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Notícias de 25/03/2009

COBERTURA DA 3ª RODADA DO VII CHUTEIRA DE OURO


VII Chuteira de Ouro: 3ª rodada: Grupo A:
MachuPichu 3 x 2 Fora de Série


MACHUPICHU BATE FORA DE SÉRIE E ASSUME LIDERANÇA


O jogo que abriu a 3ª rodada do Grupo A trouxe a campo duas equipes que prometem ainda dar o que falar nesta sétima edição do Chuteira de Ouro. Apesar de já serem conhecidas das demais equipes, MachuPichu e Fora de Série iniciaram o campeonato apresentando um futebol muito melhor que em torneios anteriores. Enquanto o FdS encontrou nos reforços o caminho para um futebol de qualidade, tendo como base o atacante Rodrigo Cunha e os defensores Saulo e Du, oriundos do Basicus, o MachuPichu parece ter se acertado de vez com seu elenco enxuto e sempre constante. Mantendo praticamente o mesmo elenco do campeonato passado, porém muito mais focados e sem os momentos de "apagão", que sempre apareciam para desespero geral, o MachuPichu comandou o jogo e conseguiu uma vitória por 3 a 2 contra o animado Fora de Serie, que tinha derrotado o poderoso SNG na rodada anterior. Com o resultado, o MachuPichu volta à liderança do grupo beneficiado pela derrota do Kadência para a Giro SP.

O jogo começou muito equilibrado, com chances para ambos os lados, tanto que não demorou para a rede balançar. Logo nos primeiros minutos de jogo o Fora abriu o placar com um desvio de cabeça de Clebão após belo lançamento que partiu da própria área de defesa, efetuado por Carlão. A partir daí o MachuPichu tomou conta das ações em campo, enquanto o Fora de Série se fechava e jogava na base dos chutões e contra-ataques puxados pelo rápido Rodrigo Cunha.

Os peruanos partiam para o ataque mas paravam na ótima atuação do goleiro Alexandre Maranhão. E de tanto tentar, aos 20 minutos, Ricci, aos trancos e barrancos levou a bola do meio campo até dentro da área do Fora e concluiu com um belo toque no canto do goleiro, empatando a partida. Para quem achou que uma virada estava por vir se enganou, pois ainda no primeiro tempo, em uma jogada de linha de fundo, Rodrigo Cunha se livrou de dois marcadores e acertou um belo chute de fora da área, fazendo um golaço e colocando o FdS na frente do placar novamente e esfriando o ímpeto peruano.

O segundo tempo começou movimentado e o MachuPichu logo se lançou ao ataque, coisa rara de se ver para um time que joga sempre na defensiva. O Fora recuava e esperava o adversário. E de esperar acabou levando o gol de empate em pouco tempo, depois da expulsão de Saulo, que, cumprindo seus 2 minutos em razão de cartão amarelo no banco, ficou reclamando e levou o vermelho. O Fora não ficou com um a menos, mas a pressão do MachuPichu aumentou.

Em jogada genial, Thiago Branco mostrou a frieza que todo matador deve ter. Ele recebeu a bola próximo à linha de fundo, esperou a definição do goleiro e, sem ângulo, deu um toque sutil por baixo da bola, encobrindo o goleiro e cobrindo a pequena torcida peruana de alegria. O gol motivou o time, que continuou jogando melhor e buscando a virada, que chegou pelos pés de... sim, ele mesmo, o artilheiro Thiago Branco. Em jogada pela esquerda, o meia Renato Seckler cruzou rasteira para dentro da área, passando por Ricci, mas não por Thiago Branco que só teve o trabalho de empurrar a redonda para dentro do gol, marcando seu segundo gol na partida e entrando de vez para a disputa da artilharia. O jogo pegou fogo novamente e quem assistia à partida ainda viu o goleiro Pipo fazer um milagre nos últimos segundos de jogo, após chute à queima-roupa de Carlão.

Mas não houve tempo para reação, os árbitros apontaram o meio e encerraram a partida. Com o resultado, o MachuPichu assume a liderança isolada, enquanto o Fora permanece no G-4, mas se mostra inconstante a ponto de Clebão, ao fim do jogo, dizer que o Fora era um time que “vencia uma e perdia outra”. “Então semana que vem vamos ganhar”, completou. A contar que o adversário é o Tosco, a previsão de Clebão e a sina de revezar resultados vai se manter.

As equipes têm uma “terceira” em comum, o SNG. Enquanto o Fora de Série olha para trás, tentando reencontrar o bom futebol apresentado na vitória sobre os bicampeões, o MachuPichu olha para frente e mira o mesmo SNG no seu próximo desafio, buscando manter sua invencibilidade, a liderança do grupo e o bom futebol apresentado até aqui.

VII Chuteira de Ouro: 3ª rodada: Grupo B:
Bengalas 6 x 1 Atlético Pagalanxe


BENGALAS MOSTRA PODER DE FOGO E DETONA PAGALANXE


Vindo de uma vexatória surra aplicada pelo Acidus, derrota por 10 x 0, mais uma vez o Atlético Pagalanxe não se encontrou em campo foi facilmente goleado de novo, desta vez pelo forte e reforçado Bengalas. O time do matador Bizu, do reclamão Guitolê (que para este jogo cumpriu a função de um comportado auxiliar técnico devido a uma suspensão) e do ótimo jogador Ritolê não encontrou dificuldades para rapidamente impor seu ritmo e marcar seus gols.

Logo no início o Bengalas mostrou quem iria mandar dentro de quadra. Em rápido contra-ataque, aos 2 minutos, Ritolê marcou 1 a 0. Pouco depois, aos 8, foi a vez de Thiaguinho anotar o segundo, aproveitando que o Pagalanxe estava com um homem a menos graças ao cartão recebido por Murtilo. Gustavo Simões costurou a defesa rival e deixou na direita o camisa 2, que deu um toque sutil por baixo de Erich e correu para o abraço.

Na função de auxiliar técnico assistindo à partida do lado de fora, Guitolê deu um conselho a seus companheiros. Ele avisou aos bengalanos a marcarem sob pressão o rival, não os deixando sair do campo de defesa. E assim foi feito. Pressionando no campo ofensivo, não deu outra: o Bengalas seguiu marcando gols. Ainda na primeira etapa João Lâmpada anotou o terceiro, e pouco depois foi a vez de Fábio Leite aparecer sozinho dentro da área e escorar a pelota para fazer 4 a 0 para sua equipe com extrema facilidade. Viria uma nova goleada?

Sentindo a fragilidade do rival, e também mostrando um verdadeiro espírito de equipe, o Bengalas fazia um excelente rodízio de jogadores, ou seja, usava de maneira muito inteligente o seu banco de reservas. Mesmo constantemente mudando os sete que estavam em quadra, a equipe mostrava sua força e tinha a partida nas mãos. Ainda no primeiro período, Lucas, cartola e atacante do Acidus, vendo a facilidade com que o Bengalas ia despachando o adversário, aproveitou para brincar com Bizu e relembrou as goleadas aplicadas pelo Acidus e pelo Bengalas sobre o Tosco no último Chuteira. “Ganhamos de 23 do Tosco e vocês foram e bateram por 24. Agora ganhamos de 10 do Pagalanxe e vocês querem ganhar de mais que a gente de novo?”, brincou ele.

A rigor, o placar poderia ser mais elástico, pois, do outro lado, sem Bruno Corneta em campo, o Pagalanxe só assustou o goleiro Baki duas vezes na primeira metade de jogo, uma quando Daniel Badain concluiu para fora após Zequinha e Nando se atrapalharem e deixarem a bola de presente para o rival. A outra foi quando o mesmo Daniel girou para cima do marcador e bateu de esquerda, obrigando o arqueiro a realizar uma boa intervenção com os pés.

A fim de mudar alguma coisa para a segunda etapa, Gustavo Japonês, do Pagalanxe, conversou com seus companheiros no centro do campo e pediu empenho para a equipe marcar pelo menos dois gols e “voltar” ao jogo. Mesmo sofrendo com a falta de reservas, a equipe teve uma boa chance de descontar assim que o confronto foi reiniciado. O próprio Japonês rolou para Daniel, que fez o pivô e deixou a bola com Nardelli, que de frente pro gol meteu uma bicuda por cima do travessão.

Na outra meta o Bengalas chegou novamente de forma letal. Primeiro com Ritolê, que assume a artilharia isolada da competição com sete gols após fazer o quinto em jogada pela esquerda, e depois com Bizu. Assistido por Ritolê, que deixou o primo mais cheinho na cara do gol para marcar. O artilheiro fenômeno só teve o trabalho de empurrar para as redes mais uma linda jogada do Bengalas e cravar 6 a 0.

Vencendo de maneira tranqüila, o Bengalas se desinteressou pela partida e passou a esperar o tempo passar. É certo que a equipe ainda teve algumas chances, como na bola em que Gustavo Simões chutou na trave do Pagalanxe, mas nem mesmo quando o goleiro Erich tomou cartão amarelo (após xingar um jogador de sua própria equipe), deixando seu time com um jogador a menos e com um homem de linha no posto de arqueiro (Nardelli assumiu as luvas), o Bengalas ampliou a vantagem.

Sendo assim o Pagalanxe continuou fazendo o seu jogo e mesmo com a derrota já decretada partiu em busca de seu gol de honra. Já com Erich de volta, Nardelli chutou para fora a chance de descontar após apagão da defesa bengalana. Pouco depois, os laranjas tiveram, em cobrança de penalidade – que Bizu afirma que não houve –, a chance do gol de honra. Pedro Velardo chutou no canto esquerdo do goleiro, que ainda tocou na bola mas não conseguiu evitar o gol.

Ao final da partida Nando deu belo chute da ponta direita do ataque e obrigou o arqueiro a executar mais uma boa defesa. O lance valeu os aplausos de Bizu. Aplausos também para o Bengalas que após mais um passeio chegou a 7 pontos e divide a vice-liderança com o Bacana. Já o Pagalanxe amarga a vice-lanterna e ruma à Série Prata caso o time não reaja diante do The Veras. Nada como vencer um clássico para levantar a moral. Mas fato é que a vitória sobre o Estudiantes na rodada inaugural está a salvar por enquanto a equipe de uma crise maior.

VII Chuteira de Ouro: 3ª rodada: Grupo A:
SNG 11 x 4 Kiaka


SNG ENFIM DESENCANTA E GOLEIA KIAKA


SNG e Kiaka fizeram um jogo corrido, marcado por três momentos: um começo arrasador da equipe laranja, uma tentativa de reação da equipe branca e, por fim, um final avassalador do mesmo SNG. Também chamou a atenção, positivamente, o fato de que houve pouca reclamação para a boa arbitragem, coisa rara na rodada.

Logo no início, com menos de um minuto de jogo, Pedrinho recebeu um belo cruzamento da direita e já abriu o placar para o SNG, fazendo seu primeiro gol com a camisa do seu novo time. Poucos minutos depois, Fabinho marcou o segundo, de cabeça. Após falta dura, Tejeda levou o cartão amarelo solitário da partida e desfalcou o SNG por alguns instantes. Foi o que o Kiaka queria para reagir.

A equipe branca teve duas boas chances para descontar a vantagem do adversário. Em falta perigosa, o ataque do Kiaka fez uma bela jogada ensaiada, mas a bola subiu demais e foi pela linha de fundo. Logo depois, Abreu, o nome do jogo pelo Kiaka, cabeceou para boa defesa do goleiro Messi. Mas a superioridade do SNG era evidente, e com esta vantagem o ataque laranja fazia tudo que queria na defesa adversária. Foi assim que mais dois gols do SNG saíram quase que seguidamente. E ambos dos pés do seu artilheiro Memé. E tudo isso com menos de 7 minutos de jogo.

O Kiaka esboçava atacar, mas não conseguia passar pela boa retaguarda adversária. Já o SNG aproveitava a vantagem de quatro gols e tocava bem a bola. Porém, o Kiaka contava com a habilidade de Abreu, que fazia quase tudo em favor da equipe branca. e assim ele driblou quase toda a defesa para encher o pé de fora da área e fazer o primeiro gol da sua equipe. Poucos instantes depois, o mesmo Abreu fez boa jogada e deixou o capitão Julio Sérgio livre para invadir a área pela esquerda e tocar para o fundo do gol do SNG. Seria uma reação?

A resposta veio logo depois, mas do lado contrário. Paulo, novato no SNG, ampliou para os bicampeões. Pouco depois, quase o sexto gol. Abelha dividiu uma bola com o goleiro, mas a bola foi por cima da meta do Kiaka, porém passando com muito perigo. Os goleiros, que estavam sendo pouco cobrados, viraram espectadores na segunda metade do primeiro tempo. A bola ficava muito presa no meio campo, e as duas equipes pararam de criar boas chances.

Com o segundo tempo, veio a chuva. As obras atrás da quadra onde o jogo estava sendo realizado fizeram com que a torcida não comparecesse. Todos que estavam como espectadores se abrigaram embaixo do telhado da lanchonete, em meio às outras torcidas. A chuva apertou até o fim do jogo. Foi aí que a pouca torcida passou a duvidar que o jogo melhoraria. O campo ficou molhado, e a tendência era de que as duas equipes passassem a ser mais cautelosas para poupar os atletas dos riscos de uma quadra escorregadia, principalmente o SNG, que tinha uma boa vantagem no placar. Mas não foi o que se viu. Logo no começo da etapa final, Fabinho recebeu um lindo passe e marcou mais um. A vantagem só não aumentou porque o time laranja perdeu a chance de marcar em uma falta perigosa, quando a bola foi para fora. Logo depois, outra boa chance e Tejeda perdeu um gol feito. A pressão laranja continuava e foi do mesmo Fabinho o sétimo gol.

A chuva apertava, e a emoção da partida também. Alexandre Bola recebeu cruzamento da esquerda e, de carrinho, pôs a bola no fundo do gol. O Kiaka acreditava na reação. E nessa o quarto gol do Kiaka saiu, após jogada de Julio Sérgio, em que ele driblou a defesa adversária e bateu para o gol. O goleiro do SNG defendeu, mas deu rebote. E aí o oportunista Abreu marcou mais um para o Kiaka, deixando o placar em 7 a 4.

O goleiro do SNG passou a ser requisitado mais vezes e fez duas grandes defesas seguidas, logo após o quarto gol do Kiaka. Mas veio a reviravolta com Vairo, que fez um golaço para acabar de vez com as chances de recuperação do time branco. Logo depois, a porteira do Kiaka se abriu e quase toda bola que passava pela área entrava no gol. Foi assim que Tejeda deixou o seu, em seguida foi a vez de Abelha e, para liquidar a fatura, Biro marcou o último gol do jogo, já próximo ao final. Perdeu a conta? 11 a 4 para o SNG.

Fim de jogo debaixo de chuva. Com este placar, o SNG alcança a terceira colocação do Grupo A, com seis pontos, a apenas um ponto do líder MachuPichu. Já o Kiaka permanece com três pontos, que colocam a equipe branca na incômoda vicelanterna do grupo, mas com um jogo a menos. Mesmo perdendo, o Kiaka mostrou a quem assistiu à partida que a equipe tem uma nova revelação – Abreu, que mesmo estando claramente fora de forma carregou sua equipe nas costas na maior parte do tempo, pois defendia e atacava, sempre com muita raça.

VII Chuteira de Ouro: 3ª rodada: Grupo B:
Estudiantes de la Vila 4 x 7 The Veras


THE VERAS SE RECUPERA E INTENSIFICA CRISE DO ESTUDIANTES


Vivendo situações incômodas no grupo da morte, Estudiantes e The Veras se encontraram pela terceira rodada do VII Chuteira de Ouro. Os atuais vice-campeões, embora tivessem perdido seus dois primeiros compromissos – para Atlético Pagalanxe e Bengalas –, vinham motivados pelo retorno do talentoso meia Lorente, autor de 11 gols na bela campanha do time no Chuteira passado. O time azul-grená, por sua vez, queria demonstrar que a confiança permanecia intacta mesmo após a derrota para o Bacana na estréia da equipe na competição. E, para tanto, nada melhor que bater um forte candidato a título – pelo menos em teoria.

Mal começou a partida e a zica do Estudiantes parecia ter data para acabar. Em duas bolas aéreas – reconhecidamente o ponto forte da equipe – após bate-rebate na área adversária, 2 a 0. Gols de Lorente e Rafa Vasques, para desconsolo de Benga, que teve de se conformar em buscar a bola no fundo das redes e apoiar seus colegas. O time alvirrubro tocava bem a bola e envolvia o sonolento The Veras no meio-campo, com boas tramas de Lorente e Vitinho. Isso até o zagueiro Luis Felipe começar a aparecer no jogo. Com um futebol técnico e raçudo, o camisa 22 verense sobrou em campo e comandou uma virada impressionante. Primeiro, com uma cobrança de falta furiosa do meio da rua, no ângulo, sem chances para Renan Raito, que não vinha tendo trabalho no jogo até então: 2 a 1.

O gol animou o The Veras, que entrou de vez no jogo e começou a tabelar perigosamente frente à área adversária. O poder de marcação no meio-campo do Estudiantes, até então irretocável, sucumbiu às jogadas individuais de Victor Petreche, que fintou todo o time adversário antes de tocar para Kinho, que, livre de marcação, pegou mal e mandou para fora. O gol parecia maduro e logo veio, com João, que tocou na saída de Raito e correu para o abraço: 2 a 2.

O jogo então ganhou em emoção, com uma chuva fina e pentelha caindo para despentear as madeixas dos atletas, enquanto o Estudiantes voltava toda a carga ao ataque. Em chute despretensioso de longe, Lorente contou com a infelicidade de Benga, que tantas vezes já salvou o The Veras, mas dessa vez viu a pelota molhada escorrer por entre seus dedos e entrar no cantinho. 3 a 2 para o Estudiantes. Ainda antes do intervalo, o artilheiro Moura, que começou a partida no banco de reservas, recebeu de João e empatou novamente a peleja: 3 a 3.

O segundo tempo foi um verdadeiro jogo de xadrez. Mais uma vez se valendo de seu poderoso jogo aéreo e dos rebotes na área adversária, o Estudiantes passou à frente no marcador, graças ao gol de Rafa Vasques, completando cruzamento que passou por toda a área do oscilante The Veras: 4 a 3 e mais de 20 minutos de futebol a serem jogados.

Novamente em vantagem e escaldado pelos jogos anteriores, restava ao time do agora manager Caio cozinhar o galo e apostar nos contra-ataques. Pois é, no futebol, muitas vezes pequenos detalhes são capazes de mudar jogos e até campeonatos. Dessa vez, foi o gol de João – em um momento em que o Estudiantes tinha pleno domínio da partida – que mudou tudo. O novo empate do The Veras representou uma carga muito grande para o já traumatizado time dos meninos da Vila.

As investidas ofensivas do time eram bloqueadas pela grande atuação de Luís Felipe na zaga azul-grená. Isso, aliado a uma controversa arbitragem, contribuiu para que a bola começasse a queimar no pé dos atletas do Estudiantes, que mal conseguiam se concentrar na partida. Eis que o próprio Luís Felipe, demonstrando ginga e malemolência, livrou-se de um adversário no meio-campo, trouxe para dentro e bateu forte, à meia altura, direto para as redes. A virada veio e o clima era de êxtase no The Veras, contrastando com o desolamento do Estudiantes.

A seguir, a partida começou a ganhar ares de Libertadores, com muitas faltas, arbitragem permissiva, chuva, raça e poucas jogadas coletivas. A equipe alvirrubra não teve dúvidas em deixar o lépido e baixinho Vavá na zaga e mandar seus dois zagueiros, Rafinha e Júnior, para frente. E o empate só não saiu por milagre: após defesa de Benga, a bola sobrou limpa para o zagueiro Rafinha só completar para as redes. Mas quando a fase é ruim, o impossível torna-se possível. O camisa 6, Seleção do Chuteira passado, a meio metro do gol, mandou a bola sobre o travessão, para desespero dos colegas. A arbitragem, confusa, ainda deixou de marcar dois pênaltis clamorosos – um para cada lado.

Em vantagem no placar, o The Veras passou a trabalhar a bola, sempre saindo com boas jogadas da inspirada dupla Victor e João. Em uma dessas tabelas, João rolou para o capitão Pedro, que, de primeira, encontrou Victor passando atrás da zaga. O camisa 17 completou para o fundo das redes e, ao comemorar, gritava aliviado: “Acabou!”. De fato, não havia ânimo para mais nada. Apenas para, no último minuto do jogo, o rastafari Kinho fechar a conta e marcar seu primeiro gol no Chuteira: 7 a 4.

Ao final da partida, como não poderia deixar de ser, sentimentos distintos tomaram o semblante dos atletas dos dois times. Os vice-campeões, preocupados, reclamavam ostensivamente da arbitragem e da má sorte que levaram. Já os azul-grenás, felizes pela recuperação, se abraçavam e não escondiam a alegria. O meia Deco, um dos mais efusivos a comemorar, fez questão de juntar o grupo de atletas e dizer: “Esse, meus amigos, é o The Veras. Bem-vindos ao campeonato... e o Pagalanxe que se cuide!”.

VII Chuteira de Ouro: 3ª rodada: Grupo B:
Acidus 5 x 3 Equipe Bróder


ACIDUS VIRA CONTRA BRÓDER E SEGUE LÍDER


Cheio de história e provocações na véspera do dia do clássico, EB e Acidus entraram em campo sob uma leve garoa e sem o calor abafado que marcou as rodadas anteriores. Campo escorregadio, era de se supor que os times jogariam com a bola mais no pé, com toques mais curtos e jogadas individuais do que lançamentos e chutões para a frente. Era só de se supor, pois foi exatamente assim que o Acidus teimou em jogar e, se não fosse a genialidade de Ronei em momentos decisivos da partida, o time amarelo-limão não teria vencido por 5 a 3 e se mantido com a campanha 100% – a única entre as 18 equipes a partir da 3ª rodada no Chuteira de Ouro.

Morno e sem muita torcida – que ficou mais dentro do bar acompanhando de longe do que propriamente no alambrado em razão da chuva – logo a pequena torcida organizada Fúria Broderiana se fez presente e acompanhou e incentivou a equipe bicampeã na lateral do campo sob a faixa da torcida, que serviu de guardachuva. O cheerleader Paulo Gonzo e seu escudeiro Tubs estiveram ali cantando, xingando e incentivando jogadores e arbitragem, enquanto pelo Acidus havia uma torcida inusitada – Choco e Doce, do Joga 13. Eles queriam ver o Acidus ganhar da EB, que tinha derrotado o 13 na rodada anterior. “Olha isso, Lucas, você já tinha visto o 13 torcer para o Acidus? Quero ver vocês golearem hoje!”, gritou Doce em certo momento da partida, mostrando que pela primeira vez o time amarelo e preto tinha o time amarelo-limão na preferência.

Mas o Acidus não mostrou a mesma vibração e jogo coletivo dos jogos anteriores e daí as melhores chances surgirem a favor da EB. Lapa e Mutssa tentaram no começo e mandaram raspando a trave. O Acidus praticamente não criava em razão do excesso de lançamentos, maioria do goleiro Diego procurando Robinho ou Philip. Campo molhado, a bola deslizava e o que conseguiam era apenas devolver a bola ao time adversário.

Marcação forte da EB, Robinho ainda tentava as jogadas individuais mas pouco de efetivo foi criado. Ronei tentava pelo meio e até arriscou um chute, que foi prensado na hora certa pela defesa e saiu para escanteio. O Acidus teve diversas chances de escanteio, mas as cobranças, sem exceção, foram todas parar nas mãos do goleiro Macaco, que saía tranquilamente e pegava os lançamentos, buscando o contra-ataque.

E, por ironia do destino, de tanto errar escanteio foi justamente em um que a EB abriu o marcador. Bola alçada da esquerda, Barata não acompanha Mutssa, que pega um sem pulo lindo para mandar no ângulo de Diego. Um golaço do artilheiro dos gols perdidos, que não perdeu a chance de cutucar Lucas ao olhar para ele e “dedicar” o gol depois de ter sido questionado por não fazer gols no decorrer da semana.

Praticamente metade do primeiro tempo jogado e o Acidus dormindo em campo. Nada de produzir jogadas ofensivas e apenas bolas longas sem perigo. O time começou a mexer e trocar algumas peças para ver se algo acontecia. Entraram Kirk e Marquinhos, mas a sonolência continuou. O único que parecia mais elétrico era Ronei, que, num dia inspirado (antes da partida, no vestiário, ele comentou com um companheiro de time: “Hoje eu quero jogo”), exagerava nas jogadas individuais. Entretanto, foi numa dessas que ele pegou um belo chute do meio de campo que fez a bola subir e descer dentro do gol, quase no ângulo. Macaco ainda foi nela mas o veneno do chute matou qualquer chance de defesa. O Acidus empatava ainda no primeiro tempo.

Mas o gol pouco mudou a perspectiva do jogo. O Acidus perdia bolas demais, errava nas poucas vezes que chegava, como em chute tosco de Kirk de esquerda, e dava a vantagem do contra-ataque ao Bróder, sempre puxados por Lapa, Marcelinho e Gabriel. E foi num desses, depois de bate-rebate no meio de campo, que a bola caiu para o pé direito de Gabriel, que friamente chutou na saída de Diego cruzado e marcou 2 a 1 no placar para a EB aos 23 minutos.

O intervalo foi quente para o Acidus, que tinha vários jogadores discutindo entre si com reclamações de não tocar a bola, ser fominha etc. etc. etc. Robinho era o mais exaltado. A pouca conversa depois das discussões rendeu apenas o comentário: só o Ronei está jogando, o resto está passeando em campo. A volta para a etapa final não mudou muito o espírito do time, que seguiu extrapolando em devolver bolas ao adversário quando a conquistava e não tinha seus atacantes em bom dia. Philip estava sumido em campo e Kirk, sonolento, pouco de efetivo conseguia produzir. “A bola não chega, não tem como fazer nada”, reclamou quando foi substituído.

Mesmo assim o Acidus de novo conseguiu o empate, numa cobrança de falta na ponta esquerda da área broderiana. Ricco bateu rasteiro e mandou para as redes. Eram jogados 6 minutos. O empate acendeu o pavio acidiano, que passou a atacar mais pela direita com a entrada de Pedrinho. Com ele, Ricco e Ronei saiu a jogada do gol da virada, 2 minutos depois. Ricco lançou Ronei, que dividiu com o goleiro Macaco na área e a bola ia para a linha de fundo. Macaco no chão, Ronei impediu que a bola saísse e cruzou de chaleira para o outro lado da área, onde chegou Pedro na maior tranqüilidade para empurrar para o fundo do gol. Em menos de 10 minutos o Acidus virava para 3 a 2.

Em desvantagem pela primeira vez no marcador, a EB tinha de ir para cima de qualquer forma. E bem que poderia ter aproveitado quando teve um homem a mais em campo, após Lucas, que mal tinha entrado, ser burro o suficiente de fazer uma falta em Ericão, levar amarelo, reclamar da arbitragem e tomar o azul. A expulsão do jogador rendeu a ele puxão de orelha de todos os colegas, principalmente do goleiro Diego. Com um a mais para trabalhar, a EB tentou chegar mas viu Diego fazer grande defesa com os pés em cobrança de falta de Lapa, que a esta altura era o jogador mais perigoso do alvirrubro.

Sem tomar gols, o Acidus fez o quarto gol numa pintura de Ronei. Ricco vê o que ninguém da EB viu – Ronei livre dentro da área – e dá um passe açucarado para o camisa 22. Este mata de costas e, num giro rápido e mortal, toca por cima de Macaco quando este saía para o abafa. A bola fez uma parábola sensacional num curto espaço de campo, não mais que três metros. A bola saiu dos pés de Ronei, subiu, passou por cima de Macaco, quase despenteando o goleiro se este tivesse topete, caiu ainda no campo e atravessou a linha do gol. Um golaço que fez Robinho, do banco de reservas, abrir o sorriso e comentar: “Que gol foi esse? Esse moleque joga demais”.

A partir daí, o jogou virou EB no ataque e Acidus se defendendo. Diego praticou duas defesas, pois a maioria das chances foi desperdiçada com chutes para fora pelos atacantes adversários. A velocidade do contra-ataque foi a arma para tentar matar o jogo, mas a EB conseguia interceptar os lances. Aos 22 minutos, numa falta a poucos metros da área, Lapa acerta o homem-base da barreira. A bola desvia nele e mata Diego, que já caía para encaixá-la. A EB diminuía e ensaiava uma pressão final.

Logo foi pedido tempo pelo Acidus para esfriar o adversário. Ao voltar para o jogo, uma jogada pela direita de linha de fundo quase terminou em gol com a bola desviando em Diego e passando por trás do gol. Os broders todos do outro lado gritaram gol, mas infelizmente para eles e felizmente ao Acidus a bola tinha sido fora mesmo. Depois desse lance, jogada pelo meio encontra Barata livre na direita, que avança e quase da entrada da área fuzila Macaco para encerrar em 5 a 3 a partida quase aos 25 minutos. O jogador correu até a torcida comemorar com Choco e Doce e dedicar o gol a eles.

Fim de jogo e vitória apertada e sofrida do Acidus, que mantém a liderança do Grupo B com 9 pontos em 3 jogos e agora folga na rodada seguinte, quando poderá perder a primeira posição para Bengalas e/ou Bacana, que também venceram e podem chegar a 10 pontos caso sejam bem-sucedidos em seus próximos compromissos. Já a EB enfrenta justamente o Bengalas, buscando uma vitória para não desgarrar do G-6 (tem 4 pontos atualmente) e poder folgar na quinta rodada com mais tranquilidade e sem pressão.

VII Chuteira de Ouro: 3ª rodada: Grupo A:
Fiorella 7 x 2 Tosco


TOSCO LUTA, MAS É GOLEADO POR FIORELLA


Sem chuva, mas com gramado levemente molhado, Tosco e Fiorella Brasil entraram em campo pela terceira rodada do grupo A. as duas equipes fizeram um primeiro tempo equilibrado e com cinco gols, apesar da ligeira superioridade da equipe amarela (leia-se Fiorella, que trocou o vermelho do ano passado pelo amarelo). O primeiro lance de perigo da partida foi com Ari, mais um Silva da família Fiorella, que recebeu cruzamento da direita, e ao bater para o gol, foi surpreendido por uma boa defesa do goleiro Melo, improvisado mais uma vez no gol com a ausência de Porps. Mas o goleiro deu rebote e ele mesmo mandou pela linha de fundo.

Mais um ataque com perigo veio dos pés de Van-Van, que voltou a ser o artilheiro de antes, ao acertar um lindo voleio da entrada da área que explodiu na zaga adversária. O Tosco não conseguia atacar de jeito algum, pois o Fiorella apertava bem a marcação e dominava a posse de bola. A maioria das jogadas nascia com Marquinhos, mas também morriam com ele diante da fome do jovem remanescente do Assurra.

Mas o Tosco, em seguida, mostrou que não tinha ido para a partida para ser “sparring” do campeão do V Chuteira. Numa bela arrancada de Perassi, fazendo sua reestreia no Chuteira, troca bola com Juba, outro Diabos a vestir a camisa do Tosco, e chuta mascado, facilitando para Fábio Fonseca buscar no canto inferior. Nos contra-ataques o Fiorella não dava sossego para o setor defensivo do Tosco, principalmente com Van-Van, que, sempre arriscando e se movimentando, levava perigo para Melo. E com certeza a insistência do Fiorella foi recompensada: após uma falta na intermediária, Melo posicionou a barreira com 3 jogadores, mas a média de altura do Tosco certamente é a menor do torneio e isso complicou as coisas. Num belo chute de trivela, Ari Silva mandou por cima da barreira e abriu o placar.

Isso foi o tapa que despertou a equipe do Tosco, principalmente o estreante Juba, que vinha mostrando uma raça fenomenal na defesa e resolveu ir para cima do Fiorella. Em jogada de velocidade pela esquerda, ele chuta para empatar o jogo. Mas essa alegria durou pouco, pois numa bola cruzada Van-Van acertou o pé e recolocou sua equipe em vantagem. Menos de 2 minutos depois, numa jogada quase que replay, o mesmo camisa 11 ampliou para 3 a 1.

Quem pensava que o Tosco ali sucumbiria, errou, pois aos 24 minutos num lançamento que parecia perdido, Juba correu, pegou com a direita quase na linha de fundo e sem a bola pingar emendou com a esquerda para o fundo das redes. Um belíssimo gol que dava um novo respiro ao Tosco, que encostava em 3 a 2 e dificultava um jogo que parecia fácil para o Fiorella.

Terminava assim o 1º tempo, com um jogo pegado e muito corrido. Mal sabia o Fiorella que o Tosco voltaria com ainda mais vontade no segundo tempo, mas sem o pique que manteve no primeiro, o que decretaria a terceira derrota da equipe de Michel. Logo que o jogo foi reiniciado, Perassi acertou um chute na trave, e apesar do esforço de Marquinhos, ele não conseguiu encaixar com o conjunto e tentava fazer um jogo muito individual. Mesmo assim ele deu trabalho para a defesa do time da ótica. O Tosco também se defendia, e como. Melo fez duas belas defesas logo no início da segunda etapa, dando a impressão que no intervalo os dois times tinham decidido ganhar o jogo.

Num belo contra-ataque puxado por Juba e Mikas, eles deixaram toda a defesa adversária para trás até que Juba resolveu arriscar de meia distância, mas o goleiro defendeu. Ia por água abaixo a melhor oportunidade de empate do Tosco. Logo em seguida, num chute muito fraco que pegou Melo de surpresa, a bola acabou entrando entre suas pernas e a trave. Daí em diante o Tosco se viu em problemas e se lançou definitivamente ao ataque.

Numa ofensiva feroz, o Tosco se revezava entre Juba, os gêmeos Emerson e Everton, Perassi, Marquinhos e Mikas, mas se sobrava vontade faltava organização. E com isso os erros foram aparecendo, como o gol do Fiorella, de Ari, anotado após trombada entre Mikas e Emerson. A bola sobra para o Fiorella, que só teve que conferir o lance sem defesa. Na sequência, o lance se repete, dessa vez entre Perassi e Emerson, e Van-Van confere encobrindo Melo após esperá-lo cair ao sair do gol. Era o sexto gol.

Decididamente não era a tarde do Tosco, pois um jogo tão corrido e bonito não foi acompanhado pela sorte da equipe. Na verdade, foi acompanhado por muito azar. Para fechar o placar, um chute forte de longe de Tiago Silva desvia nas costas do capitão Mikas, que acompanhava outro jogador, e tira completamente o goleiro Melo do lance. Como faltavam poucos minutos para o fim da partida, e todos os jogadores do Tosco se mostravam muito cansados e abatidos pela incrível sequência de lances azarados, a equipe pouco fez em termos ofensivos. Daí para frente somente o goleiro Melo salvou a equipe de uma goleada maior, pois sua defesa estava completamente perdida em campo e os jogadores do Fiorella aproveitaram para deitar e rolar chutando de onde achassem melhor. Mesmo assim o placar se manteve em 7 a 2 para o Fiorella, a primeira vitória da turma da ótica e iniciando a recuperação no torneio. Ao Tosco, resta repensar o time e posições para, contra o Fora de Série, evitar a quarta derrota consecutiva.

VII Chuteira de Ouro: 3ª rodada: Grupo B:
Bacana 9 x 2 Melville Power


COM FUTEBOL DE CAMPEÃO, BACANA GOLEIA MELVILLE


No último jogo da rodada pelo Grupo B, Bacana e Melville se enfrentaram em um dos duelos mais esperados do dia. O azar foi que ao lado jogavam Roleta Russa e Basicus, o que esvaziou qualquer pretensão de público para ver a goleada do Bacana sobre o poderoso Melville.

O jogo começou com o Bacana tomando a iniciativa do jogo, motivada pelo fato de terem sido eliminados no V Chuteira pelo adversário. Ou seja, o Bacana entrou no jogo com uma atitude totalmente diferente das duas primeiras rodadas em que se mostrou apático e sem interesse. Foi uma surpresa para o torcedor solitário e desavisado que via a partida do lado de fora. e o Bacana mostrou ao menos vibração, pois a cada dividida e chances criadas, eram gritos e comemorações. Entretanto, quem aproveitou primeiro foi o Melville em uma bobeira do zagueiro Jorge que Felipe concluiu e marcou para esfriar momentaneamente a empolgação do time vinho.

O balde de água fria, porém, não congelou o Bacana, pois em poucos minutos virou a partida com dois gols do ótimo atacante Rômulo, quando aparece sempre se torna fator de desequilíbrio em favor de seu time. Isso com menos de 10 minutos de jogo. Mas o Melville ainda não se abatera empatar o jogo em uma jogada de contra-ataque, com Henrique.

Iguais no placar, o Melville começou a gostar do jogo e partiu para cima do Bacana, coisa que até então pouco se tinha visto no time do Melville, acostumado a jogar fechado e matando o adversário no contra-ataque. E aí parece que residiu um dos erros que levaram o time alvinegro de Carapicuíba a ser goleado, pois o Bacana respondeu e, em uma troca de passes belíssima, Rômulo anotou mais um gol, seu terceiro e terceiro de sua equipe, dando certa tranqüilidade para seu time, que vinha sendo dominado pelo adversário.

O segundo tempo nem começou e os jogadores do Melville reclamaram muito com a arbitragem, fato esse que pode ter desconcentrado o time para segunda etapa. Outro fator que pode ter contribuído foi a troca do goleiro Goku, que vinha bem, por Raphael. Enfim que o Melville parecia outro time em campo, mais preocupado em falar com os árbitros do que jogar futebol com o Bacana.

O time vinho soube aproveitar esse descontrole e em poucos minutos do segundo tempo, em uma jogada de escanteio, Yanes assinalou seu gol de cabeça e o quarto do Bacana. Neste momento, o Melville ainda tentava e exigia boas defesas do goleiro Flávio, que após uma de suas defesas ligou um contra-ataque rápido que deixou Napolitano sozinho para converter o quinto gol e matar de vez o jogo. Sim, matou mesmo o jogo, pois depois desse gol o Melville desistiu totalmente da partida. Daí para frente só o Bacana jogou. Aliás, como há muito tempo não se via, tocando muito bem a bola, envolvendo totalmente o adversário e fazendo um jogo principalmente coletivo.

Completamente perdida em campo e ainda discutindo com a arbitragem, o Melville se descuidou e deixou o zagueiro Jorge se redimir da falha do primeiro gol e anotar mais um para seu time. O goleiro do Melville soltou uma bola na boca do gol depois de uma cobrança de falta, e ele chegou para conferir. Era o sexto gol do Bacana.

O Melville ainda tentou a reação com Felipe, que fez boa jogada individual que não deu em nada. Mas o lance seguinte foi bem articulado: Alemão faz grande jogada e arruma de calcanhar para Felipe chegar batendo para fora. mas foi só, pois o Bacana voltou a mandar no jogo e marcou seu sétimo com Ficou claro que o Melville melhorou no jogo. Mas se o time branco perdeu a chance de marcar um golaço, o time vinho foi mais preciso. Demehur mandou um de seus petardos de longe e cravou o 7 a 2. O time vibrou como se fosse o primeiro gol. Não demorou e Vitinho avançou pela direita e acertou um lindo chute que mandou a bola no ângulo. E no apagar das luzes Rômulo coroou sua noite com mais um gol, encerrando a fatura em 9 a 2 para o Bacana.

Por incrível que pareça ver o Melville tomar uma chinelada digna do Tosco, é fato que o Bacana, mesmo com os problemas que tiveram e têm para levar a equipe a campo, jogou muito bem e provou que é um dos times mais fortes do Chuteira e ainda favorita ao título, apesar da crença contrária do profeta Bruno Corneta. A vitória serviu para dar moral e preparar o time para o confronto da rodada seguinte, contra o lanterna Estudiantes. Para esse jogo, o capitão Marcelão, que não cansou de elogiar muito sua equipe depois da vitória, já avisou: “Se depender de nós, o Estudiantes continuará sem vencer, pois mesmo eles estando sem o Caio e sendo outra situação o Bacana vai com tudo para cima deles. Quem sabe ajudemos nossos amigos laranjinhas ainda e nós vinguemos da eliminação no Chuteira passado, coisa que não engulo até hoje”. A contar o espírito do capitão, esse Chuteira está no papo.

O Melville vive situação delicada, pois um princípio de crise se anuncia e tem pela frente nada menos que o Joga 13. E um Joga 13 sem vencer e louco para começar sua inevitável escalada para a classificação. Jogo que promete.

VII Chuteira de Ouro: 3ª rodada: Grupo A:
Kadência 3 x 5 Giro SP


GIRO SP SURPREENDE E DERRUBA CAMPEÃO KADÊNCIA


Após a chuva passageira, Giro SP e Kadência entraram em campo pela terceira rodada para fazer uma das melhores partidas do Grupo A. A impressão é que as duas equipes consideravam o jogo não como mais uma rodada do campeonato, mas sim como a final do torneio. A prova disso foi a vibração e a raça mostrada por ambas as equipes. E isso mesmo sem os dois goleiros titulares – Ivan Guelo e Manente substituíram Renato e Dema.

A Giro SP começou melhor, já carimbando a travessão com chute do ex-técnico Batata. O atual campeão não demorou a responder e, após falta de Gean em Fábio Simões, Gará mandou a bola para fora. Em outra jogada, faltou companheirismo entre os atletas do Kadência para abrir o placar: Paulinho tentou fazer tudo sozinho, enquanto Simões passava livre pela esquerda.

O goleiro da equipe amarela assustou a pouca torcida do seu time que acompanhava o jogo no momento em que quase levou um frango em uma bola defensável. Isto animou a Giro SP, que abriu o placar logo depois com Romarinho. Ele pegou o rebote praticamente em cima da linha dado por boa defesa do goleiro após chute de Batata. Logo depois, quase o segundo. Mas ficou no quase. Porém, a Giro jogava melhor e Romarinho com Batata faziam uma grande partida. O primeiro ainda cobrou uma falta pela linha de fundo, encerrando em apenas 1 a 0 a primeira etapa.

O leitor deve estar se perguntando onde estaria a emoção de um primeiro tempo com um gol só. Pois ela veio no segundo tempo, junto com a noite e a iluminação péssima dos refletores. Tudo começou com um pênalti para a Giro, em que Gean bateu mal, no meio do gol, para defesa do goleiro Renato. Outra boa chance para a equipe preta parou em sensacional defesa do mesmo Renato. Certamente o leitor conhece o ditado que diz que quem não faz, toma. Pois a Giro abusou das chances de perder gols e, assim, após cobrança de falta que bateu no travessão, Fabinho Simões empatou a partida.

Parecia que o Kadência havia ressuscitado em campo, pois o time acordou e logo depois, com Bruno Alóia, virou o jogo. Foi então que as duas equipes mudaram seus perfis. A Giro tentava ir para cima, mas parava na retranca do Kadência. Resultado: poucas chances para os dois times. Para furar o bloqueio, Romarinho foi obrigado a chutar de fora da área quando encontrava espaço para tanto. E foi desse jeito que ele deixou o placar em igualdade.

Era tudo o que o Kadência não queria. Sem a vantagem de um gol que tinha, ela foi obrigada a se expor e não permanecer presa na defesa. O jogo continuava equilibrado, mas logo o time preto e laranja fez o terceiro e virou o jogo. Batata arriscou de fora da área e vibrou muito com o gol e a virada.

O Kadência não se intimidou, mandando na sequência uma bola na trave e perdendo um gol na cara, injetando mais emoção para o fim do jogo. E de fato o placar esteve indefinido até Cabrito chutar de fora da área e marcar o quarto gol. E o quinto já podia ter saído sem delongas se, após uma jogada rápida pela esquerda, Gean, de frente para o goleiro, não tivesse desperdiçado. De fato não era a sua tarde aquela – além de perder um pênalti, ele jogou fora mais essa chance mandando a bola por cima do travessão.

O Kadência chegou ainda a diminuir, novamente com Bruno Alóia de fora da área. O fim do jogo estava próximo e o Kadência se mandou para frente em busca do empate, deixando só o goleiro no campo de defesa. Mas foi no contra-ataque que a Giro decretou sua primeira vitória no torneio, de novo com Romarinho, que pegou rebatida do ataque do Kadência, dominou a bola e só viu o goleiro a sua frente. Aí foi fácil para ele avançar, driblar o goleiro e só rolar para o fundo das redes.

Mesmo com a primeira derrota no torneio, o Kadência se mantém como uma das melhores equipes do Grupo A, ocupando o segundo lugar em sua chave com 6 pontos, ao lado do SNG. Além disso, o Kadência possui também o melhor saldo de gols, com nove, e o melhor ataque do grupo, tendo marcado dezoito vezes (explica-se: já jogou contra o Tosco).

COBERTURA DOS JOGOS DO I CHUTEIRA DE PRATA


I Chuteira de Prata: 3ª rodada:
Arouca 6 x 0 Babilônia


AROUCA JOGA BEM E BATE BABILÔNIA COM FACILIDADE


O time do Arouca vinha de dois bons jogos, o empate contra o forte Roleta Russa na estréia e a goleada em cima do Katimba. Nos dois demonstrou ser um bom time, muito rápido com a bola no pé. Não foi diferente na partida diante do Babilônia. Quem também não foi muito diferente das rodadas passadas foi o próprio adversário, que ainda não demonstrou um futebol confiante para estar no G-8.

O Arouca começou com seu jogo rápido e já dominando a partida, com uma bola no travessão, que voltou sobre a linha e não entrou logo no início. Até ali a única jogada perigosa do Babilônia havia sido foi uma falta que explodiu na barreira.

O primeiro gol saiu em jogada de Veloz, que rolou a bola precisa para Leozinho chutar no canto, sem chances para o goleiro. As jogadas do Arouca saíam sempre dos pés do Veloz e Garnizé, que infernizaram o Babilônia durante todo o jogo. Depois do gol o Arouca seguiu melhor na partida, aproveitando-se de rápidos contra-ataques já que o ataque do Babilônia perdia seguidas bolas no ataque. Foi para tentar parar um desses contra-ataques que Samir fez falta feia, mas a arbitragem somente marcou a infração, sem dar o cartão.

Jogada de Veloz, que estava em um dia de garçom, e a bola chega para Leozinho, que chutou forte, mas o goleiro do Babilônia fez ótima defesa. Veloz seguia muito bem no jogo, servindo os companheiros e tentando seus gols. O Babilônia só fez o goleiro adversário trabalhar com 15 minutos de jogo, num chute a meia distância em que defendeu com tranqüilidade.

Quem não estava nada tranqüilo era a defesa do Babilônia, que sofria com Veloz. Novamente ele serviu Toni, que viu seu chute ser espalmado pelo goleiro e ainda bater no travessão. O time rubro negro não ficava com a bola no pé, deixando o Arouca jogar e ampliar. Matheus, que tinha acabado de entrar, aproveitou o rebote e fuzilou a rede. O mesmo Matheus, que entrou animado, não perdeu tempo e fez o seu segundo em uma boa cabeçada. 3x0 e o jogo se encaminhava para mais uma goleada.

O primeiro tempo acabou com um domínio completo do time branco, mas o Babilônia, que na rodada passada havia empatado um jogo que também parecia perdido, não desistiu e usou a mesma tática que tinha dado certo antes: trocou o goleiro por um goleiro linha. Mas dessa vez não deu tão certo.

A segunda etapa começou com o Arouca ampliando e estragando qualquer estratégia do adversário, que até melhorou consideravelmente mas seu problema deixou de ser a defesa e passou a ser o ataque. A equipe criava as jogadas, mas se atrapalhava na hora de concluir. Outra coisa que definiu a melhora foi a entrada de Victor Henrique, que demonstrou ser o mais lúcido da equipe, inexplicavelmente escondido no banco.

O Arouca, que não é bobo, seguiu aproveitando contra-ataques e, em jogada parecida do primeiro tempo, o bom ala Garnizé mandou uma paulada que bateu no travessão e na linha para em seguida ser despachada pelo zagueiro. Tranqüilo em campo, o Arouca diminuiu o ritmo imposto na primeira etapa, mas, para não sair do padrão de jogo, mesmo vencendo Mineiro deu um jeito de tomar cartão amarelo, só para o time do Babilônia poder pressionar um pouco. Emoção deve ser o forte da equipe, tendo sido assim nos três jogos. Mas a pressão, que aconteceu, não resultou em gols.

O Babilônia perdeu seguidas chances de fazer o seu gol de honra, até com seu goleiro linha, James, que às vezes saía desesperadamente driblando. Mas quem acabou fazendo mais um foi o Arouca, justamente em falha do goleiro, que Leozinho aproveitou e fez o quinto da sua equipe. Só então que VELOZ deixou o seu e deu números finais ao jogo em 6 a 0.

O Arouca segue mostrando ser uma das melhores equipes do campeonato até aqui, garantindo a segunda posição. Já o Babilônia ainda não conheceu a vitória, mas tem a sua chance exatamente contra a outra equipe que ainda não venceu, o Katimba. Nesse jogo, uma vitória vai reacender um e deixar o outro na lanterna isolada.

I Chuteira de Prata: 3ª rodada:
PRIMATAS 4 x 2 FORZA LEONE


PRIMATAS VENCE FORZA, QUE SAI RECLAMANDO MUITO


Forza Leone e Primatas, duas equipes que visam o acesso à Série Ouro do Chuteira, se enfrentaram em um jogo muito movimentado, que teve de tudo dentro e fora da quadra. Belos gols, duas viradas no placar, muita reclamação com a arbitragem, bate boca entre os jogadores e, ao final, quase uma briga.

Começou o jogo e a posse de bola era do Forza, mas assim que roubou a pelota o Primatas armou contra-ataque fulminante e abriu o placar. Gui Fenômeno recebeu na direita do ataque e ajeitou para Rafinha, de frente para o gol, fazer 1 a 0. Após o primeiro gol marcado, os primatas tentaram permanecer no ataque para quem sabe ampliar a vantagem no início de partida e jogar o restante no contragolpe, mas foi o FL que resolveu acabar com tal idéia e Diogo deixou tudo igual.

A primeira etapa seguia e o time do Primatas voltou a ter oportunidades. Giorgio driblou Lelo e bateu de esquerda. Um desvio no meio do caminho salvou o gol. Do outro lado, o Forza respondia com o mesmo Lelo, que em jogada pela esquerda cortou o zagueiro e mandou rasteiro para virar a partida. Enquanto isso, do banco de reservas. Bruninho, capitão do FL, tentava a todo custo arrumar uma chuteira número 40 emprestada, pois, na correria de ir para o jogo, tinha deixado as dele em casa.

Contudo, mesmo após sofrer a virada, o Primatas continuou martelando o adversário, e só não chegou ao empate com Rodriguinho porque Élder, ou Lelezinho, como já é chamado por muitos em referência ao atacante Lele do 13 (só olhar para ele para saber por quê), apareceu na hora para travar a investida. No entanto, não demorou para que os primatas empatassem: depois de cobrança de escanteio, Rafinha se antecipou aos zagueiros e desviou para o fundo do gol.

Ainda no primeiro tempo Gus protagonizou o lance que começou a esquentar o confronto. Após cruzamento, ele dividiu com Du do FL e aparentemente deixou o pé para acertar o adversário. Foi dado cartão amarelo aos dois jogadores envolvidos no lance. No intervalo de jogo, o mesmo Gus bateu boca com torcedores do Forza Leone (em sua maioria jogadores do Joga 13, que são amigos do pessoal do Forza).

O jogo esquentou a partir dali e explodiu no segundo tempo. Como os cartões encerraram o primeiro tempo, após os dois minutos passados por conta do cartão, o Forza foi mais esperto e voltou com o seu jogador a campo, enquanto o Primatas reclamava com os árbitros e esperava sabe se lá o quê para retornar com seu jogador. Mas com a pelota rolando, de novo Gui Fenômeno tocou para Rafinha quase marcar. A bola foi desviada para escanteio. Na cobrança, Orley cabeceou rente a trave do arqueiro Muralha. No lance seguinte foi a vez do Forza desperdiçar boa oportunidade com Diogo. Após cruzamento, o camisa 9 foi surpreendido com a bola, que sobrou limpa para ele, e mesmo com o goleiro Vitinho caído ele acabou dando nas mãos do goleiro.

Pouco antes dos Primatas anotarem o terceiro gol, Élder apareceu no ataque e deu uma trombada em Vitinho, recebendo assim o cartão amarelo e desfalcando sua equipe por dois minutos. Aproveitando o jogador a mais, Orley recebeu lançamento do campo de defesa, cortou o marcador e cara a cara com Muralha demonstrou extrema frieza para dar um lindo toquinho por cobertura. Um golaço! A partir daí o técnico do Forza, Jorge, ficou revoltado com a arbitragem e passou a reclamar demais. Resultado: o comandante foi expulso de quadra e mais bate boca com o árbitro.

Realmente a fase não era boa para o Forza. A equipe parecia estar totalmente sem cabeça e maior mostra foi Lelo, que já havia recebido um cartão amarelo e fez dura falta no adversário, recebendo aí o azul. Era mais um do FL que deixava a quadra.

O Primatas ficou pelo menos um minuto com dois jogadores a mais em campo, mas não aproveitou a débil situação do oponente para matar a partida. Mesmo com seis contra sete, foi o Forza Leone quem quase marcou. Aliás, a partida só não foi empatada naquele momento porque Renan desperdiçou o gol mais feito de sua vida: dentro da área e com o goleiro batido, o jogador conseguiu chutar para fora a melhor oportunidade da partida e provavelmente da rodada. Muita sorte dos Primatas que após o lance pediu tempo para arrumar a cozinha.

Durante a paralisação, a torcida do Forza fez uma grande pressão nos jogadores Primatas. Jogando do lado que dá para o bar, havia apenas o alambrado a separar o time reunido para conversar e os agitadores de plantão. O Primatas foi obrigado a escutar absolutamente tudo quanto é bobagem que a torcida falou para eles naquela hora. E assim que a partida foi reiniciada, o Primatas anotou o quarto: Rafinha cruzou rasteiro da direita e Rodruiguinho, tranqüilo, tocou para o fundo do gol.

Na comemoração, os jogadores reservas do Primatas, que estavam visivelmente incomodados com a torcida rival a xingar e falar em suas orelhas, soltaram alguns palavrões como desabafo. Foi o suficiente para fechar o tempo. De fora da quadra, Lelo, o jogador azulado do Forza, e o técnico Jorge bateram boca com Gus e Gui, que ainda estavam dentro da quadra. A coisa esquentou a ponto de chegar na confusão torcedores, jogadores, passantes e membros da Organização do campeonato. Felizmente, havia a própria grade da quadra, que serviu nesse momento para separar os mais exaltados.

Voltando ao jogo, logo encerrou a partida com placar final de 4 a 2 para o Primatas, equipe que já pinta ao lado de Arouca e Roleta Russa como favorita ao acesso ao próximo Chuteira de Ouro. Para o Forza, sobrou reclamação com arbitragem de toque de mão em gol do Primatas e falta de critério em cartões. Para o Primatas, depois de resolver com o adversário a confusão, a alegria de continuar 100% na competição.

I Chuteira de Prata: 3ª rodada:
Roleta Russa Olímpico 1 x 2 Locomotiva Tarja Preta


PUBLIUS E SEU LOCOMOTIVA APRONTAM COM ROLETINHA


O jogo entre Locomotiva Tarja Preta e Roleta Russa Olímpico foi como se esperava: equilibrado do início ao fim, com poucas jogadas bonitas, mas muita vontade. Vontade que foi a tônica do time de Publius, que fez uma ótima partida, talvez pelo adversário ser o Roleta, time pelo qual ele nutre claro contragosto.

O Locomotiva, que começou marcando muito forte o time dos garotos da filial RR, perdeu uma clara chance de gol. Publius recebeu bola na frente, chutou forte, Casari defendeu e a bola sobrou para Fagner, sozinho, só colocar para dentro, mas ele demorou muito que defesa chegou para afastar.

Entretanto, o jogo logo começou a ficar mais leve, até chegou a parecer um amistoso. Os meninos do Roletinha não eram nada criativos, mas não precisaram criar para fazer o primeiro gol, pois Folha só precisou usar de sua sorte e oportunismo para aproveitar falha conjunta de Betão e Paulinho, que subiram juntos para afastar e deixaram de presente para o Folha, o melhor do Roleta em campo, colocar nas redes para comemoração dos garotos.

Quando parecia que o gol faria o Roletinha se soltar, o que aconteceu foi o contrário. O Locomotiva pôs mais lenha em sua fogueira e acelerou a marcha. Começou em jogada de Jessé, que chutou perigosamente para Casari buscar no canto.

Para dar mais qualidade ao passe, Paulinho, que deixou de ser só técnico e até jogou boa parte da partida, colocou em jogo a nova contratação, o meia atacante Fill. Garoto que tem um bom histórico ou é muito bem agenciado. Talvez por coincidência, o gol saiu logo que ele entrou. Quem acredita que não existem golaços de cabeça, provavelmente mudou de idéia ao ver o de Publius. Após cobrança de escanteio, ele subiu muito (mas muuuuuuuuuuuito mesmo) e deu uma cacetada de cabeça, sem chances para o goleiro. Era o empate. Publius caiu no chão e lá ficou se contorcendo de dor, nem comemorou o gol em razão da queda. E que queda a contar a altura que ele subiu.

Logo após o empate, o Locomotiva ficou com um a menos em jogada em que arbitragem foi muito discutida. Os garotos tentaram aproveitar, colocavam correria, mas erravam muitos passes. O zagueiro Foguinho parecia não ter entrado na partida e errava seguidas saídas de bola.

A virada aconteceu ainda no primeiro tempo. Renan dá ótimo passe para Negão, que se embanana com a bola dentro da área. Casari sai com vontade demais num carrinho que de fato atinge apenas a bola, mas, como avisado antes da partida, a arbitragem não permitiu a jogada perigosa e não hesitou em apitar penalidade máxima. Com diz Publius, “pênalti é tão importante que é o presidente que bate”. De fato ele foi e cobrou com força do lado esquerdo de Luiz Eduardo, que entrou após Casari ser amarelado. Era a virada.

O Roletinha ainda tentou empatar, com boa jogada de Folha pela lateral, que rolou para o meio, mas não apareceu ninguém para finalizar. Acabou assim o primeiro tempo, que foi disputado mas com muitos erros de passe. Pelo resultado, parecia claro que viríamos gols na segunda etapa, mas não foi bem assim.

O que se viu no segundo tempo foi um jogo desanimado, em que pouco se falava. Para o Locomotiva estava tudo ótimo, pois levava os 3 pontos para casa. O Roletinha tentava de várias formas atacar, com Foguinho na lateral, Folha pelo meio e em chutes de Brian. Mas esbarravam sempre nos zagueiros Leo e Tom ou no goleiro Betão.

O Olímpico perseguia o empate, mas o Locomotiva marcava muito bem, apesar de não aproveitar os contra-ataques e se demonstrar satisfeito com o resultado apertado. E a jogada que deu emoção ao jogo, infelizmente não foi boa nem bonita de ser ver. Uma dividida forte entre o estreante Fill e Foguinho levou o garoto do Roletinha a sentir contusão no joelho e teve de sair de campo com muitas dores. E essa foi a última grande jogada da partida, fim de jogo e muita comemoração da máquina Locomotiva.

O RRO já está a duas rodadas sem vencer, e ainda tem que enfrentar seu irmão mais velho na próxima rodada. Já a Locomotiva segue com seu jogo de boa marcação e resultado, não faz belos jogos, mas garante sempre os pontos que precisa com vitórias simples (ambas foram por 2 a 1). Publius saiu de campo feliz por ver seu time evoluindo, e claro, por ganhar do Roleta, seja ele qual for. Que venha o principal, mas antes ainda tem o Basicus, outro jogo repleto de história.

I Chuteira de Prata: 3ª rodada:
Katimba Antlers 3 x 3 Xoro Paro


SOB CHUVA, KATIMBA E XORO PARO EMPATAM E SEGUEM SEM VENCER


A tarde não estava muito bonita, mas uma chuva fina convidava Katimba Antlers e Xoro Paro a entrar em campo. Chuva que foi aumentando aos poucos e atrapalhou o confronto entre duas equipes que ainda não haviam vencido no Chuteira de Prata. O Katimba queria provar aos críticos que tinha uma equipe competitiva – os primeiros 3 pontos seriam ideal para tanto. Já o XP, tentando provar que não é só o time do Kuminha, vinha com uma equipe reformulada (melhor dizendo, desfalcada), com menos “japoneses”.

O jogo começou e a chuva apertou. O equilíbrio inicial foi claro, as duas equipes iam se conhecendo, sem criar chances de gol. A primeira jogada de real perigo surgiu em uma falta para o XP pelo lado direito, que passou perto, mas o goleiro apenas fez o golpe de vista.

Depois da cobrança de falta, o XP mostrou uma leve melhora na partida, buscando mais o gol e mantendo mais a bola nos pés. Kuminha resolveu aprontar das suas, levou pela direita, passou por dois marcadores com velocidade, mas chutou para boa defesa do goleiro.

O jogo seguia como aquele tarde, feio, muito feio. O Katimba não demonstrava futebol nenhum até ali, errando muitos passes e dando sempre chutões para frente. O XP ainda tentava alguma coisa, mas só tentava. A chuva não ajudava, nem os jogadores.

Se era necessário a rede balançar para a partida melhorar, isso só aconteceu depois de 10 minutos de jogo. Kuminha levou pela direita, encontrou seu companheiro sozinho chegando pelo meio, rolou bola precisa que Fifo chutou colocado, sem chance para o goleiro.

Para quem acreditava que era mais um início de derrota do Katimba, que costuma desanimar após tomar gols, Paulão tratou de contrariar rapidamente. O camisa 9 do Katimba recebeu a bola do lado esquerdo do ataque, dominou bonito e bateu cruzado com perfeição. Um belo gol, o gol do empate.

Depois de um começo desanimador, o jogo melhorou com os gols. E foi um atrás do outro. As duas equipes se preocupavam em atacar, dando oportunidade e espaço ao adversário. O segundo gol do XP foi aproveitando um desses espaços e foi muito parecido com o primeiro gol. Em nova jogada de Kuminha, o próprio passou para Bruno Micci chutar forte, e o goleiro ir buscá-la dentro das redes.

Mas o Katimba estava realmente a fim de estragar a tarde do XP, pois sempre que levava um gol fazia um logo em seguida. Uma linda troca de passes em que a bola correu o campo todo com velocidade, Paulão tocou para Guilherme, livre e de frente para o gol, deixar o seu.

O primeiro tempo já estava para terminar quando Kuminha e Kuma trocaram passes. E foi Kuma quem puxou a bola para sua direita e mandou no ângulo, indo para o intervalo com a vantagem no placar.

E o segundo tempo mal começou e de novo Guilherme já empatava para o Katimba, voltando mais uma vez ao placar que foi igual em três momentos. Com o segundo tempo inteiro a ser jogado e o placar de 3x3, dava entender que iria ocorrer muitos gols e um jogo de duas equipes buscando a vitória. Mas o que se viu foi o XP tentando fazer o gol de qualquer maneira enquanto o Katimba segurava o empate, buscando de vez em quando o contra-ataque.

Kuminha ainda tentou várias jogadas que não deram certo. O time todo chutava de média distância, mas sempre esbarrava na zaga katimbenta. Apesar do XP ser muito melhor na partida, o Katimba não desistia e mostrava vontade, determinados a não sair dali com mais uma derrota. E não saíram mesmo, já que o número 69 do XP teve, ao final do jogo, clara oportunidade de determinar a vitória a sua equipe, mas chutou muito mal, deixando que o jogo terminasse mesmo com um justo empate em 3 x 3.

Para o XP restou se contentar com o empate e ficar com apenas 2 pontos na tabela, mas ainda tem 8 rodadas para se recuperar. O Katimba comemorou o seu primeiro ponto e dedicou ao amigo Well, que sofreu um incidente semanas antes do jogo. Os garotos ganham ânimo para ir para cima dos seus próximos adversários. O primeiro deles é o Babilônia, também com um ponto e sem vencer.

I Chuteira de Prata: 3ª rodada:
Treinadores do Braz 6 x 2 É Verdadeee


TREINADORES ENFIM JOGA BEM E VENCE É VERDADEE


Com a quadra molhada e escorregadia graças a uma fraca, porém insistente chuva que caiu antes e durante boa parte da partida, os treinadores, comandados dentro de campo por Juba, fizeram uma excelente apresentação no segundo tempo e conquistaram sua primeira vitória na Série Prata do Chuteira e espantaram a crise que assolava a região do Braz. A vítima foi o É Verdadeee, que ainda não se encontrou neste Chuteira.

Assim que soou o apito inicial do árbitro o time do Treinadores começou a jogar e rapidamente abriu o placar com Peruca, que com um toque no alto tirou do goleiro. A partir daí foi a vez do É Verdadeee ir para cima e, em lance no campo de defesa, Nelsinho dos Treinadores machucou a perna direita e saiu sem conseguir pisar. E o time sentiu a ausência do jogador, pois, na esquerda de sua defesa, King subiu, cortou Índio, deixou Diego com as nádegas no chão molhado e acertou um bonito chute de pé esquerdo.

O primeiro tempo seguiu movimentado. Juba cobrou falta pela intermediaria e mandou a bola caprichosamente no travessão do É Verdadeee. Pouco depois de Diego receber amarelo pela equipe do Braz, Julio César teve a chance de virar o confronto, no entanto o jogador foi surpreendido e travado na hora certa por Cássio Wolverine na entrada da área.

Pouco antes do intervalo, o Treinadores mais uma vez levou perigo à meta adversária. Índio fez o pivô dentro da área mas devido à forte marcação acabou furando a bola, que sobrou um pouco mais atrás com Peruca, que chutou com perigo ao lado da trave direita. Antes que o árbitro encerrasse a primeira metade houve mais um jogador que deixou a quadra lesionado. Dessa vez foi Zebroids, do É Verdadeee, que ficou um bom tempo no chão sentindo dores na perna e quando foi levantar precisou da ajuda dos companheiros para conseguir caminhar para fora da quadra.

Logo no início do segundo tempo o Treinadores do Braz já mostrava sua vontade de conquistar a vitória. Pela esquerda, Rui criou ótima oportunidade ao avançar com velocidade e cruzar rasteira dentro da área. A bola passou pelo goleiro, mas ninguém apareceu para desviar para o gol. Pouco depois, Fúria fez falta próxima a área de seu time. Na cobrança, Juba bateu rasteiro e a bola passou no meio da barreira para modificar novamente o placar. Na seqüência, mais Treinadores no ataque, novamente com Juba e Peruca. Este passou pelo meio dos marcadores e tocou para o primeiro tocar na saída do arqueiro para anotar o terceiro de sua equipe.

Eletrizante, esse é um bom termo para definir o ritmo que a partida tomou em seus minutos finais. Sentindo mais uma derrota se aproximar, foi a vez do É Verdadeee sair em busca dos gols, e a equipe chegou a diminuir com Girão num belo gol de falta, em que a bola passou por fora da barreira e ainda tocou na trave antes de entrar.

Mesmo após o tento sofrido os Treinadores seguiam melhores. Rui deu lindo drible em Master e sofreu falta na ponta direita do ataque. O goleirão do É Verdadeee se preocupou com o posicionamento da barreira e se esqueceu do seu próprio. Juba não teve dúvidas e soltou a bomba. A bola entrou sem chances no ângulo direito de Anderson. Pouco depois o time do Braz chegou ao quinto, com Índio, que vibrou muito com seus companheiros.

Antes do apito final, e já com a vitória assegurada, os treinadores foram em busca do sexto gol. Índio fez o pivô e deixou a pelota com Gafanhoto, que de frente para o gol bateu prensado na marcação e observou a bola sair pela linha de fundo. No lance seguinte, Peruca cobrou escanteio no segundo pau, o goleiro vacilou e, ele, Juba, o nome do jogo, tocou de cabeça para garantir de vez os três pontos para o Treinadores do Braz na Série Prata.

I Chuteira de Prata: 3ª rodada:
Roleta Russa 6 x 0 Basicus


ROLETA RUSSA SE VINGA DE BASICUS COM GOLEADA


Esse foi sem dúvidas o jogo mais aguardado, e também o mais assistido, da 3ª rodada do Chuteira, tanto Ouro como Prata. Basicus x Roleta Russa prometia muito, e se por um lado a equipe de Rodrigo Barath deseja mostrar que pode brigar pelo acesso de divisão, do outro lado, a equipe de Baru estava com o empate diante do Basicus no último Chuteira (resultado que ajudou a rebaixar o Roleta) entalado na garganta.

É bem verdade que a equipe do Basicus já não conta com os mesmos jogadores do tal jogo, e está com seu plantel praticamente todo reformulado. Uma dessas novas peças, o atacante ex-Roleta Martins foi o primeiro a protagonizar um lance de perigo no ataque. O camisa 17 recebeu lançamento da defesa, girou no marcador e chutou, obrigando Guaraná a fazer boa defesa. Em seguida foi a vez do Roleta quase abrir o placar, com Gegê aparecendo livre no meio da área mas cabeceando para fora. Novamente o Roleta no ataque, dessa vez Gegê cobrou falta da direita, Salada desviou meio sem querer dentro da área e o goleiro Emilio ficou com a bola.

Apontado como franco favorito a voltar à elite do Chuteira, o Roleta tentava pressionar o adversário timidamente. Bruno, grande nome da rodada anterior, chutou da intermediária e observou o arqueiro do Basicus cair no canto esquerdo e colocar a bola para escanteio. Pouco depois foi a vez de Salada tabelar com Bruno e pegar de primeira. A bola passou à direita do gol. No entanto, não era apenas o Roleta Russa que atacava, outra vez Martins driblou Ranalli e bateu firme para a defesa do arqueiro.

Mesmo com um jogador a menos dentro de quadra (Nação recebeu amarelo após tentar uma bicicleta dentro da área e acertar a cara de Vinicius), o Roleta teve em cobrança de falta quase no meio de campo a chance de abrir o marcador. Com um tiro no ângulo, Bruno não deu chances para o goleiro e colocou 1 x 0 no placar. Pouco depois a equipe alvinegra quase chegou ao segundo, após Bruno deixar Gegê na cara do gol. Mas o polivalente zagueiro chutou fora.

Por mais que o Roleta estivesse melhor em campo, o Basicus não se entregava. Lutava muito, mas sem organização ou toque de bola. A maioria era tudo lançamento da defesa para um dos atacantes, que tinham de se virar para tentar matar a bola e se livrar de um dos 4 defensores que já colocam no cangote deles. Numa dessas, Vinicius lancou linda bola Fefe, que sofreu a falta no ataque. Na cobrança, Bruninho chutou na barreira, a bola sobrou mais atrás para Gui, que chutou rente a trave direita.

Pouco depois o Basicus foi obrigado a trocar de goleiro, pois Nação dividiu com Emilio e mandou a bola no travessão. No lance o goleiro se machucou e foi substituído por outro ex-Roleta do Basicus, Daniel. O zagueiro, agora atuando como arqueiro, não só não comprometeu como ainda realizou uma sensacional defesa. Primeiro o goleiro foi obrigado a sair nos pés de Gegê para evitar o gol; na seqüencia a bola foi cruzada para Nação dentro da área, que cabeceou firme em direção ao chão, mas Daniel voou para realizar uma bela defesa no canto direito.

O Basicus jogava com garra, mesmo tecnicamente inferior, e quando parecia que a primeira etapa terminaria com o placar magro de 1 a 0, o Roleta marcou o segundo. Após forte chute, Daniel espalmou a pelota do jeito que deu, e Nação aproveitou o vacilo da defesa adversária e mandou para o fundo do gol ao seu estilo. Depois do gol, Daniel cedeu o posto de goleiro para Emílio, que já se sentia melhor.

Para o segundo tempo o Roleta entrou determinado a manter o resultado de vitória parcial conquistado no primeiro tempo. Assim, passou a marcar meia quadra e a esperar o rival. Foi exatamente nessa faixa do campo que Salada apertou a marcação sobre o zagueiro Bolas, roubou a bola, avançou pela esquerda e tocou na saída do goleiro. Era o 3 a 0 num vacilo da defesa básica.

E o Basicus – perdido de 3, perdido de mais – foi ao ataque. Bruninho fez boa jogada para cima de Nação e tocou em Gui, que fez o corta luz para a bola chega a Fefê, que, para variar, foi derrubado. Na cobrança, Bolas mandou na barreira, mas a pelota sobrou com Gui que exigiu boa defesa de Tavinho. Pouco depois foi a vez de Harada que acabara de entrar, receber passe de Gui e obrigar o goleiro Roleta a fazer mais uma intervenção no ângulo.

Querendo marcar um gol a todo custo, o Basicus acabou se perdendo em campo e foi dominado pelo adversário. Fefe voltou para buscar jogo no campo de defesa, se enrolou todo com a bola, perdeu para Bruno e cometeu pênalti no camisa 13 Roleta. Na cobrança, Bocha, que pediu e insistiu muito para bater, com firmeza jogou a redonda no canto direito e fez 4 a 0 para sua equipe. Foi o primeiro gol do jogador no Chuteira – de Prata, pois de Ouro ele continua a dever.

A partir daí o Basicus parou de vez, e assistiu de camarote a mais dois gols do adversário. Primeiro Bruno chutou sem muitas pretensões da intermediária e anotou o quinto. E no finalzinho foi a vez de Cavalera, ex-jogador do Basicus, que acabara de entrar na partida receber bola por trás da zaga e dar números finais ao confronto que pareceu placar de set de tênis, mas foi futebol mesmo.
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