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Notícias de 26/05/2010



IX CHUTEIRA DE OURO: QUARTAS DE FINAL

Arouca 1 x 2 SNG

SNG FAZ JOGO EFICIENTE E ESTÁ NAS SEMIFINAIS


Torcida do Arouca faz a típica bagunça, mas dessa vez não deu resultado diante do futebol de resultados do SNG, de marcação e aproveitamento das chances criadas


Por Vinicius Bento

A vantagem do empate não existia mais e os dois times precisariam da vitória. O SNG entrou compenetrado, firme. O Arouca tinha como ponto forte a típica torcida e seu batuco usual. Porém, dessa vez eles trouxeram uma bomba de fumaça. Tão virando torcedores profissionais já...

E logo após o pontapé inicial, essa bomba soltou fumaça amarela por todo o campo, atrapalhando até a visão do goleiro do time, Maurício (agora sim viraram profissionais de vez, né?). Como o goleirão não reclamou, o juiz deixou que a partida rolasse. Sorte do Arouca, pois, logo no comecinho, Ronei furou e ela sobrou limpa para Deh fazer o primeiro. 1 x 0.

E como um pedido de desculpas Ronei foi ao ataque. Após jogada de muita luta de Tejeda, ele conseguiu a posse da bola e só rolou para que o camisa 13 se redimisse com um belo chute de fora da área. Era o gol de empate, muito comemorado. E ele não se contentou apenas em se desculpar, pois partiu para cima novamente, chegou na cara do goleiro, tentou mais um drible e Maurício apareceu salvador, limpo na bola e desarmou o defensor atacante na hora H.

Se o SNG atacava bem, também defendia com precisão. Os jogadores provavelmente viram alguns jogos do Arouca, pois sabiam do ótimo jogo aéreo. Toda vez que um escanteio ou lateral ia ser jogado para dentro da área, Vitão era marcado de perto e não escapava. Se a defesa do SNG não deixava ninguém chegar muito perto de Sampa, Toni resolveu arrematar de longa distância. E nesse arremate Sampa teve que se esticar todo pela primeira vez e fazer sua primeira grande defesa na partida. Mas se nessa bola ele fez grande defesa, na seguinte ele falhou. Depois de cobrança de falta, Sampa jogou a bola para o meio da área e Tafelli, de frente para o gol, mndou para fora.

Parecia que o Arouca havia gostado dessa historia de atacar. Novamente Toni recebeu linda bola e finalizou rente à trave. O Arouca queria o segundo o mais rápido possível. E nesse momento tinha mais posse de bola e atacava mais. Era definitivamente melhor no jogo. Só não podia descuidar. Ronei, sempre ele, pegou sobra de bola após bate e rebate dentro da área e finalizou rente ao ângulo. Mauricio deu um sensacional golpe de vista, o mais bonito do torneio sem dúvida até o momento.

O primeiro tempo terminou empatado. E, exatamente como o primeiro, o segundo tempo começou com mais fumaça fedorenta. A diferença é que dessa vez não foi só fumaça amarela – foi amarela e azul. Para azar da torcida do Arouca, o vento estava batendo contra a quadra e a fumaça, que deveria ir para a quadra cinco, invadiu a quatro e atrapalhou jogo da Série Prata.

Alguns minutos depois do começo da partida a torcida do Arouca começou sua revolta contra os árbitros. Estava demorando. Em meio a gritos de Dalshim, Lafon, Jr Baiano, Lacraia, Sagat e outros no mesmo nível de criatividade, o frio árbitro mantinha-se como uma pedra e não respondia a nenhum dos apelidos. Nem um mero sorriso escapou.

Voltando ao jogo, o SNG começava o segundo tempo equilibrando a partida e, mais, indo ao ataque. Renê dividiu com Maurício e a bola tirou tinta do travessão. E se o SNG estava no ataque, erros não podiam acontecer na defesa do Arouca. Porém, um aconteceu. Mauricio e Bruno França se atrapalharam na hora de sair com a bola e por pouco o SNG não virou a partida.

Depois dessa falha, o Arouca começou a defender bem. Aliás, as duas defesas estavam muito concretas. O Arouca tinha como destaque Vitão e Caio Martins (sério?) na marcação. Já o SNG era impressionante. Todos do time se ajudavam na marcação. Ali não tem neguinho com mão na cintura ou isolado no ataque. Os 6 marcam, os 6 defendem, tanto que é normal ver Tejeda, Fabinho ou Memé muitas vezes praticamente como zagueiros.

Como uma boa partida de futebol não pode deixar de ter um lance bizarro, essa não foi exceção. Marquinhos deu bela arrancada, passou por Abelha e, na sequência, tropeça nas próprias pernas!!! O juiz se antecipou e apitou falta! Não contente, ele ainda deu um amarelinho para Abelha.

Alguns minutinhos depois, aconteceu o inacreditável. Já era final de partida, tudo indicava prorrogação e cobrança de pênaltis. Foi então que Renê usou seu corpo e fez ótimo pivô, rolou para trás e, com mais um toque, a bola chegou limpa, dentro da área, para Anélio dar um tapa e colocar ela para dentro. Era o gol da classificação, bem ao estilo SNG – chorado, sofrido, no final, apostando na defesa e sem dar nenhuma espécie de espetáculo. Afinal, o resultado é o que importa, não? Dunga estaria rindo à toa com o futebol do SNG... Eficiência 100%.

IX CHUTEIRA DE OURO: QUARTAS DE FINAL

Bengalas 3 (1) x 3 (0) Joga 13

BENGALAS EMPATA NO FIM E VENCE COM “MENINO DE OURO” RITOLÊ


Joga 13 chega a abrir 3 gols de diferença, mas gols no fim e na prorrogação classificam Bengalas

Por Vinicius Bento

Antes do começo da partida houve um minuto de silêncio pelo falecimento do pai de Fernando Forte, camisa dois do Bengalas. Minuto respeitado por todos ali presentes. Quando a bola rolou, não demorou muito para sair o primeiro gol. Alemão deu passe sensacional pelas pernas do adversário e deixou Felipe em boa posição para o arremate. Ele chutou com categoria, no canto, e nem Baki pode fazer nada. 1 x 0.

Se o Joga 13 começou de maneira arrebatadora, o Bengalas parecia não querer ficar atrás. Lusinho chutou cruzado para dentro da área e Ritolê por um centímetro não consegue encostar para dentro. Como quem não faz toma, Choco tentou diversas vezes até que em uma delas ele conseguiu colocar a bola para o fundo das redes. O Bengalas começava a partida com dois gols atrás no marcador. A equipe não estava acostumada a esse tipo de resultado inicial, seria interessante saber como eles reagiriam a tal pressão.

Mas o Bengalas não se acovardou com medo de tomar o terceiro. Luiz Eric tocou para Fernando Forte, que na hora H foi abafado por Caieiras. Se o goleirão não estivesse lá provavelmente o Bengalas diminuiria.

O Joga 13 insistia nas jogada com Alemão e Felipe pela esquerda. Mas a boa chance mesmo veio com Choco. Ele lutou muito dentro da área, conduziu a bola para a esquerda, mas na hora de finalizar demorou e o chute saiu fraco, nas mãos de Baki. A partir desse lance, Caieiras começou a aparecer para o jogo como salvador. Luisinho recebeu de costas para o gol, virou e arrematou de perna esquerda no canto. Caieiras viu a bola que ia no seu contrapé e só se jogou nela. Por um milagre ele se esticou todo e conseguiu salvar o gol certo. Não satisfeito em salvar essa, Luisinho foi para cima de Caieiras, no mano a mano, e o goleiro saiu limpo na bola. Bizú, do lado de fora, se revoltou pedindo pênalti. No contra-ataque, Alemão, sempre ele, fez linda jogada, chegou na cara do gol e apenas rolou para Lele empurrar para dentro. 3 x 0 e o Joga 13 ia dando um baile.

Se o Bengalas não fizesse algo, começaria a ficar tarde demais. Necessitavam um gol antes do final da primeira etapa. E não é que eles conseguiram? Depois de cobrança de lateral, o até agora impecável Caieiras saiu mal do gol e a bola sobrou limpa para Luisinho empurrar para dentro. 3 x 1.

O primeiro tempo terminou 3 x 1 e o segundo começou 3 x 2. Exatamente isso. Logo no começo da segunda etapa, Bruno Cabral acertou lindo chute de longa distância, sem a menor chance para o goleiro adversário. Quando tudo indicava que o Bengalas empataria a partida, Felipe saiu mano a mano com Baki, que foi driblado e milagrosamente voltou e deu um tapinha na bola. Um tapinha salvador pois se o drible tivesse dado certo com certeza seria o quarto gol do Joga 13.

Parecia que a bola do Bengalas não queria entrar. A sorte estava dentro do gol, olhando por Caieiras. Na chance mais clara de gol, Vinicius Costa pegou rebote de frente para o gol livre. Na hora de arrematar e empatar a partida, foi tirar do goleiro e tirou até da meta adversária.

Foi então que apareceu a chance de matar o jogo. E pelos pés do bom Choco. A bola sobrou em sua frente e na hora de concluir, ele furou. Na segunda chance, o atacante dominou mal a bola e ela escapou. Como quem não faz toma (essa expressão é muito boa), Ritolê desviou dentro da área e empatou a partida. 3 x 3 e prorrogação à vista.

Os dois times não pareciam contentes com a prorrogação e se lançaram a tentar fazer um gol. Em um lance que mostrou bem isso, um bate rebate dentro da área do Bengalas foi salvo por Baki. Se o goleirão não estivesse lá provavelmente seria o gol da vitória do Joga 13. Logo em seguida, em contra-ataque rápido, Luiz Eric chutou perto do gol, arrancando um “uhhhhhh” de Bizú, que corria de um lado para o outro da arquibancada acompanhando a partida.

“É partida de cachorro grande”, falava Louiz, enquanto esperava o começo da prorrogação. E era nítido que os dois times vinham para o tudo ou nada. Dificilmente seguiria até os pênaltis. Logo no primeiro lance do tempo extra, Fábio Leite foi tirar a bola lá de trás e acabou jogando a bola contra seu próprio gol. Baki estava atendo e salvou. Foi um típico chute Curupira.

Depois dessa chance do Joga 13 só deu Bengalas. Na mais clara, Vini Costa recebeu passe na linha de fundo e jogou no meio da defesa. A bola foi passando por todos e chegou limpa para Ritolê, o abençoado, decretar fim de jogo. De virada e de maneira espetacular, Bengalas chega à semifinal. De novo. E de novo pelos pés de Ritolê.

IX CHUTEIRA DE OURO: QUARTAS DE FINAL

Estudiantes de La Vila 3 (1) x (0) 3 Treinadores do Braz

ESTUDIANTES ELIMINA UM DOS FAVORITOS


Time da Vila Leopoldina derruba o bom goleiro João Lucas em partida muito disputada e só decidida no gol de ouro


Por Vinicius Bento

Parecia que João Lucas ia sofrer naquela tarde com o bombardeio do Estudiantes. Lorente começou a partida arrematando de longa distância. O goleiro do Treinadores teve que se esticar todo para pegar a primeira. E se defender os chutes dos adversários não fosse difícil, Lorente jogou a bola para dentro da área e Jefferson jogou ela contra o patrimônio. João Lucas saiu correndo e conseguiu salvar antes que ela ultrapassasse a linha do gol. Quase.

Já era hora do Treinadores se arriscar ao ataque. Em uma das subidas do time, Matheus chutou de longe. Dentro da área o atacante do seu time tentou uma letra, mas falhou. Se acertasse em cheio seria um golaço.

O Estudiantes era muito rápido no ataque. Qualquer piscada de olho e eles logo estavam na cara do gol. Capita pegou a bola de trás do meio de campo e foi arrancando até chegar à frente do goleiro, que fez ótima defesa. Lorente e Capita estavam dando muita agilidade ao ataque do time listrado, que jogava sem seu capitão Caio.

Quando tudo dizia ao espectador que o Estudiantes brevemente abriria o placar, Kiwi acertou um balaço, sem o menor ângulo e abriu o marcador. 1x0. Infelizmente não deu nem para comemorar. Capita chutou, João Lucas salvou e a bola foi para escanteio. Após a cobrança, lance confuso dentro da área e o juiz deu pênalti em cima de Rafinha. Lorente pegou a bola e foi para a cobrança contra, Schumacher, goleiro que entrou apenas para tentar defender o pênalti. O goleiro ainda acertou o canto, mas não conseguiu chegar na bola. Era o empate.

O empate não era bom para ninguém. Por isso talvez a partida tenha ficada tão cheia de lá e cás. Enquanto Peruca tentava de um lado, o dez do Estudiantes, Piero, tentava de outro. E foi ele quem deu lindo chute que, em cima da linha, já sem goleiro, o defensor adversário apareceu e tirou de cabeça. Na vez do 10 do Treinadores, ele finalizou de média distância, a bola desviou no meio do caminho, bateu na perna do goleiro Richard, que havia deixado-a esticada, e ainda se chocou contra a trave. Foi um verdadeiro milagre.

E se nem um dos dois conseguiu colocar a bola para dentro, Rafinha fez isso. Dentro da área, ele deu belo volêio e colocou o Estudiantes na frente. E não deu tempo para mais nada na primeira etapa, que terminou em 2 x 1.

Estar atrás no marcador incomodou bastante o Treinadores. Logo no começo Kiwi acertou o travessão. Alguns minutos depois, Marcelo acertou um dos chutes mais bonitos da tarde. De bico, ele deu uma pancada quase do meio de campo. A bola subiu e caiu lá dentro. Um chute a la Oliver Tsubasa. Lindo gol de empate. O ímpeto inicial do Treinadores não parou por aí. Kiwi, sempre ele na ausência de Valdivia, bateu falta e no rebote da barreira acertou o canto. 3 x 2.

Depois disso, passar pela defesa do Treinadores era tarefa quase impossível. Quando conseguiam João Lucas salvava. Mas como dito anteriormente, tarefa quase impossível. Piero acertou o travessão e, na continuação da jogada, Rafinha tocou para Lorente empatar a partida e levar para a prorrogação. Foi o último lance do jogo e haveria prorrogação.

Àquela altura do jogo, era tudo que o Estudiantes queria. Na prorrogação o time listrado veio com muito ímpeto, atacando com tudo que podia. E tanto tentou que conseguiu o gol de ouro. Alê Bianco chutou da linha de fundo, sem ângulo, e o até agora impecável goleiro João Lucas bateu roupa e a bola morreu lá dentro. Festa na Vila e decepção no Braz. O Estudiantes passa e encara o SNG, na reedição da semifinal do VI Chuteira, enquanto os treinadores vão buscar motivação e se preparar para a nova edição do torneio.

IX CHUTEIRA DE OURO: QUARTAS DE FINAL

Fiorella Brasil 5 x 2 Acidus

FIORELLA ATROPELA O EMBALADO ACIDUS


Acidus não mostra bom futebol da última partida e é presa fácil para o Fiorella


Por Vinicius Bento

O Fiorella tem sem dúvida o ataque mais rápido da competição. Durante a partida contra o Acidus, isso ficou bem claro. Afinal, a zaga do Acidus não via por onde Van-Van, Tiago Silva e Cleberson passavam para chegar na cara de Diego. E isso ficou óbvio desde o primeiro ataque, quando Cleberson (que não é o da Seleção) chegou na cara de Diego e finalizou com estilo. A bola quase entrou.

Em um lance raro de se ver, Diego falhou feio. O goleirão defendeu com mão de maionese e a bola sobrou entre a trave e ele. Van-Van chegou chutando tudo e abriu o placar. E depois do primeiro vieram uma enxurrada de gols. Depois do pontapé de saída do meio de campo, Pepê empatou a partida para o Acidus. Parecia que o Acidus podia equilibrar o jogo, seria questão de tempo. Ledo engano, pois se o Fiorella não teve tempo para comemorar o primeiro gol, o Acidus não teve para comemorar o empate. Van-Van dividiu com Diego e a bola sobrou livre, limpa, na frente de Tiago Silva só cabecear para o fundo. 2 x 1.

Numa demonstração de como o Fiorella daria trabalho, Cleberson deu drible espetacular em Lói, que ficou na saudade, tabelou com Van-Van e, na hora do arremate, concluiu para fora. Linda jogada do Fiorella. Vendo os problemas no time, o técnico Lucas resolveu mexer no time. A mesma alteração que deu certo contra o Veras aconteceu agora. Entraram Louiz e Marcelo. E parecia que essa substituição daria certo de novo. Em um de seus primeiros toques na bola, Marcelo fez o dele, empatando a partida.

Louiz estava muito firme na defesa, não perdia uma dividida. Em uma jogada limpa ele roubou a bola de João Paulo, que, irritado com a jogada, devolveu com uma pancada no adversário. Lance feio e cartão amarelo merecido para ele. No finalzinho da primeira etapa, em contra-ataque do Fiorella, Barata escorregou na hora de tirar e a bola sobrou para Cleberson, que cruzou para Van-Van colocar novamente o Fiorella na frente do marcador. 3 x 2.

O segundo tempo começou lá e cá. Enquanto Ricco fez boa jogada e por muito pouco Barata não fez o dele, Cleberson arrematava e Diego salvava pelo lado do Acidus. Se o camisa 7 de branco tentava e não fazia, Van-Van colocou a bola para dentro de novo. E que golaço. Ele chegou frente a frente com Lói, pedalou, deixou o grandalhão caído no chão e cara a cara com Diego apenas deu um toque no cantinho. 4 x 2. A vantagem começava a ficar grande demais para o Acidus, que não conseguia se achar em campo em nenhum setor do campo.

Se a vantagem já estava grande, imagine então quando novamente Van-Van, artilheiro da competição, tomou a bola e fez mais um? Como diria o saudoso comentarista Zé Boquinha, a vaca deitou. Para terminar de completar a situação ruim do Acidus, Careca não estava com o pé calibrado. Ciscou na frente do adversário e na hora do arremate mandou longe do gol. Caberia um grito de “Rede Globo. A gente se vê por aqui”.

No finalzinho da partida, tentando alguma coisa diferente, o goleiro Diego se lançou ao ataque, abandonando o gol sem nenhum pudor. Por sorte Raphão estava debaixo dos três paus, pois, em um dos contra-ataques do Fiorella, ele salvou chute em cima da linha. No finalzinho Louiz ainda deu bom chute, mas nada que pudesse tirar as teias das luvas de Fábio Fonseca, que viu seu time vencer com propriedade e despachar o outrora efusivo Acidus, que amarga nova eliminação, mas desta vez com um futebolzinho bem pequeno, diferente da semana passada contra o Veras.



III CHUTEIRA DE PRATA: OITAVAS DE FINAL

Voando Baixo 2 x 1 RR Olímpico

VOANDO BAIXO SOFRE MAS VENCE ROLETINHA


Roletinha defendeu muito, mas viu matador Caballero decidir o jogo nas duas únicas falhas da equipe em 50 minutos

Por Guilherme Meireles

Pina e Fábio voaram quase que à mesma altura do Voando Baixo na quadra 4, porém, não conseguiram evitar a derrota por 2 x 1. Não fosse a dupla de zagueiros do Roletinha, teríamos que acrescentar um 0 depois do 2: seria uns 20 x 1! Por outro lado, o ataque do Voando Baixo mais uma vez mostrou entrosamento, principalmente por parte de Caballero, que atacou por todos os lados durante o jogo inteiro. Dessa maneira, ele abriu o placar no comecinho, mas o gol foi anulado já que, antes de chutar, ele teria feito falta em Pina.

Os primeiros minutos foram marcados por um grande medo em errar de ambos os lados. Resultado: os dois times não conseguiram manter a bola no chão por muito tempo e preferiram acionar seus respectivos ataques com chutões desnecessários que acabaram gerando um número absurdo de passes errados. Em meio a esse cenário, as chances de gol iam amadurecendo. A mais clara foi com Catatau pelo Roletinha, que recebeu livre na cara do goleiro, mas se mostrou um desastre para dominar. Do outro lado, Pisano recebeu no mesmo lugar, conseguiu dominar, mas o goleiro saiu com pressa da meta para defender. O Roletinha respondeu com mais perigo em cabeçada de Gogof defendida no reflexo pelo goleiro Henrique.

O Roletinha era melhor em campo, e Caballero discutia muito com seus companheiros porque não recebia uma bola decente. Na primeira que chegou, pela esquerda do ataque, ele bateu cruzado por baixo do goleiro Edu e abriu o marcador.

O gol não alterou a forma de jogar do Roletinha, nem a rigidez do técnico Folha, que fez poucas alterações no time, mostrando confiança no plantel titular. De fato, de um jeito ou de outro o jogo estava equilibrado. O Roletinha fazia uma marcação dura que anulava boas tramas do excelente ataque do Voando Baixo. Daí a importância de Pina e Fábio. Porém, quando o Roletinha tentava criar, o entrosamento não era o mesmo. Brian e Ceron brigavam, lutavam, mas a zaga do Voando Baixo também não dava trégua. A alternativa achada pelos roletas foi arriscar de longe, mas, nenhum chute levou qualquer perigo. Tudo na grade que protegia o pessoal na arquibancada...

Até o final do primeiro tempo, o Roletinha teve mais duas chances claras: Bruninho nos remeteu ao famoso caso Milton Leite x Bruno Otávio: ele recebeu na cara do gol mas no lugar de bater direto preferiu tentar o drible, que acabou frustrado. É aquela coisa, nunca driblou o goleiro na vida e em uma oitavas de final do Chuteira de Prata ele pensou "agora eu se consagro"! Não foi dessa vez. Na sequência, Brian foi lançado próximo à trave e tentou de letra, mas acabou errando o toque.

No segundo tempo enfim veio o empate do Roletinha. Mesmo marcado por dois, Ceron subiu no primeiro pau e desviou de cabeça para trás acertando o ângulo. Ele comemorou como se fosse um título! Poucos segundos depois da saída, Tuka aproveitou o clima de euforia dos roletas após o empate e tentou pegá-los desprevenidos. Ele fez fila em todo mundo que encontrou pela frente até ter o chute travado na última hora. Foi então que Edu fez a defesa do jogo, quiçá da rodada, em chute de Caballero que o obrigou a dar uma de homem elástico no canto esquerdo à meia altura para evitar o segundo gol.

Caballero já era o nome do jogo e cada vez ficava mais nítido que ele seria a peça chave para driblar a ótima defesa do Roletinha. Em sua jogada mais espetacular, deu um chapéu no goleiro e cabeceou para o gol, mas eis que Pina surge em cima da linha para salvar também com a cabeça. E não foi só essa vez: no mínimo foram 3 bolas que a zaga do Roletinha salvou em cima da linha no segundo tempo!

Porém, já melhor em campo, o Voando Baixo enfim marcou, e foi talvez na única falha da marcação de Pina em todo o jogo. Escanteio batido, Pina subiu muito mas errou o tempo da bola. A redonda passou por ele e encontrou livre Caballero, que meteu a testa firme e fez 2 x 1. E a tarde inspirada do camisa 7 não parou por aí: em cobrança de falta, Caballero acertou a barreira que ficou procurando a bola. No rebote, o próprio Caballero aproveitou a confusão, roubou a bola, se mandou para área e quase anotou mais um. Na sequência, o zagueiro Fábio é quem evitou o terceiro ao tirar uma bola em cima da risca.

Gogof já havia exigido uma linda defesa do goleiro no primeiro tempo, chutou de dentro da área e obrigou o arqueiro a se desdobrar para defender outra no segundo. E dá-lhe Roletinha pra cima do Voando Baixo. Em uma tentativa desesperada, Bruninho se redimiu do seu excesso de preciosismo no primeiro tempo e quase empatou: ele chapelou um adversário dentro da área e bateu com categoria de sem pulo, mas a bola não queria entrar. Ainda houve tempo para que o Roletinha reclamasse de um pênalti não marcado de Renan em cima de Bruninho, mas a situação terminou assim, com Baru, que entrou apenas no fim do jogo, amargando outra desclassificação.

Semana que vem o Voando Baixo pega o Só Resenha e sua fanática torcida. Jogo que vai exigir do time de Caballero muito mais do que apresentado contra os olímpicos do Roleta.

III CHUTEIRA DE PRATA: OITAVAS DE FINAL

Fúria 3 x 2 Só Capim Canela

FÚRIA FAZ SUA PARTE E ELIMINA SÓ CAPIM


Só Capim endurece a partida, luta, mas acaba sucumbindo diante do Fúria, que vai encarar o Invictus

Por Douglas Almasi Santos

Vencedor do Grupo A e já classificado para a Série Ouro do próximo semestre, o Fúria entrou nesta fase de mata-mata com apenas um objetivo: ser campeão da Prata. Já o Só Capim Canela queria ser a zebra da rodada e surpreender um dos melhores times do torneio.

Com um sol gostoso, a partida foi iniciada com um Fúria diferente do que a torcida está acostumada: muito mais cauteloso e menos vibrante. Cadenciando o jogo e esperando o momento certo para dar o bote, o time trocava passes calmamente. No primeiro ataque, após cobrança de lateral, Adriano Motta recebeu passe de Sapo e soltou a bomba, que levou perigo.

Mas o Só Capim não estava disposto a ver o adversário jogar e respondeu com chute de Bruno Lourenço que passou perto do gol de Sucão. O Fúria permanecia mais com a posse de bola e, em uma cobrança de falta, quase marcou com André, que chutou para o goleiro Roger espalmar para escanteio.

Menos vibrante, mas sempre perigoso, o Fúria abriu o placar: contra-ataque rápido, após uma dividida dos atacantes com a zaga, o cruzamento foi feito para Thiago Motta empurrar pro gol vazio e botar o time em vantagem. O Só Capim não se abateu e após saída errada da zaga Rubens experimentou da direita, levando perigo à meta de Sucão.

O jogo estava morno àquela altura, com as equipes muito tímidas ainda. Em certos momentos, ficou até feia. Os destaques passaram a ser as chuteiras coloridas dos jogadores, um verdadeiro desfile em cores verde, azul-clara, roxa, vinho. Mas, em questão de futebol, as duas equipes estavam devendo.

O jogo começou a melhorar depois de uma cobrança de lateral na área, em que a zaga do Fúria marcou mal e deixou Rubens desviar de cabeça, empatando o jogo para o Só Canela. O time se animou e logo em seguida, em um contra-ataque fulminante e uma troca de passes envolvente, virou o placar com Bruno Lourenço, que dominou e chutou no canto direito do goleiro.

Sucão ainda salvaria o bom chute de Gui Tedesco, evitando o terceiro gol do Só Capim, e veria Thiago Motta chutar de pé direito cruzado para empatar novamente o jogo. Na comemoração, uma dança esquisita, para delírio do público. Intervalo de partida com empate em 2 x 2.

A torcedora do Fúria Patrícia Costa achou que os jogadores da sua equipe “dormiram quando fizeram o primeiro gol e precisaram levar dois gols para poder acordar”. Patrícia estava esperançosa na classificação do time. “A torcida sempre acredita”, comentou.

Na segunda etapa, o jogo continuava sonolento. Em uma das poucas chances criadas, após cobrança de escanteio e um desvio de cabeça, a bola sobrou para Felipe, que desperdiçou ótima chance de colocar o Fúria em vantagem. A resposta do Só Capim veio com Rubens, que dominou e chutou rasteiro para boa defesa do goleiro. Novo ataque do Fúria, Adriano Motta chutou, mas o goleiro Roger fez ótima intervenção com os pés.

Àquela altura do jogo, perto do fim, quem fizesse praticamente estaria selando sua classificação. E foi o que aconteceu: Thiago Motta recebeu passe e chutou cruzado, marcando para o Fúria. Rubens ainda perderia chance clara de empate, e a partida terminou com vitória de 3 x 2 do Fúria.

“O Só Capim jogou bem, perdeu nos detalhes, alguns erros de arbitragem, mas acabou sendo justo”, ponderou o capitão Marcão ao fim do jogo, que completou: “Vamos ter uma base mais segura para o próximo semestre”. Para Felipe, do Fúria, “faltou pegada para a sua equipe”, mas “no segundo tempo, o conjunto prevaleceu”. O Fúria encara o Invictus nas quartas de final.

III CHUTEIRA DE PRATA: OITAVAS DE FINAL

Inivctus 5 x 3 Red Devils

INVICTUS VIRA PARA CIMA DO DEVILS


Time mostra que a união faz a força ao virar em 10 minutos partida como perdida

Por Guilherme Meireles

Em poucos instantes, a zaga do Invictus sofreu um apagão repentino e permitiu que o Red Devils acertasse duas bolas na trave. Não demorou até que o Red Devils chegasse novamente: Salvador e Beto tabelaram e quando este chutou, Muralha fechou bem o ângulo para defender. Do outro lado, o cargo de goleiro dos "diabos vermelhos" era ocupado por Negão, que substituía o arqueiro titular Criança, preso na Braz Leme em decorrência do Carnafacul. “Para todo lugar que eu virava tentando escapar tinha m ais trânsito”, justificou ele o atraso. O curioso é que o volante do Red Devils que fazia a de goleiro mais parecia um acrobata embaixo do travessão, fazendo de uma simples defesa algo extremamente complexo, se jogando e rolando no chão ao melhor estilo Felipe do Corinthians.

E, mesmo sem goleiro e sem reservas, os reds eram melhores na partida, liderados pelo atacante Neguinho. Munido de uma velocidade e um cabelo alucinante, o atleta puxou o lance para a meia esquerda e chutou rasteiro, abrindo o placar.

O clima foi ficando tenso para o Invictus, que, muito recuado, deixava o atacante Lucas isolado lá na frente e, quando chegava, era com mais um, facilitando o trabalho de Raphael e Gabriel. O resultado foi um ataque ineficiente, que pouco assustava, e um time um tanto sem reação. Para piorar, em certo momento Kirk e Velardo começaram a discutir no meio do jogo por uma questão de posicionamento e marcação. Um acusava o outro de marcar errado, enquanto o outro respondia indignado que seu colega havia parado de jogar para amarrar o tênis (Kirk foi calçado e ficou uns 3 minutos para colocar a chuteira e amarrá-la (Qualquer coincidên cia com Roberto Carlos em 2006 é mero acaso).

E o Invictus continuou levando pressão: Muralha teve que se desdobrar para defender um chute de longe. Porém, o goleiro espalmou na cabeça de Rogério, que desviou e mandou no travessão. Já no final do primeiro tempo, Neguinho se mandou até a linha de fundo pela direita e recuou na medida para Gerson, que simplesmente isolou uma das melhores chances do jogo!

O segundo tempo veio unido de um Invictus completamente diferente. "A virada veio pelo jogo coletivo, tanto que acho que terão muito trabalho em escolher os MVPs do nosso time", afirmou o centroavante Lucas P ao fim do jogo. De fato, com Publius, que chegou no meio do primeiro tempo, e Folha, que, munido de uma pneumonia, foi poupado no primeiro tempo, o time desperdiçou três chances claras seguidamente no início da etapa final: primeiro acertou a trave; depois o goleiro defendeu bem; e, por último, mandou para fora com perigo. Folha esteve nela em todas. Foram seus 5 minutos para tentar ajudar seu time no sacrifício. Como se diz por aí, quem não faz toma! E os gols perdidos pelo Invictus foram anotados pelos reds, aliás, Neguinho. Em contra-ataque, o camisa 10 recebeu completamente livre na área e fez o segundo. O Invictus só não tomou o terceiro pela falta de categoria de Gerson, que foi lançado no mesmo lugar onde havia saído o gol a pouco, mas acabou mandando muito longe. Mas se ele não fez, Neguinho não perdoou e marcou seu terceiro gol em contra-ataque fulminante. Com 3 x 0, parecia favas contadas a partida. Era esperar passar o tempo. Enganaram-se os vermelhos.

Aliás, alguns sentiram uma espécie de "vento diferente" que adentrou o PlayBall nesta hora. Ele passou reto pelas quadras 10 e 6, mas dobrou à direita em frente o bar. Na sequência, entrou com tudo na quadra 4 e atingiu em cheio os jogadores do Invictus. Todos eles, principalmente os atacantes que viviam jejum de gols. Foram pouco mais de 10 minutos em que o time azul e branco jogou bola. O ventinho subiu a arquibancada e foi exalar seus sopros na quadra 5, onde Bengalas e Joga 13 faziam um duelo de gigantes, que por enquanto apontava 3 x 0 para o Joga 13.

O fato é que as pessoas em volta das quadras 4 e 5 sentiram uma mudança no clima. Coincidência ou não, Bengalas e Invictus imprimiram uma reação simultânea e impressionante. O Bengalas conseguiu empatar e empurrou o jogo para prorrogação, quando a estrela de Ritolê falou mais alto para fazer o gol da vitória. Já o Invictus fez seu primeiro gol com Nardelli, de voleio após escanteio cobrada por Lucas na entrada da área. Alexandre fez o segundo em outra cobrança de tiro de canto, que passou por Lucas e pelo marcador, mas não pelo veterano pé quente do time, que facinho facinho meteu pra dentro no primeiro pau.

O “ex-goleiro” Negão desfalcou seu time ao tomar amarelo. Foi nesses dois minutos da sua ausência que o Invictus empatou. Publius chutou de longe para fora, mas Lucas consertou o erro do companheiro e meteu pra dentro, interceptando a pelota no meio do caminho e estufando as redes. Era o empate e muita vibração por parte do camisa 11 e do time no banco de reservas.

Quando todos já esperaram uma prorrogação, Kirk dominou pela meia direita na intermediária e mandou dali mesmo direto para as redes um chute baixo que Criança nem viu diante de tanta gente em sua frente. Golaço e virada espetacular do Invictus!

E faltando poucos minutos começou a cera característica: na lateral no meio de campo, Kirk foi empurrado de leve por um adversário que queria por a bola em jogo rápido. Mas, o camisa 10 se jogou na grade, pôs a mão nos lábios como se tivesse sido agredido. Apesar das tentativas de Folha em apartar a briga que estava começando, o juiz tomou as rédeas da situação e prontamente mandou o técnico Louis e o meia Beto para o vestiário mais cedo, este pela “agressão” e aquele pelo entusiasmo com que reclamou do lance. Após o lance, houve tempo para duas bola s isolados pelo Red Devils e outra jogada de Publius pela esquerda, que foi até a linha de fundo e dividou com o goleiro Criança. Porém, antes deste tocar, Publius esticou o pé e mandou para o gol. A bola ia por cima da linha quando Folha chegou enchendo o pé, fazendo 5 x 3 e definindo o confronto a favor do Invictus.

Entretanto, a alegria do Invictus pode ter os dias contados, pois o time faz o jogo mais importante de sua pequena história contra nada mais nada menos que o Fúria. Atenção, galera do Invictus, se levar três gols no primeiro tempo, duvido que o “ventinho da virada” sopre de novo no PlayBall.

III CHUTEIRA DE PRATA: OITAVAS DE FINAL

Jeremias 21 x 0 Pé de Pano

PÉ DE PANO FAZ FEIO E LEVA UMA SURRA DO JEREMIAS


Equipe aparece com dois jogadores a menos e é humilhado; Jeremias vai desafiar o SPQSF

Por Douglas Almasi Santos

Era para ser um confronto equilibrado, cheio de alternativas e disputa. Afinal, o Jeremias se classificou na terceira posição do grupo B, enquanto que o Pé de Pano era um time em ascensão, que cresceu na reta final da fase de classificação. Mas o que se viu, no fim das contas, foi um treino de luxo para o Jeremias.

As esperanças do Pé de Pano de chegar à decisão começaram a ruir antes mesmo do apito inicial. Ao entrarem em quadra, apenas quatro jogadores de linha estavam presentes para o duelo, facilitando demais a vida do Jeremias. Com dois jogadores a mais, a equipe passeou, e viu o artilheiro do dia, Dunder, marcar inacreditáveis 10 gols.

O Pé de Pano não tinha ação alguma, a não ser se defender. Um dos destaques do time foi o goleiro Tiago, que com várias intervenções conseguiu evitar um placar acima de trinta gols. Logo após o início do jogo, fez uma bela defesa em um chute Tingão. Mas não evitou o primeiro gol de Dunder, que depois da cobrança de lateral antecipou-se ao goleiro para abrir o placar.

Passa boi, passa boiada. Começava o massacre do Jeremias. Digo fez o segundo gol, Thiago Bim o terceiro, Dunder o quarto, Gui Ferreira com uma bomba no canto esquerdo do goleiro fez o quinto gol, e Digo, completando de cabeça, marcou o sexto gol do Jeremias.

Peba, em um dos raros lances de ataque do Pé de Pano, tentou surpreender a meta do goleiro, que espalmou chute do camisa 7. Mas os quatro valentes jogadores do Pé, além do goleiro Tiago, não aguentaram muito e sofreram o sétimo gol, de Ligeirinho, o oitavo e o nono gol, marcados por Alan, o décimo, de Preto, e o décimo primeiro de Ligeirinho novamente.

Final do primeiro tempo, e muitos presentes à quadra 6 se perguntavam: 11 vira, 22 acaba? Torcedora do Jeremias e esposa do craque Alexandre Bin, Ligia Bin era só alegria. “Hoje está um espetáculo. Ficou impossível para o adversário virar o placar”, disse Ligia, que ainda se sensibilizou: “Fiquei com dó dos atletas do Pé de Pano”.

Alheios ao drama do Pé de Pano, o Jeremias jogou com seriedade e não tirou o pé do acelerador. Bola rolando para a segunda etapa, e Dunder fez o décimo segundo gol, o décimo terceiro, o décimo quarto, e ainda foi solidário, dando passe para Alan marcar o décimo quinto gol.

Exaustos, os jogadores do Pé de Pano não tinham mais forças para agir. Ainda veriam Dunder marcar o décimo sexto gol do Jeremias, o décimo sétimo e o décimo oitavo gol. Para piorar a situação do Pé de Pano – isso se ainda tinha como ficar pior – Vitão, um dos jogadores de linha, não aguentou e saiu de quadra.

Com isso, Dunder faria o seu gol de número dez na partida, o décimo nono gol do Jeremias e ainda daria uma boa assistência para Gui Ferreira outro e levar o Jeremias para a casa dos vinte gols. E ainda teve o 21º.

Ainda restavam alguns minutos de jogo, mas os árbitros da partida usaram o bom senso e resolveram encerrar o jogo e o massacre do Jeremias. Chico, um dos guerreiros do Pé de Pano, estava extenuado ao sair de quadra. “Estou até tonto. Só dá para jogar assim se for futebol de salão”, comentou o craque da camisa 4, despedindo-se do torneio, junto com a sua equipe.

Já o artilheiro da partida, Dunder, amenizou o fato do adversário estar com dois jogadores a menos. “Jogamos de forma séria, mas já pensando nas quartas de final”. E enquanto esperava seu adversário na próxima fase, Dunder disse que “não importa quem vier, vamos com a mesma seriedade”. O Jeremias encara o SPQSF.

III CHUTEIRA DE PRATA: OITAVAS DE FINAL

Locomotiva Tarja Preta 2 x 5 Só Resenha

SÓ RESENHA ADMINISTRA E VENCE COM TRANQUILIDADE LOCOMOTIVA


No jogo entre a tática do Só Resenha e a raça do Locomotiva, pior para os maquinistas

Por Guilherme Meireles

A torcida do Só Resenha trouxe faixa e fumaça com as cores do time para assustar mais ainda o Locomotiva Tarja Preta. Isto porque a equipe do coração de Publius havia se classificado na modesta sétima colocação enquanto o time novato ficou com a vice-liderança de seu grupo, apenas um ponto atrás do líder Fora de Série. O favoritismo era escancarado.

E sem maiores dificuldades o time verde e preto já abriu 3 x 0. O primeiro foi de Fabrício, em cobrança de pênalti. Pouco depois, Darian foi lançado na corrida pela esquerda, invadiu a área e deu um toquinho sutil por cima do goleiro. Imediatamente Vitinho fez o terceiro cobrando falta. Aliás, não é exagero dizer que o Locomotiva estava saindo no lucro, afinal, o Só Resenha quase não dava espaço para que o adversário criasse qualquer chance clara de gol. Em uma das poucas, Paulinho descontou.

A etapa final foi um pouco diferente, já que o Locomotiva deu uma melhorada considerável, mas não o suficiente para ultrapassar a superioridade do Só Resenha: Murilo se mandou pela esquerda e cruzou no pé de Darian, que tocou de primeira e anotou. Em resposta, Brunno recebeu na direita e deu um lindo chute de primeira que passou perto. Em questão de poucos minutos, o LTP achou dois gols (um valeu e o outro não) e assustou o adversário: Kadson descontou e logo depois o árbitro anulou corretamente um gol feito discretamente com a mão.

Mesmo após esse susto, o Só Resenha continuou com o mesmo ritmo "administrativo" e isto abriu espaço para que o adversário chegasse mais. Resultado: o goleiro Ulisses foi obrigado a fazer algumas boas defesas, enquanto do outro lado seu time perdia um gol atrás do outro. Isto foi empolgando o Locomotiva, que, mesmo inferior taticamente, buscou diminuir a vantagem por meio da raça. Mas a técnica ia falando mais alto.

Pode-se dizer que o ritmo imprimido pelo Só Resenha era de treino. Afinal, a equipe ia tocando bem a bola, invertendo jogadas, explorando o posicionamento dos laterais, mas os chutes continuavam horrorosos. Em arrancada de Chris Nicholas pela esquerda, ele se mandou até a linha de fundo e fez um cruzamento que surpreendeu a todos ao acertar o travessão antes de pingar em cima da linha.

O jogo já ia chegando ao seu final, mas o placar, que era para estar uns 15 x 2, continuava em 4 x 2 para o Só Resenha. Tudo indicava que assim acabaria quando Marcelinho fez o quinto e puxou de vez o trilho, descarrilando a Locomotiva Tarja Preta rumo ao abismo da desclassificação.

Semana que vem, as quartas de final terão Só Resenha contra Voando Baixo. Para quem não se lembra, o VB é aquele time que, não se sabe como, conseguiu ser o único a perder para o DPGamos na rodada de abertura do campeonato.

III CHUTEIRA DE PRATA: OITAVAS DE FINAL

Fora de Série 4 x 3 Ras Time

RAS TIME É VALENTE, MAS CAI DIANTE DO FORA DE SÉRIE


Em ótima partida, Cipó e cia. bem que se esforçaram, mas, no final, o Fora de Série avançou às quartas de final

Por Douglas Almasi Santos

Bom público para assistir a um jogo que tinha a promessa de muita emoção. De um lado o campeão do Grupo B e já classificado à Série Ouro, o Fora de Série. Do outro, o time que se classificou na última rodada, já “na bacia das almas”, o Ras Time. E a plateia não se decepcionou com o duelo.

Já em seu primeiro ataque, o Fora chegou com Du Formiga, que recebeu passe na esquerda e soltou uma bomba. Cipó desviou com a ponta dos dedos e a bola pegou na trave. Nos primeiros minutos de jogo, muita disposição das duas equipes, porém, sem se lançarem tanto ao ataque. Em novo ataque do Fora, PH chutou para nova defesa de Cipó.

O primeiro ataque do Ras levou muito perigo: cobrança de lateral, Mau subiu livre e de cabeça acertou a trave. O Fora mantinha a posse de bola, esperando encontrar uma brecha na zaga adversária. O Ras se defendia, apostando nos contra-ataques. Mas quem se destacava era o goleiro Cipó. Ele defendeu três chutes de Lapa, mantendo o zero no placar.

Quando parecia que era questão de tempo para o Fora marcar seu gol, o Ras surpreendeu: bola aberta para o setor esquerdo, Lopes arriscou o chute, o goleiro Casari não segurou, e Moreno empurrou às redes, fazendo 1 x 0. O Fora não se intimidou e, em uma cobrança de falta, Rodrigo Rosa encheu o pé e, contando com a colaboração da barreira, que abriu no momento do chute, empatou o jogo.

O Fora de Série se animou e, em seguida, já no final do primeiro tempo, Rodrigo Rosa fez grande jogada e chutou. Cipó não segurou, e a bola sobrou para Orley apenas empurrar para o gol vazio e levar o seu time para o intervalo em vantagem: 2 x 1.

Fernando Deluqui, torcedor do Ras Time, gostava do jogo até aquele momento. “Está bom, com um ótimo nível, bem disputado, gostoso de assistir”. E como um torcedor fiel, era só esperança. “Acredito na vitória do Ras”. De fato, o jogo estava muito agradável, cheio de alternativas, com as duas equipes mostrando serviço.

O segundo tempo começou com o Ras pressionando. Em uma cobrança de falta, Johnny levou perigo. Mas em uma saída errada de Iasi, Rodrigo Rosa roubou a bola na esquerda e chutou para fazer o terceiro gol do Fora de Série. O time ainda teria chances de aumentar a contagem com PH, por duas vezes, e com Rodrigo Rosa.

O Ras era valente e quase descontou com Mau, que chutou com perigo, mas a zaga salvou em cima da linha. Com a vantagem de dois gols, o Fora de Série passou a esfriar o jogo, fazendo o tempo correr. Mas em uma bobeira de sua zaga, após lançamento, viu Will aproveitar e diminuir o placar para 3 x 2.

O jogo, que parecia decidido, voltou a ficar quente. Boing quase empatou a partida. Mas em contra-ataque rápido, Rodrigo Rosa foi carregando a bola, passou por dois marcadores e só rolou para Lapa tocar para o gol vazio e ampliar novamente. O Ras ainda se aproveitaria de um tiro livre direto, cobrado pelo goleiro Cipó, para descontar mais uma vez.

Porém, a partida terminaria assim: sufoco para o Fora de Série, mas com vitória por 4 x 3. Cipó, ao término do embate, estava triste, porém, conformado. “Fim da linha para a gente. Paciência”, disse o camisa 1 do Ras. Iasi estava nervoso: “Não que fosse mudar o resultado, mas um minuto de acréscimo foi sacanagem”.

Já Orley, do Fora, elogiou o Ras. “O jogo foi difícil, o time deles jogaram bem, deram raça”, falou o camisa 4. E já prevê o duelo contra Canhedo Beppu nas quartas de final: “Vai ser um jogão, tenho certeza”.

III CHUTEIRA DE PRATA: OITAVAS DE FINAL

SPQSF 6 x 1 Camelo

SPQSF ATROPELA CAMELO


Camelo entra em paranoia e leva goleada em dois minutos de jogo

Por Guilherme Meireles

Dois minutos. 120 segundos. Apenas isso. Foi o tempo necessário para que acabassem todas as chances do Camelo em chegar às quartas de final. Entre dois e cinco minutos jogados do primeiro tempo, Rick, Meneguelo e Jaja balançaram a rede três vezes. Se eu disser que a essência do que foi o jogo se resume apenas à superioridade do SPQSF estarei mentindo. O jogo foi marcado por dois fatores: o domínio total do SPQSF e principalmente a falta de espírito esportivo por parte de alguns atletas do Camelo.

Mas os gols continuaram: Diego enfrentou a marcação incansável de Pi, mas mesmo assim anotou o quarto gol. O goleiro do Camelo se destacou ao voar no canto esquerdo para espalmar de maneira extraordinária um chute forte de Rick vindo da intermediária. Já próximo ao fim do primeiro tempo, Kazu aproveitou uma dividida com o goleiro e acertou uma espécie de “bicicleta voleio desajeitada” que foi para o fundo do gol. E assim ficou o primeiro tempo, em 4 x 1.

O Camelo começou o segundo tempo da mesma maneira que começou o primeiro: levando gols. Jaja marcou o quinto e aproveitando falha da defesa, Diego anotou o sexto. Daí até o final do jogo nada de útil aconteceu. Pelo contrário: tudo dava a indicar que o desfecho do jogo não seria dos melhores. Isto porque os jogadores do Camelo foram perdendo a cabeça aos poucos. Começaram os empurrões e as provocações. O mais indignado era o zagueiro e capitão Henrique, que buscava problemas a qualquer custo. A grande prova disso foi sua atitude no banco em relação ao juiz: o jogo correndo e ele ofendendo a arbitragem a troco de nada. Parecia que pedia a expulsão: "Viu o que você fez? A culpa é toda sua!", bradava ele, reclamando que algumas faltas não foram marcadas no começo do jogo, e isto definiu a goleada que já era decretada. "Eu olhei para ele e pensei: ‘ele vai parar com isso, ele vai parar com isso’, mas ele não parou. Então mandei ele embora", justificou o árbitro Marcelo ao fim do jogo mostrando que ainda tentou dar uma chance ao capitão do Camelo antes de mandá-lo para fora da quadra. “O time dele leva três gols em dois minutos e a culpa é minha?”, completou Marcelo.

Para o bem de todos, a partida chegou ao final com comemoração de ambos os lados. A torcida do SPQSF vibrou muito com a classificação, mas, por outro lado, a torcida do Camelo deu um exemplo de lealdade ao time, gritando “Ôôôô Camelo ÔÔÔ, Camelo ÔÔÔ” mesmo com a goleada sofrida. Semana que vem, o SPQSF encara o Jeremias lutando por uma vaga na semifinal.

III CHUTEIRA DE PRATA: OITAVAS DE FINAL

Basicus 1 x 5 Canhedo Beppu

CANHEDO NÃO DEIXA BASICUS SONHAR ALTO


Basicus bem que tentou, mas não conseguiu segurar o Canhedo, e está fora da disputa pela Ouro

Por Douglas Almasi Santos

“Descobri que o Canhedo não sabe jogar pontos corridos. Nós sabemos jogar mata-mata, o time cresce”. Assim o craque Véio definiu como foi o confronto que classificou o Canhedo às quartas de final, eliminando o Basicus. O time conhecido como “Sangue, suor e lágrimas” bem que tentou, mas não conseguiu parar a equipe liderada pelo artilheiro Suzuki.

A partida começou com um ritmo alucinante. Logo de cara, após jogada pela direita, a bola foi cruzada para Puff chutar e abrir o marcador para o Basicus. A resposta do Canhedo foi imediata: contra-ataque da equipe, bola rolada para o lado direito da quadra, onde encontrou Fabinho, que dominou e chutou cruzado para empatar o jogo.

Com dois lances e dois gols, o confronto prometia ser muito disputado. O bom público presente à quadra 6 se animou, esperando por mais bola na rede. Em cobrança de lateral, a zaga do Basicus não aliviou e obrigou o goleiro Betão, de volta ao time após a cirurgia no rosto decorrente de choque na primeira rodada, a fazer linda intervenção, parando chute de Okamurinha. O Canhedo, àquela altura, mantinha mais a posse de bola, trocando passes, tentando envolver o time adversário, mas o equilíbrio era grande.

Cobrança de escanteio, Rodrigo Costa se antecipou à zaga do Basicus e quase fez para o Canhedo. Puff respondeu pela esquerda, arriscando o chute, para bela defesa de Papa-Búrguer, que se esticou todo para alcançar a bola. O Canhedo chegou com perigo através de Luis Siviero chutando cruzado. A bola passou por toda a extensão da área, sem nenhum atacante apto a empurrar às redes.

O sol começava a ir embora quando Okamurinha encheu o pé, marcando um belo gol para o Canhedo e virando o placar. O mesmo Okamurinha ainda acertaria o travessão, após tabela com Rodrigo Costa. Fim da etapa inicial, e vantagem de 2 x 1 para o Canhedo.

“O jogo está muito amarrado, muito truncado”, reclamou Miguel Bijjeni, torcedor do Basicus. Mas acreditava na vitória do seu time, porém, somente “se mudar o jeito de jogar, daí vira”, disse Bijjeni, preocupado com a postura do time em quadra.

Os árbitros autorizaram o início do segundo tempo, e o equilíbrio ainda era predominante. Puff, cobrando falta, levou perigo à meta de Papa-Búrguer. Mas em seguida Suzuki dominou, avançou com a bola, fintou o marcador e chutou para ampliar a contagem: 3 x 1 Canhedo.

O Basicus acusou o golpe e ficou perdido em quadra. Chutes de Suzuki e Rodrigo Costa levaram muito perigo ao gol de Betão. A vontade de vencer era tanta por parte do Canhedo que Okamurinha exagerou, fazendo, mesmo sem intenção, uma falta feia, e levou o cartão azul. O Basicus se reencontrou e pressionou, quase marcando com Buiu, que com uma cabeçada espetacular acertou o travessão.

Quando parecia que o jogo ia pegar fogo, Yuri cometeu pênalti em cima de Suzuki. O mesmo Suzuki bateu com enorme categoria, deslocando o goleiro, que nem na foto saiu. O Canhedo aproveitaria o desespero dos jogadores do Basicus e aumentaria após contra-ataque rápido. Luis Siviero deu um “lençol” em Betão, que saiu para tentar cortar, e rolou para Rodrigo Costa tocar para o gol vazio.

Fim de jogo, e o time dos engenheiros derrota a equipe “sangue e suor”: 5 x 1. Buiu, do Basicus, elogiou o Canhedo. “O jogo foi bom, os caras jogam bem”, disse ele, que avaliou o desempenho do seu time na competição. “Nunca havíamos chegado tão longe. Agora, é erguer a cabeça e melhorar para o próximo semestre”, sentenciou. O Canhedo avança para as quartas de final e encara o já dourado Fora de Série.

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