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Notícias de 29/03/2012

XIII CHUTEIRA DE OURO: 4ª RODADA: GRUPO B

CAV 2 x 2 Arouca

LÍDERES, CAV E AROUCA EMPATAM EM DUELO ELETRIZANTE E CHEIO DE ALTERNATIVAS


Marquinhos Bohn empata aos 26 minutos do segundo tempo e mantém sua equipe empatada em pontos com o rival na liderança

Por Luiz V. Andreassa

Mesmo tendo acontecido poucas vezes até agora, seria apropriado chamar o duelo entre CAV e Arouca de clássico? É discutível, mas não há dúvidas de que, se existe um processo para que isso aconteça, um grande passo foi dado no último sábado. A partida entre os dois foi recheada de polêmica, disputa, boas jogadas e emoção. Além de valer a liderança do Grupo B, parecia haver outra motivação para os jogadores – uma rivalidade que talvez tenha transcendido a isso.

O Arouca entrou em quadra mais vibrante e, nos primeiros minutos, logo tentou se impor como time experiente na divisão de elite do Chuteira. O lado da defesa rival era a melhor opção para a construção das jogadas, e uma certa pressão se iniciou, mesmo não resultando em chances claras de gol. Na primeira delas Mota recebeu lançamento pela esquerda e cruzou para Renanzinho disputar com a zaga na boca do gol, com a última conseguindo tirar a bola quando a mesma estava em cima da linha. Foi o bastante para o técnico Barath, do CAV, pedir tempo.

Mesmo assim, o panorama não mudou muito. O único acontecimento diferente foi a dividida dura entre Mota e Marcel pela lateral direita, a qual resultou em cartão amarelo para os dois. No que se refere ao futebol jogado, o Arouca seguia dominando as ações e mantinha mais a posse de bola. Inspirado, Marquinhos Bohn comandava o meio-campo e ainda era bastante incisivo com seus chutes de longa e média distância, sendo um deles defendido por Quintanilha antes de acertar o travessão.

Com o passar do tempo, as disputas de bola se tornavam cada vez mais quentes, e parecia ser difícil o jogo acabar com catorze jogadores em quadra. O domínio do Arouca só começou a ser ameaçado quando Fernando Cidrão passou a comandar as ações ofensivas de sua equipe. Primeiro, ele recebeu belo passe na ponta direita e tocou para Marcel finalizar e ver a bola bater na defesa duas vezes antes de ser tirada. Foi aos 17 minutos que o ex-jogador do Bufalos conseguiu desequilibrar: ele dominou na meia-direita e bateu rasteiro, cruzado, no cantinho esquerdo, fazendo a bola bater na trave antes de entrar. O CAv saía na frente.

A resposta veio rápida, e foi quase no mesmo nível, em um chutaço de Marquinhos Bohn na saída de bola que acertou a forquilha. Porém, o gol deu moral ao CAV para tomar o controle do jogo e passar a construir boas jogadas com seu toque de bola rápido e envolvente. Na melhor delas, Cidrão recebeu na área – após bela trama de ataque – e fez pivô para o incansável Marcel sair na cara do gol e ser desarmado na hora de fazer um golaço. Na sequência, o mesmo Cidrão arrancou pela esquerda e tomou um verdadeiro soco no rosto disparado por Thiago, mas o árbitro mostrou apenas o cartão amarelo. Se o castigo do Arouca não veio pelo cartão, veio pelo gol na cobrança da falta executada por Bettoni, o qual chutou para dentro da área e contou com um desvio da zaga para ampliar a vantagem antes do intervalo.

No segundo tempo as ações foram mais equilibradas. Enquanto o CAV tocava a bola com qualidade, mas sem muita objetividade, o adversário apostava nos contra-ataques rápidos. Em um deles, Renanzinho foi à ponta esquerda e cruzou para Veloz, livre no segundo pau, ter um lapso e pensar ser um zagueiro – a julgar pela forma como seu carrinho mandou a bola justo para a direção contrária do gol. Pouco depois, Renanzinho mandou uma bomba em cobrança de falta na meia-direita, e Quintanilha fez milagre para ir no ângulo esquerdo e espalmar a bola. Os chutes potentes eram mesmo a melhor opção da equipe amarela e azul, e Mota quase provou isso com uma finalização de esquerda que acertou a forquilha.

O Arouca pressionava em quadra e sua torcida, composta pelos jogadores do Arouquinha, tratava de incentivar a equipe e também botar mais lenha na fogueira de um jogo quente e disputado. Para completar, outro lance polêmico: Orley dominou na área de costas para a marcação, girou e caiu na hora de bater, mas o árbitro mandou o jogo seguir. Obviamente, o lance gerou bastante reclamação. Em outra oportunidade, porém, o CAV não escapou. Quintanilha saiu do gol e derrubou Renanzinho dentro da área, dando de lambuja a chance da reação. E foi o que o próprio Renanzinho fez, ao bater no canto esquerdo, o oposto daquele que o goleiro pulou.

O técnico arouquense Galizé pediu tempo para organizar seu time para a blitz dos minutos finais. A tática deu certo, já que o Arouca seguiu em cima, exigindo cada vez mais de Quintanilha, o qual salvou sua equipe em diversas oportunidades. Em uma delas, Renanzinho abriu espaço na meia-direita e mandou no ângulo, obrigando o guarda-metas a ir buscar. Em outra, Orley fez pivô para Marquinhos Bohn parar em nova intervenção. Na finalização mais perigosa, Mota, que era bastante incisivo pelo lado direito, chutou no meio do gol e, no rebote, Markinhos mandou na rede pelo lado de fora.

Para coroar a grande partida, só faltava o clímax final. Aos 26 minutos do segundo tempo – e não aos 29, como reclamaram os jogadores do CAV – Marquinhos Bohn recebeu perto da entrada da área e acertou um belo chute no cantinho esquerdo, para deixar tudo igual e fazer seu time e torcida explodirem de alegria. Assim, fez-se justiça no placar após uma partida equilibrada e disputada ao extremo, complicada de jogar e, principalmente, de apitar.

O resultado mantém CAV e Arouca em primeiro e segundo lugar, respectivamente. Na próxima rodada os dois também enfrentam adversários complicados: o time de Diogo Morais pega o Fiorella, e o time do goleiro Mauricio (ausente por contusão) tem pela frente o SPQSF.

XIII CHUTEIRA DE OURO: 4ª RODADA: GRUPO A

Real Paulista 1 x 3 SNG

SNG SEGUE COM 100% DE APROVEITAMENTO


Equipe tem sua quarta vitória em quatro jogos e segue entre os líderes; Real continua com apenas uma vitória no campeonato

Por Alex Araujo

Com três gols, contra um do Real, o SNG permaneceu na segunda colocação, com a mesma pontuação do líder Rabeloska, mas com a desvantagem no saldo de gols. O Real segue em sexto com quatro pontos e apenas uma vitória, em quatro jogos.

O primeiro tempo foi equilibrado. Nos primeiros minutos, as defesas iam se destacando. O SNG trabalhava melhor a bola, mas, mesmo assim, não conseguia chegar. O primeiro chute a gol foi da equipe de preto, com 2 minutos, do meio de campo, a bola passou à esquerda do gol. Depois disso, o próximo lance de perigo só foi acontecer com mais de meio tempo corrido: Marquinhos perdeu a bola, Felipe Augusto tocou pro meio e Biro chegou batendo, mas Alemão fez a defesa. A partir daí o SNG foi se mantendo mais no ataque e o Real ficava nos contra-ataques. Panela teve uma chance em cobrança de falta, mas o chute à meia altura facilitou a vida do goleiro.

E, finalmente, com o SNG trabalhando melhor a posse de bola, aos 19 minutos, saiu o primeiro gol: Tejeda trouxe pela esquerda e bateu quase sem ângulo. O goleirão aceitou. O Real tentou empatar ainda no primeiro tempo com Lê, trazendo pelo meio e abrindo o jogo, Choco bateu cruzado, mas errou o alvo. O SNG respondeu com jogada pela esquerda de Alemão, que bateu cruzando área, mas Ricco não conseguiu chegar. E em contra-ataque puxado por Abelha, Tejeda recebeu na esquerda e bateu para mais uma defesa do goleiro.

Na segunda etapa, o Real começou melhor. Tentava impor pressão no adversário e quase marcou: Panela recebeu na entrada da área, de costas para o gol e girou batendo rasteiro, Sampa foi buscar no pé da trave esquerda. Porém, como o futebol é um esporte imprevisível, mesmo com o Paulista em momento melhor, foi o SNG que estreou o placar no segundo tempo: aos 9 minutos, em jogada individual de Ronei. O camisa 13 foi cortando do meio para a esquerda até ficar quase sem ângulo, e bateu no canto oposto.

Depois do gol, a equipe deu uma melhorada e reequilibrou a partida, mas os lances de perigo eram do Real. Mais uma cobrança de falta: Panela carimbou o travessão. Dois minutos depois, a equipe de branco conseguiu o seu gol: Panela, dessa vez pela esquerda, bateu de fora da área e acertou o cantinho esquerdo de Sampa. O jogo seguiu equilibrado, mas, aos 20 minutos, o SNG conseguiu fechar a conta: após cobrança de escanteio, Washington subiu mais que a defesa e testou, a bola entrou no meio do gol. O fim do jogo, no entanto, ainda seria marcado por uma confusão generalizada entre as equipes. Sampa e Raphão se desentenderam, e o empurra - empurra começou por todo o campo. O árbitro mostrou o cartão azul para os dois que iniciaram a confusão, mas demorou em conseguir afastar as duas equipes. Confusão totalmente desnecessária.

Na próxima rodada, o Real Paulista pega outra pedreira: o Rabeloska, e vai ter que se segurar pra não sair do G-6. O SNG terá uma rodada mais tranquila, teoricamente, e enfrentará o Roletinha, que ainda não conseguiu vencer no campeonato.

XIII CHUTEIRA DE OURO: 4ª RODADA: GRUPO B

SPQSF 4 x 3 Bacana

JAJA COMANDA VIRADA ESPETACULAR NO SEGUNDO TEMPO E MANTÉM BACANA EM SEU CALVÁRIO


Atual vice-campeã da Ouro, equipe vinho chegou a abrir 3 x 0 no primeiro tempo, mas sucumbiu ao artilheiro cheio de amor para dar na etapa final

Por Luiz V. Andreassa

“Hoje não! Hoje não! Hoje sim...” A famosa expressão de decepção de Cleber Machado ao narrar uma corrida de Fórmula 1 cabe muito bem a um jogo do Chuteira em especial. Após três jogos sem vencer (um empate e duas derrotas), o atual campeão Bacana deu todas as impressões de que havia recuperado seu futebol – ou pelo menos parte dele – contra o SPQSF e que finalmente se reencontraria com a vitória. Mas, no segundo tempo, o time de Rômulo e Demehur mostrou mais uma vez que é apenas um esboço do time ofensivo e envolvente do semestre anterior.

Nos primeiros minutos o Bacana foi para cima em busca da velha forma perdida. Lê Leme foi o primeiro a concluir a gol, após cruzamento, mas mandou por cima. Na sequência, Rômulo aproveitou erro na saída de bola do adversário e rolou para Demehur bater de chapa e acerta o pé da trave. Para completar, Lê Leme tabelou com Guitolê, recebeu na área e tentou de letra, mas errou na finalização.

O SPQSF só conseguiu melhorar quando acertou sua saída de bola e passou a usar Jaja como referência para todas as jogadas. Em uma delas, o camisa 9 tentou de cabeça, após cobrança de lateral, mas mandou a bola por cima. Na mais perigosa, Jaja completou escanteio cabeceando para baixo e só não abriu o placar porque, apesar de o goleiro André Izique não ter defendido, a defesa bacanense conseguiu tirar em cima da linha.

Para acabar com o equilíbrio, Gustavo Izique deu um belo chute da intermediária, após passe de Rômulo, e acertou o ângulo direito – marcando um golaço. Depois disso, as chances de gol diminuíram, exceção feita ao lance no qual Febem recebeu na área, saiu da marcação, passou pelo goleiro e, sem ângulo, acabou chutando na rede pelo lado de fora. Foi somente aos 20 minutos que a emoção voltou a rolar, e logo em dose dupla. Primeiro, Lê Leme concluiu a gol e contou com um desvio no meio do caminho para vencer Guto, fazendo 2 x 0. Poucos segundos depois, Napolitano aproveitou uma bola sobrada e mandou um belo chute de sem pulo e acertou o cantinho esquerdo.

O placar do primeiro tempo parecia ter surtido efeito psicológico no desenrolar dos primeiros minutos do segundo. Tanto que Rômulo, por pouco, não ampliou a vantagem, após receber passe de Napolitano e, cara a cara com Serafim – que entrara após o intervalo –, pegar muito embaixo na bola, perdendo grande chance. Mesmo assim o Bacana controlava as ações e o pouco número de jogadas perigosas o beneficiavam. Todavia, a situação começou a mudar quando o técnico do SPQSF, Ricky, recuou Meneguelo para a zaga e soltou seu time ao ataque. Aos 8 minutos, Jaja aproveitou sobra de bola na área para emendar de perna esquerda – um bonito chute que ainda pegou no travessão antes de entrar. E ainda rolou pose para foto na comemoração, em homenagem à namorada, distante fisicamente, já que mora fora de São Paulo, mas sempre presente e perto do seu coração. Beijo na aliança e SPQSF renascendo.

Mesmo após o revés o Bacana tentou reagir rápido e não deixar o adversário se animar. Por questão de centímetros o plano não deu certo: Demehur descolou lançamento para a área e Guitolê completou de primeira, acertando o travessão. Se este lance por pouco não mudou o rumo da partida, o seguinte com certeza o fez. Novamente Jaja, agora em cobrança de falta, finalizou de maneira primorosa acertando uma bomba no canto esquerdo para recolocar de vez sua equipe no jogo. Era o 3 x 2.

Percebendo que Jaja era o ponto forte do adversário e o grande responsável pela reação, o Bacana mandou Jadson Negão, de volta ao Chuteira, para o jogo com a função de marcá-lo. A missão, porém, não teve sucesso, e o máximo que a nova marcação conseguiu foi fazer o artilheiro buscar a ajuda de um companheiro para continuar brilhando em quadra. E este companheiro foi Di Dicredo, o qual arrancou em contra-ataque mortal pelo lado direito e, ao invés de concluir a gol, rolou para o outro lado, onde Jaja apareceu livre para empatar o jogo.

Apenas um minuto depois, já aos 25 minutos, foi a vez do artilheiro retribuir o favor, ao lançar Di Dicredo pela esquerda, em novo contragolpe, deixando-o em condições de sair na cara do gol e tocar no cantinho oposto para vencer André Izique pela última vez. Virada incrível!

A vitória suada foi uma prova da força do SPQSF, o qual pode ir ainda mais longe do que foi no campeonato passado – se conseguir uma regularidade maior e deixar de depender de Jaja em alguns jogos. O teste definitivo poderá ser contra o Arouca, na próxima rodada. Já o Bacana voltou a mostrar que se tornou um time comum após a perda de jogadores importantes como Yanes e Caco. Mesmo contando com bons jogadores, e com Rômulo fazendo bem o papel de pivô, a equipe carece de um homem de área para poder liberar o seu camisa 11 para a criação, e de mais alguns reforços para compor o elenco, já que Lê Leme não tem mostrado na Ouro o seu bom futebol da Bronze passada. O próximo desafio na luta contra o rebaixamento é contra o Só Resenha.

XIII CHUTEIRA DE OURO: 4ª RODADA: GRUPO A

Arouca Jrs. 0 x 4 Rabeloska

RABELOSKA ATROPELA MAIS UM E SEGUE NA LIDERANÇA


Rabeloska não tomou conhecimento do Arouquinha e ‘segurou’ o adversário na zona de rebaixamento

Por Alex Araujo

O Rabeloska continua sem freio. A vítima da vez foi o Arouca Jrs., que vem sendo vítima de todo mundo até agora, menos do Roletinha – que está se especializando em deixar vitórias escaparem nos últimos minutos. Com a goleada sofrida, a equipe segue na penúltima colocação, apesar de que isso não quer dizer muita coisa, já que a briga pelo rebaixamento também está acirrada - com quatro equipes empatadas em pontos. Já o líder tem o melhor ataque, com média de cinco gols por jogo, e a melhor defesa – com apenas três gols sofridos. Parece que o topo da tabela só vai mudar quando os primeiros colocados se cruzarem.

O Rabeloska teve o controle da partida do início ao fim. O Arouquinha tentou reagir em alguns momentos isolados, mas não conseguiu ser superior. O primeiro tempo até começou com chances para os dois lados: aos 4 minutos, Perfetti, melhor jogador da partida, bateu da intermediária para boa defesa do goleiro e, em seguida, Cadu cabeceou pra fora, após cobrança de lateral. A proposta do Arouquinha era se impor, mas o adversário criava mais lances perigosos. Aos 10 minutos, Perfetti, mais uma vez, levou perigo: trouxe pelo meio e foi limpando para a esquerda, tentou o chute rasteiro, mas a bola passou à direita do gol.

As defesas tinham um bom desempenho. As equipes só chegaram com perigo novamente na parte final da etapa. Dick Vigarista arriscou de fora, mas a bola passou à esquerda. Wellington respondeu à altura, mas o chute parou na defesa do goleiro. E, aos 20 minutos, o Rabeloska abriu o placar: Caio chegou na linha de fundo e cruzou para o meio, o goleiro afastou mal e a bola sobrou com Vasko, que só teve o trabalho de empurrá-la para dentro. O Arouquinha não teve paciência nos minutos finais e se limitou a arriscar chutes precipitados de longe.

O segundo tempo começou com as defesas bem postadas mais uma vez. Os goleiros não trabalharam muito durante a etapa final. A primeira oportunidade foi do Arouquinha, quando Galizé, em cobrança de falta, bateu colocado e acertou o travessão. Em seguida, o Rabeloska respondeu também com uma bola no travessão, com Perfetti escorando de cabeça. Passados 14 minutos, o Rabeloska conseguiu mexer no placar: lançamento da defesa para o ataque, Barata dominou pela esquerda na linha de fundo e tocou para o meio. Dick Vigarista apareceu pra completar deslocando o goleiro. 2 x 0.

Menos de 2 minutos depois, em mais uma chegada pelo setor esquerdo, que demonstrava fragilidade, e com um pouco de sorte, China, marcado por dois, conseguiu trazer pra linha de fundo e bater para o meio. A bola desviou no goleiro e entrou.

Depois de sofrer o terceiro gol, o Arouquinha foi pra cima, mas a defesa menos vazada do campeonato não deixou o adversário criar muitas oportunidades. E o Rabeloska ainda se aproveitava dos contra-ataques, com a defesa amarela desguarnecida. E foram os mackenzistas que fecharam o placar no último minuto de jogo, em mais uma jogada de linha de fundo, pela esquerda, dessa vez com Norton: o camisa 28 cruzou pro meio e Cassinho apareceu pra concluir. 4 x 0. Alegria de um lado e preocupação do outro.

Na próxima rodada, o Arouca Jrs. enfrenta o Fúria, ambos ainda sem vitórias no campeonato, sendo separados apenas pelo saldo de gols. O Rabeloska pega o Real Paulista, que se mantém na zona de classificação com 6 pontos, na sexta colocação.

XIII CHUTEIRA DE OURO: 4ª RODADA: GRUPO B

Só Resenha 4 x 2 The Veras

SÓ RESENHA REPETE BOM FUTEBOL E CONQUISTA PRIMEIRA VITÓRIA


Dhanny e Darian marcam belos gols e comandam goleada segura do time alviverde>

Por Luiz V. Andreassa

Em mais um duelo entre duas equipes que ainda não haviam vencido na competição, Só Resenha e The Veras protagonizaram um bom jogo – principalmente na segunda metade do primeiro tempo – e criaram muitas chances de gol. No final das contas, melhor para a equipe alviverde, que dominou o segundo tempo e consolidou uma importantíssima vitória por 4 x 2.

Depois de uma bela partida contra o Fiorella na última rodada, o time de Cris Nicolas começou buscando o ataque e mantendo a posse de bola. Em sua primeira boa jogada, a troca de passes terminou com Fabricio recebendo na direita e concluindo para defesa de Benga, de volta após ausência no jogo anterior. Entretanto, quando o Veras conseguiu sair do controle do rival e foi ao ataque, acabou sendo mais perigoso. Moura dominou na ponta esquerda e deixou Victor Petreche na cara do gol, mas a tentativa de cavadinha do camisa 11 resultou na perda de uma grande chance de abrir o placar.

O primeiro a se destacar individualmente foi Darian. O atacante fez boa jogada, ao avançar pela meia esquerda, limpar a marcação e bater no ângulo, obrigando Benga a espalmar pela linha de fundo. Na sequência, ele foi ainda melhor e completou de voleio, sem pulo, uma bola levantada na área após cobrança de lateral. Golaço. A pintura foi o bastante para deixar toda sua equipe elétrica, fazendo as chances de gol choverem em quadra. Dhanny quase deixou sua marca, ao cortar para o meio, chutar e ver o goleiro defender com o pé. Mirandinha, por sua vez, arriscou de fora da área e acertou o travessão.

Com a defesa do Veras completamente envolvida pela velocidade do ataque resenheiro, o segundo gol parecia uma questão de tempo. Foi então que, aos 12 minutos, Dhanny recebeu lançamento primoroso de Cris, dominou dentro da área pela esquerda e bateu cruzado para fazer mais um belo gol e ampliar a vantagem.

O Veras, acostumado a reagir no segundo tempo, dava a impressão de que iria de novo para o intervalo em grande desvantagem e teria de correr atrás do prejuízo na etapa final. Todavia, a equipe azul grená assimilou o golpe e não esperou a chegada do intervalo para esboçar uma reação. Exemplo disso foi o lance no qual Nico fez boa jogada, puxou para a esquerda e disparou uma bomba que Papa Burguer conseguiu espalmar. Ele ainda contou com a sorte ao ver a bola bater no travessão antes de sair.

A resposta foi à altura: Theus recebeu pelo meio, driblou Ariel, sofreu a falta, insistiu no lance mesmo assim e, frente a frente com Benga, parou na boa saída do arqueiro. O jogo era lá e cá e o gol parecia iminente para ambas as equipes. Melhor para o estreante Ariel, que aproveitou um passe para trás para encher o pé de fora da área, de primeira, para estufar as redes e diminuir a desvantagem do Veras.

O ritmo intenso se manteve até o apito final, e as chances de gol pipocaram. Na melhor delas, Dhanny deu um belo voleio na entrada da área e só não fez mais um golaço porque a bola bateu na trave. Do outro lado, Ariel cobrou falta da intermediária, Papa Burguer espalmou e a bola sobrou para Petreche, ao lado da trave direita, ser impedido pela defesa de mandar a redonda para dentro.

A grande dúvida no segundo tempo era se o Resenha iria manter o ritmo forte e veloz sem se deixar abater pelo cansaço. Esta dúvida foi dissipada logo aos 2 minutos, quando Pão recebeu passe de Dhany pela direita e finalizou rasteiro, obrigando Benga a defender com o pé. Pouco depois, a equipe contou com a sorte para chegar ao gol. Em cobrança de falta pela direita, Darian passou para Dhanny e este, por sua vez, ajeitou para o próprio Darian bater, a bola pegou em Ariel e tirou completamente o goleiro da jogada: 3 x 1. Na sequência, Pão fez falta dura em Andrés, o qual se machucou e teve de sair do jogo. Quando resolveu usar os pés para jogar bola, Pão foi muito mais útil e acertou um belo chute rasteiro, no cantinho direito de Benga, que nada pode fazer.

O Veras sentia sérias dificuldades para atacar e voltar a ser competitivo, como no fim do primeiro tempo. E como o adversário mantinha o fôlego, mas já tinha uma vantagem confortável, as chances de gol começaram a diminuir. Mesmo assim, a equipe verense ainda teve forças para descontar: Petreche saiu em contra-ataque pela direita, concluiu a gol e obrigou Papa Burguer a espalmar, mas, no rebote, Pedro apareceu livre para dominar e bater bonito de peito de pé. Petreche ainda teve a oportunidade de botar fogo no jogo, mas foi travado na hora H dentro da área após receber passe de João Cláudio.

Já aos 23 minutos, Cucio cobrou falta rolando a bola para Ariel dominar na meia esquerda, puxar para o meio e mandar uma bomba no ângulo, tentativa evitada por grande defesa de Papa Burguer. Foi o derradeiro lance de perigo para o Só Resenha, que conquistou uma boa vitória, conseguiu jogar de modo bonito e eficiente e provou que os bons tempos podem ter voltado junto com Dhanny – após a ausência de seu camisa 10 na competição anterior.

Na próxima rodada o adversário do Resenha será o decadente Bacana, enquanto o The Veras, com o sinal amarelo ligado, tem a chance de se reabilitar contra o lanterna Jeremias.

XIII CHUTEIRA DE OURO: 4ª RODADA: GRUPO A

Mulekes 5 x 4 Roleta Russa Olímpico

MULEKES VENCE NO SUFOCO E SEGUE ENTRE OS LÍDERES


Roletinha foi melhor o jogo todo e vencia por 4 x 2, mas levou a virada e continua sem vencer no campeonato

Por Alex Araujo

Ao fim dos 50 minutos, o Mulekes conseguiu a vitória que levou a equipe aos 12 pontos, junto a SNG e Rabeloska na ponta do Grupo A, mas os 3 pontos não foram nada fáceis de ser conquistados. Isso porque o Roletinha, apesar de na parte de baixo da tabela, engrossou o jogo e ainda chegou a abrir dois gols de vantagem. Porém, com raça, um pouco de sorte e falta de tranquilidade do adversário, o Mulekes conseguiu fazer três gols no final do jogo e manter a campanha 100%. Preocupante para o Roletinha, que ainda não venceu, soma apenas um pontinho e só não amarga a zona de rebaixamento por conta do saldo de gols.

O primeiro tempo não foi nem esboço do que viria no segundo. As redes balançaram apenas duas vezes, com poucos lances de perigo. Foi o tempo dos sistemas defensivos, principalmente por parte do Roletinha, que sabe marcar muito bem quando o time está concentrado. O Mulekes conseguia se manter mais no campo de ataque, mas não criava nada relevante. Chegou com perigo no comecinho do jogo com Phillip completando passe de Rafinha, mas parou nas mãos de Edu. Depois disso, só na metade da etapa que as equipes chegariam novamente: o Roletinha, com Kuminha em jogada individual, que parou no goleiro, e do outro lado, Barata tentou desviar bola sobrada dentro da área e o goleiro evitou.

O jogo seguia equilibrado. O Roletinha ainda teve uma chance antes de ficar à frente no placar, com Pina puxando contra-ataque e tocando para Brian no meio completar, mas Diego fez a defesa. Em seguida, Rafinha recebeu no meio, na entrada da arena, e bateu no canto esquerdo para fazer 1 x 0 ao atual campeão. Menos de um minuto depois, em cobrança de lateral, Folha subiu e desviou, a bola acertou o travessão e voltou para o meio da área, onde Catatau apareceu pra tocar e empatar.

O final do primeiro tempo ainda teve algumas tentativas que exigiram a participação dos goleiros, mas a igualdade permaneceu. A segunda etapa foi onde tudo aconteceu. O primeiro tempo acabou com as equipes buscando atacar, e o segundo não começou diferente. Logo aos 5 minutos de jogo, Gian deixou o Mulekes na frente de novo: o camisa 8 avançou com liberdade pelo meio e tirou do goleiro pra fazer. E, mais uma vez, menos de um minuto depois, o Roletinha empatou: Kuminha tocou para Folha na entrada da área, que puxou pro lado e bateu. A bola entrou por debaixo das pernas do goleiro. O placar mostrava o equilíbrio, mas o Roletinha melhorava na partida. E, aos 11 minutos, conseguiu a virada em jogada de contra-ataque: Pina chegou pela direita e cruzou, Catatau apareceu no segundo pau pra completar pra dentro do gol.

Em seguida, o mesmo camisa 26 tentou jogada individual pela esquerda, mas o goleiro ficou com a bola. O Roletinha jogava mais nos contra-ataques, e levava perigo. Aos 16 minutos, a equipe conseguiu ampliar a vantagem: após lateral, Kuba, na esquerda, viu Brian pelo meio, dentro da área, e tocou. O camisa 23 completou de letra. 4 x 2.

A partir daí, o time ficou totalmente na defensiva, e o Mulekes foi pra cima com tudo. O goleiro avançava até o meio de campo pra ajudar a trabalhar a bola, acreditando que poderiam empatar. E não demorou muito para diminuir a diferença. Apenas um minuto depois, o próprio goleiro Diego arriscou do meio de campo, a bola desviou e matou Edu. Foi aí que viram que dava. Pouco depois, Phillip trouxe pela direita e bateu buscando o canto esquerdo do goleiro e acertou a trave. A insistência foi tanta que, aos 23 minutos, em contra-ataque, Rafinha recebeu lançamento pelo alto na direita dentro da área e tocou quase sem ângulo para empatar.

O Mulekes tinha a vantagem psicológica porque buscava um resultado quase perdido, enquanto o Roleta via mais uma vitória escapar por entre os dedos, tal qual diante do Arouca Jrs. O Roletinha não conseguia marcar como deveria, e depois de um chute à distância, Edu rebateu pra frente e Rafinha apareceu pra devolver a vantagem no placar para o Mulekes. 5 x 4 e fim de jogo!

Um time que quer ser campeão também precisa de sorte e, no sufoco, a equipe branca conseguiu se manter entre os 3 primeiros colocados, todos com 12 pontos. Em contrapartida, resultados como esse podem abalar uma equipe jovem como a do Roletinha, que vai precisar ter frieza para enfrentar os próximos jogos para não cair de vez.

Na próxima rodada, o Mulekes enfrenta o MachuPichu, que tem duas vitórias e duas derrotas, e tenta se manter entre os classificado. O Roletinha pega o SNG, jogo duríssimo que vai exigir superação da equipe pra buscar a primeira vitória.

XIII CHUTEIRA DE OURO: 4ª RODADA: GRUPO B

Elefantes Indomáveis 3 x 2 Jeremias

ELEFANTES GANHA DO JEREMIAS NO SUFOCO E DÁ IMPORTANTE PASSO PARA SE MANTER NA OURO


André Plec mostra faro de gol, faz seu hat-trick e decide a partida

Por Luiz V. Andressa

Só havíamos chegado à terceira rodada na Ouro, mas alguns times já tinham ligado o sinal de alerta por causa dos resultados ruins. Dois deles eram Elefantes Indomáveis e Jeremias, ambos sem terem conquistado a primeira vitória e ocupando as últimas posições do Grupo B. Mas isto mudou neste embate importante da quarta rodada.

No primeiro lance de perigo, André Plec recebeu belo cruzamento de primeira de Richard e, livre na área, completou para fora, perdendo grande chance. Pouco depois, foi a vez do próprio Richard aparecer na área para cabecear, após cobrança de lateral, e errar por pouco. A resposta do Jeremias veio com Camillinho, em um chute de chapa da meia esquerda que exigiu bela defesa de Spiga, o qual atuou na meta no lugar de Chacha, jogador de linha nesta partida. As jogadas perigosas não eram numerosas e a necessidade de aproveitamento das mesmas era grande. João Victor percebeu logo isso, encheu o pé em cobrança de falta da meia-direita e contou com um desvio no meio do caminho para vencer o goleiro; a bola entrou chorando e a defesa rival ainda tentou impedi-la de entrar, mas a redonda já havia passado completamente da linha.

A partida era bastante marcada e equilibrada, mas o Jeremias era mais perigoso quando ia ao ataque, como no lance em que Vinicius mandou uma bomba de peito de pé da entrada da área e parou em nova intervenção de Spiga. Quando o panorama era desfavorável ao Elefantes, o grande herói paquiderme do dia apareceu pela primeira vez. Após cobrança de tiro de canto vinda da direita, André Plec emendou um chutaço cruzado, sem deixar a bola chegar ao chão, e estufou as redes para fazer 1x1. Foi o bastante para reascender o ânimo de sua equipe e tornar o final do primeiro tempo mais emocionante, com chances de gol para os dois lados. Na melhor delas André Plec quase virou o placar, ao bater rasteiro de esquerda e tirar tinta da trave.

O ritmo forte se manteve no começo da segunda etapa e o Jeremias tinha mais posse de bola. Contudo, as jogadas mais contundentes de ambas equipes eram raras, devido aos erros no último passe. Tanto que a primeira boa oportunidade do Elefantes veio quando Diego aproveitou uma bola sobrada na área, dividiu com o goleiro e ganhou escanteio. Em resposta, Camillinho encheu o pé, após girar sobre a marcação, e parou na defesa do arqueiro.

A partir dos 15 minutos o Jeremias acertou-se em quadra, e passou a usar da velocidade para criar duas jogadas que poderiam ter mudado completamente o resultado final. Na primeira delas, Felipe recebeu de frente para o gol, bateu com força e acertou o travessão. Na sequência, Danilo Pesce arrancou pela esquerda, invadiu a área e, ao invés de passar para alguém livre, resolveu concluir a gol e acabou acertando a trave, lance que gerou reclamação dos companheiros. Foi então que novamente o Elefantes soube reagir quando estava em maus lençóis, e aproveitou para dar uma aula de coletividade para o adversário. Em contra-ataque rápido e letal, André Plec disparou com a bola dominada, abriu para Richard na direita e este, por sua vez, devolveu para o camisa 22 concluir com o gol aberto.

Como em um típico jogo tenso e decisivo, os minutos finais ainda guardavam muita emoção para jogadores e torcida. Aos 21 minutos, o Barcelona do Chuteira (devido ao seu uniforme idêntico ao do clube catalão) conseguiu uma boa troca de passes para Tingão completar dentro da área, a bola foi dividida e sobrou limpinha para Frederico aparecer e completar para as redes. Após o empate, Vinicius foi advertido com cartão amarelo pelo árbitro – talvez por exagerar na comemoração – e o adversário resolveu pedir tempo. A tática era aproveitar os dois minutos com um jogador a mais e conseguir o gol da vitória. Dito e feito. Poucos segundos depois de a bola voltar a rolar, Richard cobrou escanteio da direita, a zaga do Jeremias afastou mal e a pelota sobrou para André Plec bater de primeira, o goleiro Giancarlo ainda tocou na bola mas não a impediu de encontrar o seu destino: o fundo do gol.

O final foi de sufoco para a esquadra paquiderme, principalmente quando Danilo Pesce arriscou do meio da rua e, por pouco, não acertou o ângulo direito. Mas apesar da insistência o Jeremias não conseguiu impedir a vitória construída pelo heroico André Plec e seu fiel escudeiro Richard. Com o triunfo, o Elefantes Indomáveis respira mais aliviado, sobe para sexto e ganha moral para o “duelo animal” com o Bufalos na próxima rodada. Já o Jeremias segue na lanterna do grupo, e vai confrontar outro adversário ameaçado no atual campeonato, o The Veras, que também soma apenas um ponto até agora.

XIII CHUTEIRA DE OURO: 4ª RODADA: GRUPO A

Di Primeira 3 x 2 Fúria

FÚRIA TOMA VIRADA DO DI PRIMEIRA E DEIXA PRIMEIRA VITÓRIA ESCAPAR


Equipe abriu dois gols de vantagem, mas sofreu a virada no segundo tempo e continua na parte de baixo da tabela

Por Alex Araujo

Parecia que o Fúria finalmente alcançaria sua primeira vitória no campeonato. Mas nem os milagres de Pedro conseguiram evitar a virada do adversário. O time continua namorando a zona de rebaixamento, enquanto o Di Primeira tenta se consolidar na 4ª posição e ter um pouco de tranquilidade.

E o Fúria realmente começou na fúria. A equipe já saiu tentando se manter no campo do adversário, chutando sempre que tinha oportunidade. Mas foi de cabeça que saiu o primeiro gol, com dois minutos de jogo: cobrança de lateral vinda da direita, Thalles subiu mais alto que a defesa e desviou pro gol. 1 x 0.

Sair na frente não freou o Fúria, que continuou tentando tomar rápido a bola do adversário e buscar o arremate a gol. E uma hora ia dar certo. Aos 6 minutos, Thiago Motta, na direita, viu que tinha espaço e bateu cruzado de fora da área. Um belo gol pra ampliar a diferença no placar.

Depois disso, o Di Primeira resolveu acordar. A equipe avançou a marcação e começou a prestar mais atenção no contra-ataque, mas o Fúria continuava melhor. Porém, foi num erro da equipe branca que o Di Primeira conseguiu encontrar seu caminho para o gol: Dri se aproveitou de passe errado no ataque, interceptou e avançou pelo meio, pegando o adversário desprotegido, não teve dificuldade pra sair cara a cara com o goleiro e só dar um toquinho na sua saída. O Fúria sentiu o gol e, a partir daí, o Di Primeira começou a melhorar. Conseguiu aumentar sua posse de bola e ficar mais no campo do adversário.

No segundo tempo o jogo começou bastante equilibrado. Os primeiros minutos foram todos das duas defesas, ninguém conseguia criar lances de perigo. As equipes atacavam, mas nenhuma conseguia furar o bloqueio adversário. Só passados quase 10 minutos de jogo, os primeiros lances de perigo: Chico trouxe a bola pela direita, bateu, a bola desviou na zaga dentro da área e quase entrou. Logo em seguida, o mesmo camisa 3, mais uma vez pela direita, recebeu passe e chutou cruzado, mas, dessa vez, o chute tinha endereço. Não deu para o goleiro e a equipe vermelha chegou ao empate.

Com o 2 x 2 no placar, as duas equipes foram atrás do terceiro gol. O Di Primeira continuava um pouco melhor. O Fúria deu uma afrouxada na marcação e Showza, por duas vezes, quase colocou seu time na frente. Duas vezes cara a cara com o goleiro, obrigando Pedro a fazer duas defesas difíceis: uma a meia altura perto da trave, e outra meio que no “susto”, depois de confusão dentro da área. O Fúria respondeu com Bruno, que chutou rasteiro da direita para a esquerda e Ferrugem foi buscar no pé da trave.

Com a defesa do Fúria fragilizada, o Di Primeira conseguiu se manter mais no campo de ataque. E aos 22 minutos a equipe vermelha, numa jogada de linha de fundo, conseguiu a virada: a bola veio da esquerda, e no meio apareceu Showza pra completar com um toquinho de chapa. Não teve nada que Pedro pudesse fazer.

Agora, na próxima rodada, o Di Primeira enfrenta o lanterninha Estudiantes de La Vila e tem tudo pra alcançar os 10 pontos e se manter tranquilo na quarta colocação. O Fúria, por sua vez, pega o Arouquinha. Ambos estão na rabeira da tabela, com apenas um pontinho cada. Quem sabe alguém sai com a primeira vitória nesse confronto.

XIII CHUTEIRA DE OURO: 4ª RODADA: GRUPO B

Bufalos 1 x 1 Fiorella

MESMO DESFALCADO, BUFALOS CONSEGUE EMPATE HEROICO COM FIORELLA


Time rubro-negro tropeça e perde grande chance de encostar nos líderes

Por Luiz V. Andreassa

O título e a linha fina parecem desmerecer o bom time do Bufalos, mas, ao analisarmos o contexto, dá para entender porque o resultado pode ser considerado um tropeço do Fiorella. A equipe azul e branca, que nesta temporada sente a falta de Leo e Fernando Cidrão, ambos no CAV, jogava extremamente desfalcada: tinha apenas um suplente, não tinha seu goleiro e, para completar, seu melhor jogador, Dinho, estava machucado e teve de ir para o gol. Enquanto isso, o adversário estava com seu time quase completo e poderia, em caso de vitória, alcançar os líderes Arouca e CAV na classificação.

O Fiorella começou tendo mais posse de bola e buscando mais o ataque, mas, contrariando o que muitos pensavam, os lances de perigo não mostravam superioridade por parte de nenhum dos times. Tanto que o primeiro a passar perto de marcar foi Kaike, após receber lançamento de trás, girar e bater em cima de Fábio. Do outro lado, Edson Claro respondeu ao dominar pelo meio e chutar forte, a bola desviou na defesa e ficou ainda mais difícil de ser defendida, mas o goleiro improvisado Dinho fez grande intervenção para salvar sua equipe. A resposta foi à altura: Fryka finalizou pelo lado esquerdo, Fábio deu rebote e Kaike chegou completando por cima, perdendo boa chance de abrir o placar.

Já que a defesa do adversário não dava mole, o Fiorella se aproveitou da bola parada para sair na frente. Cobrança de falta do meio da quadra e, dentro da área, o artilheiro Edson Claro completou bonito de costas para balançar as redes. Na sequência, Rodrigo arriscou do meio da rua e obrigou Dinho a espalmar pela linha de fundo. Foi então que a equipe vermelha e preta resolveu conter o ritmo e controlar a partida no toque de bola. Com isso, as chances de gol diminuíram bastante até o fim do primeiro tempo. Era a opção do time, já que estava mal individualmente e não conseguia repetir o bom e veloz futebol apresentado na última rodada contra o Só Resenha.

O ritmo não mudou depois do intervalo e o Bufalos tinha óbvias dificuldades para reagir, já que o rival controlava as ações e o impedia de chegar em boas condições ao campo de ataque. Assim, o Fiorella tentava ampliar sem tanta contundência, o que quase aconteceu quando João Paulo Arcanjo dominou pela esquerda e chutou forte cruzado, exigindo boa defesa de Dinho. Por outro lado, o Bufalos tentava superar o cansaço e a ausência de seu camisa 10 na linha com heroísmo e muita correria. A equipe sabia que as chances de gol seriam poucas e que, quando aparecessem, não poderiam ser desperdiçadas. E assim foi. Aos 8 minutos Rubão ganhou uma dividida na meia direita, invadiu a área e concluiu de chapa com a perna esquerda para acerta o cantinho, e deixar tudo igual.

Sabendo que o empate era um mau resultado diante das vantagens de que dispunha, o técnico do Fiorella, Tavano, resolveu pedir tempo para tentar reorganizar sua equipe. Todavia, o tiro quase saiu pela culatra e, pouco depois de a bola voltar a rolar, o endiabrado Kaike fez boa jogada pelo meio e bateu de esquerda, exigindo boa defesa de Franklin, que entrara no segundo tempo no lugar de Fabio. Na resposta, Edson Claro chamou a responsabilidade, dominou no peito após receber cruzamento e emendou um chute perigoso que passou a poucos centímetros do gol.

Com dificuldade para criar jogadas e adentrar a área do Bufalos, os jogadores do Fiorella passaram a arriscar chutes de média e longa distância para testa Dinho. Em um deles, Rodrigo obrigou-o a fazer boa intervenção. Na sequência, Serafim fez bela jogada, deu uma meia lua na marcação e finalizou com força, errando por pouco - e passando perto de fazer um golaço. Alexandre voltou a aproveitar sua condição de zagueiro mais adiantado e arriscou nova finalização de longe, desta vez contando com um desvio no meio do caminho para acertar a trave.

A blitz era intensa e, aos 28 minutos, a esquadra rubro-negra por pouco não conseguiu o gol da vitória: Alexandre bateu falta da esquerda, a bola passou pela barreira e também pelo bolo de gente na área, mas parou em nova defesa de Dinho, complicada pela visão obstruída do mesmo. Assim, o Bufalos conseguiu a superação, empatou um jogo importante, mas saiu da zona de classificação para a próxima fase. O próximo desafio é contra o Elefantes Indomáveis. Já o Fiorella segue em terceiro e, na próxima rodada, terá confronto eletrizante contra o CAV.

XIII CHUTEIRA DE OURO: 4ª RODADA: GRUPO A

Estudiantes 5 x 6 MachuPichu

MACHUPICHU VENCE ESTUDIANTES E SE MANTÉM NO G-6


Em jogo de 11 gols, MachuPichu ajuda a afundar Estudiantes na lanterna do campeonato

Por Alex Araujo

O Estudiantes ofereceu resistência, ficou perto no placar o jogo todo – e até saiu na frente, mas ao fim não conseguiu sua primeira vitória e continua na rabeira da tabela. Com a vitória, o MachuPichu soma 6 pontos e ocupa a quinta posição, na frente de Real Paulista com 4 pontos, e atrás do Di Primeira, com 7. E o campeonato continua com disputas isoladas tanto no topo quanto na parte intermediária e de baixo da tabela.

O Estudiantes saiu na frente no placar e contou com dia inspirado de Tucano, mas goleiro não faz milagre, e a frágil defesa da equipe não ajudou nem um pouco. Apesar de sair atrás, o primeiro tempo foi mais do MachuPichu. Nos primeiros minutos, duas chegadas, uma de Cirota, logo com 1 minuto de jogo, batendo de fora da área, para defesa do goleiro, e João, que tentou se aproveitar de bola sobrada na área, mas Júlio evitou que a bola entrasse. Aos 6 minutos, o Estudiantes abriu o placar: Fábio José recebeu passe açucarado de Alex Jean, que o deixou na cara do gol, com o goleiro já fora da jogada, gol fácil.

Porém, o MachuPichu só precisou de 2 minutos para igualar: João e Gui tabelaram na frente do goleiro, e o camisa 14 tocou por debaixo de Tucano, cruzando a arena, para o companheiro só completar para o gol.

O Estudiantes teve mais uma chance após sofrer o gol. Seckler errou saída de bola e entregou de graça para Júlio, que conseguiu chutar, mas a bola desviou e passou por cima. O MachuPichu respondeu com outra tabela de Gui, dessa vez com Seckler, o camisa 10 conseguiu o chute, mas a bola passou à esquerda do goleiro. E respondeu com gol também. Aos 18 minutos, Jaú bateu falta da intermediária, chute forte, mas defensável, Tucano aceitou. A equipe, porém, queria fortes emoções e, em mais um erro de saída de bola, dessa vez por parte de Victor, na entrada da área, Carlinhos Bala conseguiu dar um toquinho na bola, que entrou devagar depois de acertar a trave direita de Tebas. No finalzinho, Victor ainda teve a chance de se redimir, mas desperdiçou: o camisa 94 ficou cara a cara com Tucano, depois de bate e rebate na área, e mandou a bola por cima do gol.

A segunda etapa começou com o MachuPichu marcando a saída de bola e insistindo no campo de ataque. A equipe levava mais perigo, e o Estudiantes tentava sair, mas sem sucesso. Com esse início de pressão, o time preto conseguiu retomar a frente no placar com 4 minutos de jogo: Seckler recebeu pela direita e bateu, Tucano saiu achando que seria um cruzamento e acabou levando o gol.

O MachuPichu continuava com a posse de bola e tentava controlar o jogo, mas, aos 11 minutos, em contra-ataque, o Estudiantes conseguiu achar o gol de empate com Fábio de Oliveira, que carregou pela direita e cruzou no segundo pau, onde Alex Jean chegou completando. A equipe assumiu a postura do contra-ataque e conseguiu levar perigo mais algumas vezes, como no lançamento para Júlio, mas a oportunidade acabou nas mãos do goleiro.

Foi preciso um chute de fora da área para as redes balançarem novamente. Gui arriscou da intermediária e acertou o cantinho direito de Tucano. E o toma lá da cá continuou. Poucos minutos depois, após cobrança de lateral, Fábio, dessa vez como autor, subiu e escorou, a bola subiu e foi cair dentro do gol. Enquanto o ataque acompanhava o ritmo do adversário, a defesa deixou a equipe na mão. Num período de 2 minutos, o Estudiantes sofreu dois gols que selaram a derrota.

João recebeu bola dentro da área e, de bico, sem chance para o goleiro, colocou sua equipe, mais uma vez, na frente do placar. Em seguida, Ricci recebeu completamente sem marcação na entrada da área, invadiu, ganhou do goleiro no “pé de ferro” e tocou pra dentro. Daí em diante o Estudiantes até tentou, e conseguiu diminuir aos 25 minutos, dessa vez Alex Jean foi quem deu a assistência, e Fábio de Oliveira, que vinha pela direita, bateu forte e fez. Mas aí não dava tempo pra mais nada e o placar fechou por aí, se não, sabe-se lá até quando o “perde e ganha” ia continuar.

Na próxima rodada, o Estudiantes enfrenta o Di Primeira, que vai se consolidando na quarta colocação. Enquanto o MachuPichu faz jogo duro com o Mulekes, que segue 100%. A equipe precisa vencer pra se manter entre os classificados com tranquilidade.
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