SNG MOSTRA POR QUE AINDA É GRANDE E ACABA COM SONHO DO CAV
Luiz Romão substitui Renê à altura e, junto com Léo, comanda grande vitória, que acabou eliminando o novato de série
Por Luiz V. Andreassa
Eram duas equipes bastante distintas disputando uma vaga na semifinal da Ouro. Apesar do equilíbrio de forças, tinha de um lado o CAV tentando provar seu potencial em sua primeira disputa na elite do Chuteira e, do outro, o cascudo e experiente SNG, tricampeão e sempre favorito a levantar o caneco. No fim das contas, o time de Caio Fleischmann sucumbiu diante de um futebol campeão do adversário.
Depois de passar por testes complicados durante a primeira fase, o CAV teria uma prova daquelas definitivas, de extrema dificuldade. Esta dificuldade foi percebida logo nos primeiros movimentos, já que, diferente de outras equipes, o SNG não deixou o CAV impor seu ritmo. Ao invés disso, logo no primeiro minuto, Léo aproveitou uma bola sobrada em confusão na área para finalizar e, com desvio no meio do caminho, vencer o goleiro Quintanilha.
A partida era bastante corrida e disputada, mas o time estreante na competição acusou o golpe precoce, dando espaços para mais deles. Deste modo, Luiz Romão recebeu passe comprido pelo lado esquerdo, girou sobre Bettoni, invadiu a área cortando mais um e bateu por cima de Quintanilha, que saía para tentar a defesa. 2 x 0 em 5 minutos.
Para evitar o pior, os jogadores da esquadra tricolor buscaram a reação imediata. E a conseguiram apenas um minuto depois, quando Marcel roubou a bola pela esquerda, avançou e passou para Fernando Cidrão, livre, mandar para dentro. O ânimo que veio junto com o tento fez a esperança do empate nascer, mas não demorou para um balde d’água fria cair sobre o time. Luiz Romão, que substituía Renê de forma muito competente no papel de pivô, dominou no peito pela ponta direita e emendou, de costas, um cruzamento alto para a área. Lá, no segundo pau, Léo apareceu para concluir a bela jogada com um arremate de sem pulo, marcando um golaço.
A decepção mais uma vez foi bem absorvida pelo CAV, que novamente encostou no placar. E, para variar, Cidrão foi quem chamou a responsabilidade: o camisa 18 dominou de costas para a marcação, girou e encheu o pé esquerdo para acertar o ângulo direito. Como a jogada deu certo, Cidrão voltou a usá-la pouco depois, mas Sampa mostrou ter aprendido com o revés e conseguiu fazer grande defesa. O bom momento foi mantido por alguns minutos, nos quais o atual campeão da Prata passou bem perto de empatar, em um chute (ou será que foi um passe?) de Fabiano pelo meio, do qual Cidrão saiu da frente e viu a bola pegar no pé da trave.
Com experiência e tranquilidade, o SNG conseguiu esfriar os ânimos do adversário no fim do primeiro tempo. Mas a temperatura não diminuiu nas disputas de bola e na correria em quadra, tanto que Fabinho e Julio levaram cartão amarelo após empurra empurra na frente da área com a bola rolando. Foi o momento em que o CAV aproveitou para pedir tempo, mas a tática tampouco adiantou para mudar o panorama antes do intervalo.
Na segunda etapa, a situação continuou parecida: poucos espaços e muita marcação. E ela só não ficou pior para a esquadra caveira porque Bettoni salvou gol certo de Felipe, após o mesmo receber passe de Biro na cara do gol. Um lance poderia ter mudado o rumo desta história, mas por poucos centímetros isto não aconteceu. Em cobrança de escanteio de Teté pela direita, Cidrão subiu sozinho na área para cabecear e acertar a trave. Azar de sua equipe, já que a próxima chance de gol não seria desperdiçada – e surgiria do outro lado da quadra. Quando o SNG pressionava em busca do quarto gol, Allan dominou pelo meio com liberdade, ajeitou e soltou uma bomba para acertar o ângulo esquerdo de Quinta – e fazer 4 x 2.
Agora sim, o golpe foi novamente danoso ao adversário: o nervosismo e o desespero para atacar passaram a ser o principal inimigo do CAV. A próxima jogada de perigo exemplifica muito bem este clima. Nela, a defesa tricolor tentou sair jogando e acabou vacilando diante da pressão rival, cedendo o arremesso lateral. Com Quintanilha fora do gol, Fabinho rapidamente cobrou o lateral para Tejeda girar e bater de primeira. O goleiro ia voltando e nada pode fazer. 5 x 2.
Dominando todos os espaços na quadra, o SNG quase fez mais um, quando Ronei roubou a bola no campo de ataque e finalizou para boa intervenção de Quinta. A situação era tão díspar que foi possível ouvir Caio Fleishmann falar a beira do campo após o quinto gol: “Não tem mais jeito”. Sábias palavras: poucos momentos depois, Ronei cobrou escanteio pela direita e a atordoada zaga do CAV deixou Léo subir no segundo pau para mandar para as redes. Era o sexto.
Um breve lapso de esperança talvez tenha surgido na mente decepcionada de Caio, quando Vitinho fez levantamento para trás e Marcel completou de primeira, contando com desvio da defesa para descontar no placar.
A diferença para assimilar os golpes sofridos talvez seja o maior motivo pelo qual o time do suspenso Renê saiu vitorioso. Seus jogadores levantaram a cabeça após o revés e partiram para cima. E o sétimo gol só não saiu porque Luiz Romão, após grande jogada de Léo pela direita, embromou para finalizar dentro da área e foi travado pela marcação. Mas o erro logo foi reparado em contra-ataque puxado por Felipe, o qual disparou pela esquerda e rolou para Romão, livre na área, acertar o cantinho. Ainda houve tempo para o CAV tentar diminuir a desvantagem, quando Marcel aproveitou saída de bola ruim de Sampa para finalizar para o gol aberto, mas Biro apareceu para tirar.
No fim das contas, o embate promissor foi mesmo um grande jogo. Não faltou vontade, emoção, raça e golaços. E também sobrou experiência para os ‘tiozões’ do SNG mostrarem para o novato CAV que na Ouro a pegada é outra. Não adianta ter um elenco qualificado e numeroso se entrar desligado em campo. Tem de ter algo mais, o qual talvez só venha com a experiência em várias edições do campeonato. Foi a vitória da tradição, do jogo denso e equilibrado que geralmente prevalece na elite do Chuteira. A esquadra laranja e preta mostrou mais uma vez sua força e agora pegará o Arouca em mais uma grande partida nas semifinais.
XIII CHUTEIRA DE OURO: QUARTAS DE FINAL
Rabeloska 3 x 2 Só Resenha
RABELOSKA APROVEITA FALHAS DO RESENHA E VENCE JOGO COMPLICADO
Vasko brilha ao fazer dois gols, mas Tassio rouba a cena com grandes defesas. Após o jogo, jogadores do Resenha não esconderam a revolta com a arbitragem
Por Luiz V. Andreassa
Já diziam os (nem tão) sábios comentaristas de futebol dos canais populares de televisão: “Jogos equilibrados, entre duas grandes equipes, são decididos nos detalhes”. Independentemente de esta teoria ser furada ou não, o Rabeloska deu mais um motivos para acreditarmos que não. Para vencer o Só Resenha, o time mackenzista não praticou um futebol melhor, mas aproveitou os lapsos do rival e ficou com a suada vaga para as semifinais.
Os primeiros minutos definiram o padrão de grande parte do duelo: os jogadores alviverdes jogavam ligados acusando certa ansiedade, dominando as ações, mas buscando o ataque de modo vertical demais. Tanto que antes da primeira volta do ponteiro maior do relógio Éder já abria espaço pelo meio e finalizava de canhota, obrigando Tassio a espalmar. Na primeira oportunidade em que o Rabeloska conseguiu sair do sufoco, foi muito mais eficiente: Dick Vigarista chutou pela esquerda, Papa Burguer espalmou para o outro lado e Vasko surgiu feito um raio, ultrapassando um defensor, para conferir e inaugurar o placar.
O Só Resenha não desanimou e seguiu em cima. Em cobrança de falta, Mirandinha exigiu bela defesa do goleiro. Pouco depois, Sanny driblou a marcação pelo flanco direito e, da intermediária, chutou forte, fazendo a bola passar perto da trave. A blitz seguiu com tentativas de Fabrício e de Éder, mas ambos pararam em intervenções do inspiradíssimo Tassio. A única vez em que o arqueiro não foi tão bem, acabou pagando um preço injusto pela sua atuação até então. Após pedalar na frente da marcação, Fabrício bateu no meio do gol, Tassio deu rebote e Dhani não teve problemas para, dentro da área, estufar as redes. Na sequência, Fabrício mostrou mais de sua qualidade, ao aplicar um belo chapéu em Vasko pelo meio, avançar e passar para Darian, livre na ponta direita, isolar.
O ritmo de muita velocidade e pouco toque se manteve nos minutos seguintes, assim como a superioridade do Resenha para criar chances de gol. Mas, para atrapalhar a equipe, a arbitragem fez uma escolha, no mínimo, questionável. Darian fez falta dura em Vasko pela direita e foi punido com o cartão azul. O problema é que Juva fizera falta igualmente dura em cima de Sanny momentos atrás e passou ileso. Os dois lances fez espectadores e jogadores resenheiros questionarem o critério usado pelos árbitros. Apesar da revolta, a equipe pôs a cabeça no lugar e continuou em cima, e jogando melhor. Tanto que Tassio seguiu sendo bastante exigido, como no chute de Fabrício de fora da área. A jogada mais perigosa, porém, foi evitada pela defesa, depois de falta cobrada com força por Brunão, que entrara no lugar do companheiro expulso.
Depois do intervalo, o Rabeloska mudou de atitude e passou a marcar no campo de ataque para evitar o domínio do rival. O resultado foram mais oportunidades criadas em 5 minutos do que nos 25 da etapa inicial. Em uma delas, Dick Vigarista recebeu na ponta esquerda, bateu cruzado para a área e Ibrahim por poucos centímetros não completou para as redes. Na sequência, Dick roubou a bola no meio da quadra e soltou uma bomba, mas Papa Burguer estava atento e voou para espalmar. O Só Resenha não deixou por menos e foi aos poucos retomando o controle das ações. Para variar, Tassio seguiu fazendo boas defesas. Primeiro, o arqueiro espalmou chute de Mirandinha de longe e, depois, fez grande intervenção com o pé – para evitar finalização de Dhani à queima roupa.
A tática resenheira para conseguir a virada era apostar no seu bom atacante Brunão, mas o camisa 9 não repetia a grande atuação que teve contra o Elefantes na última rodada. Não repetia, até os 9 minutos. Foi quando Brunão disparou uma bomba da entrada da área para acertar o ângulo e fazer 2 x 1 no placar, com muito estilo. O problema é que, se o ataque finalmente conseguira vencer Tassio – depois de tantas tentativas –, o adversário precisava de poucas ofensivas para marcar, já que a defesa verde falhava quando não podia. Esperto foi Maradona, que roubou a bola na intermediária e, com liberdade, ajeitou e encheu o pé esquerdo para acertar o cantinho direito e deixar tudo igual novamente.
O duelo ficou então mais aberto. Norton soltou um foguete da meia-esquerda e quase virou para o Rabeloska. Pão respondeu, cobrando falta rente à trave, mas Dick Vigarista foi ainda melhor, ao carimbar a trave em nova tentativa de média distância. A melhor oportunidade, contudo, veio do outro lado: Dhani e Éder tabelaram em contra-ataque, envolveram a defesa adversária e Éder, ao receber na área, dominou mal e chutou em cima do heroico Tassio. O erro foi castigado da pior maneira. O ligeiro Vasko aproveitou o erro na saída de bola de Éder, que tentou driblar e perdeu, e, da entrada da área, bateu firme, bonito na bola, para acertar o canto esquerdo. Era a virada do Rabeloska.
O Só Resenha partiu com tudo para cima, mas o rival soube evitar o sufoco nos minutos finais. Apenas Éder passou perto de empatar, ao cobrar falta com força e parar em nova defesa de Tassio. Foi a derradeira chance da equipe que, no geral, foi melhor em quadra, mas vacilou quando não podia. Já o Rabeloska mostrou ser um time copeiro, aproveitou suas oportunidades e chega com moral para as semifinais, onde enfrentará o atual campeão Mulekes. Promessa de mais uma grande partida, pois ninguém se cansa de ver jogos espetaculares como este Só Resenha x Rabeloska.
XIII CHUTEIRA DE OURO: QUARTAS DE FINAL
Arouca 3 x 2 Di Primeira
AROUCA SAI NA FRENTE, DI PRIMEIRA REAGE, MAS FERRUGEM ACABA COM A CHANCE DE EMPATE
Goleiro da equipe vermelha perde a cabeça com lance casual e é expulso
Por Luiz V. Andreassa
Foi um jogo atípico. O encontro entre Arouca e Di Primeira não era o grande destaque da rodada de quartas de final, e não prometia tanta emoção quanto os dois jogos anteriores. Todavia, alguns ingredientes vieram a temperar a partida, deixando-a com um sabor bem apimentado. No fim das contas, apesar de todos os percalços, o favorito Arouca ficou com o prato principal.
Impondo, desde os primeiros movimentos, sua superioridade em quadra, o time treinado por Galizé quase abriu o placar logo aos 2 minutos, em belo chute de longe de Vitão que passou perto do ângulo esquerdo. Foi só um aperitivo para o que viria na sequência: Renanzinho cobrou escanteio da direita e Mota, de fora da área, emendou um lindo sem pulo para acertar o canto e abrir o placar.
Totalmente à vontade, a equipe quase ampliou em arremate de Thiaguinho que passou perto da trave. Com naturalidade saiu o segundo tento. E foi um golaço. Marquinhos cobrou escanteio, a defesa adversária vacilou, e Renanzinho apareceu na área para completar de letra.
O Di Primeira parecia atordoado e não oferecia resistência às ofensivas do rival. Facilmente os jogadores arouquenses criavam chances de gol e, assim, o terceiro não demorou a aparecer. Desta vez foi a vez de Thiaguinho ser o garçom, ao arrancar pela ponta esquerda e passar para Markinhos, completamente livre na área, completar para dentro. Logo em seguida, a vitória parcial quase se transformou em goleada, após finalização de Dih, na qual a bola foi desviada pela defesa e passou tirando tinta do travessão antes de sair.
A tranquilidade era tanta até então que o Arouca simplesmente parou de jogar e passou a administrar a partida, mesmo estando apenas na metade do primeiro tempo. Assim o jogo esfriou e passou a ser marcado pelo ritmo lento e pelas poucas jogadas de perigo. O Di Primeira bem que tentava reagir, mas dependia demais do seu principal jogador, Dri, o qual estava bem marcado. Foi quando o atacante finalmente encontrou espaço para aprontar – e a sua equipe conseguiu alguma esperança. O camisa 2 roubou a bola de Vini Costa no campo de ataque, driblou a marcação e bateu com tranquilidade, na saída de Maurício, para descontar com um belo gol.
O tento animou a esquadra vermelha, a qual partiu para cima em busca de mais um antes do intervalo. Uma nova chance surgiu mais uma vez pelos pés de Dri: ele recebeu pela direita, pedalou na frente de Vitão e, ao invés de tentar o drible, resolveu chutar de chapa – para acertar o pé da trave direita. Ainda houve tempo para Le arriscar do meio da rua, mas a pelota passou por cima da meta.
A nova dose de energia manteve-se após a pausa, e logo na saída de bola na segunda etapa Cris soltou uma bomba, errando o alvo por pouco. Todavia, a impressão passada por este primeiro lance era falsa. Logo o ritmo diminuiu e o que foi visto em quadra foi uma reprise dos piores momentos do primeiro tempo. O período de estiagem só foi cortado por uma boa jogada de Mota, que deu um belo chapéu em marcador pelo meio, avançou e perdeu a oportunidade de fazer um golaço – ao chutar para fora. O Di Primeira, apesar da vontade e do esforço para buscar o empate, só conseguia ameaçar o goleiro Maurício em alguns lances fortuitos. Mas um deles já foi o bastante para balançar as redes. Desta vez foi a defesa do Arouca quem vacilou e deixou André Luis livre para cabecear no segundo pau, após cobrança de lateral feita por Dadinho pelo lado direito. Foi também em jogada pelo alto que Simon quase pôs tudo a perder, ao tentar cortar lançamento de Maurício, cabeceando a pelota para bem perto da trave esquerda de Ferrugem, que só pode torcer para que ela não entrasse.
Seria melhor se Ferrugem também só ficasse olhando em um lance momentos depois. Sua equipe puxava contra-ataque quando Renanzinho fez falta no meio da quadra. O árbitro não mostrou cartão amarelo para o jogador do Arouca e deixou o goleiro adversário revoltado. Ele tanto fez que conseguiu o cartão, mas para si mesmo. Não satisfeito, e não obstante o esforço dos companheiros para tentar contê-lo, Ferrugem seguiu em sua cruzada sem sentido contra a arbitragem e, após várias ofensas, recebeu o cartão vermelho. Deste modo, Cadu teve de ir para debaixo das traves e seu time ficou com um a menos, perdendo muitas de suas chances de reação.
Apesar da enorme besteira feita por seu goleiro, já que seu time vinha em ascensão, o Di Primeira tentou botar a cabeça no lugar e partiu para o milagre. A missão era ainda mais complicada e o Arouca, mesmo com um a mais, não se arriscava no ataque e não pretendia dar espaços em sua defesa. Os minutos foram passando sem grandes emoções até que, no último lance, Dri arrancou em contra-ataque pela esquerda e lançou para André Luis dominar na área e chutar em cima de Maurício, que saíra bem de sua meta para fazer a defesa.
Como se já não bastasse estragar a reação de sua equipe, Ferrugem ainda queria passar mais vergonha. Logo que o árbitro Renato apitou o final da partida, o goleiro entrou em quadra e o empurrou. Seus companheiros conseguiram detê-lo, mas a nova besteira já havia sido feita. Quem não tem nada a ver com isso é o Arouca, que conseguiu sua classificação de maneira bem mais complicada que a esperada e terá de mostrar um futebol bem melhor se quiser passar pelo SNG nas semifinais.
XIII CHUTEIRA DE OURO: QUARTAS DE FINAL
Mulekes 6 x 1 Arouca Jrs.
BARATA E VITINHO COMANDAM NOVA GOLEADA DO MULEKES
Esquadra branca controla a partida diante do Arouca Jrs. e faz a festa com seis gols, sem dificuldade
Por Luiz V. Andreassa
Atual campeão da Ouro, o Mulekes não teve dificuldades para se impor diante do Arouquinha no último jogo das quartas de final. Impulsionada pelas belas jogadas de Vitinho, Barata e Philip, a esquadra branca passou por cima do rival e novamente saiu de quadra com uma goleada no currículo.
A partida começou em ritmo lento, estudado, sem grandes emoções. Os dois times tocavam muito a bola sem se arriscar no ataque. No primeiro lance de perigo, já aos 8 minutos, a qualidade técnica dos jogadores mulekes fez a diferença. Pipo deu um passe açucarado, fazendo a bola passar por toda a defesa adversária, para Barata dominar na área, sair de Gui Rodrigues e, mesmo quase sem ângulo, mandar para dentro. Pouco depois, o próprio pipo arriscou pela direita e, com desvio, acertou a rede pelo lado de fora.
Na próxima tentativa séria, o Mulekes novamente levou vantagem sobre a defesa adversária. Oportunista, Philip roubou a pelota no campo de ataque, avançou e, na cara do gol, teve calma para finalizar no canto esquerdo. 2 x 0.
Em desvantagem, o Arouquinha resolveu ir para cima, mesmo que os espaços para criar jogadas fossem escassos. Noal cruzou da lateral direita para Cadu cabecear rente à trave. Em seguida, Galizé rolou para Bruno arrematar de esquerda, por cima do travessão. Também de fora da área, Felipinho finalizou no meio da meta e Diego, meio atrapalhado, fez a defesa com o pé. Por outro lado, o rival jogava tranquilo, guardando suas energias para que, tal qual uma cobra, quando atacasse, fosse letal. Dito e feito: aos 26 minutos, Pipo arriscou o chute de média distância, Gui não segurou a bola e Robinho apareceu para conferir, fazendo 3 x 0.
A segunda etapa começou do mesmo jeito que a anterior. Sem muita pressa, o Mulekes foi aos poucos dominando as ações, esperando pela hora certa de atacar. Quando isso aconteceu, Gui salvou o Arouca Jrs. em duas oportunidades. Primeiro, Barata girou para cima da marcação e, de frente para o goleiro, parou na boa saída do arqueiro. Pouco depois, Pipo arriscou de fora da área e o guarda-metas foi no alto para espalmar. Todavia, o camisa 12 não poderia salvar sua equipe durante todo o jogo e, aos 10 minutos, Barata e Philip abusaram da liberdade no ataque. Os dois saíram tabelando pelo lado esquerdo e botaram a zaga rival na roda, até Philip ter apenas o trabalho de mandar para as redes. Era o quarto gol.
Como o adversário não oferecia resistência, restou ao Mulekes seguir brincando de fazer gols. E o quinto deles foi um golaço: Barata dominou no bico direito da área e rolou para Vitinho encher a bomba e estufar as redes. Mesmo já tendo entregue todas as fichas, o Arouquinha conseguiu descontar já no fim da partida. E foi no sufoco. Deh tentou o arremate da entrada área, a bola pegou na marcação e sobrou para Gothardo bater. O camisa 7 contou com desvio no meio do caminho para tirar Diego do lance e fazer o gol de honra de sua equipe.
Apesar de demonstrar certa pressa para continuar a partida e manter o ânimo conquistado pelo tento, o time amarelo e azul não conseguiu esboçar uma reação mais séria. Pelo contrário, o Mulekes seguiu melhor, perigosíssimo quando chegava à frente. Bastante ligado, Vitinho tomou a frente de um adversário – na saída de bola por parte do mesmo – e, em ótimas condições de marcar, chutou para fora. Pouco depois, o mesmo Vitinho arrancou contra-ataque e passou para seu irmão Leco sair na cara do gol e concluir também para fora, raspando a trave direita.
Com a facilidade para maltratar o adversário batido, o campeão da Ouro resolveu dar o golpe de misericórdia já aos 25 minutos. E ele foi desferido com requintes de crueldade: Xande fez cruzamento rasteiro da direita para Vitinho, dentro da área, completar de primeira com uma bela cavadinha, deixando Gui no chão e balançando as redes pela última vez. Assim, o Mulekes não só confirmou a já esperada vaga para as semifinais, quando enfrentará o Rabeloska, como também mostrou mais uma vez seu poder de fogo. A partida contra o time mackenzista promete ainda mais emoções e bola na rede, como todos esperam.
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