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Notícias de 26/04/2010



III CHUTEIRA DE PRATA: 7ª RODADA: GRUPO A:

Canhedo Beppu 5 x 5 Voando Baixo

CANHEDO E VOANDO BAIXO EMPATAM EM GRANDE JOGO


Partida foi muito disputada e teve em Caballero e Suzuki suas grandes estrelas

Por Renan La Marck

Assim que rolou a bola para o embate entre o surpreendente Voando Baixo - estreante que segue a passos largos rumo a classificação para as finais da Prata - e os engenheiros do Canhedo Beppu, o time laranja foi mais eficiente e rapidamente abriu o placar com Caballero. Ainda aproveitando o melhor inicio de jogo os voandobaixenses conseguiram anotar, poucos minutos depois, o segundo gol. Caio Pisano recebeu na ponta direita e chutou forte, sem chances para o arqueiro Papa Burguer.

De fato, quando o Canhedo finalmente parecia acordar para o confronto, o placar já apontava a vitória parcial do adversário por 2 x 0. Valendo-se de seu corpanzil, Bolacha roubou a bola no meio de campo, trombou com dois adversários - no melhor estilo Adriano imperador -, avançou com a pelota pelo lado direito e inverteu a jogada na medida para um companheiro pegar de primeira, mas mandar a bola longe do gol.

No entanto, sem conseguir descontar, o Canhedo foi novamente castigado. Do meio da quadra Caballero arriscou o chute, a bola era defensável mas Papa aceitou. Com um 3 x 0 contra os engenheiros do Chuteira se lançaram para o ataque ainda no primeiro tempo. Suzuki, em grande atuação, começou a desequilibrar o jogo. O camisa 9 do Canhedo recebeu na entrada da área e só rolou para Fabinho deslocar o goleiro e diminuir.

Na seqüência novamente Fabinho descontou para o Canhedo Beppu. Agora ele recebeu bola invertida da direita para esquerda, dominou e mandou um tiro indefensável para Henrique. 3 x 2. A partida era empolgante, tanto para quem disputava como para o grande número de pessoas que acompanhava do lado de fora. Quando parecia que os engenheiros finalmente chegariam ao empate, Bolacha cometeu falta perto da área e recebeu cartão amarelo.

Pior que o fato de ter brecado a reação do Canhedo - quando o time era melhor -, Bolacha fez uma falta que prometia levar grande perigo ao gol de sua equipe. Assim, o Voando Baixo aproveitou para marcar o seu quarto gol: Caballero tirou a bola da barreira e balançou as redes.

Para fechar a história dos primeiros 25 minutos, o Canhedo mais uma vez chegou com perigo. Pouco depois do lance tragicômico envolvendo Testa e Chico - que levou uma bolada nos países baixos e foi auxiliado por dois adversários depois de ficar algum tempo no chão -, Lucas pegou rebote da defesa e, de fora da área, carimbou a trave do bom goleiro Henrique.

Logo de cara, na etapa complementar, o Canhedo Beppu foi ao ataque para, mais uma vez, descontar. Fabinho recebeu no meio, foi para a direita do ataque e chutou cruzado. Como reposta do Voando Baixo, o arqueiro lançou a bola com a mão buscando Caballero. Contudo, antes que o atacante tivesse de dividir a bola com o goleiro rival, Bolacha se antecipou e com o braço desviou de leve a redonda para afastar o perigo.

Empolgados com o terceiro gol os engenheiros eram melhores e partiram em busca do empate. Após bola alçada na área buscando o grandalhão Bolacha, houve um bate rebate, e a bola sobrou limpa para Suzuki mandar para as redes e deixar tudo igual em 4 x 4.

O confronto era eletrizante, a cada minuto que passava o resultado final se tornava - contraditoriamente - mais imprevisível. Fabinho cobrou falta com veneno e obrigou boa defesa de Henrique, mas, em seguida foi a vez de Rafinha soltar a bomba do meio da rua e ver a bola explodir no poste de Papa.

Nesse momento o Canhedo era superior, e, embora tomasse sustos, levava mais perigo ao rival. Em chute de fora da área Luiz apareceu no meio do caminho para desviar a redonda e virar a partida. Todavia, logo depois do quinto gol do Canhedo, quando parecia que os engenheiros finalmente venceriam a partida, houve um pênalti para o Voando Baixo. Na cobrança Caballero chutou com perfeição e novamente empatou o confronto.

Era o futebol bem jogado, com belos gols, viradas e grandes defesas que valia a empolgação de quem assistia ao melhor jogo da quarta-feira no PlayBall. Assolan ficou frente a frente com Papa e teve a chance definir a partida, mas o goleiro salvou. Pouco depois, foi o Canhedo quem teve a bola do jogo: Lucas recebeu bom passe na entrada da área, mas agora foi Henrique quem cresceu e salvou o laranja, mantendo o justo placar em 5 x 5.

III CHUTEIRA DE PRATA: 7ª RODADA: GRUPO B:

Só Capim Canela 5 x 2 Pimba na Gorduchinha

SÓ CAPIM DERROTA LANTERNA E SEGUE NO MEIO DA TABELA


Vermelhos lutam muito e fazem a lição de casa contra o único time que não pontuou no Grupo B

Por Guilherme Meireles

Buscando o sonho "quase impossível" da classificação, o Pimba na Gorduchinha entrou em campo para tentar somar seu primeiro ponto no campeonato contra o Só Capim Canela, que possuía 7 pontos antes da rodada. Por ser a briga entre o lanterna e o mero nono colocado, muitos imaginavam uma partida completamente desinteressante. E assim foi durante os primeiros instantes, quando o jogo esteve nivelado por baixo, porém equilibrado, exigindo muito trabalho por parte dos dois goleiros.

Entre chutes tortos e bicões, Karra e Paradizo merecem destaque por demonstrarem raça e muita habilidade. Protagonizando um belo lance, Karra deu um lindo corte na marcação pela direita na entrada da área, mas demorou para arrematar e perdeu o lance. Por outro lado, o Só Capim também deu trabalho, como por exemplo, no chute de Daniel Oliveira pela direita que acertou a trave.

Mas a equipe vermelha ficou marcada pelo momento contraditório de Rubens: ele pegou um rebote de um chute de Bruno Lourenço que acertou a trave e sobrou na cara do gol. Com o goleiro completamente batido, Rubens mandou muito, mas muito longe da meta. Porém, no final do primeiro tempo ele chutou rasteiro de bico a longa distância e abriu o placar, se redimindo do gol mais do que feito que havia perdido.

Surpreendendo a todos com um futebol razoável, o Pimba chegou ao empate no início do segundo tempo com o oportunismo de Leandro, que aproveitou uma bola espirrada na pequena área. Mas pouco depois Barracal cometeu o pior erro que um zagueiro pode fazer. Ao sair jogando dentro da área, ele perdeu a bola para Rubens, que ficou livre para fazer o segundo. Em pouco tempo o ponto de referência no ataque do Só Capim, Bruno, fez mais um.

Quando todos imaginavam que a partida estaria definida, Karra arriscou de longe e marcou seu merecidíssimo gol. O lanterna do torneio cresceu no jogo consideravelmente e as faltas do Só Capim foram sendo cada vez mais freqüentes para segurar o bom posicionamento de Karra e Paradizo. Mas a zaga do Pimba errou feio ao deixar Bruno livre na entrada da área. Com toda a calma do mundo, ele puxou para a direita e tirou o goleiro Marcel da jogada antes de marcar o quarto gol. Fechando a contagem, Flávio marcou o quinto.

O consolo que fica para o Pimba é uma certa melhora no futebol da equipe, que algumas vezes chegou a estar melhor em campo. Mesmo assim, a briga pelo primeiro ponto no torneio prossegue.

III CHUTEIRA DE PRATA: 7ª RODADA: GRUPO A:

SPQSF 10 x 0 NGM

SPQSF GOLEIA SEM DÓ NEM PIEDADE O NGM


SPQSF deslancha no segundo tempo e faz ótimo saldo no lanterna

Por Renan La Marck

Desde o início a postura do SPQSF foi de buscar o gol. Não era diferente com nenhum time que enfrentava o NGM. Assim, com poucos minutos de bola rolando, Diego abriu o placar. Logo depois ele mesmo realizou boa jogada pelo meio, ludibriou a marcação e serviu Ricardinho, que de carrinho completou para as redes.

Se em outros confrontos o NGM chegou a criar algum problema para seus adversários, diante do Se Perder Que Se Foda o time do bom goleiro Farillo - outra vez um dos poucos destaques positivos da equipe laranjinha - sofria em quadra. Ainda na primeira etapa Ricardinho anotou o terceiro gol. O SPQSF valorizou a bola, tocando de um lado para o outro, e levou a vantagem de três gols para o segundo tempo.

Ao contrário do final do primeiro tempo, quando o SPQSF parecia verdadeiramente desligado do confronto, para a etapa complementar o time voltou em busca de mais gols. No entanto, antes de voltar a balançar as redes de Farillo, o Se Perder quase levou um gol. Em cobrança de falta a poucos metros da área, Ciro encheu o pé, mas o arqueiro Guto pegou.

Com raça o NGM ia suportando a pressão do rival. A esquadra de Renê vibrava em cada bola defendida, porém o ânimo e a empolgação do time foram embora quando Meneguelo recebeu no bico da área e anotou 4 x 0. Logo depois veio também o quinto gol: da direita, Rick soltou uma bomba cruzada. Quase em cima da linha - ou já dentro do gol - Jaja desviou a bola para o fundo do gol. Gol de quem foi considerado? De Rick.

O sexto gol foi marcado por Jaja, recebendo livre dentro da área. Do lado do NGM, como já dito, o destaque era mesmo o arqueiro, que com algumas boas defesas evitava uma catástrofe. Na melhor chance que o laranjinha de Prata teve na partida, Camilo foi lançado de frente pro gol, sem marcação, tentou escolher o canto mas Guto fez boa defesa e evitou o gol de honra.

Pouco depois Farillo foi obrigado a dividir com Rodrigo. O rebote sobrou com Marinho e... gol. Para finalizar a goleada, o NGM teve a infelicidade de anotar dois gols contra, primeiro Marinho chutou e a bola desviou. Na sequência, Diego bateu cruzado e Márcio, o artilheiro do time, mandou para o próprio gol. Os gols foram dados aos chutadores do SPQSF.

III CHUTEIRA DE PRATA: 7ª RODADA: GRUPO B:

Invictus 4 x 1 In Dubio Pro Barum

INVICTUS VIRA NO SEGUNDO TEMPO E BATE IN DUBIO


Azuis romperam a forte retranca do In Dubio comandada por Cunha e Raoni e chegam à liderança

Por Guilherme Meireles

Invictus e In Dubio Pro Barum fizeram a pior partida da quadra 4 neste feriado. Muito porque o favoritismo do Invictus foi colocado em xeque logo nos primeiros minutos, quando Febem aproveita passe errado de Folha e a desatenção da zaga para completar livre na entrada da áreapara o fundo do gol. Isto parece ter afetado as pretensões do Invictus, que não conseguia armar boas investidas. Resultado: um jogo chato do início ao fim do primeiro tempo.

Nas poucas chances criadas, Febem mandou um chute cruzado da esquerda que o goleiro Muralha espalmou. No rebote, a bola caiu na lateral direita e Thiaguinho arrematou para outra grande defesa de Muralha. Em resposta, Folha se mandou para o ataque e após driblar toda a zaga pela ponta esquerda ficou cara a cara com o goleiro, mas exagerou na força e mandou por cima gol feito. Talvez o lance que chamou mais atenção em toda a partida veio em uma cobrança de falta do Invictus pela direita. Publius chutou rasteiro e ela ia lamber a trave quando Rafinha apareceu para por pra dentro, mas, devido à força, ele tirou do gol. A bola ainda bateu na trave e o goleiro improvisado Niltera defendeu.

O intervalo foi o melhor que poderia ter acontecido para o Invictus. A equipe, que de fato esteve melhor no primeiro tempo, conseguiu corrigir erros infantis nas trocas de passes e na marcação. Isto fez com que os "imbatíveis" voltassem com outra cara, uma postura mais ofensiva que deu muito trabalho a boa defesa do In Dubio.

Era o que precisava para promover uma virada meteórica com três gols seguidos. Publius arrancou em velocidade pela ponta esquerda e atirou forte por baixo das pernas do goleiro. Folha se machucou ao disputar uma bola dentro da área, mas o juiz deu vantagem e a bola sobrou para Publius, de cabeça, fazer seus segundo no jogo. Folha teve de sair de campo para se recuperar, mas logo fez questão de absolver o atleta do In Dubio que o derrubou dizendo que ele não teve culpa. Não demorou e o lendário 14 do Invictus voltou a campo para ver Romarinho fazer o terceiro.

A partir de então, ambas as equipes reduziram as turbinas e deixaram de buscar maiores pretensões. Ainda teve tempo de Marquinhos puxar contra-ataque e tocar na saída do goleiro antes de cair e se enrolar com o zagueiro adversário, que chegou no carrinho derrubando-o. No chão, Marquinhos se ralou todo e acabou por deixar o pé no adversário, o que lhe rendeu o cartão vermelho direto.

Mas era final de jogo e não deu tempo do In Dubio tentar uma reação. Ficou mesmo em 4 x 1.

III CHUTEIRA DE PRATA: 7ª RODADA: GRUPO A:

Ras Time 4 x 7 Fúria

RAS SEGURA FÚRIA POR BOM TEMPO MAS CEDE NO FIM


Líder do Grupo B perdia até o seguindo tempo, quando conseguiu a virada em dia de Carlão Augusto

Por L. F. Saninana

Fúria e Ras Time fizeram o terceiro jogo da rodada do grupo A do Chuteira de Prata. A equipe furiosa vinha de vitória por 3 x 1 sobre o Canhedo e queria disparar mais ainda na liderança. Já o azulão queria se reabilitar da goleada sofrida para o S.P.Q.S.F por 7 x 1 e quase surpreendeu. O Fúria levava uma pequena vantagem por ter sua torcida incentivadora ao lado, formada principalmente por mulheres.

O Fúria começou pressionando. Em seu primeiro lance de ataque, Thiago Motta deu uma bicicleta dentro da área, mas a bola saiu à direita do gol. Na segunda tentativa, Adriano avançou pela esquerda e chutou para defesa de Cipó.

O Ras não se intimidou com um dos melhores times, se não o melhor, do Chuteira de Prata e foi para cima. Rodrigo chutou da direita e o goleiro mandou para escanteio. Na cobrança, Gueller foi empurrado dentro da área e o juiz marcou sem pestanejar o pênalti. Rodrigo cobrou no canto direito do goleiro, que até acertou o canto, mas não deu nem tempo de comemorar, pois do meio de campo, Carlão acertou o ângulo esquerdo de Cipó fazendo um golaço e igualando o placar.

O jogo era muito equilibrado, com as duas equipes buscando jogo toda hora. Pelo time azul, Rodrigo chamava a responsabilidade para si e sempre levava perigo. Na base da insistência, ele pegou a sobra do chute de Moreno e fez 2 x 1. O Fúria parecia que sofreu uma pane e Rodrigo aproveitava o frágil momento do adversário. Iasi passou para ele, que chutou em cima do goleiro. Não demorou muito para o terceiro gol do jogador sair. Ele avançou pela direita e tentou por duas vezes. Na primeira o goleiro defendeu e deu o rebote, na sobra, sem ângulo, o jogador mandou para o fundo do gol fazendo 3 x 1.

O gol sofrido deixou o adversário "furioso" e, antes do intervalo, André, de costas para o gol, desviou de cabeça para diminuir a vantagem. No último lance da primeira etapa, o próprio camisa 5 quase empatou o jogo com um chute da intermediária, que saiu tirando tinta da trave.

O intervalo serviu para o Fúria corrigir os erros. E sobre o forte sol, que ainda brilhava, os furiosos empataram o jogo com Gabriel após passe de Sapo. O empate abalou o Ras, que deu espaço para o adversário. Em um chute da meia esquerda, Carlão virou a partida para o Fúria.

A equipe vermelha e branca parecia prever o que iria acontecer, pois, mesmo com a virada, os jogadores se cobravam muito dentro de quadra. O Ras então aproveitou um momento de distração do adversário. Depois de um lateral cobrado pela direita, o goleiro afastou mal e Philip Wagner completou para o fundo do gol. Quase não deu tempo de comemorar, pois o troco veio na mesma moeda. Após falhar da marcação do Ras, Fagner dominou no peito no meio da área e bateu na saída do goleiro, colocando o Fúria em vantagem novamente.

O Ras jogava de igual para igual com o Fúria e via que podia empatar no final. Então o Azulão foi todo para o ataque. Flash pegou um chute a la Zidane da intermediária e a bola saiu tirando tinta da trave. Rodrigo também tentou da meia esquerda, mas parou no goleiro Sucão. O Fúria aproveitou o espaço deixado na defesa e fez 6 x 4 com Thiago avançando pela esquerda e chutando no canto direito . Os dois gols desmotivaram o Ras, que levou o sétimo no fim da partida com Carlão após passe de Fagner.

Com a vitória o Fúria foi para 21 pontos e já garantiu a vaga para a próxima fase. O objetivo agora é tentar garantir a primeira posição para subir direto para a Série Ouro. O Ras Time está na boca do G-8 e pega o Não Guento Mais para se aproximar da zona de classificação.

III CHUTEIRA DE PRATA: 7ª RODADA: GRUPO B:

Basicus 5 x 5 Só Resenha

BARATH EMPATA NO FIM E SALVA BASICUS CONTRA SÓ RESENHA


Time perdia por 5 x 3 quando Barath entrou, fez 2 gols de cabeça e evitou derrota rosada

Por Guilherme Meireles

Aqueles que foram ao PlayBall de ônibus gastaram com a passagem. Os que foram de carro gastaram gasolina e estacionamento. Teve aqueles que foram a pé e não gastaram nem um centavo, mas se soubessem do jogaço entre Basicus e Só Resenha, com certeza não se importariam em abrir o bolso. Se o Chuteira cobrasse ingresso, ele valeria a pena. O fato é que as pessoas presentes na quadra 4 durante aquela partida assistiram a um festival de emoções que só o futebol sabe proporcionar.

Se de um lado o Só Resenha tinha o faro de goleador de Fabrício, autor de quatro gols, e as armações de ataques precisos de Renatinho, o Basicus não ficava atrás. Afinal, dispunha da velocidade de Du Elias, da sorte de Fefê, que sofreu dois pênaltis, e principalmente do dia mais do que inspirado de Rodrigo Barath.

A bola começou a rolar e o técnico Cléber já orientava a marcação de seu time com gritos de “Cada um procura o seu!”. Mas ninguém achou Fabrício, que mandou dali mesmo com muita categoria um tiro que morreu no ângulo direito do goleiro Alexis com vinte segundos de jogo. O Basicus ficou esperto e empatou com aquele que viria a se tornar o nome do jogo no primeiro tempo, Fefê. A explicação para sua importância nos primeiros vinte e cinco minutos é a de que foi ele quem sofreu dois pênaltis quase que seguidos do zagueiro Leo. No primeiro, Starck bateu e marcou, virando a partida. No segundo ele não soube manter a mesma calma do primeiro pênalti e isolou a pelota sem dó.

A partida que estava equilibrada desde o início e se manteve assim até o fim do primeiro tempo. Enquanto o goleiro do Basicus fez duas defesas dificílimas, Du Elias dava muito trabalho ao arqueiro do Só Resenha em duas tentativas consecutivas. Algumas vezes o jogo ficou feio, pois estava muito pegado com muito chutão e balão sem direção. Mas quando o potencial inativo dos jogadores de manter a bola no chão dava as caras, eram proporcionados lindos lances. Com estas lindas trocas de passes, saiu o terceiro do Basicus: Elias se mandou pelo meio, abriu na esquerda para Fefê, que fez um cruzamento preciso para Puff tocar colocado de primeira no fundo do gol. Em resposta, Batata cruzou na medida para Fabrício fazer o segundo. Ainda se utilizando da bola no chão, Renatinho inverteu bem o lance do outro lado do campo para Darian. Ele arrumou para Fabrício, que chutou de frente para o gol e parou em grande defesa a queima roupa de Alexis.

No segundo tempo a bola não demorou a balançar o barbante. Em chute rasteiro, Fabrício empatou a partida. O Basicus deu resposta imediata com ótima troca de passes que deixou Veneza na cara do gol, mas o arqueiro conseguiu pegar. Fefê não jogava mais da mesma maneira que no primeiro tempo, e após dar um chapéu dentro da área preferiu se atirar para tentar a marcação de um terceiro pênalti, que não foi dado corretamente.

A partir desse momento da partida, as coordenadas mudaram. Até então o equilíbrio predominou, mas, em meados do segundo tempo, o Só Resenha começou a ditar o ritmo de jogo. Sob muita pressão, o Basicus se segurou como pôde: cabeçada de Darian bateu na trave. Na sequência, ele tentou novamente e seu chute arrancou tinta do poste. Tentando se redimir dos dois pênaltis, Leo se mandou da defesa para se aventurar no ataque e quase marcou de cabeça. Mas foi uma união de bola parada com falha do goleiro que saiu o quarto gol do Só Resenha. O goleiro rosado arrumou muito mal sua barreira para enfrentar uma falta no setor esquerdo de campo. Renatinho bateu rasteiro e a bola foi no canto onde a barreira deveria estar cobrindo. O goleiro ainda se esticou mas não evitou o quarto gol.

O Basicus deu uma apagada geral. Por duas vezes Darian surgiu no meio da defesa rosa e cabeceou em plena liberdade. Na primeira, o goleiro deu um tapinha salvador junto ao travessão. Na segunda, a bola passou muito perto, à esquerda do gol. Logo no lance seguinte Fabrício ficou livre na entrada da área, dominou com toda a calma e na maior frieza só empurrou para as redes.

O final do jogo já ia chegando e o goleiro do Basicus continuava segurando os erros que seu time cometia. O sol forte aumentava o cansaço de todos em campo, e tudo já parecia definido. PARECIA! Surge então um atleta que não foi muito aproveitado durante o jogo, mas que apareceu para salvar os rosados: Rodrigo Barath! Se lembram dos dois gols de cabeça de Zidane na final da Copa em 1998? Bobagem comparada às duas cabeçadas de Barath que balançaram as redes seguidamente. Na primeira, a torcida já se atiçou gritando seu nome. O jogo já alcançava seu crepúsculo quando Rodrigo “Elevador” Barath subiu no centésimo andar e escorou firmemente para empatar o jogo. A torcida foi ao delírio! “Rodrigo lalalalaoooo, Rodrigo lalalalaoooo”, pegavam embalo na contagiante musiquinha cantada pelo Resenha. Todos já davam os três pontos ao Só Resenha, mas o Basicus ressurgiu por meio de seu jogador/torcedor/símbolo, que saiu ovacionado e cumprimentado por todos.

III CHUTEIRA DE PRATA: 7ª RODADA: GRUPO A:

Red Devils 12 x 0 DPGamos

RED DEVILS DETONA BOMBA DO DPGAMOS


Time de Fischer & Fischer apanha feio de novo e sofre maior goleada de sua história

Por L. F. Saninana

Foi sofrido! Assim pode ser definido o futebol apresentado pelo DPgamos. Quem em sã conciência poderia imaginar que depois de duas goleadas seguidas, a terceira seria por 12 x 0? O calor era o adversário dos dois times, mas o DP pareceu o que mais sentiu. A equipe de Fischer e Fischer teve muitos desfalques, com apenas 2 jogadores completando o banco de reservas. O Red Devils, como usa as mesmas cores do adversário, teve que jogar com um colete verde limão. Os poucos torcedores que acompanhavam a partida viram um verdadeiro passeio do Red Devils.

Logo de cara Salvador abriu o placar chutando na saída de Daniel Fischer, para desânimo de Denão e La Marck, que começaram no banco de reservas. O segundo gol veio em uma cobrança de escanteio. A bola foi cruzada da direita e Neguinho apareceu na segunda trave para completar.

Denão então resolveu entrar no jogo para tentar melhorar um pouco a equipe, mas quem fez o gol foi o Red Devils, com Beto chutando da intermediária.

O time dos Diabos Vermelhos viu que eles poderiam aplicar uma goleada e foram para cima, pressionando até a saída de bola. Em seu primeiro lance, La Marck saiu jogando errado e Fischer foi obrigado a fazer boa defesa. Neguinho do Red aproveitou o jogo fácil para subir no ranking da artilharia do Chuteira de Prata. Negão chutou cruzado da direita e o camisa 10 completou em cima da linha. O terceiro gol do jogador, o quinto do time, veio quando ele recebeu na esquerda da área. Neguinho estava impossível, diria mais, "endiabrado". Agora na direita da área, o jogador fez 6 x 0.

O bombardeio continuava, mas quem tentou foi Gerson El Loco ao entrar na área pela direita e bater cruzado. Daniel dessa vez conseguiu defender. Mas antes do intervalo o próprio el loco chutou da entrada da área fazendo 7 x 0.

Todos pensaram: 7 vira, 14 acaba? Quase isso, foram mais 5 gols pela equipe do Red Devils, para desespero dos Fischer. No intervalo era visível o desânimo da equipe, principalmente de La Marck, que dizia não entender como sua equipe estava jogando mal.

Daniel ainda conseguia fazer boas defesas, como no chute de Rogério cara a cara com ele. Quando Fisher parecia que não tomaria mais gol, Denão colocou a mão na bola dentro da área. Na cobrança do pênalti, El Loco mandou no meio do gol e Daniel quase pegou, acabando com a sina de que o DPGamos não toma gol de pênalti.

Para não dizer que o DPgamos não atacou, BB cobrou falta pela intermediária e o goleiro espalmou por cima do gol. O desanimo era tanto que quando tentavam algo no ataque ninguém voltava para marcar.

Em cobrança de escanteio pela esquerda, Rogério se antecipou e fez 9 x 0. Em seguida Salvador chutou da entrada da área e fez 10 x 0. Um tempo técnico foi pedido pelo Red Devils após o gol. Para quê? Talvez ajudar os DPs. Aliás, os jogadores do DPgamos não trocaram uma palavra entre eles. Para piorar a situação a equipe ficou sem banco de reservas. Um dos jogadores se machucou e BB teve que sair para trabalhar.

O fim da partida se aproximava e Fischer segurava a bombardeio dos Diabos Vermelhos. Mas em alguns lances ele não podia fazer nada. Em mais um escanteio, Beto se antecipou a La Marck e fez 11 x 0. Para fechar o caixão, Daniel tentou sair jogando com os pés e entregou a bola no pé de El Loco.

Com 12 x 0 no placar nada podia se fazer. O DP saiu de quadra de cabeça baixa, enquanto o Red Devils comemorava sua belíssima goleada.

III CHUTEIRA DE PRATA: 7ª RODADA: GRUPO B:

Fora de Série 4 x 3 Jeremias

CASARI GARANTE VITÓRIA DO FORA CONTRA JEREMIAS


Goleiro e Rodrigo Rosa foram decisivos contra um adversário que não tinha praticamente reservas

Por Guilherme Meireles

Ressentido com todas as suspensões que o lesou, o Fora de Série deu mostras de que ainda depende de seu plantel completo. Sem Rodrigo Cunha e Rica, pagando suspensão, e Lapa, ausente, a equipe encontrou dificuldades para enfrentar o Jeremias, que na verdade estava mais desfalcado que seu adversário – praticamente sem banco de reservas. Assim, a rigor, o Fora, que tinha um banco bem recheado, penou para derrotar o Jeremias, que mostra que se encontrou na competição e ainda vai dar trabalho para muitos times.

O início de jogo foi marcado por muita cobrança de Casari em relação a sua defesa. Jogando mais recuado, Du Formiga cometeu erros que por pouco não comprometeram o ex-arqueiro Roleta. O Jeremias se retraiu inteiro, deixando apenas Dunder como ponto de referência no ataque. Ele era o grande responsável pelo carnaval na zaga do Fora.

Ainda nos primeiros minutos, Dunder acertou a trave com um mergulho de peixinho. Um pouco depois ele fez o pivô no meio da defesa do Fora para que Gui Ferreira chegasse batendo. Casari fez linda defesa. Mas o jogador mais habilidoso entre as quatro linhas era Rodrigo Rosa. Ele mostrava muita intimidade com a bola e suas tentativas de lances bonitos predominaram pelos cinqüenta minutos de jogo. Variavam desde jogadas individuais desconcertantes até tentativas ousadas de chutes a longa distância. A primeira veio quando ele arriscou do meio campo e quase surpreendeu o goleiro adiantado que deu um tapa salvador. O "pirulitão" Orley acertou a trave e na volta abriu o placar.

A partir daí o Fora melhorou muito e passou a trabalhar a bola com mais calma. Mesmo assim foi o Jeremias que empatou, com Digo. Na saída de bola, Rodrigo Rosa recebeu de trás do meio campo e quase encobriu o goleiro mais uma vez. Aliás, o Rosa já vinha merecendo seu golzinho por ter feito um primeiro tempo bom. E ele veio no início do segundo tempo, após escapar com destreza da sua ferrenha marcação. Girou e bateu na saída do goleiro. Golaço. 2 x 1.

Logo depois do gol uma falha custou caro ao Fora de Série. Du, que não estava nos melhores dias, perdeu a bola para Gui na defesa. O atleta do Jeremias empatou. Na sequência, Marcão colocou o Fora na frente novamente.

O jogo ia ficando cada vez mais disputado e o placar cada vez mais em aberto. A tão falada superioridade do Fora estava sendo posta em cheque com tamanha pressão do Jeremias. Não fosse Casari para espalmar uma cobrança de falta de Gui no canto esquerdo, o placar seria igualado novamente. Mas pouco depois eis que isso acontece. O Fora de Série errou feio novamente quando Said chutou o peito de Dunder dentro da área quando este subiu para cabecear. Na cobrança, Gui bateu e por muito pouco Casari não pegou.

Nem deu tempo do Jeremias comemorar o gol de pênalti porque o Fora, com Orley de novo, marcou o quarto. Já próximo ao final Rodrigo Rosa exagerou nas suas pretensões: provavelmente achou que o jogo estava ganho quando ficou completamentre livre na cara do goleiro e no lugar de fuzilar para o gol, preferiu a tentativa de um drible que não deu certo desperdiçando a chance de matar o jogo.

Sorte dele que Casari segurou as pontas lá atrás em chute de Dunder que estava completamente livre na esquerda, e na tentativa de Gui que deixou Du Formiga batido no chão. Neste segundo lance Casari usou a perna para defender. Tentando se redimir do gol perdido que poderia definir a vitória, Rosa mirou do meio campo e carimbou o travessão, fechando o emocionante jogo com saldo final de 4 x 3 para o Fora de Série.

III CHUTEIRA DE PRATA: 7ª RODADA: GRUPO A:

Locomotiva 5 x 3 É Verdadeee

LOCOMOTIVA DERRUBA SEU FREGUÊS É VERDADEEE


Time do trenzinho mostra força e vence novamente equipe de Gavião

Por L. F. Saninana

O Locomotiva Tarja Preta teve um começo arrasador e no segundo tempo só administrou. O sol ainda brilhava no penúltimo jogo da rodada, mas o calor era bem menor. A pouca torcida que acompanhava não saiu decepcionada.

Com um minuto de partida o Locomotiva abria 2 x 0 no placar. Primeiro com Cacá chutando de fora da área. Não deu nem tempo de comemorar e Menotti bateu cruzado da meia esquerda para fazer o segundo gol. O técnico Gavião do É Verdadeee tinha trabalho para ajeitar o time, que até aquele momento não havia acordado para o jogo.

Mesmo após a parada técnica o Locomotiva continuou pressionando. Master avançou pela esquerda e chutou para defesa de Gabriel. O time do EV parecia dormir em campo. Cacá avançou livre pela direita, mas chutou em cima do goleiro. O terceiro gol não demorou para sair. Brunno chutou da meia direita e fez 3 x 0 para ira do técnico Gavião.

O primeiro lance de perigo do É Verdadeee veio em um cabeceio de Lacraia após cobrança de lateral, mas a bola foi para fora. Vendo que a equipe começou a atacar, o Locomotiva aproveitou os espaço deixado pelo EV e Kadson fez o quarto após cobrança de escanteio. Quatro gols de diferença era mais do que suficiente para ir para o intervalo com folga. Sabendo disso, o EV foi para cima para não ir para o intervalo com tanto prejuízo. No último lance da primeira etapa, Master arriscou o chute de fora da área e marcou o primeiro para o É Verdade.

A vantagem de três gols ainda era confortável, tanto que a equipe LTP só administrou na etapa final. Aproveitando que o Locomotiva não atacava muito, o time de Gavião e companhia foi para cima, até que Lacraia conseguiu descontar. Vendo o bom momento de sua equipe, Gavião largou o comando técnico e resolveu entrar no jogo para ajudar o time, mas em seu primeiro lance acabou escorregando.

Mesmo com o gol, Emilio, que assumiu a meta no segundo tempo, quase não foi exigido. Gavião ainda teve uma ótima chance cara a cara com o arqueiro, mas chutou em cima de Emilio, que saiu bem do gol.

As esperanças do É Verdadeee foram pro água baixo quando CAcá acertou um chute da meia esquerda e fez 5 x 2. O gol desanimou a equipe azul e branca e o clima esquentou no banco de reservas, mas depois de alguns instantes ambas as partes se acalmaram.

No final do jogo Fúria ficou cara a cara com Emilio e fez 5 x 3. O próprio Fúria quase fez o quarto gol, mas a cabeçada parou na trave. A reação parou aí. Faltando poucos segundos para o término da partida o goleiro Emilio saiu nos pés do adversário e acabou quebrando o dedo da mão. O arqueiro ficou caído por alguns minutos. Isso irritou alguns jogadores do É Verdadeee, que iniciaram um bate boca com os jogadores do Locomotiva. O assistente do EV e o técnico Publius do Locomotiva foram expulsos. Quando tudo voltou ao normal o árbitro apitou o fim de jogo.

III CHUTEIRA DE PRATA: 7ª RODADA: GRUPO B:

RR Olímpico 4 x 3 Camelo

ROLETINHA RENASCE COM VITÓRIA SOBRE CAMELO


Ceron deu show, irritou adversários e marcou 2 gols na vitória que coloca de vez o Roletinha na briga pelo G-8

Por Guilherme Meireles

Contrariando a opinião da crítica, que rotulou a família Roleta como retranqueira, na partida contra o Camelo a postura foi bem diferente. O Roletinha se mostrou mais ofensivo, tendo foco nas figuras de Brian e Ceron. Este último, embalado pelos quatro gols que fez na rodada anterior. Por outro lado, os "pizaiollos" contaram com a tarde inspirada de Noal, que deu trabalho ao goleiro roleta durante todo o jogo.

E foi Noal que começou melhor. Na entrada da área ele puxou com categoria para a esquerda e chutou rasteiro no cantinho direito para abrir o placar. O Roletinha estava perdidinho com os ataques de Noal. Em chute forte da direita, a bola acertou a trave, correu em cima da linha e ficou nas mãos do goleiro, quase fazendo 2 x 0.

A melhor chegada do Camelo veio na assistência de Itamar, que deixou Noal em condições claras de marcar, mas, o goleiro Edu defendeu fantasticamente com o pé. O Roletinha também teve chances significativas: Ceron fez fila na esquerda mas o arqueiro defendeu seu arremate. Brian foi lançado na cara do goleiro e chutou tão fraco que lembrou um "recuo" de bola.

No final do equilibrado primeiro tempo, Bruninho empatou para o Roletinha. A alegria dos comandados de Folha durou pouco quando logo no início do segundo tempo, Iagol aproveitou uma bola espirrada em cima da linha do gol e fez o segundo. A partir desse momento, o Roletinha começou a chegar cada vez mais, porém faltava pontaria. Muitas chances eram criadas mas as bolas iam todas muito longe, excessão da tentativa de Mendes, que reempatou a partida.

Aliás, houve outra excessão que quase se transforma em um gol de placa: se aventurando na direita de ataque, Pina mandou um canhão quase em cima da linha lateral e a bola explodiu violentamente no travessão.

Para espantar a possibilidade de não haver uma segunda vitória consecutiva, a estrela de Ceron voltou a brilhar. Completamente livre na direita, ele marcou o primeiro de seus dois gols no jogo com grande ajuda do goleiro Johnny, que caiu muito mal no canto onde a bola passou. Em resposta, Felipinho pegou um tiro de primeira de fora da área e, tal qual o chute de Pina, a bola bateu com força no travessão e ainda bateu na linha do gol mas sem entrar.

A coisa mudou de figura quando Ceron recebeu uma cobrança de falta e atirou direto para as redes, com nova ajuda do goleiro que mais uma vez pulou mal na bola. 4 x 2. Para manchar o clima tranquilo que pairava sobre todo o PlayBall, Ceron começou a fazer graça com a bola para irritar o adversário. Como do outro lado estavam Henrique e seu irmão Pi, a confusão foi certa. Pi pegou Ceron por duas vezes antes que a confusão começasse, após Ceron receber falta mais dura e Henrique chegar bicando a bola no jogador quando ele caiu. Resultado foi que Henrique tomou vermelho após discutir com Fábio, zagueiro Roleta, que acabou indo embora mais cedo com Henrique.

E foi do lado de fora da quadra que Henrique assistiu ao pênalti bobo que Brian cometeu em Noal. Mas ficou nisso, em 4 x 3 para o Roletinha, que começa a subir na tabela e prestes a entrar no G-8.

III CHUTEIRA DE PRATA: 7ª RODADA: GRUPO A:

Pé de Pano 3 x 10 La Coruja

LA CORUJA TEM SUA SEGUNDA VITÓRIA NO TORNEIO


Jovem time se recupera e goleia Pé de Pano, que vai descendo a ladeira na tabela

Por Renan La Marck

O jogo começou quase com um lance histórico: o arqueiro Mori, do La Coruja, deu um susto em seus companheiros e quase levou um frango. Após um passe sem muitas pretensões que Peba não conseguiu matar, o arqueiro, que ao melhor estilo goleiro de seleção japonesa conseguiu furar a matada, a bola rolou devagar e tocou na trave antes de sair. Seria um frango histórico.

Como resposta o La Coruja exigiu grande defesa do goleiro Tiago. Vitão recebeu dentro da área, girou na marcação e chutou buscando o canto. Com a ponta do pé o arqueiro conseguiu desviar e evitar o gol. No entanto, o time vermelho não tardou a abrir o placar: dentro da área, Bataglia desviou cruzamento e correu para o abraço.

Sentindo o bom momento, e aproveitando a ineficiência do Pé de Pano no jogo, o La Coruja seguiu em cima do rival. Vitão dominou no meio e chutou pro gol obrigando o arqueiro a espalmar, no rebote a bola voltou para Vitão, que na hora de mandar para as redes foi travado pela zaga. Logo depois Nagão entrou costurando a defesa do PdP e, com um tiro rasteiro, colocou 2 x 0 no placar.

Após cobrança de falta para o La Coruja a bola ficou pererecando dentro da área, ninguém afastava, ninguém mandava para as redes, até que o zagueiro do PdP Vitão resolveu acabar com o problema e no meio da confusão encheu o pé. Para azar de sua equipe, a bola explodiu em Gutão e entrou sem chances para Tiago.

Com a derrota parcial por 3 x 0, o Pé de Pano passou a atacar mais o adversário. Da esquerda do ataque, Peba chutou e obrigou o goleiro a defender em cima da linha, mas não foi gol. Logo depois, Tavogus arriscou de frente para o gol, mas a bola, que passou perto, foi para fora. Na última boa chance da primeira etapa, Lucas trabalhou a bola com Japinha e arriscou o tiro, espalmado por Mori. No rebote, a zaga salvou.

No início do segundo tempo o La Coruja anotou seu quarto gol. Pelo flanco direito, Bataglia chutou bola defensável, mas o arqueiro aceitou. Contudo, no lance seguinte o Pé de Pano renovou suas esperanças: do meio da rua Tavogus chutou, uma bola ainda mais defensável que a do lance anterior, mas dessa vez foi Mori quem aceitou, e o placar mostrava 4 x 2.

Algumas pessoas que acompanhavam o confronto não entendiam como o La Coruja vencia o PdP, outras comentavam o grande equilíbrio que tem esse grupo do Chuteira de Prata. Praticamente em seqüência o La Coruja anotou mais dois gols, com Bataglia e Vitão.

Pelo Pé de Pano Tavogus carimbou a trave adversária, contudo quem marcou o gol mais uma vez foi o time vermelho. No lance seguinte Gutão fez 7 x 2. Com ampla vantagem, o La Coruja visivelmente se desinteressou um pouco da partida, dando mais espaços para os baixinhos do PdP. Da entrada da área Nobru bateu pro gol e obrigou Mori a defender com o pé, no melhor estilo Fernando Henrique, do Fluminense.

A pressão do time azul-bebê surtiu efeito e a equipe descontou com Lucas. Mas a tarde não era mesmo do PdP, assim o La Coruja aproveitou para marcar mais três gols e lavar a alma. Completando jogada de Gurão, Vitão fez o oitavo; logo depois, Gordo inverteu a bola para Cicinho deixar com Vitão. Uma bomba entre as pernas do goleiro, era o nono gol; e para finalizar Nagão marcou La Coruja 10 x 3 PdP.

III CHUTEIRA DE PRATA: 7ª RODADA: GRUPO B:

Coringa 10 x 4 TCM

CORINGA CONTINUA SUBINDO


Expulsão no começo do jogo no TCM ajuda Coringa a decretar outra goleada a seu favor

Por Guilherme Meireles

Os coringas ditaram as regras na maior parte do jogo graças à expulsão infantil de Gam nos primeiros minutos de jogo. Com um menos, o TCM até que lutou, mas o Coringa fez por merecer mais uma goleada. O que não foi tão difícil, levando em conta que alguns atletas do TCM estavam despreparados psicologicamente para jogar: a solução encontrada por Claudio após falha na sua zaga foi pedir para ser substituído, com um ar de indignado. Pior ainda foi Gam, que protagonizou o lance mais interessante da rodada. Após reclamar com o juiz, levou amarelo. Não contente ele disse ao árbitro "você é fraquinho". Levou azul. Ainda respondeu "continua sendo fraquinho". Levou vermelho. Curioso, não?

Mesmo assim não podemos dizer que todo o TCM jogava mal. Zé Roberto fez uma excelente partida. Foi ele, aliás, quem abriu o placar. Na sequência, o próprio Zé deu um passe a la Ronaldinho Gaúcho (nos bons tempos) que encontrou Gam. Ele cruzou e Delei deu uma mistura de voleio com bicicleta que acertou a trave e ainda parou no goleiro.

Ainda no primeiro tempo, o time chegou à virada e marcou quatro gols, sendo um de Farias, outro de Flavinho e dois de Leozinho respectivamente. O segundo tempo foi marcado por muita rede balançando. Logo no comecinho Kaká se apressou em marcar o quinto e imediatamente Zé Roberto descontou. Em chute de Farias na trave, Rafinha pegou o rebote e fez. Houve um susto no lance do sétimo gol do Coringa, quando Kaká levantou os braços pedindo atendimento logo após balançar as redes. O goleiro havia caído de mau jeito e estava sentindo muito. Felizmente se recuperou.

Por falar em Kaká, o segundo tempo foi mesmo dele: ao receber lançamento perfeito de Rafinha, ele fintou o goleiro e marcou um golaço. Na sequência, quase saiu mais um dele. Tentando reagir, Thiagão fez outro mas tomou um banho de água fria quando em resposta imediata Rafinha aumentou a vantagem. Talvez o único do Coringa que não fazia um bom jogo era Régis, que cometeu pênalti em Thiagão. A cobrança de Delei entrou no canto direito do goleiro.

Engana-se quem pensa que este jornalista que aqui escreve julga um jogador por um simples pênalti cometido. O problema é que logo após a penalidade máxima, Régis fez falta dura e desnecessária em Zé Roberto, levando o cartão azul.

O jogo já ia chegando ao final e o TCM perdeu o quinto gol em chute de Neninho que o capitão Maurício Cardoso salvou em cima da linha, coroando uma bela atuação que lhe rendeu o MVP. Marcando o décimo do Coringa, e seu quarto no jogo Kaká liquidou a fatura em 10 x 4.
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