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Notícias de 28/10/2007

MESMO COM VITÓRIA, CLASSIFICAÇÃO É QUASE IMPOSSÍVEL PARA BUCETS


Bucets em ascensão contra um Sport CBB em queda. Esperava-se que o Bucets enfim ganhasse um jogo. E de fato ganhou, só que não jogando – venceu por WO pois o CBB não apareceu e nem deu satisfação. 1 a 0 no placar com gol para o artilheiro Claudinho.

Depois de 2 empates – contra Roleta Russa e Joga 13 – jogando melhor que o adversário, o Bucets ganhou 3 pontos e chegou a 5 no total e ultrapassou o CBB na classificação. Mesmo assim, o sonho da classificação é uma tarefa quase impossível, pois além de ter de vencer os 3 jogos restantes – e 3 jogos complicados, incluindo o líder SNG – tem de torcer MUITO para uma combinação de resultados. Podendo chegar a 14 pontos apenas, já são 5 equipes que têm mais pontos que isso e outras 3 muita próxima disso (com 13 e 12 pontos) e 9 pontos a disputar. Ou seja, é preciso torcer para os times do G-4 ganharem tudo e os com menos de 14 pontos não pontuarem o suficiente para atingir o limite a que pode chegar o Bucets. A missão é impossível praticamente.

Ao CBB, a mesma coisa, já que ambos têm 5 pontos (CBB perdeu 1 ponto pelo WO).

ACIDUS DERRUBA ÚLTIMO INVICTO


A manhã de domingo era de festa para o líder absoluto e invicto SNG: estréia do uniforme novo, time completo (com exceção do goleiro Sampa) e um adversário (Acidus) desfalcado de Alemão, Lói, Rodrigo e Dink. Tinha tudo para uma vitória tranqüila e Renê estourando na artilharia. Mas as coisas não aconteceram conforme o SN esperava. O Acidus, ao fim da partida, mostrou pela primeira vez ao SNG neste campeonato que um time pode sim agüentar o líder. De fato, quem não agüentou o Acidus foi o Se Não Guenta. Vitória apertada e emocionante por 6 a 5.

O jogo começou em ritmo acelerado, com os 2 times buscando o ataque. E, logo no início, aos 4 minutos, em jogada de Renê (respondendo aos “críticos” que afirmam que ele é apenas um “empurrador” de bola pra dentro do gol), Fabinho venceu o goleiro Diego, que substituía Publius “el loko”. Kirk, em seguida, perdeu gol incrível cara a cara com Messi. Mas na chance seguinte ele não desperdiçou – empatou o jogo. Renê não conseguia fazer seu jogo de pivô graças à forte marcação do Acidus, mas, num passe errado da defesa, o SNG recuperou e, após jogada de Allan, a bola rolou suave para Renê apenas tocar para dentro do gol (agora sim o Renê dos seus “críticos”...). Depois, foi a vez de Memé marcar. Em nova jogada de René com Allan, surge o lance que ajudou a definir a partida contra o SNG – Renê sente fisgada na coxa e sai do jogo. Sem sua referência no ataque, o Acidus tomou as rédeas da partida e foi buscar o placar adverso de 3 a 1. Cavalera diminuiu de falta, em falha do goleiro, e Barata empatou.

No segundo tempo as coisas foram mais intensas. O Acidus manteve-se no ataque e Martins marcou com gol de letra. Em seguida, foi a vez de Robinho ampliar. 5 a 3 contra e o SNG pede tempo. Conversam e resolvem mudar sua forma de jogar. Tiram o goleiro Messi e colocam Fefê no gol para jogar como um goleiro-linha e, com isso, ganhar o meio de campo com um jogador a mais. A tática deu certo e Fabinho, depois de bate-rebate na área, marcou. Pressão total do SNG, e o Acidus não conseguia encaixar o contra-ataque. Em jogada ensaiada de escanteio, ponto forte do líder, Abelha entra livre no primeiro pau e escora com os pés cobrança baixa. Era o empate.

A questão a partir dali era como o Acidus se comportaria. E eis que em nova jogada de Robinho, o goleiro Fefê defende mas solta a bola e Cavalera chega para marcar. Era o 6 a 5, placar que o Acidus manteria até o apito final dos árbitros. Ao fim da partida, uma pequena confusão entre jogadores das 2 equipes. Com a torcida toda contra o SNG – pelo menos de equipes amigas – foi normal a comemoração de lances de efeito, como o rolinho de Barata em Fabinho na linha de fundo. Alguns interpretaram o lance como desrespeitoso e houve discussões em torno de possíveis provocações por parte de jogadores do time vitorioso. Mas a questão foi apaziguada e Renê, capitão do SNG, deixou claro sua posição: “Provocar é normal, é do jogo. Temos de saber lidar com isso, principalmente quando perdemos”.

E assim caiu o último invicto do IV Chuteira, o SNG perdeu a invencibilidade depois de 7 jogos. A proeza coube ao Acidus, em jogo memorável. Aliás, vale anotar comentário pós-jogo de Renê. “É a maldição do uniforme. O SNG nunca ganhou um jogo em que estreou uniforme novo”. A sina permanece. Graças ao Acidus. E pensar que quase que o SNG deixou para estrear contra o MachuPichu...

ARTILHEIRO RENÊ MACHUCA E FICA DE MOLHO 15 DIAS


A derrota para o Acidus não serviu apenas para o SNG perder a invencibilidade, mas também seu artilheiro. A contusão de Renê na coxa já foi diagnosticada e o médico deu 15 dias de repouso e recuperação para o jogador voltar a jogar bola. Com isso, Renê não joga as 9ª e 10ª rodadas, em que sua equipe enfrenta MachuPichu e Bróder respectivamente. Eis a chance que os concorrentes queriam, tanto para artilharia quanto para a corrida do MVP. Renê soma 20 gols até o momento, tendo o vice-artilheiro, Lele do Joga 13 “apenas” 13 gols. Ambos são seguidos de Nação (Roleta Russa) com 12 gols, que não marca há 2 jogos, Robinho e Martins do Acidus com 11 e 10 gols. 2 rodadas fora, é a chance que os demais queriam para encostar e esquentar ainda mais a fase final na disputa pelos troféus individuais.

TOSCO PÕE JOGA 13 NA RODA


O final de semana para o Tosco tinha tudo para ser desastroso. Jogaram contra o Roleta Russa e perderam, apesar de fazer um bom jogo, e chegaram domingo de manhã para enfrentar o todo-poderoso Joga 13. Era um jogo sem muitas pretensões para a equipe, mas o time compareceu praticamente completo para o confronto e conseguiu, no decorrer dele, transformar o “todo-poderoso” 13 em apenas “mais um time surpreendido pelo Tosco neste Chuteira. O Joga 13, em 50 minutos de futebol, quase não viu a bola. Viram, isso sim, show de Foguinho, Kuminha, Ph e cia.

Mesmo com um número reduzido de jogadores (Rafinha suspenso, Zoio contundido e Guma e Caieiras desaparecidos), o 13 contava com sua principal estrela, Lele, e a volta do zagueiro Rodrigo, ponto de equilíbrio na defesa e opção de chutes de longa distância no ataque. E o time começou o jogo indo pra cima, mas seus jogadores não conseguiam chegar ao gol do goleiro Luiz. Lele não conseguiu jogar devido à marcação aguerrida e incansável do também incansável Ph, que não falhou uma vez sequer. Com o sol forte, o cansaço foi batendo e o Tosco teve seu momento: com um belo chute de Kuminha numa cobrança de falta ensaiada, ele abriu o placar para o Tosco, que logo em seguida ampliou com Foguinho e Perassi. Antes do final do primeiro tempo, o Tosco voltou a marcar com Foguinho, indo para o intervalo com um sonoro 4 a 0 no placar.

No retorno para o segundo tempo, enfim o Joga 13 resolveu jogar bola e esboçou uma reação. Choko marcou em uma bola desviada e Cabral chutou forte para diminuir o placar para 4 a 2. Mas o fim da reação veio em seguida, em belo chute no ângulo de Foguinho. Mas o 13 não desistiu e, marcando forte, foi pra cima e, em jogada de habilidade de Alemão, Lele marcou o terceiro da equipe.

Jogo aberto pela necessidade do 13 em atacar, o Tosco aproveitou a brecha e marcou de novo, desta vez num belíssimo gol de Flávio. Mal comemoravam e o 13 diminuiu com Fino. Administrando, o Tosco ainda marcou no finalzinho, com Kuminha, fechando o placar em 7 a 4.

A derrota do Joga 13 surpreendeu a todos que assistiram ao jogo. Com o resultado, o Tosco chega a 12 pontos e configura pela primeira vez no G-8, mais especificamente em 7º. Sexta enfrenta o Fora de Série, também com 12 pontos, em confronto de 6 pontos. Para o Joga 13, fica o recado: ou se preparam e levam a sério ou podem ser surpreendidos, afinal, num fim de semana que tinham tudo para assumir a vice-liderança com jogos teoricamente fáceis, tomaram sufoco do Bucets e olé do Tosco. Agora tem jogo de morte contra o velho rival Roleta Russa. Só a vitória interessa se não quiser ficar para trás na tabela.

ROLETA VENCE SÓ LANCE NO FINAL


Depois do empate com o Bucets em 4 gols, o Roleta se especializou em marcar 4 gols – foram 2 jogos com 2 vitórias com 4 gols marcados e 3 gols sofridos. Contra o Só Lance, a coisa foi apertada embaixo do forte sol da manhã de domingo (na verdade, quase meio-dia). O Só Lance jogava sem reservas e sem goleiro “profissional” e deu muito trabalho para o Roleta de Bruno. Jogo corrido em que o goleiro Denis pegou tudo, mesmo os atacantes do Roleta tendo chutado quase sempre em cima dele. Mas quando exigido mostrou que não faz feio embaixo das traves.

E a inauguração do placar ocorreu com um tiro livre de 9 metros quando o Roleta cometeu sua 7ª falta, com Nação no ataque. Ronei chutou e venceu Matrix quase por debaixo das pernas... E assim acabou o primeiro tempo.

Depois do intervalo o Roleta voltou decidido a empatar o jogo, mas as jogadas eram todas com Bruno e com o novato Diogo, um dos gêmeos alemães contratados na 7ª rodada. Mas mesmo Bruno, estrela do time, não conseguia concluir as jogadas: sempre tocava quando podia chutar e aí a zaga tirava. Mas foi o próprio Bruno que empatou aos 10 minutos, de dentro da área em bola rebatida. 3 minutos depois ele de novo virou o placar, novamente em jogada confusa dentro da área. O Só Lance não se entregou e empatou novamente com Ronei.

A partida seguia para seu fim quando Diogo fez o terceiro gol em bobeada da zaga adversária. Eram 23 minutos, pouco mais de 2 minutos para o fim do jogo. Era o balde de água fria numa equipe que lutou muito contra o calor, sem reservas e sem o artilheiro Kaká, expulso na rodada anterior. E ainda o Roleta fez o quarto com Bruno, conseguindo Ronei diminuir em bonito chute de fora da área aos 25 minutos. Mas acabou por aí. Nova vitória do Roleta que se isola na vice-liderança com 16 pontos.

GOL NO FINAL DÁ VITÓRIA A FORA DE SÉRIE SOBRE HOLLANDA


Eis outro jogo de times que vinham de derrota. A Fora de Série e Hollanda, ambos com 9 pontos, a vitória significava um grande passo rumo à classificação. E o que se viu foi um jogo muito brigado, típico do Fora de Série e de Hollanda nesse torneio.

O Fora de Série saiu na frente, com gol de Renato aos 6 minutos depois de passe de Thiago Motta e de cortar o zagueiro. Não deu tempo de se recuperar da euforia o Hollanda chegou ao empate com Neném. 2 minutos depois foi a vez de Salada marcar: em cochilada da zaga, ele recebeu a bola, cortou o goleiro Beto e meteu pras redes. No fim do primeiro tempo o Hollanda ainda marcou com Alemão. 3 a 1 e um Fora de Série apático e com 3 derrotas consecutivas. Seria a quarta derrota e fim de campeonato?

A única solução era ir pra cima, e o Fora de Série foi. Aos 2 minutos, Rodrigo diminuiu após novo toque de Thiago Motta. E o FS continuou em cima. Aos 16 minutos, num bate-rebate dentro da área, a bola se oferece para Allan empurrar para dentro. Era o empate. O volume de jogo do FS só foi parado com faltas pelo Hollanda, que sem Batoré não conseguia ligar a defesa com o ataque. E no excesso de faltas o Fora de Série teve direito a um tiro livre direto de 9 metros. Thiago Motta bateu e jogou ela por cima do travessão. A pressão continuou e no último minuto nova falta e novo tiro livre. Desta vez Renato bateu e não desperdiçou – mandou a bola no ângulo superior e decretou a vitória do Fora de Série aos 25 minutos do segundo tempo.

MACHUPICHU SE AFUNDA CONTRA BRÓDER


Eis uma partida que tinha tudo para ser um jogão de bola, mas, ao fim, foi no mínimo fraca diante das expectativas colocadas em ambos os times para o campeonato. Grande parte dessa frustração foi a ausência dos grandes jogadores, de ambos os lados. Bróder sem Lapa, contundido, e o MachuPichu sem Caio e Danilo, suspensos. Para piorar, MachuPichu começou o jogo com um a menos e Bróder tinha apenas um reserva, Voodoo, retornando de contusão.

Com um a menos, o MachuPichu se fechava em seu campo, deixando apenas Ricci na frente isolado. Renato, meio campista, jogou na defesa porque o time não tinha um zagueiro de ofício em campo. Ambos os times sem reservas, e sob sol forte, o mais senato seria um jogo de poucos gols, ainda mais 2 equipes pouco vazadas no campeonato, mas não foi o que aconteceu. Os broders saíram na frente logo no início com 2 a 0, gols de Mutssa e Marcelinho. Pouco depois, Ricci diminuiu em cobrança de falta que passou no meio das pernas do goleiro improvisado Soneca, e Ricci empatou novamente.

O jogo foi seguindo e, aos 21 minutos, o goleiro Leo, que jogou na linha, fez um golaço do meio de campo numa rebatida errada do goleiro Tebas que deixou sua área. A bola entrou no ângulo. Era 3 a 1 e ainda teve tempo de Mutssa fazer o quarto e João o quinto antes de acabar o primeiro tempo.

Começou o segundo tempo e Ricci fez seu terceiro gol na partida, criando expectativas no suspenso Danilo, que da lateral gritava demais com o time com palavras de incentivo. Aos 9 minutos, André fez outro e parecia que enfim o MachuPichu encostaria. Mas a sorte é a oitava jogadora do Bróder e Soneca voltou pra linha e marcou o sexto gol de sua equipe. a partir daí, o jogo ficou aberto, com o goleiro Tebas saindo para o jogo e tentando mesmo o chute direto. Jogou quase como um líbero, driblando os atacantes, perdendo outras. Aos 15 minutos, Érico fez o oitavo; aos 18, foi a vez de enfim Edu desencantar na partida, em bela cabeçada. Ricci ainda marcou mais 2 gols para o MachuPichu, mas o desespero e o pouco tempo acabaram com qualquer ambição da equipe em empatar – Marcelinho e Soneca fecharam a goleada aos 25 minutos e nos acréscimos.

Com o placar, o Bróder chega a 16 pontos e fica em situação confortável em termos de classificação. Ao MachuPichu restam 3 jogos, 1 contra o líder, e outros 2 contra os 2 lanternas do campeonato, Bucets e CBB. Aos “peruanos”, resta vencer a qualquer custo se não quiser amargar nova desclassificação prematura...

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