Em final tumultuada, SNG se sagra o novo
campeão do Chuteira
A tarde era de festa. Na disputa pelo 3o lugar, as arquibancadas ainda um tanto vazias refletiam certo desinteresse por aqueles que não estavam na final. É a cultura brasileira de que ser menos que campeão não tem muito valor. Mas, conforme a partida entre Joga 13 e Fiorella ia acabando, as pessoas começavam a chegar, jogadores que estariam em campo na grande final chegavam, sentavam e se uniam aos que já estavam lá desde antes do jogo. Renê, por exemplo, artilheiro do SNG, chegou com seu isopor cheio de água gelada por volta de 16.15h (ele só jogaria às 17.30h). “Não agüentava mais ficar em casa sem fazer nada. Vim logo pra cá”, declarou ele ao Chuteira News.
Da mesma forma, assurrenses chegaram cedo. Maurício, camisa 7, deu as caras mais cedo e até ajudou na anotação do jogo em que o Joga 13 venceu e conquistou o 3o lugar. O tempo passava e as arquibancadas iam se enchendo. Quando acabou o jogo preliminar e os 2 finalistas entraram em campo, as arquibancadas estavam cheias, e uma torcida enorme feminina estava presente. Eram loiras, morenas, crianças com buzina, esposas e namoradas a incentivar seu time. E a torcida das mulheres era inteira do Assurra. Ao SNG, além de poucos amigos, tivemos a presença ilustre do pai do Renê, que veio prestigiar o time do filho na grande final.
Equipes a postos, o jogo começou e o Assurra dominou um SNG nervoso. A frieza que se viu durante todo o campeonato no SNG parecia que estava com o Assurra, que jogava como sempre fez no torneio – centro das jogadas em Alemão com Felipe correndo pelas pontas. Numa dessas o próprio Felipe abriu o placar, aos 13 minutos. O Assurra seguiu com calma e dominando a partida, até que no final do primeiro tempo o destino começou a atrapalhar a vida do time. Bate-rebate na área e chute de Tejeda encontra Caputti quase sobre a linha, caindo ao chão, impedindo que a bola entrasse no gol. Apito do juiz sela a jogada – é pênalti, a bola foi desviada do gol pelo braço do jogador, que não estava colado no corpo. Se em qualquer jogo um lance desses já gera discussão, imagine numa final de campeonato. REPLAY DO LANCE MOSTROU QUE A BOLA BATEU NO BRAÇO DE CAPUTTI, QUE NÃO ESTAVA COLADO AO CORPO, QUE DESVIOU A BOLA DE SUA TRAJETÓRIA NUM LANCE CLARO DE GOL. ASSIM, SEGUNDO A REGRA, É PENALTI. E foi aí que a birra com o árbitro e a derrota do Assurra começaram. Reclamações veementes e duras com o árbitro que só não foram piores porque o goleiro Roberto, sempre sereno, tirou diversos de seus jogadores da confusão. Ao final, Caputti tomou cartão amarelo e Allan bateu o pênalti para empatar a partida e levar o SNG para o intervalo com 1 a 1 no placar.
O segundo tempo continuou quente em termos de reclamação. Qualquer falta era vista como para cartão pelos dois times, enquanto a torcida feminina do Assurra xingava o juiz de todos os nomes possíveis. Normal em jogo de futebol, mas talvez essa mesma torcida tenha levado o time a se inflar contra o árbitro quando, com 3 minutos de jogo, uma falta no meio de campo para o SNG e Caputti ficou catimbando, tirando a bola do lugar por 2 vezes depois que o árbitro a colocou no lugar certo. Não contente com isso, quando o árbitro deu as costas para contar a barreira, Caputti chutou a bola para longe, numa atitude impensada e de certa forma burra, tanto que depois que foi expulso ele ouviu da torcida adversária um sonoro coro de “burro, burro”. O segundo árbitro viu a reincidência na atitude antidesportiva e o advertiu com o cartão amarelo. E segundo cartão amarelo é vermelho. Assurra ficava com um jogador a menos por uma ação infantil do jogador mais experiente do time.
Naquele momento parecia que o Assurra perderia o jogo. Empate, com um a menos e contra o forte SNG. O pior estava por vir, devem ter pensado. Mas eis que em seguida Marquinhos e Felipe, em dois contra-ataques muito rápidos em lançamentos de Alemão, saíram na cara do gol e abriram 3 a 1 para o Assurra. E com um jogador a menos. Parecia sim que a vitória viria mesmo com todos os problemas do time. Entre o segundo e o terceiro gol ainda teve um lance que gerou muita discussão. Felipe é lançado por Alemão e corre em direção à área. Quando entra, Tejeda chega junto dele e Felipe cai. Todos os presentes viram pênalti no lance, menos o árbitro, que mandou seguir a jogada. O REPLAY MOSTRA QUE DE FATO TEJEDA NÃO TOCA FELIPE. ESTE COMEÇA A CAIR ANTES QUE O JOGADOR DO SNG PUDESSE DESLOCÁ-LO. Claro, todos do Assurra queriam pênalti, até como forma de pressionar o juiz para “compensar” o pênalti dado para o adversário. Se perdeu aquele gol, Felipe não perdeu o gol no lance seguinte. Parecia que a dupla Alemão e Felipe, indiscutivelmente os melhores em campo, daria enfim o título ao Assurra. Mas as coisas estavam para mudar. E o SNG não teve pressa.
Com um Assurra fechado no seu campo, o SNG tocava a bola com calma esperando a hora certa do bote. E assim Abelha marcou o segundo gol em contra-ataque e em falha de Henrique, que furou na tentativa de cortar o lançamento de Tejeda. Em seguida foi a vez do artilheiro Renê marcar o dele de cabeça. 3 a 3, a coisa começou a ficar feia para o Assurra. E a muralha assurrense desmoronou quando Allan, sem ter para quem tocar depois de troca de passes na intermediária, experimentou chutar de longe. A bola desviou e enganou o goleiro Roberto, que ainda estava com a visão encoberta por Renê. O SNG virava o jogo ali.
Dois minutos depois, em contra-ataque, Renê marcou o quinto do SNG e seu 24o gol no campeonato, selando a vitória do seu time. No lance, o goleiro Roberto defendeu chute fora da área com a mão, mas o árbitro deu vantagem porque sobrou de volta pra Renê que, mesmo caído, conseguiu empurrar para as redes.
Na reposição de bola, Alemão ameaçou o árbitro, dizendo que ele veria só quando acabasse a partida. O árbitro paralisou o jogo e advertiu o jogador com o cartão. Eis que começou toda a confusão, lastimável, em que os jogadores do Assurra foram para cima do árbitro reclamando agressivamente e, nos casos de Alemão e Felipe, para agredi-lo fisicamente. E quase foram bem-sucedidos. O goleiro Roberto impediu que voadora de Alemão acertasse o árbitro, e o tumulto evitou que um raivoso Felipe chegasse até ele para acertar-lhe um soco.
Diante do ocorrido, e com 21 minutos de jogo no segundo tempo, a partida foi encerrada e o SNG sagrou-se campeão. O time de Renê e cia comemorou muito o título. Totó recebeu de um Daniel engravatado a taça de campeão – o troféu rotativo dos campeões – e o time era só alegria. Memé, que jogou apenas 2 jogos do campeonato porque acabou sofrendo uma lesão no joelho, era pura alegria e êxtase. Para ele, de fora, deve ter sido mais sofrido ainda.
Assurra saiu de campo sem esperar a premiação. As medalhas de vice-campeão foram entregues a cada um porque não foi possível unir os jogadores para entregar-lhes com as devidas pompas e honrarias.
Na ocasião também receberam as medalhas os jogadores do Joga 13, que esperaram na torcida o fim da partida e fizeram uma grande festa pelo 3o lugar conquistado.
ATENÇÃO, OS VÍDEOS DOS LANCES POLÊMICOS E DOS GOLS DA FINAL ESTARÃO DISPONÍVEIS NO SITE AINDA ESTA SEMANA. AGUARDEM.
Joga 13 vence e comemora muito o 3o lugar
Valendo o 3o lugar do III Chuteira, o Joga 13 começou aceso contra o Fiorella e logo anotou 2 gols (Daniel e Lele), placar que permaneceu até o início do segundo tempo. O Fiorella pouco chegou na primeira etapa e, logo aos 3 minutos do segundo tempo, gol de Guma ampliava o placar e parecia que o Joga 13 golearia. Mas o Fiorella acorda geralmente no segundo tempo e foi na figura de Caju – ou Zé Roberto – que passou a pressionar o Joga 13 e criar as melhores jogadas. Mas o pé tava fora de forma e o Fiorella cansou de perder gols ou esbarrar na muralha Caieiras. Mesmo assim, Caju marcou 3 gols e Van Van outro. Quando o time verde podia encostar no placar e pressionar, André foi driblar dentro da área e perdeu a bola para Thiago, que marcou sem esforço algum. Foi o balde de água fria.
5 a 4 no placar e faltando 2 minutos para acabar o jogo Doce rouba a bola no campo de defesa e corre com ela pela lateral esquerda toda até chegar na área e marcar um belo gol. “Golaço”, como saiu gritando que nem louco o jogador, que marcou seu segundo gol no campeonato e ficou de fora da partida decisiva contra o SNG por estar suspenso. Final de jogo, 6 a 4 para o Joga 13.
Jogo Campeão x Seleção acontece dia 16 de junho
Já foi marcada pela Organização a partida que encerra definitivamente o III Torneio Chuteira de Ouro. Acontecerá no sábado, dia 16 de junho, às 16.30h, na quadra 5 do PlayBall, mesmo palco da grande final. Na ocasião, teremos a entrega do troféu definitivo de campeão, do troféu rotativo que o SNG ostentará até o IV Chuteira e dos troféus da premiação individual.
Sobre esse jogo, teremos a Seleção do Campeonato, que será divulgada no site ainda esta semana, com seu uniforme personalizado jogando contra o time campeão. Um jogo festivo, para vermos grandes lances e jogadas e terminarmos com chave de ouro, apesar dos fatos ocorridos na final. Esperamos que os jogadores convocados compareçam, joguem e se sintam prestigiados. De fato os eleitos foram muito bem e merecem as homenagens.
IV Chuteira de Ouro está nos planos para segundo semestre
Muitas pessoas perguntam quando será o próximo campeonato organizado pelo Chuteira de Ouro. A Organização já manifestou sua intenção de programar o IV Chuteira de Ouro para o segundo semestre, mais especificamente para setembro. A idéia é contar com os 10 times que jogaram o III Chuteira e ainda incorporar novos e repatriar antigos, como o Melville, que já declarou sua intenção de retornar. Assim, a pretensão é contar com entre 14 e 16 times e fazer 2 chaves. Mas ainda tudo será pensado, inclusive com mudanças no regulamento etc. Provavelmente no final de julho, neste site, teremos mais informações a respeito do próximo campeonato.
A Organização espera que todos tenham gostado de jogar e se divertido nas tardes de sábado que duraram o campeonato.
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