Atenção a todos. Quem chamava de Hollanda a equipe laranja de Edmundo, Lillo, Batoré e cia. terá de se acostumar com a mudança. A partir de 2008, o Hollanda passa a se chamar Diabos Laranjas.
O novo nome, segundo Edmundo Juba, capitão da equipe, não é tão novo assim, pois o time era pra ter essa nomenclatura desde o início, mas com a organização da equipe às pressas para o IV Chuteira, resolveram por Hollanda mesmo em razão do uniforme e decidiram pensar no Diabos Laranjas depois. A hora chegou e o Hollanda deixa de ser chamar assim e passa a ter o nome desde o início pensado. Mas o uniforme permanece laranja, que deve ser a cor da moda no V Chuteira de Ouro.
Novo nome e uniforme novo requerem equipe nova. E foi assim que Lillo e Juba pensaram para 2008. Os Diabos Laranjas apresentam novo plantel de jogadores após a saída de mais de meio time. Para começar, o artilheiro Salada e o goleiro Guaraná deixaram a equipe e se empenham em montar um novo time, que já até tem nome – Muleke Piranha. Nesse time jogam também os gêmeos finlandeses que jogaram no Roleta Russa – Diogo e Thiago. Segundo Juba, saíram também França, Du e Alemão. Du acertou com o Fora de Série. Os demais são incógnitas.
Entre os novos jogadores, a diretoria adianta alguns e comenta o porquê das contratações: “um goleiro, Anderson, pra suprir o setor mais problemático da equipe, o zagueiro Eduardo, mais experiente, para trabalhar com a molecada, Alan, chamado de Grafite, ótimo chutador e sem vergonha de chutar de bico, e Douglas, que pode ser um zagueiro fixo ou fazer o pivô na frente”.
Com esses e outros que devem chegar – fora a esperança de ainda contar com Batoré, que voltou do Egito e está tentando jogar em algum time brasileiro – os Diabos Laranjas tentarão chegar numa final, depois de ser eliminado pelo campeão SNG nas semifinais do IV Chuteira.
JOGA 13 RECUPERA “ALEGRIA” DE JOGAR
Quem esteve presente nos jogos do Joga 13 no III e IV Chuteira de Ouro sentiu uma nítida diferença no ânimo da equipe, tanto dentro quanto fora de campo. A equipe vibrante e sempre divertida do Joga 13 no III Chuteira deu lugar a um time nervoso, “fechado”, sem a alegria contagiante que vinha de fora do campo. Pois bem, coincidência ou não, essa alegria do 13 está de volta à equipe. E ela tem nome – Thiago Doce.
Sim, Doce era a alma festeira e contagiante do Joga 13 no III Chuteira. Após o término do torneio, ele deixou a equipe e agora voltou. E com ele devem voltar o bumbo, as canções provocativas, os gritos de guerra estonteantes do 13 e a presença de um volante “pitbull”.
O “divórcio” entre Doce e Joga 13 durou apenas um torneio. Para o IV Chuteira, Doce até pensou em voltar a jogar por outra equipe, mas preferiu se guardar já pensando na volta com a camisa 5 verde e amarela (ou, agora, branca e dourada).
“Estou feliz com a volta dele. Sempre jogamos juntos desde moleque”, comentou Bruninho, camisa 11 da equipe. Para Lele, a volta de Doce dá garantia de um bom marcador e espera que ele devolva ao 13 a “alegria de jogar”, coisa que a equipe perdeu desde o III Chuteira.
No lado oposto, fica a informação que o jogador Alemão, camisa 10, foi afastado da equipe por tempo indeterminado. Alemão vinha sendo muito cobrado dentro de campo por seus companheiros, e mesmo com discussões muito fortes e visíveis para quem estive por perto. Na semana passada, a equipe se reuniu e decidiu pelo afastamento temporário, para Alemão por a cabeça no lugar. "O time se reuniu e depois dos últimos jogos em que ele não demonstrou o empenho exigido, resolvemos afastá-lo do time por tempo indeterminado", confirma Lele. Mas faz uma ressalva ao final: “Mas ele continua sendo 13, continua no time”.
ONDA ‘TÔ FORA DO ROLETA’ ACELERA CONTRATAÇÃO DO TRIO DO TOSCO
A onda “Tô fora do Roleta”, que fez com que a equipe perdesse alguns jogadores ao fim do IV Chuteira, fez a diretoria se mexer rapidamente. Diante da evasão, tratou de promover à equipe principal jovens do time sub-20 e ainda de resgatar o goleiro Luiz Eduardo, emprestado ao Tosco e que tinha pretensões de continuar por lá. Com ele, vieram os destaques Foguinho e Kuminha, este escalado na seleção do IV Chuteira. Além disso, o meia Rafinha se recuperou de cirurgia no joelho e está de volta aos gramados, assim como Daniel, que já voltou a treinar com bola.
Entre as baixas do Roleta estão os gêmeos Diogo e Thiago, que, como já dito anteriormente, se uniram para formar o Muleke Piranha, e Bocha, que cedeu ao convite dos amigos de Acidus e trocou a camisa 7 do Roleta pela 4 do Acidus. Cogita-se que o goleiro Matrix possa deixar o Brasil ainda neste semestre e pode não jogar mais pelo Roleta, daí a rápida contratação do goleiro Luiz.
As contratações tornam o Roleta um time de jovens promissores, pois foram efetivados os zagueiros Pina e Rocha. Bruno, a estrela do time, permanece com o pé machucado e jogando aquém de seu potencial. Na frente, o time continua contando com os gols de Nação e de Bob. Na zaga, para atuar com os jovens, ficaram os experientes Ranalli e Baru.
Quanto ao Tosco, o que fica é o mistério. Os dirigentes da equipe estão viajando de férias e retornam depois do Carnaval, quando irão ver o que fazer após as saídas de 3 de seus principais jogadores. Sem um goleiro, fica difícil entrar num torneio tão competitivo como o Chuteira. Diante disso, o Tosco terá pouco tempo para agilizar um goleiro e ao menos 3 reforços. Caso contrário, não deverão se arriscar a entrar no torneio.
ACIDUS ACERTA COM BOCHA E MVP CAIO
Além de Bocha, cuja contratação pelo Acidus foi relatada acima, a equipe amarelo-limão conseguiu outro reforço de peso para a temporada 2008, até para repor as saídas de Alemão e de seu artilheiro Martins, ambos com projetos de montar outro time para o V Chuteira. O MVP do IV Chuteira ao lado de Lele do Joga 13, Caio, então no MachuPichu, acertou sua vinda para a equipe vice-campeã.
A saída de Caio do MachuPichu era questão de tempo. Ao fim da participação no IV Chuteira, vários times procuraram o jogador, buscando saber das possibilidades dele jogar com eles. Joga 13 sondou, Diabos Laranjas (ex-Hollanda) convidou, mas Caio não acertou com nenhuma delas de cara. Em conversa com Danilo, capitão do MachuPichu, Caio disse da possibilidade de jogar em outra equipe. Foi a deixa para Danilo se transformar no pivô da transferência. Ele acionou Lucas, que não teve trabalho para conversar com Caio e acertar com ele a camisa 25 do Acidus. “O MachuPichu e o Acidus sempre tiveram uma enorme afinidade. Se tínhamos de perder o Caio para um time, que fosse para o Acidus, pois é um time que gostamos muito e que o próprio Caio sempre falava com empolgação”, comentou Danilo sobre o caso.
Sobre a mudança de equipe, o Chuteira News conversou rapidamente com Caio:
Chuteira News - Por que deixar o MachuPichu? Com tantas propostas recebidas de outras equipes, por que o Acidus?
Caio - O MachuPichu foi um time que eu gostei de jogar, a gente se dava bem. Todos ali eram amigos, conseguimos muitos resultados pela união, como os jogos contra Joga 13 e SNG... Mas o MachuPichu não é um time tão forte, atualmente não entraria entre os favoritos para brigar pelo título. E como no final do campeonato recebi algumas propostas, pensei em deixar o MachuPichu para ir para um time mais forte, que tivesse condições de chegar. E o time que mais me chamava atenção era o Acidus. Tanto é que em uma conversa com o Danilo (ex-companheiro e capitão do MachuPichu), quando ele me perguntou por qual time eu "trocaria" o MachuPichu, eu falei do Acidus, pois, além de um time forte, me parecia (parecia porque não conhecia ninguém, não sabia como era) ser um time unido também, onde todos os jogadores se davam bem e tal. Eis que surgiu o interesse do Acidus. Aí não pensei 2 vezes em tomar minha decisão após uma conversa com o Lucas.
CN - No MachuPichu, de certa forma você se destacou como a estrela do time. No Acidus, você chega como mais uma “estrela”, já que vários jogadores se destacaram no último torneio. Como você encara isso?
Caio - Não tem problema algum desde que não tenha atrito entre os jogadores, coisa que pelo que observei não vai ser um problema, pois todos ali têm um bom relacionamento. E eles estão juntos faz um tempo... Quem chegou agora fui eu, e comigo não tem problemas. Eu vou chegar pra ajudar. Sou um jogador de grupo e, como eu falei, não me incomodo com o fato de ter várias estrelas. Pelo contrário, é muito bom, pois futebol é conjunto... Não se ganha um campeonato com apenas um grande jogador.
DE ÁRBITRO A GOLEIRO, DE GOLEIRO A ARTILHEIRO
Ele chegou ao Acidus de forma sorrateira. Chegou como árbitro para apitar uma partida remarcada do II Chuteira: Acidus x Bucets. Na ocasião, houve briga e o Bucets venceu, mas acabou abandonando o torneio. Depois ele foi apitar uma semifinal do mesmo torneio e, diante da falta de um goleiro para jogar no gol do Acidus para um amistoso contra o Roleta Russa, Publius se prontificou dizendo que poderia “brincar” no gol. O árbitro não só brincou no gol como catou muito naquele jogo, vencido pelo Acidus. A partir dali, Publius deixaria de apitar de sábado à tarde para se tornar o goleiro do Acidus.
Jogou amistosos com o time e o III Chuteira. Fechou o gol em muitas partidas e em diversas salvou o time. Tornou-se peça fundamental para a classificação para a fase final do III Chuteira. Infelizmente, não conseguiu evitar a desclassificação por goleada para o Assurra nas quartas-de-final.
Publius é mineiro de Ouro Preto. Apesar de mineiro, é falante demais – não pára um minuto sequer de falar e principalmente de reclamar –, mas adora um queijo coalho. Com o time numa casa de espetos, só pediu de queijo coalho. Carne, frango, coração? Nada, só queijo mesmo. “Isso aqui é uma delícia, não tem jeito”, diz ele, comendo e sorrindo.
Atleta saltador em competições nacionais, foi graças a sua impulsão que se tornou goleiro de destaque. Além disso, é corajoso e não tem receio de sair no pé dos atacantes adversários. Essa característica rendeu a ele o apelido de “el loco” (ele tem outro apelido também, Eric, do desenho da Caverna do Dragão, não só pela semelhança física mas também pelo excesso de reclamações...). Sua vida de goleiro “loco” mudou quando, no jogo do IV Chuteira contra o Joga 13, ele foi expulso depois de reclamar de uma saída da área com a bola nas mãos. Reclamou e tomou amarelo. Não contente, chamou bem baixinho o árbitro de “bicha”.
Foi expulso e ficou suspenso por 3 jogos. Aí chegou Diego: o jovem goleiro catou muito contra MachuPichu, SNG e Bucets. Publius voltou contra Sport CBB, não tomou gol e não abriu a boca. Contra Bróder, na última rodada, como ele estava pendurado, Diego voltou a jogar. Publius foi pra linha e marcou seu primeiro gol pelo Acidus. Um goleiro catando muito e outro goleiro fazendo gol... Era a deixa do que viria a seguir.
Quartas-de-final contra Bróder novamente e Publius de volta ao gol do Acidus. Não tomou gol novamente. Mas foi seu último jogo como goleiro. Contra Joga 13 e na final contra o SNG, jogou na linha. Jogou e fez um golaço na final. Diego foi eleito o melhor goleiro do torneio e teve atuações inspiradas. Publius foi bem na linha, jogando com muita vontade. Tudo se resolveu ali: Publius passou a ser, como ele se auto-intitula, “goleiro reserva”. Na verdade, é o coringa do time – tem desenvoltura para jogar onde o time precisar: no gol, defesa, meio ou ataque. Em jogos pelo Acidus em janeiro num torneio preparatório, virou artilheiro do time: 2 jogos e 3 gols. Após as atuações, ele não poupou os ouvidos dos colegas dizendo “hoje não é dia de Batman, pois é dia do coringa do Acidus”. Humildade não é o forte do menino que jogava bola nas ladeiras históricas de pedra de Ouro Preto.
De árbitro a goleiro e de goleiro a artilheiro, esse é Publius, que estará no V Torneio Chuteira de Ouro mostrando que, ao menos no Acidus, o Coringa pode vencer o Batman. E o goleiro pode virar artilheiro.
NA ESTEIRA DO ACIDUS, NASCE O BASICUS
O time que mais mostrou evolução em seu futebol em 2007 sem dúvida foi o Acidus. De um 6º colocado no III Chuteira, passou a vice no IV Chuteira (não foi campeão por um minuto) e se tornou um dos times mais fortes a derrubar o SNG no decorrer de 2008. Com as contratações no segundo semestre do ano passado, a equipe acabou crescendo muito e tem no plantel 18 jogadores.
Com muitos jogadores, ficou difícil para todos jogarem o que podem e gostariam. Com isso, a diretoria da equipe teve a idéia de fundar o Basicus, um novo time “afilhado” do Acidus que terá vida própria, mas será gerenciado com a mesma filosofia que fez do Acidus um grande time. Apesar de unidas, a nova equipe terá como capitão e coordenador Rodrigo, fundador do Acidus junto com Lucas. A idéia nasceu de uma conversa entre os dois e agradou a todos. Rodrigo era o capitão do Acidus, mas no decorrer do IV Chuteira passou a faixa de capitão para o meia Cavalera, que irá permanecer com ela. Lucas permanece na direção do Acidus, mas certamente irá ajudar Rodrigo na formação da nova equipe.
“Quem pensa que o Basicus será uma equipe B do Acidus não sabe o que fala. Estamos montando um time para que todos possam jogar o V Chuteira.
Teremos no Basicus um conjunto competitivo. O time dará trabalho a muitas equipes”, comenta Lucas.
No Basicus já confirmaram presença, além de Rodrigo, do plantel atual do Acidus, os meias Dink e Harada, liberados pelo Acidus para defender o Basicus.
Andrezão Neves (ex-Bucets, Litigare, Pioneer United e Bad Boys), que não jogou o IV Chuteira, também chegou para somar. Além deles, os desconhecidos no Chuteira Bolas (zagueiro) e Paulinho (atacante) estão confirmados.
A diretoria está “observando” novos jogadores, conhecidos dos atuais e que estejam “soltos” no mercado. Alguns já foram sondados e outros devem vir por intermediação da garotada do Acidus, inclusive um goleiro.
O novo capitão é enfático falando sobre a nova equipe e o que a motivou a existir e o que irá ser o norte dela no torneio. "Estamos motivados em formar uma grande equipe, mas antes de tudo devemos ter em mente que o Chuteira promove futebol e amizade. Tivemos a felicidade de enxergar isso no nosso dia-a-dia, e juntar um time competitivo e amigo, de pessoas do bem, que só querem jogar e ajudar e não ficar prejudicando os outros. Além disso, podemos contar com o apoio de um time que evoluiu rapidamente no Chuteira, o Acidus. É com esse exemplo que declaro: a organização desse novo time será muito trabalhada para que tenhamos um ambiente saudável e motivador entre os jogadores.
Daremos trabalho sim a todos os times e deixo claro: garra... é Basicus!", explica Rodrigo.
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