Parece que o segredo do artilheiro Renê foi descoberto: o time joga para ele fazer os gols. Falando mais claramente, como se ouviu após a goleada do SNG por 7 a 1 contra o Sport CBB, o time faz as jogadas, tira defensores e goleiro adversários do lance e, na hora de mandar a bola pro gol... tocam para Renê posicionado estrategicamente embaixo da trave!.
Claro que o artilheiro do III Chuteira se defende das “acusações”. “Só falam desses lances isolados, mas e as jogadas que eu armo pros demais marcarem? Por que ninguém lembra e comenta isso?”, questiona o artilheiro do IV Chuteira com 20 gols até a 8ª rodada. E ainda provoca os demais que correm atrás dele: “Já estão precisando de binóculo para me ver na corrida da artilharia”, diz ele, rindo e feliz da vida.
E Renê, contra o CBB, marcou 4 gols, dois deles em jogada de Allan, que só rolou para o camisa 11 empurrar para as redes. O jogo foi tranqüilo para o SNG, que venceu com extrema facilidade o time do CBB, que estava desfalcado dos meias Thiaguinho, estrela do time, e Ramon.
SÓ LANCE VENCE FORA DE SÉRIE E RENASCE PARA O CAMPEONATO
Fora de Série chegou para a partida contra o Só Lance com 9 pontos e 2 derrotas consecutivas (Acidus e SNG) e princípio de crise na equipe. Ao final da partida – e a derrota por 5 a 4 – parece que a crise se instalara com propriedade.
O jogo começou bom para o FS, que marcou logo aos 3 minutos com Adriano. Aos 8 minutos, o mesmo Adriano voltou a marcar, num lindo voleio, meia bicicleta da ponta da área. Mas eis que entra em ação o até então apagado no campeonato Kaká. Ele surgiria no minuto seguinte ao segundo gol do FS para se transformar no grande nome da partida, levando o MVP. Ele diminuiu aos 9 minutos e empatou aos 12. E com um empate em 2 a 2 o jogo foi para o segundo tempo.
Era hora do tudo ou nada para o Só Lance. Uma derrota deixaria o time muito longe dos times do G-8 – ao menos 3 pontos. E o time virou o jogo. Kaká novamente, marcando seu terceiro gol na partida, e em seguida o quarto. Parecia decretada a derrota do FS, mas André marcou o terceiro e Vini empatou. Mas a tarde era mesmo de Kaká – ele marcou seu quinto gol – quinto do Só Lance – e deu a vitória a sua equipe.
Com o placar favorável ao Só Lance, o tempo esquentou e Kaká foi expulso juntamente com André após confusão dentro da área em que teve muito bate-boca e empurra-empurra. A turma do deixa-disso colocou os pontos nos is, mas não impediu que fossem expulsos. Defendendo-se, o Só Lance ainda teve Caio expulso e fechou o jogo com 2 a menos, mas com a vitória garantida. Sobrevida ao Só Lance e chances reais de classificação. Ao Fora de Série restava vencer no dia seguinte o Hollanda, coisa que, como se pode ver mais abaixo, apaziguou o time e abafou a crise.
ROLETA PASSA SUFOCO PARA VENCER TOSCO
Era um jogo de resultado quase certo, pois Roleta Russa vinha sem desfalques e com o reforço dos gêmeos Diogo e Thiago, novas contratações do time. Esperava-se uma vitória tranqüila contra o estreante Tosco, que vinha de uma vitória polêmica por WO contra Bróder, mas o que se viu em campo não foi nada disso...
Buscando pela primeira vez entrar no G-8, o Tosco começou com seu melhor time em campo, valorizando a troca de passe e a velocidade em lançamentos, mas não foi suficiente. O Roleta abriu o placar numa saída infeliz do gol do goleiro Luiz, que, atrapalhado pelo sol, errou a bola e acabou acertando o atacante Rick, que foi mais rápido e mandou a bola pro fundo do gol. No lance, Rick foi atingido na cabeça por Luiz e seguiu jogando, mas, na segunda-feira, acabou indo ao médico e teve diagnosticado fratura do crânio. O camisa 9 do Roleta ficará fora pelo menos um menos para cirurgia e recuperação. O mais provável é que ele só retorne ano que vem.
Mas o gol não desanimou o Tosco. Numa arrancada de Perassi, ele acabou driblando os zagueiros e empatando o jogo. Ali estava um indício de que a coisa seria mais complicada do que o Roleta poderia pensar. Ainda antes do final do primeiro tempo, o Tosco acertou uma bola na trave, mas o Roleta Russa, em uma bola desviada em chute de Bob e em outro chute cruzado do mesmo Bob, abriu vantagem de 3 a 1 no placar no fim do primeiro tempo.
O sol já castigava ambas as equipes mas nem por isso o jogo foi devagar no segundo tempo. Em desvantagem, o Tosco impôs um ritmo maior, apostando na juventude, o que acabou rendendo frutos. Numa falta na boca da área, Kuminha acertou um belo chute e diminuiu o placar. A pressão do Tosco aumentou após a expulsão de Thiago, um dos gêmeos estreantes do Roleta. E nessa avalanche ao ataque o Roleta contragolpeava com afinco, sendo aí o bom goleiro Luiz Eduardo exigido e defendendo muito, só não segurando a bola de Caju, que marcou o quarto gol.
O Tosco foi mais ainda pra cima e colocou 2 bolas na trave antes de marcar o terceiro gol, com Vinicius. Mas já era tarde, o esforço não foi suficiente para empatar o jogo.Ao final, o resultado foi o esperado, a vitória do Roleta Russa, mas deixou-se bem claro que o Tosco não é o mesmo time simples da 1ª rodada, pois conta com reforços poderosos e com uma vontade de jogar bola invejável.
ACIDUS SE REABILITA CONTRA MACHUPICHU
O jogo era decisivo para ambos os times, que tinham 9 pontos na classificação, e ainda tinha como tempero especial a rivalidade entre os 2 times. Desde a entrada do MachuPichu no cenário do Chuteira, havia uma vitória para cada lado – MachuPichu venceu amistoso preparatório para o III Chuteira e Acidus devolveu no III Chuteira. A partida desempataria o retrospecto.
Aguardava-se um jogo equilibrado, como de fato foi. A equipe do MachuPichu se manteve atrás, esperando o adversário, e dessa maneira conseguiu abrir o placar em um contra-ataque que, depois de defesa do goleiro estreante Diego e bate-rebate, sobrou para Caio marcar. Logo na seqüência, os “peruanos” perderam 2 gols de frente com o goleiro – Ricci tocou fraco para a defesa do goleiro – e ali começaram a perder a partida. Aos poucos o Acidus passou a dominar o jogo até abrir 3 a 1, com Cavalera, Robinho (este um golaço em que o atacante recebeu dentro da área de costas, girou com a bola embaixo dos pés e tocou no canto de letra) e Alemão, e terminar o primeiro tempo em vantagem.
No segundo tempo o Machupichu percebeu que se fosse ficar apenas esperando o adversário poderia perder de mais e partiu para o ataque. Rodrigo experimentou de fora da área e a bola entrou. Caio ainda empatou a partida, dando a impressão que a história seria diferente daquele jogo do III Chuteira... Mas não demorou muito para o eficiente Acidus ampliar para 5 a 3 em 2 contra-ataques, com Alemão, que pegou rebote de Tebas, e Cavalera. O Acidus matava o jogo na hora certa.
CHUVA ALIVIA CALOR E JOGA 13 SEGURA EMPATE CONTRA BUCETS
Depois da goleada contra o Acidus, o 13 parecia que iria engrenar. Ledo engano. Comentário geral entre jogadores do torneio é que o 13 não está com toda aquela força que parecia. E o jogo contra o Bucets foi a prova cabal de que algo errado está acontecendo. Depois de um começo de jogo equilibrado e o gol de Bruninho de falta, só deu Bucets até o fim da partida.
Virou jogo de defesa contra ataque. O goleiro reserva de Caieiras, Luciano, fechou o gol com defesas fantásticas que os jogadores do Bucets não acreditavam. Tudo pirou quando começou a cair o temporal que se formava durante toda a tarde. Campo alagado, dificuldades para se enxergar... e o Bucets pressionando o Joga 13. Lele não apareceu na partida, anulado por Tom e Marcílio. Apenas Guma e Cabral se destacaram na defesa da equipe. E de tanto bater o Bucets chegou ao gol, com Vitinho, no final do jogo. Ainda foram pra cima buscar a vitória que era o único placar que mantinha o Bucets vivo no torneio, mas não houve tempo nem Luciano permitiu. Empate com sabor de vitória para o Joga 13 e empate com sabor de desclassificação para o Bucets. 1 a 1 foi o menor placar de um jogo do Chuteira em sua história.
BRÓDER VENCE MAIS UMA
Depois da derrota do MachuPichu na rodada, o jogo entre Hollanda e Bróder se tornou decisivo, principalmente para o último, que poderia enfim dar um passo sólido em direção à classificação, já que vencendo ou mesmo empatando configuraria no G-8 sem dependência de saldo de gols. Para o Bróder, era a oportunidade de se recuperar depois do WO dado ao Tosco em razão do falecimento repentino de um amigo de todos os jogadores. A partida prometia, até mais para o Hollanda, pois tinha a volta de Batoré. Em compensação, do outro lado estavam os bicampeões do Chuteira de Ouro.
O jogo começou tranqüilo para os broders, que foram jogando seu futebol habitual e marcando gols sem fazer muito esforço. Abriram 4 a 0 no placar, com Marcelinho, o goleiro Leo, que jogou na linha, e duas com Mutssa.
Veio então o segundo tempo e com ele a reação do Hollanda, especialmente com a entrada de Batoré, que, inexplicavelmente, estava no banco até aquele momento. E foi ele que comandou a pressão hollandesa, marcando 2 gols e outro anotado por Salada. Com 4 a 3 no placar, parecia que o empate era iminente, mas o que não se esperava foram as expulsões de Leonardo (Bróder) e Batoré (Hollanda). Com Batoré fora, as chances do empate saíram com ele e decretaram o placar final da partida em 4 a 3.
Bróder chegava a 12 pontos e se manteve firme no grupo dos classificados. Hollanda viu sua “tranqüilidade” escapar e se manteve em oitavo, mas ainda sim com MachuPichu e Só Lance na sua cola.
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