A primeira das três decisões contra o pelotão de cima da tabela do Grupo A começou mal para o Mentira sem Maldade. Precisando vencer, o MSM teve 5 minutos de um futebol que parecia apto a vencer o Roleta Russa, mas nos 45 minutos restantes deu a lógica de um time que achou em Kuminha a arma perfeita para vencer seus jogos. Ao final, o placar de 4 a 1 ainda ficou barato para o MSM.
Começo de jogo e logo o MSM se joga ao ataque. O Roleta, bem ao seu estilo de tocar a bola e tranquilamente chegar ao gol adversário, não teve muito tempo para impor o ritmo de jogo, pois, após cobrança de escanteio, Baru fura a cabeçada e a bola sobra para Marcelo Henrique matar, driblar Luiz Eduardo e inaugurar o placar. O MSM fazia 1 a 0 e dava a impressão que podia engrossar. Mas a defesa do time não contava com Kuminha, o nome do jogo, que passou a ser mais acionado pela esquerda. E logo ele chutou uma bola na trave, outra que Ricardo se esticou para salvar e a zaga aliviar. Mas este não pode fazer nada quando Kuminha fez jogada de linha de fundo pela esquerda e cruzou fácil para Nação escorar.
O empate não mudou com a postura do Roleta jogar, que já comandava a partida com extrema facilidade. Luiz Eduardo pouco foi exigido, mas Ricardo, ao contrário, tinha trabalho com Kuminha. E quem viu parecia replay, mas não era nada além de Kuminha fazendo jogada pela esquerda e Nação mandando pras redes. O Roleta virava o jogo ainda no primeiro tempo.
A zaga do MSM tinha trabalho com a rapidez de Kuminha, Bob e Caju. Carlão, Maurício e Kadson se desdobraram lá atrás para cortar bolas e destravar os atacantes. O ataque parecia que não funcionava. Magnée e Bruninho Fontes pouco conseguiam fazer e logo eram desarmados. As poucas bolas que chegaram foram defendidas por Luiz. Em compensação, o ataque do Roleta voltou a funcionar, com Bob em contra-ataque. Kuminha mandou outra bola na trave e Ricardo tinha trabalho para cobrir os buracos no meio de campo que resultavam em perigo de gol.
E assim o tempo foi passando, o MSM parecia inofensivo no ataque, mas dava espaço para o Roleta. E Caju fechou o placar em 4 a 1 pouco depois da metade do segundo tempo. Vitória de um time que jogou leve e solto contra um time que parecia pregado em campo e sem inspiração. Não se viu a mesma vibração do MSM como em outros jogos, apenas se ouvia o goleiro Ricardo gritando com o time sempre que a bola era chutada em sua direção. Agora o MSM precisa do milagre de vencer Joga 13 e Bacana para se classificar. As velas devem ser acesas desde já. Fica o consolo de seus adversários diretos também terem perdido e o pelotão de baixo ficar na mesma posição de antes da rodada.
MELVILLE JOGA PRO GASTO PRA VENCER CROCIATTI
Jogo de extrema importância para o Crociatti, que vinha de duas derrotas e precisava se reabilitar. O azar da equipe azul e branca foi que o adversário da vez era o líder Melville e com o líder nenhum time ainda conseguiu bater de frente e sair de pé.
Apesar de ter todos os jogadores disponíveis, com exceção do suspenso capitão Maurício Miranda, que quis arrumar briga no jogo contra o Acidus e acabou expulso, o Melville fez um primeiro tempo morno, sem grandes chances e correria, característica de seu futebol. Felipe foi pouco acionado e quando vinha a bola a zaga do Crociatti se sobressaía. O Crociatti, sem Piero para fazer a ligação, dependia de jogadas pelas laterais de Iram e avanços dos zagueiros, mas de fato nada conseguia produzir de perigoso.
Daí não ter sido surpresa que o primeiro gol da partida tenha saído de uma falha gritante de um dos goleiros, no caso, para o azar do Crociatti, de Palhuca. Após cobrança de escanteio, Felipe, da entrada da área, tenta um voleio mas a bola sobe sem perigo. Ao descer em direção das mãos de Palhuca, este deu o salto para agarrá-la mas ela passou por entre suas mãos e foi morrer no fundo do gol. Falha de um dos goleiros mais regulares que deixou o Melville na condição que tanto quis – vantagem no placar e contra-atacar.
No intervalo, a reportagem do Chuteira News conversou com Palhuca e ele explicou que no lance do gol quando ele voltou seus olhos para a bola, o sol o cegou e ele acabou perdendo a noção dela e assim sofrendo o gol. O Crociatti tinha de ir pra cima para empatar. E ao começar o segundo foi exatamente o que fez.
E como já virou costume, o Melville começou a marcar gols. Alemão marcou o segundo e dava indicação de que a partida estaria decidida. O Crociatti ainda tentava, com chutes de longe dos zagueiros ou com investidas pelas laterais, mas a força de Jose e Garo impediam maiores perigos para o goleiro Marcos Rogério. Enquanto isso, Palhuca se redimia com defesas elásticas em chutes perigosos. Nesse ínterim, Dimba marcou o terceiro e Washington o quarto. Alex fez 5 a 0 para um time que parecia não querer jogar bola, mas mesmo assim chegava aos gols.
Do lado do Crociatti, as tentativas de gol eram infrutíferas até que Iram finalmente conseguiu diminuir, com 15 minutos de jogo no segundo tempo. O Melville tocava de lado, esperando o final da partida, enquanto o Crociatti ainda buscava diminuir o prejuízo. Iram ainda perdeu um gol dentro da área mandando por cima do travessão e Henrique, pelo Melville, também escorou após jogada de Felipe pela esquerda para defesa de Palhuca. O goleiro de mesmo nome do grande defensor italiano da Copa de 1994 ainda marcaria a partida ao, de seu campo, chutar por cobertura contra a meta de Marcos Rogério. A bola passou por cima do outro goleiro e morreu nas redes. O goleiro do Crociatti fazia o segundo gol da equipe.
Mas a bola rolou um pouco mais e nenhum time mexeu novamente no placar. O Melville se fechou e mais nada passou por sua defesa, garantindo a sexta vitória em 7 jogos e a liderança com 4 pontos de vantagem (19 contra 15 de Fiorella). Uma vitória contra MachuPichu no feriado garante o time na primeira posição do grupo. Já o Crociatti vê a aproximação de Atlético Pagalanxe e Acidus, que, com 9 pontos, já brigam diretamente por uma vaga. Sem contar que na 8ª rodada a equipe enfrenta o Só Lance, 9 pontos e que vem de derrota atrás da reabilitação. O cerco aperta e o que era só sorriso anteriormente se torna apreensão.
PIRANHA SÓ EMPATA COM KADÊNCIA E TORCE POR UM MILAGRE
O Muleke Piranha tinha de vencer para manter vivas as chances de classificação. O Kadência, com 12 pontos, pensava na vitória para brigar pela 2ª posição do Grupo B. O empate em 3 a 3 acabou por desagradar mais ao Piranha, que se vê em situação de praticamente eliminado, que o Kadência, que manteve a terceira posição na tabela e tem “folga” na tabela para se considerar já classificado.
A iniciativa do jogo, como era de se esperar, partiu do Piranha, que não tinha Diogo em campo, mas seu irmão Thiago, que abriu o placar escorando cruzamento de Bruno Belintani. A partir do gol, que foi antes dos 5 minutos de jogo, o Kadência começou a buscar o ataque com mais freqüência. E como é costume no time, a referência é Paulinho, o camisa 9. E num lançamento do campo de defesa ele matou a bola e mandou, segundo o mesmo, de bicicleta pros fundos das redes. Não demorou para Tiago Palareti fazer linda jogada individual, driblando três jogadores do Piranha até invadir a área e mandar pras redes. Era a virada.
O Piranha não se abateu e Guaraná mandou uma falta no travessão. E o placar favorável possibilitou ao Kadência o contra-ataque. Num deles, Che-Che perdeu gol incrível, só ele e o gol e ele mandou pra fora. Em outro lance, explicitamente inspirado no futebol de salão, uma fala ensaiada perto da área é cobrada para o jogador perto de uma das traves, sem marcação, que chuta na trave.
No segundo tempo, o goleiro Amauri faria toda a diferença. Mas antes disso seu companheiro Du Marçal perdeu um gol a menos de dois metros da linha do gol. Ao receber cruzamento a meia altura, mandou por cima do gol sem goleiro. O Kadência levava perigo com seu trio ofensivo – Tiago, Che-Che e Paulinho. E foi em chute de Tiago que Amauri fez bela defesa, mas não evitou o terceiro do Kadência, segundo de Tiago antes de 10 minutos.
Com 3 a 1, era hora de ir pra cima com tudo. E as coisas pareciam que podiam mudar quando Robson marcou de cabeça em cruzamento de escanteio no primeiro pau. Salada, que vinha jogando bem mas sem muitas oportunidades, resolveu experimentar um chute do meio da quadra e se deu bem. A bola subiu e desceu encobrindo o goleiro Binho, fechando um golaço do capitão e camisa 10 do Piranha. Era o empate. Ainda havia alguns minutos para buscar a vitória.
Mas a vitória não queria cair pra nenhum lado. O Kadência sentiu a pressão de tomar o gol e passou a se aventurar no ataque um pouco mais. Numa dessas, Paulinho recebeu na esquerda e chutou cruzado. Amauri defendeu e a bola espirrou para a entrada da área, onde chegava Che-Che, que chutou rasteiro e forte para um milagre de Amauri, que se jogou com as mãos para interceptar a bola, que foi novamente para fora da área mas encontrou as pernas de um companheiro seu e voltou com força contra seu gol. Novamente ele pulou para agarrar, agora definitivamente, a bola e acalmar o Piranha. Uma seqüência sensacional de defesas de Amauri, que só se viu Diego Galego fazer igual no Chuteira.
E o Piranha arrefeceu quando Thiago tomou cartão amarelo após travar bola quase na linha da área. O bloqueio foi legal, na bola, mas como ele se jogou nela, o árbitro interpretou como jogo perigoso e aplicou o cartão amarelo. Foi o único cartão do jogo. E aos 25 minutos, em nova falta ensaiada do Kadência, a bola segue pro jogador na ponta sem marcação chutar. E um pé salvador do Piranha salva sobre a linha o que poderia vir a ser a vitória do Kadência. Não foi, mas o empate em 3 a 3 soou como tal para o Piranha, que lutou muito em campo mas não conseguiu o gol que manteria acesas as esperanças de classificação.
De fato, o Muleke não está eliminado. Com 5 pontos, precisa de duas vitórias (Pagalanxe, em jogo de briga direta, e Fiorella, já classificado) para chegar a 11 pontos e torcer contra Crociatti (10 pontos), Acidus, Só Lance e Pagalanxe, todos com 9 pontos. Dos 4 times, dois deles não podem chegar a 12 pontos. Missão difícil, mas pelo que seu viu em se tratando de Chuteira de Ouro e do equilíbrio deste Grupo B, sem contar em desfalques das equipes no feriado, não impossível.
SNG DETONA UM DESTROÇADO BUCETS
O jogo começou com o Bucets sem um goleiro de ofício e com um jogador a menos. Até minutos antes da partida rolava uma indefinição quanto a presença ou não do Bucets para o jogo, boato este vindo principalmente de jogadores do Joga 13. Mas certo que o Bucets chegou, ou ao menos pareceu que chegou com 6 jogadores para enfrentar o poder ofensivo do SNG. O resultado não podia ser outro, mesmo com o SNG numa tarde de pouca inspiração e com um jogo modorrento de tentar a todo custo fazer Renê fazer gols.
Como não era de se esperar, o jogo começou frio, sem empolgação de nenhum lado. Do Bucets era compreensível, mas do SNG não tanto. A única explicação devia ser ir pra jogar e enfrentar um time já tecnicamente inferior e ainda tê-lo com um a menos. Mesmo frio, o SNG abriu o placar com Biro, aos 6 minutos de jogo. Com isso, passou a tocar a bola buscando os espaços deixados por um jogador a menos enquanto o Bucets evitava se abrir e liberar o contra-ataque. O SNG aumentou com Allan, numa cobrança de falta rasteira em que Renê ainda tentou tocar nela para “roubar” o gol. Do lado de fora, ouviu-se de adversários a seguinte afirmação: “O Renê está mesmo desesperado. Até roubar gol do companheiro ele quer”.
Quando parecia que o jogo seguiria para a goleada já naquele momento, o Bucets marcou com Rafinha e encostou no placar: 2 a 1. O SNG se mostrava apático e sem vibração, mas mesmo assim continuou marcando e fechou o primeiro tempo com 6 a 1, com mais dois gols de Biro. Detalhe: Renê não conseguiu marcar nenhum gol, mesmo o time jogando pra ele. Outro detalhe? O golaço de Grillo do meio de campo já nos acréscimos do primeiro tempo. Ele recebeu de lado, levantou a bola e acertou um lindo chute de primeira, forte e no ângulo, para delírio dos “torcedores” do lado de fora. Imaginem a gozação que foi com Renê tendo que ver Grillo, depois de 5 rodadas ausente, voltar e marcar um golaço e o artilheiro dos artilheiros passar em branco por 25 minutos diante de um arrebentado Bucets.
Mas o de Renê estava guardado para o segundo tempo, quando o SNG voltou com mais disposição e vontade e resolver apertar o Bucets, que já mostrava sinais de cansaço (sol forte, um a menos) e tinha nos dribles de Rafinha seus melhores momentos. Num desses, ele aplicou rolinho lindo em Memé e caiu para a esquerda do ataque. Memé veio dar o bote e se recuperar e, pasmem, tomou outro rolinho que só não foi completado porque um defensor do SNG veio ajudá-lo. Já fatigados, o Bucets começou a sofrer gol atrás de gol, principalmente em contra-ataques. Biro e Memé marcaram o sétimo e o oitavo. A partir do nono, enfim o artilheiro desencantou. Ele marcou três gols seguidos em menos de dois minutos e espantou a pressão que vinha sofrendo de fora da quadra, pelo Joga 13, com sua estrela Lele obviamente torcendo contra Renê, e mesmo dentro de quadra.
O SNG passou a jogar para Renê marcar. O Bucets trocou de goleiro por duas vezes para que jogadores da linha descansassem e agüentassem o tranco, mas foi em vão. O SNG foi ampliando, enquanto o Bucets conseguiu outro gol solitário com Rafael Storch. Renê marcou mais dois gols e Memé, com mais dois gols, fechou o placar de 18 a 2. Num dos últimos lances do jogo, uma jogada que mancha a reputação de artilheiro de Renê, dando munição aos adversários. Ele fez jogada na esquerda e Grillo recebeu livre dentro da área na corrida para só empurrar para as redes sem goleiro. Não tinha dois metros entre a bola e o gol sem goleiro, mas Grillo resolve “tocar” para a esquerda, onde chegava Renê, nitidamente querendo dar a ele o gol que ele tinha a obrigação moral de fazer. Renê passou da bola e o SNG perdeu de fazer mais um gol.
TREINADORES APLICAM MAIOR GOLEADA EM BEER POINT
Jogo do Beer Point há sempre três realidades até o momento neste torneio: a primeira, o time poucas vezes jogou com sete jogadores em campo (e quase nenhuma vez com um goleiro de ofício), os jogadores em campo jogam limpo e lutam até o fim e o resultado final é sempre goleada para o adversário. Contra o Treinadores do Braz não foi diferente. Mas quem esperava um jogo desequilibrado, de defesa contra ataque, perdeu um jogo muito equilibrado e disputado, em que o Beer Point fez 6 gols e poderia facilmente ter feito 12, 13 ou 15, em razão de tantos gols perdidos. Ao final, 21 a 6 refletiu de fato a superioridade de um time com um jogador a mais, reservas e maior força física.
O jogo começou com o Treinadores indo pra cima e marcando 3 a 0 em 3 minutos. Os três nomes que fizeram a festa marcaram – Piruca, Juliano Juba e Índio. O Beer Point nem tinha visto a bola e já estava perdendo. Mas foi só aí que o Beer Point resolveu atacar, com um a menos. E com isso passou a dar o contra-ataque aos treinadores, que resolveram o jogo dessa forma. Logo Piruca, Carlão e Juba ampliaram, mas tiveram de ver o golaço do meio da rua de Paulo que foi morrer no ângulo do goleiro João. E antes do primeiro tempo ainda João Paulo diminuiu, anotando 8 a 2 o placar do primeiro tempo.
Quando começou o segundo tempo, nitidamente o Treinadores veio para jogar o simples e explorar os contra-ataques. E aos poucos os gols foram saindo, sempre com 3 jogadores contra 2 ou mesmo livre para marcar. O Beer Point subia ao ataque e não conseguia voltar para marcar, e assim foi tomando gol atrás de gol. Piruca fez mais 3 gols em menos de 10 minutos, chegando até ali a 6 gols. Até apito final seriam mais dois, totalizando 8 na partida.
Garantida a vitória e com um feriado em vista, o Treinadores tratou de forçar o cartão amarelo para Juliano Juba, um dos artilheiros do time. Ele levou cartão para ficar suspenso no jogo do feriado e voltar zerado. E o Beer Point aproveitou a oportunidade de jogar com o mesmo número de jogadores – em determinado momento até com um a mais – e passou a chegar com mais perigo ao ataque. João Paulo perdeu gol incrível só ele e o gol, mas Eduardo Gonzo não perdoou quando Piruca matou errado e a bola desviou em seu braço dentro da área. Ali o camisa 10, pendurado, tomava seu terceiro cartão, ficando fora do jogo contra o Bucets no feriado, e o Beer Point diminuía mais uma vez. E o time azul tratou de botar pressão sobre o Treinadores, com grande tarde Bruno Bertonni, que marcou o quarto gol em seguida e perdeu outros dois, um deles depois de linda jogada pela direita e, ao invadir a área e driblar o goleiro, emendar pra fora de pé esquerdo.
Entretanto, cada ataque do Beer Point era devolvido com um contra-ataque do Treinadores. Muitos deles foram para fora, como uma em que o jogador recebeu cruzamento no meio da área livre e mandou por cima, quase na junção da grade com a rede, mas outros tantos foram pro gol, como 4 gols de Índio e outros dois de Nelsinho. Eduardo Gonzo, que se machucou no início do segundo tempo e jogou no sacrifício, marcou mais um e Bertonni marcou outro, mas infelizmente o menor número de jogadores e a necessidade de atracar fizeram com que o Beer Point sofresse outra goleada, desta vez acima dos 20 gols.
E em 21 a 6 acabou o jogo. O Treinadores recupera belo saldo de gols, marca a maior goleada do torneio e praticamente garante a classificação, já que é quase impossível dois times atingirem 12 pontos e fazerem saldo maior que o time do Braz. Matematicamente ainda não estão garantidos, mas pela toada do Grupo A, há enormes chances do sexto colocado classificar até 10 ou mesmo menos pontos.
PAGALANXE DESPACHA DE VEZ O BASICUS
Ao que tudo indica, as duas últimas rodada do V Chuteira serão eletrizantes no Grupo B. Isso porque Atlético Pagalanxe e Acidus venceram seus confrontos e encostaram em MachuPichu, Só Lance e Crociatti, que não conseguiram somar pontos. Com isso, todo jogo até o final do campeonato será uma final para o Atlético Pagalanxe. Se perder uma partida, poderá ser o adeus ao sonho da classificação. Contra o Basicus não foi diferente.
O jogo começou morno. O Basicus só contava com 7 jogadores e nenhum reserva para fazer substituição. O Atlético Pagalanxe parecia meio sonolento e não ousava muito nos ataques. Porém, as broncas vindas do banco de reservas dos laranjinhas para "acordar" parecem ter surtido efeito no time dentro de campo. Juliano, em um dia inspirado, abriu o marcador. O gol abriu a porteira do Basicus para que mais gols viessem. Alguns instantes depois, o próprio Juliano aumentou para 2 a 0.
O time do Atlético Pagalanxe, percebendo que seria um jogo fácil, subia muito desesperadamente pra fazer gols e deixava a defesa desguarnecida. Com isso, o Basicus aproveitou e fez o seu gol com Mutssa. Logo após, veio a enxurrada de gols Pagalanxe, com outro de Juliano, dois de Yanes, um de Bruno e um de Abu. O Basicus descontou com Lapa, finalizando o placar do primeiro tempo em 8 x 2.
No recomeço do segundo tempo, o que pôde ser percebido foi um Basicus que não queria mais jogar futebol e apelava com catimbas e provocações que não surtiram efeito algum. O time laranja chegava na cara do gol com extrema facilidade, porém as conclusões deixavam a desejar. Foram inúmeras as oportunidades perdidas, o que pode custar caro ao time na competição. Mesmo com o show de gols perdidos, Yanes marcou mais 3, Nardelli marcou seu primeiro e Gustavo também deixou sua marca. O Basicus, aproveitando a desorganização defensiva do Pagalanxe conseguiu fazer mais 3, com Bruninho, em seu primeiro gol pela nova equipe, e novamente Mutssa e Lapa.
O resultado de 12 x 5 foi excelente para o Atlético Pagalanxe, que agora vê a classificação se aproximar cada vez mais. Já para o Basicus, só restam as duas últimas partidas para tentar fazer um pontinho de honra no campeonato. Missão quase impossível tendo em vista os adversários – Fiorella e Melville.
JOGA 13 VENCE OS DIABOS EM JOGO ARDIDO
“Toma lá dá cá” é um dos jargões mais conhecidos do futebol e mais uma vez prevaleceu na folgada vitória do Joga 13 sobre o Diabos Laranjas. Já havia algum tempo que Choko, camisa 21 do Joga 13, não jogava como realmente sabe jogar, seja pelo jogo em si, seja por ausência, como na última partida contra os Treinadores do Braz. Desta vês resolveu jogar. Enquanto isso, Lele, que vinha sendo o destaque da equipe, não apareceu como nos últimos jogos, talvez um sinal que precisa sair de evidência por um ou dois jogos, pois já vem recebendo o status de substituto de Renê, que fez 5 gols na rodada contra apenas um do camisa 9 do time do 13.
O jogo foi rápido e pegado, com destaque para o vai-e-volta dos times, atacando e defendendo o tempo todo. Quem levou a melhor novamente foi a zaga, e novamente destaque para Rodrigo, camisa 4 do Joga 13, que, além de não ter dado chance aos atacantes do Diabos, que no dia não estavam endiabrados, ainda marcou 3 gols, igualando o feito do jogo anterior.
Quem tentou muito pelo lado laranja foi Argentino, que compensa a falta de visual latino com muita habilidade, arrancando vários elogios das arquibancadas, e raça, essa a característica mais marcante e algumas vezes até exagerada do jogador, como aconteceu em lance em que se envolveu em tumulto após ajudar Juba a fazer quase uma falta de dois em um. Na verdade, Argertino ficou bravo com falta não marcada sofrida por Juba e resolveu descontar junto do companheiro. Se a favor os árbitros não marcaram, contra eles viram e não perdoaram. A vitima da falta foi Choko, que acabou esmagado no alambrado. Argentino foi advertido com cartão amarelo, como já tinha, sobrou a ele o azul, mas isso não impediu de ser escolhido como um dos MVPs do jogo.
Se Lele não apareceu marcando, apareceu fazendo muito bem a sua segunda função, que é preparar para o colega de equipe marcar. E isso ele fez em 3 gols do 13. O jogo foi equilibrado até os 5 a 3, aos 7 minutos do segundo tempo. Daí parece que o 13 resolveu usar a força física aliada à velocidade de Doce, outro destaque da partida, e de Choko, que infernizou do começo ao fim.
Doce se destacou não somente pela vontade e rapidez, mas marcou um dos gols do time. Pena que se envolveu em falta boba e recebeu cartão amarelo, após a confusão gerada pela falta no jogador Choko, citada logo acima. Sorte de Doce que o cartão de nada adiantou para os Diabos, pois o placar já era de 7 a 3.
Vinicius, número 4 dos Diabos, roubou a cena após a mesma confusão envolvendo a destacada falta em Choko. Ele não parou de reclamar com os árbitros sobre o possível erro quanto ao cartão recebido por Argentino. Ele queria o cartão para Juba, mas como não foi atendido, continuou reclamando em voz já desrespeitosa com os juízes, que demoraram para expulsá-lo, logo após um despeito do jogador, que perguntou se o juiz estava feliz após ver o número da camisa dele para aplicar advertência. Quem pensou que Vinicius se acalmou, logo pode ver uma cena comum entre os jogadores que são expulsos. Ficam sem rumo e não param de gritar, seja com o olheiro, seja com os torcedores ou mesmo com o supervisor do PlayBall. Vinicius teve que ser acalmado até pelos companheiros do time após o término do jogo. Final de partida e 9 a 3 para o Joga 13.
Duas situações opostas ao final da partida. Diabos dependem de duas vitórias, contra Bacana e Beer Point,e parecem arder no próprio fogo. Os fãs torcem para que não virem cinzas antes da hora. Enquanto isso, o 13 é só alegria e céu de brigadeiro, rumando fácil para ficar no G-2 e tentar o que até hoje nunca conseguiu – chegar na tão esperada final do Chuteira. O time tem tudo pra isso, mas tem de cuidar com o jogo derradeiro de classificação, contra o algoz SNG. Uma derrota ali pode abalar psicologicamente a equipe e pôr tudo a perder. Talvez este seja o maior desafio do 13 – exorcizar o fantasma chamado SNG.
FIORELLA APLICA GOLEADA EM MACHUPICHU E SEGUE RUMO ÀS QUARTAS-DE-FINAL
MachuPichu e Fiorella fariam o jogo que valia a vice-liderança do grupo B – pois Kadência havia empatado no jogo anterior – e quem vencesse praticamente garantiria sua classificação. Além disso, o vencedor garantiria a presença, pelo menos por essa rodada, no G-2, o grupo dos que se classificam diretamente para a “terceira fase”. Os dois times haviam se enfrentado apenas uma vez no Chuteira, ambos fazendo sua estréia na Liga no III Chuteira, e na ocasião houve uma vitória de virada dos peruanos por 5 a 2.
Logo de inicio já era possível perceber que o Fiorella seria o dono das ações do jogo e que o MachuPichu, até pelo número de reservas, apenas um jogador, jogaria na defesa buscando os contra-ataques. Logo no início o Fiorella abriu o placar em chute de fora da área de Tiago Silva. Dali em diante, o jogo se manteve equilibrado, com chances de gol para ambos os lados, mas não conseguiram sair do 1 a 0, que se arrastou até o intervalo.
No segundo tempo, as coisas mudaram radicalmente de figura. O MachuPichu nem imaginava o que estava por vir: se não choveu água naquela tarde, o que aconteceu no segundo tempo foi uma chuva de gols e um bombardeio para cima do goleiro Emílio, que nada pode fazer. Foram mais 7 gols, totalizando 8 a 0 no placar e colocando o Fiorella de vez no grupo dos “fortes” do campeonato. A movimentação e velocidade da equipe vermelha (o uniforme verde passou a ser o reserva) não deu chances para os peruanos, que não viram a bola em todo o segundo tempo. Gol atrás de gol, cansaço e nenhuma força de reação de uma equipe que começou forte o torneio e vem demonstrando franca decadência.
Ao fim do jogo, Fiorella já classificado comemorava a boa fase e ainda por cima tem pela frente o lanterna Basicus, já desclassificado e sem muito ânimo. O MacuhPichu, como de costume, de situação confortável passa a ficar ameaçado mesmo por uma possível eliminação. Sofrer 16 gols em 2 jogos e marcar apenas 3, chegando ao saldo de -10, além de terem pela frente o poderoso Melville, é de arrepiar qualquer jogador. Sem contar que tem na última rodada uma decisão contra o Só Lance, que briga diretamente por uma das vagas do grupo.
Ao MachuPichu e sua torcida, resta esperar da equipe dentro de campo por um surto de qualidade como aconteceu em determinados jogos em que a equipe surpreende e vence. Se o futebol for o mesmo das últimas rodadas, o destino poder ir além de uma goleada – a eliminação. Já o Fiorella está tranqüilo. Com 15 pontos, pode fazer 18 pontos diante do Basicus e já garantir vaga no G-2 e nas quartas-de-final.
FORA DE SÉRIE SOFRE COM JOGADORES NADA BACANAS
Existem jogos que não tem como responsabilizar um jogador por lance tão determinante. O Fora de Série tinha 4 pontos, seus principais jogadores, Thiago Motta e Adriano, cumprindo suspensão e o único jogador de frente, Jefferson, com a primeira chance de começar como titular e talvez participar do jogo inteiro. Para completar, Cléber, conhecido como Clebão, meio-campista que infelizmente não poderá voltar às quadras tão brevemente devido a uma lesão no joelho, não deixou se abater e em quase todos os jogos do seu time fica no banco auxiliando, realizando trocas e motivando – sim, motivação foi a marca desse que merecia o MVP da rodada se existisse a premiação para técnicos – até o final do jogo, quando o Fora de Série, em razão da irresponsabilidade e molecagem de seu camisa 10, saiu derrotado por 5 a 2.
O adversário era o temido Bacana, que havia empatado com o SNG na última rodada num jogo eletrizante. O começo de jogo foi sonolento, mas só até os 6 minutos quando, em contra-ataque rápido, André ganhou dividida com o zagueiro, avançou e marcou um belo gol, mostrando que o Fora de Série veio, sim, para ganhar o páreo.
O time do Bacana não se encontrava em quadra, talvez sentindo a ausência do atacante Rômulo e do capitão Marcelo. Com isso, o goleiro Betão não teve trabalho até o jogo voltar a ficar sonolento. Para acabar com a monotonia e fazer com que pelo menos os dois espectadores continuassem assistindo ao jogo na arquibancada, o camisa 17 do FS, Fagner, fez falta boba e recebeu cartão amarelo. Para completar, Betão, que até então não havia trabalhado, ficou de folga no chute quase do meio de campo do camisa 10 do Bacana, Dhemeur. A bola morreu no cantinho, Betão nem pulou e quase bateu a cabeça na trave, talvez atrapalhado pelo monte de zagueiros do seu time que ficaram na sua frente. Era o empate e o início de mais uma derrota do Fora de Série.
Quase no fim do primeiro tempo veio o lance que decidiu a partida. Aos 20 minutos, depois do gol de Dhemeur, foi a vez do outro camisa 10 fazer seu show. Infelizmente, contra sua equipe. Jé, como é chamado, que voltara ao time após ser substituído por Claudinho após o lance em que o FS ficara com cinco jogadores de linha, voltou com apetite, já que no começo do jogo havia perdido gol na cara do goleiro. O apetite se transformou em inconsciência, ou inconseqüência mesmo. Em jogada livre pela defesa do FS, ele fez uma das faltas mais erradas de todo o Chuteira – um carrinho por trás que o fez tomar o cartão amarelo. Quando se levantou e viu que levou o cartão, ofendeu o juiz e gesticulou agressivamente, duvidando da capacidade justamente da figura que, se para ele não tinha capacidade, tinha ao menos integridade, mostrando imediatamente o cartão vermelho para o camisa 10 do time azul.
Com um a menos, agora para o restante da partida, o primeiro tempo acabou. Clebão continuava motivando seu time. A motivação poderia talvez ser superada ao primeiro minuto do segundo tempo, quando novamente Dhemeur marcou, e novamente em chute de fora da área, desta vez com a bola desviando em Henry, zagueiro do FS. Estava aí a virada.
Tanta infelicidade... Podemos definir assim para quem assistiu ao jogo. Betão parecia até inseguro, talvez pelo primeiro gol que levou, mas depois não, a defesa do FS foi infeliz mesmo, azarada. O terceiro gol do Bacana não foi diferente. A bola de Dhemeur não entrou direto, mas fez o zagueiro Ricardo, camisa 14 do FS, sofrer após mais uma espalmada de Betão. Ele tentou tirar, mas não conseguiu, a bola foi morrer lentamente no alto das redes do arqueiro do time azul.
Se Betão estava insatisfeito, o defensor Henry também não ficou nada feliz com o corte que levou de Leonardo Santos, que, com a cor vinho da bebida que chega ao apogeu, viu o time vibrar com o belo corte do veloz atacante, entortando o adversário e batendo forte, desta vez sem chances para Betão. 4 x 1 Bacana e momento crítico para o time azul. O mesmo Leonardo Santos fez o quinto gol e depois foi descansar, já tendo decidido a partida.
E o Clebão, onde estava? Estava lá fora, ainda gritando, incentivando e orientando seriamente o seu time. Ainda viu Gabriel marcar o segundo gol de seu time, de falta, num grande frango da rodada, do xará do goleiro Betão Roberto Leme, numa rodada, aliás, que não faltaram fralhas bisonhas dos goleiros, redimindo pelo menos Betão do primeiro gol que levou.
O Bacana ainda teve Rafael Canzian suspenso por 2 minutos com o cartão azul, mas de nada adiantou para que o Fora de Séie pudesse reagir. E no fim foi mesmo 5 a 2 para o Bacana.
Torcedores do Joga 13, que assistiam ao confronto entre Acidus e Só Lance na quadra ao lado, pensaram que o Fora de Série havia ganhado tamanha a empolgação do time após a derrota, tamanha a motivação para o verdadeiro destaque do jogo, o técnico Clebão (ah, se existisse MVC – Most Valuable Coach...), que com raça, inteligência e empolgação soube trabalhar a equipe e poderia ter ganhado o jogo não fosse a molecagem de um jogador que quebrou o time. Aliás, jogador expulso no Fora de Série em momentos inoportunos não falta, e com isso o Fora de Série vai sempre amargurando derrotas.
Bacana segue tranqüilo e na cola dos líderes, agora com 16 pontos. Enquanto isso, o Fora de Série joga suas últimas fichas contra o pior time do campeonato, pelo menos até agora, Beer Point, e depois pega um concorrente direto pela vaga, o Bucets, que jogou com 5 jogadores na linha contra o SNG e parece muito a fim de aplicar mais um WO na história do time.
ATAQUE DO ACIDUS DESENCANTA E TIME CONTINUA NA BRIGA
Era jogo de vida ou morte para o Acidus. Era ganhar ou voltar pra casa mais cedo. O Só Lance, apesar da crise interna no time que põe em risco a própria existência da equipe no segundo semestre, tinha 7 jogadores em campo contra quase o time todo do Acidus. Mas o Só Lance é reconhecido por sempre jogar melhor sem reservas. E na partida que fechou a 7ª rodada do Grupo B não foi diferente. O Acidus sofreu mas venceu o Só Lance por 9 a 6 e espantou uma possível crise.
O jogo começou nenhuma das equipes criando de fato jogadas de perigo. O Acidus pouco chegou, a não ser com toque de Cavalera que foi pra fora, e o Só Lance com arremates de longa distância, talvez não confiando no goleiro Daniel, que foi a opção com a ausência de Publius, que sofreu um corte na mão durante a semana.
Mas foi o Acidus que marcou primeiro, em jogada de Caio, que cortou para dentro de mandou um chute forte para vencer Bruno Nunes. Nem deu tempo de comemorar e o Só Lance empatou. O goleiro lançou para Felipe Vitta, que aproveitou indecisão entre Lói e Daniel para marcar na saída deste. Com o empate e contusão de Cavalera, que caiu no meio do campo com forte dores nas costas e nem conseguia levantar, o Acidus passou a atacar mais pelas pontas. Kirk e Robinho, que entraram no decorrer da partida, passaram a abrir a defesa do Só Lance, enquanto Caio tentava chutes de fora da área. Em compensação, foi o Só Lance que abriu vantagem no placar após toque de mão do atacante em toque de Lói na zaga. A bola é retomada com o braço por Felipe Vitta e ele fica livre para marcar o segundo gol. Muita reclamação, mas nenhum dos árbitros viu o lance e validaram o gol.
Mas antes do fim do primeiro tempo Robinho marca e empata a partida, para alívio dos acidianos e tristeza de adversários que torciam contra a equipe do lado de fora. No segundo tempo as coisas mudaram de figura. O Acidus passou a levar nítida vantagem no ataque sobre a defesa do Só Lance, enquanto a entrada de Pedrinho, que ficou fixo e colou em Felipe Vitta, deu maior tranqüilidade para Rafão se soltar. E não demorou para Kirk, em jogada pela esquerda, marcou um belo gol, e novamente ele ampliar para 4 a 2. A vitória parecia que poderia vir com tranqüilidade, mas eis que na saída do meio de campo após o quarto gol, Ronei recebe na direita, tira de Kirk e de mais dois adversários para mandar um chute lindo no ângulo de Daniel. Muitos viram falha do goleiro, outros viram um chute indefensável, mas fato que o Só Lance diminuía com uma bola que entrou perfeitamente na gaveta.
E em menos de 4 minutos veio o empate, com Felipe Vitta após bola na defesa ser mal tirada. Ele aproveitou e guardou. O jogo voltava a ficar aberto e apreensivo para o Acidus. Mas, em noite inspirada de Robinho, Kirk e Caio no ataque, Robinho anotou o quinto gol, escorando cruzamento no meio da área. Em seguida, Caio, em jogada que tentou diversas vezes a ponto de irritar alguns jogadores do time, cortou pra dentro do campo e mandou um torpedo para vencer o goleiro novamente. O Acidus fazia 6 a 4 e parecia enfim que venceria.
Mas o imponderável parecia rondar a área acidiana. Após bola de escanteio caio no meio da área, Barata, Robinho e Daniel podiam escolher quem tiraria a bola dali. Na indecisão, Daniel toca nela, e vai pra Robinho, que, ao tentar sair com ela da área, vê ela rebater em seu pé e vai morrer no fundo das redes, para delírio dos jogadores do 13, que não perdem a chance de sacanear o camisa 10 do Acidus.
Mas a noite era mesmo do Acidus, e Robinho, em jogada individual pela direita, pôs de lado do zagueiro e mandou um chute cruzado quase de cima da linha lateral, que entrou entre o goleiro e a trave quando este tentou chegar nela. Na comemoração, a resposta à trezera com vibração e provocação. No lance seguinte, Robinho sai cara a cara com o goleiro e toca em cima deste, para desespero de Kirk que corria pela esquerda livre pedindo toque para marcar. E se nesta Robinho não tocou, na seguinte ele tocou e Kirk fez o oitavo escorando de letra dentro da área. A bola foi lenta para o gol e ainda tocou na trave antes de morrer quieta no fundo.
O Só Lance descontou ainda com Márcio faltando pouco mais de dois minutos para o fim do jogo. Na saída do meio de campo, Robinho só tocou e Kirk mandou de cobertura no gol. A bola tocou no travessão e bateu no chão. Os jogadores do Acidus viram ela pingar dentro, os árbitros claro q não viram e mandaram o jogo seguir. Mas Barata deu um pique final para um chute de fora da área entrar rente a trave e fechar o placar em 9 a 6 para o Acidus.
Com a vitória, o Acidus segue na busca pela classificação, agora com os mesmos 9 pontos de Só Lance e Atlético Pagalanxe, que estão na cola de Crociatti (10 pontos) e de MachuPichu (12 pontos e com jogo direto com o líder Melville). Desses 5 times, mais Kadência (13 pontos e confronto direto com Acidus e Crociatti), devem sair os quatro classificados ao lado de Melville e Fiorella, já garantidos.
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