REAL PAULISTA APROVEITA MELHOR AS CHANCES E GOLEIA O FORA DE SÉRIE
Atuais campeões dominam a primeira etapa, sofrem pressão na segunda mas mantêm bom aproveitamento
Por Luis V. Andreassa
O Real Paulista voltou a vencer no campeonato com uma goleada imponente sobre o Fora de Série. O time que só tinha 3 gols marcados fez logo o dobro disso, numa desforra para aqueles que podiam já questionar o poder de fogo de Panela e Cia. Jogando o seu futebol eficiente e organizado em ótimo nível no primeiro tempo, a equipe merengue abriu vantagem e foi mais eficiente que o rival no segundo para construir o placar elástico.
Desde os primeiros minutos o Real se mostrou mais bem postado em quadra, chegando com perigo em levantamento na área no qual Cadu subiu mais que o goleiro Ed, cabeceou para o gol desprotegido e só não abriu o placar porque a zaga conseguiu tirar. Panela também criou boa chance ao ganhar disputa pelo meio e chutar forte, mas o arqueiro foi no alto para espalmar.
O ritmo de marcação forte e disputa intensa pela bola favorecia o cascudo time real, que não demorou a balançar as redes. Aos 6 minutos, Rudy recebeu passe pela esquerda, driblou o guarda-metas e, mesmo sem muito ângulo para a finalização, bateu rasteiro e saiu para o abraço. Os lados da defesa azul pareciam mesmo ser o caminho mais fácil para se chegar. Pedrinho explorou bem isso ao chegar à linha de fundo e cruzar para Cadu chegar livre concluindo dentro da área para defesa de Ed. No rebote, o camisa 30, caído, mandou por cima.
Por outro lado, o Fora de Série sentia dificuldades para passar pela bem postada zaga rival e carecia de criatividade na criação de jogadas, as quais sempre paravam no muro branco à frente. Defendendo-se bem e atacando com qualidade, não demorou muito para a esquadra merengue ampliar. Pedrinho bateu para o gol, a bola pegou na zaga e sobrou para Fábio concluir de primeira no cantinho. Dois minutos depois, Thiaguinho avançou pelo lado esquerdo e, da entrada da área, mandou um belo chute cruzado direto no ângulo, anotando 3 x 0.
No final da primeira etapa, o time diminuiu o ritmo e, precisando buscar uma reação, o adversário conseguiu crescer e criar algumas chances. Wellington e Renan tentaram em chutes pelo lado direito que foram pela linha de fundo. A oportunidade mais clara veio quando Cançado cruzou rasteiro e Rafael Rezende por muito pouco não alcançou.
O intervalo veio e depois dele uma segunda etapa completamente diferente. O Fora, na necessidade de uma reação, partiu para cima. Não foi uma busca desorganizada, pois o time azul soube se equilibrar e, com toques rápidos e inteligentes, conseguiu pressionar o rival desde os primeiros lances. E não demorou muito para descontar: Calado recebeu passe em profundidade e, da entrada da área, chutou de bico no cantinho e soltou o grito.
O jogador forense mais perigoso era Cançado, que tentou ao chutar forte da direita e obrigou o goleiro Alemão a mandar para escanteio. Na cobrança, a defesa botou pela linha de fundo. Na nova chance, Cançado subiu mais que todo mundo e cabeceou para grande defesa do arqueiro.
O domínio das ações e da posse de bola era do Fora, e para ajudar Pedrinho perdeu a grande chance de aumentar a vantagem rival ao receber belo passe de Thiaguinho, invadir a área e, na cara do gol, finalizar na trave. O adversário respondeu com Cachaça chegando pela direita após passe de Paulinho e chutando para o gol. O azar que o camisa 10 deu foi de o guarda-metas defender, a bola bater na trave e sair.
Debaixo da outra meta, Ed deu um susto em seus companheiros ao sair mal do gol para cortar um lançamento e mandar nos pés do rival Fábio, que, do meio da quadra, não conseguiu acertar o gol aberto e mandou por cima. Mas Cachaça queria mesmo aparecer mais do que todo mundo e seguia levando perigo ao gol real. Em cruzamento na área, ele bateu no alto com categoria, sem deixar a bola cair, e só não fez um golaço porque Alemão foi bem para defender.
Com o passar do tempo, o time merengue foi voltando a ser perigoso, mas quem teve boa chance de fazer foi Paulinho. O atacante completou cruzamento de Rafael Rezende no segundo pau, mas errou o alvo, mandando pela linha de fundo. Já aos 19 minutos, Fábio foi mais competente ao dominar passe de Panela pela esquerda e concluir cruzado, rasteiro, no cantinho, e ampliar o marcador.
A resposta do Fora de Série foi à altura e Du Formiga aproveitou uma bola sobrada na entrada da área para andar uma bomba de peito de pé e descontar com estilo. Contudo, logo na sequência Panela aproveitou sua chance e finalizou para anotar mais um e fazer 5 x 2.
Com o jogo praticamente resolvido, a equipe merengue não teve dificuldades para fechar a conta quando Panela foi cobrar falta com toda pinta de que ia chutar para o gol. Ao invés disso, ele rolou para Thiaguinho dominar na entrada da área, girar e bater no cantinho. Com isso, o Real conseguiu sua segunda vitória e chegou à quarta colocação na tabela. Por outro lado, o Fora de Série caiu para sexto mas ainda se mantém na zona de classificação para a próxima fase.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 4ª RODADA
Arouca Jrs. 3 x 2 Med Taubaté
AROUQUINHA BATE MED E CONTINUA SEM PERDER
Arouca Jrs. mantém-se entre os invictos e aproveita para subir uma posição na tabela
Por Gustavo Vasconcellos
Com um clima muito estranho, ora sol, ora frio, algumas vezes até uma garoa, Arouca Jrs. e Med Taubaté se enfrentaram na partida inaugural do Grupo B do Chuteira de Ouro apresentando campanhas muito diferentes da apresentada no semestre anterior, quando o Med foi vice-campeão e o Arouquinha não chegou nem à fase eliminatória. O Arouquinha entrou em quadra ainda sem perder na competição, com uma vitória e dois empates, enquanto o Med já colecionava três derrotas.
E a situação de ambas as equipes não se modificou após a partida. O Arouquinha manteve-se invicto, assim como Arouca e SNG. Já o Med, sem Aníbal, chegou à indesejável marca de quatro derrotas nos quatro primeiros jogos. Os destaques da partida foram dois jogadores do Arouquinha: Gothardo e o capitão da equipe, Deh.
O jogo começou já com algum atraso, como de costume. Desde a saída, o Med mostrou que tentaria manter seu estilo de jogo que o levou ao vice-campeonato: troca de passes e bolas para Javier. Com menos de 40 segundos, a primeira chance foi criada. Após rodar a bola, Javier recebeu adiantado na esquerda, mas bateu por cima do gol. O Med continuou com a tática até quando deu. Não durou muito. Aos 5 minutos, o Arouquinha equilibrou a partida e começou a chegar com perigo à meta de Irineu. Gothardo, duas vezes, e Deh assustaram o goleiro do Med.
Perto dos 10 minutos, a falta de pontaria era evidente para ambos os lados. Deh, vendo a dificuldade do goleiro, arriscava chutes de média distância. Enquanto isso, Rogerinho tentava de tudo para ajudar o Med. Chutes de fora da área, jogadas individuais, nada funcionou.
O Arouquinha já era melhor e aos 17 minutos traduziu isso em vantagem no placar. Após lateral cobrado para área, zaga e ataque disputaram a bola e ela acabou ficando com Deh no segundo pau. Ele dominou e bateu para o gol para marcar o primeiro.
Logo na saída, o Med tentou responder. Jardel arriscou de fora, a bola desviou na zaga e acabou saindo com perigo. Javier e Digão tentaram de cabeça, mas sem sucesso. Já pelo Arouquinha, Deh, em chute de fora, e Washington, após recuperar bola no ataque e chutar com muito perigo, assustaram.
No segundo tempo, o Med dominou as ações durante os dez primeiros minutos. Pedro Henrique e Rogerinho arriscaram. O primeiro em chutes de fora e o segundo em jogada individual e falta frontal. Ambos pararam em boas defesas de Gui Rodrigues. Somente perto dos 15 minutos da segunda etapa o Arouquinha voltou a incomodar. O time preferia manter a posse de bola a partir desenfreadamente ao ataque.
Quando o Arouquinha decidiu atacar novamente, os gols voltaram a aparecer. E quem voltou a marcar foi o Arouquinha. Felipinho fez grande jogada pela direita, chegou ao fundo e tocou para o meio, onde Gothardo apareceu para fuzilar Irineu e marcar o segundo.
No minuto seguinte, porém, o Med voltou à partida. Bagunça na área e Digão tentou empurrar para as redes, mas a zaga afastou. Na sequência, Rogerinho aproveitou e diminuiu a vantagem. Mas no minuto seguinte o Arouca Jrs. voltou a marcar. Em contra-ataque, Gothardo carregava a bola próxima à área, quando a zaga tentou afastar, mas acabou acertando o camisa 7. A bola foi rasteira em direção ao gol e entrou.
O Med ainda deu um último respiro ao marcar aos 21 minutos com Javier, mas nada que mudasse o resultado final da partida. Final de jogo e o placar mostrava 3 x 2 a favor do Arouquinha. Com a vitória, o Arouquinha chegou aos 8 pontos e está em 4º lugar na tabela, somente dois pontos atrás do líder SNG, com quem joga na próxima rodada. Já o Med vê a situação se complicar. Com 4 derrotas e nenhum ponto, o time dos doutores precisa acordar na competição se quiser continuar na Ouro. Buscando recuperação, o Med enfrenta o Fiorella na 5ª rodada.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 4ª RODADA
Mulekes 5 x 4 Primatas
MULEKES DERROTA PRIMATAS E SEGUE 100% NA PONTA
Primatas, por sua vez, com apenas um ponto, é novo lanterna do grupo
Por Luiz V. Andreassa
Mulekes e Primatas protagonizaram duelo emocionante e brigado, o qual foi marcado pela quase reação histórica da equipe recém-promovida da Prata. Mesmo assim, o encontro entre o time que havia vencido todos os jogos e aquele que não havia vencido nenhum terminou com o resultado mais esperado. Porém, o apertado placar de 5 x 4 mostra como as coisas não foram fáceis para o líder de aproveitamento 100%.
O primeiro a tentar a finalização foi Feco, da esquadra vermelha e branca, ao completar de cabeça uma cobrança de escanteio mandando para cima. Todavia, quem inaugurou o placar foi o rival, e isso nem demorou a acontecer. Logo aos 3 minutos, Leco chegou pela direita e passou para Gian dominar pelo meio e, de fora da área, mandar no ângulo e fazer um golaço.
Gui Fenômeno tentou responder em seguida, porém não foi feliz como o adversário e viu sua tentativa ser desviada pela zaga e a bola ir para fora. Melhor postado em campo, o Mulekes não demorou a ampliar a vantagem. Vitinho arriscou de fora da área, a pelota bateu em um defensor e sobrou do lado direito para Rafinha completar para as redes.
Depois disso, a partida ficou nebulosa como as nuvens que cobriam o PlayBall, as quais trouxeram durante vários momentos uma chuva fina e gelada que esfriou as chances de gol por alguns bons minutos. Mesmo assim, o domínio ainda era da esquadra branca, que se defendia bem e voltou a ser perigosa aos 18 minutos. E esse perigo foi transformado em gol: Robinho recebeu pelo lado esquerdo e bateu de bico com categoria para acertar o cantinho e fazer 3 x 0.
A partir daí os ataques voltaram a ter destaque, principalmente o do time primata, que buscou descontar antes de ir para o intervalo. Para isso, Gui Fenômeno tentou duas vezes, a primeira delas ao chegar pelo meio, abrir espaço e bater forte para boa defesa de Diego. A segunda tentativa se deu quando o camisa 9 recebeu na entrada da área pela esquerda, puxou para o meio e mandou na trave, por pouco não fazendo um golaço. Apesar disso, a vantagem mulekense foi mantida até o fim do primeiro tempo.
Os primeiros segundos da etapa final sugeriram que o panorama pouco mudaria em relação ao que se viu nos primeiros 25 minutos e Armando quase ampliou ao chegar pela direita e finalizar para defesa de Vitinho com o pé. O arqueiro primata ainda contou com a sorte de a bola bater na trave e sair pela linha de fundo. Apesar disso, o time alvirrubro mostrou que a facilidade do rival em dominar as ações não se repetiria. Aos 3 minutos veio o gol de desconto. Para isso, a equipe contou com a ajuda do defensor Rafinha, que recuou uma bola meio perigosa para Diego e, mais ainda do goleirão, que ao invés de tirar feio para frente, resolveu puxar para o lado e acabou cedendo diante da marcação de Rafinha e Gustavo, fazendo a bola sobrar limpinha para o segundo anotar com o gol aberto.
O vento que batia em quadra parecia estar cada vez mais frio, porém o jogo estava bem ao contrário, esquentando mais a cada disputa de bola. Animado, o Primatas se lançou ao ataque e conseguiu encostar no placar: Giorgio arriscou de longe, no meio do caminho a bola ia bater no companheiro Rafinha mas ele, a la Romário na Copa de 1994, conseguiu tirar o corpo da trajetória da gorducha e esta, por sua vez, entrou no cantinho.
Entretanto, quando a situação parecia mais favorável para a reação heróica, o Mulekes mostrou frieza para correr atrás do prejuízo. Armando armou para cima da defesa rival e subiu mais que todo mundo e cabeceou para boa intervenção de Vitinho. Na sequência, Leco foi mais feliz ao completar um cruzamento rasteiro dentro da área com uma bela finalização de letra e marcar um golaço, o quarto de sua equipe no jogo.
Mesmo assim, o time primata não se deu por vencido e continuou buscando o empate, chegando mais uma vez perto disso. Rafinha fez boa jogada pelo lado esquerdo, saiu da marcação e cruzou para Gus completar para o gol. Todavia, o ânimo da equipe recebeu novo balde d’água fria, pois, no lance seguinte, Robinho recebeu na área, escolheu o canto e botou para dentro.
O jogo foi equilibrado em seus últimos minutos e ainda houve tempo para Gus descontar aos 25, em chute rasteiro que venceu o goleiro Diego. Assim foi fechado o bom e emocionante embate entre o líder e o agora lanterna do Grupo B, embate esse que demonstrou o equilíbrio entre os times, tendo em vista o placar apertado para o Mulekes.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 4ª RODADA
Só Resenha 2 x 5 Arouca
AROUCA, ARRASADOR, BATE SÓ RESENHA
Ao som da bateria resenhense, Arouca abre 3 x 1 antes dos 15 minutos e depois só administra. No final do jogo, gritos de ‘olé’ e ‘1,2,3, Resenha é freguês’ foram entoados pela torcida
Por Gustavo Vasconcellos
Tentando recuperar-se da sonora goleada sofrida para o Jeremias, o Só Resenha enfrentaria o Arouca, que buscaria reabilitação após empatar com o ‘irmão’ Arouquinha. Para conseguir ânimo e buscar a vitória, o Só Resenha contou com o apoio de uma bateria do lado de fora da quadra, que, incessantemente, não parou de batucar para apoiar os resenheiros.
Entretanto, nada disso foi suficiente. Ao que parece, o Arouca foi quem gostou mais da bateria e logo de cara já abriu o marcador, ampliou-o, viu a vantagem diminuir, mas voltou a marcar. Tudo isso antes dos 15 minutos do primeiro tempo. Depois, principalmente na segunda etapa, a equipe azul e amarelo administrou o resultado e ainda conseguiu ampliar o placar para 5 x 2.
Com o início da partida, o Só Resenha logo arriscou. Darian bateu na saída de bola, mas o chute desviou na zaga e saiu. Porém, a equipe alviverde vacilou logo aos 2 minutos e viu o Arouca abrir o placar. A zaga do Resenha saiu errado e Markinhos aproveitou para chutar forte no alto e bater o goleiro improvisado Vitinho.
Mesmo com o gol logo de cara, o jogo seguiu disputado. Entretanto, o Arouca tinha mais tranquilidade e conseguia chegar com mais perigo ao gol adversário. Após criar chances com Marquinhos Bohn e Markinhos, o Arouca voltou a marcar aos 7 minutos. Falta próxima à área e Marquinhos e Renanzinho se posicionaram para a cobrança. Renanzinho foi para a batida e soltou uma bomba no meio do gol para fazer 2 x 0.
O Só Resenha, então, acordou e não demorou para diminuir a vantagem. Após Mirandinha arriscar de fora e ver o goleiro Mauricio fazer grande defesa, o camisa 8 tentou novamente, mas desta vez Mauricio não conseguiu segurar a bola e ainda viu Valdir Junior completar para o gol.
Novamente com só um gol de diferença, o jogo ficou aberto. O Resenha atacava, mas acabou sofrendo mais um gol. Após os jogadores do Só Resenha reclamaram de irregularidade no lance, Renanzinho não quis nem saber, dominou a bola e bateu rasteiro e cruzado para marcar seu segundo gol, o terceiro do Arouca.
Aí sim o Arouca diminuiu o ritmo e acabou não levando mais tanto perigo ao gol de Vitinho até o intervalo. Já o Só Resenha, apesar de chegar algumas vezes, não levou tanta preocupação para Mauricio.
Na volta para a etapa complementar, o Só Resenha tentou pressionar, até criou duas chances, uma com Cris Nicolas e outra com Fabrício, mas ambas acabaram em defesa do goleiro. Logo o Arouca acalmou o ímpeto do Só Resenha e começou a administrar o tempo. Sem correr muitos riscos, a equipe aparecia com perigo no ataque, como em lance que contou com passe de letra de Tché para Orley, que bateu no canto, mas viu Vitinho cair e defender bem.
Como o futebol apronta das suas, quem conseguiu marcar foi o Resenha. Valdir Junior ficou com a bola na direita e bateu cruzado para tentar dar novo ânimo para os resenheiros. Contudo, o Arouca não se desesperou e continuou a ditar o ritmo do jogo com muita calma. Assim, a equipe azul e amarelo teve tempo e espaço para marcar mais duas vezes. Uma aos 13 e outra aos 15 minutos, ambas anotadas por Vini Costa. Primeiro, ele completou para o gol depois de virada de jogo e bola centrada de cabeça por Renanzinho. Depois, o camisa 30 recebeu novo passe de Renanzinho e precisou tentar duas vezes até marcar o quinto e último gol do Arouca.
Com boa vantagem e sem correr riscos, a torcida do Arouca deixou a bateria de lado e partiu para os cânticos. Os principais a serem entoados foram: “1, 2, 3, o Resenha é freguês” e gritos de “olé”. Com o tempo passando, os gritos da torcida só aumentaram até os árbitros assinalarem o apito final.
Com a vitória por 5 x 2, o Arouca segue invicto na Ouro, chega aos 8 pontos e aparece em 3º lugar no Grupo B. Já o Só Resenha parece continuar abalado pela goleada sofrida ante o Jeremias e estaciona nos 4 pontos, agora na 8ª colocação.
Pela 5ª rodada, o Arouca busca continuar com a boa fase ante o Jeremias, enquanto o Só Resenha tenta recuperação contra o Bufalos.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 4ª RODADA
SPQSF 3 x 2 The Veras
SPQSF VIRA SOBRE THE VERAS E SEGUE SUBINDO
Comandada por Victor Petreche, equipe azul grená domina a partida, convence, mas não vence
Por Luiz V. Andreassa
Depois de um começo complicado no campeonato, o Se Perder Que Se Foda conquistou sua segunda vitória seguida no Grupo A. Apesar disso, a equipe de Jaja sofreu para vencer o The Veras, que teve mais volume de jogo, criou mais, porém perdeu chances importantes e parou nas grandes defesas dos goleiros rivais. Assim, a esquadra laranja foi mais eficiente nos minutos finais para ficar com os três pontos.
O SPQSF começou melhor, chegando à frente com passes rápidos e organizados e finalizações de fora da área. Marinho foi o primeiro a tentar ao receber passe de Jaja e mandar no cantinho, exigindo boa defesa de Benga. Pouco depois, o camisa 8 tentou da mesma forma, e desta vez o goleiro pôde apenas dar o golpe de vista e ver a bola sair perigosamente pela linha de fundo.
O Veras respondeu com João Cláudio desviando cobrança de escanteio no primeiro pau e fazendo a redonda passar na boca do gol sem encontrar ninguém para botá-la para dentro. Porém, foram mesmo as redes verenses as primeiras a serem balançadas. Aos 4 minutos, Marinho cobrou lateral para Di Dicredo dominar dentro da área, girar sobre a marcação, bater no ângulo e fazer um golaço.
Entretanto, o gol fez mal ao time, que recuou e viu o rival tomar a iniciativa e rapidamente crescer de produção. A reação foi iniciada por Victor Petreche, que recebeu passe do lado da trave esquerda e finalizou em cima do goleiro Marcelo Pinto. Pouco depois, o camisa 17 avançou rápido pelo lado esquerdo e só não empatou porque o arqueiro saiu muito bem de sua meta para fechar o ângulo e evitar o tento. Mesmo assim, o adversário se fechava bem e as chances não eram muito frequentes. Foi apenas aos 11 minutos que saiu o empate. E saiu não com um gol normal, e sim com uma pintura de Victor Petreche, que dominou no meio da quadra, avançou, driblou um marcador, cortou outro e, de fora da área, mandou bem à esquerda de Marcelo, que nada pôde fazer.
A partir daí o domínio verense foi quase total. Animados, os jogadores passaram a tocar a bola com mais qualidade, ameaçando constantemente a defesa rival e não o deixando avançar. A virada quase veio em chute de peito de pé que Marchi mandou do meio da quadra. O guarda-metas evitou com uma grande defesa. Em cruzamento na área, Marcelo saiu dando um soco na bola, Nico aproveitou a sobra e mandou para fora. Houve um momento em que o ritmo caiu e uma das poucas boas chances veio do outro lado, quando Jaja ajeitou para Marinho chegar chutando pelo lado esquerdo, obrigando Benga a mandar para escanteio.
Nos últimos minutos da primeira etapa, o The Veras voltou a crescer e chegar perto da virada. Nico dominou pelo lado direito e bateu de fora da área, exigindo intervenção de Marcelo. Na sequência, o camisa 14 foi para a esquerda tentar nova finalização, desta vez carimbando a trave. Jairo foi quem deu trabalho para o arqueiro laranja pela última vez na partida ao concluir após dominar a bola. E foi a última vez porque Marcelo Pinto, que fazia boa partida, foi substituído no intervalo por Serafim.
“Mas o outro goleiro entrou frio no lugar de um que estava muito bem, essa não foi uma boa substituição!”, podem pensar alguns. Realmente Serafim entrou frio – até porque o vento que batia às 18h30 na quadra 4 levava a sensação térmica a um nível quase boreal –, mas manteve a qualidade debaixo da meta. E logo o camisa 12 teve chance de provar isso ao evitar finalização de Jairo, que fizera boa jogada pela esquerda e batera perto da trave. Na cobrança do tiro de canto, Nico encontrou Andrés livre no segundo pau, porém o defensor cabeceou para fora.
A segunda etapa, em seu início, era mais marcada pela forte marcação, mas quem mais sofria para chegar era o SPQSF, que parara de jogar e tinha dificuldades na criação de jogadas após fazer o gol. O jeito foi tentar em cobrança de lateral de Gama para Jaja, que completou de cabeça por cima. Do outro lado, Cunha respondeu com cruzamento desviado pela zaga que quase resultou em gol. Para não deixar barato, Gama arriscou de fora da área e a defesa afastou o chute rasteiro que tinha endereço certo.
Mas com o passar do tempo o Veras voltou a dominar as ações, com João Cláudio e Cucio tentando e parando em defesas difíceis de Serafim. Porém, a mais espetacular delas veio quando Victor Petreche recebeu na direita, chutou, o goleiro espalmou, a bola voltou para o camisa 17 tentar no rebote e Serafim fez milagre para se recuperar e tirar o perigo. Todavia, a pressão deu resultado quando Victor recebeu belo passe pela esquerda, avançou e cruzou rasteiro para João Cláudio debaixo da trave concluir para dentro.
Contudo, a alegria verense durou pouco, pois, alguns segundos depois, o SPQSF deixou tudo igual novamente em jogada parecida e que terminou com Di Dicredo mandando para as redes dentro da área. O tento animou o Se Perder Que Se Foda. O time melhorou e foi para cima. Di Dicredo quase virou o placar ao receber na direita, finalizar e Benga mandar para escanteio. Do outro lado, João Cláudio passou para Cucio bater cruzado da entrada da área, Serafim espalmou, no rebote o próprio João Cláudio chutou e novamente o arqueiro fez milagre para defender. A chance perdida fez muita falta, pois o rival passou novamente à frente. Di Dicredo finalizou rasteiro pela direita, Benga defendeu com o pé e na sobra Jaja apareceu para conferir, balançando as redes.
Os últimos minutos foram marcados pela pressão do Veras, mais na base da vontade do que da organização, e pela raça da esquadra laranja e preta para se defender. Na melhor chance de empate, Petreche aproveitou bola tirada pela zaga e chegou batendo, mas a pelota desviou na defesa e saiu pela linha de fundo. E acabou mesmo no 3 x 2 para o SPQSF, que jogou um futebol inferior ao rival, mas soube aproveitar melhor as chances e contou com Marcelo e, principalmente, Serafim – que foi um anjo para salvar seu time – para conseguir os valiosíssimos três pontos. À equipe azul grená resta o alento de ter apresentado um futebol mais ofensivo e um volume de jogo maior do que nas últimas exibições.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 4ª RODADA
MachuPichu 1 x 5 Bufalos
BUFALOS COMPROVA BOA FASE E GOLEIA PERUANOS
Em jogo disputado, no qual goleiros tiveram grande atuação, Bufalos, de Diogo Moraes e Dinho, foi mortal nas finalizações e conseguiu ótima vitória
Por Gustavo Vasconcellos
Um grande jogo. Essa é uma boa definição para a partida entre MachuPichu e Bufalos. Olhando a tabela, as duas equipes estavam separadas por apenas 3 pontos. A equipe azul do Bufalos queria manter a boa fase e chegar à terceira vitória na competição. Já os peruanos do MachuPichu buscavam uma sequência de vitórias, após ter perdido os dois primeiros jogos e ter derrotado o Med na terceira rodada.
O apito inicial mal foi trilado e as chances já foram criadas aos montes. Fernando Cidrão e Gui Tedesco pelo Bufalos, e Ricci, após lindo passe de calcanhar de Seckler, quase abriram o placar. O jogo começou aberto. Fernando Cidrão, após lateral, chegou batendo e obrigou Pipo a grande defesa. Os peruanos chegaram com Thiago e Ricci aproveitando rebote.
Léo Cidrão se viu obrigado a fazer defesas difíceis e pediu atenção ao time: “Acorda, pooooorra!”. Dito e feito. Aos 9 minutos, Diogo Moraes e Fernando Cidrão tabelaram até Fernando cortar para dentro da área e ver a zaga tentar cortar, mas mandar a bola para própria meta. No minuto seguinte, Dinho teve grande chance de ampliar. Livre ao lado da trave, ele se atrapalhou com a bola e não conseguiu finalizar. Seckler tentou empatar, mas viu seu chute rasteiro sair pela linha de fundo.
As duas equipes continuaram aparecendo com perigo ao ataque. E o Bufalos voltou a marcar. Aos 14 minutos, Gui Tedesco aproveitou bola quase saindo pela linha de fundo e mandou para as redes. Seckler, melhor em quadra pelo MachuPichu, tentou reposta de imediato, mas Léo Cidrão apareceu bem e defendeu chute de fora da área do camisa 10.
Após o segundo gol do Bufalos, a velocidade do jogo diminuiu. Assim, as chances também diminuíram. Mais duas boas chances, uma para cada lado, ainda aconteceram antes do fim da primeira etapa. Diogo Mariano tentou duas vezes passe para o meio, mas sem êxito. Então decidiu partir sozinho para a área e bateu rasteiro cruzado para defesa de Pipo. Pelo lado dos peruanos, Mateus recebeu bola cercado, mas mesmo assim conseguiu achar espaço e surpreendeu com bom chute no ângulo esquerdo. Léo Cidrão foi muito bem e desviou.
Na volta para a segunda etapa, o MachuPichu tentou controlar as ações da partida. Mas o Bufalos não deu tranquilidade ao adversário e voltou a marcar logo aos 3 minutos. Dinho fez grande jogada pela esquerda e serviu Raoni, do outro lado, que só completou para marcar o terceiro.
Até os 10 minutos, o Bufalos ainda continuou aparecendo no ataque. Depois, até os 22 minutos, só deu MachuPichu e aí apareceu a estrela de Léo Cidrão. O goleiro do Bufalos foi responsável por evitar pelo menos 5 oportunidades de gol dos peruanos. Só não evitou o gol de Bruno aos 18 minutos. Thiago passou bola para o meio e Bruno desviou sem chances de defesa para o gol.
No final, quando o MachuPichu já se jogava ao ataque desenfreadamente, o Bufalos aproveitou a exposição da defesa adversária e marcou mais dois tentos. Dinho ganhou da zaga na força e na velocidade e bateu para boa defesa de Pipo. No rebote, Diogo Mariano precisou tentar duas vezes para passar pelo goleio peruano. No minuto final, Rubens Mendes ainda deixou sua marca.
Com a vitória, o Bufalos chega ao seu terceiro resultado positivo na competição e aparece com 9 pontos, na 2ª colocação. Já o MachuPichu voltou a perder e soma apenas 3 pontos, à frente apenas do Med, que não soma nenhum ponto. Na próxima rodada, o Bufalos encara o Só Resenha e a equipe do MachuPichu enfrenta o Roleta Russa.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 4ª RODADA
Jeremias 5 x 6 Roleta Russa
COM CHUVA DE GOLS, ROLETA VIRA PARA CIMA DO JEREMIAS
Mesmo após estar perdendo por 4 x 0, Roleta não se entregou e buscou virada histórica debaixo de chuva
Por Gustavo Vasconcellos
Onze gols e uma partida para ficar na memória de todos os jogadores e torcedores do Roleta Russa. Não há quem não se empolgue ao ver um jogo desse tipo. O Jeremias, após aplicar uma goleada de 10 x 0 no Só Resenha na semana anterior, começou o jogo de forma alucinante e abriu 4 gols de vantagem logo aos 7 minutos. Todos começaram a imaginar outra goleada, agora sobre o Roleta Russa, que somava apenas 1 ponto na competição.
Mero engano. Como uma fênix, o Roleta ressurgiu das cinzas, criou ânimo e vontade e, debaixo de uma chuva que só deu um aspecto especial à partida, conseguiu virar a partida para 6 x 5 no segundo tempo. O Jeremias, valente também, voltou a empatar a partida, mas parecia que a vitória deveria ser do Roleta. No final do jogo, aos 23 minutos, o gol da vitória. Murilo foi o autor do gol que deu a primeira vitória ao Roleta nesse Chuteira.
Com o apito inicial, o Jeremias tentou começar pressionando o adversário, mas quem conseguiu a primeira boa chance de gol foi o Roleta. Gege ficou com a bola no meio, carregou e bateu colocado de esquerda. A bola parecia ter a direção do gol, mas acabou explodindo na trave.
Na sequência, o Jeremias foi para cima e conseguiu marcar 4 gols em cinco minutos. O primeiro, aos 3 minutos, aconteceu após lateral que ficou com Jorge Fernando. O camisa 13 bateu rasteiro no canto direito e marcou. O segundo tento veio no minuto seguinte. Em outro lance de lateral, Marcelo, dentro da área, livrou-se da marcação de Preto e cabeceou firme. O goleiro Guaraná ainda desviou a bola, mas não o suficiente para evitar o gol. Aos 6 minutos, foi a vez de Thiago Bim marcar. Ele chutou de fora da área e acertou o canto esquerdo. Assim como no segundo gol, Guaraná desviou, mas a bola acabou entrando. Para finalizar a leva de gols do Jeremias, Jorge Fernando voltou a marcar e abriu uma boa vantagem de 4 x 0 com menos de 10 minutos de jogo.
O Roleta, inevitavelmente, sentiu o golpe, mas não desistiu e logo conseguiu dar um novo alento para sua torcida. Com o marcador chegando aos 10 minutos, Salada diminuiu o placar. O Jeremias respondeu de imediato, mas o chute de Marcelo acertou a trave.
O jogo, em nenhum momento, foi dominado por um dos times. O Roleta aparecia com mais perigo, até por ter que correr atrás para tirar diferença de três gols. E, antes do intervalo, o Roleta diminuiu a diferença para dois gols. Aos 18 minutos, após jogada de Salada, Brunão ficou com a bola e arriscou o chute. A bola parecia ir para fora, mas Alemão apareceu e desviou para o gol.
Ainda no final do primeiro tempo, Camillinho saiu machucado da quadra. Após sofrer falta, o joelho de Camillinho acertou a grade e acabou abrindo um corte. O jogador do Jeremias não conseguiu continuar em quadra e acabou vendo o surpreendente segundo tempo da partida do lado de fora.
Logo na volta para o segundo tempo, o Roleta mostrou que partiria com tudo para cima. Com 20 segundos já havia criado a primeira chance, mas com grande defesa o goleiro Gustavo evitou. A chuva começou e o Roleta aproveitou. Marcou logo três gols e virou uma partida que parecia perdida. No primeiro minuto, Brunão dominou no meio, gingou na frente do marcador e chutou de bico rasteiro para marcar o terceiro. Mais dois minutos e Coelho dominou no meio e bateu rasteiro no canto esquerdo para empatar. Não deu tempo nem para o Jeremias respirar e aos 6 minutos veio a virada. Brunão apareceu na esquerda e fuzilou no alto para conseguir uma virada incrível.
Com a chuva o jogo ficou disputado. O Jeremias tentava ir ao ataque, mas o Roleta voltou jogando muito bem e evitava tais avanços. Mas quando teve a oportunidade, o Jeremias não desperdiçou. Após escanteio cobrado da esquerda, Marcelo emendou chute de primeira e marcou um golaço para recolocar o Jeremias na partida.
O jogo seguia, a emoção aumentava e as chances eram desperdiçadas ou defendidas. O jogo já passava de 20 minutos e nada. Cada minuto mostrava a luta de ambos os times em busca da vitória. Um gol a esta altura do jogo era fatal. E quem conseguiu marcar foi o Roleta. Murilo dominou bola na esquerda, puxou para o fundo e tocou no alto na saída do goleiro. A bola ainda desviou na zaga antes de entrar.
Faltando pouco mais de três minutos para acabar o jogo, o Roleta se segurou na defesa. Cada bola afastada era uma grande comemoração. Só não maior que a comemoração no momento do apito final. Com a vitória de virada em uma partida sensacional, o Roleta consegue a primeira vitória, chega aos 4 pontos e aparece em 6º na tabela. Já o Jeremias continua com 6 pontos e está no meio da tabela, uma posição à frente do Roleta. Na próxima rodada, o Roleta enfrenta o MachuPichu buscando nova vitória. Já o Jeremias encara o invicto Arouca.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 4ª RODADA
Di Primeira 2 x 1 Fúria
DI PRIMEIRA BATE FÚRIA, SAI DOS PONTOS NEGATIVOS E LARGA A LANTERNA
Time de Thiago Motta, por sua vez, perde mais uma e vai para a oitava posição
Por Luiz V. Andreassa
O Di Primeira, que até esta rodada era o último colocado do Grupo A com -1 ponto devido ao W.O na primeira rodada, conquistou sua primeira vitória na competição e saiu da situação desconfortável em que se encontrava – apesar de ainda estar na zona de rebaixamento. Por outro lado, o Fúria somou sua terceira derrota em quatro jogos e agora está apenas um ponto à frente do rival.
Desde o começo, o Di Primeira se mostrou mais organizado e melhor postado em campo, chegando com mais facilidade ao ataque. Logo no primeiro minuto Dri teve a chance de abrir o placar ao por pouco não alcançar a bola para completar um cruzamento no segundo pau. Pouco depois, o atacante teve nova chance ao receber passe em cobrança de lateral e concluir acertando a trave. Foi só na terceira tentativa que Dri foi recompensado por seu esforço ao receber um presente de Bruno, sair na cara do gol e mandar para dentro, sem perdão.
Do outro lado, Fagner tentou responder e quase deixou tudo igual ao receber pela direita e driblar o goleiro Ferrugem, porém a bola deu uma escapada e o camisa 12 ficou sem ângulo para concluir, mandando na rede pelo lado de fora. A esquadra preta e vermelha se mantinha bem, diferentemente do rival, que sentia dificuldades para atacar. A vantagem quase foi ampliada quando Lê dominou dentro da área, driblou o goleiro Pedro e só não balançou as redes porque Fagner apareceu para salvar em cima da linha. Dodo, por sua vez, foi parado com falta pela marcação quando iria sair de frente para o arqueiro, e o árbitro marcou a falta na entrada da área. Na cobrança, Pedro foi corajoso para sair de sua meta e defender a bomba com a barriga, o que resultou obviamente em muita dor e um tempo de recuperação para o camisa 1. Contudo, isso não o impediu de sair bem outra vez para evitar o segundo tento de Dri, que dominara livre para marcar.
O jogador mais lúcido do Fúria era Fagner, o qual se desdobrava na marcação e ainda era o mais perigoso nas chegadas ao ataque, passando perto de deixar sua marca ao chegar pela esquerda e bater colocado rente à trave, com muito perigo. A resposta rival veio logo, com Dodô, que driblou a marcação e bateu no pé da trave. Mesmo assim, a última boa chance do primeiro tempo foi mesmo do time em desvantagem, que quase empatou quando André recebeu passe na cara do gol, dominou e parou na grande defesa de Ferrugem.
Os minutos finais da etapa inicial foram de um ritmo mais lento e poucas chances de gol. No segundo tempo, Fagner foi o primeiro a tentar com cabeçada que o guarda-metas encaixou. O camisa 12 insistiu e dividiu a bola com o goleiro. Esta sobrou para Sapo tentar aproveitar, porém este foi travado por Simon na hora da conclusão.
O Fúria seguiu insistindo e Thiago Motta quase anotou o seu com um belo chute de sem pulo no alto completando cobrança de lateral e parando em defesa de Ferrugem. A insistência deu resultado aos 9 minutos, quando Fagner – sempre ele – fez boa jogada pela esquerda e viu Bruno passando livre dentro da área. Resultado: passe preciso para o camisa 8 deixar tudo igual. Aproveitando o ânimo pelo empate, a equipe quase conseguiu a virada em passe de Sapo que chegou para Bruno dominar e parar na boa saída de Ferrugem, que fechou o ângulo e fez a defesa.
Os minutos passavam e, apesar da melhora do Fúria, a situação permanecia completamente indefinida. Dri tentou recolocar seu time à frente e quase o fez ao receber lançamento dentro da área e completar na trave. A resposta veio com Thiago Motta, que dominou pelo meio, girou e bateu para Ferrugem encaixar. Pouco depois, foi a vez de Thalles aproveitar sobra e chutar de perna esquerda na rede pelo lado de fora.
Apesar disso, o Di Primeira não abaixou a cabeça e por pouco não passou à frente com um golaço: Leonardo passou de calcanhar para Jocélio concluir e Pedro defender. Pouco depois, Lê mandou uma bomba de primeira do meio da rua e acertou o ângulo, porém o guarda-metas foi buscar e fez uma grande defesa.
O gol da vitória primeirense veio apenas aos 21 minutos: uma cobrança de escanteio encontrou Dri na cara do gol e o atacante teve frieza para dominar e estufar as redes. O Fúria ainda tentou buscar um novo empate, contudo o chute de Diego após aproveitar bola sobrada parou em boa intervenção do goleiro. A partida acabou no merecido 2 x 1 para o Di Primeira. Cada equipe dominou uma etapa e, no fim das contas, venceu aquela que foi mais competente para aproveitar suas chances.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 4ª RODADA
Fiorella 0 x 2 SNG
EM JOGO MORNO, SNG VENCE E MANTÉM PONTA
Mesmo com desfalques e futebol mediano, SNG fez seu dever, bateu o Fiorella e manteve-se na ponta de forma isolada, com 10 pontos em 12 possíveis
Por Gustavo Vasconcellos
Último jogo do dia. As quadras já quase não contavam com público, a noite caía e SNG e Fiorella duelariam pela 4ª rodada do Chuteira de Ouro. O SNG vinha de vitória sobre o Roleta e era líder isolado com 7 pontos. O Fiorella vinha de derrota para o Bufalos e ocupava o modesto 6º lugar na tabela. O jogo começou e os últimos resultados das equipes se repetiram. Final das contas: vitória do SNG por 2 x 0.
Com alguns desfalques, como o goleiro Sampa, o artilheiro Renê e o cão de guarda Allan, o SNG não conseguiu apresentar o melhor futebol, mas mesmo assim mostrou ser um time competitivo e bateu o Fiorella, que também não conseguiu apresentar todo o potencial que tem. As equipes, desde o início, tinham suas características bem definidas. O SNG usara da troca de passes para chegar ao gol do Fiorella, enquanto a velocidade seria a arma principal do Fiorella.
O jogo começou truncado e as chances não apareciam como de costume. Até os 8 minutos, a melhor chance criada foi do Fiorella, quando Tião chutou rasteiro da direita e o goleiro Messi não teve dificuldades para fazer a defesa. Na melhor das chances, o SNG chegou com Biro. Falta na direita e a bola foi virada para o outro lado. O camisa 7 do SNG chegou batendo bonito, mas o chute saiu pela linha de fundo. Pelo Fiorella, novamente Tião foi quem arriscou. Ele tentou chute de longe e a bola saiu à direita do ângulo.
O SNG cadenciava a partida com o toque de bola, mas foi quando acelerou a troca de passes que o time negro e laranja conseguiu marcar. Rápida troca de passes, com passes só de primeira, e a bola chegou em Alemão na direita. O camisa 5 bateu na saída do goleiro. Biro tentou completar e a zaga afastar, mas a bola acabou entrando e o gol foi validado para Alemão.
Após sofrer o gol, o Fiorella melhorou e chegou a pressionar nos minutos finais do primeiro tempo. Messi foi obrigado a fazer duas defesas, em chute de Tiago Silva e Edson Claro. Porém, o goleiro camisa 11 do SNG também contou com a sorte para não sofrer gol. Cleber chegou batendo e a bola explodiu no travessão.
Na volta para o segundo tempo, o Fiorella foi para cima. Com 20 segundos de jogo, o time já chegou com muito perigo. Após cobrança de escanteio, Tiago Silva apareceu no segundo pau para completar, mas Messi defendeu muito bem. Agora, além de usar apenas a velocidade, o time tentava aliar a isso também a troca de passes.
Mas o SNG, com só um gol de vantagem, não ficava atrás. Após boa troca de passes com Rafael Brozinga, Léo tentou colocado e a bola saiu, mas com muito perigo. O Fiorella tinha nos pés de Edson Claro e Tiago Silva as suas melhores chances.
A marcação do SNG conseguiu então neutralizar, por alguns minutos, o ataque veloz do Fiorella. E nesse tempo foi que o SNG foi mais perigoso no segundo tempo e acabou ampliando a vantagem. Tejeda e Rafael Brozinga apareceram bem, principalmente quando tinham mais liberdade. Em contra-ataque, Tejeda achou Felipe Augusto em boa posição, mas o camisa 18 desperdiçou a chance ao chutar por cima do gol. Pouco depois, Brozinga ficou em boa condição de marcar, mas chutou rasteiro e Franklin, goleiro do Fiorella, fez defesa com as pernas. As chances continuaram aparecendo e Tejeda marcou o segundo. Após o SNG recuperar a bola no meio, o camisa 10 recebeu livre na esquerda, com tempo para dominar e bater rasteiro e cruzado no canto direito.
Depois de marcar o segundo tento, o SNG praticamente abdicou do ataque e preferiu segurar o resultado. O Fiorella conseguiu criar boas chances, mas não a ponto de balançar as redes de Messi. Assim, o SNG manteve o placar de 2 x 0 e conquistou a terceira vitória em quatro partidas. O time é líder do Grupo B, com 10 pontos e sem derrotas. Agora, o SNG enfrenta outro invicto na competição, o Arouca Jrs.. Já o Fiorella continua com 4 pontos e aparece na 7ª posição. Na próxima rodada encara o lanterna do grupo, o Med Taubaté, que só perdeu. Com o empate em 3 x 3, ambas equipes possuem os mesmos cinco pontos na tabela.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 4ª RODADA
Bacana 9 x 4 Estudiantes
BACANA DERRUBA LÍDER ESTUDIANTES COM AUTORIDADE
Rômulo comanda a vitória ao estilo bacanense: toque de bola, velocidade, muitas chances criadas e... gols, claro!
Por Luiz V. Andreassa
Na rodada passada, o Bacana enfrentou o Mulekes e ambos deram um show em quadra. Desta vez, a esquadra tinha outro adversário difícil e bem colocado na tabela, o Estudiantes, e conquistou a vitória em um embate parecido com o anterior. O placar já dá uma ideia de como a bola não parou.
O jogo começou um pouco melhor para o Estudiantes, que criou a primeira chance quando Maurinho tentou finalização de primeira após escanteio. A bola pegou na zaga antes de sair. Demorou um pouco para o rival se encontrar em quadra, mas, quando isso aconteceu, o placar foi inaugurado. Demehur roubou a bola no meio da quadra, entregou para Rômulo e este, por sua vez, abriu espaço e chutou forte. O goleiro Tucano deu rebote e a bola foi sobrar debaixo da trave, limpinha para Yanes botar para dentro. Na sequência, Rômulo cortou um passe da zaga adversária e bateu no cantinho para defesa do arqueiro.
Como o Estudiantes se fechava na defesa, os desarmes continuavam a ser a maior arma para o rival chegar ao gol. Exemplo disso foi o lance em que Bruno roubou a pelota pelo meio, arrancou pela lateral esquerda e finalizou, obrigando Tucano a mandar pela linha de fundo. Além disso, como não dava para invadir a área tocando a bola, outra opção foi chutar sempre que houvesse espaço, o que é sempre bom para um time que tem bons finalizadores. Gustavo Izique fez isso ao mandar uma bomba pela direita, exigindo nova boa intervenção do guarda-metas. Outro a tentar foi Demehur, com chute de fora da área que foi no cantinho. Tucano, mais uma vez, evitou pondo para escanteio. Na cobrança, o camisa 10 achou Rômulo livre no segundo pau, só que de novo o goleiro, bem colocado, evitou o segundo tento bacanense.
Entretanto, aos 11 minutos, não houve jeito. O goleiro Victão lançou a bola de sua meta, Rômulo dominou na área e passou para Yanes chegar na cara do gol batendo no ângulo. O volume de jogo monstruoso que o Bacana havia criado deu resultado. Segundos depois, Rômulo dominou bola sobrada na entrada da área, driblou a marcação e mandou na caixa, fazendo do seu merecido tento uma pintura.
Depois disso, o ritmo frenético foi diminuído e a equipe tricolor aproveitou para adiantar a marcação e crescer em quadra. Porém, estava difícil passar pela bem postada zaga dourada e criar chances de gol. Com isso, quem se aproveitou foi mesmo o Bacana, que aos 20 minutos transformou a vitória parcial em goleada. Diego ficou com a bola após uma disputa pela direita, invadiu a área, tentou driblar Tucano e, mesmo embolado com o arqueiro e com um zagueiro, conseguiu concluir para as redes. Pouco depois, Bruno quase ampliou ao aproveitar uma sobra da zaga e acertar a trave.
No final da primeira etapa, o Estudiantes melhorou e passou perto de descontar. Aos 23 minutos, Washington saiu da marcação de Tião e finalizou. A bola pegou na zaga e enganou o goleiro Victão, que mesmo assim conseguiu se recuperar e fazer uma defesaça. Maurinho e o próprio Washington tentaram mais vez, porém pararam de novo no guarda-metas. Assim, a primeira etapa foi fechada com o placar em 4 x 0.
Já o segundo tempo começou como foi o anterior: com gols do Bacana. Logo aos 2 minutos, Gustavo Izique apareceu livre na área para completar uma cobrança de lateral e ampliar a vantagem. Pouco depois, Henrique dominou pela esquerda e bateu colocado, no cantinho, e Tucano apenas olhou a bola entrar. 6 x 0.
Entretanto, alguns segundos depois, o Estudiantes finalmente conseguiu anotar o seu tento. Maurinho cobrou falta pela esquerda com muita categoria, tirando da barreira e acertando o ângulo. Foi aí que a equipe cresceu, só que mais uma vez teve de buscar a pelota dentro de suas redes, pois Rômulo fez o sétimo tento bacanense ao dominar, girar, concluir no cantinho e ver a bola passando por todo mundo antes de entrar. Além disso, Rômulo ainda deixou Henrique na cara do gol aberto com passe de cabeça dentro da área e viu o companheiro perder grande chance.
Por incrível que pareça, a oportunidade desperdiçada chegou a fazer alguma falta quando o adversário conseguiu uma bela reação. Sem se dar por vencido, o Estudiantes foi para cima e descontou com uma cabeçada cheia de estilo de Washington, que livre completou cruzamento e não desperdiçou. Aos 14 minutos, Ricardo recebeu passe de Fernando no bico da grande área, driblou a marcação e mandou no cantinho. Na sequência, Washington de novo fez ainda melhor ao completar cruzamento no segundo pau com uma finalização de letra. Golaço! O placar marcava 7 x 4 para o Bacana e denunciava a boa reação estudantil.
A partida ficou bem corrida e disputada, com um tom que só não era de dramaticidade porque a esquadra dourada havia construído uma bela vantagem na etapa inicial. E olha que mesmo assim Renato quase deixou sua equipe mais próxima do empate ao tentar de longe e parar em defesa de Victão. Todavia, foi o rival quem voltou a marcar e espantar qualquer perigo que pudesse ameaçar a vitória. E não foi um gol qualquer, e sim mais uma pintura para a coleção do embate. Em cobrança de lateral, a bola foi passada para Demehur que, sem deixá-la cair, bateu de perna esquerda no cantinho.
Apesar disso, o Estudiantes ainda tentou honradamente reagir jogando bola, e só não deixou a desvantagem menor porque as tentativas de Maurinho e Ricardo pararam em novas e difíceis defesas do inspirado guarda-metas adversário. Já aos 26 minutos, Rômulo recebeu passe de Gustavo Izique pelo lado esquerdo e finalizou na saída do goleiro para anotar o seu terceiro tento na partida, o nono de sua equipe. Foi aí que o árbitro apitou o final do grande duelo.
Assim o Bacana conquistou sua segunda vitória na competição, a segunda por goleada, e chegou à incrível média de 6 gols por partida. O Estudiantes, por sua vez, manteve-se na segunda posição, apesar do revés da perda da invencibilidade.
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