levar perigo, mas muitas investidas eram barradas pelos zagueiros Rafão e principalmente Marquinhos, este numa noite mais do que inspirada, desarmando muito e comandando a vibração do time em campo. E o Acidus martelou e chegou a marcar um gol com Kirk, que foi anulado pois a arbitragem entendeu que houve toque de mão no jogador no rebote do goleiro. Mas o Acidus não desanimou e, aos 20 minutos, Kirk toca a bola para Philip um pouco à frente do meio do campo. O camisa 80 não perdoou e colocou com primor a redonda para dormir no ângulo de Fábio Fonseca. Foi um chute fraco, colocado, daqueles que quase não se vê justamente porque poucos sabem e podem fazê-lo. Quase a folha seca do mestre Didi.
Empatado, ainda houve tempo para Diego sair jogando e driblando quase o time do Fiorella todo pela direita. Lance que ele perdeu no campo de ataque e teve de voltar correndo para não levar um gol de cobertura. O jogo seguiu com o Acidus tomando a iniciativa maior de ataque, enquanto o Fiorella esperava a melhor chance de se aventurar em busca do gol. E empatado o jogo foi para o segundo tempo, que teve um jogo praticamente perfeito por parte do Acidus, que lhe garantiu os 3 pontos.
O jogo voltou na mesma toada e não demorou para as jogadas saírem. Kirk passou a jogar mais livre pelas pontas e em alta velocidade e via o enfim estreante Armando Alemão vindo pelo meio. Mas foi em jogada pela esquerda aos 5 minutos que o Acidus virou o jogo. E quem deve ter se arrependido de não estar na partida é o capitão Lói, que não pode ver o até então jogador fantasma do Acidus Armando chutar cruzado para desempatar. Em todo jogo Lói pergunta e o Armando Alemão viria, em todo jogo ele ouvia um não. Quando ouviria um sim, não estava lá para ver.
E o mesmo Lói deve estar mais chateado ainda por, dois minutos depois, ter perdido novo gol de Alemão, desta vez assistido por Kirk. O Acidus fazia 3 a 1 e tinha tranqüilidade para tocar a partida. Mas foi aí que o Fiorella resolveu apertar e a jogar mais pelas laterais, principalmente com Tiago Silva, Van-Van e Jefferson Firmino, com Fábio Alencar vindo pelo meio. Mas Marquinhos foi um gigante e não parava de tirar bolas. Quando não ele, algum jogador, como Barata e mesmo Philip, estava ali para ajudar. Viu-se mesmo Kirk e Robinho marcando e saindo para o jogo.
E com 3 a 1 o Acidus tinha o contra-ataque à sua disposição. E tratou de usá-lo muito bem. Após lançamento para Philip, este adianta e é tocado pelo goleiro fora da área. Falta e amarelo para Fábio Fonseca. O Fiorella passou a reclamar demais com a arbitragem do lance – sem razão alguma – e a retardar a cobrança. Quando da formação da barreira, Rogério Silva insistiu e exagerou na reclamação e também foi amarelado. O Fiorella ficava com dois a menos por dois minutos.
A cobrança não deu em nada, mas o Fiorella quase marcou no contra-ataque. O Acidus, com vantagem numérica, tratou de perder ao menos 2 gols feitos ao exagerar no toque de lado quando 3 jogadores estavam contra goleiro e um zagueiro. Kirk para Philip, para Ricco, que chuta pra fora. Em outro lance, um toque a mais e o gol que mataria o jogo foi perdido. Quando os jogadores suspensos momentaneamente voltaram, foi a vez de Rafão tomar o seu amarelo. E com isso o Fiorella passou a pressionar mais. Foi a hora do goleiro Diego brilhar, com 3 belas defesas – duas de chutes de fora da área e uma de chute da entrada da área pelo lado direito.
O Fiorella passou a errar mais passes no ataque, facilitando o trabalho defensivo do Acidus. E foi aos 20 minutos que o Acidus matou o jogo e o Fiorella com novo gol de Philip, que teve classe para receber lindo passe de Kirk, fintar o goleiro e entrar praticamente com bola e tudo e um bicão raivoso pra dentro do gol para decretar a vitória acidiana. Van-Van ainda lutou muito, mas o Fiorella já tinha entregado os pontos com a colocação da culpa na arbitragem pela derrota. E assim o jogo acabou, com 4 a 1 fluorescente no placar e uma grande empolgação por parte do Acidus, que se uniu e vibrou com o belo futebol apresentado a poucos espectadores naquele noite quente. “É assim que o time tem de jogar sempre. Com toda essa garra, vontade e grande futebol”, comentou o goleiro Diego ao fim da partida. Marquinhos, não por acaso eleito melhor em campo, foi a maior representação das palavras de Diego em campo, que todos copiaram para fazer o Acidus enfim sair da 5ª colocação. Até isso o capitão Lói perdeu de ver.
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