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Notícias de 25/09/2008

AURORA VENCE MAIS UMA E CONSOLIDA CAMPANHA IMPECÁVEL


Time pouco conhecido e praticamente nada comentado nesta sexta edição do Chuteira de Ouro, o Aurora vem fazendo campanha impecável. Chegaram sorrateiramente, venceram o primeiro jogo, o segundo, o terceiro e agora venceram o quarto diante do Atlético Pagalanxe. 5 a 3 foi o placar, mas podia ser bem mais elástico se não fosse o goleiro Erich e a má pontaria dos atacantes.

Em menos de 2 minutos de jogo, a zica do Yanes ao Pagalanxe fez mais uma vítima – Igor vai ao chão com uma contusão no tornozelo, que deixou um inchaço digno de profissional. Estava ali mais uma indicação que as coisas não seriam nada fáceis para os laranjinhas de Bruno e do goleiro Erich.

O jogo começou parelho, com o Aurora buscando a iniciativa justamente por ser o time na ponta da tabela e com a responsabilidade da vitória. Numa cobrança de lateral, Pena pega de primeira no meio da área sozinha e a bola vai pra fora, passando raspando a trave direita de Erich. Foram ao menos mais três oportunidades claras de gols do Aurora, todas com intervenção do ótimo goleiro, que buscou uma linda bola no ângulo, salvou outra com os pés e desarmou Julio Sérgio com os pés quando este ia marcar. Mas Erich não conseguiu impedir o belo gol de cabeça no ângulo de Wellington, após cobrança de escanteio.

O gol não mudou muito a forma de jogar das duas equipes, que continuaram equilibrando as ações ofensivas, sem tanta coordenação e eficiência que levasse muito perigo ao gol adversário. As defesas falhavam constantemente, obrigando os goleiros a trabalharem mais. Leo Alemão fez ao menos duas boas defesas antes que Nardelli saísse frente a frente com ele e chutasse para sua defesa. Como seria corriqueiro no segundo tempo, o rebote sobrou para ele mesmo, que empatou a partida.

O Aurora logo desempatou, com Tiago Moura, num chutão que passou do lado direito de Erich. Tudo indicava que o time branco levaria a vantagem para o segundo tempo, mas a defesa resolveu comprometer e, numa saída de bola errada, Bruno Predolin roubou e seguiu livre para marcar. Thiago Maradona só ficou olhando o gol do polêmico camisa 9, sem nem se mexer para tentar impedir. E foi em 2 a 2 que o primeiro tempo terminou.

Parecia que o equilíbrio seria mesmo o destino da partida. Só parecia, pois o que se viu no segundo tempo foi um passeio do Aurora, que teve mais uma vez em Pena o regente da vitória, desta vez escudado pelo meia Maradona e pelo centroavante brigador Wellington. Os laranjinhas sucumbiram em menos de 10 minutos, quando Pena marcou o terceiro gol após cortar para dentro e mandar um chute rasteiro de direita. Erich espalmou, a bola bateu na trave, subiu e entrou no gol, confirmando a zica da equipe laranja.

Antes do terceiro gol, bem que o Pagalanxe tentou. Em cabeçada de Rafael Lamarca, Leo Alemão fez outra ótima defesa. Do outro lado, Tiago Moura chuta e é travado. A bola sobra pra ele mesmo, que incrivelmente chuta para fora. Em outra jogada, Pena chutou forte e a bola espirrou no próprio companheiro Maradona, que desviou involuntariamente, impedindo o gol. Mais uma jogada de perigo e de gol certo do Aurora. A bola ia entrando quando surge o pé salvador de Rodolfo para evitar o gol em cima da linha. Mais tarde, seria o camisa 8, Lucas Soares, que tiraria outra bola em cima da linha.

Do lado do Pagalanxe, Simões lutava muito tentando chegar ao gol, mas o goleiro Alemão estava lá para segurar as pontas. Mas as principais jogadas do Pagalanxe não conseguiam ter conclusão e geravam contra-ataques. Nestes, a triangulação entre Pena, Maradona e Wellington levavam muito perigo. O camisa 7 teve oportunidade de marcar ao menos quatro vezes, mas perdeu todas diante de Erich, que salvou mais uma vez o Pagalanxe fechando o ângulo.

E de tanto bater o Aurora conseguiu. Novamente Pena marca, fazendo o quarto gol aos 14 minutos. A desorganização ofensiva do Pagalanxe contrastava com a velocidade dos contra-ataques do Aurora, que fechava com rapidez no toque de bola. E numa troca de passes relâmpago Maradona e Caio César chegaram ao gol adversário, com o primeiro marcando o quinto do Aurora.

A partida seguia para seu fim, mas ainda deu tempo de Murilo marcar num contra-ataque o terceiro gol, suado, dos laranjinhas. Para infelicidade do Aurora, no minuto final do jogo Tiago Moura pára jogada ofensiva quando o jogador laranja chegava na área. Praticamente o último homem, tomou o cartão azul pelo perigo de gol da jogada e por ser uma falta por trás (ele chegou atropelando). Após a cobrança, que não rendeu nada, o apito final de jogo soou, decretando a quarta vitória do Aurora em quatro jogos.

GIRO SP REAFIRMA ASCENSÃO DIANTE DO FORA DE SÉRIE


Parece que os dias do Fora de Série no Chuteira de Ouro estão contados. Já se fala em um possível descenso do time, que, após fracassos consecutivos nas primeiras etapas do campeonato, perdeu novamente. Apesar de ter se saído bem em alguns momentos, o Fora decepcionou no geral e perdeu de 5 a 2 para a Giro SP, equipe que a cada jogo vem evoluindo como conjunto e aprimorando seu futebol.

A garoa fria que caía no início da partida aparentemente influenciou o comportamento de quem estava em campo, uma vez que os primeiros minutos de jogo foram bastante maçantes. O Fora de Série tocava a bola devagar na retaguarda, enquanto os jogadores da Giro trombavam a todo instante com os rivais no meio de campo.

Aos 3 minutos, contudo, um ataque do Fora de Série mudou completamente o ritmo do jogo. Tocando a bola devagar, o time confundiu a zaga do rival e colocou Rafael Chulapa na cara do gol. Como fez em vários momentos da partida, o atacante perdeu a chance ao chutar torto para fora. O lance alertou a Giro, que percebeu rapidamente seus pontos vulneráveis e passou a usar sua melhor tática de defesa: pressão total. A equipe cresceu muito após se sentir ameaçada e com os passes ágeis e as tabelas entre Manente, Peixão e Jefferson, manteve o jogo na área do Fora de Série por um bom tempo, assustando constantemente um dos novos goleiros do Fora de Serie, Schmith (no segundo tempo, o outro goleiro, Ângelo, entrou).

O Fora de Série até tentou alguns contra-ataques, mas não conseguiu criar nenhuma ameaça concreta para o oponente. As poucas vezes que o time chegou na área da Giro foi com as investidas de Cadu e Chulapa, prontamente anuladas pelos zagueiros Peixão e Flavião, além do goleiro Guilherme – agora sem óculos, já que usava suas novas lentes de contato adquiridas na 25 de março. Enxergando tudo e sem medo, o goleiro praticamente só trabalhou em cobranças de escanteio ou lateral para dentro da área, quando saía socando a bola ou mesmo para ficar com ela em definitivo.

O primeiro gol da partida só veio aos 13 minutos, quando Peixão aproveitou a oportunidade de cobrança de falta e bateu forte. A barreira, medrosa, abriu e a bola foi para as redes. Entretanto, nem um minuto se passou para o Fora de Série empatar, com Rafael Garrafa, um chutaço de fora de área.

O empate recuperou o ânimo do Fora, cuja preocupação maior era mesmo se defender. A equipe celeste passou a buscar mais o jogo e a atacar de maneira mais ordenada, com Cadu e Chulapa recebendo boas assistências de Danilo Almeida. Todavia, os dois gols que a Giro marcou no finalzinho do primeiro tempo foram como um balde de água fria para o Fora. A falta que o estreante Mário, trazido pelo técnico Batata, bateu no ângulo da trave e a bomba que Flavião soltou desestabilizaram completamente o Fora de Série, que viu virar o tempo com uma desvantagem de 3 a 1.

A Giro ainda ditava o ritmo da dança no começo da segunda metade do jogo. Cabrito mostrou-se o grande nome da equipe no ataque: corria sem parar atrás da bola, executava passes precisos e mandava chutes perigosos em direção ao gol adversário. Certamente o placar fosse bem mais elástico para a Giro SP caso o Fora de Série não tivesse com os ótimos Carlão e Rica em sua zaga. A dupla desarmou muito e abafou diversos chutes que tinham endereço certo.

O rendimento da Giro começou a cair quando de novo Garrafa diminuiu para o Fora de Série com um gol de cabeça aos 6 minutos. A equipe de Batata começou a ficar acuada entre as ofensivas do trio Clebão, Cadu e Garrafa, além do veloz Danilo. Para complicar a situação da Giro, Rica passou a diminuir os espaços, impedindo que João e cabrito completassem as jogadas.

No entanto, o dia era mesmo da Giro. A defesa do time segurou bem as investidas do Fora e deu tempo para que seu ataque se recobrasse. E que reabilitação! Em menos de um minuto, a Giro aproveitou o cartão amarelo de Danilo e marcou mais dois golaços. O primeiro, uma triangulação entre Manente, Cabrito e Jefferson, com Mário completando. O segundo foi fruto de uma jogada semelhante, Cabrito ficou livre e só tocou para Mário completar, fechando o jogo e o placar em 5 a 3.

No final do duelo, enquanto os integrantes do Fora de Série discutiam fervorosamente entre si, a garotada da Giro era só sorrisos na saída de campo. Batata, técnico da equipe, exibia o maior deles. Ao ser questionado sobre a receita do sucesso da Giro nesse jogo, respondeu, entusiasmado: “Nós apenas exploramos o nosso melhor, que é a marcação de meio de campo e a defesa. Com isso, aproveitamos que o time deles ficou com um a menos e matamos no final”.

Sábado a Giro tem seu primeiro grande desafio para provar que veio para ficar. Encara o Joga 13. Enquanto isso, o Fora de Série tenta a recuperação diante do Muleke Piranha. Jogo totalmente aberto, entre uma boa defesa contra um ataque muito ligeiro.

EB LUTA MUITO, MAS PERDE COM GOL NOS ACRÉSCIMOS DO KADÊNCIA


Entre os jogos mais emocionantes da quarta etapa, Equipe Broder x Kadência figura facilmente. Disputadíssimo do início ao fim, o jogo marcou, sobretudo, a recuperação definitiva da turma do Compre Bem, que, no jogo anterior, já havia calado os comentários a respeito de sua queda para o Chuteira de Prata. Entretanto, a recuperação estána forma aguerrida de jogar, pois os resultados ainda não vieram. E EB lutou muito, mas deixou escapar a vitória nos acréscimos e, detalhe, quando tinha um jogador a mais em campo. Mas fato é que, mesmo sendo derrotados pelo invicto e líder isolado Kadência, os broders apresentaram finalmente um futebol seguro, coeso e repleto daquela força de vontade que só a equipe tem.

A peleja começou agitada, mas com ambos os times se estudando pelo toque de bola. Gabriel Borges e Éricão fechavam o meio de campo do Broder e faziam a ponte para Edu e Vitor Mutssinha avançarem pelas laterais. O Kadência seguia jogando do jeito que sabe e gosta: cerrando a defesa e armando contra-ataques perigosos. Apesar de o artilheiro Pedrinho Henrique estar apagado, Cristiano estava lá para receber os passes precisos de Paulinho e ameaçar o gol adversário.

O Broder logo reagiu e passou a pressionar o Kadência, acuando-o de um jeito que só o Joga 13 foi capaz de fazer, na rodada passada. O goleiro Renato mostrou serviço e barrou várias investidas mortais, a maioria de Edu. Entretanto, sucumbiu ante a cabeçada sorrateira do oportunista Marcelinho, que, aos 10 minutos, pegou todo mundo de surpresa ao mergulhar de peixinho no primeiro pau em cobrança de escanteio praticamente no pé do zagueiro e mandar uma bola cruzada sem chances para Renato.

O susto fez com que o Kadência começasse a jogar mais no ataque. Pedrinho acordou e passou a atuar com maior eficiência, auxiliando Paulinho na hora de abrir espaço na zaga adversária. Atuando mais em conjunto, o time conquistou o empate com um chute cruzado de Cristiano, assistido pelo maquinador Paulinho. A bomba fez com que a bola passasse certinho em uma brecha da defesa do Broder e morresse no canto direito do goleiro Mutssa, o atacante que é terceiro goleiro da equipe.

O espírito de jogo do Kadência se elevou. O time se encorajou e passou a apertar a EB. Todavia, Pedrinho estava com sérios problemas para finalizar: quando o atacante não tinha de enfrentar a dura marcação de Soneca, acabava chutando para fora. O jogador só foi se redimir aos 12 minutos, quando fez um lançamento/cruzamento primoroso que Paulinho pegou no alto de cabeça para mandar no ângulo contrário de Mutssa, que nem viu a bola passar. Uma cabeça certeira e belíssima.

Os broders pediram tempo para se recompor. Contudo, de nada adiantou, já que o Kadência continuava a controlar a partida com o trio Paulinho, Pedrinho e Cristiano. A equipe só foi se recuperar e revidar após o intervalo, momento em que Edu e André Lapa, irmão do craque Lapa, assumiram o controle da bola e passaram a arriscar mais chutes ao gol. Vitinho, nulo no primeiro tempo, voltou aceso e já chegou causando: além de empatar o duelo com um golaço de cabeça, o irmão de Mutssa, em uma de suas investidas, deu um rolinho maravilhoso na lateral bem diante da torcida no craque Pedrinho, que visivelmente ficou irritado com o lance e com a gozação que impreterivelmente veio da arquibancada.

Entusiasmado com o empate, a EB se encheu de raça e, poucos minutos depois, virou o jogo com o gol de Gabriel Borges, que jogava com a camisa do inesquecível Toledo: o jogador se aproveitou da distração do zagueiro Julian, que no momento reclamava de uma falta não creditada ao seu time, e chutou de fora da área para o meio do gol. Julian, o grande nome do Kadência no setor defensivo, se revoltou, mas acabou rindo por último, pois logo em seguida aproveitou uma chance de cobrar falta e empatou o embate novamente. Foi um golaço, mais um de falta para a coleção de belos gols do Chuteira de bola parada. Quase em cima da linha, um chute aberto no ângulo do goleiro.

A Equipe Broder seguia pressionando a todo instante, com fome de virada e pressionado pela necessidade da vitória. Não obstante, os meio-campistas broderianos começaram a marcar bobeira e abriram para o Kadência contra-atacar. O time de Paulinho não perdoou e, aos 19 minutos, marcou o quarto com Pedrinho, que finalmente acertou o gol após pegar rebote de Cássio. Kadência passava à frente de novo.

Em seguida, o lance mais polêmico do jogo: Vitinho perde bola no ataque para Paulinho. A bola espirra e ambos correm para tomar a dianteira na jogada. O camisa 20 do Bróder se antecipa e, segundo a arbitragem, deixa o braço com mão fechada na cara de Paulinho. Não houve titubeio – o cartão vermelho foi dado na hora, para início de uma confusão após ser amarelado por uma falta. Enquanto isso, Paulinho dava seu show ao chão se condoendo do lance.

Mas o Kadência não soube se aproveitar. No mesmo lance, o bate-boca acabou fazendo o goleiro Renato tomar cartão amarelo por xingamento. Para piorar, ao tirar a camisa para passá-la ao companheiro Julian, o árbitro sacou o cartão azul ao mesmo, deixando o goleiro de fora do resto da partida. A decisão da arbitragem irritou a torcida, que passou a xingar muito junto com Lapa e amigos broderianos. Pelo lance do goleiro, Betão, atual goleiro do Fúria, que estava lá acompanhando o jogo, ficou profundamente transtornado e começou a xingar e a berrar do lado de fora tudo que estava entalado dentro dele. Mas, como sempre, foi amansado pelos amigos.

Os minutos finais foram tensos e emocionantes. Sem goleiro, Cristiano teve sua atitude mais burra até então que só não foi pior porque ao final o time ganhou. Mas num lance bobo, de lateral em seu ataque, ele se irritou e chutou a bola para longe. O amarelo deixou o Kadência com um a menos e sem goleiro – combinação que tinha tudo para dar errado. E parecia que ia dar mesmo quando Soneca empatou a partida após cobrança de falta, não sem antes Julian fazer uma bela defesa pegando uma bola rente a trave.

Os broders gritavam pelos acréscimos do jogo parado. Queriam o tempo que enfim poderia dar a vitória ao time nesta competição. Mas o time, na ânsia de ganhar, acabou abrindo uma brecha que o Kadência não perdoou. Do meio de campo, Cássio encontrou Paulinho livre – mas mais que livre, quase numa solitária – dentro da área. Detalhe: EB tinha um jogador a mais. O matador não fez mais do que está acostumado: matou a bola e na saída louca de Mutssa para impedir o gol, tocou no cantinho para sacramentar mais uma derrota da EB e mais uma vitória do Kadência. Claro, o gol mereceu uma explosão de gritos e urros por parte do time vitorioso, enquanto Mutssa pagou geral para seu time.

Com esse resultado, o Kadência segue na liderança, tranqüilo para pegar o Diabos Laranjas na próxima rodada. Já o Broder permanece entre os últimos do campeonato e, para piorar, enfrenta o temido pero no mucho más SNG. E sem Mutssinha. É esperar para ver se a raça da equipe vai contornar o desfalque e conseguir a vitória, vital para a sobrevivência do time no campeonato.

SEM GUITOLÊ, BENGALAS SUA E PASSA PELO THE VERAS


“Estreamos”. Foi assim que o capitão Pedro definiu o jogaço entre seu time, o The Veras, e o invicto Bengalas, válido pela 4ª rodada do Chuteira de Ouro. Pelo lado do Bengalas, quando Guitolê, que não jogou, soube do resultado, provavelmente pensou: “Engrenamos”. De certa forma, ambas as equipes saíram satisfeitas de campo – um pela vitória, outro ao menos pelo bom futebol demonstrado. No duelo de novatos, quem se deu melhor foi o Bengalas, que, mesmo desfalcado, venceu por 8 a 5 e manteve sua invencibilidade no torneio.

O Veras, ferido pelas críticas que acusavam o time de ser muito defensivo, começou a partida com nítidas mudanças táticas em relação aos jogos anteriores. A marcação na saída de bola adversária surtiu efeito e, na primeira metade da etapa inicial, o Bengalas não conseguiu armar jogadas mais agudas para as conclusões do talentoso peso pesado Marcelo Bizu. O time azul-grená contou com o excelente desempenho do trio defensivo formado por Cucio, Cássio e Felipe para retomar a bola com velocidade e tramar jogadas no campo ofensivo. E martelou tanto que, aos 7 minutos, foi recompensado. O habilidosíssimo Victor, grande destaque do primeiro tempo, demonstrando oportunismo, apareceu na área e completou uma rápida tabela, fazendo 1 a 0 para o The Veras.

Foi então que o Bengalas se encheu de brio e decidiu mostrar que, afinal, era ele o invicto por ali. O camisa 2, Fernando Forte, passou a se apresentar mais para o jogo, forçando a até então infalível marcação do Veras afrouxar. As tabelas bonitas pareciam ser a chave para o sucesso em uma partida tão disputada. E foi exatamente assim que os bengalenses chegaram ao empate, com o próprio Fernando Forte. Logo em seguida, o zagueiro André foi afastar a bola e chutou em cima de Bizu. Para a infelicidade do defensor, a pelota espirrou no atacante conseguiu nem assimilar o golpe. Menos de 2 minutos depois, Fabio Capello chegou à bola antes da marcação e anotou uma virada incrível: 3 a 1 para o Bengalas. Enquanto isso, os atônitos juízes procuravam fôlego para silvarem o apito e encerrarem o primeiro tempo.

No intervalo, a ordem no The Veras era não desanimar. O meia Nico fazia questão de frisar que o time estava muito bem no jogo e que a virada estava longe de ser um sonho. O Bengalas, por sua vez, parecia determinado a explorar os contra-ataques e as brechas na marcação adversária, que certamente surgiriam, para matar o confronto.

O segundo tempo começou e os verenses, já mais calmos, trataram de pôr a bola no chão. Após passe de primeira de Pedro, Deco dominou com extrema categoria, se livrando de um zagueiro e deixando o goleiro Robson, que vinha fazendo excelente partida, na saudade. O placar mostrava 3 a 2 e o jogo era eletrizante. O Bengalas viu sua vantagem ruir e a vitória parecia escapar por entre os dedos quando o centroavante Moura, que chegou atrasado e começou o jogo no banco, tirou a barriga da miséria e, após belo giro de corpo, empatou o confronto novamente. O júbilo dos jogadores do The Veras contrastava com a decepção dos atletas bengalenses, que julgavam terem feito o suficiente para terem melhor sorte.

O futebol, contudo, é mesmo imprevisível. E é em momentos de dificuldade que se sobressaem os grandes times. Foi essa a lição que o Bengalas deu a partir desse momento, contando com a impressionante capacidade do trio formado por Fernando Forte, Bizu e Fabio Capello, que mostrou muito faro de gol ao marcar o quarto tento bengalense.

Ambas as equipes buscavam decididamente a vitória e não havia mais tempo para administrar o placar. O zagueiro Felipe, até então um dos nomes do jogo, no afã de salvar uma bola que saía pela lateral, derrubou o veterano volante Jacaré, do Bengalas. Revoltado pela rispidez do lance, o experiente meio-campista não aceitou as desculpas do defensor rival e citou até os avós do jogador do The Veras em seus xingamentos, atentamente observados pelo árbitro. O resultado: cartão azul para ambos os envolvidos e alguns preciosos minutos perdidos.

Com as duas equipes com 6 jogadores em campo, o jogo abriu de vez. Eis que o nome do jogo aparece para começar a definir a partida. Bizu aliviou a pressão e fez 5 a 3 para o Bengalas, para delírio do jogador, que colou na rede do gol vibrando muito. Mas, em seguida, foi a vez do troco, dado pelo matador Moura, em cabeçada certeira, diminuindo o prejuízo para o The Veras.

A jovem equipe azul-grená, no entanto, se mostrou inexperiente e errou taticamente ao tirar um zagueiro para a entrada de um meia-atacante. A alteração era justamente o que o ótimo time do Bengalas precisava para definir de vez a partida. E em menos de quatro minutos, em três contra-ataques rápidos, os nomes do jogo pelo Bengalas – Fabio Capello, Fernando Forte e Bizu –, decidiram o jogo. Os três fizeram 8 a 4 e impressionaram o bom público que compareceu ao PlayBall. O último gol de Bizu foi uma explosão de alegria e comemoração, na quadra 6 em que rolava o jogo e na torcida da quadra 4, que via Equipe Bróder x Kadência. A torcida do outro jogou ovacionou Bizu, gritando seu nome e comemorando com ele, que ouviu os clamores e acenou para a torcida em sinal de agradecimento. Eram 18 minutos e uma vantagem de 4 gols. Praticamente encerrada a fatura. Só apenas o meia Nico do Veras, que num chute forte e colocado de média distância, ainda diminuiu o estrago e deu números finais a uma grande partida: 8 a 5.

Com o resultado, o Bengalas segue 100% e com a certeza de que é um time maduro, entrosado e talentoso o suficiente para lidar com desfalques da magnitude de Guitolê, que segue como o artilheiro do certame. A peleja mostrou também que Guitole tem em seu irmão Bizu um nome a dar trabalho, junto com ele ou mesmo substituindo o camisa 17. Do lado do Veras, uma segunda derrota seguida, contra outro favorito do grupo, mas também a certeza de que o ataque enfim desencantou e mostrou que o time tem capacidade de ser mais que um time retranqueiro. "Nos aguardem", prometeu o misterioso e confiante capitão Pedro.

MELVILLE POWER SOBRA CONTRA ROLETA RUSSA


Após uma vitória tranqüilizadora contra o Muleke Piranha, o Roleta Russa tinha uma prova de fogo na quarta etapa: encarar o Melville após este ter engolido a seco o empate com o Diabos Laranjas. E na prova o Roleta se queimou num placar de 4 a 1. Mesmo jogando e lutando bravamente, o time sucumbiu ante ao bombardeio conjunto de Felipe e Alemão, que novamente dominaram o jogo e garantiram outra vitória para o Melville.

Habitualmente defensivo, o Roleta começou atacando pesado pelo meio de campo. O craque Kuminha seguia driblando e pedalando pelo centro, enquanto Rick arrancava pelas laterais e se posicionava na área do Melville para receber e tentar as finalizações. Apesar da eficiência das investidas, a dupla encontrou problemas para finalizar: não bastasse o gramado molhado pela chuva, Jose e Garo marcavam duro os jogadores do Roleta e faziam a conexão para Felipe e Alemão contra-atacarem.

Os atacantes do Melville não bobearam e, aproveitando uma dessas oportunidades, logo estrearam o marcador. Logo aos 2 minutos, Alemão cortou o meio de campo e passou para Felipe, que disparou da lateral esquerda e cruzou a área da equipe rival. Um leve toque do jogador foi o suficiente para colocar a bola no cantinho do gol adversário e anunciar ao goleiro Luiz Eduardo que muita pressão ainda estava por vir.

Para tentar contornar essa situação, o Roleta passou a abrir caminho pelas laterais com Bocha, que em má fase não conseguia sucesso em suas investidas. Kuminha e Rick continuavam a avançar com raça pelo centro. Bob, apático desde o início da partida, foi substituído por Martins. O camisa 29 ajudou a solidificar a defesa da equipe rubro-negra e serviu muitas vezes como ponte para contra-ataques. Enquanto isso, o Melville, por sua vez, tratava de provar que todo esse esforço do oponente era inútil, já que Jose e Garo continuavam a marcar duro e a dupla Felipe e Alemão prosseguia sufocando o Roleta. Destaque para Luiz, mais parrudo a cada semana: o goleiro agüentou firme por um bom tempo e salvou seu time de levar vários gols.

Tamanha era a pressão exercida pelo Melville que o Roleta foi obrigado a pedir tempo para se recompor. A equipe voltou melhor após o intervalinho e, graças à entrada de Brian e Foguinho, passou a ameaçar com mais freqüência o gol do rival. Entretanto, quem ainda orquestrava o duelo era o Melville. Com um lindo gol de cabeça, Felipe, aos 19 minutos, fez 2 a 0. 4 minutos depois, Waltinho, assistido por Felipe, chutou por cima do goleiro Luiz, ampliando para 3 a 0 e fechando o primeiro tempo.

A segunda metade do jogo foi marcada pela agressividade e pela determinação de ambos os times, sobretudo do Roleta Russa. O Melville mantinha sua superioridade e não perdoava chances de contra-ataque, assustando o goleiro Luiz a todo instante com as jogadas rápidas de Felipe e Alemão, que só não fizeram mais gols porque, com a bola escorregadia, a finalização saía torta ou o pé deslizava e não pega na redonda em cheio. Felipe perdeu ao menos três gols feitos ao ver a bola correr demais ou não pegar nela em cheio em razão da umidade.

Já o Roleta, que começou o segundo tempo tocando a bola na retaguarda, deixou sua defesa sob a responsabilidade de Baru e Martins, que assumiu de vez a posição de retaguarda jogando pelo Roleta, e partiu para cima com tudo. Bocha e Pina articulavam jogadas pelas laterais enquanto Kuminha e Bob, que voltou com muito mais raça, davam trabalho aos zagueiros adversários pelo meio. Brian fazia o pivô ou caía pelas pontas, tentando espaço para os arremates.

Valendo-se de um ataque mais voluntarioso que eficiente e bem coordenado, o Roleta dominou a posse de bola e passou a ameaçar constantemente a área do Melville. Mas a defesa da equipe vice-campeã segurou bem a onda e só foi ceder aos 20 minutos, quando Bob recebeu de Rick e chutou cruzado, marcando o gol de honra do Roleta. O Melville não deixou barato e, nos instantes finais da disputa, descontou com gol de Alemão, fruto de tabela com Felipe. O lance veio como uma redenção para o jogador, que, apesar de ter criado as melhores oportunidades do Melville ao longo da partida, perdeu muitos gols no segundo tempo.

Final de jogo com placar de 4 a 1 para o Melville, de Maurício Miranda, que sempre falou aos borbotões que o Roleta não era de nada e que quando jogassem seu time ia golear. Dito e feito.

Com esse resultado, o Melville recupera-se do empate com o Diabos Laranjas e retoma a vice-liderança do grupo B, estando atrás do invicto Kadência e empatado em pontos com o próprio Diabos. Já a situação do Roleta não é das melhores: por conta de dois empates e apenas uma vitória, o time está na oitava posição do grupo B, com apenas 5 pontos. O lado bom é que a equipe já enfrentou as pedreiras Melville e SNG. O lado ruim é que, na próxima rodada, enfrenta o forte Estudiantes de la Vila, que deve estar bastante insatisfeito com a derrota sofrida para o Diabos Laranjas. A previsão é de que a partida seja pegada, pois é a grande chance que ambos os times têm para se reabilitar.

MACHUPICHU E DANILO RENASCEM CONTRA TOSCO


O jogo tinha tudo para ser mais um jogo fraco, afinal, dois dos lanternas do Grupo A se enfrentavam e eram times amigos, formados por ex-colegas de colégio. Enfim, a conjuntura de fatores para um jogo sem graça estava armada. Entretanto, era a chance tanto de MachuPichu quanto de Tosco escapar da incômoda posição de 0 pontos no torneio.

O Tosco começou mostrando muita vontade na marcação, principalmente na saída de bola do adversário. Quando em posse da bola, a equipe preta e amarela aproveitava a velocidade do seu conjunto e explorava contragolpes. Mas quem marcou primeiro foi justamente o MachuPichu, que, com qualidade no toque de bola, deixou Ricci usar o corpo e sua presença de área para inaugurar o placar.

Quando em desvantagem, o próprio capitão Mikas já admitiu que o time tem dificuldades em lidar com o placar adverso. Mas isso simplesmente não aconteceu dessa vez: mesmo perdendo, o Tosco estava calmo e vibrante, ao contrário do MachuPichu, que, apesar de mostrar maturidade, não trazia vibração. Logo em seguida, num belo chute de longa distância no ângulo, Luci empatou o jogo, mostrando que os comentários sobre sua qualidade podem ser levados em consideração. Mas, menos de 2 minutos depois, Renato Serckler demonstrou então por que foi chamado pelo MachuPichu: em jogada individual, recebeu a bola dentro da área e deu um belo chute para colocar os peruanos à frente do placar novamente. Foi só aí que o Tosco pareceu perder a cabeça, pois ambos os gols foram fruto de bobeadas da zaga.

Meio atordoado e iniciando seu entra-e-sai de jogador a toda hora, o padrão de jogo se perdeu e o time virou presa fácil para o MachuPichu do capitão Danilo, que entrou naquele momento para ampliar a vantagem para 4 a 1 antes de 20 minutos de jogo. Antes do fim do primeiro tempo o Tosco marcou com Guilherme Batata, gol que deu esperança de uma virada na etapa final.

E o jogo morno do primeiro tempo se transformou no segundo num jogo mais pegado, com ânimo extra das duas equipes. O coleguismo de colégio deu lugar a trancos mais fortes, uma marcação pesada e muitos gritos de vibração. Mas não demorou para Danilo novamente marcar, empurrando a bola para dentro ao se jogar de joelho sobre ela em bonito cruzamento de Renato Serckler. Com 5 a 3, parecia decidida a partida.

Mas o jogo esquentou de vez quando, num lance cômico se não fosse trágico ao MachuPichu, aconteceu. Por volta dos 10 minutos, o Tosco atacava quando uma segunda bola – oriunda do jogo entre Melville e Roleta Russa – passou pela tela e entrou na quadra. O goleiro Pipo do MachuPichu saiu de sua meta buscar a bola para devolver. Sem ter parado o jogo, Luci viu a cena do goleiro fora do gol e chutou forte para marcar seu segundo gol.

Com 5 a 3, o Tosco estava no páreo novamente. E o gol deu gás extra para o Tosco não desanimar. Chegou a ver o desespero do MachuPichu quando Flavinho marcou o quarto do Tosco, elevando a tensão do confronto que valia a primeira vitória para ambas as equipes. Tanto que num lance de falta mais dura, Luci dividiu a bola com Danilo e quase também dividiu a canela do atacante peruano. Este acabou levando a pior e isso criou um pequeno tumulto em campo, ânimos exaltados e palavras ásperas foram trocadas, principalmente entre os capitães Mikas e Danilo, grandes amigos fora de campo. Luci não foi punido com o cartão amarelo, apesar do lance ser interpretado por muitos como falta de responsabilidade na força. Não havia bola perdida nem esforço desnecessário. O Tosco ainda teve duas belas chances, com Feijão batendo uma falta e Luci arriscando ao gol novamente. O goleiro do MachuPichu compensou com boas defesas. Foi então que, em novo contra-ataque, Danilo, pela quarta vez, recebe sozinho passe preciso de Ricci, que viu PH escorregar e lhe tomou a bola, e em sua especialidade empurra a bola caprichosamente para o gol. Logo em seguida, o artilheiro da tarde Danilo foi punido com o amarelo por derrubar Flavinho. E em 6 a 4 acabou o jogo.

MachuPichu saiu de campo com os 3 pontos suados mas importantíssimos no campeonato, afinal o Tosco mostra a cada sábado um conjunto melhor e com mais vontade de bola, um time que cresce como o antigo Tosco. Àqueles que consideram 3pontos fáceis contra o Tosco, talvez tenham de rever os conceitos. O próximo a testar esse Tosco será o Atlético Pagalanxe. Ao MachuPichu, certa tranqüilidade para tentar engrenar de vez na competição.

ACIDUS FAZ MAIS 5 E VENCE MSM


MSM e Acidus tinham enfim vencido na rodada anterior e mediriam forças para ver quem ficaria na quinta colocação do Grupo A. Expectativas de ambas as equipes por uma vitória, mas talvez o MSM não esperasse uma atuação praticamente impecável do setor defensivo do Acidus, que vem se mostrando o ponto-chave da recuperação da equipe na competição. Lói e Rafão, mais o goleiro Diego, anularam as jogadas de ataque do Mentira e ainda armaram para os gols. Depois de 50 minutos de bola rolando, placar de 5 a 1 para o Acidus foi baixo diante das várias situações de gol criadas pela equipe marca-texto.

Para variar, o jogo começou morno, sem grandes momentos dos times. O Acidus tomava a iniciativa, com o MSM esperando em seu campo. A leve garoa aliada ao frio parece que esfriou de fato os jogadores, pois muito pouco coisa foi criada nos primeiros 10 minutos de jogo. Um chute aqui do Mentira, outro ali do Acidus, mas de perigoso quase nada. O Acidus chegou a marcar com Philip, mas a arbitragem parou o jogo no lance anterior, invalidando o gol.

E foi com Barata, destaque da partida, que o Acidus abriu o marcador, para desencanto de uma vasta torcida composta por jogadores de Melville, Roleta Russa, Joga 13 e outras, que estavam ali para amarelar a equipe já amarela-limão. Mas foi tudo em vão. Após o gol de Barata, numa arrancada pela esquerda que terminou em chute desviado que enganou o bom goleiro Caio, não demorou para, após falta mais dura de Felipe Nitzke em Kirk que resultou no amarelo ao jogador, Rafão tocou para Robinho completar no meio da área livre de marcação. Aos 16 minutos, o Acidus fazia 2 a 0.

Mas o time não conseguir aproveitar que estava com um jogador a mais, pois, no lance seguinte, após bloquear um passe, Robinho vibrou gritando na orelha do adversário, o que o árbitro entendeu como provocação e amarelou o camisa 11. Com a volta de Kadson e ausência de Robinho, o Mentira foi para cima tentar diminuir ainda no primeiro tempo. Bruninho Fontes brigava muito dentro da área, enquanto Kadson e Nathan avançavam pelas laterais, mas nenhuma das investidas tinha sucesso pois havia uma barreira praticamente intransponível chamada Lói. No lado esquerdo do ataque do MSM, Lói cortou bolas, bloqueou passes, desarmou adversários e ainda teve tempo de sair jogando e armar contra-ataques. E foi num contra-ataque, aos 23 minutos, que Philip recebeu dentro da área e, com tranqüilidade e frieza, cortou para dentro tirando um zagueiro e ainda fez paradinha para deslocar o goleiro e fazer a bola morrer com tranqüilidade no canto esquerdo.

E o primeiro acabou assim, 3 a 0 para o Acidus e um Mentira que não conseguia chegar dentro da área adversária e experimentava de fora. Nessas tentativas, Diego fez ao menos 3 belas defesas, sem deixar de fazer pose e caras para amigos e torcedores.

No segundo tempo, a necessidade do Mentira de buscar o resultado gerou os espaços que o Acidus queria para contra-atacar. E o jogo ficou mais aberto, pois o Mentira chegava com mais eficiência, enquanto o Acidus também criava ótimas chances de gol. E foi este que teve pelo menos quatro oportunidades de ampliar desperdiçadas ou por chutes fracos, como um de Kirk cara a cara e outro de Robinho, ou então chutes cruzados para fora, como de Barata e de Philip. Em outras vezes, a bola molhada atrapalhava a finalização e o goleiro Caio defendia.

Lói seguia sua trajetória perfeita de evitar cortar todas, e Kadson passou a atuar mais pelo meio e pela direita. Foi por ali que o MSM chegou algumas vezes, com Bruninho e Nathan. Mas Diego seguia defendendo e a zaga afastando. Aos 7 minutos, nova falta mais dura em Kirk e amarelo para Luciano. Mas o Acidus não aproveitou as chances criadas. E se não fez, o Mentira resolveu apimentar o jogo diminuindo em chute cruzado de Nathan, aos 11 minutos. Praticamente livre de marcação, ele chutou cruzado à meia altura para vencer Diego, que sentiu a bola molhada passar por suas mãos e ir morrer quase no ângulo direito de sua meta.

O gol acordou o Acidus, que passou a trabalhar mais a bola no ataque, com Philip abusando de dribles e toques aos companheiros. Nessas, deixou Barata livre para chutar raspando a trave direita e também Robinho para perder outra grande chance. E o Mentira não perdoou Philip, que tomou entrada muito violenta de Kadson quase no bico direito de sua área. Este levou só o cartão amarelo e Philip saiu de campo mancando.

O buraco na defesa com um a menos propiciou um dos gols mais bonitos da rodada. Na verdade, jogada. Barata ficou na banheira livre de marcação e, na saída de bola da defesa do Acidus, Rafão fez um lançamento primoroso, que nunca mais acertará na vida, como sempre se diz de algo assim incomum de acontecer. Barata matou a bola, pensou e tocou na saída de Caio para fazer 4 a 1.

E foi o mesmo Barata que puxou um contra-ataque pela esquerda até a linha de fundo e cruzou para Pedrinho chegar livre, com o gol só para ele, para marcar o quinto gol do time e fechar a conta em 5 a 1. Dali até o final do jogo foram 4 minutos em que Kadson tentava chegar ao gol e não passava do meio de campo. Quando passou, Diego mostrou segurança para evitar qualquer reação do Mentira.

O Acidus parece se encontrar no campeonato com a segunda vitória de 5 gols seguida. Com 7 pontos, mantém-se na quinta colocação à caça dos primeiros colocados. A derrota do Fiorella faz com que o time possa chegar já na próxima rodada ao G4 – dependendo de nova derrota dos atuais campeões. Para o Mentira, com 3 pontos, é juntar os cacos e ver que a derrota por 5 gols foi pequena perto do que poderia ter sido caso pés adversários estivessem mais calibrados.

Só faltou a dança do créu prometida por Lucas em homenagem ao amigo Bruno Costa, camisa 10 do MSM, caso ele marcasse gol. Infelizmente, não foi possível. Mas a campanha Desencanta Lucas ganhou as ruas e os companheiros prometeram ajudá-lo a tirar a zica.

DIABOS SEGUE INVICTO AO DERRUBAR ESTUDIANTES


E os endiabrados fizeram mais uma vítima. Fortalecido por ter detido o “todo poderoso” Melville com um empate na etapa passada, o Diabos Laranjas venceu o ofensivo Estudiantes graças, sobretudo, à mais uma brilhante atuação da zaga e do goleiro Porps, que, juntos, já alçaram a defesa do time como uma das melhores desse campeonato.

Quanto ao Estudiantes, parece que o empate contra os broders desceu como um purgante para a equipe. Habituado a iniciar uma partida devagar, tocando a bola pela retaguarda, o time fez diferente dessa vez e começou atacando pesado com Iram e Piero, que seguiam articulando passes pelas laterais para arrumar para quem vinha de trás, geralmente Caio ou Rafinha Souza. Já o Diabos focou seus esforços na defesa, ponto forte do time, e tratou de se armar para, na primeira oportunidade de contra-ataque, finalizar com os velozes Edmundo Juba e Ronei.

Entretanto, se nos jogos anteriores ao do Melville a estratégia do Diabos funcionou de modo impecável, contra o Estudiantes ela quase falhou. Isso porque a pressão exercida por esse último nos primeiros minutos era absurda. Os endiabrados mal conseguiam passar do meio de campo, uma vez que Piero e Caio interceptavam as investidas do time e já seguiam tabelando. Everton Neném e Argentino seguraram bem a dupla de atacantes, mas coube a Porps a tarefa de deter as precisas bombas que Caio mandava a todo instante.

O Diabos precisava jogar mais ofensivamente antes que o Estudiantes furasse sua defesa. Caso contrário, assim como na disputa contra o Melville, o jogo ficaria travado em sua área e a defesa uma hora iria ruir. Então, como na partida anterior, o time cresceu e passou a trabalhar com o trio Lillo, Juba e Ronei, que, através da troca rápida de passes, abria espaço e criava algumas oportunidades. No entanto, Rafinha e Iram mostraram serviço do lado do Estudiantes e, além de tesourar as chances de gol do rival, armaram perigosos contra-ataques. Tudo parecia muito equilibrado nesse emocionante duelo.

A prova cabal de que a defesa do Diabos é um dos grandes destaques do VI Chuteira viria no final do primeiro tempo, quando dois jogadores da equipe, Vavá e Ronei, levaram cartão amarelo. Era a grande chance do Estudiantes derrubar a muralha adversária e abrir o placar. Contudo, os endiabrados se fecharam e, por meio de um belo trabalho em grupo na retranca, conseguiram manter a partida parelha até seus dois integrantes retornarem. Quem observou atentamente esses dois minutos pode confirmar que o desfalque temporário do Diabos foi imperceptível.

Se o primeiro tempo da disputa careceu de gols, o segundo teve de sobra, para a alegria dos que estavam prestigiando o evento e torcendo. O Diabos voltou com a corda toda e, após algumas investidas mal-sucedidas, conseguiu estrear o marcador. Aos 6 minutos, Juba recebeu passe certeiro de Emerson Neném e, frente a frente com o goleiro improvisado Pit, bateu cruzado, enterrando a redonda no gol adversário.

O Estudiantes, não tão agressivo quanto na primeira metade do jogo, mas não menos perigoso, passou a forçar pelo meio de campo com Peter e Piero. Entretanto, poucos minutos depois, um equívoco do goleiro Pit acabou complicando a situação da equipe de Vila Leopoldina: em uma reposição, Caio devolveu a bola para o arqueiro, que acabou pegando-a com as mãos. Falta para o Diabos. Ronei chutou alto e o goleiro prontamente subiu, espalmando a bola. Para seu azar, o rebote caiu bem nos pés do próprio Ronei, que não perdoou e marcou 2 a 0 para o Diabos. O Estudiantes entrou em pânico após levar o segundo gol e começou a se atrapalhar na hora de marcar os atacantes rivais. Well Palme, Ferro e Rafinha bem que tentaram se unir para barrar Juba e Ronei, mas a dupla estava com a moral elevada e, avançando com muita raça, começou a bombardear o gol do oponente.

Após ter seu pedido de tempo recusado erroneamente pela arbitragem – que parece não entender o que é dizer que cada time tem direito a uma paralisação em qualquer momento da partida – o Estudiantes teve de se recompor em campo mesmo. E a reabilitação do time foi magistral! Em menos de um minuto, a equipe empatou com um chute cruzado de Peter,após receber na esquerda, cortar pra dentro e mandar de direita, e com o belíssimo gol de Piero, que aproveitou passe preciso de Caio invertendo o jogo. O chute ainda bateu na trave antes de estufar as redes para empates a peleja.

A garotada do Estudiantes reagiu e voltou a dominar o jogo. Caio, que ficou apático na maior parte do segundo tempo, recuperou o gosto de jogar bola e, junto com Piero, seguiu roubando bolas no meio de campo e arriscando chutes ao gol. Não obstante, o Diabos se livrou da pressão e encerrou o placar com o tipo de jogada que melhor sabe fazer: contra-ataque. Emerson disparou no campo do Estudiantes e, na cara do gol, tocou para Argentino completar com uma bomba reta que deixou o goleiro Pit a ver navios. Final: Diabos Laranjas 3 x 2 Estudiantes.

Os últimos minutos do prélio foram ruins tanto para o Estudiantes quanto para o Diabos, pois as duas equipes tiveram importantes jogadores recebendo cartão azul. A primeira perdeu Peter, que tomou o azul após ser amarelado pela segunda vez. Já a segunda perdeu Emerson de bobeira, pois este discutiu com o árbitro a respeito de uma falta que não concordava. Isso complicou a situação dos dois times, uma vez que a próxima etapa será pedreira para ambos: o Estudiantes enfrenta o ainda cambaleante Roleta Russa – mas ferido por comentários do Estudiantes de que para o Roleta Russa não tinha como perder – e o Diabos pega, nada mais nada menos, que o líder do “grupo da morte”, o Kadência.

FÚRIA MASSACRA OSASQUENSE POR 9 A 1


O termo “massacre” é pífio para descrever a goleada do Fúria sobre o Atlético Osasquense. O tricolor do Chuteira se reabilitou da amarga derrota para o Acidus e debulhou por 9 a 1 o mambembe Atlético, que, sem Paulinho para tomar as rédeas do ataque, mais uma vez mostrou um futebol imaturo, apático e desprovido de qualquer chance de vitória.

Mal o jogo havia começado e o Fúria já assumia o controle do mesmo. Adriano e Everton interceptavam com facilidade a bola no meio de campo e a tocavam para Fagner e Thiago Motta arrancarem pelas laterais. Já o Osasquense parecia perdido, descoordenado. Bill e Guiné tentavam tabelar e abrir espaço pelas laterais, mas, carecendo de sintonia, não demoravam a encontrar o corte preciso de André.

Com o jogo seguindo dessa forma, era evidente que o Fúria logo abriria o placar. E o gol saiu aos 9 minutos, com Fagner pegando o rebote após chute de Adriano. Ele dominou e bateu alto. O lance desorientou ainda mais o Atlético, que deixou de oferecer resistência no meio de campo e tornou-se presa fácil.

A essa altura o Fúria já situava o jogo quase que inteiramente na área do adversário. Fagner, Thiago Motta e André bloqueavam qualquer saída que os atacantes rivais pudessem encontrar e chutavam sem medo. Sem chances de reação, a equipe verde acabou levando o segundo aos 14 minutos, quando Thiago Motta matou no peito novo rebote, dessa vez de Luis Gabriel, e chutou cruzado.

Para piorar a situação do Osasquense, aos 18 minutos, Bill recuou a bola para o goleiro, que pegou a bola com as mãos e acabou cometendo falta, dando ao Fúria a chance do tiro de 9 metros. O capitão Luis Gabriel tratou de bater e anotou o terceiro num chute alto. Não passou nem um minuto e o Osasquense cometeu o mesmo erro. Desta vez foi Danilo Ramos que recuou. Lá se foi o capitão tricolor para a cobrança novamente e marcou o quarto do Fúria, para delírio de seus companheiros de equipe.

O Osasquense se desesperou. Bill, um dos poucos que estavam jogando com determinação, tentou criar oportunidades com tabelas pelo centro. Entretanto, como o entrosamento entre os atacantes era mínimo, o jogador acabava ficando sozinho para encarar a zaga adversária. Thiago Motta não marcou bobeira e, em uma dessas investidas do Atlético, armou um contra-ataque mortal e ampliou para o Fúria com um belo gol de cobertura. Era o fim do primeiro tempo e um placar considerável de 5 a 0 a favor do Fúria.

A segunda metade do jogo não foi muito diferente da primeira. Embora Bill e Rogério Tizil esboçassem alguma reação, tudo ainda estava abaixo do necessário para enfrentar o Fúria, que seguia atropelando e marcando gols cada vez mais bonitos. Aos 7, Jé aproveitou uma brecha na zaga adversária e mandou uma bomba do meio de campo para explodir na rede do Osasquense. Minutos depois, Cláudio pegou de primeira o lançamento lateral de Rafaelle e marcou o sétimo da equipe. Sem dúvida, os furiosos estavam honrando o “futebol arte” estampado em seu logo e proporcionando um espetáculo ímpar para quem estava assistindo.

O oitavo gol do Fúria veio aos 13 minutos, em mais um erro de ignorância das regras de society do goleiro improvisado Gustavo Vecchi. Ao invés de repor a bola com as mãos, o arqueiro se confundiu e saiu com os pés. Resultado: falta na linha da área e um golaço de Rafaelle.

Revoltado, o Osasquense resolveu partir para cima com tudo. Foi nesse momento que o time criou suas melhores oportunidades ao longo de toda a partida. No entanto, o goleiro do Fúria, Harley, que entrou no lugar de Betão no segundo tempo, tratou de arruinar os perigosos chutes de Done e Bill. Em uma de suas defesas mais espetaculares, realizada aos 15 minutos de jogo, Harley saltou como um gato para a direita e espalmou o chute cruzado de Done.

O gol de honra do Osasquense parecia um sonho distante até os 18 minutos, quando Bill marcou seu merecido gol após driblar dois zagueiros e o goleiro. Ironicamente, talvez esse tenha sido o mais belo gol da partida: o camisa 10 parecia estar possuído por uma força sobrenatural no lance, uma vez que arrancou com uma velocidade indescritível pela lateral esquerda e executou os dribles com extrema facilidade.

Os minutos finais foram marcados pela briga do Osasquense para diminuir o placar. Contudo, o Fúria, agora com o orgulho ferido, mostrava maior resistência e começava a pressionar. O jogo ficou ainda mais complicado para o Atlético quando Guine, após levar seu segundo amarelo, foi expulso de campo. Isso facilitou para os furiosos darem o coup de grace e fecharem o placar com o golaço de cobertura de Rafaelle.

Com esse resultado, o Fúria segue sobrevivendo no grupo A e aproxima-se do pelotão de frente, com 6 pontos. A prova de fogo da equipe será na semana que vem, no jogo contra o campeão Fiorella. Quanto ao Atlético Osasquense, atualmente um dos lanterninhas do Chuteira, é esperar para ver se com o retorno de Paulinho Valério a equipe encontra seu futebol e enfim vença.

SNG E JOGA 13 EMPATAM EM JOGO ELETRIZANTE


Como sempre se espera de Joga 13 e SNG quando se enfrentam, foi um jogão de bola este confronto pela 4ª rodada do VI Chuteira de Ouro. Em crise depois de três derrotas consecutivas, o Joga 13 vinha para este jogo cheio de mistérios quanto à presença de seus principais jogadores. No decorrer da semana houve tentativas do 13 de plantar na imprensa notícias de que Choco, Guma e Rodrigo não jogariam o grande clássico – já apelidado pela mesma imprensa de “clássico majestoso”. Mas as tentativas logo foram desacreditadas por todos, inclusive Renê, do SNG, que sapecou a frase que definia tudo: “Querem fazer a gente pensar que vão fracos, mas duvido que Rodrigo, Guma e qualquer outro deixem de ir nesse jogo”. Dito e feito, um Joga 13 completo se viu em campo, e jogando um futebol como nos velhos tempos.

Arquibancada lotada na expectativa do jogo – inclusive com o cornetador maior do Chuteira, Mauricio Miranda, do Melville, cheio de vontade de zicar o 13 –, começou com um 13 mais à vontade debaixo da chuva leve porém incessante que acompanhou a partida. Bem ao seu estilo, o SNG esperava as ações iniciais do oponente, que começaram de novo com um chutão de Rodrigo na saída de bola do meio de campo. O equilíbrio da partida era visível, até porque poucas chances foram criadas nos minutos iniciais até que os jogadores se acostumassem com o campo molhado.

Mas foi Sampa o primeiro a começar a trabalhar após cabeçada de Lele que ia no ângulo. No lance seguinte, o mesmo girou e mandou a bola na trave. Enquanto Lele levava perigo pelo 13, Renê não conseguia se desvencilhar de seu implacável marcador Guma, que levava vantagem em quase todos os lances. Na única oportunidade que teve, chutou rasteiro de virada e obrigou Caieras a se esticar para defender, fazendo a bola subir e sair por cima do travessão. Se o artilheiro não conseguia finalizar, cabia a Biro, Tejeda e Memé os grandes lances do SNG. O trio era também implacável na marcação, principalmente o forte Biro e o rápido Tejeda, que sempre está com cara de poucos amigos (dentro e fora de campo). A dupla era providencial em desarmes que levavam a contra-ataques.

O jogo seguia sob o signo da tensão, inclusive do lado de fora, quando enfim Lele abre o placar para o Joga 13. Explosão de alegria do camisa 9, que saiu batendo no peito pra mostrar que era forte e ali corria sangue que não era de barata. Mas a alegria do 13 durou pouco – menos de 4 minutos –, pois em jogada mais que manjada do SNG (e que ninguém consegue marcar corretamente) Abelha pegou de primeira cobrança de escanteio. Renê puxou a marcação para o primeiro pau e o camisa 16 chegou livre no meio da área para chutar rasteiro e forte, sem chances para Caieras.

O empate aos 20 minutos jogou o balde de água fria no 13, que de fato não sentiu tanto pois o frio e a chuva já trataram de esfriar a equipe. Assim, seguiu batalhando em busca da vitória, que era fundamental para o Joga 13 e menos para o SNG. Tanto que da torcida ouviu-se várias vezes que o SNG estava contente com o empate.

Mas no segundo tempo as coisas iriam esquentar mais ainda, com uma eletricidade intensa passando entre os jogadores e a turma do lado de fora. Toma lá dá cá era o jogo. 13 ataca, SNG respondia; SNG atacava, 13 respondia. O jogo ficava preso no meio de campo, com choques de até certa forma violentos. A arbitragem deixava o jogo correr, só parando de fato quando fosse necessário. Tanto que foram apenas 8 faltas em todo o jogo, sendo incríveis somente 2 faltas do Joga 13 (ambas de Doce). Esse baixo número mostra como o jogo rolou livre, lembrando os jogos apitados pelo gaúcho Leandro Vuadem no Campeonato Brasileiro.

Mas a insistência do 13 era maior, pois maior sua necessidade. E em desarme na defesa, Choco – que vinha se cobrando muito uma boa apresentação – partiu bem a seu estilo de velocista de 100 metros. Tabelou com Lele, foi até quase a linha de fundo e cruzou para Lele concluir com o segundo dele e do 13. Desta vez quem saiu correndo que nem louco batendo no peito foi Choco, que veio até a torcida gritando e berrando 13. Se o camisa 21 não estava cansado até então, depois daquele pique certamente ele sentiu o baque.

E de novo atrás do placar o SNG foi buscar o empate, que veio 5 minutos depois, num golaço de Memé. Roubada de bola no meio de campo e Tejeda saiu pela esquerda e tocou para Memé, que pegou um chute quase da linha lateral, sem ângulo, e mandou ele justamente no ângulo oposto de Caieras, que nem viu a bola entrar tamanha sua velocidade e precisão. E a alegria na comemoração não podia ser outra – abraços e sorrisos do simpático camisa 9, fiel escudeiro de Renê no ataque laranja-negro.

Como não podia deixar de ser, lá foi o 13 na perseguição de sua primeira vitória na competição. E foram 10 minutos de mais tensão e defesas de Caieras e Sampa. Se Sampa apareceu mais no primeiro tempo, no segundo foi Caieras quem mais trabalhou, principalmente nos contra-ataques. Em lançamento de Sampa direto para Renê, este dominou e já emendou de primeira. Caieras primeiro contou com seu reflexo para pegar no susto; em seguida, contou com a sorte, pois a bola desviou para a trave, voltou em seu rosto e bateu na trave de novo para enfim afastar o perigo.

Entretanto, quem marcou o terceiro gol primeiro foi justamente o Joga 13, aliás, Lele, em chute de esquerda ainda de fora da área. E de novo lá foi o artilheiro bater no peito, vibrar com sua carinha de bebê chorão numa expressão que era de puro desabafo. Afinal, próximo do fim da partida, um gol assim era quase certo indicativo de vitória.

Mas quando se trata de SNG no lado oposto do campo. E de novo foi lá o SNG batalhar o empate que parecia o destino da partida desde o início. Só que desta vez o SNG adiantou a marcação e pressionou na saída de bola. O 13 passou a dar chutão e, num encontrão entre Guma e Renê próximo da área, a bola sobrou livre para Tejeda. Com a redonda praticamente no bico da área e um campo molhado e liso, o camisa 10 poderia ter matado a bola e chutado na saída de Caieras, mas não, ele mandou um chutaço de primeira de três dedos que se fosse qualquer jogador menos tarimbado teria isolado. Tejeda não, ele mandou no meio do gol, à queima-roupa, quando Caieras já estava caindo ao chão tentar a defesa. A bola rebateu ainda na perna do goleiro e foi morrer nas redes, para delírio dos camisas laranja-negras e de toda a torcida que queria o empate. Maurício, do Melville, vibrou de emoção e ensaiou um “ão, ão, ão” que não foi muito adiante.



A tensão da partida chegou a seu ápice. Com menos de 4 minutos para o apito final, era de se supor que um gol ali encerraria quaisquer esperanças da equipe adversária. Arriscar o gol ou segurar o empate? O SNG mostrava-se claramente satisfeito com a igualdade, mas o 13 queria o gol. Numa das últimas oportunidades do jogo, numa falta quase no meio de campo próxima da lateral, Rodrigo mandou um petardo que ia morrer no ângulo direito de Sampa se este não pulasse e mostrasse elasticidade para espalmar para escanteio numa belíssima defesa. Em outra oportunidade, Sampa torceu e tirou com os olhos chute de Lele que ia por cobertura.

Enfim chegou a hora de aliviar a tensão. Os árbitros apitaram o fim de jogo que certamente marca o renascimento do Joga 13 na competição – se não em termos de pontos (afinal, com 1 ponto apenas ocupa a 9ª posição, com 4 pontos de desvantagem do Roleta Russa, o último da zona de classificação), ao menos moralmente. O futebol do 13 foi digno da fama que a equipe carrega, e provavelmente diante do Giro SP o time de Lele, Rodrigo e cia. vão jogar com outra cabeça.



Ao SNG fica a manutenção do tabu de nunca perder pro Joga 13 e um segundo empate em 4 jogos. Interessante perceber que adversários antes “fregueses”, como Roleta Russa e Joga 13, em 2008 já jogam de igual e mesmo vencendo o até então poderoso SNG. Sinal dos tempos?

MULEKE PIRANHA PASSA POR CIMA DO BASICUS NA VOLTA DE BATORÉ


Mais um jogo para o Basicus buscar a vitória. Mais um jogo que o time saiu de campo derrotado. O algoz da vez? Muleke Piranha, que contou com a volta de Batoré para vencer por 9 a 2 um jogo que parecia que seria equilibrado. E foi... Até começar o segundo tempo.

O jogo começou com o Piranha forçando pelas pontas na velocidade que é característica de seu jogo enquanto o Basicus tentava com investidas do meia Fernando e com toques de Cavalera com Imperatore. Com a ausência de Goku, o Basicus não tinha um goleiro de ofício, e sobrou para o atacante Paulinho fazer de arqueiro na noite molhada do último sábado. E mesmo praticamente completo o Piranha foi quem viu o placar ficar adverso quando Fernando cortou para dentro e chutou no canto para fazer 1 a para o Basicus aos 8 minutos. Mas era o Basicus o time do outro lado, e nada como a zica para ajudar. Fábio Donato experimentou de longe um chute cruzado à meia altura. A bola foi no meio do gol e passou pelas mãos de Paulinho, que, molhadas, não conseguiram agarrar a bola. Só restou buscar no fundo das redes e lamentar o azar.

E o gol mexeu com o Basicus, para pior, que acabou vendo o Piranha tomar conta da partida. Aos 12 minutos, numa falta do lado direito do ataque piranhense, Batoré cobra com extrema perfeição e manda um torpedo no ângulo de Paulinho. O chute foi um achado perfeito de precisão e força que Paulinho nem viu a bola entrar. Um golaço bem ao estilo de Batoré. E o camisa 8 queria mais e, no lance seguinte, mandou outra pancada que explodiu no travessão. A noite prometia.

Mas o Basicus foi valente. Chegava ao gol adversário de Amauri, mas errava os arremates. Particularmente Imperatore estava numa noite infeliz, tanto que deu lugar a Love no ataque que, aos 21 minutos, após chute de Fernando tocou de letra para empatar a partida. Paulinho ainda defendeu pelo menos dois chutes fortes, dando rebote que não foram aproveitados. E empatado o jogo foi para o segundo tempo. E eis que começa o pesadelo de sempre para o Basicus...

Antes de o Piranha destruir o Basicus, este teve ao menos duas ótimas chances de fazer o terceiro. Não fez. E quem não faz toma. E o Basicus tomou mais 7 gols. A partir do quarto o time desistiu de buscar o gol e a vitória, tanto que em um dos gols viu-se Saulo parado no meio de campo vendo o adversário avançar pela lateral e marcar o gol. E foi um passeio do Piranha, com Batoré, Salada e Robinho fazendo o que bem entendessem na perdida zaga do Basicus. Robson completou cruzamento no meio da área aos 3 minutos e colocou o Piranha na frente. Aos 6, foi a vez de Salada. Aos 8, Portuga; aos 15, Batoré; aos 18, de novo Salada.

O jogo seguia tranqüilo, tanto que o goleiro Guaraná praticamente só tomou chuva no tempo em que jogou no segundo tempo. Os poucos chutes que foram ao gol, geralmente de Fernando, eram tranquilamente defendidos. E Leandro Segala e Batoré fecharam a goleada em 9 a 2, para um desânimo total do Basicus, que viu pela primeira vez o comandante R. Barath sentir o baque. Algo acontece com o Basicus em todos os segundos tempos. “Devíamos abolir o segundo tempo. Aí não estaríamos nessa situação”, comentou Barath após a partida.

Certo é que o Muleke Piranha nocauteou o Basicus e se recuperou das duas derrotas nas rodadas anteriores. E o que mais esperam os “mulekes” é que a instabilidade da equipe definitivamente seja passado e o time engrene com vitórias tão convincentes quanto esta. Ao Basicus resta tentar entender o que acontece com o time no segundo tempo e acordar para a quinta rodada abençoado, pois enfrenta nada mais nada menos que o Melville.



EM JOGO DE LÍDERES, BACANA DESBANCA CAMPEÃO FIORELLA


Pode-se dizer que o jogo entre Fiorella e Bacana, duas equipes que até então vinham 100% na competição, foi equilibrado e teve dois momentos distintos. No primeiro tempo, o campeão Fiorella se destacou ao dominar a posse de bola e chutar ao gol a todo instante. O time, inclusive, abriu o placar e o manteve por um bom tempo. Todavia, na segunda metade do jogo, quem brilhou foi o Bacana, que, trabalhando com muita raça, sequer deixou o rival jogar e virou a partida graças, principalmente, ao talento de Leo Napolitano e Canzian.

A partida começou parelha, com ambas as equipes disputando a bola no meio de campo. Contudo, as tabelas entre Tiago Silva, Sebastião Alves e Jefferson Firmino logo destacaram o Fiorella no ataque e passaram a oferecer perigo constante ao gol do adversário. Para a sorte do Bacana, Napolitano e Canzian estavam na defesa: a dupla cortou inúmeras investidas dos atacantes rivais e armou bons contra-ataques com Yanes, Luisinho e Demehur. Canzian, inclusive, assustou o goleiro Fábio Fonseca ao arriscar alguns chutes de longa distância. Logo, por mais que o Fiorella estivesse se sobressaindo, o Bacana não era um adversário com o qual ele podia brincar.

O Fiorella percebeu que o cerco do Bacana estava se fechando sobre seu time e prontamente apertou a marcação no meio de campo. Essa medida anulou temporariamente as investidas do Bacana, sobretudo, as de Luisinho e Yanes, principais pedras no sapato do Fiorella nesse momento do jogo. A dupla passou a ter dificuldades de chegar na grande área inimiga, pois Van-Van, Tiago Silva e Jefferson marcavam duro no meio, roubavam a bola e tratavam de chutá-la sem medo para o gol.

A zaga do Bacana agüentou firme o bombardeio adversário até os 8 minutos, quando o Fiorella conseguiu driblá-la com uma bela triangulação. Jefferson arrancou pela lateral esquerda e tocou para Luciano Puppo, que rolou no meio da área do Bacana e ameaçou chutar. Quando o goleiro Flávio saiu desesperado para fazer o corte, Puppo recuou rapidamente para o artilheiro Van-Van, que tocou de leve na bola para fazer seu primeiro gol na competição.

O gol elevou a moral do Fiorella: o time colocou o Bacana na roda e seguiu atacando intensamente e constantemente até o final do primeiro tempo. Jefferson Firmino foi o grande destaque, pois, com passes precisos, armou uma série de boas jogadas que só não se concretizaram em gols porque o goleiro Flávio não deixava passar nada.

No segundo tempo o quadro do jogo mudou completamente. O Bacana simplesmente atropelou o Fiorella sem dó nem piedade, demonstrando uma capacidade incrível de recuperação, tal qual fizera com o Acidus. A equipe vermelha até atuou com raça e acuidade no início, mas logo se entregou, pois o rival controlava totalmente a posse de bola e ditava o ritmo da partida.

Luisinho, que viu seus pais chegaram para vê-lo jogar, foi a bola da vez do Bacana. Além de construir boas jogadas com Demehur, trabalhou bem ao lado de Leandro Araújo na hora de finalizar. Yanes, outrora apagado, também atuou de maneira satisfatória e executou passes importantes, como o que Rômulo aproveitou aos 6 minutos: por muito pouco, o jogador não empatou com um lindo gol de cobertura.

O Bacana só não deslanchou logo de cara por causa do goleiro Fábio, que parecia uma muralha viva. O arqueiro frustrou muitos chutes de fora da área e defendeu também uma cabeçada certeira de Yanes, aos 13 minutos. Isso tudo, no entanto, ao invés de desestimular o Bacana, só fez crescer a determinação da equipe. Mas o gol não saía...

O último suspiro ofensivo do Fiorella foi aos 15 minutos, quando César e Puppo, com uma tabela bem executada, colocaram Tião Alves na cara do gol. O jogador, que parecia um tanto quanto nervoso, se atrapalhou e acabou chutando para fora o gol que poderia decretar a vitória. Mas, daí em diante, só deu Bacana e a virada espetacular.

O time vinho chegava cada vez mais perto de fazer seu merecido gol, que demorou, mas chegou! Aos 18, Rômulo chutou uma bomba que explodiu na rede do Fiorella. Tamanha foi a força do chute que a bola foi cuspida para fora do gol. Logo em seguida foi possível ouvir um espectador comentar em voz alta: “Quer ver o Bacana virar?”. E foi o que aconteceu dois minutos depois. Não com um, mas com dois golaços! O primeiro veio aos 19, com um chute rasteiro de Demehur. O outro foi de Leo Napolitano, que aos 25 minutos recebeu de Rômulo, girou e bateu no alto do gol, encerrando o placar em 3 a 1 e coroando uma bela atuação do camisa 2.

Apesar da derrota, a situação do Fiorella ainda é confortável. A equipe segue no quarto lugar do grupo A. Os únicos problemas da equipe são o baixo saldo de gols e o futuro duelo contra Fúria, que está com a moral alta após massacrar o Atlético Osasquense. Já o Bacana permanece na liderança do mesmo grupo e enfrenta na quinta etapa o Bengalas, outro expoente 100% do Grupo A. Sem dúvida, são dois emocionantes jogos que vem pela frente!

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