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Notícias de 29/04/2009

COBERTURA DOS JOGOS DO CHUTEIRA DE OURO

VII Chuteira de Ouro: 7ª rodada: Grupo B
Bengalas 7 x 2 Melville Power

BENGALAS GOLEIA E DEIXA MELVILLE NA VICE-LANTERNA

Vindo de goleada, o Melville parecia embalado buscando mais um resultado positivo que lhe colocasse no G-6. E logo no início Ângelo recebeu passe de Alemão e abriu o placar. A equipe amarela tentou reagir com chutes de Ritolê, defendido pelo goleiro, e Luiz Fernando, que foi para fora.

O Melville Power apostava em jogadas rápidas, principalmente com a velha dupla Felipe e Alemão. O primeiro chutou boa bola para fora e também recebeu bom lançamento, cortado a tempo pelo goleirão Baki; o segundo fez bela jogada, arrancando pela esquerda, driblando Thiaguinho, mas chutando pelo lado do gol.

Já o Bengalas buscava sair do zero no marcador e, em velocíssimo contra-ataque, a bola sobrou no flanco esquerdo para Guitolê, que tocou por cobertura na saída de Raphael, que se esticou todo e conseguiu espalmar a bola. Na sequência, em novo contragolpe, agora pelo flanco direito, a bola sobra com o mesmo Guitolê, que bateu forte para verdadeiro milagre do arqueiro, que conseguiu pegar também o rebote. Após o lance, tempo técnico.

No intervalo, o juizão mostrou o amarelo para Ângelo. No trilar do apito indicando retorno, os alvinegros foram pra cima. Alemão sofreu falta no meio de campo. Na cobrança, rolou para Ângelo, já de volta, bater forte por cima. No entanto, o Bengalas conseguiu o gol de empate. Também em cobrança de falta, Luiz Fernando bateu rasteiro e o goleiro aceitou.

Com o empate, os amarelinhos cresceram no jogo, recuando o conjunto do Melville, que mesmo assim, continuava a criar jogadas de velocidade. Em mais um contragolpe, Felipe sofreu falta feia de Fábio Leite, amarelado no lance, e na cobrança Ângelo mandou na barreira. Em outro momento, Alemão e Valtinho tabelaram, com este cruzando perigosamente na área e o primeiro não conseguindo finalizar.

Nessa altura do jogo, o Bengalas jogava com mais raça e marcava com mais vigor, enquanto o Melville se atrapalhava na troca de passes no campo de ataque. Essa situação levou à inevitável virada, aos 24 minutos, com Rodrigo Salvador mandando para o fundo da rede após bate-rebate na área.

Na volta para a etapa final, ocorreu o lance mais triste da partida. Em lance casual no meio campo André e Fábio Leite se enroscaram e foram ao chão. André se machucou feio (um de seus companheiros afirmou ter sido um problema na rótula) e teve de sair carregado de campo pelos jogadores de ambos os times. Algum tempo depois, foi retirado do PlayBall de ambulância diretamente para o hospital, onde foi diagnosticado luxação do joelho.

Com o confronto restabelecido, o Bengalas tentou ampliar com duas oportunidades perigosas, uma com Salvador chutando no cantinho, a outra com Fernando Forte batendo forte no meio do gol. Neste o goleirão espalmou e não deu chance para o rebote. Os alvinegros não conseguiam encaixar jogadas ofensivas, e a dupla Felipe e Alemão pressionava, mas sempre parava na zaga e no guarda-redes.

Passado algum tempo, o Melville foi atrás do empate em três lances de perigo. Primeiramente com um chute forte de bico de Ângelo, que Baki pegou com os pés. Em seguida, Alemão bateu forte para a zaga cortar e Felipe mandou uma bomba para o goleiro espalmar.

Como quem não faz leva, o Bengalas ampliou poucos segundos depois com Ritolê, que tocou com categoria na saída do goleiro Raphael. Aí o tempo técnico foi requisitado. No regresso da partida, Ritolê, sempre oportunista, estufou a rede após jogada pelo lado direito. 4 x 1 para os amarelos e jogo praticamente decidido.

O Melville continuava a não conseguir encaixar as jogadas, enquanto o Bengalas crescia cada vez mais no embate. Raphael errou na saída de bola e deu de presente para Guitolê, que mandou por cima. Logo em seguida, em contra-ataque, Salvador recebeu pelo flanco esquerdo e tocou com categoria no cantinho.

O Bengalas estava incansável, criando mais três oportunidades seguidas, uma com Luiz Eric (chute rasteiro para fora) e duas com Luiz Fernando (um cabeceio pelo lado e um chute defendido). O Melville até conseguiu diminuir com uma bicuda de Valtinho que bateu na trave antes de entrar, no entanto, sofreu mais dois gols antes do apito final: o primeiro de Luiz Eric de cara para o gol e o último com o hat-trick de Ritolê, fechando a conta em 7 x 2.

Na próxima rodada, o Melville (8°) tenta a recuperação em jogo de 6 pontos contra o The Veras (7°) enquanto o Bengalas terá um jogaço em duelo de líderes contra o Acidus.

VII Chuteira de Ouro: 7ª rodada: Grupo A
SNG 1 x 1 Kadência

KADÊNCIA ABUSA DA VIOLÊNCIA E GARANTE EMPATE CONTRA SNG

SNG e Kadência fizeram uma das partidas mais esperadas do Chuteira de Ouro, pois punha frente a frente dois campeões. Porém, o resultado foi um jogo com um número pequeno de chances claras de gol e um número enorme de faltas e lances polêmicos, em que o empate acabou sendo um resultado justo.

O SNG começou bem melhor, atacando mais e marcando em cima o adversário. Mas a primeira chegada do Kadência foi em uma falta que Renan chutou na barreira. No rebote, Marquinhos pegou de primeira e isolou a bola. O lance marcou uma melhora do Kadência no jogo, que tinha em Paulinho o comandante de seu ataque. Em bela jogada, ele driblou vários adversários fazendo fila e chutou com perigo.

A partida ficou lá e cá, com os dois times dando a impressão de que não queriam se expor, ou seja, um jogo brigado e disputado principalmente no meio campo cujo receio de sofrer gols era maior que a vontade de fazê-los. O começo ofensivo da partida havia acabado. Entretanto, aos 18 minutos, em boa chegada, Fábio Simões fez 1 x 0.

A marcação dos dois times continuou forte, principalmente por parte do Kadência, que algumas vezes entrava de maneira mais dura. Isto gerou muita reclamação dos jogadores do SNG ao árbitro, que passou (ou pelo menos deveria) ficar alerta, pois era óbvio que o clima do jogo ia esquentar.

Quando a partida se encaminhava para o fim de uma chata primeira etapa, quem dominava a posse de bola e jogava melhor era o SNG. Enquanto isso, o Kadência continuava com forte marcação, irritando os adversários. Na segunda etapa, o que era esperado aconteceu: o Kadência exagerou na falta e acabou machucando um adversário: Fefê se machucou em uma dividida mais forte. Logo depois, outra falta dura e o árbitro enfim resolveu tirar o amarelo do bolso e mostrar para Marquinhos.

No segundo tempo, não é exagero dizer que o Kadência não conseguia atacar, e foi assim que Biro empatou o jogo. O SNG teve outra boa chance com Allan, que arriscou um chute de longe e obrigou o goleiro a fazer uma linda defesa, espalmando para fora. Se até então era só o Kadência que batia no adversário, o SNG cansou de apanhar e ver o adversário sair sem cartões e resolveu entrar na roda. O jogo estava quase virando um ringue de boxe. Aí Allan, que não é nenhum santo, como todos bem sabem, conquistou mais um cartão amarelo para sua vasta coleção e poderá chegar em casa e dizer para sua filha que ganhou o cartão. Mesmo assim, a torcida do SNG, em maior número, contando com a presença de Flávio, manager da Juff – Uniformes personalizados, vinha insistentemente cobrando os árbitros por uma atitude mais firme. Mas esparsos cartões pipocaram, e o jogo ficou violento, com lances mesmo maldosos. Resultado: quem queria ver futebol estava frustrado.

Nos momentos de futebol só dava SNG, que continuava pressionando. Pedrinho, ex-Kadência, perdeu um gol na cara do goleiro. Logo depois, Biro arriscou quase do meio campo e a bola passou com perigo à direita do gol. Já na reta final do jogo, aconteceu o lance que foi o maior causador da polêmica: uma falta dentro da área do Kadência que o árbitro resolveu dar fora!!!! Incredulidade da torcida, mas Memé foi para a cobrança e podia ter feito o gol caso a bola não desviasse em um companheiro do mesmo time que estava junto ao poste direito.

A arbitragem polêmica continuou a reinar na partida e, após forte dividida do goleiro do Kadência com Allan, os jogadores esqueceram-se de jogar futebol. Sorte que este lance foi quase no minuto final do jogo e, para a sorte do péssimo árbitro, a partida acabou sem vencedor. Talvez o que a dupla de árbitros queria, para não se complicar. Imagina se dessem o pênalti?

A polêmica não acabou: cada jogador do SNG que passava perto do árbitro reclamava dizendo que ele acabou com o jogo. Além, disso, o clima entre os jogadores não era dos melhores, pois durante toda a partida o que mais se ouviu foi atleta do SNG acusando os adversários de maldade em algumas chegadas mais duras, e vice-versa.

Infelizmente, um jogo que tinha tudo para ser ótimo virou uma pancadaria com árbitros que não souberam segurar a onda, principalmente da turma do desesperado Kadência, que com 10 pontos tem apenas um jogo a fazer – contra o MachuPichu – e precisará vencer se quiser se classificar. O SNG, com 11 pontos, tem ainda dois jogos pela frente e deve garantir a vaga já na próxima rodada, quando enfrenta o também desesperado Fúria. Mas como todos estão entre 12 e 9 pontos, uma derrota pode complicar qualquer um dos sete primeiros do grupo mais equilibrado que o Chuteira já teve.

VII Chuteira de Ouro: 7ª rodada: Grupo A
Fora de Série 4 x 2 Giro SP

FORA DE SÉRIE ELIMINA GIRO SP

Querendo se recuperar da goleada sofrida semana passada para o SNG por 16 x 0 e ainda manter as chances de classificação, mas já sem esperanças, a Giro SP entrou em campo para encarar a ascendente equipe do Fora de Série, que já levou um susto logo após a saída de bola, quando Batata deu um gás impressionante quase roubando a pelota e pegando uma defesa ainda se formando. Mas foi o FdS quem jogou melhor os primeiros minutos, o que ficou claro com o chute de Du Formiga que o goleiro Dema espalmou.

Com toda a pressão que o Fora de Série fazia, o goleiro da Giro (que afirma ser um amante de futebol de salão, e não de futebol society) levou o primeiro gol do jogo. E, aliás, foi uma pintura. Rodrigo Cunha pedalou diversas vezes diante da marcação pela esquerda e encheu o pé de longe para fazer um golaço. Era até uma bola fácil para o goleiro, mas o sol estava na cara dele e isso claramente influenciou.

A Giro quis reagir rápido, mas chutava muito de longe e às vezes sem a mínima direção. Du tentou novamente de fora da área, mas mandou longe desta vez. Logo depois a defesa da Giro mostrou serviço quando Kadu tentou um chapéu na entrada da área, mas a bola foi afastada rapidamente. O melhor lance da Giro nesta fase do jogo quase resultou em outro golaço: o Flavião acertou um chute fortíssimo de fora da área e a bola explodiu no travessão. Mas o jogo era realmente do camisa 17 do Fora de Série, Rodrigo, que mostrou ser um verdadeiro artilheiro marcando dois gols seguidos e abrindo uma vantagem ótima para sua equipe.

Com 3 x 0, a Giro não veio para jogar como jogou semana passada e resolveu mostrar isso em campo. Chegou a atacar com perigo com Romarinho, que quase marcou um lindo gol de letra, e logo depois ele mesmo tocou para Batata perder um gol feito na entrada da área. Poucos minutos depois, o mesmo Batata perdeu outro gol. A Giro conseguia chegar com perigo e até passar pela defesa do FdS, mas faltava algo a mais, quem sabe acertar melhor o chute. Virou um festival de gols perdidos, pois até Rodrigo Cunha perdeu a chance de marcar o quarto gol dele no jogo e o quarto de sua equipe.

Mas de tanto perder gols, uma hora a bola deveria entrar pelo lado da Giro. E entrou após chute de Batata, que dominou pela esquerda e bateu rasteiro para o fundo do gol adversário. A bola ia para fora mas Maurício chegou ao lado da trave para tocar para dentro do gol, ascendendo uma luz de esperança para uma possível virada que o time tanto precisava para escapar do rebaixamento.

Mas no fim do primeiro tempo só deu Fora de Série, que parou nas mãos do goleiro: ele agarrou junto à trave direita um chute de Kadson Na volta à segunda etapa, o jogo ficou mais disputado e equilibrado. A Giro quase marcou nos primeiros minutos após uma bola rebatida, e o FdS respondeu à altura com chute de longe que levou perigo. A Giro estava melhor e mostrou que entrou em campo na segunda etapa para buscar a virada a todo custo: Flavião chutou de longe e o goleiro teve trabalho para dar uma linda ponte e espalmar. Mas o Fora de Série jogava melhor e chegou a mais um gol: Iago fez ótima jogada individual pela ponta direita, escapando da marcação de dois adversários. Ele poderia ter chutado direto, mas mostrou humildade rolando para a chegada, advinha de quem? Dele outra vez! Rodrigo Cunha entrou livre pelo meio e empurrou para marcar mais um.

A partir daí, a partida ganhou um novo perfil. Não dá para saber se o FdS cansou e amoleceu em um jogo já considerado ganho, pois o time começou a jogar com mais calma, segurando a bola na defesa e atacando pouco. Aliás, os zagueiros do FdS faziam ótima partida, muitas vezes anulando o ataque da Giro, que começou a chutar de longe com mais freqüência, como fez Jefferson, exigindo boa defesa do goleiro. Quando o FdS chegava, a defesa adversária também mostrava que fazia boa partida. Esta foi a fase que o jogo ficou mais disputado, mesmo a Giro chegando com um pouco mais de qualidade.

A última tentativa do Fora de Série na partida foi com Du, que perdeu um gol impressionante: ele entrou livre na cara do goleiro mas não conseguiu marcar. O jogo se encaminhava para o minuto final quando a torcida começou a aparecer. Detalhe: a torcida que marcou presença no final do jogo eram os jogadores do Fúria, que entrariam em campo depois daquela partida, e eles torciam em especial para um único atleta em campo: Batata. A torcida esqueceu de todos os outros jogadores dentro de campo e só queria saber dele, que correspondeu. E como! Batata dominou pela esquerda e fez fila. Driblou três adversários de todo tipo de jeito. Foi seguindo com a bola e quando todo mundo achava que ele seria desarmado, escapava de alguma maneira. Mesmo caindo ele levantava. E ele foi até a linha de fundo e, ao ser derrubado, a torcida foi ao delírio com o pênalti marcado pelo árbitro.

Todos queriam Batata na cobrança, mas ele afirmou ter sentido uma dor na coxa e deixou a cobrança para Flavião, que converteu no segundo gol da Giro para a partida ser encerrada com o resultado de 4 x 2 para o Fora de Série. Com a vitória, o FdS chega á vice-liderança do grupo A com doze pontos. Claro que os empates de SNG, Kadência, Fúria e MachuPichu colaboraram muito, mas como todos os times praticamente estão empatados (entre 9 a 12 pontos), nada está certo para o Fora de Série, ainda mais porque só tem mais um jogo, diante do Fiorella, antes de encerrar sua participação na fase de classificação.

Já a Giro está matematicamente eliminada e na penúltima colocação do grupo, com apenas três pontos, e tem na próxima rodada a decisão contra o Tosco para ver quem cai para a Série Prata.

VII Chuteira de Ouro: 7ª rodada: Grupo B
Bacana 4 x 4 Acidus

BACANA VIRA SOBRE ACIDUS MAS VÊ LÍDER EMPATAR NO FINAL


O Acidus parece fadado a sempre tropeçar no bom time do Bacana e, mais do que isso, no bom camisa 7, Luisinho. É sempre ele a entrar e mudar a história de um jogo já histórico que começa bem para o Acidus e termina mal. Foi assim no torneio passado, quando o primeiro tempo acabou 3 x 1 para o Acidus e no segundo tempo o Bacana virou para 7 x 3. É bem verdade que naquela partida o Acidus desistiu do jogo, deixando à mercê o goleiro Diego, que evitou uma goleada que poderia ser monumental. Desta vez, porém, o time amarelo-limão saiu vencendo por 2 x 0, sofreu a virada para 4 x 2 e buscou o resultado até o fim, alcançando o empate com dois gols do novato Isaac. Mesmo assim, Diego resolveu brilhar e ajudou na recuperação da equipe.

Sem vários jogadores e sem seus goleiros, o Bacana começou com o capitão Marcelão defendendo a meta bacana e sem reservas. O Acidus, apesar de não ter Raphão, Robinho, Marquinhos e Kirk, começou com apenas um jogador no banco, sendo que chegaram na sequência os dois primeiros. E foi assim que o time marca-texto passou a dominar o jogo, ciente de que o adversário estava fragilizado. Primeiros minutos de um jogo morno foram modificados quando o capitão Lói avançou da defesa até o meio de campo e mandou uma sabugada que explodiu no travessão e pingou dentro do gol para abrir a contagem aos 5 minutos.

O gol deu folga ao Acidus, que podia ter ampliado consideravelmente até que Barata ampliasse para 2 x 0. Sem muita correria, o Acidus desacelerou, e os jogadores de ambos os times foram chegando. Bruno Guido assumiu a meta do Bacana e Luisinho chegou para a partida. Já reforçado, o Bacana tinha nas investidas de Rômulo e Yanes as melhores chances, mas eram avanços facilmente interceptados pela zaga improvisada do Acidus até que Raphão entrou no jogo. O Bacana só conseguiu chegar com mais perigo quando Lói deixou o campo após ser nocauteado por Rômulo em jogada de escanteio dentro da área. Em cabeça com cabeça, o zagueiro se deu mal e ficou um tanto grogue, e assim Rômulo tirou do jogo o melhor jogador da partida até então.

Quase que nocauteado, o Bacana pouco produziu de efetivo no primeiro tempo, com exceção de uma bola na trave e um chute pelo alto que Diego plasticamente colocou para escanteio. E o Acidus cansou de desperdiçar gols que lhe custaram caro ao final. Ronei saiu na cara do gol e quis dar um toque de craque por cima do goleiro e teve de ver a bola sair rente à trave. Philip também fez jogada característica, mas demorou para o arremate, facilitando o corte da zaga. Em contra-ataque, Robinho saiu livre na cara do goleiro e, só os dois na jogada, chutou rasteiro para fora. No minuto final do primeiro tempo, Ronei cruzou na medida para Lucas, que cabeceou bonito e teve de se lamentar de a bola ter explodido no travessão.

O intervalo chegou com menos de 25 minutos jogados, e deve ter sido um alívio para o Bacana, que pode arrumar a bagunça que estava o time. No Acidus, parece que as coisas não andaram bem, pois nem deu um minuto de jogo na etapa final, Luisinho toca no meio de Barata e Lucas, Raphão acha que a bola era do volante e Rômulo ficou livre, de frente para Diego, chutar forte e no alto para diminuir.

Como parece ser a sina do Acidus diante do Bacana, o branco surgiu no time. E um jogo que parecia ganho tornou-se um inferno que tinha tudo para ser replay do jogo passado. Ricco, em lance infantil, dá um toque de calcanhar para longe após falta e acaba por receber amarelo. Para piorar, em jogada do Bacana pela esquerda, Raphão comete falta, mas é dada a vantagem. Ao fim da jogada, o zagueiro tomou amarelo, deixando o Acidus com dois a menos. Na continuidade, nova jogada pela esquerda de Rômulo, que cruza para a área. Diego sai com os pés para cortar e encontra Ronei chegando para ajudar. Resultado: o goleiro chutou e a bola rebateu no meia e foi morrer no fundo do gol, decretando o empate. A arbitragem deu o gol a Rômulo. Empate no placar e Acidus ainda com dois a menos em campo.

Aí foi que o Bacana teve as melhores chances. Com dois a mais, tocava a bola e sempre encontrava um atacante livre. E foi aí que Diego começou a brilhar, fazendo belas defesas de chutes de fora da área e mesmo em jogadas dentro da área. Numa delas, tocou para escanteio quando a bola já ia entrando por cobertura. Ele se esticou e tocou de ponta dos dedos. Em outra, também espalmou chute violento vindo da direita.

O Bacana impunha seu ritmo ao ritmo de Luisinho, que não marca gols mas comanda o meio de campo com belos e precisos toques para gol. E foi numa dessas que ele encontrou Yanes livre dentro da área, que teve a tranqüilidade de tocar na saída de Diego forte e no ângulo. Incrível que contra o Acidus Yanes não perde gols.

E Yanes mostrou todo seu faro de gol e sorte contra o Acidus ao, em replay do seu gol do torneio passado no mesmo Acidus. Após passe de Lele Bandoleiro, o camisa 9 dividiu com Lói, que tinha como sua a bola, girou no zagueiro que ficou no chão e saiu sozinho na cara de Diego, não perdoando o goleirão e fazendo 4 x 2. Era um balde de água fria sem tamanho para o líder invicto do Grupo B, que via em pouco mais de 10 minutos o Bacana fazer quatro gol e renascer a história do confronto passado, para desespero do manager Lucas, que já quase sem voz berrava do banco com o time.

Com a vantagem e crente que o Acidus repetiria o mesmo erro e desistiria da partida, o Bacana recuou e passou a explorar os contra-ataques. Com Raphão pendurado em campo e Barata cansado e guardando posição, o Acidus abriu mão de um zagueiro e foi para cima do time vinho do Esperia. Foram 15 minutos de um grande jogo, com Acidus martelando e o Bacana no contra-ataque. E Diego voltou a trabalhar, assim como Bruno Guido, que passou a ser exigido com mais freqüência. E o Acidus atacou, atacou, atacou e não desguarneceu a defesa, coisa que muitos do time queriam que fosse feito.

E assim o Acidus voltou a mandar nas ações do jogo, sendo o Bacana um time perigoso no contra-ataque. Aos 17 minutos, em jogada pelo meio, Isaac acertou um chute rasteiro no canto esquerdo de Bruno Guido, que nem viu a bola entrar diante de tanta gente no meio do caminho obstruindo sua visão. Muita comemoração do Acidus, que via que a postura derrotista não se repetiria, e principalmente de Robinho.

Philip perdeu outro gol ao tentar um corte a mais antes de chutar e Raphão cabeceou para defesa do goleiro. Isaac tentava jogadas pela lateral direita que terminavam com a bola na lateral ou cruzamentos que não eram efetivados com o gol. Num deles, Ronei tocou mas a bola caprichosamente foi para fora. Mas de tanto tentar Isaac foi premiado com o gol de empate. Em jogada individual pela mesma direita, Isaac invadiu a área e, quase já sem pernas, tocou por baixo do goleiro entre 3 zagueiros e decretou o empate.

Com alguns minutos ainda, os goleiros trabalharam e garantiram o empate, pois já não havia tanto ímpeto ofensivo de ambos com receio de sofrer a derrota num contra-ataque. E foi justamente em um deles, no lance final do jogo, que Yanes recebeu pela direita e avançou marcado por Raphão, que tirou limpamente para escanteio. Os dois começaram a discutir e se xingar, fazendo o árbitro amarelar os dois. Raphão, que já tinha amarelo, saiu xingando e tomou o vermelho. Na cobrança, uma cabeça providencial tirou da área o perigo e a juizada, sem querer se complicar, apitou o fim de jogo, mantendo um empate num jogão de bola que encheu os olhos da plateia.

O Acidus chega a 14 pontos e seu segundo empate seguido. Ainda líder, tem o Bengalas pela frente, justamente o vice, com 13 pontos e em ascensão após goleada sobre o Melville. O Bacana atinge os 12 pontos e fecha sua participação contra o Joga 13 na próxima rodada, pois folga na última rodada. Com 12 pontos, a classificação está assegurada, mas seria bom vencer para torcer ainda para ficar entre os dois primeiros e pular uma etapa.

VII Chuteira de Ouro: 7ª rodada: Grupo A
MachuPichu 3 x 3 Fúria

FÚRIA ARRANCA EMPATE LIVERPOOLIANO CONTRA MACHUPICHU


O Machupichu entrou em campo na tarde do último sábado para tentar continuar com a boa campanha – invicta – feita até então. Porém, o adversário não era qualquer um: o Fúria, aliado à sua fanática torcida. Este foi um dos mais empolgantes jogos da rodada, marcada por muita emoção no placar.

Logo no começo do jogo, o Fúria chegou com Gabriel num chute forte de fora da área. Mas a bola foi bem longe do gol. O MachuPichu respondeu rapidamente com uma cabeçada que passou perto. Depois, foi a vez do Fúria quase marcar, em bola parada: após cobrança de falta, a bola foi desviada e acertou o travessão.

Mesmo com o Fúria melhor na partida, foi o adversário quem abriu o placar, e, aliás, em grande estilo. Danilo Silva driblou a zaga rubronegra e bateu de fora da área para fazer 1 x 0. Falando em camisa 7, assim como nas outras partidas do Fúria, Thiago Motta teve uma grande participação neste jogo. Ele mostrou presença desde o início, quando chutou de fora da área, mandando para fora, e logo depois, ao acertar um lindo chute de primeira na entrada da área que assustou o goleiro Pipo. O susto de Pipo foi maior ainda quando, em disputa de bola na área, Thiago Morra chegou atrasado numa tesoura que o acertou em cheio. Foi uma entrada dura, mas sem intenção por parte do atacante, que nem amarelo levou.

O segundo gol do jogo seria também do Machu e saiu após bela troca de passes que parou nos pés de Ricci. Ele avançou pela esquerda, cruzou seu irmão Tebas chegou para conferir. E não demorou para, três minutos depois, aos 20, sair mais um. Taka avançou pela direita e cruzou para Danilo de novo, desta vez junto à trave direita, marcar seu segundo gol e decretar um 3 x 0 sonoros no placar. Ciente da força da torcida, Danilo comemorou junto à grade para provocar, coisa que recebeu xingamentos e uma gritaria de “Fúriaaaaa, Fúriaaaa”.

O Fúria não teve medo e foi com tudo para cima: Luis Gabriel bateu falta, a bola sofreu um leve desvio e o goleiro se esticou todo para tocar para fora. Na sequência, Thiago Mottademonstrou sua habilidade, driblando e chutando para defesa do goleiro. Porém, a chegada mais perigosa do Fúria no primeiro tempo saiu nos minutos finais: o mesmo Motta desviou de calcanhar e quase anotou mais um golaço na partida. A primeira etapa chegou ao fim e o esperado era mesmo os três pontos para o MachuPichu. Só Thiago Motta parecia jogar nesse time.

Mas nada como uma boa conversar para mudar um cenário catastrófico, pois o time voltou com outra cara, exercendo uma pressão impressionante no adversário durante a segunda etapa e finalmente, chegando ao empate. Logo nos primeiros minutos do segundo tempo, o Adriano Motta recebeu bola pela ponta direita e chutou dali mesmo, o que obrigou o goleiro a dar uma ponte espetacular e afastar o perigo. E o Fúria já estava merecendo o primeiro gol. E ele saiu adivinha com quem? Claro, Thiago Motta! Ele bateu forte da direita e marcou um golaço. Foi aí que a torcida furiosa começou a gritar mais ainda, pois viu uma luz no fim do túnel com a chance do empate e quem sabe da vitória.

Quando uma bola foi rebatida na área do MachuPichu e acabou sobrando para Fábio Souza emplacar o segundo gol, a torcida foi ao delírio! Mas o MachuPichu não se assustou com a pressão da arquibancada e teve boa chance com o artilheiro Thiago Branco, apagado na partida, que saiu da ponta esquerda para o meio fazendo boa jogada individual. Na hora do chute, obrigou o goleiro Danilo a fazer uma linda defesa espalmando para frente. No rebote, o mesmo Thiago se desequilibrou e mandou longe do gol.

O Fúria havia crescido mesmo no jogo, e isso ficou claro quando o time realizou uma troca de passes fantástica, deixando a zaga adversária só olhando. Foi quando Thiago Motta recebeu pelo meio para encher o pé e mandar a bola no ângulo esquerdo, marcando mais um golaço e empatando o jogo aos 15 minutos. A torcida foi ao delírio, quase derrubando a grade e fazendo muito barulho, enquanto os jogadores do Fúria comemoraram muito. Porém, o MachuPichu não é time de se entregar facilmente e quase ficou na frente do placar novamente com Danilo, que chutou de fora da área e mandou a bola muito perto da trave. O Fúria respondeu com o mesmo recurso: Felipe Castro experimentou um chute do meio da rua que saiu à direita do gol.

O jogo estava chegando ao final quando a pouca torcida do MachuPichu presente levou um susto! Gabriel recebeu um bolão pela direita, chutou, mas o goleiro mandou pela linha de fundo. No escanteio cobrado, Pipo soltou a bola dentro da área, mas antes que algum atleta do Fúria chegasse nela a zaga aliviou.

Quase no último minuto de jogo, um lance polêmico gerou muita reclamação por parte da torcida do Fúria: um possível pênalti para a equipe que o árbitro não marcou, e de fato não pareceu ser mesmo nada na jogada. E assim foi apitado o fim do jogo, com o MachuPichu mantendo a invencibilidade mas perdendo a liderança para o Fiorella.

VII Chuteira de Ouro: 7ª rodada: Grupo B
Equipe Bróder 5 x 2 The Veras

THE VERAS SE COMPLICA COM DERROTA PARA EB


A bicampeã Equipe Bróder e o The Veras se encontraram na quadra 4 do PlayBall para mais um compromisso pelo VII Chuteira de Ouro. Com 8 e 6 pontos respectivamente, ambas precisavam da vitória para afastar qualquer perigo de ficarem para trás com a ascensão de Melville e Joga 13 na tabela. A EB tinha a volta do sumido Edu e do artilheiro Mutssa, que comandou o ataque do time e ajudou a construir a vitória com 5 x 2, deixando o Veras em situação complicadíssima e garantindo praticamente vaga no mata-mata.

Assim que rolou a pelota a EB tomou conta do jogo. Werner e Mutssa, os dois homens mais avançados do time, desnortearam a defesa rival nos minutos iniciais. Resultado: os Broders marcaram dois gols em pouquíssimo tempo. Antes de marcar, Werner recebeu ótimo passe de Ericão, que apareceu na meia, e bateu com perigo. A bola morreu na rede... mas do lado de fora do gol. Após João Cláudio bater falta pela esquerda, a bola explodiu no peito de Macaco e espirrou, mas ninguém de azul-grená apareceu para pegar o rebote. Mas quem apareceu para buscá-la foi Werner, que disparou com a redonda pelo meio e, da intermediária, acertou preciso chute para abrir o placar. Logo em seguida, pouco depois de Ericão surpreender seu arqueiro e quase marcar um gol de cobertura contra ao tentar afastar bola perigosa, Werner apareceu outra vez para ajudar a EB. Ele encontrou Gabriel Borges dentro da área, que, de prima, desviou para marcar.

Com o segundo gol o The Veras finalmente acordou. A boa equipe passou a apertar o adversário, principalmente com Victor e Nico, mas esbarraram num Macaco em tarde inspirada. Primeiro Moura recebeu passe de Nico e chutou forte. Mesmo parcialmente encoberto, o goleirão fez a defesa. Entretanto, pouco depois o arqueiro quase foi vilão para seu time ao sair de maneira errada para cortar cruzamento. A bola ficou com o atacante do Veras que tentou por duas vezes mas não conseguiu marcar.

A pressão do Veras continuou e, após um lançamento mágico do campo de defesa, Caio apareceu pela direita nas costas dos zagueiros. Ele desviou de leve a bola, o suficiente para fazer o gol. Contudo, quando parecia inevitável que a bola entrasse, Macaco fez uma defesa incrível ao se esticar todo e dar um tapinha de mão direita na bola. Enquanto o Veras tentava tirar o seu zero do placar, os bróders levavam perigo no contra-ataque. A equipe tocou bem a bola até ela chegar em Gabriel na ponta esquerda, que rolou para Mutssa livre dentro da área. Numa fração de segundo que o atacante demorou, Deco apareceu com um pé salvador e travou a investida adversária.

Mesmo tendo desperdiçado algumas chances para marcar, o Veras conseguiu descontar com João Cláudio no último lance do primeiro tempo, aliás num lance que gerou certa reclamação por parte da EB. Após bola ser alçada na área, Moura subiu para tentar cabecear a pelota e trombou com os zagueiros e com o goleiro. Na confusão, o arqueiro ficou no chão e João aproveitou para encher o pé e descontar. Fim de primeiro tempo e 2 x 1 no placar.

Logo que as equipes retornaram, a EB recuperou o mesmo futebol do início de confronto, ou seja, foi para cima do rival, que havia terminado melhor a primeira etapa. Aproveitando o homem a mais após João Cláudio tomar cartão amarelo, os bróders trataram de aumentar a vantagem. No campo de ataque, Werner tocou para Edu chegar batendo e, no contra pé de Benga, anotar o terceiro da EB. Na seqüência, ainda com um jogador a menos, o Veras foi outra vez castigado: Mutssa ganhou dos zagueiros na entrada da área e chutou para fazer 4 x 1.

Imediatamente depois de ter levado o quarto tento, o The Veras pode retornar seu jogador suspenso pelo cartão, e logo na saída do meio Victor foi oportunista para marcar o segundo de seu time. Pouco depois ele mesmo fez a jogada na esquerda e inverteu a bola para Moura, que bateu de primeira mas foi travado providencialmente por André Lapa dentro da área.

O Veras se lançava para cima do rival e dava pinta de que, assim como na primeira etapa, a pressão renderia frutos. Mas isso só até aparecer Mutssa de novo que, com um golaço de bicicleta inesperado encobrindo Benga, definiu a partida e garantiu mais essa vitória para os bróders, que fazem ótima campanha no grupo da morte.

Ainda restavam alguns minutos para o término, e Mutssa teve outra chance para marcar e pedir a música. Ele ficou cara a cara com Benga, que dessa fez cresceu e foi arrojado ao se lançar nos pés do jogador e fazer ótima intervenção. Mostrando a união do time Victor vibrou muito com seu goleirão após a espetacular defesa. No restante do jogo o Veras se mandou de maneira desorganizada ao campo de ataque, oferecendo o contragolpe ao adversário. Mutssa lançou Marcelinho sozinho no campo de ataque, mas o jogador se precipitou e acabou chutando de qualquer jeito, desperdiçando uma chance claríssima de gol. E esse foi o pique do fim de partida, pois o The Veras tentava mas não passava pelos marcadores, com destaque para Ericão e Gabriel, que fizeram vários desarmes.

Ótimo jogo que teve, no apito final do árbitro, muita festa dos bróders, que se abraçaram e comemoraram mais esses três pontos, enquanto no Veras só lamentação e uma saída irada do capitão Pedro, inconformado por mais uma derrota e as chances de classificação cada vez menores.

VII Chuteira de Ouro: 7ª rodada: Grupo A
Fiorella Brasil 4 x 1 Kiaka

FIORELLA CHEGA À LIDERANÇA COM VITÓRIA SOBRE KIAKA


Já era noite quando Fiorella e Kiaka começaram mais a última partida pelo Grupo A. Considerada por muitos a melhor equipe do campeonato, o Fiorella demorou para ser a equipe conhecida de todos pois o Kiaka começou muito melhor e partindo para cima. Logo nos primeiros minutos, Rodrigo Dodo bateu de fora da área e a bola passou à esquerda da trave, assustando o goleiro sertanejo Fonseca. De falta, o Fiorella tentou com Ari Silva, mas ele mandou na barreira. No rebote, ele mesmo encheu o pé e acertou um jogador do Kiaka.

Não demorou para quase sair um golaço que levaria ao delírio a torcida do Kiaka, que mais uma vez marcou presença na arquibancada da quadra 5. Wellington driblou quase toda a defesa adversária e bateu forte na entrada da área. O goleiro foi obrigado a fazer uma linda defesa, mandando a bola para escanteio. O jogo ficou corrido, com as duas equipes criando muitas chances. As melhores do Fiorella no primeiro tempo aconteceram uma atrás da outra. Primeiro, Van-Van chutou de fora da área e para fora com muito perigo. Alguns minutos depois, Sérgio Barros bateu uma falta com muita categoria, obrigando o goleiro a espalmar. No rebote, Ari ficou cara a cara com o goleiro e conseguiu mandar para fora!

O jogo entrou em um período chato, apesar de continuar corrido e pegado. As duas defesas trabalhavam bem, portanto, os dois corredores laterais do campo eram muito utilizados, explorando a velocidade, mas quando alguém recebia pelo meio e preparava o ataque, um adversário sempre estava bem colocado para afastar a bola. Mesmo assim, achando um buraco na zaga do Fiorella, Dodo recebeu pela direita e chutou para abrir o placar. Ele mesmo quase marcou o segundo em seguida, mas mandou para fora. Já era fim de primeiro tempo quando o Kiaka começou a dominar a partida. E a última chance da primeira etapa foi com o Juan Carlo, que chutou de longe mas errou o alvo.

Assim como o intervalo foi decisivo para o Fúria no jogo anterior, aconteceu o mesmo com o Fiorella, que voltaria com o pé calibrado para fazer quatro gols. O Kiaka retornou cheio de vontade de aumentar a vantagem, tanto que com uma jogada rápida de Wellington com Dodo,só não marcaram porque a zaga foi providencial para afastar. E com 5 minutos jogados, o Fiorella reagiu e Sérgio Barros empatou de dentro da área.

O Kiaka, talvez sem conhecer a fama do Fiorella, foi com tudo para cima do adversário e chegou a perder um gol feito com Abreu. A resposta veio com Tiago Silva, que assustou a torcida do Kiaka ao avançar pelo meio e ser travado na hora do chute por Alexandre Bola.

Jogo aberto, até pelo espaço da quadra maior, as laterais eram o caminho para a vitória. E foi por aí que Ari recebeu cruzamento dentro da área e empurrou para dentro do gol. A virada mexeu com o Kiaka, que parou de jogar bola e passou a só discutir entre si. Quem saía, reclamava que saía. Quem entrava, ouvia o que tinha de sair falando e esbravejando. Quem estava no banco, torrava o técnico para colocá-lo no jogo. E assim foi que só deu Fiorella a partir de então.

O time da ótica cresceu de uma maneira espetacular e começou a mostrar para o que veio. Em cobrança de falta, Sérgio Barros marcou um dos mais lindos gols de falta do Chuteira. Quadra grande, quase do meio de campo, ele mandou um balaço no ângulo que uniu força e técnica para a bola fazer a parábola e estufar as redes depois de ainda tocar no travessão.

O jogo estava praticamente ganho, mas a equipe queria mais: Rogério Silva tentou um “meio” voleio de fora da área e quase marcou o quarto gol. Ari Silva era o símbolo do Fiorella em campo: marcava bem e atacava bem, principalmente pela direita, que era um verdadeiro corredor para que o atleta desfilasse seu bom futebol. E sua atuação foi brindada com mais um gol, que veio após receber um cruzamento que o atleta aproveitou e pôs na rede.

Fim de partida (e de rodada), o Fiorella ganhava mais três pontos e confirmava a primeira colocação do grupo. Encara o Fora de Série, também com 12 pontos, enquanto o Kiaka tem uma decisão contra o Fúria. Quem perder ali diz praticamente adeus...

VII Chuteira de Ouro: 7ª rodada: Grupo A
Joga 13 6 x 3 Atlético Pagalanxe

JOGA 13 VENCE OUTRA E ENTRA NO G-6


Após conquistar sua primeira vitoria na VII edição do Chuteira de Ouro contra o The Veras na última rodada, o Joga 13 encarou o lanterna Atlético Pagalanxe. E nada melhor para uma equipe que tenta se firmar dentro da competição do que enfrentar um time pior na tabela. Já o Pagalanxe tentava fugir da rabeira e tinha contra o 13 a chance de deixar a lanterna. Contudo, parece que os homens do Pagalanxe não são tão homens assim, pois abandonaram o capitão Bruno Corneta, que mais uma vez teve jogadores contados e jogou sem reservas.

Quando rolou a bola o Pagalanxe tinha apenas seis jogadores dentro de quadra, o goleiro estava atrasado e ainda não havia chegado ao PlayBall. Com isso o capitão Bruno assumiu provisoriamente o posto de arqueiro. Com isso, era evidente que o gol do Joga 13 era apenas uma questão de tempo. No entanto, enquanto o 13 tocava a bola e tentava mansamente chegar a meta rival, Rodolfo arriscou do meio da rua e a bola passou com perigo à esquerda do gol de Caieras. Passado o susto, o 13 fez valer, se não um empolgante futebol, o seu jogador a mais e abriu o placar com Rafinha. Após bola cruzada na área, ele apareceu para desviar para as redes e anotar.

Ainda com sete contra seis, Choco pedalou e passou por seu marcador na ponta esquerda, o atacante ainda tentou tocar para Lele dentro da área, mas o improvisado goleiro foi esperto e agarrou a bola. Passados alguns minutos de embate, finalmente cruzou o portão da quadra 4 o goleiro Leo Almeida, gerando a pergunta que não quer calar – por onde andaria Erich, que não aparece há 3 jogos? Com a devida autorização do árbitro ele assumiu o posto de goleiro, liberando seu companheiro a atuar como jogador de linha, agora em sete contra sete. Nem bem o atrasado goleiro chegou e um inspirado Choco lhe deu as boas vindas: o camisa 21 fez fila na defesa adversária, deixou Luciano e João Feitero no chão para marcar um golaço.

O 13 ainda comemorava o segundo tento marcado quando Luciano apareceu para descontar. O Pagalanxe agora já tocava a bola, deixava de ser unicamente pressionada e entrava de vez no jogo, para alegria de seu falante técnico. Nesse momento a partida ficou equilibrada, nem tanto por um futebol de encher os olhos de quem acompanhava, mas muito mais pela embolação do meio de campo, com muita marcação e passes errados.

Mesmo com o Pagalanxe se esforçando o 13 era melhor. A trave salvou o time branco-laranja duas vezes em chutes de Zóio, até que ele conseguiu marcar. Primeiro Zóio apareceu dentro da área para desviar de primeira no poste direito; pouco depois, após Julio Cruz fazer falta no meio e receber amarelo, ele matou a pelota e mandou um chute forte no travessão. Para sua sorte, a redonda voltou para o próprio tocar sem chances para o goleiro e anotar 3 x 1.

O 13 não era brilhante, nem mesmo jogava tão bem quanto no confronto com o The Veras, mas impunha seu futebol e fazia o placar. Do lado do Pagalanxe, ainda na primeira etapa, o carequinha Rodolfo era o melhor disparado em campo e foi quem mais ameaçou o gol de Caieras. O rápido jogador obrigou o goleirão a fazer pelo menos duas boas intervenções antes que o árbitro decretasse final de primeiro tempo.

Logo que começou a segunda etapa Lele foi oportunista para anotar o quarto gol da trezera. O pivô recebeu lançamento do campo de defesa e desviou para as redes. Contudo, no lance seguinte Rodolfo arriscou do meio e mostrou que o Pagalanxe não havia se entregado, a bola foi venenosa e triscou na trave do Treze antes de sair. No lance seguinte o mesmo Rodolfo foi feliz e acertou forte chute para diminuir. 4 x 2 e muita vibração do atacante.

Após os gols marcados no início do segundo tempo, a partida ficou morna, isso até Rodrigo se preparar para bater falta na esquerda do ataque. O capitão do Joga 13 acertou a barreira na cobrança, mas a redonda voltou para ele, que acertou uma bomba para anotar o quinto gol de sua equipe. Em seguida, na saída de bola, Rodolfo arriscou despretensiosamente do meio da rua e Caieras aceitou o chute fraco num frangaço monumental do goleirão, que nem com as penas ficou nas mãos. Homenagem do santista Caieras a Fábio Costa talvez.

Nos minutos restantes, já com o jogo definido, o 13 continuou melhor. A equipe ainda teve tempo para fazer o sexto com Calado. Caieras, após levar o frango e pedir desculpas a seus companheiros, também teve tempo para fazer boa intervenção na cobrança de falta executada pelo camisa 10, Julio Cruz.

Com o resultado final, o Joga 13 larga de vez a lanterna no colo do Pagalanxe, se distancia cada vez mais da rabeira da tabela e já pensa na fase de mata-matas, até porque chegou à 5ª posição do grupo, com 7 pontos ao lado do Estudiantes e ajudado pela derrota do Melville Power. Já o Pagalanxe, ah, o Pagalanxe... Algo diz que a luz prata já brilha no fim do túnel, até porque os laranjinhas só têm mais um jogo pela frente. Para não cair, precisaria vencer e torcer para Melville (5 pontos) perder ou The Veras (6 pontos) sofrer duas boas goleadas...

COBERTURA DOS JOGOS DO I CHUTEIRA DE PRATA:


I Chuteira de Prata: 7ª rodada:
Xoro Paro 4 x 7 Babilônia

BABILÔNIA VENCE XORO PARO E SEGUE NO G-8


Os primeiros lances mostrariam a toada da partida. Logo na saída de bola, o Babilônia abriu o placar com Tonhão, num chute rasteiro de fora da área. Na sequência, mais uma jogada veloz, mas Danilinho chutou para fora. O jogo começara, apesar do placar, truncado no meio de campo, com os rubronegros melhores posicionados em campo. Contudo, o próximo gol seria o de empate do XP, com jogada de Thiago Leme pela esquerda, que chutou rasteiro e o goleirão James aceitou.

Com o empate, o jogo ficou lá e cá novamente. Os camisas 10 de cada equipe, Kuminha (Xoro) e Danilinho (Babilônia), mostraram a que vieram. Danilinho, em 2 lances consecutivos, mandou a bola perto do gol de Dalton, enquanto Kuminha tentava jogadas individuais, uma inclusive, belíssima, em que, após tabelar, passou por três jogadores e acertou a trave cara a cara com o goleiro, em lance que ele se lamentou muito.

E o empate persistiu por algum tempo. Ambos os times criavam boas oportunidades, mas falhavam na concretização. O XP tocava a bola com velocidade, mas esbarrava na marcação. Todavia, teve chances com Kuminha em cobrança de falta para fora e com Thiago por duas vezes, uma um chute fraco defendido por pelo goleiro e outro perigoso que saiu pelo lado do gol. O Babilônia, por sua vez, insistia muito em lançamentos do campo de defesa, criando chances com Daniel San, que passou por Fábio Henrique mas foi travado na hora H, e com Wesley, que mandou um balaço de longe acertando a trave direita de Dalton. Pouco depois o mesmo Dalton faria pênalti não marcado no mesmo Wesley que o juizão mandou seguir.

Nisso, o Babilônia foi pra cima, criando cinco finalizações de fora da área: a primeira, uma falta cobrada por Vini Love que explodiu na barreira e saiu, seguindo-se de um chute forte de Daniel pelo lado, um balaço de trás do meio-campo de Rafael por cima e um arremate de Danilinho à meia-altura, respectivamente. Na última, e mais perigosa, Dalton defendeu chute de Wesley na entrada da área.

Porém, como diz o ditado: quem não faz, leva. Em escanteio cobrado por Kuma, a zaga furou, sobrando para Kuminha chutar. James fez um verdadeiro milagre, no entanto, no rebote, Fifo mandou para o fundo das redes. Com a virada, os alvirrubros cresceram na cancha. Impondo-se no jogo, adotaram uma postura mais consistente e, antes do final do primeiro tempo, Kuminha, sempre ele, bateu forte para a defesa de James.

Com o retorno do jogo para a etapa final, o Babilônia, como imaginado, foi em busca do resultado e logo no início Dalton espalmou chute rasteiro de Danilinho. Entretanto, no lance seguinte Fabiano conseguiu marcar após bomba de esquerda no canto, empatando o pleito.

Logo o pingue-pongue de chances foi restabelecido. O Babilônia, sempre com seus lançamentos, criava chances com Rodrigo Cruz em cabeceio errado; Vini Love, em cabeceio acertado e um lance confuso, no entanto perigoso, que culminou com uma bela defesa de Dalton e uma bola na trave no rebote. Já o Xoro chegava com Thiago (chute para fora) e Kuminha com um tirombaço no travessão.

A 2ª virada da partida aconteceria minutos depois, com Fabiano estufando as redes em chute no cantinho. Contudo, a reação do XP não tardou a vir. Cerca de um minuto depois, Kuma soltou o pé, o goleirão defendeu, mas Kuminha empatou a batalha no rebote.

Pouco tempo depois, seria requisitado o primeiro tempo técnico. O descanso parece ter sido mais proveitoso para a equipe dos babilônios, pois logo no retorno eles tomaram novamente a dianteira do placar. Vini Love bateu rasteiro pelo flanco direito, a bola tocou na trave antes de bater nas costas de Dalton e entrar.

O XP tinha dificuldades em criar, enquanto o Babilônia se organizava e crescia na partida. Danilinho conseguiu dar uma linda bicicleta após bate-rebate na área, mas a bola saiu pelo canto do gol, não dando chance nem de Tonhão chegar para desviar. Logo depois, o mesmo camisa 10 desabou após levar uma bolada no meio-campo, e o jogo se paralisou novamente.

Sempre voltando com fome após intervalos de jogo, novamente o Babilônia marcou. Dessa vez, Tonhão, pelo flanco direito, tocou na saída de Dalton, ampliando o escore. Os alvirrubros, necessitando de gols, foram ao ataque e não tardaram a atingir seu objetivo. Após cruzamento de Fifo, Kuma chutou mascado. Por sorte, a bola resvalou no zagueiro, dando nova oportunidade para o camisa 9, que, dessa vez, não desperdiçou.

Tentando nova reação, o XP avançou. Kuminha, pelo meio, deu uma bicuda no ângulo, para bela defesa de James. Com mais espaço no campo de ataque, o Babilônia também criava e, após mais um lançamento, dessa vez do goleirão, a bola sobrou para Rodrigo, que bateu forte, mas parou nos pés de Dalton. Lance muito semelhante aconteceu minutos depois, mas em conclusão de Fabiano.

Thiago, Fifo e Kuminha buscavam como podiam igualar o marcador, primeiramente, Kuminha cruzando próximo ao gol, mas Fifo não alcançou a redonda. Em seguida, chance perigosa em rápido contra-ataque, com uma habilidosa triangulação entre os três, bateu ao lado da meta babilônica. Após o lance, novo tempo técnico.

Já agora quem voltou com fome de bola foram os “vermelho-e-brancos”, que tiveram 2 chances, uma com Fifo (que saiu por cima) e outra com Kuma, que obrigou James a fazer nova boa defesa. No entanto, a pressão não durou muito, pois os babilônios não deram mole e em 3 lances fecharam a conta. No primeiro, bola perigosíssima em chute cruzado de Rodrigo explodiu na trave; no segundo, contra-ataque e gol de Danilinho após dois chutes. Antes do último, ainda deu tempo de Kuminha chutar com perigo no canto esquerdo do goleiro. No entanto, na seqüência, Vini Love fechou o placar em 7 x 4 para o Babilônia.

Na próxima rodada, o Xoro Paro (10º colocado, enfrenta o atual líder Roleta Russa. Enquanto o Babilônia (7º) pega o Forza Leone (8º), em jogo de 6 pontos.

I Chuteira de Prata: 7ª rodada:
Forza Leone 6 x 0 Katimba Antlers

FORZA LEONE SE RECUPERA GOLEANDO KATIMBA


Forza Leone e Katimba Antlers entraram em campo na quadra 5 brigando para fugir das últimas colocações. Katimba, com 4 pontos, e Forza, com 6, lutavam para ver quem continuaria na briga pela classificação com mais propriedade após terem perdido na rodada anterior para os Roletas. O Forza vinha de uma derrota doída para o Olímpico, enquanto o Katimba de uma goleada para o Principal. Ao final, deu com sobras Forza Leone, mas quem começou melhor foi o Katimba, que com Paulão apertou a saída de bola e ganhou, mas chutou de maneira afobada, desperdiçando uma ótima chance.

Mas a partir daí o Forza Leone, sem Bruninho, passou a comandar o jogo e logo aos 5 minutos marcou seu primeiro tento, com Du só empurrando a bola para dentro rebote após Chapolin receber livre pela esquerda e chutar forte para grande defesa do goleiro. Logo depois, o mesmo Du perdeu a chance de fazer o segundo ao chegar cara a cara com Penna, que fez excelente defesa.

O gol abalou o Katimba, que via as melhores jogadas do Forza saírem dos pés do habilidoso Wellington. A melhor chance criada por ele foi um chute de longe que obrigou Penna a dar uma ponte no canto esquerdo para buscar. Aliás, chute de longe era a tática mais utilizada pelo FL. Às vezes até de maneira equivocada devido à fragilidade da defesa adversária. Alemão podia ter tocado a bola após uma rápida jogada de contra-ataque mas se afobou e preferiu chutar de longe sem a mínima direção. E assim a pressão do FL prosseguia e outra chance clara de gol foi quando Bruno Neves tirou de cabeça uma bola que já estava atravessando a linha do gol, salvando o segundo gol dos leões.

Wellington ainda era o melhor em campo, com grandes jogadas individuais na defesa e no ataque. Era a verdadeira locomotiva do time, apesar de adorar se jogar para cavar faltas. O goleiro do Katimba continuava salvando sua equipe com grandes defesas, como em chute do Chapolin, que avançou pela esquerda e arriscou um com muita força.

Faltando aproximadamente cinco minutos para o fim da primeira etapa, um fato inusitado aconteceu: o árbitro apitou o fim da primeira etapa antes da hora. Alguns jogadores acharam estranho mas já estavam se retirando para o intervalo quando a dupla lembrou que o Chuteira joga com 25 minutos e chamou a galera de volta ao jogo para completar o tempo regulamentar. Mais atenção, juizão!

No fim da primeira etapa não houve muita mudança no perfil do jogo, mas o Forza Leone se fechou bem e não deixou o adversário criar chances de gol. O tão elogiado goleiro do Forza quase não tinha tocado na bola até então. A única jogada de perigo do final do primeiro tempo ocorreu após uma linda troca de passes que Alemão chutou para defesa do goleiro junto à trave direita. Foi então que o juiz apitou o fim da primeira etapa na hora certa.

Começou o segundo tempo e o Katimba continuou o mesmo. Gerard se afobou e tocou contra o próprio gol. Sorte que o goleirão estava atento mais uma vez e acabou pegando em cima da linha. Nem parecia o mesmo time que encarou o É Verdadeee há algumas semanas e fez uma ótima partida. Claro que apesar de ser um time invocado, o Forza tem uma equipe que, além de boa, é extremamente competitiva. Até demais às vezes, pois é difícil achar uma partida do FL que não tenha qualquer tipo de discussão. Desta vez foi Wellington com o árbitro. Claro, pois o camisa 9 se jogava cada vez que alguém encostava nele.

O Katimba Antlers deu uma boa melhorada e chegou a levar perigo ao gol adversário nessa fase da partida: Gabriel fez ótima jogada pela direita, rolou para o meio e Russo chutou para fora, desperdiçando uma ótima chance. Um dos líderes do Katimba em campo era o goleiro Penna, que viu uma boa chance da equipe empatar o jogo e começou a gritar para o time se comunicar e que essa era a única maneira de chegar ao gol. Quando o mesmo Gabriel acertou o travessão, os ânimos melhoraram ainda mais, porém, o Forza Leone marcou o segundo gol após um lance muito polêmico: Wellington recebeu um lançamento longo e desta vez ele não se jogou – derrubaram ele. O árbitro apontou falta quase junto à linha da grande área, o que gerou muita reclamação por parte da torcida do Forza, que queria pênalti. Wellington fez a cobrança com jogada ensaiada para Chapolin, parado junto ao poste, e este só empurrou para o gol.

O Katimba tentou uma resposta rápida em boa troca de passes que resultou no chute do Russo. O goleiro Muralha fez boa defesa. E assim o Forza marcou o terceiro com Vagnão, que recebeu bom cruzamento da direita para colocar a bola no gol. O Katimba respondeu com a cabeçada de Marcelo para fora. Se Wellington era o melhor em campo pelo Forza, era fato que o melhor pelo Katimba era Palhuca. Ele marcava e orientava o time com qualidade e quando se aventurou em cobrar uma falta, mandou a bola muito perto do ângulo, quase marcando um golaço. Porém, foi o camisa 3 do Forza, Pedro Filipe, quem marcou em cobrança de falta: ele bateu no meio do gol e o goleiro aceitou.

A partir daí, só deu os leões lance atrás de lance. Alemão acertou a trave esquerda após chute forte do meio, em seguida Wellington cruzou para Pedro marcar o quinto e, já nos últimos minutos da partida, o Forza teve um pênalti a seu favor que a torcida queria que o goleiro cobrasse! Mas ele mostrou humildade e quem bateu foi Alemão, que anotou seu merecido gol batendo no canto esquerdo alto enquanto o goleiro pulou para direita.

Fim de jogo e sorte do Katimba que o Basicus também não somou três pontos. Com quatro pontos e na penúltima posição, e ainda com o título de equipe mais vazada do torneio – 33 gols tomados – tem uma decisão contra o Basicus no dia do trabalho para ver quem fica com a lanterna. Já o Forza Leone, mesmo ganhando, está distante dos primeiros colocados – tem apenas 9 pontos e ocupa a oitava colocação. O time encara o Babilônia, que somou 10 pontos e tem briga direta por uma vaga.

I Chuteira de Prata: 7ª rodada:
Roleta Russa Olímpico 4 x 1 Basicus

RR OLÍMPICO VENCE E DEIXA BASICUS MAIS LONGE DA CLASSIFICAÇÃO


O jogo entre Roleta Russa Olímpico e Basicus era um dos jogos mais esperados da rodada do Chuteira de Prata. As pessoas queriam ver como seria a atuação de Renan Lamarck contra seu ex-time. O jogo começou com o Basicus exercendo uma leve pressão, deixando clara a proposta do Roleta no jogo: explorar o contra-ataque contra a cheia de falhas zaga rosa. Tanto que logo no início do jogo Gui foi obrigado a colocar a mão na bola e levar o amarelo por parar contra-ataque do Roletinha.

O Basicus não se intimidou com os contra-ataques e partiu para cima. Martins avançou pela esquerda e cruzou rasteiro, na segunda trave, para o mesmo Gui, que acabara de voltar da punição, completar para o gol vazio. Mas não deu nem tempo de comemorar, pois o Roletinha empatou o jogo em cobrança de falta de Folha, que começava a brilhar na partida. Quase do meio de campo, ele mandou um tiro nem tão forte que passou por entre a barreira e Emílio aceitou.

Pois vezes se viu um gol mexer tanto com um time, mas fato é que o Basicus sentiu o gol e parou de pressionar. E a virada era questão de tempo, até que, aos 15 minutos, o gol saiu em jogada que começou dos pés de Foguinho, uns do melhores em campo, distribuindo bem o jogo. O zagueiro tocou para Ceron na direita, que cruzou rasteiro. A bola passou por Bolas e pelo goleiro Emílio, que ficaram só olhando Brian, na segunda trave, quase em cima da linha, tocar sem nenhum trabalho para o fundo do gol.

Vendo que o time não estava como no início do jogo, Barath pediu o tempo técnico, mas pareceu não ter adiantado muita coisa. No primeiro lance após a parada, Foguinho mandou uma bola na trave de Emílio. No lance seguinte, o Basicus perdeu a bola no campo de ataque, Folha puxou o contra-ataque e, em um chute rasteiro de fora da área, mandou no canto direito de Emílio, que nada pode fazer para impedir o 3 x 1.

Quase no fim do primeiro tempo o Basicus resolveu pressionar. Louiz deu rebote dentro da área e deixou a bola nos pés de Martins, que dominou, cortou o goleiro e chutou. Mas eis que Louiz mostra por que cresce em jogos mais pegados e se recuperou para fazer defesa milagrosa. Em outro lance, Fefe foi cortando pelo meio e teve tempo de escolher onde chutar. Escolheu e a bola caprichosamente beijou a trave direita de Louiz, que só ficou olhando, estático no meio do gol.

Antes de acabar o primeiro tempo, Brian teve a chance de ampliar o placar. O atacante do Roletinha arriscou o chute do meio de campo e Emílio fez bela defesa. No segundo tempo as equipes caíram de produção. O jogo ficou muito truncado no meio de campo e os dois times erravam muitos passes. Em um desses erros, Folha tocou de cabeça para Mendes, que não alcançou a bola e, com a mão, tentou dominar. O árbitro viu e amarelou o jogador.

O segundo tempo ia passando e quando viu que o placar estava garantido, pois o Basicus não conseguia levar perigo ao gol, o treinador do Roletinha, Baru, resolveu colocar Billy Joe em campo, que fez sua estréia com estilo, desarmando e mandando para o mato quando era preciso.

O jogo se encaminhava para o final e as equipes resolveram partir para o tudo ou nada. Bruninho recebeu de costas para o gol, girou e chutou, mas Louiz defendeu. No contra-ataque, Folha ajeitou para Brian na entrada da área. O atacante chutou e a bola foi pela linha de fundo. Cachopa, outro que finalmente jogou, também tentou fazer o seu depois de receber a bola na direita. O jogador, que também é mascote do Roleta, chutou cruzado, mas a bola saiu pela linha de fundo.

Barath, vendo que a marcação de seu time estava frágil, resolveu voltar a campo o volante Renan Lamarck, até então o jogador tinha feito um primeiro tempo razoável, mas não tinha voltado para o segundo tempo devido ao cansaço. Mostrando raça, o volante correu, marcou e deu carrinho. Em um lance, Lamarck chegou a perder a caneleira, coisa que o goleiro Louiz reclamou para o árbitro que o jogador estava sem o equipamento. O volante, nervoso com a situação, pegou a caneleira e quase esfregou no rosto do goleiro do Roleta, que parecia mais preocupado em apitar o jogo do que jogar.

Mas o lance – cômico por sinal – que mais chamou a atenção foi protagonizado pelo mesmo Lamarck. Com o jogo parado por causa de uma falta a favor do Basicus na meia esquerda, ele, em mais uma cena inusitada do campeonato, abaixou o calção de Cachopa. O árbitro, ao ver o que ele tinha feito, mostrou-lhe o cartão amarelo. Não contente em ficar dois minutos fora, o camisa 5 resolveu chutar o balde e xingou o homem de preto e amarelo. Para quê? O vermelho saiu na hora do bolso do árbitro e coroou uma jornada que se mostrava péssima ao jogador. Já fora de quadra, ainda foi possível ouvir Lamarck reclamar que o time do Roleta estava chorando muito em relação à arbitragem, o que não deixava de ser verdade, mas também não deixa de ser algo normal.

No final do jogo, com um jogador a mais e com Folha em tarde inspirada, o Roleta chegou ao quarto gol e fechou o caixão. Antes do apito final, Bruninho tentou descontar para o Basicus. Depois de fazer fila o atacante parou na boa defesa de Louiz.

Com a vitória o Roleta Russa Olímpico chega a 13 pontos e assume a 5ª colocação da competição, passando o Locomotiva Tarja Preta, que perdeu para o Roleta Russa principal. Já o Basicus continua na lanterna com apenas 3 pontos marcados e busca fugir da incômoda posição diante do Katimba na próxima rodada.

I Chuteira de Prata: 7ª rodada:
Treinadores do Braz 4 x 3 Primatas

MAIS UMA VEZ SOFRIDO E DE VIRADA, TREINADORES VENCE E ASSUME VICE-LIDERANÇA


Treinadores e Primatas entraram em campo determinados a conquistar a segunda colocação do campeonato. Se o Primatas vencesse, poderia mesmo ser o líder caso o Roleta não vencesse o Locomotiva. Para o Treinadores, era a oportunidade de confirmar a ascensão e atingir ao 14 pontos, deixando para trás os demais e se consolidando na vice-liderança.

O Primatas era favorito por ter vencido os jogos passados com mais facilidade que seu adversário Treinadores, já reconhecido como um time que faz das tripas coração para arrancar 3 pontos. Pois bem, dessa vez não foi diferente: com outra boa virada o time do Braz garantiu a vitória e se coloca entre os times que poderão levantar o caneco ao fim da competição.

Ao começar a partida, era fácil apostar numa vitória do bom time do Primatas, não só pelo retrospecto do campeonato, mas porque os garotos começaram a 100 por hora enquanto o Treinadores somente assistia os dois gols que saíram logo no início. Os dois tiveram participação da dupla Gui e Rafinha, coisa normal pois é dos pés dos dois que sai a maioria dos gols da macacada. Primeiro Rafinha fez jogada pela lateral e deu passe cruzado para Gui que, entre dois zagueiros, conseguiu chutar e abriu o placar. Na jogada seguinte foi a vez de Rafinha levar pela direita e chutar cruzado, sem chance para o goleiro Criança. 2 x 0 em 8 minutos de jogo.

Os gols fizeram o time do Braz acordar e entrar na partida, tendo mais tranqüilidade e mantendo a bola nos pés. Em sua primeira jogada de real perigo, Binho chutou forte, Vitinho rebateu e teve o azar da bola cair nos pés do atacante Peruca, que deixou o seu. Ainda houve tempo para que os treinadores empatassem no primeiro tempo. Dessa vez quem tocou foi Peruca, e Leandro Cézar acertou belo chute de primeira, que o goleiro só assistiu balançar as redes. 2 x 2 em um primeiro tempo muito equilibrado.

A segunda etapa começou com um belo rolinho de Binho na lateral que foi parado de forma dura. Em seguida, o zagueiro do Treinadores resolveu escorregar, mas na hora e lugar errado, fazendo com que o Orley aproveitasse a falha e deixasse o seu. Primatas voltava a estar na frente. Logo que o Treinadores começava de novo a tomar sufoco, o time começou a se desentender, o nervosismo deixou o jogo mais pegado e com entradas duras dos dois lados, que praticamente não foram punidas pela arbitragem – apenas um amarelo foi mostrado. O Treinadores só se acalmou após empatar a partida, em cobrança de lateral que Peruca cabeceou para trás. Vitinho, que saiu para cortar a bola, nada pode fazer para evitar o gol de empate. 3 x 3.

O jogo já não estava fácil, e Rafinha um dos principais jogadores do Primatas, tomou cartão amarelo em um momento decisivo da partida. Quem aproveitou foi o Treinadores. Em um toque/chute de Binho para Peruca, este só fez o corta luz, deixando a bola passar entre suas pernas, enganando o goleiro e conseguindo a virada. 4 x 3. Na sequência o Treinadores podia ter liquidado de vez, em jogada de Binho novamente, que passou para Peruca na segunda trave, que se esticou todo, mas não chegou na bola.

A partida terminou, mas foi apenas o início de uma confusão. Os jogadores do Primatas partiram pra cima do árbitro e do time adversário. Afirmavam que o homem de preto tinha sido decisivo no resultado e não aceitaram certo menosprezo que, segundo eles, a equipe do Treinadores demonstrou. “O número 10 deles (Peruca) nos desmereceu, falou que somos uma equipe de bosta”, afirmou Giorgio.

Com razão ou não, o Primatas vai ter que se acalmar pois vão pegar o bom time do Arouca na próxima rodada. Já o time do Treinadores, apesar de demonstrar uma ótima melhora, tem que começar a rever alguns conceitos, pois é o segundo jogo seguido que vencem mas também é o segundo jogo seguido que arrumam confusão. E a contar que o próximo jogo é contra o Roletinha, mais confusão vem por aí...

I Chuteira de Prata: 7ª rodada:
Roleta Russa 5 x 1 Locomotiva Tarja Preta

ROLETA DESCARRILHA LOCOMOTIVA

Certamente o jogo mais esperado da rodada. Os times se arrumavam dentro do campo enquanto torcedores, amigos e corneteiros se espalhavam do lado de fora para poder assistir à partida. “Roleta é inimigo nosso”, a frase emblemática é de Publius, líder do Locomotiva Tarja preta, que não esconde de ninguém sua aversão pelo adversário. Isso, mais o falatório durante a semana, foram bons temperos de uma partida que tinha tudo para ser disputado do início ao fim. Afinal, era o melhor ataque do campeonato contra a melhor defesa.

Quem acompanhou a preparação do LTP sabe da preocupação que eles tinham com o atacante Brunão, o que levou a conversarem muito sobre como marcá-lo. A conversa foi em vão, já que a partida se iniciou e nada de Bruno em campo. E sem um dos seus melhores jogadores o Roleta viu o Locomotiva iniciar melhor. Rodrigo logo tentou chute de fora da área que passou perto, depois foi a vez de Publius perder cara a cara com o goleiro Guaraná, que fechou bem.

O Locomotiva era melhor, jogava em cima do adversário, atacando, mas viu o adversário não desperdiçar e abrir o placar primeiro. Gege lançou Nação, que viu seu companheiro livre no meio e, sozinho, Bob fez o primeiro da partida.

O primeiro gol não desanimou o time Tarja Preta, que continuou a atacar e continuou tomando gols, já que Tavinho, que havia acabado de entrar, girou e mandou rasteiro, de bico, no cantinho sem chances para Betão. Se o Locomotiva j atacava sem tomar gols, após o segundo atacou mais ainda, sempre com a dupla Rodrigo e Renan que fizeram uma ótima partida. O primeiro deu um belo rolinho de costas no defensor do Roleta que arrancou gritos da torcida. Minutos depois Renan fez boa jogada, passou para Rodrigo que chutou, a bola explodiu na trave. Mas na segunda chance a bola não teimou em entrar, Publius passou para Rodrigo, que mais uma vez chutou forte, dessa vez no ângulo. 2 x 1.

O LTP seguia melhor na partida e assim foi até o final do jogo, com Renan e Rodrigo inspirados. O segundo que deu outro belo rolinho no meio de campo, dessa vez parado com entrada forte de Nação, que saiu amarelado. Apesar de estar atacando mais, a única coisa que o Locomotiva estava fazendo era consagrar o goleiro Guaraná, que ia fazendo suas defesas seguidas e fechando gol, dando tranqüilidade para o Roleta contra-atacar. O primeiro tempo ia terminando com o Roleta na frente, mas o LTP dominando a partida. O destaque era certamente a dupla de meias do Locomotiva, já que Publius vinha numa má jornada, e praticamente todo o setor defensivo do Roleta, que não tirava com Bocha e Ranalli, incansáveis, contava com Guaraná e a sorte para não sofrer gols. Só isso explica um chute de Publius que desviou na zaga, matando o goleiro, e saiu raspando o poste esquerdo do mesmo, e outro de Rodrigo, que explodiu na trave direita e voltou sossegadamente para as mãos do camisa 1. Sem Brunão, esperava-se que Gegê fosse decisivo, mas ele até estava em campo mas não parecia presente e fazia até ali uma péssima partida comparada a suas últimas exibições.

O segundo tempo começou com a chegada de Brunão e o despertar de Gegê, que parecia que precisava do companheiro para começar a jogar bola. Logo no início da segunda etapa, ele chutou com perigo. Depois foi a ver do Locomotiva, com Renan, chutar duas vezes para boas defesas de Guaraná.

Brunão mal havia chegado e já deu dois chutes... horríveis e tortos, quase na rede na parte de cima da quadra! Mas quem não estava errando era o atacante Nação, que aproveitou bom passe de Gegê em contra-ataque e chutou forte na saída de Betão. 3 x 1 aos 7 minutos.

Tentando responder ao gol, Renan fez jogada individual, chutou forte e a bola caprichosamente bateu na trave. O jogo era lá e cá, mais cá do que lá para o Roleta, que se via acuado em seu campo e montando uma barreira de 6 jogadores mais o goleiro defendendo. Ranalli e Bocha seguiam impecável, não dando brecha para o zagueiro manager Baru entrar em campo. A diferença entre os times era uma só: o Locomotiva mandava e não conseguia fazer gols; o Roleta Russa contra-ataca com perigo e convertia seus ataques em gols. Brunão, que até então nada havia feito, dominou a bola no peito, virou e bateu rasteiro no canto e sem chances. 4 x 1 e vitória sacramentada.

Mas o Locomotiva jogou como nunca e lutou até o minuto final. Mesmo derrotado já, Rodrigo, Publius e Renan corriam como loucos, arrancando elogios da torcida e mesmo propostas de outros times para jogar o próximo Chuteira. No final da partida, Nação ainda carimbou o seu MVP com um golaço. Recebeu bola de uma cobrança de lateral e deu um voleio perfeito, sem chance para Betão. 5 x 1. Após tomar o quinto gol o time Tarja Pretano fez juz ao nome e perdeu a cabeça, mas sem violência, tomando cartões seguidos e deixando a equipe com dois jogadores a menos, mas não havia tempo para mais nada. Minto, ainda houve tempo de Baru entrar e jogar alguns minutos, coisa que Publius, que queria o rival em campo, não aproveitou. Com o apito do árbitro, muita comemoração e o improviso para as câmeras da TV Chuteira de um trenzinho do time todo do Roleta, com direito a Piiiiuiii abacaxi e tudo mais.

A equipe de Baru respondeu mais uma vez as expectativas e fez sua parte, furou a ótima defesa do Locomotiva, que, por ironia, atacou muito mais do que em seus jogos passados. Apesar do placar elástico, foi um bom jogo de se ver, de duas equipes que poderão ainda se encontrar mais para frente. Agora, com mais rivalidade em jogo. E sem desculpas de Baru de que não jogaram ainda uma partida oficial. Publius e Denys fanfarrão devem estar se lamentando de tantas provocações...

I Chuteira de Prata: 7ª rodada:
Arouca 7 x 2 É Verdadeee

DEPOIS DE DOIS TROPEÇOS, AROUCA VOLTA A VENCER

O jogo podia determinar a entrada do É Verdadeee no G-8 e também estabelecer uma crise no Arouca, que após fazer um começo de campeonato ótimo começou a cair de rendimento e perder jogos. Quem viu a partida teve a mesma opinião, só se ouvia no PlayBall, no final daquela tarde, comentários de como o time era rápido e tocava bem a bola. Inclusive os jogadores do Primatas, que ficaram lá para ver o seu adversário na próxima rodada ganhar com tranqüilidade do time do É Verdadeee e também azucrinar a arbitragem.

O time do Arouca, muito mais novo do que seu adversário, começou com o seu jogo de toque de bola e se mostrou muito mais perigoso, apesar de pecar nas finalizações. Enquanto isso, o É Verdadeee só se defendia e não subia ao ataque em nenhum momento. Nesses primeiros minutos o jogo foi muito calmo, pouca coisa acontecia, até que uma seqüência de chutes do Arouca foi parada por duas vezes por Girão. Mas quando ele não esteve na frente do gol a bola entrou: Vitão aproveitou bola que sobrou no meio e chutou para abrir o placar.

Apesar da facilidade, quem conhece um pouco do É Verdadeee sabe que não pode se descuidar com o jogador Fúria, que, em primeira oportunidade, passou por um e bateu de dedão, empatando o pleito. Mas o empate durou pouco, pois logo Daniel Taffeli daria belo chute que, na sobra do goleiro, o atacante Veloz concluiu para por o Arouca na frente de novo.

A partir daí só os meninos de azul e amarelo jogaram, tocando a bola de pé em pé até alguém chutar. Em um desses chutes, Caio César teve a felicidade da bola desviar no zagueiro e morrer nas redes. 3 x 1. O Arouca, que já é tranqüilo normalmente, ficou mais ainda após fazer seus gols. Tocava a bola e deixava o tempo passar, já que não se via muitas chances do adversário inverter o resultado. Mas antes do primeiro tempo acabar o É Verdadeee ainda atacou por duas vezes: em uma delas Fúria puxou pelo meio e bateu perto do gol.

O segundo tempo começou e o Arouca já teve oportunidade de aumentar o placar em cobrança de falta que Marquinhos desperdiçou. Depois disso, o jogo ficou parado por mais de 5 minutos por uma confusão da arbitragem, que queria que o goleiro Daniel Martinez trocasse o uniforme. O tempo passou, discutiu-se muito e o jogo continuou igual, com Arouca melhor e o goleiro do É Verdadeee com o mesmo uniforme.

Não sei se por ser o último jogo, por a tarde já estar caindo, mas o clima de amistoso continuava reinando. Era tão amistoso que o É Verdadeee parecia assistir ao Arouca tocar a bola. Para dar uma animada, um golaço de Veloz, que no contra-ataque passou entre as pernas do zagueiro e chutou forte com consciência. 4 x 1. Em seguida, troca de passes de Dioguinho com Toni, que fez o quinto. A goleada estava estabelecida.

O jogo ainda teve tempo do É Verdadeee diminuir. Latrell aproveitou lançamento de Magrão e a saída errônea do goleiro e anotou o segundo. Mas uma reação já era tarde, ainda mais porque o Arouca fez mais dois gols. Primeiro com jogada individual de Vitão; depois com Garnizé tocando para Daniel Taffeli chutar no ângulo. 7 x 2. Tirando algumas jogadas mais duras em que o pequeno Dioguinho teve que agüentar, na partida não aconteceu mais nada. O É Verdadeee estava entregue e sem reação.

“Os caras jogam demais, time muito rápido. Foi o melhor que enfrentamos até agora”, saiu do jogo exclamando o capitão Gavião, do É Verdadeee, que repetiu ao menos mais 4 vezes os elogios ao adversário.

Mesmo com a derrota, o É Verdadeee ainda tem chances de classificar, pois está a apenas dois pontos atrás do oitavo colocado. Já o Arouca tem uma cômoda terceira colocação para quem era líder até outrora e tem um compromisso difícil na sexta-feira diante do Primatas, que tem o mesmo número de pontos, mas vem de derrota.
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