Definitivamente, a Equipe Bróder deste III Chuteira não é a mesma das duas edições passadas. Em seu quinto jogo pelo torneio, chegou à sua terceira derrota e faz uma campanha cada vez mais próxima da eliminação. Somando 4 pontos, a EB terá 4 jogos para tentar reverter a tendência de queda da equipe, mas, a contar pela partida contra o Joga 13 pela quinta rodada, a missão parece cada vez mais difícil. Isso porque, com seus 4 pontos, ostenta a oitava posição na tabela, com 2 pontos a menos que o sétimo colocado, MachuPichu, que ainda tem um jogo a menos.
Antes do jogo, as coisas estavam contra o Joga 13. O time tinha 3 desfalques – Alemão, Rafinha e Guma, todos suspensos – e, na última hora, o goleiro Japonês não apareceu. Thiago Doce teve de ser o goleiro na partida. Mesmo fragilizado, o Joga 13 não se abateu e mandou na partida o tempo todo. Logo aos 4 minutos, Thiago abriu o placar pro Joga 13, mas Edu empatou pro Bróder dois minutos depois. Novamente Thiago deixou sua equipe com vantagem, mas uma cobrança de lateral do Bróder rebateu em Rodrigo do Joga 13 e acabou entrando.
Jogo empatado no intervalo, foi uma grande tarde do camisa 7 do Joga 13, Daniel. Criando jogadas perigosas no primeiro tempo, foi apenas no segundo que conseguiu balançar as redes – e duas vezes, sendo a primeira aos 3 minutos. Bem que Felipe Mutssa tentou ao empatar aos 5 minutos, mas uma falta contra o Bróder acabou com as esperanças. Rodrigo cobrou com violência e força, a barreira abriu e aí o Joga 13 abria 4 a 3. Adversário desanimado, foi fácil até Daniel fechar o 5 a 3.
Joga 13 chega a 10 pontos e prova que está na briga pelas primeiras colocações. E descobriu que tem em Doce um ótimo goleiro reserva, com defesas dignas de grandes goleiros.
Em goleada para o Roleta Russa, Dunguereguede prova por que é, disparado, o pior time do campeonato
O semblante do capitão Bocha era digno de sentir dó ao final da goleada sofrida pelo Dunguereguede – 12 a 2 para o Roleta Russa. Isso porque, em campo, sua equipe, depois de uma bela apresentação contra o Acidus, quando o time jogou com vontade e com desejo de jogar futebol, voltou a mostrar o futebol vergonhoso das três primeiras partidas no III Chuteira. Ou seja, o Dunguereguede voltou ao que parece ser seu normal neste campeonato – um time sem vontade de jogar e sem nenhum comprometimento.
Bocha começou a idealizar o Dunguereguede em outubro de 2006. Juntou diversos amigos e realizou ao menos 8 amistosos até o início do torneio. Mas, quando começaram os jogos pra valer, o que se viu foi um time totalmente descomprometido, a ausência sem razão de jogadores importantes e, o pior, a falta de vontade de outros. O que Saulo Chulapa fez, por exemplo, quando foi para o gol do Dunguereguede no segundo tempo contra o Roleta foi digno de expulsão da equipe por justa causa. Harada, que ostenta a camisa 10 do time, perdeu dois gols sem goleiro no início do primeiro tempo. Parece que só Bocha e Lilo jogam com desejo de vitória até o fim nesse time. Os demais parecem que vão pra passear, e isso quando vão. Fora o incentivo da grande torcida feminina presente...
Diante desse quadro pessimista, o Roleta Russa não tomou conhecimento do adversário. Enfiou uma sacola de 12 a 2 sem precisar fazer esforço algum depois de 5 minutos de jogo. O goleiro Matrix pouco fez, a defesa quase nada trabalhou e o ataque com Rick e Nação fez a festa no meio de uma zaga que não existia. Rick fez até gol de letra e quase um de bicicleta. A situação foi tão fácil que até Cachopa e Billy Joe entraram. Cachopa só não marcou porque não quis. Rick chegou na cara do gol e tocou pra Cachopa, que estava à sua esquerda dentro da área. O meninão chutou forte, mas pra fora. No minuto seguinte Cachopa voltou para o banco.
Ao final, os dois times eram o oposto. O Roleta segue forte candidato ao título, agora assumindo a vice-liderança. Já o Dunguereguede... Ah, o Dunguereguede... Os números mostram o tamanho da agonia: em 5 jogos, foram 5 derrotas, 4 de goleada. O time sofreu 46 gols e marcou apenas 12 – saldo negativo de 34 gols. A situação é tão feia que, durante o minuto de silêncio na abertura da partida entre Bad Boys e Fiorella, feito em homenagem e respeito a um amigo de André Neves do Bad Boys, ouviu-se da torcida que era um minuto de silêncio para o Dunguereguede...
Mesmo sem Zé Roberto e Tigues, Fiorella bate Bad Boys
O Bad Boys tinha tudo para ganhar seu primeiro jogo. Fiorella jogava sem Caju (Zé Roberto) e sem Tigues, os artilheiros da equipe. Mas não foi dessa vez que o time comandado por Brian dentro de campo e Waldeci Neves de fora desencantou. O placar final de 6 a 4 reflete 2 tempos distintos: no primeiro tempo, só o Fiorella jogou – no intervalo o placar marcava 5 a 0 para a equipe, 3 gols de Van Van, destaque do jogo; já no segundo tempo, o Bad Boys, como de costume, acordou e passou a pressionar. Fez 4 gols – 2 de André Neves – e sofreu apenas um.
A chuva atrapalhou a partida, mas mesmo assim o campo ainda suportava o volume de água que caía. A bola rolava bem até os momentos finais do jogo. O Bad Boys reagiu tarde demais, não dando tempo para ao menos o empate. O resultado coloca definitivamente o Fiorella na disputa da classificação e afunda quase de vez o Bad Boys, que ainda não conquistou nenhum ponto.
Acidus, desfalcado de meio time, não agüenta
o líder SNG
A promessa de um grande jogo, que valia a liderança do III Chuteira, esbarrou em 2 empecilhos, apesar de não ter estragado por completo. Um deles, como quem esteve presente pôde constatar, foi a chuva e o conseqüente alagamento das laterais da quadra. O outro foi exclusivamente problema do Acidus – metade de sua equipe não compareceu, estava suspensa ou no departamento médico. Estavam de fora Cavalera, Robinho, Barata, Yuri, Felipe e Rafael. Contra o melhor ataque do campeonato e líder não por acaso, o Acidus, com apenas um reserva, lutou muito e até que não fez feio. O início da partida foi equilibrado, com o SNG abrindo o placar em questão de segundos (cálculos mostram que foi o gol mais rápido do campeonato). O Acidus não se abateu e empatou em seguida. A partida seguiu equilibrada até metade do primeiro tempo, quando o SNG acabou por esticar o placar e sair para o intervalo com 6 a 2 favoráveis.
Cansado, campo pesado, o Acidus ousou e mandou o goleiro Publius para o ataque, indo para o gol o zagueiro Daniel, que também é o goleiro reserva. A equipe começou o segundo tempo pressionando e não deixando o SNG jogar. Mas os gols não saíam, e quando aconteceu, com Pedrinho, na saída de meio de campo do SNG um cochilo geral do Acidus deixou Renê livre e sozinho na cara do gol para fazer 7 a 3. O desânimo tomou conta do Acidus, que tomou mais 3 gols em contra-ataque e ainda teve Bruno expulso por carrinho perigoso no meio de campo. Aos 19 minutos do segundo tempo, a partida teve de ser encerrada após o apagão que deixou sem luz todo o PlayBall. Placar final de 10 a 3 para o líder SNG. Renê assumiu aí a artilharia e a liderança da “Corrida ao MVP”.
Tempestade e raios impedem confronto entre MachuPichu e Assurra
Acidus e SNG encaminhavam a partida para o final quando viu-se um raio rasgar o céu e em seguida ouviu-se um estrondo e um clarão. Foi a véspera do “apagão”. No segundo seguinte, o PlayBall estava às escuras. Jogadores em campo, torcida e jogadores do próximo jogo ficaram conjecturando se a energia voltaria a tempo de finalizar a partida e ser realizada o último jogo programado do dia. No primeiro caso a decisão foi rápida. Partida encerrada, faltavam pouco mais de 5 minutos. Já entre MachuPichu e Assurra, a coisa se prolongou por cerca de 20 minutos entre perguntas sem resposta da administração da quadra, consulta aos capitães das equipes para definir tempo de espera e o que fazer em caso de adiamento.
Ao final, a única resolução foi que a partida não seria realizada naquele dia por falta de luz em razão do apagão. A definição para a realização da partida será feita sob consulta e anuência dos dois times, ainda sem data prevista.
Renê assume artilharia e promete “ganhar tudo”
Com os 3 gols marcados contra o Acidus e a não realização da partida entre Assurra e MachuPichu, Renê, o camisa 11 e capitão do SNG, ultrapassa Ricci na tabela da artilharia. Agora com 13 gols, segue incansavelmente em sua busca pela artilharia do III Chuteira e pelo título do campeonato. A equipe vem demonstrando grande regularidade nos jogos e consistência, que possibilita ao ataque muitos gols.
Renê, talvez frustrado com o vice-campeonato no II Chuteira quando jogou pelo Assurra, falou ao Chuteira News logo após a partida e afirmou categoricamente ser um “fominha” de tudo. “Eu quero tudo, quero ganhar tudo do campeonato. O título, a artilharia e ainda por cima o MVP. Sou fominha mesmo, quero tudo e mais um pouco dessa vez”.
5a rodada foi realizada sob dilúvio
Parecia um dia ensolarado de verão, com sol queimando nas cabeças dos jogadores e o calor abafado, mas a partir das 16hs, no início da partida entre Fiorella e Bad Boys, a situação mudou radicalmente. Eis que começam os pingos de chuva. Não satisfeito, São Pedro intensificou a água do céu e uma tempestade começou a cair no PlayBall. Ao final da partida, em que o Fiorella venceu o Bad Boys por 6 a 4, o campo já não suportava tanta água e as laterais eram poças com mais de 4 centímetros.
Mesmo assim, depois de ouvir os capitães de Acidus e SNG, a Organização decidiu seguir com a rodada e foi a vez dos times “nadarem” em campo. A chuva deu uma trégua, mas o estrago de uma hora de uma chuva forte e fria já estava feito. O jogo teve poucas chances de jogo que não fosse pelo meio – a bola não saia quase nunca pela lateral do lado da torcida em razão do acumulo de água. Quando faltavam 5 minutos para o fim da partida, um raio acabou com o pára-raios do PlayBall e a energia se foi em todas as quadras e dependências do estabelecimento. Ciente da gravidade do problema, o árbitro decidiu encerrar a partida. A quinta rodada acabava ali, incompleta.
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