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Notícias de 28/04/2010



IX CHUTEIRA DE OURO: 7ª RODADA: GRUPO A

Real Paulista 3 x 3 Bucets

REAL E BUCETS EMPATAM EM SEGUNDO ROUND DO CONFRONTO


Real Paulista abre três, Bucets empata, e jogo ganha discussões extra-campo


Por Guilherme Meireles

Fazia tempo que uma eleição de MVP não causava tanta polêmica quanto à do jogo entre Real Paulista e Bucets. Isto porque uma figura em especial chamou a atenção de todos que estavam na quadra 4: Panela. Com sua cara de mal e seu tamanho robusto, o camisa 8 real-paulistano foi a grande estrela da partida tanto pelo lado bom quanto pelo ruim. No caso de uma análise positiva, Panela foi responsável pelos melhores ataques do jogo e de quebra participou dos três gols de sua equipe, direta ou indiretamente. O lado negativo ficou por conta de seu excesso de reclamação e uma briga já após o final dos 50 minutos.

Com a pelota rolando, o Real Paulista jogou completamente recuado, apenas com Panela se mandando em velocidade para o ataque. Este recuo se deu por causa do temido ataque bucetiano com Xixi e companhia. Mas a postura defensiva surtiu efeito: nos primeiros instantes Rudy marcou após aproveitar o rebote de um chute de Panela. Mas logo o jogo ficou equilibrado e no primeiro tempo a melhor chance do time branco foi a linda bicicleta de Rodrigo Storch que acertou o travessão. Já pelo lado do time preto e amarelo, a melhor chance foi de Panela (claro), que ficou livre na entrada da área e também acertou a trave.

Mas a maior parte da emoção estava guardada para o segundo tempo, principalmente depois que Panela bateu uma falta da direita, o goleiro deu rebote e Leo Franco fez o segundo. O Bucets tentou reagir imediatamente e Tom acertou o poste. Foi quando a estrela do camisa 8 real-paulistano deu as caras de novo: ele acertou um lindo lançamento no meio da zaga para Muzamba, que se mandou para a área e na cara do goleiro deu um toquinho sutil para marcar o terceiro. 3 x 0 para o Real e parecia que o jogo estava decidido.

Desde o primeiro tempo, o jogo já vinha tenso, com muitas reclamações de ambos os lados. Panela era o que mais reclamava, alegando que estava sendo tocado por baixo toda vez que dominava a bola. Por outro lado havia muita provocação do adversário. Em certo momento, quando o jogo estava ainda apenas 1 x 0, alguém do Bucets provocou e Panela respondeu: "1 x 0, trouxa". Pode-se imaginar a pilha de nervos que virou a quadra 4, não?

Na etapa final, Muzamba acabou levando uma cotovelada e que fez um corte em sua cabeça. O jogo ficou paralisado enquanto ele era atendido, já que sangrava demais. Muitos viram deslealdade por parte dos jogadores do Bucets. Outros disseram que o Bucets estava respondendo ao jogo duro imprimido pelo Real Paulista. Mas a emoção foi com a bola rolando. Em questão de menos de dois minutos, o bom e velho Xixi fez a diferença: ele arriscou de longe e o goleiro mandou para escanteio com muito esforço. Na cobrança, o próprio Xixi recebeu junto ao poste esquerdo e arrumou com toda a categoria do mundo para Mutssa, que chutou da entrada da área e marcou. Logo depois Glauco lançou para Xixi exatamente no lugar onde ele havia dado o passe do primeiro gol. O atacante artilheiro só desviou para o fundo das redes.

A partir daí o Real Paulista esqueceu tudo que sabia de tática e deixou de ficar recuado. Exatamente por isso a equipe melhorou e foi superior nesta fase do jogo. Mas encontrou um problema: a defesa do Bucets. Muito segura, Tom e companhia souberam segurar tudo que veio. Aliás, não só a defesa. Em chute de Xexé, a bola estava quase em cima da linha quando Xixi deu uma de zagueiro e afastou. Este lance foi a prova do sentimento de raça que tomou conta do Bucets no segundo tempo. Pouco depois Rodrigo Storch acertou um lindo tiro de primeira de fora da área e empatou o jogo.

Para aumentar ainda mais a emoção, o goleiro do Bucets foi o grande responsável pela manutenção do resultado final quando espalmou com muita dificuldade uma cobrança de falta no último minuto de jogo. Quando terminou a partida aconteceu o óbvio, levando em conta o que foram os 50 minutos: confusão e bate boca. O curioso é que no momento exato que o árbitro apitou o fim da partida tudo estava bem. Os jogadores iam se cumprimentando na maior boa vontade. Mas eis que Panela, que já havia saído da quadra, volta transtornado alegando que foi provocado. Tom comprou a briga e a discussão foi generalizada. Pouco depois o problema foi dissipado. Pelo menos dentro de quadra. Nos pós-jogo no site houve muita reclamação por parte dos jogadores do Bucets que não admitiram Panela em primeiro luga r no MVP. "Absurdo! Como esse Panela ganhou isso?! Os jogos acabam e ele fica querendo brigar junto com esse time dele!", afirmou Tom. "Xixi foi muito melhor, até porque diferente do Panela ele se preocupou em jogar bola e não em ficar ameaçando o adversário o tempo todo. Péssima escolha!", completou Rafa Storch.

Independente disso, o Bucets tem 11 pontos e está na quarta posição do grupo, um ponto e uma colocação à frente do Real Paulista. O problema (e que problema) do Bucets é que semana que vem a equipe pega o líder Bengalas, enquanto o Real Paulista encara o Elefantes Indomáveis e sua tromba murchinha lutando para escapar da Série Prata. Logo, as posições de Bucets e Real Paulista na tabela têm a tendência de se inverter a partir de sábado. Sorte do Bucets que no futebol as tendências nem sempre se confirmam.

IX CHUTEIRA DE OURO: 7ª RODADA: GRUPO B

SNG 6 x 2 MachuPichu

SNG PASSEIA CONTRA O ÚLTIMO COLOCADO E GOLEIA FÁCIL


MachuPichu não mostra força de reação e parece conformado com a Série Prata

Por Vinicius Bento

Vendo pela colocação na tabela, parecia que o SNG iria atropelar o MP. Não foi bem o que aconteceu no início da partida. Thiago Branco teve três chances claríssimas de gol e não converteu nenhuma. Na primeira, ele saiu na cara do goleiro, mas faltou perna esquerda. Chutou com a direita e o goleiro Sampa salvou. Na segunda ele cabeceou livre, a bola tirou tinta da trave, mas não entrou. Na terceira e última, Leo recuou bizonhamente a bola para o goleiro. O passe foi tão fraco que parou limpa na frente de Thiago Branco. Ele se precipitou, chutou e a bola foi para fora.

Começo de jogo surpreendente. Os torcedores estavam boquiabertos. Seria a reação do MP na competição? Seria a caminhada para o título? É... infelizmente não. Foi só o SNG começar a atacar que o pólo da partida mudou. Na primeira subida (que demorou para acontecer), Ronei levou a bola até a frente da área e arriscou. O bom goleiro Pipo segurou com precisão o chute que ia ao canto.

Renê, artilheiro do jogo, no mesmo lance finalizou três vezes no gol. Uma bateu na trave, outra o goleiro defendeu e a última foi uma cabeçada tão fraca que nem chegou até o gol. O SNG já estava começando a desequilibrar. Os três gols perdidos por Thiago Branco estavam fazendo falta. E fizeram mais falta ainda quando Renê caprichou na finalização. Ele recebeu belo passe de Fabinho, virou em cima do zagueiro e fez belo gol de perna canhota.E assim abriu-se a porteira.

Depois de cobrança de falta, Memé desviou a bola e anotou 2 x 0. Não satisfeito com dois, Leo resolveu fazer o gol mais bonito da tarde. Pegou a bola atrás do meio de campo, saiu driblando todo mundo, passou por três defensores, chegou na cara do goleiro e só deu um toque por cima. Golaço a la Maradona!

No final do primeiro tempo, Memé deu lindo drible de corpo em PH, que perdeu o tempo da jogada e deu no meio do adversário! Tomou amarelo, o que saiu de graça. No segundo tempo as coisas não mudaram muito. Alias, pioraram para o MP. Renê estava em tarde inspirada e acertou a trave. No rebote o goleiro travou com ele e salvou. Renê fez mais um, sempre ele. Deu toque suave em bola que ia em direção ao gol. Pipo ficou na saudade.

E estava virando festa. O SNG chegava como queria, quando queria e com quantos queria. Memé sozinho dentro da área fez o quinto. Mesmo batido em campo, o Machu ainda tentou algo. E assim que Danilo diminuiu após bela troca de passes.

Não satisfeito com o recuo bisonho do primeiro tempo, Leo ainda deu um passe para o goleiro no segundo tempo. Pena que o passe terminou no fundo das próprias redes! Leo é capaz de fazer um gol lindo como o que fez e errar feio como nesse lance!

O MachuPichu queria mais jogo e conseguiu levar Renato Seckler à cara do gol, mas concluiu mal e não conseguiu o terceiro. Como quem não faz toma, Renê fez mais um, seu terceiro na partida, que terminou assim,em 6 x 2 para o SNG.

Sem o Perus, o MachuPichu segura a lanterna do grupo e só tem mais um jogo na competição, contra o Acidus, enquanto o líder absoluto SNG enfrenta o Estudiantes, e claro entra como favorito, como em todos seus jogos. O Estudiantes vem de folga, descansado, e pode surpreender com a forte marcação.

IX CHUTEIRA DE OURO: 7ª RODADA: GRUPO A

Med Taubaté 3 x 5 Primatas

PRIMATAS RESPIRA COM VITÓRIA SOBRE MED


Demorou, mas no final o time símio deslanchou contra o desgastado Med Taubaté


Por Guilherme Meireles

É verdade que no último sábado o tempo no PlayBall foi bem generoso comparado com outros dias. Aquele calor infernal se escondeu sob um céu nublado que mandou um ventinho agradável propício para um bom jogo de futebol. Consequentemente, os jogadores do Chuteira gastaram menos energia do que em um dia de sol forte. Mas o fato do Primatas vir com dois jogadores na reserva enquanto o Med não havia qualquer jogador para renovar fez a diferença no final.

Por esse motivo, o Med começou o jogo completamente recuado esperando os contra-ataques, armados principalmente por Brão, que vinha caindo bem pela direita. Mas no início o goleiro do Med, Darlan, saiu jogando errado e na sequência do lance Guerrero se mandou na esquerda e arriscou de longe. A bola entrou caprichosamente no ângulo a meia altura.

Quando o time vinho conseguia os contra-ataques, a defesa do Primatas fazia bom trabalho. Porém, Brão arriscou de longe e Aníbal deu um leve desvio que empatou o embate. A partir daí só deu Med até o fim da primeira etapa. O goleiro Vitinho foi a grande estrela da partida e salvou sua equipe de sofrer a virada. Afinal, ele foi decisivo para pegar chutes perigosos de Brão, Bruninho e Boca enquanto seu ataque não produzia mais nada. Mas o ataque mais consistente dos amigos de Taubaté veio na tabela fantástica entre Laércio e Aníbal que o arqueiro defendeu com o pé. Já no finzinho do primeiro tempo, um lance no mínimo curioso: Xavier foi lançado no segundo pau e surpreendentemente pulou agarrando a bola com as mãos! Custava cabecear?! Amarelinho nele.

Na etapa final, um novo Primatas entrou em campo. Em poucos minutos a equipe marcou dois gols seguidos. O primeiro foi de Gui Fenômeno. O segundo foi um golaço. Nando arrancou para o ataque, escapou da marcação de Brão e fez. Mas o Med sabia que esteve mais próximo do gol que o adversário no primeiro tempo e por isso não desistiu. Quando Xavier percebeu que o jogo era futebol e não basquete, ele deu belo drible fora da área e mandou um chute certeiro. 3 x 2. Na sequência Aníbal arriscou da direita e mandou no cantinho direito para empatar. Por muito pouco a virada histórica não saiu em bobeada da zaga do Primatas, que deixou Bruninho completamente livre na direita de ataque. Ele afundou pro gol e acertou a trave.

Em um lance de muito entrosamento, o time de Taubaté passou perto novamente. Bruninho apenas deixou a bola passar para Aníbal, que espertamente inverteu o lance na esquerda para Laércio. Seu chute foi defendido pelo inspiradíssimo e cada vez mais salvador goleiro do Primatas.

Foi então que a questão do elenco fez a diferença. Enquanto o Primatas pôde renovar seus atletas durante todo o jogo, o adversário não teve a mesma sorte. Os jogadores do Med foram cansando e, de fato, haviam feito um jogo corrido e desgastante sem substituição. O efeito foi sentindo nesta fase do jogo, quando a pressão da ex-equipe de Rogerinho acabou e deu lugar a um volume de jogo bem maior do ex-clube de Orley.

Em pouco tempo o Primatas matou o jogo. Gus foi lançado na esquerda, se mandou para a linha de fundo e quando viu que ficou sem ângulo recuou para Marcelinho, que mandou direto para o gol. O Primatas fez o quinto em um lance que resumiu a situação do Med no final do jogo. O time descuidou da marcação, da defesa e do meio campo ao mesmo tempo. Resultado: Marcelinho recebeu sozinho no meio campo, avançou livre e na cara do goleiro mostrou frieza para finalizar e fechar a partida em 5 x 3 para o Primatas, resultado salvador para a equipe dos símios, que agora pegam o Roleta Russa para se livrar de vez do fantasma da Série Prata.

IX CHUTEIRA DE OURO: 7ª RODADA: GRUPO B

Joga 13 4 x 3 Kadência

DEFESA DO JOGA 13 GARANTE TRIUNFO CONTRA KADÊNCIA


Gian, Leonardo Valente e Fernando dão muito trabalho mas a defesa (e a sorte) do 13 joga firme e segura pressão


Por Vinicius Bento

Fazer gol no Kadência não é difícil. Difícil mesmo é não tomar. O Joga 13 entrou em campo sabendo disso e se dedicou na marcação. No começo do jogo parecia que a defesa não daria conta do recado, pois, logo no começo, Paulinho pegou rebote de Leonardo Valente, mas chutou fraco e em cima de Caieiras. Assustado com a distância do chute, o goleiro não segurou e a defesa teve que afastar.

Na hora do Joga 13 atacar, a efetividade prevalecia. Alemão, começando a sua ótima atuação da tarde, dá lindo passe, uma cavadinha, para dentro da área e de cabeça Felipe fez o primeiro gol da partida. O Kadência não demorou muito para empatar: Fernando Caetano deu ótimo passe para Valente, que dominou e, impiedoso como sempre, fez o dele.

Como dito anteriormente, o ataque do time de vermelho é muito habilidoso e perigoso. Querendo a virada, Paulinho retribuiu o lance anterior e deu passe para Fernando Caetano sair na cara do goleiro adversário. Ele perdeu um pouco o ângulo para o chute e a finalização acabou saindo torto. A sorte do Joga 13 começava a aparece no jogo.

Mas se por um lado Valente atacava muito bem, por outro marcava mal. Depois de lateral para dentro da área, ele não viu Choco em suas costas. O grandalhão cabeceou livre, para o chão, a bola bateu na trave e ficou em cima da linha. O goleiro Allan defendeu antes que ela pingasse para dentro. Já Julio Sérgio já era o inverso. Roubava a bola com precisão, mas na hora de fazer alguma coisa com ela, acabava dando passe bobo e perdendo a bola. Por sorte nenhum de seus passes errados resultou em gol. O Kadência também tinha sorte.

O Joga 13 não perderia mais chances claras como essa. Alemão estava em tarde inspirada, deu drible para o meio e chutou no cantinho mesmo. Allan nem pulou. Não era só ele pelo lado do Joga 13 em dia inspirado. Choco estava dando um trabalho dos infernos para a defesa adversária. Forte, ele soube usar isso a seu favor e fazia o pivô com precisão. O único problema era a trave. Em um de seus lances, ele conduziu a bola de trás, sozinho, foi levando e arrematou a gol. A bola acertou em cheio a trave. De novo.

O Kadência ensaiava uma pressão, mas era até engraçado ver de fora, pois a bola batia em todos lugares, mas não caía dentro do gol. Estava difícil. E na hora do Kadência empatar, quem fez mais um foi o Joga 13. Washington colocou água no chopp e abriu dois gols de vantagem. Eficiência definia o jogo.

As jogadas de Gian estavam sendo muito bem marcadas por Lucas Oggean e o capitão Rodrigo. Como estava difícil chegar perto do gol adversário, o Kadência resolveu começar a segunda etapa arriscando de longe, principalmente com Valente. Mas a bola não queria entrar. E quando o Kadência se arriscava mais, o Joga 13 foi eficiente. Lele desviou de leve e matou o goleiro.

Foi então que a ficha caiu no Kadência. 4 x 1 era muito. O 13 não era tão melhor e era hora de diminuir o placar. Leandrinho foi quem percebeu isso e, após receber de costas para o gol, deu belo giro e sem ângulo acertou o gol. Infelizmente para o Kadência, Alex Abreu perdeu um gol feito: embaixo do gol, ele cabeceou sozinho, mas a bola bateu na rede pelo lado de fora.

Como “pedido de desculpas”, alguns minutinhos depois ele saiu na cara do gol e dessa vez não perdoou. Fez o dele e o jogo começava a ficar muito bom. 4 x 3 e Kadência na pressão. Mas o tempo se esgotou e o Joga 13 venceu, retomando a vice-liderança do grupo e deixando o Kadência com a obrigação de vencer seu último confronto na competição – diante do Fiorella na rodada final, já que o time folga esta semana. A situação do Kadência, portanto, não é das mais fáceis.

IX CHUTEIRA DE OURO: 7ª RODADA: GRUPO A

Bengalas 4 x 3 Treinadores do Braz

BENGALAS DERRUBA CAMAPNHA 100% DO TREINADORES


Fernando Forte e Luisinho asseguram vitória do bicampeão, que reassume a liderança do grupo


Por Vinicius Bento

“Esse jogo promete! Vai ser o melhor jogo da tarde”, comentava Guilherme Meireles, jornalista que cobria o jogo da quadra 4 mas com ouvidos e algumas olhadelas para a quadra 5. Tiro certo. Bengalas e Treinadores fizeram o duelo mais interessante de tarde, tanto dentro de campo, quanto fora, na torcida.

Essa grande partida se deveu ao equilíbrio entre as duas equipes. Vini Costa era um dos jogadores que poderia fazer a diferença, até porque a família Toledo que joga no time (leia-se, Ritolê e Pato) estava ausente. Sempre dando trabalho à defesa adversária, ele conseguia bons lances para sua equipe. Em uma delas, deu um drible no meio de dois e sofreu falta que foi defendida por João Lucas. Mas a primeira chance clara de gol foi de Luisinho Fernando, outro que tinha tudo para desequilibrar – não por acaso, líder da Corrida MVP. Ele recebeu belo passe de Vini Costa e saiu na cara do goleiro. João Lucas saiu correndo do outro lado do gol e salvou com os pés. Linda defesa.

O primeiro tempo estava muito truncado. O Bengalas levava ligeira vantagem, chutava um pouco mais, porém não fez uma verdadeira “blitz” ao gol adversário. Talvez porque tivesse apenas um jogador no banco de reservas estivesse comedido e evitando o desgaste desnecessário. Enquanto Baki estava tranquilo debaixo das traves, João estava se desdobrando de baixo da meta. Os dois times tinham ótimos goleiros. Infelizmente os dois times começaram a exagerar na força e, mais do que isso, a exagerar nas reclamações. O jogo passou a ser mais falado e narrado do que jogado. Qualquer falta era motivo de cara feia e reclamação, e isso acabou por levar a partida para a violência. Junior, camisa 20 do Bengalas, exagerou na força ao dividir na lateral e arremessou o adversário contra o banco de reservas de seu time. Falta feia e com ele já tinha cartão acabou saindo com o azul. O Bengalas não tinha mais jogadores no banco, eram os 7 homens em campo e nada mais.

Final de primeiro tempo sem nenhum gol, coisa rara no futebol society. Para compensar, o segundo tempo traria muitos gols. No final do primeiro tempo ficava claro que a torcida feminina do Bengalas incomodava muito. Não paravam de gritar um segundo e principalmente falar mal dos árbitros, adversários ou quem se atrever a fazer algo contra os jogadores do seu time. Tudo era motivo de xingamento e reclamação. Eita mulherada insatisfeita (ao menos com seu time parece que elas estão contentes...).

O Bengalas continuava bem no segundo tempo, enquanto o Treinadores parecia se incomodar e se enervar com uma condição da partida criada pro eles mesmos – líderes e com reservas, tinham de vencer o Bengalas. Parecia obrigação, e isso pesou contra o time. Mas o homem que ajudou a estragar a festa no Braz foi Fernando Forte. Ele, ao lado de Fábio Leite, pareciam um cadeado na frente da área. E foi com uma defesa fechada que o ataque resolveu ser efetivo. Depois de quase gol do Treinadores, o time saii rápido, a bola chegou em Fernando Forte, que chutou de longe, rasteiro no canto. O goleiro não teve chances.

E não demoraria muito até Vini Costa deixar o dele. Aproveitando outro contra-ataque – puxado por quem? Fernando Forte, claro – ele acertou um chute no alto sem chances para João. Um golaço.

Eis que o Treinadores começou a fazer o que fez pelo resto da partida e noa tinha mostrado até então – tocar rapidamente a bola e pressionar o Bengalas. Matheus recebeu fora da área depois de tabela e deu chute indefensável. Baki ainda tentou pular, mas sem chances. Minutos depois, quando o Treinadores era melhor na partida, Luisinho Fernando esfriou os ânimos do Treinadores fazendo 3 x 1 após Forte roubar bola de Binho e tocar para o camisa 14. A tática do Bengalas foi simples e certeira: todos defendiam e apenas Luisinho ficava no meio de campo para receber lançamento em contra-ataque. Foi assim que o time amarelo e branco levava perigo e decidiu a partida.

Porém, antes disso, Bruno Valdivia recebeu na área, dominou bonito no peito e colocou seu time de volta no jogo com um chute rasteiro, sem deixar a bola pingar. Baki não teve chances. Luisinho perdeu duas chances claras de gol ao se precipitar no arremate e relativamente livre para avançar mais, mas parece que pernas faltaram ali. Entretanto, na terceira chance ele não perdoou: recebeu dentro da área e marcou 4 x 2, mandando um “Chupa” para adversário e torcida adversária.

O Treinadores, apesar do baque, não deixou barato e ainda conseguiu diminuir. Bruno Valdivia fez linda jogada e tocou para Carlão empurrar para dentro. Infelizmente o esforço do Treinadores, especialmente Matheus e Binho, não rendeu o empate. O jogo acabava em 4 x 3 para o Bengalas, que destrona o então líder e 100% Treinadores e reassume a liderança do grupo. Uma discussão ao final decorrente do tal “chupa” se deu, mas o time do Bengalas, bem comportado desta vez, só ouviu a indignação de Juba e deixou a quadra sem confusão.

IX CHUTEIRA DE OURO: 7ª RODADA: GRUPO B

Arouca 3 x 2 Fiorella Brasil

AROUCA SEGURA ÍMPETO DO FIORELLA E COMPLICA ADVERSÁRIO


Arouca agride no primeiro tempo, se fecha no segundo e bate Fiorella Brasil


Por Guilherme Meireles

Conhecidos como os dois melhores toques de bola do Chuteira, Fiorella e Arouca fizeram uma partida empolgante que terminou em 3 x 2 para os aroucanos. Aliás, pode-se dizer que a rodada foi tudo que o Arouca queria. Com a derrota do Kadência, a folga do Estudiantes de la Vila e o empate do Acidus, o time saltou para a terceira posição do grupo, deixando todos estes oponentes diretos para trás. E, para melhorar mais ainda, o próximo adversário é o Bacana, mero oitavo colocado. Uma vitória do Arouca já tira o Bacana da jogada.

Antes do jogo, a fanática torcida aroucana pendurou um bandeirão no alambrado com o belo escudo do time. A bola rolou e a zaga do Fiorella falhou por duas vezes seguidas. E duas vezes o mesmo erro! Deixaram Caio Martins livre pela esquerda, e ele abriu o placar. Não demorou e Marquinhos, MVP do torneio passado ao lado de Ari Silva, que estava no time adversário, cobrou um arremesso lateral para o mesmo Caio, que apareceu sozinho no costado da zaga para fazer o segundo.

A coisa podia ser pior quando quase saiu uma falha mil vezes pior em jogada de Tafelli: após drible desconcertante na intermediária, seu arremate escapou dos braços do goleiro Fonseca e quase o franguinho cacarejou na quadra 4. Mas no decorrer da partida, este goleiro salvaria o Fiorella de uma derrota bem mais significativa.

O Arouca teve uma falta a seu favor pela esquerda de ataque. Os jogadores fiorellanos, transtornados pela derrota parcial, discutiram muito com o árbitro alegando tudo que podiam de uma hora para outra. Todas as acusações infundadas. Para piorar mais ainda a vida do Fiorella, nesta mesma falta Marquinhos marcou o terceiro. Foi quando o time de Ari e Van-Van resolveu ligar as turbinas em força máxima. De uma hora para outra o Fiorella cresceu impressionantemente no jogo e marcou dois gols, justamente com os dois jogadores.

O que sobrou no primeiro tempo faltou no segundo. Uma monótona etapa final e seus poucos atrativos, em que um dos poucos foi a defesa dificílima do goleiro do Fiorella no ângulo esquerdo. No rebote, Marquinhos chegou afundando para o gol e o arqueiro se recuperou a tempo de dar um tapa fenomenal. O Fiorella mostrou vontade para buscar o placar que estava mais do que aberto. Porém, o Arouca soube administrar a vantagem com maestria e não deixou que o adversário desse sustos a Maurício, que trabalhou pouco no segundo tempo. A melhor chance foi de André Lima: ele girou contra a marcação dentro da área e quase empatou.

Fim de jogo e muita comemoração por parte dos aroucanos. Afinal, a equipe soube explorar dois conceitos-chaves do futebol em dois momentos distintos. No primeiro tempo este conceito foi "ofensividade". Já no segundo, "raça" foi a chave para segurar o placar e anular os melhores ataques do Fiorella que pleiteia uma vaga no G-8. Semana que vem a equipe pega o vice-líder Joga 13.

IX CHUTEIRA DE OURO: 7ª RODADA: GRUPO A

The Veras 5 x 2 Elefantes Indomáveis

VERAS SEGUE EM TERCEIRO AO VENCER ELEFANTES


Ataque do Veras joga bem e defesa consegue anular o bom Cauê


Por Vinicius Bento

Os dois times eram bem equilibrados em termos de estatura, força física e idade. Até mesmo no futebol, mas não era tarde do Elefantes. No começo do jogo o time laranja começou arriscando. Depois de lateral cobrado por Manente, Cauê chutou e o goleiro Benga defendeu. No rebote a defesa aliviou o perigo.

Quando o Veras começou a se arriscar ao ataque já estava perigando. Victor Petreche saiu na cara do goleiro, mas, desequilibrado, finalizou mal e perdeu a chance de ter aberto o placar. Mas era tarde de João Claudio. O camisa 19 do Veras começou a artilharia do jogo com um belo gol. Após receber passe livre, com muita frieza ele só deu um toque e marcou o seu. O Veras já equilibrava a partida.

E começou a desequilibrar com a entrada de Kinho, que entrou e deu ritmo a seu time. Alguns minutos depois de sua entrada, lateral para o Veras. Renatinho, na cara do goleiro, cabeceou e fez o segundo. Kinho teve sua chance alguns instantes depois, após passe de Petreche e saída completamente errada de Chacha. Porém, na hora da finalização mandou longe. Kinho é muito liso, mas infelizmente finaliza muito mal.

O mais ofensivo naquele instante do jogo era Cauê. Grande, ele conseguia segurar a bola na frente, mas precisava de um companheiro habilidoso para fazer uma tabela diferenciada. No seu último lance no primeiro tempo, usou seu corpo, virou em direção ao gol e acertou a trave. Quase.

Na segunda etapa o Veras voltava com pressão. Principalmente com Petreche. Era difícil roubar a bola dele! Em belo lance, puxou a bola para a esquerda e chutou. Chacha se esticou todo e fez bela defesa. Kinho continuava dando trabalho. Conduziu, levou e chutou. No rebote, a defesa salvou o que seria o terceiro gol do Veras. Terceiro gol que saiu logo em seguida. O grandalhão João Claudio fez bem a parede e acertou forte chute no gol. 3 x 0.

O ataque e o meio do Veras davam muito trabalho. Gabriel Borges, Kinho, Petreche e João Claudio são muito habilidosos e rápidos. Toda vez que o Veras subia para o ataque era um sufoco. E foi numa dessas subidas que o inesperado aconteceu: Douglas tentou colocar seu time de novo na partida com um gol. Apesar de ter descontado, ficou na tentativa, pois pouco depois João Claudio fez mais um e matou as esperanças. 4 x 1.

Cauê não deixou por menos. Caindo, ele deu lindo chute, no ângulo, de perna esquerda. Mas como o adversário não estava deixando o Elefantes encostar, Nico pegou sobra na cara do goleiro e cravou no alto do gol. E assim terminou, 5 x 2 para o Veras, que tem pela frente a incógnita Xoro Paro. Vamos torcer para que dessa vez eles apareçam. Já o Elefantes tem um confronto que será bastante disputado com o Real Paulista.

IX CHUTEIRA DE OURO: 7ª RODADA: GRUPO B

Acidus 4 x 4 Bacana

BACANA EMPATA NO FINAL E ACIDUS SEGUE SEM VENCER RIVAL


Acidus comandou placar todo o tempo do jogo, mas cedeu à blitz no segundo tempo e só não perdeu por causa do goleiro Louiz


Por Guilherme Meireles

Mesmo sem reservas, sem Diego no gol (mas com Louiz) e com apenas um zagueiro em campo, o Acidus começou o confronto diante do Bacana disposto a derrubar o tabu de nunca ter vencido o time de Marcelão no Chuteira. E os primeiros minutos foram de maior volume de jogo do time marca-texto, com pelo menos três chances claras de gol. Na terceira delas, Careca abriu o marcador com um leve toque no primeiro pau em cobrança de escanteio.

O Bacana passou a jogar melhor mesmo com a desvantagem. Tocando a bola com mais calma, o time azul-chealse foi chegando aos poucos e só não empatou e virou porque Louiz defendeu com propriedade chutes de Rômulo e Vitinho respectivamente. O Acidus teve boa chance de bola parada: Pupo cobrou uma falta na barreira e no rebote ele mesmo emendou para fazer o segundo.

Com 2 x 0, o Acidus era melhor em campo e tinha em Robinho e Pupo seu diferencial. Ambos jogavam atrás marcando muito e chegando ao ataque. Mas as falhas começaram a dar sinais evidentes quando, pelo setor esquerdo em bola alçada na área, Rômulo descontou. Na sequência, André Varanda atacou pelo mesmo lado e perdeu duas chances claras. O primeiro tempo ia chegando ao fim quando o incansável Robinho, que vinha sendo o pulmão do Acidus, imprimindo uma velocidade impressionante no ataque, fez o terceiro. Mas o time de Lucas não conseguiu segurar a vantagem e, no minuto final, seguido pelo segundo gol do Bacana, de novo em falha bisonha da defesa, que não interceptou e deixou Renato Leme conferir.

No início da etapa final, Rômulo se mandou na esquerda e recuou para Varanda empatar. O Bacana mostrava que estava mais vivo do que nunca, mas coube a Robinho de novo desempatar a cancha com categoria de pé direito em chute cruzado.

Se Robinho fazia a diferença por um lado, Varanda foi o diferencial por outro. O atleta do Bacana aparecia bem e servia como grande ponto de referência no ataque. Era o feitiço na qual o Bacana apostava todas as suas fichas. Mas o feitiço virou contra o feiticeiro no momento que Demehur pegou de primeira na boca do gol. Quando a bola estava certa que entraria, ela explodiu em Varanda e o goleiro agarrou com firmeza.

O Bacana passou a dominar completamente o meio de campo, acuando o Acidus e forçando as jogadas pelas pontas. Nesse momento, Marquinhos foi o grande nome do jogo, parandos os atacantes do Bacana com precisão. Mas a pressão foi maior que o Acidus suportou. Louiz fez ao menos 4 defesas sensacionais antes que o Acidus cedesse. Já um tanto cansados e com Lói deixando a quadra exausto, foi Varanda que, nos minutos finais, apareceu embaixo do travessão para aproveitar um cruzamento da esquerda: 4 x 4.

O goleiro ainda defendeu mais duas bolas difíceis antes que os árbitros apitassem final de jogo, para enorme decepção do Acidus, que segurou o bom time do Bacana. No fundo, o empate foi decepcionante para as duas equipes e complica certamente mais o Bacana, que agora precisa de duas vitórias para se classificar.



III CHUTEIRA DE PRATA: 8ª RODADA: GRUPO A:

Ras Time 5 x 2 NGM

RAS VENCE DISPUTA E CONTINUA NA BRIGA PELO G-8


NGM engrossou o jogo contra Ras e foi a menor derrota do time dirigido por Renê

Por Douglas Almasi Santos

Ras Time e NGM entraram em quadra com objetivos distintos. O primeiro, buscando uma vaga no G-8 do Grupo A do Chuteira de Prata; o segundo, lutando pelos primeiros pontos na competição. Ambos vinham de derrota na última rodada, o que só fez aumentar a busca pela vitória. Com pouca torcida presente para acompanhar o embate, e sem a presença do sol, que deixou nublada a tarde de sábado em São Paulo, as equipes iniciaram o confronto de forma tímida.

Um chute logo no início de Iasi deu a tônica do que poderia ser o jogo: de muita pressão por parte do Ras. Mas o número excessivo de passes errados dos dois lados fez com que houvesse um equilíbrio. Em uma cobrança de lateral, Flash cabeceou para boa defesa do goleiro Farillo. A resposta do NGM veio em seguida, com um chute de Rogério dos Santos para fora. Anão, do Ras Time tentou, e Rogério dos Santos, novamente ele, também, mas o zero permanecia.

O placar foi aberto após boa trama do Ras Time. Johnny cruzou a bola da esquerda, a zaga não cortou, e Iasi só teve o trabalho de empurrar às redes. O time quase ampliou em seguida, com Boing tendo duas chances seguidas, e com Flash cabeceando fraco. Só dava Ras Time. Mas quem não faz toma. Cobrança de escanteio, Ciro subiu livre e cabeceou, o goleiro defendeu, mas no rebote, Ciro mesmo guardou. 1 x 1. O NGM passou a dominar o jogo, principalmente explorando o jogo aéreo com Ciro.

A raça prevalecia ante a técnica, com o jogo muito disputado. Em um lance de perigo do Ras Time, após cobrança de escanteio, Moreno chutou, a bola rebateu na zaga e sobrou para chute de Gueller, que desviou e quase entrou. Porém, em seguida, saiu o gol: após boa jogada de Iasi, Boing recebeu e chutou, a bola bateu na zaga e subiu. Iasi aproveitou a sua queda e só tocou de cabeça, fazendo 2 x 1. Mas o empate veio logo, após saída errada do goleiro Cipó que Ciro empurrar para o gol vazio. E assim terminou o primeiro tempo.

Valentim, pai de Márcio, jogador do NGM, afirmou que “hoje tá legal”, referindo-se ao comportamento do time. Mas ressaltou: ”Não sei se é mais difícil torcer pelo NGM, ou se pelo Palmeiras (risos)”. Porém, ele confia na vitória. “Vai virar, estamos melhor”. Parecia que as palavras de Valentim iriam se concretizar, pois no início da segunda etapa, Ciro fez boa jogada e tocou para o chute de Rogério dos Santos, que o goleiro defendeu. Mas o ímpeto parou aí, pois no contra-ataque Moreno recebeu passe e marcou, fazendo 3 x 2 para o Ras.

O lance do gol gerou muita discussão por parte do NGM, já que um jogador adversário apoiou a mão no alambrado antes de lançar a bola a Moreno. Mas o lance seguiu, e o gol foi validado. O NGM não se abateu e teve chances para empatar a partida novamente, mas pecou nas finalizações. O jogo ficou muito disputado, com ataques dos dois lados. Entre gols perdidos e boas defesas dos goleiros, a partida se encaminhava para o final.

Mas em um contra-ataque fulminante, Mau driblou dois marcadores, chutou de perna esquerda e marcou o quarto gol do Ras. Em seguida, Johnny fez linda jogada pela esquerda e soltou a bomba no ângulo, fazendo um golaço e dando números finais ao jogo: 5 x 2.

Moreno, do Ras, não quer “depender dos outros” para alcançar a classificação. “Temos que ganhar os nossos (3 últimos) jogos, e chegarmos pelo menos em sexto”. Gordo, um dos destaques do NGM, gostou do seu time: “Correu bastante”. Ele define como “detalhe” a derrota para o Ras e acredita nos primeiros pontos na competição. “Vamos com certeza atrás da vitória”.

III CHUTEIRA DE PRATA: 8ª RODADA: GRUPO B:

Jeremias 4 x 0 Pimba na Gorduchinha

JEREMIAS FAZ O SIMPLES E DERROTA LANTERNA PIMBA


Mais uma vez Dunder comanda time vermelho em vitória que mantém o Jeremias bem na briga pela classificação

Por Renan La Marck

Passado o perde e ganha no meio campo, fruto do nervosismo inicial de partida, foi o time do Jeremias que, mais esperto, aproveitou lance dentro da área adversária para, com Pretp, abrir o placar no confronto com o Pimba na Gorduchinha. Pouco depois, pela esquerda, Leal fez a jogada e tocou para Dunder, na entrada da área, escolher o canto e mandar a bola para o fundo do gol.

No entanto, apesar de perder por 2 x 0 o Pimba não fazia uma partida ruim, porém a equipe da cor azul e branca pecava demais no último passe e nas finalizações, coisa detectada aqui desde o início do torneio. Catalão se esforçava demais, corria de um lado para o outro da quadra, dividia todos os lances com os rivais, e tentava criar no ataque, mas seu time não conseguia ameaçar o gol defendido por Pereira.

Enquanto isso, o Jeremias sempre que rondava o gol adversário levava muito perigo. Após lateral cobrado na área, Dunder subiu no segundo pau e testou a redonda. A bola quicou no gramado e saiu rente a trave. Logo depois foi a vez de Tingão tentar. O dono da camisa 51 do Jeremias arriscou da intermediária e obrigou o goleiro Marcel a fazer a defesa com o pé.

No final do primeiro tempo ficou evidente que o equilíbrio inicial havia acabado, pois o time do bom Tingão e do preciso Dunder mandava na partida e buscava ampliar a vantagem. DVD recebeu bola rolada por Dunder, cortou a marcação de Fernandão e bateu forte. Outra vez o goleiro pegou. Pouco antes do apito do árbitro que determinaria o intervalo de partida, e logo em seguida a uma bola explodir na trave do arqueiro Marcel, Tingão tabelou com Dunder e pegou de primeira para anotar o terceiro gol de seu time.

Mais uma vez a motivação do Pimba nos minutos iniciais - agora do segundo tempo -, deu uma leve impressão de que o time partiria em busca do empate. No entanto em nenhum momento o Jeremias deixou de ser superior. Dunder recebe na ponta direita, o camisa 10 - de maneira genial - deixou a bola de calcanhar para Preto chutar, contudo o goleiro fez grande defesa.

Em um dos lances mais bonitos do jogo, Leal foi lançado na velocidade, cortou o marcador e ficou frente a frente com o goleiro. O camisa 75 do Jeremias ameaçou o chute, esperou Marcel cair e com um tapa de categoria ia marcando um golaço na quadra 10. No entanto, caprichosamente, a pelota tocou no travessão e saiu. Como resposta, o Pimba teve boa chance para descontar, e após bola espalmada por Pereira, Catalão pegou o rebote dentro da área mas chutou para fora.

Em outra bonita jogada por parte do Jeremias, Tingão aplicou dois belos chapéus em Barbella e Fernandão próximo à área, mas não levou perigo na conclusão do lance. Para matar a partida, comprovando a superioridade de seu time no confronto, Gui Ferreira inverteu boa bola para Tingão fazer o quarto gol.

Nos últimos minutos do confronto, o Pimba na Gorduchinha ainda teve mais uma boa chance para fazer seu gol de honra. Da entrada da área Karra experimentou o chute, mas o goleiro Pereira desviou, novamente com o pé. Antes do apito final, o capitão Paradizo se lesionou no meio da quadra e deixou o Pimba com um homem a menos, mas por pouco tempo pois logo o árbitro apitou o final de partida.

III CHUTEIRA DE PRATA: 8ª RODADA: GRUPO A:

Fúria 2 x 3 Red Devils

DIABOS VERMELHOS DERRUBAM O ÚLTIMO INVICTO


O líder Fúria não segurou o ânimo dos Devils e perdeu pela primeira vez na competição; um ponto classifica os vermelhos matematicamente

Por Douglas Almasi Santos

Caiu o último invicto da Série Prata. Depois de oito rodadas, o Fúria sucumbiu diante dos vermelhos do Red Devils que, além de quebrar a hegemonia do líder do grupo, consolidou-se na terceira posição da tabela, e, de quebra, ficou muito próximo da classificação no G-8. Basta um empate nos últimos 3 jogos para conquistar a vaga matematicamente.

O líder Fúria contou com uma bela torcida feminina presente à quadra 6, que queria ver mais uma vitória do time. Porém, já classificado, o líder poupou vários titulares, visando a segunda fase do certame. Alheio a tudo isso, o Red Devils veio decidido a quebrar a invencibilidade do Fúria. Com muita marcação no início do jogo, os Devils abriram o placar em uma cobrança de falta. Neguinho soltou a bomba no canto direito do goleiro, fazendo 1 x 0.

A partida começou a ficar muito pegada, com equilíbrio entre os dois lados. Os Devils passaram a usar as mesmas armas do Fúria: a vibração. E esse fator foi determinante para o time ampliar a partida. Após algumas tentativas de empate do Fúria, os Devils puxaram um ataque pelo lado direito da quadra com Darx, que avançou e encheu o pé no ângulo. A bola chegou a furar a rede. 2 x 0 no placar, e o líder caía.

O Red Devils teve muitas chances de chegar ao terceiro gol, com tentativas de Rene, Neguinho e Darx, mas não conseguia concluir a gol. A marcação dos Devils nos fez com que o líder não conseguisse melhorar sua situação em quadra. Mas, em uma cobrança de lateral, André subiu bonito de cabeça e quase diminuiu o jogo. E os juízes encerraram a primeira etapa com vantagem para os Devils.

Bruna Lopes, torcedora do Fúria, diz que o jogo “tá difícil, tá tenso” para os lados do líder. Já Ana Motta, mãe dos irmãos Motta, acredita na reação da equipe. “Fúria é Fúria”. “O Fúria é sempre o time da virada”, disse ela. Mas a esperança da torcida pelo líder acabou no início do segundo tempo. Cobrança de escanteio, Rogério subiu livre e, de cabeça, fez 3 x 0.

A partir daí, o time do goleiro Criança passou a se defender ante as investidas do Fúria, que não desistia de descontar. Carlão tentou por duas vezes, mas não conseguiu. Os Devils passaram a investir nos contra-ataques, tentando aumentar o placar. Mas o líder não estava morto. Em um ataque dos Devils, depois da bola rebatida, El Loco Gerson chutou e o goleiro defendeu. Em seguida, ele lançou com as mãos o jogador Carlão, que levantou a bola para Thiago Motta escorar de cabeça e descontar o placar.

A torcida se animou. Porém, na tentativa de diminuir mais ainda, o Fúria cedia muitos espaço, o que quase gerou o quarto gol, com Neguinho e depois Beto. Mas o mesmo Beto fez falta e acabou levando amarelo, deixando sua equipe com um a menos. O Fúria se aproveitou e novamente em um escanteio Adriano Motta subiu livre e marcou, para a alegria da dona Ana.

A partida ganhou em dramaticidade, com o Fúria lutando muito pelo gol de empate. Os Devils tentavam, na raça, segurar o resultado. O jogo ficou um pouco tenso, com jogadas mais ríspidas. Mas o Fúria não conseguiu o empate, caindo diante dos Red Devils: 3 x 2. Darx, o melhor jogador em quadra, disse que “o time jogou bem” e que “o importante foi ganhar do líder”. Ele acredita que a vitória é uma “animação para a segunda fase”. Já Gabriel Carnaval, do Fúria, não se desespera. “Uma hora tinha que perder. Temos uma gordurinha ainda”.

III CHUTEIRA DE PRATA: 8ª RODADA: GRUPO B:

Só Capim Canela 7 x 6 In Dubio Pro Barum

SÓ CAPIM COMPLICA VIDA DO IN DUBIO


Vitória apertada deixa time bem perto da vaga e coloca In Dubio na fase de matar ou morrer

Por Renan La Marck

Logo no começo de partida uma falha do bom zagueiro português Cunha ao sair jogando tirou o zero do placar. Ele foi pressionado por Bruno Lourenço dentro da área e, sem ter para quem tocar a bola, deu uma bicuda na gorduchinha que explodiu no adversário e entrou sem a menor chance para o goleiro Bruno. Que infelicidade.

Logo depois, para completar o péssimo início do time verde-preto, Bondioli apareceu dentro da área para desviar a redonda e anotar 2 x 0 para o Só Capim Canela. Realmente o momento era bom para o SCC, que teve outra boa chance de marcar. Dentro da área, Rubens dominou a bola e teve tudo para marcar o terceiro, no entanto na hora do chute viu o arqueiro fazer boa defesa. Como resposta, o In Dubio Pro Barum contou com a falha do goleiro Kasa para anotar seu primeiro gol. Giba chutou de fora da área, o arqueiro chegou na bola com mão de alface e não segurou a bola que poderia ser seguramente agarrada. Assim, Alan pegou o rebote e descontou para o In Dubio.

Mesmo após diminuir a desvantagem, ficou evidente que o primeiro tempo não era do time verde-preto, pois o Só Capim sempre que chegava ao ataque era muito mais perigoso. Pelo comando do ataque, Bruno recebeu a bola e bateu pro gol. O tiro potente carimbou o travessão. Logo depois, pelo lado esquerdo, Bondioli acertou o pé mais uma vez e fez 3 x 1.

Empolgante, antes do intervalo houve outro gol para ampliar a vantagem. De fora da área Bruno arriscou o tiro, a bola tocou caprichosa na trave do arqueiro Fiorini e morreu no fundo do gol. 4 x 1. No entanto, dando alguma esperança ao seu torcedor, foi o In Dubio, do técnico Dalton, quem terminou a primeira metade de jogo atacando mais. Na ponta direita Febem cortou Marcos, entrou na área e chutou na trave. Logo depois ele mesmo puxou contragolpe e rolou para Antero chutar longe do gol, desperdiçando grande oportunidade de gol.

Se os primeiros 25 minutos haviam sidos animados, a etapa complementar reservava ainda mais intensidade para o embate entre Só Capim e o In Dubio. Bruno carregou a bola pelo meio e deu passe para Rubens dentro da área. O camisa 9 dominou e chutou de bico, mas o goleiro Fiorini voou rente a trave e fez grande intervenção. Mas foi o In Dubio que descontou. Aproveitando rebote dentro da área, Ricardinho mandou a pelota para as redes.

Parece que o segundo gol deu ânimo novo ao time, pois no lance seguinte quase saiu o terceiro gol: pelo lado direito Rubens fez a jogada, a bola sobrou com Bassane em boas condições, mas o chute cruzado foi para fora.

De fato o jogo era cada vez mais empolgante. Primeiro, bola cruzada na área e Bruno anotou o quinto gol do Só Capim Canela. Logo em seguida, assim que foi autorizado o reinício de jogo, o In Dubio se lançou para cima e Murilo fez mais um. 5 x 3. Era um gol atrás do outro!

O time verde-preto tentava crescer no confronto. O portuga Cunha lançou bonito para Febem, que dominou e tocou para Murilo só rolar para Didi encher o pé, mas o arqueiro foi bem e desviou para escanteio. Todavia, mais uma vez quando o In Dubio dava sinais de que partiria em busca de algo a mais no embate, o Só Capim marcou outro gol: Rubens recebeu sozinho na área, dividiu com o goleiro e marcou o sexto para seu time.

Se o gol poderia cair como um balde de água fria na cabeça dos indubienses - visto que a partida já se encaminhava para o final -, na verdade o efeito acabou sendo o oposto e deu ainda mais motivação aos jogadores. Após receber bonito lançamento, Murilo bateu forte para descontar de novo.

Talvez já com uma certeza de ter a vitória garantida, o Só Capim Canela deu uma relaxada, levou o quarto gol e passou a ser ferozmente pressionando pelo rival. Bola metida na área, era ataque contra defesa, bate rebate e a redonda sobrou com Murilo de novo, que mandou para as redes, deixando o placar na diferença mínima de 6 x 5.

No entanto, quando mais uma vez parecia que ia dar para o In Dubio arrancar um empate, um chute despretensioso foi aceito pelo goleirão Fiorini. Frango incontestável, pois o goleiro chegou na bola defensável e a redonda passou...

7 x 5 no placar faltando pouquíssimo tempo e no momento em que a equipe crescia, isso sim foi um balde de água fria no In Dubio! Pouco depois quase saiu o oitavo gol do Só Capim: Rubens cortou o zagueiro e chutou pro gol, mas dessa vez o goleiro segurou firme. Ainda num último lance o In Dubio diminuiu fazendo o sexto gol, outra vez com Murilo, mas já era tarde. Placar final do grande jogo: Só Capim Canela 7 x 6 In Dubio.

III CHUTEIRA DE PRATA: 8ª RODADA: GRUPO A:

Voando Baixo 3 x 0 É Verdadeee

CABALLERO GARANTE TRIUNFO DO VOANDO BAIXO


Em tarde inspirada do camisa 7, e também do goleiro Henrique, Voando Baixo derrota o É Verdadeee e se aproxima da classificação

Por Douglas Almasi Santos

Na tarde nublada na cidade de São Paulo, só um nome dominou as atenções na quadra 6 durante o jogo entre Voando Baixo contra o É Verdadeee: Caballero! O jogador do Voando Baixo foi decisivo, fazendo os 3 gols da suada vitória de sua equipe, mantendo o time na quarta posição, muito próximo da classificação entre os 8 melhores do grupo. O É Verdadeee ainda está na luta pela vaga, em sétimo lugar, brigando com mais 3 times diretamente.

Pouco público para acompanhar o jogo, o que fez com que os times jogassem com relativa tranquilidade. A partida começou muito estudada, com marcações fortes das defesas e alguns erros de passes. Com Fúria, pelo lado do É Verdadeee, e com Marketi, pelo Voando Baixo, eram grandes as tentativas de abrir o marcador. O equilíbrio predominava até então, mas daí começou o show do camisa 7 do Voando Baixo. Em jogada pela esquerda, Caballero recebeu e soltou a bomba para vencer o goleiro adversário, fazendo 1 x 0.

O É Verdadeee não se abateu e quase empatou após chute de King que o goleiro Henrique espalmou para escanteio. Na cobrança, o mesmo King cabeceou para fora. O É Verdadeee passou a pressionar, buscando e gol de empate. O goleiro Henrique começou a fazer grandes defesas, parando os ataques de Master, Armando, Diego Garcia e Girão. Muitos erros de passe para ambos os lados, com o jogo ficando um pouco mais baseado na raça do que na técnica.

O Voando Baixo conseguiu reequilibrar-se na partida e também teve boas chances de ampliar, mas não obteve sucesso. Em lance no fim do primeiro tempo, o goleiro Reyna pôs a mão na bola fora da área e recebeu o amarelo, causando protestos do adversário, que queriam a expulsão do goleiro. Mesmo com um a mais, o Voando Baixo não soube aproveitar, e o primeiro tempo terminou com placar de 1 x 0.

No intervalo, o público aumentou, e a torcida do Voando Baixo se mostrava confiante. Armando Celso era um deles. Ele comentou o desempenho do time: “Está bom, é só administrar”. A segunda etapa começou da mesma forma que a primeira: muita pegada e pouca técnica. Em um bom lance, Marketi fez grande jogada pela esquerda, mas chutou pra fora. A resposta adversária veio em seguida, após boa trama pela lateral, a bola foi levantada para King, que matou no peito e acertou o travessão.

O É Verdadeee passou a abusar do direito de perder chances, com muita firula e pouco poder de decisão. E o castigo não tardou: lançamento para Caballero, que subiu mais que o goleiro e fez de cabeça seu segundo gol no jogo, ampliando o marcador a favor do Voando Baixo. O É Verdadeee não desistia e quase diminuiu em chances de Shev e Armando, mas sem sucesso. O time começou a demonstrar cansaço. Mas ainda teve uma ótima chance, após jogada de Fúria, passe para Shev chutar, e o goleiro Henrique operar um milagre.

No fim da partida veio o golpe de misericórdia para o É Verdadeee: ataque do Voando Baixo, a bola rebatida encontrou Caballero, que invadiu a área e chutou. O goleiro ainda desviou, mas a bola entrou. Terceiro gol do nome do jogo, decretando um clássico 3 x 0. Um dos destaques do É Verdadeee, King, definiu seu time em quadra: “Jogou bem, perdeu muitos gols, a finalização errada pesou, e o goleiro Henrique deles pegou demais”. Já Marketi, do Voando Baixo, comemorou o resultado. “Estamos bem na classificação”. Graças ao seu goleiro e ao matador Caballero, né?

III CHUTEIRA DE PRATA: 8ª RODADA: GRUPO B:

Invictus 3 x 3 RR Olímpico

INVICTUS E ROLETINHA EMPATAM EM JOGO EMOCIONANTE


Jovem Gogof e veterano Alexandre se destacam com gols e fazem partida acabar empatada

Por Renan La Marck

Jogando contra todo o favoritismo do Invictus, o Roleta Russa Olímpico não se acuou e parece que colocou a vida dentro de campo e nos 50 minutos de jogo. Logo no início Ceron mostrou como seria o jogo. Em cobrança de falta soltou uma bomba que passou com perigo à direita do gol defendido por Muralha. Pouco depois o bom meia Ceron serviu o vovô Baru, que do meio da quadra soltou uma bomba, mais uma vez com perigo, para o espanto do público que acompanhava a partida.

No início de confronto era praticamente inacreditável o que acontecia, pois o Invictus nem de longe parecia o time que briga pelo acesso direto ao Chuteira de Ouro. E só dava Roletinha: Pina recebeu boa bola invertida e desviou para o gol, mas o goleiro Muralha caiu para ficar com ela.

Finalmente o Invictus assustou o adversário, Romarinho fintou Baru - coisa rara durante os 50 minutos de partida -, trouxe a bola para o meio e de frente para o gol chutou para a defesa do arqueiro Edu. No entanto, o susto que o Invictus deu foi pequenininho se comparado ao que levou quando, minutos depois, em lance onde participaram Ceron e Catatau, a bola explodiu na trave de Muralha.

Enquanto de um lado Publius se esforçava - tanto na marcação, quanto no ataque - para suprir o fraco futebol apresentado por seus companheiros, quem surpreendia do lado Roleta era Catatau. O jovem jogador que se assemelha ao humorista Zacarias incomodava demais a defesa do Invictus. Primeiro o jogador chutou da esquerda e obrigou a mais uma boa intervenção do goleiro. Na seqüência, por muito pouco não deixou Pina na cara do gol, após tabelar com Gogof.

Roubando a cena Gogof finalmente abriu o placar para o superior Roletinha. De fora da área o jogador carregou a bola e acertou o pé para fazer 1 x 0. Do outro lado, pela equipe branco-azul, Folha e Kirk tentaram levar perigo com tiros de longe, no entanto em ambos os casos a pelota saiu por cima do gol.

Um capítulo à parte do jogo era o embate entre os super rivais Lucas e Baru - rivais de tudo, desde que eram crianças, como pode ser visto em notícia de 25/09/09 intitulada de “O jogo de xadrez entre Lucas e Baru”. Se naquela ocasião, técnicos de Locomotiva e Roletinha, o primeiro se deu melhor, desta vez sem sobra de dúvidas quem se deu melhor foi o símbolo Roleta. Sem dar chances para Lucas, Baru foi feroz na marcação, não perdeu uma bola para seu adversário e ainda fez bons desarmes durante todo o confronto.

Ainda antes do apito de intervalo o pequenino Catatau apareceu completamente livre de marcação no segundo pau, em bola cruzada, mas a cabeçada foi sem direção. O Roleta Olímpico merecia a vantagem adquirida nos 25 minutos iniciais.

Rolou a bola na etapa final e logo de cara o Invictus tentou mudar sua sorte na partida. Rafinha avançou pela direita e soltou uma bomba no alto, todavia o arqueiro Edu segurou sem dar rebote. Lucas também tentou deixar sua marca, quando finalmente ganhou dividida pelo alto, contra Baru, cabeceou por cima da meta e foi cabeceado por Baru. Pelo Roletinha, a resposta veio mais uma vez com Catatau, ele armou ataque e meteu um bolão para Gogof, que fez corta luz para Brian chegar batendo, mas sem muita direção.

Pelo Invictus, Publius foi lançado pela direita, chegou na bola antes do adversário e cruzou para Alexandre, o veterano jogador do branco-azul, dividiu com o arqueiro, que ficou com a bola. Logo depois veio o empate: Rafinha puxou contragolpe e tocou para o pai do Pedro aberto na direita. Seu Alexandre dominou, deu mais um passo e bateu cruzado sem tanta força, mas entre as pernas de Edu, para deixar tudo igual no placar.

Em melhor momento na partida o Invictus partiu em busca da virada, enquanto o Roletinha lamentava os gols perdidos no primeiro tempo. “El loco” Publius arriscou do meio da rua rasteiro e marcou um belo gol para virar a partida. Gritos insanos na comemoração – dele, Publius, símbolo da garra que vinha faltando ao Invictus, e de jogadores do Roleta do lado de fora, que não cansaram de xingar e ofender jogadores do Invictus, especialmente Publius, Lucas e Folha, durante todos os 50 minutos.

No entanto, caso viesse, a derrota seria uma extrema injustiça do futebol para com os meninos do Roleta. Assim os garotos não desistiram e voltaram a atacar o rival após tempo técnico. Gogof rolou para Ceron chutar com muito perigo. Quase! Mas logo em seguida Brian fez excelente jogada com Gogof, que anotou seu segundo gol. 2 x 2 com direito a abraços coletivos da roletada.

O golpe do empate doeu no Invictus que simplesmente parou em quadra e observou Gogof, o dono do jogo, colocar o Roletinha novamente em vantagem. Após cruzamento rasteiro, ninguém desviou a bola até que ele mandou para o fundo do gol.

Era sensacional o futebol jogado entre Invictus e Roleta Olímpico. Brian teve em seus pés a chance de matar o jogo e garantir valiosos três pontos para sua equipe, mas preferiu servir Ceron. Dessa vez um chute fraco defendido por Muralha. Após perder a boa chance veio o castigo: duas divididas duras - por ambos os lados - e o árbitro anotou falta em Publius. O Roletinha reclamava que não foi falta, mas ela foi batida para Folha na esquerda, que deu passe preciso para Alexandre, o talismã invicto, decretar o empate em 3 x 3 como placar final do bate bola.

III CHUTEIRA DE PRATA: 8ª RODADA: GRUPO A:

Locomotiva 3 x 5 SPQSF

JOGO QUENTE E VAGA NA RAÇA PARA O SPQSF


O Locomotiva foi valente, mas sucumbiu diante do agora classificado SPQSF

Por Douglas Almasi Santos

Em um dos jogos mais aguardados da tarde de sábado na quadra 6, Locomotiva e SPQSF entraram dispostos a manterem a ascensão no torneio. O primeiro, querendo subir mais ainda na tabela, o segundo, para garantir matematicamente a classificação. Com boa torcida presente à disputa, quem esteve lá não se arrependeu.

O jogo foi bem disputado. Começou com muito estudo, sem nenhuma das equipes dando espaços à outra. Chutes que esbarravam nas zagas davam o tom de nervosismo entre ambos, já que ninguém queria perder, muito menos empatar. O primeiro bom lance resultou em gol, após Meneguelo dominar e rolar na direita para o chute cruzado de Di Dicredo no canto do goleiro Gabriel, abrindo o marcador para o SPQSF.

O Locomotiva teve 3 oportunidades na sequência, com Toninho, Léo e Kadson, este acertando a trave inclusive. O jogo ficou mais duro, pegado. O equilíbrio era grande. Mas o SPQSF ampliou o placar após cobrança de falta de Jaja no ângulo esquerdo do goleiro. Um golaço. Porém, em seguida, o Locomotiva diminuiu: boa jogada de Kadson pela direita, que abriu para o lado esquerdo, onde estava Toninho, que devolveu para o próprio Kadson só tocar na saída do goleiro.

A tensão aumentou, a disputa ficou maior ainda e o jogo tornou-se um pouco violento. Toninho tentou o empate, e Di Dicredo, de cabeça, quase ampliou. E assim terminou a primeira etapa: 2 x 1 para o SPQSF. Fabiana Meneguelo, irmã do camisa 4 do SPQSF, e torcedora da equipe, estava animada. “É a primeira vez que venho, é bem legal”, comentou. Quando perguntada sobre o resultado do jogo, Fabiana foi taxativa: “Ganha sim!”, referindo-se ao SPQSF.

O segundo tempo começou com boa jogada de Brunno, do Locomotiva, que após lance pela esquerda, chutou para defesa do goleiro. Porém, o SPQSF chegou ao terceiro gol. Em uma linda jogada da equipe, Jaja recebeu a bola e ajeitou de calcanhar, Di Dicredo rolou de primeira para... Pênalti. Na cobrança, Jaja mandou no ângulo direito do goleiro, que nem na foto saiu. Porém, o Locomotiva diminuiu novamente, após a bola sobrar para Lillo encher o pé e fazer um golaço.

A partida ficou emocionante, com o Locomotiva buscando o gol de empate a qualquer custo. Porém, quem comemorou foi o SPQSF, ampliando a contagem, e de forma maravilhosa. Meneguelo rolou a bola na direita, Marino pegou de primeira e, em uma rara felicidade, acertou um lindo chute, sem ângulo, cruzado, para vencer o arqueiro do Locomotiva. Um golaço que lembrou o saudoso Josimar na Copa de 1986 contra a Irlanda.

O placar apontava 4 x 2 para o SPQSF, que vibrava muito a cada lance. O jogo ficou quente. O Locomotiva quase diminuiu em lance com Kadson que o goleiro Guto defendeu. Em seguida, porém, chegou ao gol, após tabela entre Oscar e Brunno até o primeiro tocar na saída do goleiro.

O jogo esquentou de vez, com o Locomotiva em cima, visando o empate. Mas o SPQSF liquidou a fatura após cobrança de lateral. Jaja fez o pivô em cima da zaga, girou o corpo e guardou. Final, 5 x 3 para o SPQSF.

Para Kadson, do Locomotiva, “o time estava crescendo (dentro da partida) mas tomou os gols na hora errada”. Ele afirma que tinham “tudo para ganhar”. Mesmo assim, acredita na classificação ao G-8. Já para o artilheiro da partida, Jaja, o jogo foi “muito pegado”. Ele elogiou a equipe adversária. “é um yime bom, com 3 jogadores ligeiros”. Em seguida, deixou as ambições do time: “Vamos alcançar a maior pontuação possível e fugir do mata-mata”. E garante: “É rumo à Série Ouro”.

III CHUTEIRA DE PRATA: 8ª RODADA: GRUPO B:

Só Resenha 5 x 2 Camelo

RESENHA MOSTRA FORÇA E DERROTA SEM PROBLEMAS CAMELO


3 pontos deixam Resenha ainda brigando pela primeira posição, enquanto o Camelo se vê fora do G-8

Por Renan La Marck

A primeira boa chance do confronto entre Camelo e Só Resenha foi do time do zagueiro Henrique, que do lado de fora acompanhava seu time. Um chute forte em direção ao gol que acabou saindo por cima, sem perigo para o arqueiro Ulisses. Como resposta, pelo Só Resenha, Renatinho dominou no meio e soltou uma bomba, com perigo a bola passou rente a trave.

Passado o equilíbrio inicial foi o Resenha que passou a dominar o confronto. Renatinho tentou o tiro, mas foi travado por Kazu. Na seqüência a pelota sobrou limpa com Murilo, que abriu o placar. Minutos depois o time do Resenha ampliou: Renatinho foi lançado no ataque e deu um toquinho de categoria na saída do arqueiro. 2 x 0.

A essa altura a verdade é que o Camelo jogava mal, pouco criava e não ameaçava o gol defendido por Ulisses. Do outro lado o Só Resenha continuava em busca de mais gols. Fabrício matou a bola e bateu para fazer 3 x 0. Pouco depois quase que Marcelinho fez um gol de placa. O jogador ficou com a bola na entrada da área e deu um tapa de cobertura, contudo antes da bola balançar a rede, o capitão Johnny apareceu para salvar o Camelo.

Comprovando a superioridade no primeiro tempo, Renatinho anotou o quarto gol de seu time em rebote próximo à área. Na seqüência quase saiu outro gol. Renatinho cobrou falta entre a barreira, mas a redonda explodiu na trave e saiu. Enquanto isso o Camelo respondeu com Cris Dantas. Após tentar duas vezes, o jogador carimbou a trave no final do primeiro tempo.

Na volta do intervalo o Camelo tratou de mudar sua postura. Foi para cima do rival e por muito pouco não descontou. Thiago deixou dois defensores para trás e chutou prensado pela marcação. A bola saiu com perigo pela linha de fundo. Pelo Só Resenha Marreta teve grande chance para aumentar a vantagem ao receber boa assistência de Marcelinho, mas na hora de chutar, desequilibrado, pegou mal na bola e facilitou a vida do goleiro Johnny Jr.

Em seguida finalmente o Camelo conseguiu descontar. Noal recebeu passe na ponta esquerda e chutou com segurança para diminuir. 4 x 1. Parecia que o Camelo cresceria dentro do confronto, mas antes de Noal fazer o segundo gol, quem assustou foi o Só Resenha - primeiro com cabeçada de Darian e depois no chute de Renatinho que Johnny voou no conto para defender.

Como dito, Noal teve em cobrança de penalidade a chance de diminuir a desvantagem para apenas dois gols. E não desperdiçou. No entanto, a reação para por aí, e antes do apito final o Só Resenha retificou sua superioridade: da intermediária, Darian acertou uma bomba indefensável, fechando o placar em 5 x 2.

III CHUTEIRA DE PRATA: 8ª RODADA: GRUPO A:

Pé de Pano 5 x 6 Canhedo Beppu

CANHEDO VENCE E SE RECUPERA NA COMPETIÇÃO


Em ótimo jogo, o Pé de Pano bem que tentou, mas o Canhedo foi superior e se reabilitou no campeonato

Por Douglas Almasi Santos

Reabilitação. Esse foi o principal objetivo, no fim da tarde de sábado na quadra 6, das equipes do Pé de Pano e do Canhedo Beppu. Os times vinham de fracassos nas duas últimas rodadas e precisavam da vitória para as suas recuperações. Como não poderia deixar de ser, o jogo começou muito pegado, com jogadas bem disputadas entre ambos os lados. O Pé de Pano partiu pra cima e pressionou no começo de jogo, tendo oportunidades com Dada, Peba por duas vezes e Tavogus.

De tanto insistir, o Pé de Pano acabou sendo surpreendido. Em um ataque do Canhedo, Suzuki recebeu a bola e rolou no meio para Fabinho, que na corrida chutou cruzado e fez 1 x 0. A pouca torcida presente começou a ver uma excelente partida. O Pé de Pano, melhor em quadra naquele momento, chegou ao empate após rápido contra-ataque puxado por Matheuzinho pela esquerda, que rolou para Wil marcar.

Em seguida, o Pé de Pano virou o jogo. Cobrança de escanteio, Wil pegou de primeira, a bola ainda bateu na trave e entrou. Já era fim de tarde, e as luzes dos refletores já se acendiam. Só dava Pé de Pano, que ampliou o placar com Matheuzinho. Ele perdeu gol feito, furando um chute, mas na sequência, a bola foi espirrada, subiu e, de peito, Matheuzinho só empurrou para gol vazio. 3 x 1 Pé de Pano.

O Canhedo estava um pouco sem forças, parecia que se encaminhava para mais um fracasso. Em um raro lance de ataque da equipe, uma bomba de Rodrigo Costa obrigou o goleiro Tiago a espalmar para escanteio. No último lance do primeiro tempo, Matheuzinho fez fila entre os zagueiros, rolou para Tavogus, que isolou. E assim o jogo foi para o intervalo, com vantagem de 2 gols para o Pé de Pano.

O segundo tempo começou, e o jogo mudou de cara. O Canhedo passou a equilibrar as ações da partida. Bolacha subiu livre após cobrança de lateral e cabeceou por cima do gol. Em seguida, bola lançada para Suzuki, que dominou e chutou. Na sobra, Rodrigo Costa completou e diminuiu o placar. O Canhedo se animou e partiu pra cima. Contra-ataque, Rodrigo Costa avançou pela esquerda e rolou no meio para Testa empatar.

Após chance desperdiçada por Peba, do Pé de Pano, o Canhedo virou a partida. Rodrigo Costa chutou de esquerda na trave, a bola voltou para a lateral, e no cruzamento à área, o próprio Rodrigo subiu de cabeça e fez. Novo empate: bola na direita, Peba ganhou na raça e chutou de bico. O goleiro aceitou. 4 x 4. O jogo ficou ótimo, muito bem disputado.

Com chances para cada lado, qualquer vacilo poderia se fatal. Em uma linda jogada de Fabinho, ele rompeu pelo meio e chutou cruzado, fazendo 5 x 4 para o Canhedo. Em seguida, ocorreu aquele que foi o golpe de misericórdia para o Pé de Pano. Pênalti cometido por Nobru que Suzuki bateu, de pé esquerdo, no lado direito alto do goleiro, fazendo 6 x 4 para o Canhedo.

Após lance, Matheuzinho saiu de quadra machucado, com suspeita de torção no tornozelo. O Pé de Pano ainda diminuiu, depois de lançamento para Peba, que cruzou, e Tavogus empurrou pro gol. Mas já era tarde. Final de jogo, vitória do Canhedo Beppu por 6 x 5.

Rodrigo Costa, um dos destaques do Canhedo Beppu no jogo, gostou do seu time. “Foi uma boa partida. O começo foi ruim, mas nossa recuperação foi boa”. Quando perguntado sobre os objetivos da equipe, dentro desta primeira fase, ele acredita na classificação, e já avisa: “É rumo ao primeiro lugar”. Terá a chance diante do SPQSF na próxima rodada.

III CHUTEIRA DE PRATA: 8ª RODADA: GRUPO B:

Fora de Série 5 x 4 Coringa

CORINGA VENDE CARO DERROTA PARA FORA DE SÉRIE


Com Casari inspirado, Fora segura blitz coringa no final e vence apertado

Por Bruninho Fontes

A equipe do Coringa, que começou muito mal o campeonato, já estava tranquila na zona de classificação quando entrava em campo para enfrentar a forte mas não imbatível equipe do Fora de Série. O time do incansável Clebão já não mostrava mais a qualidade do início do Chuteira e queria provar que os dois jogos anteriores foram apenas pequenas exceções.

O jogo começa agitado, logo de cara o Fora abre o placar. O goleiro monta uma barreira inexplicável, Argentino aproveita para bater forte e colocar na rede. Logo nos minutos seguintes o mesmo Argentino faz boa jogada pela direita, chuta no travessão e Orley aproveita o rebote para fazer 2 x 0 Fora.

Parecia fácil, o time azul domina tranquilamente a partida, até vacilar e deixar Fernando Cidrão receber sozinho e diminuir para 2 x 1. Mas não foi uma reação, apenas um susto, já que Zóio aproveitou rebote para deixar o seu e fazer 3 x 1. E não parou por aí: novamente em cobrança de falta, Argentino amplia ainda mais o placar. 4 x 1 Fora.

A equipe do Fora de Série era muito superior na primeira etapa, difícil acreditar que o Coringa pudesse reagir, mas foi o que a equipe tricolor fez. Não só voltou melhor pro segundo tempo como botou o time adversário para correr e o bom goleiro Casari para trabalhar. Nos primeiros 10 minutos do primeiro tempo, foram diversas chances perdidas pelo Coringa. Casari, a trave e o azar não estavam colaborando com a equipe do baralho.

Renatinho e Cidrão dominavam o ataque. Cidrão fez bela jogada, cortou duas vezes o zagueiro e viu a bola bater na trave novamente, mas dessa vez indo para o gol. 4 x 2. Jogadores claramente acreditavam no empate, que Rodrigo Rosa fez questão de atrapalhar. Após ficar cara a cara com o zagueiro, puxar para esquerda e chutar forte. 5 x 2 Fora.

O time das meias bicolores, que parece estar com uma equipe muito mais forte nas rodadas finais, continuou indo pra cima. O ótimo Renatinho cobra falta muito bem, mas melhor ainda vai o goleiro Casari e faz ótima defesa, mandando para escanteio. Para azar do arqueiro, na mesma cobrança de escanteio Felipe Feitosa colocou pra dentro e deixou em 5 x 3. Quem assistia à partida naquele fim de tarde já se animava a torcer para o Coringa e assistiu o time se aproximar ainda mais no placar. Após roubar a bola, o time troca passes rápidos até a bola cair no pé de Renatinho para ele botar fogo no jogo. 5 x 4.

O gol não só animou o Coringa como fez o Fora perder a cabeça e alguns dos seus jogadores começaram a discutir. O time pediu tempo, esfriou os ânimos e com muita raça segurou o resultado. Muita luta por parte das duas equipes e fim de jogo.

Ao final do jogo se vê o goleiro do Coringa aplaudindo os seus jogadores e o Fora se reunindo para tentar acertar seus problemas. Quem estava por ali pode ver muitos jogadores da equipe azul não satisfeitos com o andar da sua equipe.

III CHUTEIRA DE PRATA: 8ª RODADA: GRUPO A:

La Coruja 13 x 6 DPGamos

MASSACRE DA CORUJA PARA CIMA DO DPGAMOS


DPGamos resiste no primeiro tempo, mas é atropelado na segunda etapa pelo La Coruja, que sonha com a classificação

Por Douglas Almasi Santos

No único jogo legitimamente noturno da rodada, o DPGamos resistiu no primeiro tempo, levando a partida empatada para o intervalo. Mas na segunda etapa o La Coruja atropelou seu adversário, como se fosse um rolo compressor. Poucos torcedores estiveram presentes para este embate, que valia o sonho da classificação para o La Coruja, e a redenção para o DPGamos.

A raça era predominante nos primeiros minutos da partida, pois a vitória era fundamental para ambos. E o DPGamos abriu a contagem após contra-ataque rápido. Denão recebeu o passe e tocou no meio, Renanzinho chegou e chutou prensado com o zagueiro fazendo 1 x 0. Em lance seguinte, Vitão recebeu bom passe e fuzilou, empatando o jogo.

A partida ganhava em emoção, com os dois times, na base da raça, buscando o gol. Em alguns lances, o nervosismo dos jogadores era evidente. O La Coruja conseguiu a virada após cobrança de lateral, no qual uma indecisão do goleiro D. Fischer e da zaga fez com que Pedrinho raspasse de cabeça, fazendo 2 x 1. Mesmo assim, o jogadores do La Coruja discutiam entre si, preocupados com as boas investidas do DPGamos. Em uma delas, após lateral, a zaga afastou, mas Pablo chutou, a bola ainda desviou antes de morrer no fundo das redes. 2 x 2.

A discussão entre os jogadores do La coruja mostrava que a equipe estava perdida com o jogo imposto pelo adversário. A partida foi para o intervalo empatada, e com a pequena torcida do DPGamos feliz e esperançosa. “Dentre todos os jogos disputados, este é o melhor do time”, afirmou Natalia Azzolin, torcedora do DPGamos. “Estamos confiantes na vitória”, completou.

Mas a sua previsão se esvaiu assim que começou a segunda etapa. Logo de cara, em um contra-ataque, boa trama pelo meio, Vitão recebeu e chutou, o goleiro quase defendeu, mas a bola entrou. Era o terceiro gol do La Coruja. A partir daí, o DPGamos apagou de vez. Gordo recebeu passe e chutou no contra-pé do goleiro. 4 x 2. E logo em seguida, Vitão recebeu passe pela direita e chutou, a bola desviou na zaga e entrou. 5 x 2 La Coruja.

O sexto gol saiu após chute de Cicinho. A zaga não cortou, e a bola foi mansamente para o canto do goleiro. Na sequência, Gordo fez boa jogada, cortou para o meio e fuzilou de pé esquerdo, fazendo Daniel Fischer ir buscar mais um no fundo do gol. O DPGamos diminuiu após chute de Zulu. Vini Andrade desviou e a bola entrou. 7 x 3. Porém, o jogo era dos corujas. O oitavo gol foi de Vini Andrade, de cabeça, após cobrança de escanteio. Não tardou e Vitão recebeu passe e chutou para fazer 9 x 3.

O DPGamos diminuiu com gol de BB, mas o La Coruja chegou a dois dígitos no placar com Pedrinho, que recebeu e fuzilou o goleiro. Mais um lance de Pedrinho, ele recebeu na meia e de direita acertou o ângulo do goleiro, que nem se mexeu: 11 x 4. Em um lance infeliz, o goleiro D. Fischer tentou lançar seu atacante, mas Bataglia se antecipou, deu um voleio no meio de campo de primeira e mandou um golaço. E em novo ataque do La Coruja, a bola foi lançada para a direita com Pedrinho. Um leve toque encobriu o goleiro, fechando a conta do Coruja em 13.

O DPGamos ainda descontou com Joka, em linda cobrança de falta, e com Bruninho, dando números finais à partida: 13 x 6 para o La Coruja, em mais uma rodada desastrosa para o DPGamos.

Mori, goleiro do La Coruja, disse que o “time está bem, evoluindo, está ganhando maturidade. Vamos lutar pela classificação e pelo título”. Já Renanzinho não soube explicar o apagão do DPGamos no segundo tempo. “É sempre assim: começamos bem, mas depois acabamos perdendo. Não sabemos por quê. Hoje, desesperamos”, tentou explicar o camisa 7 da equipe.

III CHUTEIRA DE PRATA: 8ª RODADA: GRUPO B:

Basicus 5 x 5 TCM

VIRA VIRA MARCA EMPATE ENTRE TCM E BASICUS


Times variam entre bom futebol e apagão antes de ver jogo acabar empatado

Por Bruninho Fontes

Antes de entrar em campo não se sabia o que esperar da equipe rosa. O time mesclava bons e maus jogos, mas vinha de um ótimo empate contra a equipe do Só Resenha. Do outro lado o TCM, que também seguia como incógnita, até então o único time a conseguir vencer o Fora de Série, mas no final de semana anterior havia tomado um chocolate do Coringa.

O jogo começa disputado e com o Basicus fazendo seguidas faltas desnecessárias. Em uma das faltas a bola fica pipocando na área até Zé Roberto colocar nas redes. 1 x 0 TCM. E não demora em sair o segundo. Disputa de cabeça e a bola sobra para Thiagão sozinho deixar o seu. 2 x 0 e um TCM melhor até o momento.

O Basicus começa a se encontrar em campo e só é parado com faltas. Em uma delas Zé Roberto toma amarelo. Por duas vezes o pequeno polivante Puff teve chance de diminuir o placar em cobranças de falta, mas bateu mal as duas. Já o TCM estava aproveitando todas as suas chances. Cesinha leva bem a bola e chuta. Alexis ainda toca na bola que entra vagarosamente no gol. 3 x 0 TCM.

A equipe rosa só acordou com a entrada de Edu Elias, que sempre que entra resolve. Mal havia entrado em campo e já deixou o seu. 3 x 1. Mas parecia que não era mesmo o dia do Basicus. Próximo a sua área, Gui rola a bola para trás, Fefe se confunde com o marcador e não vai na bola, Cesinha aproveita a grande confusão e faz mais um. 4 x 1.

No final da primeira etapa o Basicus ainda conseguiu usar de uma das suas armas, as seguidas faltas que Fefe sofre – faltas ou não. Oitava falta e Puff vai pra bola no tiro de 9 metros. Com calma, ele coloca no canto oposto do goleiro e o jogo fica em 4 x 2. O gol daria o ânimo necessário que a equipe precisaria para empatar ou até virar no segundo tempo.

Logo que as equipes voltam a campo, Edu Elias e Puff fazem ótima troca de passes e Puff manda a bola na trave. Aproveitando que o TCM voltou para a partida só pensando em marcar, o Basicus diminui ainda mais. Participando da jogada de novo, Puff passa pelo marcador e dá belo passe para Fefe deixar o seu. 4 x 3 e só dava Basicus. O empate era questão de tempo e veio novamente com Edu Elias. 4 x 4.

Com gols seguidos, a equipe de Barath (alguém sabe onde ele estava?) foi logo buscar a virada. Em bom contra-ataque, Buiu tocou para Veneza fazer 5 x 4. Com o time inspirado e correndo muito, parecia que o placar só iria aumentar a partir desse momento, mas como o Basicus sempre gostou de grandes emoções, tratou de dificultar. Quem dificultou também foi o árbitro, que não deu mão clara do goleiro Marcião ao sair da área para interceptar lance de Starck. Na retomada, já no finzinho da partida, o zagueiro gigante Yuri cabeceou bola e a mesma escorregou pelo seu braço quase dentro da área. Mão marcada, amarelo nele e chance para o TCM. Chute forte no meio da barreira e... 5 x 5! Muita comemoração do TCM.

Difícil saber quem saiu com mais gosto de derrota desta partida, já que os dois times tiveram a vitória nas mãos. O que se sabe é que o empate foi muito bom para as equipes adversárias, já que a tabela está bem embolada.
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