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Notícias de 25/11/2009



VIII CHUTEIRA DE OURO: 9ª RODADA: GRUPO B:

Bacana 7 x 1 Fora de Série

BACANA APROVEITA FALHAS DE FORA E SE GARANTE NA OURO


Com Saulo tomando azul ainda no primeiro tempo e sem peças para repor, Fora de Série foi presa fácil para um Bacana nada empolgante ou animado


Por Guilherme Meireles

O Bacana não é nem de longe o perigoso vice-campeão do torneio passado. Como os míseros quatro pontos conquistados até a oitava rodada mostram, tinha a mesma pontuação do Fora de Série e ambos faziam ali, na rodada final, o duelo pela permanência na Série Ouro. A importância para o Bacana pode ser medida pela hora que Marcelão e outros chegaram – antes das 10h!

As duas equipes fizeram um início de jogo equilibrado, mas, graças à infantilidade de Saulo, a partida foi praticamente decidida ainda no primeiro tempo. O Fora até que teve um bom começo, com Zóio inaugurando o marcador e levantando os ânimos dos forenses. Pouco depois, quase o segundo com – pasmem – Demehur em seu momento Oséas. Ele foi afastar uma bola que rondava o gol de sua equipe, mas seu desvio de cabeça foi contra o patrimônio e quase proporcionou um golaço no ângulo se não fosse a fantástica defesa do goleiro Erich, que saltou para espalmar.

O FdS voava dentro de campo, para a alegria de Cléber, seu manager, que, mesmo contundido e engessado, incentivou a equipe do lado de fora até o apito final. Com incansáveis ataques munidos de raça, o Fora perdeu ótimas chances, sendo a mais clara de todas por pura falta de calma de Argentino, que ficou cara a cara com o arqueiro, mas acabou parando em sua ótima defesa. No meio de tantos ataques do Fora, foi o Bacana quem marcou: Demehur fez o que sempre faz co precisão – mandou um balaço que carimbou o poste esquerdo. No rebote, ele mesmo surpreendeu a todos com um lindo chute de primeira que estufou as redes.

Isto não abaixou a cabeça dos jogadores do Fora, que se mandaram em busca do segundo gol, mas, no meio de algumas chances perdidas (outra vez), o Bacana marcou e virou. Após fazer um carnaval na defesa adversária, Luisinho puxou para a ponta esquerda e deu um toquinho sutil por cima do goleiro improvisado Rodrigo Cunha, que só assistiu a bola ir vagarosamente até os pés de Rato, que completou quase em cima da linha. Toda alegria do Fora de Série havia findado, e o entusiasmo pelo placar rapidamente aberto deu lugar a um nervosismo desenfreado que acabou resultando no lance capital da partida: Saulo levou as mãos ao rosto reclamando de uma chegada mais dura. Vendo que o juiz mandou seguir, o jogador descontrolado entrou num carrinho perigoso no adversário. Como o mesmo já tinha amarelo por lance similar, corretamente tomou o cartão azul. O jogador, que já mostrou que cabeça não é seu forte jogando bola, como seu próprio amigo Du Formiga comentou com o pessoal do lado de fora, saiu esbravejando, xingando e mostrando o dedo feio para os árbitros. O goleiro provisório do Fora de Série, Rodrigo, não se conformou com tamanha ignorância de seu companheiro e por muito pouco não foi para cima dele e fez da quadra 4 do PlayBall uma espécie de Estádio Olímpico, palco da briga entre atletas palmeirenses na semana passada.

Tentando esboçar uma reação, quase impossível diante do fato de o Fora não ter jogadores para entrar no lugar de Saulo, Rodrigo pegou a gorducha com as mãos e saiu jogando com os pés em direção ao ataque. Mas esqueceu que isto é proibido e o máximo que conseguiu foi mostrar o desespero que tomava conta do FdS.

A segunda etapa foi iniciada e o Fora ainda suspirou suas tentativas de reverter o placar, mas nada eficiente. Com um a menos, sol quente, um bom time com toque de bola, como reverter a situação? Rodrigo Cunha deixou o gol a cargo de Zóio e foi para a linha tentar as jogadas. Sem ter com quem jogar, abusou da fome (para variar) ao tentar uma jogada individual que acabou frustrada. Na sequência, Vitinho fez o terceiro do Bacana e abriu a porteira para a goleada e enterro do Fora de Série.

Em chute forte da meia esquerda, Demehur fez mais um. Vitinho recebeu dentro da área na cara do goleiro e ainda teve categoria suficiente para driblar o arqueiro e fazer um golaço. Logo depois ele próprio fez mais um em chute da meia direita. O Fora agonizava em campo e só esperava o apito final. Os únicos que mantinham a sobriedade e seriedade eram o capitão Rica, que jogou como aqueles combatentes em caem em pé após lutar até o último suspiro de vida, e Argentino, dono de raça ímpar no Chuteira.

O Fora de Série tentava principalmente com Rodrigo Cunha e Argentino. Porém, a equipe já havia assinado a rendição e os chutes saíam um pior que o outro. Decretando um triste capítulo na história do FdS, Rato fez o último da partida, jogando a equipe azurra para o Chuteira de Prata. O Bacana salvou o semestre evitando uma tragédia de marca maior que seria um time vice-campeão, tido como dos melhores do Chuteira, cair para a Série Prata. O Fora precisa agora levantar a cabeça, arrumar a cabeça, extraditar as laranjas podres e arrumar um elenco de verdade. Afinal, com 12 jogadores – sendo muitos sem comprometimento – nenhum time chega a lugar algum. Aliás, chega sim, na Série Prata.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 9ª RODADA: GRUPO A:

Equipe Bróder 7 x 5 Bengalas

EB SURPREENDE E DERRUBA ÚLTIMO INVICTO


Bengalas abriu vantagem, se deu ao luxo de perder pênalti com Bizu e tomou a virada no final


Por Renan Lamarck

Tinha tudo para ser um confronto de comadres entre a Equipe Bróder, bicampeões, e o Bengalas, atuais campeões do Chuteira de Ouro. Valendo apenas a definição de quem iria se garantir diretamente na fase de quartas-de-final do torneio para a EB – pois o Bengalas já estava garantido –, visto que ambos os times já estavam matematicamente classificados, quem tomou de início as ações do confronto foram os bróders. Em boa troca de passes, Marcelinho recebeu pelo lado direito e, praticamente sem marcação, encheu o pé para abrir o marcador.

No entanto, o Bengalas, que na contava com seu goleiro, Baki, não ficou atrás e logo depois chegou com Ritolê para deixar tudo igual. Na entrada da área o R9 recebeu, também contando com a falha na marcação do adversário, ficou frente a frente com o arqueiro Léo e, com muita categoria, deu um tapa de cobertura para igualar em 1 x 1.

Pouco depois o próprio camisa 9 teve a chance de virar a partida: cruzamento cobrado no primeiro pau para ele, mas o artilheiro do último Chuteira mandou por cima do gol. Ainda sumido em campo, o artilheiro EB, Mutssa, que mais tarde seria decisivo no confronto, recebeu bom passe de Marcelinho e em condições de marcar. Contudo, na hora do chute pegou mal na pelota, facilitando as coisas para o goleiro improvisado André. Do lado amarelo do Bengalas, a equipe vivia seu melhor momento no confronto e partiu com todas as forças para cima dos bróders. Pela esquerda, Vini Costa acertou uma pancada, sem chances de defesa, para colocar o atual campeão em vantagem.

O Bengalas seguiu implacável e ampliou sua vantagem após jogada rápida entre Fernando Forte e Luisinho. Este bateu cruzado da ponta do ataque, um tiro certeiro que valia o 3 x 1 para seu time. Na sequência, em cobrança de falta, Forte rolou a redonda para o mesmo Luisinho mandar uma bomba no meio da barreira. A bola passou zunindo na orelha do pessoal da EB e morreu no fundo do gol. Era o quarto gol em um primeiro tempo dominado pelo Bengalas.

Ainda na primeira etapa, pouco antes de Cássio carimbar a trave amarela do Bengalas, de fora da área Ericão anotou o segundo gol dos bróders, que com razão ainda acreditavam em buscar o placar. Símbolo do time, Mutssa pegou a bola no fundo do gol e levou até o meio de quadra para que o início de jogo fosse dado mais depressa. Já no Bengalas, Bizu entrou em quadra. Num de seus primeiros quase toques na bola, ele tentou um desvio de cabeça, mas era uma bola perfeita para virar uma bicicleta em direção ao gol. Questionado pela reportagem pelo o por que de não ter tentado o tal lance plástico, imortalizado por Leônidas da Silva nos anos 1930, Bizu apenas abriu os braços e balançou os ombros, arrancando risos do pessoal que acompanhava o bom jogo.

Na volta do intervalo, a postura da EB foi outra, tanto que logo de cara Cássio se redimiu do gol que havia perdido no finalzinho do primeiro tempo. Mandou um chute no cantinho e a EB diminuía para 4 x 3. Nesse momento do confronto, era lá e cá, e mais uma vez Vini Costa apareceu como fator de desequilíbrio. O jogador roubou a pelota no meio de campo e enfiou o dedão para ampliar novamente a vantagem de seu time.

Bizu ia marcando um gol de calcanhar, no entanto o árbitro pegou uma falta a favor do Bengalas um pouquinho antes. Na cobrança, o rechonchudo camisa 15 tentou direto, mas apenas carimbou a barreira. O Bengalas estava mesmo em busca do sexto gol, e assim muito provavelmente mataria o jogo e a EB. Vini fez mais um desarme no meio, avançou, deixou o marcador com o bum-bum no chão e rolou na direita, de onde veio o cruzamento açucarado para Bizu no segundo pau. Todavia, na empolgação de tentar o gol, em jejum há tempos, o atacante passou da bola e os bróders se salvaram.

Contudo, pouco depois de Bizu tomar amarelo e cumprir a suspensão de dois minutos, o Bengalas teve a seu favor um pênalti. Todos que acompanhavam a partida se aproximaram das grades da quadra e começaram o coro de: "Bizu, Bizu!". Prontamente o rechonchudo atacante, que notoriamente adora um holofote, disparou do banco de reservas, onde se encontrava, fez rapidamente a substituição e já foi atrás da bola. Um beijinho na criança, bola na marca e Bizu na cobrança. O gol àquela altura fatalmente mataria o jogo, mas Bizu bateu meio mal, meio fraco, meio à meia altura, meio muito fácil do arqueiro Léo dar um passo para o lado e, de joelhos, desviar a bola. Desespero de Luisinho, certamente um dos nomes mais indicados para matar o jogo naquele momento.

Empolgada, a EB partiu para o tudo ou nada, e, na roleta da sorte, para a felicidade da EB, nessa tarde, diante do Bengalas, foi o tudo! Com Mutssa, sempre oportunista, os bicampeões diminuíram. Na sequência chegaram ao empate após o mesmo camisa 2 pegar rebote em chute de Cássio. 5 x 5, pane no Bengalas e os bróders suando pela vitória.

Mais uma vez Cássio chutou de fora da área e acertou o cantinho! Virada broderiana! Para dar números finais ao confronto, nada melhor que um golaço. Marcelinho, pela ponta direita, acordou a coruja que ali dormia e decretou o placar final em 7 x 5 para a EB.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 9ª RODADA: GRUPO B:

Clube Atlético Perus 3 x 0 Roleta Russa

ROLETA PERDE DE PERUS E CAI PARA 6º COLOCADO


Vitória dá a CAP a 4ª melhor campanha e vantagem do empate diante do Primatas nas oitavas


Por Guilherme Meireles

Demorou para que o jogo entre Roleta Russa e Clube Atlético Perus pegasse no tranco. Com início monótono, as duas defesas armaram verdadeiras barreiras para os ataques adversários. As poucas chances surgiam de lances individuais, como na habilidade característica de Pena, pelo CAP. Quebrando a monotonia, Maradona cruzou para Ricardo Augusto, que não titubeou em se dar ao luxo de driblar o goleiro Guaraná antes de tocar para o fundo do gol.

O Perus era melhor e continuou melhor após tirar o zero do placar, mas a marcação do Roleta, deve-se dizer, beirava a perfeição. Porém, a tentativa de anular os ataques adversários era tão grande que o Roleta se esquecia de atacar, despertando a ira do técnico Casari, que bradava da reserva: "É essa pegada que vocês têm?!". Terminou o fraco primeiro tempo, e logo na saída de bola da etapa derradeira o goleiro do CAP quase foi pego desprevenido por um chute inesperado de Coelho ainda no meio campo. Mesmo assim, o goleirão estava esperto e conseguiu espalmar.

Em um dos ataques do Roleta, a equipe de Casari pediu pênalti alegando que a bola havia batido na mão de um jogador do CAP pouco antes de ser afastada. Como era uma juíza que apitava a partida, ecoou do banco do Roleta um grito preconceituoso de "tinha que ser mulher!". O imbecil que disse tamanha idiotice foi repreendido pelos companheiros de equipe e, portanto, não terá a alegria de ver seu nome publicado na matéria, até porque a juiza não ouviu seu grito.

Com a bola rolando, O RR havia melhorado bastante, mas perdia uma chance atrás da outra (algumas claríssimas) devido aos erros nas finalizações. Se não era a pontaria ruim, era a trave, o goleiro, a zaga do CAP, enfim tudo conspirava para o zero no placar do Roleta. Já o CAP se mantinha na dele, protegendo a retaguarda e saindo de vez em quando para o ataque com muita cautela. Em outras palavras, o CAP fazia um jogo seguro, apostando na posse de bola. Nos ataques, continuava parando no ótimo bloqueio defensivo do RR, que procurava não dar espaço para os atleticanos.

Guaraná tomou a responsabilidade de uma cobrança de falta perigosa pelo meio. Ele disparou um canhão que quase jogou o goleiro do CAP com bola e tudo para o fundo das redes. Quando o ataque do CAP conseguiu passar pelo bloqueio do goleiro, a zaga apareceu para travar o arremate e salvar o segundo gol. Mas logo depois, isto não foi possível quando Maradona cruzou para Juscelino chutar de primeira para balançar as redes.

O RR finalmente resolveu atacar para valer, apesar dos insistentes erros nas finalizações. Nação recebeu na cara do goleiro, pegou de primeira e mandou um chute pífio, fraco e ridículo que não levaria perigo nenhum. O problema é que a bola carimbou um zagueiro do CAP junto à trave e quase entrou. Quando o Clube Atlético Perus percebeu a melhora do RR, pediu tempo. Isto levou os jogadores roletas ao delírio alegando que os atleticanos já haviam desfrutado do privilégio de parar o jogo. O fato é que a confusão foi esclarecida com o veredicto que o CAP já havia pedido tempo e, portanto, outro pedido não poderia ser aceito. Após as reclamações, não demorou para que Juscelino fizesse o terceiro.

Daí até o final do jogo, pouco mudou: os dois times continuaram alternando ataques sendo alguns perigosos, como algumas bolas na trave do CAP. Baseado nisso e em jogos anteriores, o atleta do Roleta Russa Olímpico Folha declarou: "Principal e a trave: um caso de amor!".

Com o final da partida, o CAP derruba o Roleta da 3ª posição e assume a 4ª. Ambos com 12 pontos, o Roleta despencou para a 6ª posição em razão do saldo de gols e agora encara seu rival Equipe Bróder, enquanto o CAP tem o Primatas. Mesmo com a classificação, ainda teve espaço para o "profeta Publius" afirmar: "Crise no Roleta!".

VIII CHUTEIRA DE OURO: 9ª RODADA: GRUPO A:

Acidus 5 x 3 Treinadores do Braz

ACIDUS SE SUPERA E DERROTA TREINADORES


Precisando vencer para garantir a 2ª posição, Acidus contou com habilidade e velocidade de Ronei para deixar Treinadores de fora do mata-mata


Por Renan Lamarck

Se por um lado o Acidus lutava para garantir uma das duas vagas diretas nas quartas-de-final do Chuteira, o Treinadores do Braz lutava pela última vaga no mata mata, precisando apenas de um empate. Em caso de derrota, porém, a luta era contra o rebaixamento à Série Prata. O jogo prometia, assim, muita luta. E de fato foi, mesmo a contar os excessos de desfalques de ambos os lados, que fez com que o Acidus jogasse sem reservas, e o Treinadores, com um de seus goleiros – Criança – na linha.

Logo no começo, após Lucas P. tentar um chute cruzado pela direita defendido por João mas não aproveitado no rebote por Ricco, no que foi o primeiro chute a gol da partida, Philip abriu o placar para o verde-limão ao cortar pelo meio e tocar rasteiro no canto, sem chances ao bom João.

Após abrir o placar de forma tão fulminante, o Acidus recuou, chamando o Treinadores para seu campo. De longe Juba arriscou de pé direito, mas o goleiro Louiz, substituindo o faltoso Diego, espalmou para fora. Pouco depois foi a vez de Índio ganhar da marcação com o corpo e bater cruzado, dessa vez contando também com a sorte o Acidus viu a bola tocar na trave, Louiz desviar de leve e redonda sair pela linha de fundo.

Nos minutos que seguiram o verde limão da Barra Funda foi melhor. Ronei acertou a trave com uma pancada, pouco depois Philip chutou do meio e obrigou grande defesa do arqueiro João. Enquanto isso, o Treinadores do Braz tentava chegar com o Grilo e o bom Juba, mas os arremates não levavam reais ameaçus ao gol adversário. Contudo, ainda na primeira etapa a sempre presente raça de Índio valeu aos treinadores o gol de empate, o fechar dos 25 minutos. Após cruzamento feito por Juba pela direita do ataque, Louiz escorou mas não o suficiente para tirar de Índio, que empurrou para o fundo do gol. Muita vibração e o empate. O Treinadores garantia a vaga com o resultado.

Como no inicio do confronto, assim que começou a etapa complementar o lance de maior perigo foi dele, Lucas, o camisa 9 do Acidus, em ótima apresentação, tanto na defesa quanto no ataque. Ele recebeu na direita, protegeu, girou sobre Criança e bateu forte de pé direito. A bola ia entre o goleiro e a trave, mas João mandou para escanteio. Mesmo assim a torcida vibrou com Lucas. Pouco depois Ronei, que viria a ser o nome da partida, avançou da direita para o meio, entrou na área e com categoria marcou o segundo gol de sua equipe.

Parece que o gol sofrido abalou o time do Braz, pois na sequência Ronei se lançou ao ataque pela esquerda como um tufão e, com um toque de craque, mandou por cima do arqueiro e anotou 3 x 1 em menos de 10 minutos. A festa dessa vez foi da galera do Fúria, que torcia pelo Acidus para tentar escapar da Prata e até mesmo se classificar.

Na tentativa de um último suspiro, e de se livrar de vez do fantasma do rebaixamento, o Treinadores acordou em campo e empataram a partida e partiu com tudo ao ataque. De baixo das traves, Eduardo Grilo empurrou a pelota para o fundo do gol após boa jogada pela lateral do campo. O gol acendeu o time do Braz, que empatou pouco tempo depois com Gabriel, em bola chutada de fora da área que desviou na barriga de Lói e enganou Louiz.

O empate era do Treinadores, mas o Acidus queria a 2ª posição e só a vitória interessaria para isso. Ronei levava perigo com suas arrancadas em alta velocidade, como a que saiu na cara de João e este defendeu com os pés. A preocupação do Treinadores era com o número 22, o que se ouvia claramente a todo momento na defesa do Braz. Nessa, quem resolveu brilhar foi Ricco. O camisa 20 pegou no meio de campo e viu o goleiro João adiantado. Ele pouco pensou para dar um toque do meio de campo que foi morrer no ângulo, fazendo um golaço e deixando o Acidus na frente novamente. Na comemoração, muita vibração com a galera do lado de fora e a dedicação do gol a Peruca, o astro mor profético do Treinadores, que do lado de fora, suspenso, apenas torcia pelo seu time.

O gol abriu de vez a defesa do Treinadores, e Juba já era atacante. Bem postado na defesa, o Acidus conseguiu segurar o ímpeto adversário. Quando não conseguia, mas conclusões iam para fora – como ao menos três feitas por Juba. E assim, pouco depois, Ronei matou o jogo. Ele recebeu de frente para o arqueiro, esperou a definição do camisa 20 do Treinadores e tocou para as redes. Acidus 5 x 3, festa momentânea do Fúria, que teria na sequência de fazer sua parte e viria o Treinadores, da condição de derrotado, ir para o lado de fora torcer e vibrar com o Estudiantes.

O Acidus garantia a vice-liderança, tendo perdido para o Bengalas no saldo de gols. Ambos folgam dia 28 e voltam a jogar apenas dia 5 de dezembro. Já o Treinadores, com a derrota, estava eliminado e contou com o Estudiantes para evitar o rebaixamento, que ficou mesmo com o Fúria, como podem ver na matéria abaixo da abaixo.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 9ª RODADA: GRUPO B:

Arouca 6 x 2 MachuPichu

AROUCA MANDA MACHUPICHU PRA CASA MAIS CEDO


Goleada garante Arouca em 3º lugar e elimina time de Danilo


Por Guilherme Meireles

A matemática do jogo entre Arouca e MachuPichu era simples: quem ganhasse estava classificado. Portanto, os dois times entraram na quadra 4 com um sentimento de "vencer ou vencer". Isto fez com que a partida começasse com caráter ofensivo. Marquinhos pegou um belo voleio de longe e mandou à direita do goleiro Pipo com perigo. Respondendo, Thiago Branco cabeceou um cruzamento junto ao poste direito e quase abriu o placar.

Porém, foram os aroucanos que gritaram "gol" primeiro: Caio Martins roubou uma bola no meio de campo e arriscou dali mesmo. O goleiro espalmou para o fundo das redes. Mesmo envolvidos no excelente toque de bola do Arouca, os peruanos continuaram atacando e quase chegaram ao empate em rebote dado pelo goleiro Maurício nos pés de Renato Seckler, mas o mesmo M1 cresceu para cima dele e pegou de novo. Pouco depois, Thiago Brnaco lançou Renato em velocidade pela esquerda. Ele tocou na saída do goleiro, que outra foi melhor no lance.

O arqueiro Maurício não era a única arma aroucana na defesa. Vitão fazia as vezes de "xerife", lembrando o grande uruguaio Diego Lugano, na raça e na aparência. Mas o Arouca não era só defesa. Quando o time ia para o ataque era avassalador, com seu característico excelente toque de bola: em uma dessas tramas, Caio de novo recebeu próximo ao meio campo na meia direita, chutou forte e o goleiro outra vez espalmou para dentro.

Os descendentes incas continuaram correndo atrás da desvantagem, tentando dar o mínimo de espaço possível para o desconcertante toque de bola aroucano. Porém, quando as lhamas peruanas tentavam algo no ataque, as finalizações saíam pífias. Vitão saiu de seu território defensivo e se mandou para o ataque. Ele rolou para Deh na esquerda, que soltou a bomba na diagonal para o fundo do gol.

Começando a etapa derradeira com 3 x 0 tranquilos, o Arouca se deu ao luxo de se mandou para o ataque para matar o jogo logo. Inclusive, houve espaço até para um lance raro: Caio Martins mergulhou de peixinho e parou na defesa do goleiro. Um erro de marcação machupichiano custou o quarto gol, quando Renato não conseguiu acompanhar a velocidade de Dih, que invadiu a área livre e deixou o dele.

Não demorou e Marquinhos, sumido até então na partida, anotou o quinto. Só com ampla vantagem que o Arouca finalmente arremeteu seu voo, pois o MachuPichu agora sim sabia que era mais fácil escalar a Cordilheira dos Andes sem equipamentos do que reverter o placar.

Nesta fase do jogo, o MachuPichu teve espaço para atacar: Thiago Branco cobrou uma falta com uma velocidade superior ao cuspe de uma lhama machupichiana que estufaria as redes com rara beleza não fosse o voo do goleiro aroucano no canto esquerdo alto para espalmar. Se este lance de bola parada foi belo, então a cobrança de falta de Quim foi belíssima: ele cobrou colocado de trás do meio campo. Todos acompanharam a trajetória da redonda que, vagarosamente, foi ao encontro do travessão. Entre estas duas faltas, Taka havia feito o desesperado primeiro gol de sua equipe.

A partir daí, o tédio. O Arouca espera o tempo passar e o Machu não tinha forças para reagir. Já nos instantes finais, a quadra 4 foi palco de duas pinturas. Primeiro, Veloz encheu o pé da meia direita e marcou um golaço por cima do goleiro. Fechando a participação do Tchupichu neste Chuteira, Renato contou com o acaso. Nem ele pareceu acreditar quando sua bicuda de longe caiu no ângulo esquerdo do goleiro, que ficou perplexo tentando processar o golaço.

Fim de papo. Merecidamente, o Arouca está nas oitavas e já se prepara para desfilar seu exaltado toque de bola no embate contra o Joga 13. Enquanto isso, os atletas do MachuPichu voltam aos Andes lamentando a não classificação neste torneio.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 9ª RODADA: GRUPO A:

Fúria 4 x 5 Estudiantes de la Vila

FÚRIA COMANDA PLACAR MAS PERDE NO FIM E DESCE PRA PRATA


Vitória estava perto, mas falhas no final e êxito do Veras no jogo seguinte levam time dos irmãos Motta para a Série Prata


Por L. F. Fernandes

Era a vida ou a morte. Os rubronegros do Chuteira precisavam da vitória a qualquer custo. Naquele instante, a combinação de resultados ainda permitia que, além do Fúria, The Veras e Treinadores do Braz caíssem. No entanto, a lanterninha era mesmo segurada pela equipe furiosa.

Logo nos minutos iniciais, víamos que a missão dos enervados não seria das mais fáceis. O Estudiantes, forte na marcação, não dava espaço para seu adversário jogar. Aliando-se isso a uma eficiência ofensiva, a primeira chance do embate foi criada por Bahia, que recebeu pela faixa central e soltou o pé, restando ao goleiro Danilo apenas observar a bola zunindo rente a seu ângulo esquerdo.

Nos instantes conseguintes, no entanto, o Estudiantes não perdoou e embalou dois gols. No primeiro, Lorente cobrou escanteio preciso na cabeça de Rafinha, que subiu com intensidade para testar para o fundo das redes. O segundo veio empós de jogada pela orla canhota de Gago, que tocou para Bahia apenas escorar pelo meio.

Com o dilatado revés no escore, era a hora do Fúria buscar a reação. Após subir ao ataque e criar lances sem muito perigo, Fagner bateu no peito e falou “Xá Comigo!” e, ao receber passe com açúcar de Gabriel, bateu rasteiro no cantinho do gol de Porps, que nada pôde fazer.

Quem achou que o gol do camisa 10 seria a protogênese de uma espetacular reação furiosa, se enganou ledamente. O Estudiantes manteve a frieza no seu sistema defensivo, liderado por um inspiradíssimo Rafinha. Enquanto isso, o Fúria parecia se perder em campo, perdendo bolas fáceis no ataque e tomando cartões bobos, como o de Fagner, por reclamação.

Para piorar, o inevitável terceiro gol dos alunos alvirrubros resolveu dar as caras. Lê Raito, com uma caprichosa bicuda rasteira da entrada da área, deixou novamente o Fúria em um estado alterado de nervos – sem trocadilho. Simultâneo a isso, o fanfarrão-mór dos Primatas, Gui Fenômeno diz: “Ô, redação! Pode pôr aí na matéria que os Primatas entregam!”.

Envolto nesse cenário, a etapa inicial se encerrou com um festival de faltas duras, que renderam, por exemplo, cartão amarelo ao astro dos estressados, Thiago Motta. A arbitragem, como sempre, não podia ficar sem ouvir os usuais impropérios. Um torcedor do Fúria bradou a plenos pulmões para um dos professores: “Seu Madruga! Você está de brincadeira, hein?”, tendo repetido vitrolisticamente essa frase, pelo menos, 5 vezes.

No primeiro lance dos 25’ derradeiros, a defesa do Fúria deu espaço, Bahia apareceu livre pela direita e bateu forte para o gol. Danilo, bem posicionado, caiu bem para interceptar o arremate rasteiro. Minutos depois, aí sim, aquele que se desiludiu com relação a uma reação do Fúria no primeiro tempo, poderia celebrar de fato. Primeiramente, Gabriel diminuiu a conta, estufando as redes após cobrança de escanteio. Pouco depois, Carlão aproveitou rebatida na área e, com um tirombaço de primeira, empatou o prélio. Na comemoração, o tradicional coraçãozinho a la Pato – que beleza! – ao amor que aplaudia do lado de fora. E dá-lhe festa da famigerada e fiel torcida do barulho!

A igualdade parece ter tirado Caio do sério. O capitão dos Village Students aplicou o chamado “rodo” em Fagner e foi agraciado com o cartão azul pelo professor “Seu Madruga”.

Adiante, viria o lance que deixaria a torcida dos amofinados em polvorosa. Thiago Motta recebeu no flanco direito e bateu rasteiro para o gol. A bola, que ia para fora, de repente, é brilhantemente desviada por Adriano, que, com uma bela letra, virou a partida para o Fúria. Delírio da massa, com direito da torcedora Natália classificar o gol como “gol de ‘Tchupi’”, seja lá o que isso signifique.

Com o placar de 4 x 3 em favor dos Furious, a equipe dos Motta melhorou muito na partida, passando a tocar a bola com qualidade no ataque e a diminuir os espaços antes colossais de sua armada defensiva. No entanto, a boa e velha ironia do futebol resolveu dar uma passadinha na quadra 6 do PlayBall Pompéia. Após jogada confusa na área, Rafinha toca de cabeça, a bola fica viva e sobra nos pés de Iram, que, com um sutil toque, manda para o fundo das redes.

A nova igualdade deixou uma já incandescente partida vulcânica. Em meio a faltas, xingamentos – principalmente ao árbitro, claro – e lances de gol, Thiago Motta levou o cartão vermelho após forte dividida na intermediária. A expulsão deixou o patriarca dos Motta, na torcida, absolutamente indignado:

“Esse juiz está igualzinho a uma banana! Ele tem que ver ‘Caminho das Índias’, olha a cor do apito dele!”

Nisso, a versão chuteirense dos atuais campeões da Libertadores voltou a crescer no lusco-fusco da partida e, por fim, conseguiu nova virada, com Vitinho esticando o pé no alto para tocar a bola advinda de arremesso lateral. A bola estava nas mãos do arqueiro, que se embananou todo e deixou ela entrar vagarosamente e matreira no gol. Estudiantes 5 x 4. No último lance, Danilo, a la Marcos do Palmeiras, se aventurou na área em escanteio. A bola sobrou para Lorente que, de trás do meio-campo, quase marcou golaço, no entanto, a redonda atingiu a grade de proteção. Fim de papo!

A derrota custou caro aos furiosos, uma vez que o Veras não só não perdeu para os Primatas por 3 gols – placar necessário para salvar os rubronegros até então – como venceu os símios. Em outras palavras, Fúria na Prata em 2010. Desolado, o mesmo patriaca da dinastia Motta declarou ao fim do jogo:

“O Fúria nasceu do Limão. E no Limão não tem Laranjas!”

Pelas oitavas, o Estudiantes reedita a final do VI Chuteira de Ouro contra o Kadência. Jogão em vista.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 9ª RODADA: GRUPO B:

SNG 5 x 3 Fiorella Brasil

SNG DERROTA FIORELLA E FICA EM PRIMEIRO NO GRUPO B


Sem Renê e reservas, SNG supera também desfalcado Fiorella e fecha fase de classificação com a melhor campanha entre os 18 times


Por Guilherme Meireles

“Vamos fazer valer a pena esta sexta feira!”. Foi assim que Tejeda incentivou seus companheiros de SNG antes da bola rolar no derradeiro episódio da novela: “SNG x Fiorella – em busca da liderança”. Após a incansável disputa entre este dois times, finalmente um deles se classificaria em primeiro. E o grito de guerra do camisa 10 do SNG pareceu uma adivinhação de que ele seria o grande responsável para que aquela sexta valesse mesmo a pena.

Ambas as equipes, desfalcadas e sem reservas (Renê, pendurado, viajou e nem quis arriscar jogar), começaram a partida com uma clara postura ofensiva, bombardeando os gols adversários por meio de tiros de longa distância. O SNG tentava através da bola parada, a especialidade do time: em cobrança de longe de Biro, a bola passou à esquerda do goleiro improvisado André. Alguns minutos depois, a cobrança já era perto da área, mas no lugar de bater direto, Tejeda rolou na medida para Memé, que chutou rasteiro e abriu o placar.

O Fiorella claramente sentiu o baque do gol tomado e por alguns instantes apagou em campo. Enquanto isso, o SNG se mandou para o ataque e quase ampliou quando o sumido Fefê foi lançado na ponta esquerda. Ele bateu forte na diagonal e obrigou o goleiro a espalmar. Em uma das poucas chegadas fiorellenses nesta fase do jogo, Ari, autor de quase todas as tramas ofensivas da equipe, contou com a ajuda do goleiro William: ele bateu cruzado, o arqueiro pegou mas largou nos pés de Tiago Silva, que quase fez, mas a zaga afastou antes.

A sorte também tomou partido do SNG em cobrança que João Paulo pareceu querer chutar forte para o gol, mas acabou pegando mal na bola, mandando um chute rasteiro e tímido que surpreendeu a todos quando caprichosamente carimbou o poste direito. A superioridade laranja perdeu lugar para uma partida equilibrada. Fabinho, em jogada pela direita, chutou três vezes seguidas para o gol e viu a defesa adversária segurar todas. Em resposta, Van-Van ganhou disputa de bola pela esquerda, ficou cara a cara com William e desferiu o chute mais torto de sua carreira, perdendo ótima chance.

Daí até o final da primeira etapa, uma hegemonia do Fiorella tomou o lugar do equilíbrio. Para piorar, Fefê deu um carrinho pesado que rendeu ao defensor o cartão amarelo. Ele alegou ter escorregado. Com um a menos, o SNG foi sendo encurralado pelo Fiorella que só não empatou porque o goleiro do SNG estava em tarde inspirada: Tião chutou de longe, o Fabinho desviou de carrinho e parou em grande defesa do goleiro. Logo depois, Ari deu um toquinho leve na bola que foi o suficiente para acionar João Paulo de sua equipe. Ele testou forte, mas o goleiro William, sempre bem posicionado, pegou firme.

Começou a segunda etapa e o SNG voltou outra vez agressivo. Com o amarelo que João Paulo (uma das principais referências da equipe no ataque) levou por dar um carrinho infantil, a vantagem numérica pesou, mas a equipe desperdiçou pelo menos duas chances claras, dando a réplica para Daniel, que mandou um canhão pela ponta direita: a pelota bateu na trave após o goleiro espalmar, mas, no rebote, Ari mandou um canhão que tinha o ângulo como endereço certo. Para desespero do Fiorella, a bola explodiu em Van-Van, que acabou servindo como zagueiro do adversário e evitou o gol.

Desde o começo da segunda etapa, as faltas duras entraram no contexto da partida e, consequentemente, as reclamações com a arbitragem. Qualquer coisa que o juiz marcava para um time era motivo para que o outro reclamasse com gritos do tipo: “Ei, Ei!”. Após relevar alguns lances, o juizão se irritou e chamou todos os jogadores para a bronca: “Vou falar para os dois times, quem gritar ei, ei vai sair!”.

Em cobrança de falta, a bola foi lançada na medida para Fabinho chutar na trave direita do goleiro. Pouco depois, o próprio camisa 8 do SNG se redimiu ao balançar o barbante. Perdendo de 2 x 0, o Fiorella finalmente saiu do quase: Tião lançou para Van-Van que, com a bola pingando, girou de primeira e fez. O SNG parecia não acreditar quando no minuto seguinte a vantagem de dois gols foi pulverizada com o pivô feito por João Paulo, que acionou Ari para empatar.

Com a emoção do jogo, os ânimos foram esquentando e a bronca do juiz pareceu não dar efeito, pois as reclamações iam crescendo paulatinamente. Aliás, o jogo estava paralisado para reclamações do SNG. O Fiorella, muito malandro, marcou o terceiro, deixando os atletas do SNG quase sem voz de tanta reclamação. Mas o gol foi anulado justamente.

Pouco depois, outro esboço de reclamação alaranjado – só para variar, aliás, quando Renê está ausente a coisa piora mais em termos de reclamação, já perceberam? – deu as caras quando Van-Van dividiu pelo alto com o goleiro. Os dois caíram, e o juiz deixou rolar. A bola sobrou para Tiago Silva marcar. Era o momento do Fiorella Brasil, principalmente quando Tejeda levou amarelo por – adivinhem – reclamação. Vocês devem estar se perguntando: qual foi o grande feito do camisa 10 do SNG, tão exaltado por este que vos escreve? A resposta está chegando. Antes, deve-se dizer que o Fiorella esteve muito perto de aumentar a vantagem, quando o Daniel arriscou de muito longe e carimbou caprichosamente o travessão.

A chuva veio não só para aliviar o calor, mas também para deixar o gramado na mesma condição de dificuldade para ambos os times. Isto criou uma equivalência entre as equipes que tornou a partida mais emocionante do que nunca até o fim do jogo. Em cobrança de corner do SNG, a bola atravessou a área e sobrou para o amarelado Tejeda que, já mais calmo, bateu forte e parou na ótima defesa do goleiro. Respondendo, João Paulo fez um lançamento a distância perfeito para Ari, que avançou livre em direção à área na diagonal, mas acertou a rede pelo lado de fora.

Se a chance perdida foi falta de pontaria, o lance seguinte foi excesso de heroísmo: nas circunstâncias do jogo, Ari foi livre de novo pela esquerda e tentou encobrir o goleiro no lugar de chutar forte. Resultado: o goleiro foi melhor e espalmou lindamente. O gol perdido custou caro, pois, na sequência, Memé igualou o marcador em toque de carrinho. Jogo empatado, equilibrado e com o placar mais aberto do que nunca. O perigoso Fiorella chegava com perigo. Foi aí que Tejeda se mandou pela esquerda e, aproveitando o aguaceiro que a quadra havia virado, mandou uma cacetada para o gol. A bola molhada foi indefensável e “desaguou” no ângulo. Golaço!

Deixando o trocadilho que inevitavelmente será criado por causa da chuva que aumentava, o gol foi um “banho de água fria” para o Fiorella. Ainda mais porque, pouco depois, o mesmo Tejeda mostrou a eficiência da comunicação de sua equipe dentro de campo ao inteligentemente deixar a pelota passar por ele, sobrando para Memé cruzar precisamente na cabeça de Fabinho. Ele cabeceou firme e marcou o quinto gol, decretando a derrota do Fiorella por 5 x 3 e a 1ª posição do grupo para o SNG. Certamente essa sexta-feira valeu a pena para sua equipe, não é, Tejeda?

VIII CHUTEIRA DE OURO: 9ª RODADA: GRUPO A:

The Veras 5 x 4 Primatas

VERAS VENCE PRIMATAS, MAS NAO CONSEGUE CLASSIFICAÇÃO


Time de Pedro e Petreche lutam até o suspiro final e ficam fora do mata-mata por um gol de saldo. Joga 13, sem jogar, se classifica quando já não havia esperanças


Por L. F. Fernandes

A partida entre Primatas e The Veras era encarada de forma distinta. De um lado, os já classificados símios apenas cumpriam tabela, pois não conseguiriam chegar à segunda colocação de seu grupo. Por outro lado, o Veras, embora mais tranquilo com a derrota do Fúria para o Estudiantes, ainda precisava espantar o fantasma da Série Prata, mas ambição era maior – era classificar – já que os resultados o ajudavam. Uma vitória por 2 gols de diferença e Veras na 6ª colocação.

O jogo começa e logo vemos que não há espaço para brincadeiras. Logo nos primeiros instantes, o veranenses abriram o marcador com Petreche, que completou para o fundo do gol após jogada bem construída por João Cláudio na orla destra do gramado. Minutos mais tarde, os elos-perdidos deram o troco com Gus, que recebeu em velocidade e, no momento exato do chute, foi bem interceptado por Benga, que saiu com coragem.

Apesar de Gus e Petreche se destoarem individualmente no ataque de suas equipes, o nome do jogo que começava a aparecer era mesmo Cucio. Impecável na marcação e dando bons passes para o ataque, o camisa 11 se destacava na cancha. Em termos de conjunto, os azuis-grená se postavam com atenção em campo, marcando cerradamente os monkey men, que, sem inspiração, não conseguiam criar jogadas ofensivas de perigo iminente.

Com o passar do tempo, entretanto, os alvejantes ancestrais começaram a se encaixar dentro de quadra. Primeiramente, Gus, como não podia deixar de ser, empatou o cotejo. Na sequência, o neocaiçara Orley arriscou de fora da área e mandou um verdadeiro petardo no ângulo direito de Benga. O camisa 01 teve de se esticar inteiro para realizar excelente intervenção.

Nos minutos finais da metade primeira, o que se via era um Primatas adotando um jogo agressivo, usando sua conhecida velocidade de ataque. Enquanto isso, o The Veras parecia treinado por Carlos Alberto Parreira em seus áureos tempos – tocava a bola com precisão, atacando pontualmente. Assim, vimos dois arremates de Gus, um ao lado, tirando tinta da trave, e outro defendido pelo goleiro no alto da baliza. Em seguida, fim de primeiro tempo, tudo igual, 1 x 1.

Os 25’ derradeiros começaram com um The Veras alucinadamente aguerrido. Eles dominaram os minutos iniciais, de forma que, logo na saída de bola, Pedro bateu lá do meio-campo, mas não conseguiu enganar um bem posicionado goleiro Vitinho.

Pouco empós, no entanto, os gols voltaram a dar as caras. Primeiramente, Pedro recebeu na área, girou para cima do zagueiro e bateu para o gol. A bola saiu mascada em virtude de dividida com um primata, mas não impediu de cantarolar em dueto com o polietileno da meta de Vitinho.

Na seguida, os Veras ampliaram a vantagem com João Cláudio, que apenas escorou para as redes após cruzamento vindo da esquerda. Com isso, simultaneamente, a chuva paulistana deu o ar da graça e um tempo técnico foi requisitado pelos brancacentos. A bronca generalizada parece ter surtido efeito e os macacais embalaram uma bela reação no temporal. Em ordem: Rafinha e Gus fizeram a cancha ficar empatada e, alguns minutos depois, após receber livre na área, Guerrero virou a partida.

Quem pensou que as emoções cessariam por aí, se enganou redondamente. À medida que o tempo ia se esgotando – e ele parecia não querer se esgotar –, o The Veras melhorou na partida novamente e deu início ao último twist com Jairo, que finalizou com precisão de esquerda na área. 4 x 4!

Na sequência, quase a virada com um frango homérico de Vitinho. Após batida de longa distância, o guarda-redes dos pálidos agarrou a redonda. No entanto, a aderência sorvida da borracha em função da chuva permitiu que a redonda escapasse das mãos do goleirão. Atento, Cucio quase chegou no rebote, mas Vitinho pegou em cima da linha antes que o zagueiro chegasse.

Nessa hora, o Veras era pura pressão e a tática já tinha ido ao espaço. E na vontade e determinação Kinho, com um chute por cima de Vitinho, virou a conta em favor dos veristas. Kako, zagueirão primata, até tentou salvar, sem sucesso. Mas ficou nisso, o tempo se esgotara! The Veras 5 x 4 Primatas.

Desclassificado por um gol de saldo, era visível a decepção do Veras, especialmente de seu capitão Pedro, que acreditava e muito na classificação. Os resultados classificaram o 13 e deixam a esquadra barcelonista para curtir as férias mais cedo e assistir ao mata-mata. Enquanto isso, os Primatas começam nova empreitada, enfrentando o Perus pelas oitavas-de-final.



II CHUTEIRA DE PRATA: 9ª RODADA: GRUPO B:

Med Taubaté 4 x 3 Elefantes Indomáveis

MEDE VENCE E ESTÁ NA OURO


Médicos venceram calor e início com jogador a menos e superaram Elefantes na disputa direta pela 1ª posição do Grupo B

Por Peter Munhoz

Um grande duelo estava reservado para a quadra 10. Afinal, era o jogo que valia vaga direto na Série Ouro. Com meia hora de atraso, o apito se fez ouvir no PlayBall e a partida começou. O primeiro ataque da partida foi dos médicos, com Gu avançando pela direita e arriscando o chute. A redonda parou na grade de proteção, mas não foi só isso: Rogerinho recebeu pelo lado direito e arriscou chute que saiu travado.

Rogerinho estava inspirado naquela manhã – mais uma – e ainda tentou um chute pela esquerda que só não entrou porque morreu no corpo do próprio companheiro de equipe. Mesmo com um a menos, os doutores mostravam que vieram para o jogo.

O primeiro bom ataque do Elefantes nasceu após outras duas avançadas do Med, com Gu chutando cruzado e Rogerinho arriscando novo chute da área, para defesa de Chachá. Daniel Teske arriscou da intermediária, mas a redonda travou na zaga médica, que estava de plantão para qualquer emergência. Apesar de todo o treinamento, os médicos permitiram uma parada cardíaca na zaga em cobrança de falta: Thomas bateu e o goleiro conseguiu espalmar no ângulo, mas permitiu rebote para Daniel, que não falhou e mandou para o fundo das redes. Placar aberto.

Depois do gol, os Elefantes deram uma crescida e uma aparecida na partida, com Cauê tentando e mandando por cima do gol e Thomas arriscando do meio de campo. O laranjino Corazza reclamou com o árbitro a não marcação de uma falta e acabou levando um canário da terra, mais conhecido como cartão amarelo, para casa. Rogerinho desceu pelo lado direito e rolou para seu companheiro completar para o gol, obrigando o arqueiro dos pesos pesados do reino animal a realizar uma bela defesa.

O gol de empate não demorou muito para acontecer, com Bruninho recebendo pela esquerda e arriscando o chute para o gol. A redonda acabou indo parar no fundo do barbante e estava tudo igual no marcador. O tento foi sentido e o time dos paquidermes começou a errar muitos passes. Final de primeiro tempo.

No alvorecer da etapa derradeira, Cauê arriscou chute cruzado pela esquerda, mas a bola ficou com a defesa do Med, que ligou seu primeiro lance no segundo tempo com Rogerinho (sempre ele) descendo pela intermediária, limpando a mira e mandando para o gol, obrigando o arqueiro Spiga a defender esticando o braço. Os elefantes voltaram à frente do marcador com Cauê arriscando pela esquerda. A bola passou pela linha do goleiro e sobrou para Thomas, sozinho, anotar o seu na partida. Festa nas selvas africanas – mas não durou muito tempo.

Os Médicos não deixaram barato e Aníbal aproveitou lançamento para a grande área que o goleirão deixou sobrar, mas ele não – nova igualdade nos números. A partir dai, os elefantes foram anestesiados e o Med construiu a vitória. Rogerinho recebeu pela esquerda e chutou rasteiro por baixo do braço do goleiro e entrou. Os médicos assumiam a dianteira no placar. Logo a seguir, Aníbal lançou rasteiro para Rogerinho, que viu o goleiro saindo e tocou rasteiro para marcar o quarto gol médico.

Depois dos dois tentos seguidos, os médicos já comemoravam o sucesso de mais um intervenção bem-sucedida no Chuteira. O Elefantes ainda mostraria força para tentar uma reação com um lançamento de Manente para Corazza mandar de cabeça para a defesa de Irineu. Mas ele não pegou bola de Douglas, que arriscou pela direita, fintou e chutou da entrada da grande área.

Trilou o apito final e, com 4 x 3 no placar, o Med marcava presença na Série Ouro do ano que vem. O Elefantes teve de ver o Xoro Paro vencer e tomar-lhe a 2ª posição do grupo, o que o faz enfrentar o Roletinha pelas oitavas.

II CHUTEIRA DE PRATA: 9ª RODADA: GRUPO A:

Real Paulista 6 x 1 TCM

REAL PAULISTA VENCE OUTRA E FECHA 100%


8º triunfo em 8 jogos, Real Paulista elimina TCM e chega como favorito ao mata-mata

Por Peter Munhoz

Cumprindo tabela, o Real Paulista foi para o jogo sem grandes motivações a não ser manter os 100% de aproveitamento. Para o TCM, era final de campeonato, pois precisava da vitória a todo custo. Pragmático, o Real jogou o suficiente para manter o jogo sob controle, talvez daí um jogo pouco produtivo. Os times iam tocando a bola no início da primeira etapa e o primeiro lance foi do Real, com um chute poderoso que Marquinhos mandou no travessão.

O TCM parecia não conseguir atacar, pois todas as suas tentativas eram limadas pela alta monarquia, porém, o Real também não se apresentava bem na partida, o que originou um pedido de mais raça de Panela para seus companheiros. A bronca parece que deu certo, pois Pedrinho desceu pela direita e passou para Panela, que tentou deixar o seu encobrindo o goleiro, mas não conseguiu. Ainda num lampejo de empolgação, Panela tentou o chute pela direita, mas o goleiro Marcião defendeu. No rebote, sobra para Márcio, que chutou para uma nova defesa. Finalmente, após tanta pressão, o Real abriu o marcador com Gará, que, pela esquerda, bateu cruzado e marcou.

Após tomar o gol, o TCM resolveu atacar com Guga chutando pela esquerda, mas a redonda foi travada pela zaga. Logo após, o time de preto voltou a dominar a partida com Panela, que recebeu pela direita e arriscou um chute de primeira no segundo pau. A bola ficou com a defesa do TCM. Fellipe Bunda também recebeu para tentar deixar o seu chutando da intermediária – mas a bola acabou indo para fora. O primeiro tempo ainda reservaria espaço para o segundo bom ataque do TCM, com Juninho, que recebeu a gorducha e mandou um chute cruzado para fora.

O segundo tempo começou com o Real ainda colocando pressão. Em dois lances Xexé e Pedrinho mandaram a redonda para o gol. O chute do primeiro terminou no travessão e o do segundo ficou nos pés de Marcião. No contra-ataque, Guga arriscou o chute pela esquerda mas o arqueiro monarca não deixou entrar. Na sequência, o Real ampliou o placar com um lance que começou com Márcio descendo pela direita e cruzando no peito de Pedrinho, que não errou e anotou o seu.

O clima deu uma esquentada após o segundo gol e dois cartões amarelos seguidos foram mostrados: o primeiro foi para Gará do Real que entrou com força em Ricardinho do TCM e o segundo foi para Juninho do TCM, que pegou Pedrinho. Após a tempestade, vem a bonança, e o Real tentou chegar ao terceiro tento com um passe de Gará para Bunda que, no segundo pau, mandou o torpedo com destino ao gol do TCM, sem sucesso. Nova tentativa de Bunda que não erra uma segunda vez e deixa o seu nos registros do Chuteira de Prata. 3 x 0 Real.

A saída de bola originou mais um ataque do TCM, com Guga arriscando o chute da intermediária e vendo a gorducha ser defendida no alto pelo goleiro. O jogo ficou lá e cá, com o Real arriscando com o sedento Bunda, que chutou cruzado pela esquerda e também viu a sua bola ser defendida.

A partida deu uma sacudida alguns minutos depois, com Xexé recebendo a bola e marcando o quarto tento do Real. O TCM ainda marcaria o seu último gol nesse Chuteira de Prata com Juninho, que recebeu a bola e chutou para descontar. Depois dos dois gols seguidos, a partida começou a rumar para o seu desfecho com predominância da realeza. Ainda haveria espaço para mais um gol nessa partida: Bunda recebe passe pela esquerda e completa chutando para o fundo das redes. Antes do trilar final do apito, Xexé toca para Gará matar de peito na área, ajeitar para o seu pé direito e terminar o serviço acabando de vez com o TCM na partida. 6 x 1 e fim da linha p ara o TCM em seu torneio inaugural no Chuteira. Ao Real, resta o título da Série Prata a coroar uma campanha de 100%.

II CHUTEIRA DE PRATA: 9ª RODADA: GRUPO A:

Bucets 7 x 4 Camelo

BUCETS VENCE LANTERNA CAMELO E FECHA EM 2º LUGAR


Volta de Xixi garante vitória para time que jogou com um a menos quase o tempo todo, após azul de Denys nos minutos iniciais

Por L. F. Saninana

O jogo Camelo x Bucets tinha tudo para ser uma partida tranqüila. O Camelo, último colocado do Grupo A, não tinha chances de classificação. O Bucets, já classificado, brigava com o Locomotiva para ver quem ficaria em segundo lugar no grupo. Outro fator que contribuiu para que todos pensassem que a partida seria um jogo de comadres era o fato de ambas as equipes terem muitos desfalques. O engano nasceu na semana prévia ao jogo, em que provocações no site esquentaram um jogo que tinha tudo para ser frio.

Os fuschetas, com Xixi mas sem metade do time, foram logo para cima e, em seu primeiro ataque, Xixi chutou de fora da área, o goleiro espalmou, Glauco pegou a sobra dentro da área e bateu. A bola desviou em um zagueiro do Camelo e foi por cima do gol. Como resposta, a equipe da pizzaria atacou com Pelé. O camisa 5 chutou de fora da área, após o goleiro adversário sair todo errado para tentar afastar o perigo. Denys, praticamente em cima da linha, defendeu com as mãos. Detalhe: ele não era o goleiro. Sem titubear, o árbitro marcou pênalti e mostrou o cartão azul ao jogador da fanfarra. Henrique, de pé esquerdo, com muita categoria, mandou alto, no canto esquerdo do goleiro, que nem saiu na foto e pulou para o outro lado.

Com a desvantagem no placar e no número de jogadores – afinal, o Bucets não tinha reservas para o lugar de Denys – no placar as coisas se equivaleram quando Xixi empatou. Ele cobrou falta pela meia esquerda, a bola bateu na barreira, mas voltou para ele, que não perdoou na segunda tentativa. Não demorou muito e a virada veio com Gabriel. Após passe de Xixi, o jogador chutou da ponta esquerda no ângulo direito do goleiro.

A equipe das duas corcovas empatou o jogo do mesmo jeito que abriu o placar. O goleiro Feto saiu do gol para tentar defender, mas acabou derrubando Iago dentro da área. O pênalti foi marcado e o cartão amarelo mostrado para o arqueiro. Com isso, Gabriel, um dos goleiros do time que jogava na linha por falta de jogador, teve que atuar no gol por dois minutos. Na cobrança, Fê Araújo, de pé direito, cobrou à meia altura no canto direito. O goleiro foi para o outro lado.

O Camelo queria a virada para deixar a lanterna e terminar com honra sua participação na Séria Prata, já que o TCM? havia perdido o seu jogo. O Bucets, por dois minutos, viu que o segundo lugar no grupo podia escapar e segurou como pode o placar. Com a volta de Feto ao gol, a equipe do fusca conseguiu desempatar com Rafa Storch, da entrada da área após passe de Gabriel. O assistente fez 4 x 2 para o Bucets no final da primeira etapa.

Com uma boa vantagem no placar, o Bucets voltou tranquilo para o segundo tempo com o objetivo de administrar o placar. O Camelo soube aproveitar o momento que o adversário não atacou e pressionou. Primeiro com Henrique: o zagueirão roubou uma bola no meio de campo, avançou e chutou de fora da área. A bola saiu à direita do gol levando muito perigo.

Com a pressão inicial, o Camelo diminuiu o placar. Cris Dantas ajeitou para Iago na entrada da área que chegou de trás e mandou no canto direito do goleiro. Continuando no ataque, o camisa 9 fez jogada individual e chutou em cima do goleiro, ele mesmo pegou a sobra e, dentro da área, sozinho, sem goleiro nem nada em sua frente, conseguiu mandar por cima do gol.

Como um camelo de verdade que armazena água em suas corcovas, a equipe da pizzaria resolveu gastar toda a energia armazenada e empatou o jogo. Pelé dominou na ponta direita e bateu cruzado rasteiro sem chances para o goleiro. Mas não deu nem tempo de comemorar o empate. Glauco, na direita, passou para Xixi, livre na segunda trave, fazer 5 x 4.

O Camelo quase empatou o jogo pela terceira vez. Após bate rebate na área e os dois times inteiros dentro da área, IAGOOOOOOO deu uma bicicleta dentro da área e a bola bateu nas duas traves, fazendo questão de não entrar. No contra-ataque, Pelé derrubou Xixi por trás e levou o segundo cartão amarelo, por consequência o azul. O jogador reclamou da punição e acabou levando o vermelho também.

Os camels sentiram a expulsão de seu jogador e acabaram levando o sexto gol. Glauco passou para Rafa Storch na meia direita, que chutou. A bola bateu na trave esquerda do goleiro e entrou devagar no gol. Com o final do jogo se aproximando o Camelo não tinha mais poder de reação. A equipe vermelha só reagiu na hora em que Henrique chegou mais forte em Xixi. O clima esquentou e a confusão começou. Alguns jogadores chegaram empurrando, outros tentando apartar. Relembrando que na última rodada o Bucets se envolveu em outra confusão. No final sobrou cartão vermelho para Henrique, capitão do Camelo, e Glauco, do Bucets. Com os ânimos acalmados, o jogo recomeçou e Gabriel fechou a conta chutando na saída do goleiro.

O Camelo terminou sua participação nessa edição do Chuteira de Prata com 3 pontos em 8 jogos.O Bucets garantiu o segundo lugar e segue como sério candidato a subir para a Série Ouro.

II CHUTEIRA DE PRATA: 9ª RODADA: GRUPO A:

Ras Time 4 x 4 Basicus

COM EMPATE E RESULTADOS, RAS SE CLASSIFICA E BASICUS É ELIMINADO


Vitória da superação de Roletinha sobre É Verdadeee elimina equipe rosa

Por L. F. Saninana

Ras Time e Basicus fizeram jogo chave da rodada do Chuteira de Prata: quem vencesse garantia vaga na próxima fase, quem perdesse teria que esperar o jogo entre É Verdadeee x Roleta Olímpico para saber se estava ou não classificado. O Basicus não queria depender do outro jogo e abriu o placar no começo da partida, com Love. O Ras, correndo atrás do prejuízo, tentou empatar de cabeça após cobrança de escanteio pela esquerda, mas Emilio evitou. O arqueiro só não evitou o gol de Mau depois de chute da entrada da área.

Porém, a equipe rosácea não se abateu com o gol sofrido e desempatou com Love de novo. Mas não deu tempo de comemorar, pois Mau empatou novamente após a zaga adversário deixá-lo livre.

O jogo era muito emocionante, com as duas equipes dando o sangue para não depender do outro jogo. Até mesmo o treinador da equipe rosada mostrou-se com determinação de ganhar. Cléber, mesmo com o tornozelo imobilizado, ficou em pé o jogo inteiro apoiado nas muletas. E com essa vontade Love quase desempatou para o Basicus, mas a trave o impediu.

O primeiro tempo chegava ao fim e as equipes criavam. No finalzinho, a zaga do Basicus deixou Dorado receber livre na esquerda da área. Com um leve desvio ele tirou o goleiro Emilio da jogada e fez 3 x 2 para o Ras Time.

Parecendo que os times tinham gastado todas as energias no primeiro tempo, a etapa final começou meio apática. Passes errados e sem criatividade, poucas chances de gol surgiram. Correndo atrás do placar e vendo que seu time não criava, o manager Cleber resolveu colocar Eduardo e depois Lamarck. Após as alterações, quem quase fez gol foi o Ras Time, com Mau. O camisa 17 acertou o travessão do goleiro Emilio. Como resposta, o Zizou rosáceo, Lamarck, em seu primeiro toque na bola, cruzou da ponta direita na cabeça de Bruninho. O goleiro Bruno Freire foi obrigado a defender em dois tempos e mandar para escanteio.

A entrada de Eduardo deu um novo gás na equipe rosada. Ele avançou pela esquerda, entrou na área e bateu cruzado para deixar tudo igual novamente. O próprio quase virou o jogo em um chute cruzado da ponta esquerda, mas Bruno defendeu com o pé, mandando pela linha lateral. Na cobrança, Bolas cabeceou no travessão.

O empate era bom para o Ras, pois mesmo que o Roletinha aplicasse uma goleada história no É Verdadeee, o máximo que aconteceria com a equipe azulada seria pegar a última vaga do grupo, deixando o Basicus de fora. Mas eles não queriam saber do outro jogo e fizeram de tudo para sair com a vitória e ficar com a quinta posição do grupo. Após cobrança de lateral pela esquerda, Anão desviou de calcanhar e fez um golaço para o Ras Time.

Precisando da virada para não depender do outro jogo, o Basicus foi todo para o ataque e conseguiu empatar novamente o jogo, desta vez com Fefê, que chutou da esquerda da área. O final foi dramático. Sob forte chuva, depois de uma manhã ensolarada, o banco de reservas da equipe rosácea ficou em pé e os jogadores, todos abraçados, incentivavam aqueles em quadra. O incentivo quase deu certo: Fefê avançou pela esquerda e chutou, mas Bruno defendeu em dois tempos.

A partida acabou empatada em 4 x 4. O Ras classificou e só esperou o resultado do outro jogo para saber em qual posição ficaria. Alguns jogadores do Basicus ficaram para ver e torcer pelo É Verdadeee diante do Roleta Russa Olímpico. No final, o Roletinha venceu seu jogo e tirou a equipe rosada da classificação, ocupando a última vaga. O Basicus saiu com honra do campeonato, já que na última edição fez uma campanha fraca e nessa temporada, depois de alguns reforços, quase conseguiu uma vaga na próxima fase.

II CHUTEIRA DE PRATA: 9ª RODADA: GRUPO B:

Xoro Paro 4 x 3 Pé de Pano

PÉ DE PANO PERDE DE POUCO, GARANTE VAGA E ELIMINA CORINGA


Perdendo, os pés de pano acertam o pé e descontam o suficiente para assegurar última aga do Grupo B no mata-mata

Por L. F. Saninana

Sabendo que não tinha mais chances de subir direto para o Chuteira de Ouro, o Xoro Paro entrou em quadra com o objetivo de ao menos conseguir o segundo lugar, para ir direto às quartas. Já o Pé de Pano podia perder por até 3 gols de diferença que garantiria a última vaga do grupo, deixando de fora o Coringa. Assim, o Coringa era XP na tarde de sexta.

Se fossemos relacionar esse jogo com numerologia, o número que definiria esse jogo seria o 2. Número que significa incerteza e dúvida. Veja por quê:

Quem começou atacando foi o XP. Rodrigo tentou “duas” vezes de cabeça. Na primeira, o goleiro defendeu, e no rebote ele mandou por cima do gol. Thiago também teve “duas” chances. Nas duas vezes o arqueiro Tiago defendeu. De tanto insistir o XP chegou ao gol com Negão após cobrança de escanteio.

O Pé de Pano respondeu com Tavogus. O camisa 4, múltiplo de “2”, tentou de voleio da entrada da área, mas a bola saiu perto da trave direita do gol de Dalton. Ele de novo teve uma “segunda” chance de empatar. Agora, da ponta esquerda, bateu cruzado e o arqueiro japonês espalmou.

Kuminha quis entrar na onda do número 2 e também por “duas” vezes tentou ampliar o marcador, mas parou no goleiro. A equipe do gesto obsceno pressionava, mas não conseguia ampliar o placar. O PdP aproveitava a pressão e, através dos contra-ataques assustava, mas sempre parava no goleiro Dalton, em tarde inspirada.

Quase no final do primeiro tempo, Peba, do Pé de Pano, chutou da direita da área e o arqueiro evitou. O XP, vendo que a situação podia ficar complicada, conseguiu abrir vantagem no último lance de perigo da primeira etapa, com Kuminha.

Com a vantagem de “dois” gols no placar, o XP voltou para a etapa final com uma alteração. Dalton deu lugar ao “segundo” goleiro, Danilo. Com o número 2 cercando o jogo, a pergunta era: 2 vira, 4 acaba?

A resposta veio nos primeiros minutos. Rodrigo, no meio da área, deu um toquinho por cima do goleiro e anotou um golaço. Só faltava um gol para descobrirmos a resposta da pergunta acima. Então, Dada arriscou um chute do meio da rua para acabar de vez com essa dúvida. Mas o goleiro, bem posicionado, desviou de leve a bola, que bateu caprichosamente no travessão.

O maestro do time, Kuminha, resolveu responder a pergunta. Na esquerda da área, o camisa 10 fez 4 x 0 para o Xoro Paro. O “segundo” gol da equipe no “segundo” tempo e o “segundo” dele no jogo.

Com a goleada “teoricamente” decretada, o jogo para o XP parecia ter acabado mesmo, pois a equipe não atacou mais. Vendo a classificação escapar com esse resultado, o Pé de Pano foi todo para o ataque e conseguiu diminuir com Japinha. Ele cobrou falta pela meia direita e acertou a barreira. O próprio pegou a sobra e fez 4 x 1. O placar devolvia a vaga para o cavalo do pica-pau. Não querendo arriscar ficar fora de novo, caso tomasse um gol, o PdP fez mais um, com Tavogus. Após receber na entrada da área, ele chutou na saída do goleiro. O resultado já era suficiente, mas Tavogus também quis fazer parte dessa história que envolveu o número 2 e fez o “segundo” dele no final do jogo.

Com o placar em 4 x 3, o Xoro Paro, que já estava classificado, ficou com a “segunda” posição do Grupo B, passando o Elefantes, e agora folga nas oitavas. O Pé de Pano conseguiu sua classificação na última rodada, tirando o Coringa graças ao saldo de gols, “dois” de diferença. Agora os pés de panenses têm a difícil missão de enfrentar o Locomotiva Tarja Preta nas oitavas de final. Pé de pano contra pé de ferro...

II CHUTEIRA DE PRATA: 9ª RODADA: GRUPO A:

RR Olímpico 4 x 2 É Verdadeee

NA EMPOLGAÇÃO E VONTADE, ROLETINHA DERROTA É VERDADEEE E SE CLASSIFICA


Em jogo que só a vitória interessava, Roletinha apronta para cima do time de Gavião e rouba 6ª posição de Basicus

Por Renan Lamarck

Sob uma forte chuva que caía no final de tarde paulistana, exatamente após o empate do Basicus diante do Ras Time, o Roleta Russa Olímpico encarou a equipe do É Verdadeee sabendo que precisava da vitória para se classificar. O Roletinha prometia correr atrás dos três pontos até o minuto final, como ficou claro quando o técnico Baru pediu sangue e a vida nos minutos finais para garantir a vitória.

Rolou a bola e os comandados de Baru entraram mostrando empolgação. Com o campo escorregadio, a bola não parava, e todo lance era duramente dividido. De um lado, Casari, o melhor goleiro da primeira fase do Chuteira de Prata, realizava algumas defesas nos primeiros minutos de partida, do outro, pelo É Verdadeee, quem mais se destacou no início foi o zagueiro King, seja pelo alto, cortando de cabeça, ou pelo chão, onde se antecipava e ganhava a bola dos rápidos roletinhas.

Ainda de baixo de uma chuva que ora apertava ora dava uma trégua, Brian fez falta no meio de campo e foi premiado pelo senhor juiz com um cartão amarelo. Na cobrança da infração – enquanto alguns mais desavisados, vendo o jogo de longe perguntavam se tinha sido gol do Roleta, pois a falta foi exatamente na linha que divide o campo –, Master recebeu bola rolada pelo companheiro e acertou uma pancada sem chances de defesa. O É Verdadeee saía na frente e quem comemorava eram os jogadores do Basicus.

Para a segunda etapa, o Roleta Olímpico voltou com outra postura. No entanto, antes de finalmente partir em busca da virada, foi o time de Gavião e Fúria quem mais ameaçou e por muito pouco não ampliou. Todavia, Casari seguia fundamental em campo – "ai se não fosse ele...", deve pensar alguém do Basicus –, Shev bateu de voleio e o arqueiro pegou. Pouco depois o mesmo Shev do É Verdadeee arriscou tiro rasteiro, mas o goleiro foi buscar no cantinho.

A tarde era de Casari e, ao mesmo tempo que a chuva diminuía, o camisa 1 do Roleta fez duas sensacionais defesas, primeiro ao sair nos pés de Latrell e afastar a bola, e na sequência ao espalmar cabeçada à queima-roupa do gigante do É Verdadeee, dentro da área.

Depois da pressão sofrida no início da etapa complementar, os roletinhas resolveram enfim entrar no confronto. De bico, Brian acordou seu time ao mandar a pelota para o fundo do gol adversário e empatar o jogo. Contudo, para os roletas não bastava o empate. Assim, Folha finalmente apareceu para a partida e marcou um golaço. De primeira, o camisa 14 acertou um chute de rara felicidade e virou, com direito a comemoração a la maquinista para Publius, que assistia ao jogo e torcia contra o EV, que se ganhasse passava a locomotiva publiana na classificação geral.

Do lado de fora, Ceron, que segue se recuperando de lesão na mão, vibrava muito com o gol de seu companheiro, aliás, caso o Roletinha chegue na grande decisão Ceron garantiu que estará em quadra para defender sua equipe. No entanto 2 x 1 ainda era um placar perigoso, tanto que, valendo-se da única falha de Casari em toda a tarde de sábado, novamente Master marcou um belo gol. Ele observou o estranho posicionamento do arqueiro e mandou a bola por cobertura do meio de campo, tudo empatado de novo.

Pina, zagueiro do Olímpico, seguia cortando tudo lá atrás, mas foi sua investida no ataque que lhe rendeu o MVP da partida. De cabeça o zagueirão do Roleta fez o terceiro de seu time e saiu vibrando muito. Do lado de fora, na mesma sintonia, Ceron também comemorava.

O pouco tempo que restava era de se imaginar que fosse de pressão por parte do É Verdadeee. Assim, com todas as forças o time atacava, mas bravo o Roletinha se defendia com Pina e também com, o ex-Xoro Paro, Fábio. Pouco depois da trave salvar Casari de mais um empate, o Roleta Olímpico armou um contra-ataque para matar o jogo. E matou: Brian arrancou pelo meio e serviu Gogof. Um toque na saída de Reyna e o Roletinha estava garantido nas finais de mais um Chuteira de Prata.

Apito final, a roletada saiu correndo pelo gramado fazendo festa, parecia que haviam ganhado uma final de campeonato. Baru era um dos mais animados e todos os companheiros se abraçaram. Enquanto isso, do lado de fora da quadra, os jogadores do Basicus mostravam em seus rostos tristes a melancolia de ficar fora do mata-mata. O Basicus sobrou de novo.
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