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Notícias de 27/10/2010

X CHUTEIRA DE OURO: 7ª RODADA: GRUPO A

DENYS PERDE PÊNALTI E BUCETS LEVA 14 DO MULEKES


Conspiração? Bucets toma sua maior sova e está a um jogo da Série Prata; Leo Valente agradece, faz 5 gols e assume artilharia da competição


Por Derick Almeida

Em plena tarde nublada de sábado, a contradição esteve presente na quadra 5 do PlayBall. Sim, pois, adentraram em campo os 2 opostos do Grupo A: seu líder, o Mulekes, 15 pontos, e seu lanterna, o Bucets, apenas um pontinho. O oposto era explícito também em outro quesito: enquanto o Mulekes tinha praticamente 2 times disponíveis, o Bucets tinha 7 jogadores contados. A tragédia era iminente diante de cenário tão tão... catastrófico, digno de um 2012 e a concretização da profecia maia.

E assim o Mulekes e seu adversário, um arremedo de time outrora chamado de Bucets, adentraram o templo esverdeado do Olimpo chuteirense. Do lado esquerdo, para quem se encontrava na arquibancada, o famigerado Bucets estava muito bem representado por seu presidente, seu manager, seu porta voz, seu ultimamente goleiro e técnico também: Denys Volpe. Esse guerreiro de cabelos lisos e semblante inabalável mesmo diante do trágico também pode ser confundido como o simples e fiel retrato do ator Jason Schwartzman da última versão de “A Feiticeira”. Sem feitiço algum, mas com um futebol de primeira, o Mulekes estava do lado direito do campo, pronto para avançar ao esquerdo. Em seu banco de reservas, o destemido desafiante, o comandante da mulekada José Carlos, figura imponente que mais parecia uma variante abrasileirada de Clint Eastwood. Se o Mulekes um dia virar filme, que Clint seja o intérprete de José Carlos Caetano.

O soar do apito fez-se ouvir e o primeiro embate daquela tarde foi iniciado. Loucos para adentrar a defesa do Bucets, o Mulekes não demorou para atacar. O primeiro chute veio do time treinado por Eastwood, mas não tardou ao Bucets mostrar que não estava destinado à passividade e que também sabia espetar o adversário. Em cobrança de falta partiu a bola errante, que deixou seu rastro logo acima do travessão.

O Mulekes, com seu jeito travesso de ser, aproximava-se constante e perigosamente do cinto de castidade do Bucets, guardado, até então, a sete chaves por Denys. Enquanto o capitão Giovanni se destacava pelas enfiadas de bola ao melhor estilo Kaká, Daniel do Bucets fazia o oposto quando adentrava a área do adversário. Após perder mais uma chance de marcar gol, o Bucets foi desvirginado por Leandrinho, que recebeu, girou e marcou um golaço.

O fato bastou para que Denys perdesse o controle e, de maneira relapsa, encarnasse a soberania do rei persa Xerxes enquanto xingava ferozmente os “professores”, que mais ouviam do que falavam. Segundo Denys, uma sinalização errada no lance do gol prejudicara a sua atuação defensiva, que a esta altura da partida não queria perder o “selinho” de jeito nenhum. “Este cara é um corneteiro, um fanfarrão! Ainda há tempo para virar o jogo; ele que se controle”, retrucaram os árbitros, cientes da impon(t)ência de Denys diante do poderoso melhor ataque da Série Ouro.

Logo em seguida, para a tristeza dos bucetiano, uma rápida troca de passes entre Leandrinho, Allison e Leo Valente termina em gol. Neste ponto da partida, Denys joga de lado o que até o momento podia ser chamado de compostura e parte para a agressão verbal velocidade número 5. Não há “professor” que resista a provocações de alunos fanfarrões, não é verdade, Seu 06?! Não à toa, depois de mais uma investida da molecada, transformada em gol desta vez pelos pés de ouro de Ronan, que deixou a defesa do time adversário literalmente molhada, Denys teve de acalmar os ânimos fora do tapete verde ao ser amarelado.

O Mulekes dominava a partida sem trabalho algum. Mesmo com um novo goleiro em campo, o Bucets não evita mais um gol da tríade Leandrinho, Allison e Leo Valente, que, aos toquinhos, encaixava a bola mais uma vez no fundo da rede. O Bucets, ciente de que tomaria uma goleada digna dos cânticos de Homero, partiu para cima do adversário. Uma falta perigosa cobrada por Vitor fez com que a bola fosse ricocheteada para longe do gol pela barreira hiperativa da molecada.

Porém, a varonil zaga estrategicamente montada por Clint Eastwood era eficaz e impedia que a molecada sofresse qualquer pressão do Bucets. Pelo outro lado, ataques e contra-ataques jorravam aos borbotões, os quais renderam ao Mulekes mais três gols, um de Allison e dois de Leo Valente.

Empurrado pela atuação de Denys, agora na linha, o Bucets galgava rumo à diminuição de um placar tão deficitário quanto o sistema brasileiro de previdência social. O sucesso, entretanto, estava muito longe do esperado. D´Alonzo entrava forte nos adversários e arriscava chutes a distância que de nada ajudavam o time a desligar a lanterna na tabela do campeonato. Enquanto isso, o Mulekes aproveitava para brincar e mostrar um futebol mais arteiro. Fruto disso foi outro gol marcado por Allison, que lançou uma bomba bem no centro do gol.

Diante de um cenário como este, seria óbvio prever o que aconteceria nos instantes seguintes, certo? A resposta, desta vez, é não. O árbitro apitou pênalti a favor do Bucets! A equipe foi unânime em apontar ele, justamente ele, Denys, o fanfarrão, para a cobrança! Um clima de tensão se instaurou na arquibancada. Pessoas se entreolhavam; desconfiavam do que estava por vir. Alguns questionaram a sanidade daqueles que apontaram Denys para cumprir este desafio. Os tambores rugiram; o apito foi então ouvido. Ao mesmo tempo, do lado de fora, Lói arriscou um palpite: “Esse cara vai chutar por cima do travessão”. Depois de 15 segundos, o semblante inabalável de Denys exprimiu pesar. A profecia de Lói se concretizara e o Bucets sentia, bem naquele lugarzinho, o tamanho – e bota tamanho nisso – da sua irresponsabilidade (ou seria fanfarrice?).

Com todas as esperanças perdidas, não restava nada ao Bucets fazer a não ser rir de mais uma cobrança de falta de Denys. Bom, o desfecho deste episódio, em particular, não precisa ser descrito, afinal, já o descrevemos acima. A tragédia seguiu por mais alguns minutos, tempo suficiente para Leo Valente virar o novo artilheiro da Série Ouro com 14 gols. 14 foi justamente o placar final do jogo: Mulekes 14 x 0 Bucets.

X CHUTEIRA DE OURO: 7ª RODADA: GRUPO B

Fúria 3 x 2 Med Taubaté

FÚRIA VIRA CONTRA MED O JOGO E SAI DA ZONA DE REBAIXAMENTO


Time fez um primeiro tempo para se esquecer e permitiu que o Med saísse vitorioso; porém, na segunda etapa, virou o placar à base de raça


Por Douglas Almasi Santos

O Fúria reencontrou a alegria e a vibração de jogar futebol e, de virada, bateu o Med Taubaté, deixando a zona de rebaixamento. A equipe, que sofre com várias baixas em seu elenco, recuperou-se após estar perdendo por 2 a 0, em um primeiro tempo para qualquer torcedor do time esquecer. Mas, na etapa final, a equipe do agora só técnico Sucão resgatou aquilo que tem de melhor: marcação forte e muito ânimo. Com isso, e ainda se valendo do cansaço do Med, virou o marcador e fez a festa.

O primeiro tempo foi um passeio do Med. A equipe de medicina de Taubaté não tomou conhecimento do adversário, com toque de bola refinado e muito ataque. Quem ditava o ritmo era o trio formado por Bruninho, Aníbal e Xavier. O carequinha comandante de ataque do Med foi o primeiro a testar o goleiro Danilo: Xavier recebeu no flanco direito e chutou forte para defesa do arqueiro. Bruninho, por duas vezes, chegou próximo da abertura da contagem, sendo em uma delas uma bomba após cobrança de falta rolada para ele que Danilo defendeu.

A zaga do Fúria estava preocupada com a rapidez nos toques do Med. Xavier se movimentava muito, criando várias chances de gol. Em bola espirrada no meio da quadra, ele ganhou na corrida de Gabriel Carnaval, mas na hora do chute foi travado na bola depois de recuperação fantástica do zagueirão furioso.

O Med era superior em quadra, e só depois de muito tempo o Fúria chegou com perigo: Vitinho pisou na bola e permitiu a roubada por parte de Thiago Motta. O camisa 7 tocou na direita ao seu irmão Adriano, que no lado esquerdo chutou cruzado, mas Chicarelli estava atento e salvou o Med.

Aníbal, depois de escanteio, parou no goleiro Danilo. O camisa 10 ainda teria chance quando, de cabeça, desviou para fora com perigo. O gol do Med estava maduro e chegou depois de vacilo de Carnaval, que tentou sair jogando mas passou errado. Kaique agradeceu, fez linda finta em cima do zagueiro do Fúria e cruzou da esquerda para Bruninho só ter o trabalho de empurrar às redes.

Com a vantagem, ficou fácil ao Med, que se valeu mais uma vez da desatenção da zaga adversária: Xavier aproveitou o cochilo dos defensores do Fúria, avançou e de pé esquerdo fez, ampliando o marcador a 2 x 0.

Acuado, o Fúria parecia se encaminhar a mais uma derrota, o que o deixaria em situação delicada no grupo B. Thiago Motta e Fábio Caruso ainda tentaram descontar, mas sem sucesso, e o intervalo chegou com boa vantagem do Med. Mas a parada para a troca de lado mudou o rumo da partida. Sem se abater, e com a fibra que lhe é peculiar, Sucão sacudiu seus jogadores, e a postura do Fúria, na etapa final, foi inversa à primeiro tempo.

Começou com tentativa de Thiago Motta, que da entrada da área encheu o pé para defesa de Chicarelli. E não demorou ao Fúria o seu primeiro tento, em lance envolvendo os irmãos Motta. Thiago cobrou lateral na cabeça de Adriano, que subiu e testou no ângulo direito. O gol foi uma ducha de água fria ao Med, que, sem saber como lidar com a vibração adversária, passou a sofrer pressão. Thiago Motta infernizava a zaga do Med, que se segurava para conter as investidas do camisa 7.

Para brecar a reação do Fúria, só com faltas. E em uma delas, Fábio Caruso cobrou com categoria, colocando no ângulo esquerdo de Chicarelli, empatando o confronto. O que parecia impossível na primeira etapa - uma reação do Fúria, tamanha a apatia do elenco -, transformou-se em realidade e o jogo pegou fogo. Aníbal, após escanteio, acertou lindo chute, mas a bola desviou e saiu com muito perigo. Med e Fúria alternaram ataques em busca da vitória. Brão, pelo lado do Med, e Thiago Motta, pelo Fúria, levaram perigo em chutes que foram para fora.

E a virada, tão duvidosa quando a partida foi ao intervalo, chegou: Thiago Motta cobrou o escanteio e Fábio Caruso cabeceou para marcar o seu segundo tento na partida, marcando 3 a 2 ao Fúria em reação espetacular. Nos minutos finais, pressão total do Med. Cobrança de lateral na segunda trave, Bruninho cabeceou para defesa de Danilo, no rebote, Aníbal encheu o pé para nova defesa difícil do arqueiro do Fúria. Aníbal teria mais uma chance, com o pé esquerdo, mas parou em Danilo.

Fim de jogo e muita comemoração do Fúria que, com raça, obteve a vitória e se reabilitou no Grupo B, alcançando o mesmo número de pontos do Med. O Fúria, tentando se afastar de vez da zona de descenso, vai encarar o vice-líder Fora de Série em um dos clássicos da próxima rodada. Já o Med, na mesma situação, também terá jogo mais complicado ainda, nada menos que o SNG.

X CHUTEIRA DE OURO: 7ª RODADA: GRUPO A

Bengalas 5 x 3 Roleta Russa

BENGALAS SUPERA ROLETA E SEGUE CRESCENDO NA COMPETIÇÃO


Sem Baki, Bengalas deslanchou no segundo tempo quando Ritolê e Vini Costa desequilibraram


Por Diego Pontes

De maneira semelhante aos duelos de faroeste filmados por Sergio Leone, a peleja entre Bengalas e Roleta Russa começou com ambos os times se estudando minuciosamente. Após alguns toques de bola a esmo, quem disparou primeiro para a ofensiva foi a trupe dos Toledo, com o dupla Pedrinho e Vini Costa, cada um atacando por um flanco da arena. Sempre afiada, a zaga dos oletas não demorou a marcar os atacantes, bem como Ritolê, craque da esquadra amarela, que já aguardava passe dos companheiros no meio de campo.

No entanto, um quarto elemento surpreendeu a tática impecável do time de Baru. Quando o cronômetro marcava exatos 2 minutos de jogo, Luisinho arrancou da retaguarda e, valendo-se de um espaço aberto por Gegê, mandou uma bomba em linha reta para explodir na rede adversária.

A jogada fez com que a armada rubronegra apertasse a marcação na saída de bola do Bengalas. Guzzela e Bocha, apesar de um pouco desajeitados, conseguiram anular investidas perigosas de Ritolê e Luisinho pelo centro, assim como encurralar Pedrinho em seu próprio campo de defesa. Bocha fez melhor: aos 17, o camisa 7 abriu caminho na zaga rival para que Gegê trespassasse a grande área. Com um passe de mestre, o capitão deixou Coelho de frente ao canto esquerdo do arco, ponto que o improvisado Wellington havia deixado exposto. Bastou o atacante pisar na redonda para que ela entrasse faceira na rede.

A partir desse momento, o embate seguiu parelho até o final do primeiro tempo. Mas o equilíbrio não foi um emocionante “toma lá, dá cá” – o que era muito esperado de uma partida entre duas equipes notórias por jogar no contra-ataque. Uma vez que ambas optaram por focar seus esforços nas jogadas individuais de seus atacantes, o prélio ficou travado no meio de campo.

O ritmo do jogo só foi mudar minutos antes do árbitro anunciar o intervalo, quando o Roleta teve a sua grande chance de virar o placar: após tabelar com Gegê e deixar o setor defensivo do Bengalas para trás, Alemão chutou cruzado para o gol. O efeito empregado pelo petardo na redonda foi tamanho que só um salto Jedi poderia alcançá-la. Para a sorte dos amarelos, o arqueiro deve ter algumas midichlorians no sangue, visto que desafiou as leis da Física ao aparar a bola no ar, mantendo tudo igual até os professores anunciarem o término do primeiro tempo.

Se a primeira metade do jogo frustrou as expectativas dos fanboys do Chuteira no tocante a gols e lances bonitos, o mesmo não pode ser dito dos 25 minutos finais. Afinal, o “menino de ouro” do Bengalas renasceu! Apagado no primeiro tempo devido à forte marcação dos roletas, Ritolê voltou para o campo ágil como o Saci, mesmo jogando contundido. A metáfora não foi gratuita: mal o árbitro apitara o recomeço da pugna e o camisa 7 já estava no ponto G (de gol, claro!) da banheira para cabecear lançamento de Luisinho para dentro da rede.

Mas o Roleta também tinha o seu “homem gol”. E a resposta deste à investida bengalense foi imediata. Logo em seguida, Salada trespassou a zaga rival sozinho e chutou rasteiro, fraquinho, direto para as mãos de Wellington. Porém, eis que o goleirão, quase um Barbosa do novo século, desceu as mãos para aparar a bola, mas a mesma lhe escapou e foi tranqüila para o fundo do gol. Frangaco e o empate. Mais uma vez, tudo igual: Roleta 2 x 2 Bengalas.

O que se sucedeu foi um verdadeiro embate entre os craques das equipes. Enquanto o Bengalas explorava as jogadas velozes do jovem Toledo pelo centro, Salada coordenava a linha de frente do Roleta, armando assistências para Alemão e até Bocha chutarem para o gol.

O resultado? Mais gols bonitos – para o deleite das bengaletes e dos amigos do Roleta, que torciam fervorosamente na arquibancada. Ricco interceptou a redonda na saída rubronegra e, com passe preciso, colocou Ritolê frente a frente com o goleiro Guaraná. Com um chute em linha reta, o “menino de ouro” anotou o terceiro do Bengalas, alterando, mais uma vez, o quadro da partida. Mas não por muito tempo, visto que Salada logo restaurou o equilíbrio desta ao marcar 3 x 3.

O equilíbrio de forças era tamanho que o jogo parecia fadado ao empate. Todavia, a estrela de outro craque brilhou nos minutos finais. Ofuscado até então pelo desempenho do colega de equipe, Vini Costa, o portador do manto número 10 do Bengalas, fora alçado ao posto de herói ao marcar dois gols nos 10 minutos finais que decidiram a partida: um a partir de tabela com Ritolê; e outro – um potente chute de fora da área – instantes antes do estridente apito encerrar o jogo.

A mantém o Bengalas na vice-liderança do Grupo A, perdendo no saldo para o Mulekes. Já o Roleta Russa amarga uma oitava posição e vê no embate contra o problemático Estudiantes de la Vila – que entregou um W.O ao Real Paulista – a chance de se reabilitar.

X CHUTEIRA DE OURO: 7ª RODADA: GRUPO B

Arouca 8 x 4 Elefantes Indomáveis

AROUCA SE MANTÉM NA LIDERANÇA E PÕE ELEFANTES NA ZONA DE REBAIXAMENTO


Em jogo cheio de alternativas, o líder Arouca foi superior na segunda etapa e está próximo da vaga direta às quartas de final. Elefantes cai para 9° lugar


Por Douglas Almasi Santos

O Arouca manteve a boa fase e despachou o Elefantes Indomáveis, garantindo a manutenção da liderança do Grupo B. Com a vitória, o time de Vitão alcançou 16 pontos na tábua de classificação e, com mais uma vitória em dois jogos, garante matematicamente a classificação direta às quartas de final. Já o Elefantes, com a derrota e outros resultados desfavoráveis na rodada, caiu para o nono lugar e entrou na zona de rebaixamento.

A partida foi emocionante e cheia de alternativas. Com menos de 3 minutos o Arouca já vencia por 2 x 1. Mas, primeiro, quem marcou foi o Elefantes: no primeiro lance do jogo, a zaga arouquense bateu cabeça com o goleiro Mauricio após cobrança de lateral e a bola sobrou limpa a Daniel Teske que só empurrou ao gol. A resposta do Arouca foi imediata quando, em cobrança de lateral, Luisinho Alexandre pegou de primeira e marcou um golaço que só se via em seus tempos de Bacana (afinal, foi o primeiro do jogador na atual competição). E a virada chegou em lance seguinte: abertura na esquerda a Renan Montoro, que avançou e soltou uma bomba cruzada no ângulo esquerdo de Chacha.

O jogo era franco, com as equipes ofensivas atrás da vitória. Chacha salvou o Elefantes ao sair, de forma arrojada, nos pés de Varanda que, cara a cara com o goleiro, foi surpreendido e perdeu boa chance. O Elefantes igualou o placar com Thomas, que recebeu passe e, de primeira, enche o pé. A bola ainda desviou na trajetória e entrou à meia altura esquerda do goleiro. O jogo era de “doido”, e mais uma vez as equipes levaram emoções aos seus torcedores.

Felipe Mota recebeu no meio da quadra e deu um passe milimétrico - entre os zagueiros do Elefante, que jogavam em linha - em profundidade a Veloz. Livre de marcação, ele agradeceu a assistência que lhe daria 5 pontos no Cartola e tocou na saída de Chacha. Era o terceiro. Porém, a resposta laranja foi imediata: cobrança de escanteio na segunda trave, Manente apareceu sem marcação e de pé direito tornou a empatar num golaço que rivaliza com o de Luisinho para saber qual foi mais bonito. No último lance da primeira etapa, Thomas tentou lançar de seu campo, a bola tomou um efeito e quase entrou, mas Mauricio, que não queria comer frango antes do churrasco ficar pronto do lado de fora da quadra, estava atento e colocou a escanteio.

A segunda etapa também foi recheada de gols. Mas dessa vez apenas o Arouca jogou, tamanha a apatia – aliada à pressão da vitória para fugir do rebaixamento – do Elefantes. Com velocidade e mostrando entrosamento, a torcida arouquense fez a festa nos últimos 25 minutos. Já começou com tentativa de Varanda da entrada da área. O camisa 9 soltou a bomba perto da trave. Em seguida, Marquinhos Bohn fez lindo passe na direita a Varanda, na corrida, chutar cruzado para fazer 4 x 3 no placar.

O Elefantes acusou o golpe e foi dominado pelo líder e favorito do Grupo B. Caio Martins recebeu na esquerda e chutou forte para defesa de Chacha. Em cobrança de lateral, a zaga do Elefantes cochilou, Caio Martins surgiu para marcar o quinto gol do Arouca. Em seguida, mais uma vez o zagueirão, que atacava de Vitão para fazer gols nessa rodada: ele recebeu passe na esquerda e, da intermediária, encheu o pé. A bola passou por baixo de Chacha e entrou, anotando 6 a 3 no placar.

Com a desvantagem, o Elefantes tentou reagir com Cauê, mas o camisa 9 chutou para fora. E quando a fase não é boa, atinge a todo mundo. Cauê discutiu com o árbitro e levou cartão amarelo. Indignado com a punição, foi para o banco de reservas e continuou a discutir com o árbitro, que não teve dúvida em excluir o comandante de ataque do Elefantes. Com isso, o prejuízo do time foi sem precedentes: além de excluído do restante do jogo ante o Arouca, ficará de fora do “jogo da morte” contra o Joga 13, na próxima rodada, decisivo na luta pela fuga do rebaixamento.

Com a chegada da garoa na quadra 4, veio também mais gols. O Elefantes descontou com André Plec, que, de bico, marcou o quarto gol do Elefantes. Montesano ainda acertou o travessão, quase marcando ao Elefantes. Mas Veloz fazendo o sétimo gol, e Bohn, convertendo pênalti, deram números finais ao embate, com vitória do Arouca por 8 x 4. A classificação direta do Arouca às quartas de final pode chegar na próxima rodada, quando o time vai encarar o Bacana num jogo que promete muito e pode acentuar uma possível crise no Bacana, que não vence há 3 rodadas.

X CHUTEIRA DE OURO: 7ª RODADA: GRUPO A

Acidus 7 x 3 Canhedo Beppu

ACIDUS, DESANIMADO E COM UM JOGADOR A MAIS, GOLEIA CANHEDO


Jogador a menos o tempo todo foi crucial para a derrota dos engenheiros, que viu um Acidus um tanto desleixado em ação


Por Diego Pontes

Quando o Canhedo Beppu adentrou o gramado, um zum-zum-zum teve início na arquibancada da quadra número 5. Comentários do tipo “o Acidus já ganhou”, “olha a goleada” ou “se esses caras perderem um jogador, vai dar WO” podiam ser ouvidos no recinto, bem como uma sorte de gracejos referentes ao fato de o time dos engenheiros entrar com dois jogadores a menos no embate contra a armada cítrica.

O resultado não foi diferente do previsto. O Acidus, de fato, bateu seu adversário. E por um placar bastante elástico (4 gols de diferença), cabe salientar. Porém, os poucos integrantes do Canhedo presentes na disputa não entregaram a vitória de mão beijada. Pelo contrário: o arqueiro Papa Burguer e seus companheiros demonstraram raça do começo ao fim da partida - ao contrário do time verde limão, que, no geral, transpareceu desânimo e falta de seriedade em campo.

Na primeira metade do jogo, contudo, só deu Acidus. Mal começara a peleja e a esquadra acre já colocava em xeque o gol do Canhedo com uma bomba cruzada de Cássio. O lance pegou a zaga dos engenheiros de surpresa e obrigou o Papa Burguer a trabalhar no gol. E que defesa! Com um salto de lince, o lendário arqueiro aparou o petardo no ar, impedindo que este abrisse o marcador para o rival. Em seguida, foi a vez de Borges tentar a sorte: o camisa 17 converteu brilhantemente um lançamento do próprio Cássio em uma bicicleta, mas Papa, cheio de auspícios, defendeu a jogada sem sequer mexer-se.

Entrentanto, a invencibilidade do herói canhedense não duraria muito. Borges se aproveitou de uma falha do meio de campo inimigo e conseguiu colocar Paulinho dentro da grande área – na verdade, em cima da linha. Para ser mais sincero, Paulinho pegou chute de Borges em cima da linha e deu de calcanhar o um legítimo gol roubado!

O Canhedo, que até então jogava na retranca, passou a ousar quando Okamura chegou e deixou seu time com apenas um a menos. Uma vez que não dispunha de elenco para montar um setor ofensivo completo, o time focava seus esforços em cobrir as investidas de Leo Moraes pela lateral esquerda. Mas a marcação pesada do acidiano Lói na saída de bola não permitia que o camisa 7 fosse muito longe. Tanto que o atacante só teve a chance de chutar uma única vez para o gol – lance no qual mandou a redonda direto para a linha de fundo.

Já o camisa 7 do Acidus, Careca, teve mais sucesso em suas investidas. Ele marcou 2 x 0 para a equipe cítrica ao cabecear meio estranhamente e enganar Papa. Mais do que estender o placar, o lance aparentemente desmontou o esquema tático improvisado pelo esquadrão cinzento, visto que este passou a atacar de forma impetuosa, quase que totalmente descoordenada. Como resultado, o setor defensivo fragilizou-se, abrindo espaço para que os acidianos chegassem com maior constância ao arco de Papa Burguer.

O goleirão conteve boa parte das ofensivas adversárias, mas não conseguiu impedir que o Acidus ampliasse ainda mais a vantagem. Foram 3 gols seguidos nos minutos finais do primeiro tempo: um de Borges, que mandou um cruzado direto no ângulo; outro de Luiz Fernando, fruto de uma tabela com Pupo; e um torpedo de fora da área de Careca, que passou invisível para os zagueiros do Canhedo.

Se o Acidus não foi perfeito na primeira metade do jogo, ao menos trabalhou corretamente, pois soube explorar as falhas do rival, bem como a superioridade numérica de seu elenco. Houve, no entanto, uma falta de comprometimento geral do time para consigo mesmo no segundo tempo: os que não praticavam um futebol tépido, diletantista, jogavam para alimentar vaidades próprias, para desespero do técnico Lucas, indignado desde o minuto inicial com a falta de objetividade do time. Na ânsia por marcar gols, alguns não passavam a bola, tampouco raciocinavam na hora de construir ataques – o que acabou de vez com o coletivo que a equipe apresentou no começo do duelo.

O Canhedo, por sua vez, voltou do intervalo coeso e ainda mais determinado a mudar o quadro. Dada a posse de bola e a quantidade de chutes ao gol deste, pode-se dizer que o time foi bem sucedido. E se não conseguiu virar o prélio, ao menos deu uma aula de raça e trabalho coletivo para o adversário, tornando um jogo que, teoricamente, nasceu perdido em uma disputa com resultados imprevisíveis.

Para vencer a sólida zaga de Lói – que, assim como Borges, fez parte do seleto grupo de acrimoniosos que jogaram com seriedade do começo ao fim –, a trupe dos engenheiros passou a trabalhar com lançamentos e potentes chutes de fora da área. Uma decisão acertada, já que o time desencantou em cobrança de falta que Leo Moraes chutou e a barreira abriu. E o segundo veio com Cléber, deixando indignado o banco acidiano diante do placar de 5 x 2.

Mesmo atuando de maneira desleixada (esta parece ser a palavra), o Acidus conseguiu devolver os gols aplicados pelo oponente. Borges enganou a defesa do Beppu ao fazer de uma jogada individual um passe certeiro para Veríssimo completar. Minutos depois, Marcelo enfim marcou o seu, o sétimo do time, fechando a conta da equipe - que poderia ter sido muito maior caso os integrantes desta não fossem tão fominhas.

Quem deu a última palavra foi o Canhedo. O chute de Cléber sinalizou o fim de uma batalha na qual os torcedores do Acidus, outrora cheios de confiança, não chegaram a temer por seu time ante à reação leonina do adversário, mas sim pela falta de gana de fazer gols e objetividade.

O Canhedo permanece, junto ao Bucets, na lanterna da Série Ouro, e corre o risco de ser rebaixado caso perca para o Fiorella na 8ª rodada. Já o Acidus segue confortável agora na terceira posição do Grupo A e enfrenta o arquirrival Bengalas no próximo sábado. Um clássico que promete!

X CHUTEIRA DE OURO: 7ª RODADA: GRUPO B

SNG 1 x 1 Joga 13

JOGA 13 E SNG TRAVAM DUELO EQUILIBRADO E ACABAM EMPATADOS


SNG e Joga 13 fizeram boa partida e terminaram empatados, mas o resultado foi ruim para os dois times; pior ao Joga 13, que retorna para a lanterna do Grupo B


Por Douglas Almasi Santos

SNG e Joga 13 fizeram duelo equilibrado na tarde de sábado, válido pelo Grupo B da Série Ouro, e terminaram empatados em um gol. O resultado acabou sendo amargo para ambos: o SNG perdeu a chance de manter-se na cola do líder Arouca e ficou mais distante de ser o primeiro colocado no grupo, a dois jogos de encerramento da primeira fase, enquanto o Joga 13 continua o seu martírio, segurando a lanterna do grupo, apesar do otimismo que reina entre alguns jogadores, que veem a classificação como algo concreto e crível.

A garoa que caía na quadra 4 fez esquentar a partida, que teve lances duros de marcação, mas tudo dentro do âmbito do jogo. O 13 começou melhor e, valendo-se de um contra-ataque, chegou com tiro de Doce da intermediária. A bola saiu por cima do gol. Nova jogada do Joga 13, Barata recebeu na direita e arriscou o chute, que também foi por cima da meta de Caieiras (sim, ele mesmo).

O SNG teve sua primeira grande chance em cobrança de escanteio. Felipe Augusto tentou duas vezes e, na sobra, Fabinho soltou a bomba para linda ponte de Diego no ângulo direito, espalmando à linha de fundo. Os times articulavam bem suas jogadas no meio da quadra, mas pecavam no momento da finalização. Diego fez bom lançamento com as mãos para Barata, que dominou na direita e cruzou, mas ninguém chegou para completar o lance.

Ronei teve boa chance, mas parou nas mãos do goleiro do Joga 13. Lele, de cabeça, tentou, mas a bola foi para fora. Mesmo com o equilíbrio, o marcador foi inaugurado, e com um bonito gol do SNG: cobrança de lateral na área, Renê ajeitou de peito a Felipe Augusto, que chegou de trás apenas para cumprimentar o goleiro Gallego.

Com a vantagem, era de se esperar um domínio do SNG sobre o Joga 13 que, naquele instante, já figurava entre as duas equipes do grupo B que caem à série Prata. Porém, ao invés disso, o Joga 13 cresceu e não se intimidou com o gol. Cobrança de falta de Rodrigo Ribeiro que Caieiras defendeu. Novamente uma cobrança de falta, Lucas rolou atrás para bomba de Rodrigo defendida de novo pelo ex-arqueiro do 13. E a persistência acabou surtindo resultado: Barata roubou a bola no seu campo e puxou o contra-ataque rápido, aplicou um ‘rolinho’ no adversário, avançou pela esquerda e acionou Robinho no flanco esquerdo. O camisa 17 bateu com o pé direito, colocando no lado oposto de Caieiras, empatando a partida.

A igualdade era justa, apenas traduzindo o equilíbrio que se passava em quadra. No fim da primeira etapa, o Joga 13 marcou um gol de cabeça após cobrança de escanteio, mas Lucas empurrou o adversário dentro da área e os árbitros assinalaram a irregularidade, invalidando a jogada. Em seguida, Ronei recebeu passe, mas chutou para fora, levando assim, a partida empatada ao intervalo.

No segundo tempo, a leve garoa se esvaía. E o jogo continuou equilibrado, com marcação forte e tentativas frustradas de furar as retrancas. Grande jogada de Robinho pela esquerda, aplicando uma linda finta em seu marcador, mas foi surpreendido por Caieiras, que saiu do gol de forma arrojada. Resposta do SNG: a bola foi levantada na área, que sobrou a Ronei. A finalização de cabeça parou nas mãos de Gallego.

Joga 13 arriscando: jogada rápida de contra-ataque, Barata avançou rápido pela direita e chutou forte, mas a bola foi para fora. Novamente o Joga 13 tentando: Raphão fez lindo passe a Robinho que, dentro da área, tentou chutar, mas Caieiras foi mais rápido e saiu nos pés do atacante adversário, mais uma vez salvando o SNG. O jogo, apesar do empate, era bom e movimentado. Boa trama do SNG, a pelota chegou até Renê que, livre na entrada da área, chutou, mas parou em Gallego.

Quando o jogo entrava nos seus momentos derradeiros, a ansiedade tomou conta dos jogadores. Pelo 13, cruzamento foi feito da direita e Doce apareceu para carimbar o travessão. Biro também tentou: ele avançou pela direita e encheu o pé, mas a bola foi para fora. O último lance do jogo foi do 13: Gallego fez bom lançamento para Robinho que, livre de marcação, desperdiçou.

Fim de partida, e um empate que acabou atrapalhando os planos das duas equipes. O SNG ainda sonha com uma das duas vagas diretas às quartas de final, e encara, na próxima rodada, o Med Taubaté. Já o calvário do Joga 13 continua, e de forma dramática: na próxima rodada, um confronto direto na luta pelo rebaixamento ante o Elefantes Indomáveis, no já chamado “jogo da primeira morte” do grupo B. Quem perder ali tem já um pé certo na Série Prata.

X CHUTEIRA DE OURO: 7ª RODADA: GRUPO A

Estudiantes de la Vila 0 x 1 Real Paulista

REAL VENCE ESTUDIANTES POR WO


Time de Caio não comparece e perde 2 pontos na tabela


X CHUTEIRA DE OURO: 7ª RODADA: GRUPO B

Fora de Série 5 x 4 Treinadores do Braz

TREINADORES FAZ BOM JOGO, MAS NÃO RESISTE AO FORA DE SÉRIE


Sem suplentes, e ainda perdendo um atleta no início da etapa final, equipe vendeu caro a derrota; Fora alcança a vice-liderança isolada do Grupo B


Por Douglas Almasi Santos

O Fora de Série confirmou sua boa fase, venceu a segunda partida consecutiva e, beneficiado por tropeços de outros concorrentes, alcançou a vice-liderança do grupo B, com 14 pontos. O time de Clebão, que não perde desde a 3ª rodada (quando sucumbiu ante o Arouca), continua na luta para se classificar diretamente às quartas de final. Mesmo assim, não teve facilidade para vencer o valente Treinadores do Braz, que vendeu caro a derrota.

O Treinadores entrou em quadra querendo a vitória para se afastar de vez da zona de rebaixamento e, de quebra, posicionar-se melhor na tabela em busca da classificação. Mas sua tarefa seria complicada, uma vez que o time não possuía jogadores no banco de suplentes. Mesmo assim, a equipe não se intimidou e fez um dos gols mais rápidos da história do Chuteira de Ouro: no apito inicial dos árbitros, a saída de bola do Treinadores foi rolada atrás, de onde veio Kiwi a arriscar o chute do meio da quadra. Com rara felicidade, acertou o ângulo esquerdo de Casari, marcando um golaço.

A resposta do Fora chegou após boa trama em que Lapa soltou a bomba por cima da meta de Piero. Kiwi novamente, agora recebendo na direita e experimentou, mas Casari estava atento. O Fora teve três oportunidades em sequência: uma com Cachaça chutando para fora, outra com Rafael Rezende também com tentativa para fora, e com Lapa, que em cobrança de falta obrigou Piero a defender com os pés.

Mesmo sofrendo a pressão, o Treinadores foi mais preciso e ampliou a contagem: cochilo da zaga do Fora na entrada de sua área, Kiwi roubou a bola e rolou atrás para a chegada de Jocélio. 2 x 0. Porém, o Fora não se abateu e, novamente, partiu para cima do Treinadores. Casari fez bom lançamento com as mãos até Orley, que ajeitou a Cachaça. O camisa 16 apareceu e chutou com perigo para fora.

O Fora diminuiu o prejuízo após contra-ataque rápido, quando a bola chegou até Orley, que chutou cruzado no canto direito de Piero. E quase empatou quando, depois de boa trama entre seus jogadores, a bola chegou para Lapa finalizar de canhota, para nova intervenção de Piero. O Treinadores teve um gol anulado de Jocélio, depois de cobrança de escanteio, e o Fora quase chegou ao gol com Du formiga, que parou em Piero.

O terceiro tento do Treinadores chegou com Jefferson: bola na entrada da área e Jocélio chutou para Casari jogar a lateral. Na cobrança, o camisa 16 do Treinadores subiu mais que os zagueiros e testou firme. Casari ainda tocou na bola, mas não evitou o gol. Rica tentou descontar ao Fora, mas parou em Piero, bem colocado. Jogada rápida do Fora, a bola foi ajeitada de letra a Lapa, que recebeu na entrada da área, puxou para o pé esquerdo e fuzilou a meta do Treinadores, diminuindo novamente.

O Fora quase empatou no fim do primeiro tempo, com lances de Lapa e Argentino pela esquerda, que soltou o pé para linda defesa do arqueiro do Treinadores. E assim o jogo foi ao intervalo. No início do segundo tempo, mais um problema ao Treinadores: em choque normal de jogo, o zagueiro Juba torceu o tornozelo e foi obrigado a deixar o gramado. Com isso, o Fora passou a jogar com um jogador a mais. Mesmo assim, sua tarefa não foi fácil.

A equipe empatou após cruzamento de Argentino, do lado direito, para Cachaça, livre, marcar. O Fora acelerou o jogo, a bola foi tocada até Cachaça, que dominou, mas no momento do arremate foi parado por Piero em saída arrojada de sua meta. Rica acertou o travessão após cobrança de falta, mas em seguida Lapa fez a jogada pela esquerda e tocou a Cachaça, que tocou por baixo de Piero, que nada pôde fazer. Em vantagem de 4 a 3, o Fora foi pra cima na tentativa de ampliar.

Piero foi fundamental por duas vezes: na primeira, o goleio saiu nos pés de Cachaça, evitando mais um gol do camisa 16, e depois realizou defesa monstruosa, parando chute de primeira de Lapa. Argentino fez boa ginga de corpo pela esquerda e cruzou na medida a Cachaça, que só teve o trabalho de empurrar ao gol. Jefferson, de cabeça, descontou ao Treinadores.

No fim da partida, uma confusão na área do Fora envolvendo Cachaça e Jefferson quase estragou o bom jogo. O Treinadores pressionou atrás do empate, mas não dava mais tempo. Dessa forma, os árbitros apontaram o fim de jogo, com vitória do Fora por 5 x 4.

X CHUTEIRA DE OURO: 7ª RODADA: GRUPO A

The Veras 2 x 3 Fiorella Brasil

FIORELLA VOLTA A VENCER E JÁ PREVÊ CLASSIFICAÇÃO


Vitória apertada sobre The Veras coloca time na 5ª posição do grupo e muito próximo da próxima fase, já que tem pela frente os lanternas Bucets e Canhedo


Por Elvis Ferreira

The Veras e Fiorella fizeram um jogo de velocidade e bons ataques pelos dois lados. O Fiorella quase abriu o placar logo nos minutos iniciais com Tiago, que bateu de primeira após receber na direita.

O Fiorella jogava com inteligência, a torcida adversária do lado de fora da quadra resmungava a todo tempo: “Este time é chato de jogar contra”. Talvez as declarações sejam feitas pelo bom toque de bola demonstrado pela equipe.

Aos poucos o Fiorella passou a dominar o jogo. O Veras já não conseguia armar jogadas de ataque que levassem perigo ao gol de Fábio Fonseca. A defesa do Fiorella, bem posicionada, anulava bem as jogadas de ataque. Pelo Fiorella, Cléber abriu boa bola para Caio na esquerda, que bateu forte e cruzado. A bola explodiu no travessão. Cléber, em outra oportunidade, recebeu na direita, dominou e bateu forte para as redes, agora sim marcando um golaço e inaugurando o placar.

O Veras, que após a metade da primeira etapa havia se posicionado melhor em quadra, quase empatou com Japa após o camisa 7 driblar bem o marcador e bater colocado. A bola saiu por cima, assustando o goleiro Fábio.

Para o segundo tempo o Fiorella voltou na mesma pegada do primeiro, valorizando bastante a posse de bola e sufocando o adversário em seu campo. João Paulo teve boa chance para ampliar, mas Benga saiu bem do gol e fechou todo o ângulo.

O jogo seguia morno até que o Veras reagiu: Kinho recebeu bom passe dentro da área e deixou tudo igual, dando um ânimo a mais para as duas equipes. E assim o jogo que era morno começou a esquentar. João Paulo bateu de longe pela esquerda, a bola bateu na trave e sobrou limpa para Tiago Silva aproveitar a oportunidade e colocar o Fiorella outra vez à frente.

Novamente o Veras tinha de correr atrás do prejuízo e quase marcou com Peterche pela direta. A bola explodiu outra vez na trave. A resposta veio em boa troca de passes entre André e Edson. Edson recebeu na esquerda, driblou o marcador e bateu bem para o gol. Benga fez boa defesa.

Depois de muito insistir e depois de ter melhorado bastante no segundo tempo, o Veras empatou novamente após falta cobrada por Renato do meio da quadra. A bola cruzou toda área pelo alto e não sofreu nenhum desvio, entrando caprichosamente no canto esquerdo do goleiro. 2 x 2.

Com o empate o esperado era que o Veras crescesse em campo. E foi realmente o que aconteceu. Nico quase virou após outra cobrança de falta, agora pela direita. A bola passou muito próxima ao travessão.

Depois da pressão pelo gol da virada, o jogo voltou ao normal e as equipes começaram a se equivaler. Porém, no finalzinho da partida, o Fiorella achou um contra-ataque mortal e Edson fez lindo gol pela direita. Ele avançou até praticamente a linha de fundo e, pegando muito bem na bola, colocou a redonda no ângulo de Benga. Golaço que deu ao Fiorella a terceira vitória na competição.

X CHUTEIRA DE OURO: 7ª RODADA: GRUPO B

Bacana 3 x 5 Só Resenha

SÓ RESENHA, DE VIRADA, DERRUBA BACANA E ENTRA NA BRIGA POR UMA VAGA NA FASE FINAL


Capitão Dhani comandou a reação do Resenha e ajudou sua equipe a vencer um forte concorrente na luta pela classificação


Por Douglas Almasi Santos

O Só Resenha desbancou o Bacana e entrou de vez na briga por uma vaga à fase final da Série Ouro. O time foi surpreendido na primeira etapa, mas com velocidade, bom toque de bola e com um Dhani inspirado, a equipe reverteu situação adversa e conquistou 3 pontos preciosos na luta pela classificação. Já o Bacana vem caindo de produção e vai lutar, nos últimos dois jogos, pela sua manutenção entre os 6 times que se classificam no Grupo B.

Nos primeiros lances do jogo, um infortúnio ao Bacana: Lele torceu, sozinho, o tornozelo esquerdo e teve que abandonar a partida. Recomeçando o Resenha foi pra cima: Marcelinho, da direita, encheu o pé para defesa de Kiko. Porém, foi o Bacana que largou na frente: cobrança de lateral na segunda trave, a zaga ficou indecisa, e Rômulo apareceu tranquilo para desviar e marcar seu tento. Dhani, recebendo da entrada da área, girou e chutou para a defesa de Kiko.

Flávio tratou de ampliar o marcador ao Bacana. O Resenha não desistia, mesmo atrás no placar: Dhani fez linda jogada em velocidade, passou por dois marcadores e deu um leve toque no contrapé do goleiro, mas a bola saiu caprichosamente. A partir daí Bacana e Resenha passaram a alternar bons momentos no ataque. Dhani, por duas vezes, tentou para o Resenha, enquanto que Rômulo e Demehur chegaram para o Bacana, mas sem êxito.

Cobrança de lateral na área, Kiko saiu mal, e Cris Nicollas testou firme para diminuir o placar. O Bacana quase aumentou com Canzian, que, depois da jogada de contra-ataque, arriscou chute para defesa de Tucano. O Resenha ainda sofreu duas pressões no fim da primeira etapa: Flávio, em cobrança de falta, chutou por cima com perigo, e Yanes, da intermediária, enchendo o pé que passou rente a trave. E, dessa forma, a partida foi ao intervalo de forma equilibrada, mas com vantagem do Bacana por 2 a 1.

O segundo tempo foi emocionante, com o Resenha atrás do gol de empate. Cobrança de escanteio, Cris Nicollas desviou de cabeça, mas Kiko estava atento e defendeu. O Bacana respondeu depois de lançamento, a zaga cochilou, Igor dominou e chutou para defesa de Tucano, que espalmou a bola com eficiência. O Resenha persistiu atrás da igualdade: jogada em velocidade de Dhani, que levou a bola para o flanco esquerdo da área, fintou o goleiro Kiko na linha de fundo e, mesmo sem ângulo, tocou às redes para marcar um bonito gol.

Com o tento de empate, a partida ganhou em emoção, e o ataque era a melhor defesa para as equipes saírem com a vitória. Porém, o Resenha parecia mais à vontade em quadra. Batata recebeu passe e chutou colocado para boa defesa de Kiko. O Bacana respondeu após cobrança de escanteio: Flávio apareceu livre na segunda trave e obrigou Tucano a fazer bela defesa. Em novo escanteio, dessa vez ao Resenha, Cris Nicolas testou firme, mas a bola foi para fora.

O Bacana se colocou novamente em vantagem: cobrança de falta na intermediária, Demehur encheu o pé, a bola desviou no caminho e enganou Tucano. Mesmo em desvantagem, o Resenha não desistia. Bruno fez boa jogada pelo meio, investiu, e de pé esquerdo chutou, mas Kiko estava atento no centro do gol e fez a defesa. A partir daí, o preparo físico dos jogadores do Bacana já não era compatível com a velocidade dos meninos do Resenha.

Dhani recebeu o passe, tabelou com seu irmão Darian, pôs na frente e tocou no canto para vencer Kiko, empatando a partida em 3 a 3. E a animação tomou conta dos resenhistas, que se lançaram ao ataque. Jogada na direita, a bola foi cruzada, e apareceu o pé de Renatinho, de carrinho, para empurrar às redes e virar o placar. No fim, o Resenha deu o golpe de misericórdia: Darian recebeu o passe na esquerda e soltou a bomba, a bola bateu no travessão e entrou, para a festa dos jogadores.

Final de embate, já sem a luz natural, e importante vitória do Só Resenha por 5 a 3. Na próxima rodada a luta das equipes pela classificação à segunda fase continua, restando dois jogos para cada um: o Bacana terá a difícil missão de parar o embalado líder do grupo B, o Arouca, enquanto o Só Resenha fará confronto interessante ante em decadência Treinadores do Braz. Só a vitória interessa para quem quiser se classificar.
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