Seu novo uniforme é de PR1MA! Facilitamos a sua vida!

    Agilidade e comodidade para você focar apenas no que importa... o seu time! @pr1masports e (11) 99210-4656

    Veja mais

Notícias de 28/05/2009

COBERTURA DOS JOGOS DAS OPITAVAS DE FINAL DO VII CHUTEIRA DE OURO

VII Chuteira de Ouro: Oitavas de final
SNG 1 x 0 Joga 13

EM JOGO TÁTICO PERFEITO, SNG ELIMINA JOGA 13

Um grande clássico do Chuteira de Ouro, o experiente e bicampeão SNG contra o ascendente Joga 13. Quis o destino, e a mediana campanha dos dois times na primeira fase, que essas duas grandes equipes se enfrentassem logo nas oitavas-de-final da competição. Perguntado antes da partida, o craque do SNG, Renê, que segue se recuperando de uma lesão, não conseguia nem explicar como era ficar fora de uma partida com tamanha importância, e completou afirmando que não vê a hora de voltar aos gramados.

Por mais que possa parecer uma falta de análise, ou um clichê, a verdade é que os dois times começaram o jogo se estudando. SNG e 13 pensavam muito mais em defender e não sofrer gols do que em ir para cima do adversário. É bem verdade que o SNG tinha a vantagem do empate, e o time não escondia que jogava com o regulamento embaixo do braço, tanto que mandou a campo um time bem diferente do habitual, com o artilheiro Memé e o meia defensivo Biro no banco. Abelha foi o homem de área, que seria munido por Pedrinho e Tejeda fechando o meio de campo. No Joga 13, um time mais ofensivo, com a ausência do capitão Rodrigo, que chegaria para o segundo tempo, e Doce improvisado na zaga ao lado de Guma.

O primeiro a ter boa chance foi o bicampeão, com Tejeda recebendo na esquerda, entortando o marcador e batendo cruzado. Pedrinho deu um leve desvio, mas Caieiras foi arrojado e se atirou nos pés do atacante para fazer a defesa.

O que se esperava era que fosse um confronto equilibrado. De fato foi. O sempre perigoso ataque do 13 tentou chegar com o artilheiro Lele. O camisa 9 fez o pivô de costas para o gol, tinha Calado passando sem marcação na velocidade pela direita, no entanto Lele tentou concluir ao gol, mas a bola foi para fora. Pouco depois, foi a vez do SNG chegar de novo com perigo. A equipe saiu jogando com o arqueiro Sampa, que tocou na esquerda Vairo, que por sua vez avançou ao campo de ataque e inverteu a bola para Abelha quase dentro da área. Era a grande chance do SNG abrir o placar, mas na hora que o atacante armou o chute, Doce apareceu para travar e colocar a bola para escanteio. Na cobrança, Fabinho colocou a bola no centro da área, Abelha subiu mais que a defesa e testou firme no chão, como deve ser uma cabeçada, no canto direito do goleiro Caieras, que não conseguiu chegar na bola e a viu entrar de mansinho para fazer 1 x 0 em favor do SNG.

Até então a partida estava meio morna, com o silêncio reinando na torcida e até alguns gritos de que o jogo estava fraco demais. A rigor, isso acontecia pela postura excessivamente cautelosa do SNG, que era todo defesa e continuou mais ainda depois que abriu a vantagem. A partir do gol, o 13 teve de sair mais para o jogo e enfim a peleja ganhou alguma emoção.

O Joga 13 tentou partir em busca da virada, pois não custa lembrar que o empate não lhe servia, Choco, como sempre jogando com muita vontade, lutava muito. Em um lance o meia-atacante passou por três defensores adversários, cambaleando, trombando, e, também, com habilidade, deixou a bola com Gordo, mas o lance não teve seguimento.

Cada minuto que passava era seguido de outro ainda mais emocionante, pois a saída de bola com Doce não tinha a qualidade esperada e muitos passes do camisa 10 eram interceptados por Tejeda, Pedrinho ou Fabinho, que apostavam no contra-ataque rápido para surpreender. Nessas quase que o SNG marcou mais um com Tejeda.

E o jogo virou um gato e rato, com o 13 martelando o SNG, que por sua vez – na expressão que ganhou notoriedade após a partida entre os jogadores dos dois times – “encaixotava” Lele entre seus zagueiros, impedindo o artilheiro de aparecer para o jogo. Um esquema de jogo defensivo implacável por parte do SNG, que ainda tinha um inspirado Sampa embaixo das travez. Gordo colocou boa bola para Choco dentro da área, que driblou o adversário e bateu. Sampa apareceu para fechar o ângulo do tiro, fazendo uma linda defesa. Choco levou as mãos à cabeça e lamentou a ótima oportunidade perdida.

Ainda na primeira etapa o 13 teve outra boa chance depois de Allan fazer falta em Lele pela direita da defesa e tomar cartão amarelo. O zagueiro fazia uma grande partida, mas, para não perder o costume, não perdia viagem a la Domingos. Na batida, Guma chutou forte e o arqueiro Sampa espalmou como pode. A bola ficou viva na área, e antes que Choco metesse o pé para empatar a partida, apareceu o bico da chuteira de um defensor para aliviar. O SNG se defendia bem, mas arriscava muito e confiava no trabalho de todo o setor defensivo. E com 1 x 0 o bicampeão garantiu a vantagem da equipe na primeira etapa.

Na etapa final, o que se viu foi um cenário similar aos minutos derradeiros do primeiro tempo, com o Joga 13 partindo com intensidade ao ataque e o SNG se protegendo em seu baluarte defensivo. Logo nos primeiros lances, Doce recebeu com liberdade pela direita, cruzou rasteiro para Lele, que dominou, ajeitou para o pé direito, mas pecou na conclusão, chutando ao lado do gol. A equipe branca mantinha-se no campo de ataque, tentando, geralmente, abrir as jogadas pelos flancos, como em jogada em que Guma, no meio de campo, ameaçou soltar o pé, mas tocou para Choco na esquerda, que aí sim soltou o pé, passando alto ao lado da meta de Sampa.

O jogo de fato tinha a estirpe de um mata-mata: truncado, concorrido, estratégico. Isso pode ser comprovado, por exemplo, no lance em que a equipe do SNG,ficou cerca de um minuto tentando progredir na ponta direita, sendo bem marcada. Acabou cobrando duas vezes um lateral, após serem interceptados na primeira e Caieiras interceptar o cruzamento na segunda tentativa. Na sequência, o goleirão, que pouco trabalhou no jogo, pôs Choco para correr pela direita, que acelerou e finalizou por cima.

O SNG também tinha suas chances, embora acontecessem de tempos em tempos. Numa cobrança de falta, Anélio bateu de canhota com efeito, passando rasteiro rente à trave esquerda. Em outra oportunidade, Biro puxou veloz contragolpe disparando pela faixa central, Tejeda pela direita soltou a voz e a plenos pulmões bradou: BIROOOOOO!!!! O camisa 7 atendeu o pedido de seu companheiro e rolou para ele, que desperdiçou mandando bomba pelo lado da meta Trezense.

Quem buscava mesmo o resultado era a equipe alva, principalmente em tentativas de longa distância de Guma, em arrancadas de Choco e dribles curtos de Lele, que não deram em nada em razão da forte marcação no pivozão. Esse panorama permaneceu até o sôo final do professor de preto indicando fim de partida. Muita comemoração por parte do SNG, alguma lamentação por parte do 13, total respeito de ambas as equipes, que fizeram, se não um jogo tão bom quanto esperado, uma bela partida taticamente falando por parte do SNG e cheia de vontade do Joga 13, apesar de ser visível já na metade do segundo tempo certo conformismo de seus jogadores quanto à derrota. Algo como: “Hoje não vai ser de jeito nenhum”.

O Joga 13, pela primeira vez no Chuteira, não chega à semifinal. Mas deixa o campo de pé e passa a torcer pelos amigos do SNG, com quem ficaram bebendo o resto da tarde. Assim deveriam fazer com todos os outros times de quem perdem. O SNG encara o Fiorella nas quartas, mais uma pedreira para o coração de Renê, que permanece apenas no banco torcendo e comandando a equipe.

VII Chuteira de Ouro: Oitavas de final
Fora de Série 0 x 3 The Veras

THE VERAS AVANÇA COM EXIBIÇÃO SÓLIDA E SHOW DE NICO

Desde o começo do jogo, pôde-se ver que o The Veras estava melhor no embate. Os primeiros minutos foram de estudo, mas sempre notando melhor postura da equipe azul e vinho. Visto que, após poucos minutos, Nico, que seria o astro do jogo, arrancou pelo meio, fintou o zagueiro com um bonito drible e mandou para o fundo das redes, a tarde prometia ser de gols para o Veras, que nem nos mais otimistas prognósticos do capitão Pedro imaginava que o time daria um grande nó no Fora de Série e venceria por confortáveis 3 x 0.

O Fora de Série tinha dificuldades nas jogadas ofensivas. Quando conseguiam encaixar, geralmente eram puxadas ou executadas por Rodrigo Cunha, como em lance logo depois do primeiro gol adversário, em que pela faixa central ajeitou para a direita e mandou por cima com razoável perigo. Outro lance de Cunha a ser considerado foi um chute de longa distância pelo flanco esquerdo que obrigou Benga a fazer boa defesa. Mas o jogo do Fora era só esse: Cunha, Cunha e Cunha jogando sozinho e tentando avanços individuais que não eram concretizados em gol.

O jogo estava truncado, a equipe barcelonística tocava bola com mais velocidade, enquanto os celestes preferiam apostar em contra-ataques. O número de chances por minuto era bem reduzido. Podendo-se destacar, pelo lado do The Veras, um célere contra-ataque puxado por Nico, que arrancou pela direita, mandou um belo chute alto em gol, mas a bola passou pelo lado da meta de Maranhão. Já os foras-de-série desperdiçaram boa chance, novamente com Cunha, que dessa vez mandou bomba cruzada de esquerda, para mais uma boa defesa de Benga. Sem adentrar o campo adversário, Cunha apostava em chutes de longa distância, o que no segundo tempo gerou enorme reclamação de toda a equipe no excesso de individualidade do jogador.

Contudo, a tarde era mesmo dos verenses, e mais ainda de Nico. O implacável meia (ou o que quer que seja, pois o menino do cabelo estranho joga em todas as posições do campo) ampliou o marcador com uma forte canhota de primeira no cantinho, sem chances para o goleiro. 2 x 0. Antes do fim da etapa inicial, o terceiro quase veio após Kinho arrancar pelo flanco esquerdo, fintar dois, mas, no milésimo exato em que ia rematar, ser interceptado por uma boa saída do goleirão. Lindo lance e final de primeiro tempo.

Nos primeiros minutos da etapa derradeira, um jogo levemente mais corrido apareceu, mas ainda num cenário semelhante ao do primeiro tempo: Veras no ataque e Fora de Série no contragolpe. Foi a equipe azul e branca, inclusive, que criou as primeiras chances, em dois ataques com Kadu. No primeiro, na entrada da área, ele chutou fraco para defesa de Benga; na seqüência, arrancou em velocidade e, da mesma região do primeiro tento, novamente chutou fácil para o arqueiro.

O The Veras chegou, por sua vez, com Moura, que, após bate rebate na área, finalizou mal, chutando fraco em cima de Maranhão. Era o momento do FdS correr atrás do resultado. Em mais um contragolpe, Du finaliza em velocidade, Benga pega e dá rebote, mas o meia, no chão, não consegue aproveitar, apesar de tentar. Chance perigosa para os forenses. Tempo técnico requisitado.

Com a pausa, o The Veras voltou à toada original e embalou boas oportunidades, por exemplo, em verdadeira bicuda de Luiz Felipe na entrada da área, após jogada de velocidade. Com isso, não demoraria muito a surgir o terceiro gol: em escanteio, Cucio consolida a fatura, em arremate prensado com a zaga. The Veras 3 x 0.

Com o novo gol e resultado sacramentado, o jogo tornou-se outra vez tépido. As únicas chances que merecem maior destaque foram: um contragolpe velocíssimo do Fora com Rodrigo Cunha, que mandou bomba no ângulo para milagre de Benga e também um arremate de Pedro De Luna pela esquerda que acabou por sair mascado, dando chances para defesa de (fds) com os pés. E fim de jogo. O The Veras avança e pegará o MachuPichu nas quartas. Aliás, o time vinho observava atentamente o jogo das arquibancadas e, em clima descontraído de provocação, o astro do jogo, Nico, ao fim do embate decretou em meio a jogadores de ambas as equipes: “Estamos na semi”. Reiterou em seguida com o complemento “E o MachuPichu é freguês.”

VII Chuteira de Ouro: Oitavas de final
Acidus 3 x 1 Kadência

ACIDUS REENCONTRA BOM FUTEBOL E PASSA PELO ATUAL CAMPEÃO KADÊNCIA

Havia a premissa de um grande jogo, apesar das equipes não estarem no primor de seu futebol. De um lado, o atual campeão Kadência, que titubeou um pouco no campeonato e se classificou com “as calças na mão”, na gíria da geração passada. Do outro, o Acidus, líder e invicto boa parte da fase classificatória que vinha de duas derrotas consecutivas, deixando escapar a classificação direta para as quartas. O jogo era também o reencontro dos times após o empate em 5 x 5 do VI Chuteira que levou o Kadência à semifinal e ao título. Mas o que parecia que seria um jogo equilibrado e cheio de chances se mostrou um jogo de um time tentando o gol e outro apenas se defendendo.

Nos primeiros minutos já ficou claro o que seria o jogo: um Acidus bem postado e cauteloso em sua defesa e disposto a mudar o cenário de jogos ruins das últimas semanas, enquanto o Kadência estava confuso taticamente em campo, não conseguindo avançar no terreno de jogo com a bola nos pés. Sendo assim, as primeiras chances da cancha foram dos verdes-limão. Primeiramente com Ronei chutando rasteiro, o goleiro Renato espalma e, no rebote, chute fraco e o goleirão salva com os pés. Em seguida, falta pela direita cobrada por Ricco que explode com força na mureta ao lado da meta do Kadência, que também teve sua primeira oportunidade numa cobrança de falta. No lance, Marquinhos mandou balaço rasteiro que também passou ao lado, dessa vez da meta de Diego Galego.

O choque estava pegado, com muitas divididas. Contudo, era visível a maior efetividade do Acidus dentro das quatro linhas. Antes da equipe de Barata, Lói e cia. embalarem três chances consecutivas, o Kadência teve boa chance com Paulinho, sempre ele. Primeiro chutando dentro da área para defesa de Diego, no rebote, o artilheiro do semestre passado mandou para fora. Pelo Acidus, Ronei arrancou com velocidade pela faixa central, fintou dois adversários e mandou arremate perigosíssimo para fora; na sequência, o mesmo camisa 22 bateu rasteiro da entrada da área para nova defesa com os pés a la Fernando Henrique de Renato. Pressão total do Acidus, mas o gol teimava em não sair.

Alguns minutos depois, muita reclamação para cima do “professor”, os verdes esbravejaram pedindo pênalti, acusando um zagueiro do Kadência de defender-se de uma bolada com o braço sem estar junto ao corpo, lance polêmico que o intrépido juizão bradou: “segue o jogo!”. Algum tempo depois, Ivan Guelo engatou a quinta pelo flanco direito e mandou bomba rasteira cruzada. Diego defendeu com a ponta dos dedos, e a pelota ainda, caprichosamente, resvalou na trave. Quase os defensores do título abririam o escore.

O “quase”, no entanto, custou caro ao Kadência. Barata, em veloz contragolpe pelo lado, engatou a 6ª, marcha que só ele tem no Chuteira, saiu costurando pelo meio até chegar na cara do goleiro Renato. Dentro da área, dei um toque com categoria por baixo do avantajado arqueiro e deixou a pelota no fundo das redes. Golaço e Acidus 1 x 0. Tempo técnico requisitado imediatamente.

O Kadência errava muitos passes e com isso dificultava suas chegadas à meta adversária. Quando conseguia chegar, parava no goleirão Diego, que era muito ovacionado pelos jogadores do SNG do lado de fora. Como no lance em que Fábio Simões, que, primeiramente, mandou mascado de canhota sem menor perigo, a bola ricocheteia e volta para ele que, agora de direita, solta chute fortíssimo, o arqueiro verde-limão faz linda defesa. E final de primeiro tempo.

Com o começo do segundo tempo, a situação mudou um pouco. O Acidus mostrava nos primeiros minutos uma postura menos agressiva, enquanto o Kadência mostrava-se mais atento e coeso em campo. Nisso, era hora de reagir. Paulinho recebeu sem marcação no lado esquerdo, matou uma bola toda torta com categoria e tocou para dentro da área, onde apareceu sem marcação alguma Fabio Simões para empatar a partida.

Alguns minutos depois, Edinaldo mandou uma bicuda que passou perto do gol de Galego. Em contrapartida, a tarde era de Barata, que não desperdiçou e, após corte para o meio e chute rasteiro, botou os verdes novamente em vantagem, 2 x 1. Nesse gol a tímida pressão do Kadência começou a ruir. O ritmo da partida diminuiu, e o Acidus voltou ao domínio. Isaac, em duas oportunidades, primeiro bateu rasteiro para defesa de Renato, e na seqüência, após tabela, saiu livre na cara do gol para chutar de bico por cima do gol.

No entanto, alguns minutos depois, Phillip não perdoou. Em lance pelo meio, o atacante recebeu de Marquinhos e, de primeira, chutou em cima de Renato. No rebote, mandou para o fundo do gol, liquidando a fatura e classificando de vez o Acidus para as quartas.

O jogo estava já decidido, mas ainda deu tempo do Kadência esboçar reação com um chute cara a cara que, após o atacante tocar por cima de Galego, Barata conseguiu salvar em cima da linha. E, por último, uma nova bicuda de Edinaldo, para nova defesa do arqueiro acidiano.

Nas quartas, o Acidus tem a chance de vendeta contra o Bengalas, time que tirou sua invencibilidade na fase classificatória. Jogaço à vista. Ao Kadência, resta preparar e torcer para tempos melhores no VIII Chuteira de Ouro.

VII Chuteira de Ouro: Oitavas de final
Bacana 4 x 0 Fúria

BACANA, SÓLIDO, PASSA PELA FÚRIA DO FÚRIA

Pelo último jogo das oitavas, Fúria e Bacana entraram concentrados dentro de campo. Nos primeiros minutos o que se viu foram equipes atentas na defesa e burocráticas ofensivamente. Não havia muitas finalizações, no entanto, quando havia, eram da equipe do Bacana, melhor no jogo durante todos os 50 minutos, mesmo jogando sem vontade nos minutos iniciais.

Na primeira chance de real perigo do jogo, Demehur mandou lindo chute de longa distância, obrigando Danilo a fazer boa defesa. Alguns minutos depois, Rômulo, disparado o jogador que mais buscava lances na partida, bateu forte rasteiro, o goleirão “furioso” ameaçou por um instante tomar no meio das canetas, mas conseguiu evitar que isso ocorresse.

Pelo lado do Fúria, Thiago Motta era o melhor da equipe, sempre tentando emplacar jogadas de velocidade, mas estando de certa forma isolado no ataque. Além de uma boa cabeçada para fora, o camisa 7 mandou um verdadeiro tirombaço no ângulo, fazendo o arqueiro Roberto a fazer grande intervenção e a tirar elogios até do juizão, que se voltou para a mesa e fez uma cara de “uau, o cara é demais”. Pena que o capitão Marcelão não estava lá para ver e aplaudir seu pupilo.

Com o tempo, percebíamos que ambas as equipes buscavam tocar rapidamente no ataque, todavia, também postavam-se com qualidade no campo defensivo. O Bacana estava melhor, mais incisivo. Com destaque para Demehur e Rômulo. O primeiro tentou tocar por cobertura, mas a pelota tocou caprichosamente o travessão. Já o segundo arrancou pelo lado esquerdo da entrada da área e chutou rasteiro cruzado. Esse foi talvez o lance mais polêmico do embate, pois os bacanas clamavam a plenos pulmões “professoooorrrrr, foi goool!”. Segundo eles, e Rômulo jura de pé junto que a bola foi dentro do gol, a bola passou pela lateral da rede interna e saiu. No entanto, o mesmo professor só marcou tiro de meta.

Porém, se o gol não gol não valeu, a equipe vinho não desperdiçou na sequência. A inauguração do placar coube ao novo matador do Bacana, que começou como titular mas não vinha se apresentando com afinco. Talvez a chegada de Marcelão tenha o inspirado, pois Luisinho, em belíssimo contra-ataque, recebeu de Rômulo de letra e arrancou pela esquerda para emendar com categoria no cantinho do goleiro. Bacana 1 x 0.

Mesmo com o gol, o Bacana não diminuiu o ritmo, enquanto o Fúria continuava a enfrentar dificuldades em encaixar jogadas ofensivas, deixando seu jogo burocrático. Esse cenário se estendeu até soar o apito do professor indicando fim de primeira etapa.

A etapa derradeira, visivelmente, não teria o caráter tíbio do primeiro tempo. Logo nos primeiros minutos, notou-se claramente que seria uma partida mais quente, para não dizer mais pegada e até exagerada no número de faltas e pancadas que os jogadores do Fúria começaram a distribuir gratuitamente conforme o tempo ia se esgotando. E o choque foi se tornando pouco a pouco num jogo nervoso. O único aspecto que não se alterou foi a melhor disposição do Bacana em campo.

Logo nos primeiros minutos, Luisinho, já o melhor em campo ao lado de Rômulo, avança pela esquerda, corta rápido para o meio e bate com força à meia-altura para defesa do goleirão. Pouco tempo depois, cartão amarelo para Thiago Motta. E tempo técnico requisitado. O clima de tensão dos jogadores furiosos (literalmente agora) se estendeu à torcida, que acusava os gloriosos árbitros de terem sido comprados. “De quanto foi seu cheque, juiz?! Eu pago o dobro!”, bradava uma torcedora.

No retorno ao jogo, era hora de Rômulo brilhar. O camisa 6 ganhou na força da zaga e tocou rasteiro na saída de Danilo, ampliando o escore. Poucos minutos depois o goleirão tomou amarelo depois de entrar no meio de Rômulo sem piedade. Quase uma voadora nas partes nobres do atacante bacana que rendeu apenas um amarelinho. Mas o amarelinho enlouqueceu o goleiro, que ficou do lado de fora chamando para o pau o atacante e xingando muito. E na cobrança da falta, quase em cima da linha, Luisinho mostrou por que do seu novo apelido ser matador e mandou no ângulo, sem chances para o goleiro tampão. Bacana 3 x 0.

O clima de tensão persistiu, antes do fim da partida, Roberto Junior tomou amarelo após chutar o adversário no lance mais feio do jogo. A passividade da arbitragem em só dar amarelo em lances de maldade e violência quase levou o embate a descambar. Mas, em meio à guerra, ainda houve tempo para Demehur fazer o quarto, fechando a conta. Ao fim do jogo, os jogadores do Fúria foram cumprimentar os bacanas pela vitória e pediram desculpas, em atitude louvável de quem não queria maiores desgastes.

Nas quartas o Bacana pega a Equipe Bróder precisando vencer.

COBERTURA DOS JOGOS DO I CHUTEIRA DE PRATA

I Chuteira de Prata: 11ª rodada
Locomotiva Tarja Preta 4 x 4 Babilônia

LOCOMOTIVA CEDE EMPATE E BABILÔNIA CLASSIFICA

A última rodada da primeira fase do Chuteira de Prata guardou muita emoção, em especial no confronto entre Locomotiva Tarja Preta e Babilônia, os dois times que brigavam diretamente por classificação. O vencedor garantia vaga na próxima fase. O jogo foi marcado pelo equilíbrio. De um lado uma Locomotiva ainda meio fora dos trilhos, que desde a derrota para o Roleta ainda não havia voltado a somar pontos (pior, perdeu pontos); do outro, um Babilônia de altos e baixos, que jogava até pelo empate para garantir passagem a próxima fase.

Rolou a bola e o Tarja Preta sabia que teria de vencer o confronto para, sem depender de ninguém mais, passar ao mata-mata. Depois de um início morno com pequeno domínio do Babilônia, o sempre decisivo e falastrão Publius, pelo meio da defesa, enfiou linda bola para Rodrigo na direita do ataque, que de primeira bateu para abrir o placar.

Na seqüência o Babilônia melhorou e o time encurralou o Tarja Preta, mas parou na inspirada atuação do goleiro Betão e no sempre eficiente e dessa vez vibrante zagueiro Leo. Sem Tom, Leo era o nome que garantia a fama do Locomotiva de ótima defesa na partida. Mas o Babilônia encontrava muitos buracos no setor defensivo adversário, já que uma andorinha não faz milagre. Primeiro Wesley avançou pelo meio e deixou o marcador para trás, mas quando entraria na área com chances claras de empatar, um arrojado Betão saiu de carrinho para fazer o corte. Logo depois o meia Renan, apontado pelos Roletas Folha e Baru como um dos jogadores mais bonitos do certame, saiu jogando errado pelo meio e obrigou Leo a fazer falta no mesmo Wesley para matar o contra-ataque. Na cobrança da falta, a bola desviou em alguém no meio da área e tirou Betão da jogada. No entanto, foi aí que Leo apareceu em cima da linha para salvar com uma “chaleira” o que fatalmente seria o empate. Um lance praticamente impossível de ser repetido.

Pouco antes de Lillo anotar o segundo para os tarjapretanos, Wesley virou ótima bola para Rodrigo Cruz dentro da área, que chutou à queima roupa para mais uma grande defesa do arqueiro Betão. Em seguida, o Locomotiva mais uma vez encaixou o seu melhor futebol. Renan foi ao ataque pelo lado direito e fez a bola chegar a Lillo, que dominou e, mesmo batendo fraco na bola, marcou o segundo para sua equipe. Nesse momento a Locomotiva estava a todo vapor e quase que chegou ao terceiro gol numa pintura de Publius. O capitão aplicou um lindo chapéu em Clebão, capitão do Babilônia, ficou cara a cara com o goleiro Victor e deu um toque com categoria por cobertura quando este saiu da área para cortar. Quis o azar, ou a sorte do Babilônia, que a redonda pegasse caprichosamente no travessão e não entrasse.

O primeiro tempo de partida era alucinante, com as duas equipes fazendo um lindo embate. Rodrigo Cruz tentou com um carrinho dentro da área adversária descontar para o Babilônia, mas foi Vini Love quem diminuiu na sequência com um chute no canto rasteiro.

Antes do árbitro apitar intervalo de partida, o Locomotiva Tarja Preta anotou o terceiro. Pouco antes, Fernando bateu de pé direito da intermediária, o arqueiro voou na bola e, com a ajuda da trave, evitou o gol. Na seqüência, Fernando foi à linha de fundo pela esquerda e cruzou. O goleiro tentou cortar no primeiro pau, mas a bola veio alta no segundo, onde entrava Starck sozinho para marcar 3 x 1.

Se na primeira etapa o Locomotiva havia sido superior, na segunda metade o Babilônia, que não podia perder caso quisesse confirmar a classificação, mandou e desmandou na partida. Após os atacantes do Babilônia fazerem pressão na defesa tarja Preta, Wesley roubou na ponta direita e rolou a bola para Rodrigo Cruz dentro da área desviar e fazer o segundo. Na seqüência quase veio o empate: depois de Leo travar com o autor do segundo gol dentro da área, a pelota sobrou com Wesley, que, atrapalhado por Betão, acabou perdendo boa chance.

Para real desespero do Locomotiva, e comprovando o ótimo segundo tempo que fazia o Babilônia, após bate-rebate na área, a bola sobrou mais atrás com Alex Dias,que com um chute forte de direita empatou a peleja. Depois de sofrer o empate parece que a Locomotiva ficou desgovernada de vez, e provavelmente passou um filminho na cabeça de cada jogador, da classificação quase assegurada há várias rodadas indo embora. Após jogada pelo meio, a bola chegou até Alex Dias pela direita. Frente a frente com Betão, ele tentou driblar o goleiro e tocar por cobertura, mas o arqueiro se recuperou e deu um tapa na bola. Porém, o rebote voltou para o próprio Alex, que só rolou de lado para Vini Love virar o placar.

Com a derrota parcial, o Tarja Preta precisaria torcer pelo Roleta na partida final do dia diante do É Verdadeee. No entanto, a raça de Paulinho devolveu as esperanças para o Locomotiva. Após escanteio cobrado, o forte jogador subiu mais que os defensores rivais e, de cabeça, igualou tudo de novo. Mas o time continuou capengando em campo, já desanimado, como se soubesse que não chegaria à vitória. E assim foi até o fim do jogo, quando o Babilônia comemorou o bom futebol e a reação, enquanto no Locomotiva o clima era de tensão e tristeza, pois já se cogitava durante a semana que o Roleta entregaria o jogo caso isso eliminasse o rival. Já imaginando o resultado, o capitão tarjapretano Publius nem ficou para ver um desanimado e desfalcado Roleta perder para um vibrante É Verdadeee e garantir a eliminação do Locomotiva precocemente da competição.

I Chuteira de Prata: 11ª rodada
Forza Leone 8 x 3 Xoro Paro

FORZA LEONE MOSTRA FORÇA DO LEÃO E ELIMINA XP

O confronto envolvia duas equipes ainda vivas e com chances. Mais um duelo valendo vaga direta na próxima fase do Prata. De um lado, o Xoro Paro de Kuminha; do outro, o Forza Leone do ex-Joga 13 Bruninmho, que finalmente deu as caras depois de um chá de sumiço. Ambas as equipes chegaram, na verdade, a até decepcionar um pouco nesse I Chuteira de Prata, tendo em vista que se esperava que brigassem sempre pela ponta da tabela, no entanto, mesmo com altos e baixos, chegaram à última rodada brigando pela classificação. O que realmente não se esperava era, dentro de campo, um Forza Leone muitíssimo superior e que nem tomou conta de seu adversário.

Logo de cara a vontade e e o empenho do Forza fizeram a diferença, da ponta direita do ataque Diogo acertou um forte chute cruzado, sem nenhuma chance para o goleiro Dalton. O XP respondeu com Kuminha. A estrela quase solitária do time interceptou passe pela intermediária e exigiu uma grande defesa do sensacional goleiro Muralha. Contudo, sempre que o Forza chegava era para marcar. Após bola invertida da direita para a esquerda, Diogo chutou rasteiro e saiu para o abraço com 2 x 0 para o Leão.

Embora perdesse, o Xoro seguia lutando. Outra vez Kuminha fez lindo lance pela direita do ataque e chutou buscando o canto do goleiro. A bola caprichosamente tocou no pé da trave e saiu. Como quem não faz leva, no lance seguinte Vagnão apareceu no ataque e marcou um bonito gol. Curioso que o jogador, ao fazer o gol, foi substituído e deixou a quadra bastante festejado por seus companheiros de time. Detalhe: o Forza Leone estava quase completo.

E o Forza estava mesmo com vontade e não demorou para marcar mais dois gols, abrindo um folgado 5 x 0 que praticamente matou o adversário. Primeiro com Wellington, o destaque do time na competição, e em seguida novamente com Diogo, que fez seu terceiro gol na partida.

Ainda na primeira etapa o XP teve a chance de diminuir com a mais clara chance de todas - o pênalti. Após Kuminha ser derrubado na área, o craque do time tentou buscar o canto direito de muralha, mas errou na força e mandou para fora. Se seu irmão não aproveitou a chance, pouco depois Kuma brigou com os marcadores pelo meio e chutou forte para descontar para 5 x 1. A verdade era que o Forza fazia uma ótima partida e, com sobras, garantia sua passagem à segunda fase do Chuteira de Prata.

Assim que se iniciou o segundo tempo de confronto, o Xoro Paro tentou dominar a partida. A equipe chegou a trocar passes no campo adversário e a fazer o Forza recuar. Contudo, o time de vermelho sedia os contragolpes. Em um deles o Forza chegou ao ataque com Alemão, mas o arqueiro Dalton saiu nos pés do jogador para fazer boa defesa. Ainda melhor, Kuma tentou armar o time, fez a bola chegar até Thiago Leme, mas o jogador não conseguiu marcar. Na seqüência, o próprio Kuma chamou a responsabilidade e com outro chute forte fez o segundo para seu time.

Com a vantagem conquistada na primeira etapa, o Forza Leone jogava muito mais com a razão do que com a vontade de atacar. Aproveitando a total desorganização do Xoro Paro, a equipe foi ao ataque e ampliou sua vantagem. Depois da boa jogada de Diogo e Du, Wellington aproveitou o rebote da defesa e anotou 6 x 2. Pouco depois, Jorge, o ex-técnico, marcou um golaço. Ele observou o não tão alto goleiro Dalton adiantado e do meio da quadra colocou a bola no ângulo. O arqueiro se esticou todo, mas quando tentou chegar na bola já era tarde demais. Um verdadeiro golaço na quadra 10 do Playball.

Todo mundo já sabia o resultado final da partida e a classificação com lindo futebol do Forza Leone. Contudo, ainda havia alguns minutos de bola para rolar e finalmente a jogada entre os irmãos do Xoro funcionou. Kuminha tabelou com Kuma, ficou cara a cara com o arqueiro Muralha e só escolheu o canto para fazer o terceiro gol de seu time. Logo depois, Chapolim deu números finais ao confronto em 8 x 3. O Xoro não chorou, mas parou, e assim deu adeus ao Chuteira de Prata. Do outro lado da quadra festejavam os jogadores do Forza Leone, que agora encaram o Treinadores do Braz em um duelo que vale classificação ao Chuteira de Ouro.

I Chuteira de Prata: 11ª rodada
Treinadores do Braz 12 x 2 Basicus

EM DIA DE ÍNDIO, TREINADORES DETONA BASICUS

O elenco do Treinadores do Braz descansou uma partida após perder para o Arouca, em jogo remarcado da 9ª rodada, e entrou em campo para tentar conquistar três pontos contra um dos sacos de pancada do campeonato: o Basicus. Porém, a equipe rosa engrossou o jogo para o TdB no primeiro tempo, e muitos acreditavam que na última rodada da primeira fase o Basicus conquistaria sua segunda vitória. Mas não foi bem assim. A partir de certo momento, o Basicus abriu a porteira, e o Treinadores do Braz fez o que queria e o jogo acabou em goleada.

A partida começou equilibrada, com as duas equipes se defendendo bem e, acredite se quiser, a primeira chance clara de gol foi do Basicus: Barath chutou de longe e o goleiro espalmou. Porém, um jogador em especial do TdB entrou em campo para fazer a diferença: Índio. E o primeiro gol saiu dos pés dele ainda no começo da partida. O goleirão do Basicus evitou o segundo gol logo depois, mas quando o camisa 9 do Treinadores marcou mais um, foi sem chance para Emílio. A partir daí, o Treinadores começou a envolver e dominar o time rosa.

Mas, mesmo assim, o Denão conseguiu girar contra a marcação de um adversário dentro da área pela direita e, após seu chute, a bola foi para o fundo do gol. 2 x 1 e um fio de esperança que quase foi por água abaixo quando Meraio chutou de longe e quase marcou se não fosse linda defesa de Emílio. De repente, aconteceu o inesperado: Martins avançou pela esquerda, bateu forte e acertou a trave. Na sequência, o Basicus empurrou o adversário para dentro de sua área e o árbitro viu um pênalti para a equipe rosa. Era a chance da reação, que foi confirmada quando Martins bateu no canto esquerdo e marcou o gol de empate.

Mas a igualdade durou pouco, pois não era 19 de abril, mas o dia era de Índio, que marcou mais um logo depois. Binho também foi rápido na resposta e após receber dentro da área bateu para boa defesa do goleiro, que deu rebote e nada pode fazer para impedir que o próprio Binho tocasse para o fundo das redes.

Poucos instantes depois, o Treinadores do Braz chutou de longe e a bola sobrou para o Binho de novo. E de novo ele marcou, desta vez com categoria, tirando o goleiro do jogada. Se não fosse o goleiro do Basicus, o primeiro tempo teria acabado com uma vantagem muito maior que os 5 x 2. O goleirão fez pelo menos duas lindas defesas no final do primeiro tempo.

Antes do segundo tempo já parecia praticamente definido que outra goleada viria para o Basicus. E o Treinadores fez questão de mostrar logo nos primeiros minutos da etapa final que não perdoariam. E a equipe marcou três gols praticamente seguidos: primeiro, o artilheiro do jogo, Índio, recebeu na entrada da área, girou e bateu no canto esquerdo. Depois, Rui arriscou de longe e marcou. Fechando a série, outra vez Índio deixou sua marca, avançando pela esquerda e colocando a bola no fundo do barbante. Quando Binho tentou driblar o goleiro e marcar o nono, o goleiro foi melhor e pegou.

Já definido, o Treinadores relaxou e o Basicus deu uma melhorada na partida. A prova da melhora do Basicus refletiu em duas grandes defesas que João Lucas foi obrigado a fazer. A segunda delas foi em uma ótima cabeçada do zagueiro Bolas. E por falar nele, o melhor em campo de sua equipe, ele cruzou para Harada chegar e tocar de cabeça para mais uma defesa do goleiro.

O Basicus crescia no jogo se comparado ao primeiro tempo, acertando mais passes e chegando com mais perigo, mas na hora do chute algo saía errado e a equipe não conseguia finalizar bem. O Treinadores já mostrava cansaço e em alguns momentos apenas assistia ao Basicus tocar a bola. A última chance da equipe rosa foi com o Denão, que recebeu junto à trave esquerda, girou e bateu na boca da gol. Mas a bola passou na cara do goleiro e se perdeu. A partir daí, o Treinadores desfilou seu futebol e foi com tudo para liquidar a fatura: Índio recebeu ótimo passe dentro da área e marcou. No lance seguinte, Emílio fez ótima defesa.

A partir daí, um jogador se destacou na partida: Gafanhoto. Ele marcou nada mais do que três gols seguidos no fim do jogo para fechar a goleada em 12 x 2 para o Treinadores do Braz, que, com este placar, termina a primeira fase com 18 pontos e um ótimo 3º lugar. O Basicus dá adeus ao torneio e, dizem, a vários jogadores.

I Chuteira de Prata: 11ª rodada
Arouca 6 x 3 Roleta Russa Olímpico

AROUCA BATE ROLETINHA E PASSA ROLETÃO NA TABELA

Após um jogo emocionante contra o Treinadores do Braz, o Arouca nem teve tempo de descansar e já entrou em campo contra o time do Roleta Russa Olímpico. Logo nos minutos iniciais, Matheus, do Arouca, pegou uma cabeçada certeira e marcou o gol que abriu o placar. Nem teve tempo para o Roletinha reagir, pois Marquinhos chutou de fora da área e, talvez pela grande quantidade de jogadores na frente de Casari, a bola entrou. 2 x 0. E quase saiu o terceiro: Caio Martins dominou pela esquerda, chutou forte e acertou a trave. Por essa Baru e seus comandados não esperavam!

O Roletinha finalmente teve uma chance após boa jogada individual de Folha, que escapou bem da marcação, rolou para Iuri, que chutou para defesa de Maurício. O Arouca teve outra chance, desta vez de bola parada: Marquinhos cobrou em jogada ensaiada, rolando para Caio na esquerda. Ele pegou um chute forte e rasteiro que o goleirão do Roleta caiu no canto direito para fazer a defesa. O treinamento de Baru na defesa não mostrou eficiência e a zaga do Roletinha saiu jogando errado, entregando a bola de graça nos pés de Matheus, que agradeceu, dominou, chutou e conferiu o terceiro.

Aliás, além de já ter marcado dois gols no jogo, Matheus estava fazendo uma grande partida. Em outra jogada, ele tentou fazer um belo cruzamento dentro da área, mas o goleiro do Roletinha mostrou presença ao dar uma ponte espetacular e fazer a defesa, impedindo a conclusão do cruzamento. Caio chutou e mais uma vez o goleiro do Roleta fez linda defesa. O time do Roleta estava tão sonolento que se não fosse o goleiro já estaria bem mais que 3 x 0. Mas, mesmo com o sono que abateu a molecada, o Arouca fazia uma boa partida, dominando a posse de bola e o jogo em si. Leozinho avançou, chutou e mandou a bola à esquerda do gol adversário. E eis que finalmente o Roletinha diminuiu, com Folha, sempre ele. Agora seria a reação? Não! Ricardo marcou para o Arouca instantes antes do fim da primeira etapa.

Quando o árbitro apitou o final do primeiro tempo, o Roleta foi para o intervalo tentando buscar uma solução para a seguinte questão: como o Arouca, que havia disputado uma partida inteira minutos antes, estava correndo mais e fazendo uma partida mil vezes melhor que o time?! O certo seria um Arouca cansado, e um Roletinha disposto. Mas a verdade é que a impressão de quem estava de fora era de que quem havia jogado antes não era o Arouca, mas sim o Roleta. E isto se confirmou nos primeiros minutos do segundo tempo, quando Gothardo aumentou mais ainda a vantagem. 5 x 1.

Poucos instantes depois, foi a vez de Ceron deixar seu golzinho: ele arriscou de longe, surpreendendo o goleiro, que levou um frangaço, aceitando uma bola fácil de defender. A partir daí, a partida ficou um pouco chata, com o Arouca atacando mais, porém com as duas equipes chutando mal em gol. O Roletinha teve boa chance de bola parada: Brian cobrou direto e mandou a bola por cima do gol, ouvindo em seguida a reclamação de Folha, que queria receber a bola, pois de fato estava livre pelo meio. Comparado com o primeiro tempo, o Roleta estava melhor, mas muito porque o Arouca diminuiu o ritmo de jogo.

E o Roleta teve boa chance com Rachid, que avançou livre pela esquerda, mas o goleiro adversário saiu do gol e fez uma boa defesa. Instantes depois, Ceron pegou rebote na entrada da área e descontou para sua equipe. Mas quem acha que o Arouca se assustou com este gol se enganou. Foi o que a equipe queria para acabar com o jogo de vez, e quando Marquinhos foi às redes isto ficou provado. Ainda teve tempo para um lance impressionante: nos minutos finais da partida, Ceron chutou e mandou a bola no travessão, que caiu e tocou caprichosamente a linha do gol, mas não entrou. Fim de jogo e no placar o resultado de 6 x 3 para o Arouca.

I Chuteira de Prata: 11ª rodada
É Verdadeee 7 x 3 Roleta Russa

SEM VONTADE, ROLETA RUSSA CAI DIANTE DE É VERDADEEE

Ainda vivo no Chuteira de Prata, um extremamente motivado É Verdadeee encarou um já classificado – também desfalcado e apático – Roleta Russa. A equipe de Fúria e Gavião fez um ótimo jogo, dominou totalmente seu adversário e, assim, garantiu sua passagem para a fase de mata-mata da competição com um bonito 7 x 3. Ao final do confronto uma surpresa, como resultado da partida e definição final da tabela de classificação, ficou determinado que Roleta Russa irá enfrentar outra vez o É Verdadeee, quem sabe na partida de vida ou morte o Roleta não esteja completo e jogue com a devida vontade que muitos dos fãs do Chuteira disseram ter faltado na última rodada da Prata.

Rolou a bola e desde o comecinho só deu É Verdadeee. Gavião fez o pivô para Fúria chegar batendo, mas Rick travou na hora certa para evitar o primeiro gol. Contudo, o time tricolor não demorou em abrir o placar. Girão foi lançado pela direita, chegou até a linha de fundo e cruzou para Gavião, sem marcação, só desviar para o fundo do gol.

Pouco depois Fúria disparou na velocidade, enfiou a pelota para Gavião tentar o chute. O rebote sobrou e foi jogada para escanteio. Na cobrança a bola ficou viva na área, Gavião ganhou por baixo de Ranalli, ficou com a redonda e encheu o pé para anotar 2 x 0.

Até aí o Roletão era irreconhecível, muito aquém do que se esperava do até então líder do campeonato. Num dos poucos lances ofensivos dos Roletas na primeira etapa, Caju cobrou falta próxima à área e diminuiu a desvantagem de sua equipe. Em seguida, após outra vez Guaraná salvar a pátria Russa, Fúria e Gavião foram o fator de desequilíbrio. Depois de jogada do primeiro pela ponta esquerda, a bola ficou com o capitão “verdadeiro”, que anotou o terceiro. Alguns diziam que o Roleta Russa estava entregando a partida a fim de sacar o Locomotiva Tarja Preta do campeonato – visto que a equipe de Publius dependia de que o Roleta não perdesse, para que assim pudesse se classificar – mas a verdade é que o É Verdadeee (com o perdão da rima pobre) fazia uma grande partida, colocando o adversário na roda. Latrell tocou com Girão na direita, pediu de volta, mas o camisa 10 preferiu tocar para Fúria um pouco mais atrás, que emendou no canto para marcar 4 x 1 pouco antes do intervalo de jogo.

Veio a segunda etapa e nada mudou, um valente É Verdadeee buscava sua classificação e castigava sem piedade um Roleta sem Gegê, Nação e Salada. Depois de balançar as redes pela quinta vez, agora com Latrell, ele mesmo fez bom lance pela esquerda e chutou firme para anotar o sexto. O Roleta ia tomando um passeio, lembrando em muito o fraco futebol apresentado pela equipe de Baru no último Chuteira de Ouro, campanha que resultou no rebaixamento.

Num lampejo de seu ótimo futebol, um dos MVPs do campeonato, Bruno, arriscou da intermediária. O arqueiro Daniel espalmou mal, Rick aproveitou o rebote para, da direita do ataque, diminuir o papelão de seu time. Na seqüência, Bocha arriscou da esquerda um chute despretensioso, que, aceitando por entre as pernas, o goleirão transformou aquele chute tosco no terceiro gol Roleta. E fez o nome de Bocha, que finalmente marcou um gol sem ser de pênalti.

Passavam os minutos e o apático Roleta Russa apanhava em quadra. Mas nem deviam estar muito chateados, pois com o resultado o Locomotiva Tarja Preta ia sendo eliminado. E nos minutos restantes ainda teve tempo de Latrell ganhar dividida na entrada da área e bater forte no alto, para assim, decretar É Verdadeee 7 x 3 Roleta Russa.

As duas equipes voltam a se enfrentar no próximo sábado, pelas quartas-de-final da competição. Fica no ar a pergunta de como atuará o Roleta, se será novamente presa fácil para o time do Gavião ou se com a volta de alguns de seus principais jogadores a equipe atropelara sem dó o seu rival.
Comentários (0)