BUCETS E CBB NÃO APARECEM. EQUIPES DEVEM SER PUNIDAS POR WOs
O que muitos previam aconteceu. Eliminados, nem Bucets nem Sport Club CBB apareceram para cumprir o compromisso final no IV Chuteira de Ouro. Com isso, SNG e MachuPichu ficaram sem jogar e levaram 3 pontos por WO. Ao MachuPichu a coisa é pior, pois há 2 rodadas não joga e vence por WO (pela 10ª rodada tiveram WO do Bucets), o que pode deixar o time fora de ritmo.
Tal situação – dar WO – é digna de equipes sem organização e descomprometida com o campeonato e consigo mesmas. Tal postura é inaceitável em um campeonato em que as demais equipes lutavam por classificação e dependiam daqueles jogos. Se uma equipe entra com espírito apenas de ganhar e se isso não acontece não aparece mais para jogar, é questão de a própria equipe rever participação no torneio e mesmo a Organização pensará duas vezes antes de permitir que times descompromissados tenham a oportunidade de jogar o torneio novamente.
A Bucets e Sport Club CBB, fica o lamento por uma campanha pífia dentro de campo e a vergonha por falta de hombridade em honrar com seus compromissos – dentro e fora de campo. Há pedidos de diversos jogadores do Chuteira para que as duas equipes sejam banidas do Chuteira. Esta será uma decisão a ser tomada ao fim do campeonato.
ROLETA RUSSA CEDE EMPATE A HOLLANDA E TERMINA EM TERCEIRO
A partida era tida como das mais tranqüilas da rodada. Ambas equipes, já classificadas, tendo em jogo apenas a possibilidade de briga de posições, principalmente para o Hollanda. Ao Roleta era vencer para ratificar a 2ª posição na tabela. Já classificados, os Roletas pouparam o pendurado artilheiro Nação e o meia Bruno, que se recupera de lesão. Talvez o excesso de confiança na defesa do time – a menos vazada da competição – e na precaução para com alguns jogadores tenha sido decisivo para que o Roleta não vencesse o jogo e com isso perdesse a vice-liderança na classificação para o rival Acidus.
Com o começo da partida parecia que o jogo seria fácil para o Roleta Russa, que abriu 3 a 0 com certa facilidade, com gol do rápido e habilidoso camisa 22, Diogo, e outros 2 de um inspirado Bob. Mas pouco antes do fim do primeiro tempo o bom matador Salada da equipe Hollanda chamou a responsabilidade para si e, em bonita jogada, driblou 2 zagueiros adversários e mandou para as redes. E com 3 a 1 no placar acabou o primeiro tempo.
Quando começou o segundo tempo, o Hollanda voltou mais “ligado” com a tática de pressionar a qualquer custo. Mas quando a equipe parecia melhor em campo, novamente Bob marca, fazendo 4 a 1 para o Roleta e deixando a sensação de um jogo decidido. Mas quem cochila e acha que um placar está decidido sempre acaba tomando pressão. E o Hollanda foi pra cima e descontou com o bom zagueiro Edu, uma das últimas contratações da equipe para esta temporada. O lance que colocou o Hollanda de volta no jogo foi um golaço. Guaraná bateu falta com extrema precisão no ângulo de Matrix, que nada pôde fazer. Houve aqueles que disseram que nem Batoré, o craque do time vendido para o Egito, faria tão bem. Era 4 a 3 e o Hollanda encostava no placar.
O jogo seguiu na mesma toada, com o Roleta saindo mais para o jogo. E em um contra-ataque rápido, Juba fez o gol de empate para logo em seguida ser expulso. E não houve tempo para mais nada e a partida acabou assim, 4 a 4.
Ao fim do jogo o Roleta mal sabia que aquele empate custaria caro, já que marcando apenas um ponto, contra 3 da equipe do Acidus, que no mesmo horário vencia a Equipe Bróder, caíram para a terceira posição. Tudo piorou quando o Joga 13 virou pra cima do Fora de Série e, pela tabela, o terceiro enfrenta o sexto. Com os resultados, Roleta Russa e Joga 13 se pegam no mata-mata que mais promete das quartas-de-final.
O Hollanda perdeu uma posição na classificação final, fechando em 5º lugar, mas que não mudou nada a sua situação, pois vencendo ou empatando pegariam o MachuPichu para brigar por uma vaga na semifinal.
ACIDUS DERROTA BRÓDER E DEIXA ROLETA RUSSA PARA TRÁS NA CLASSIFICAÇÃO
Velhos adversários em um jogo que, inicialmente, parecia não valer muita coisa. Ao Bróder, a vitória significava até um quarto lugar na tabela; ao Acidus, só faria diferença a vitória se o Roleta Russa não vencesse o Hollanda, que jogavam no mesmo horário na quadra ao lado. Ao fim do tempo regulamentar e o empate entre Roleta e Hollanda, a suada vitória por 5 a 4 do Acidus valeu à equipe a segunda colocação na classificação geral e a vantagem do empate até as semifinais. Mais, o Acidus se livrou de já nas quartas ter de enfrentar o temido Joga 13, que com a vitória heróica sobre o Fora de Série tem tudo para crescer na reta final do campeonato, no famoso “mata-mata”.
Um jogo que teoricamente pouco valia mas que foi pegado do início ao fim. O Acidus parecia ter o controle do jogo, mas contra o Bróder qualquer domínio é ilusório e nessa foi que, aos 3 minutos, em contra-ataque com falha da zaga, Mutssa abriu o placar. Pouco tempo se passou e foi a vez de Marcelinho ampliar depois de duas defesas seguidas e sensacionais do goleiro Diego. Para piorar para o Acidus, Soneca fez 3 a 0 para um Bróder bem postado em campo e com o goleiro Leo numa tarde inspirada. Enquanto o Bróder marcava, os atacantes do Acidus consagravam Leo ou punham a bola para fora. A contar chances perdidas por Martins, Robinho e Lucas, foram mais de 15 oportunidades de marcar. E com 3 a 0 acabou o primeiro tempo.
No início do segundo tempo o Acidus foi pra cima. Era questão de honra vencer o Bróder, depois de 2 derrotas nos torneios passados. E logo aos 5 minutos Robinho, em lance de escanteio, fez seu 12º gol no torneio e o primeiro do Acidus na partida. Não demorou muito para Rafão marcar o segundo. Com 3 a 2 e pressão do Acidus, o Bróder perdeu gol incrível com Leonardo, que chutou pra fora com o gol aberto depois de defesa de Diego. Recomposto, o Acidus aproveitou o desespero do Bróder, que não se encontrava mais em campo, e com Martins, depois de tanto chutar, empatou o jogo.
Metade do segundo tempo e entra o goleiro Publius pra jogar na linha. Pendurado, foi opção deixá-lo de fora do gol. E a estrela do goleiro artilheiro brilhou ao brigar dentro da área e marcar o gol da virada do Acidus. A comemoração vibrante do jogador irritou os bróders, inclusive o sempre encrenqueiro goleiro Leo, no chão, chutou Publius. Os bróders acharam que houve provocação de Publius, mas só quem não conhece poderia dizer isso, pois Publius é puro amor à camisa e queria bater Lucas no quesito comemoração mais esdrúxula do time. Apaziguado o princípio de tumulto, o jogo continuou na mesma toada: Acidus perdendo gols e Bróder tentando o empate . Martins fez 5 a 3 e parecia que o Bróder se entregaria. Guerreiro, bicampeão não à toa, ainda deu tempo para Mutssinha diminuir, mas não para empatar a partida.
E 5 a 4 foi o placar final de um jogo muito pegado e que foi ótima prévia do que virá nas quartas-de-final. Afinal, com os resultados, Acidus e Equipe Bróder, velhos adversários, voltam a se enfrentar no primeiro jogo do mata-mata. É garantia de mais um grande jogo, desta vez decisivo para ambas as equipes. O perdedor cai fora e o vencedor enfrenta pelas semifinais o ganhador do confronto entre Roleta Russa e Joga 13. Mais um jogão em vista.
SÓ LANCE NÃO PERDOA AUSÊNCIA DE GOLEIRO E AFUNDA TOSCO
A rodada da morte estava marcada para as 16hs. Enquanto Fora de Série e Joga 13 jogavam por uma vaga, Tosco e Só Lance decidiam outra. Na quadra 6, depois de atraso para início da partida, começou o que ficou conhecido como “um dos jogos da morte”, Tosco x Só Lance. Ambos os times jogariam pela vitória (para o Tosco, o empate também servia) e o vitorioso garantiria uma vaga na fase de “mata-mata”. O Tosco tinha vantagem de pontos, mas tinha um saldo extremamente negativo pelo seu caminho, mas nada que pudesse atrapalhar caso empatasse.
A partida começou a ser decidida antes mesmo de começar. Minutos antes de a bola rolar, eis que o Tosco recebe a notícia que certamente – todos sabiam, apesar de ninguém assumir – seria decisiva para a eliminação da equipe do torneio: seu goleiro, Luiz Eduardo, por estar jogando uma final de vôlei no colégio, não chegaria a tempo para o jogo. Dizem que cada indivíduo arca com suas escolhas. Luiz escolheu o vôlei. Pagou com a eliminação no futebol.
O que em situação normal já seria difícil ficou mais ainda para o Tosco. Coube ao esforçado meia Melo tentar defender os gols do time. A partida começou e logo de cara era nítida a apatia do time de preto, que parecia ainda não acreditar que na partida decisiva da equipe seu goleiro estava ausente. E, assim, o que se viu foi um Tosco totalmente abatido e perdido em campo, assistindo ao passeio de Ronei e Philip, que iam marcando para o Só Lance um atrás do outro sem dificuldades.
O primeiro tempo já mostrava que a vaga da equipe de branco era apenas questão de tempo. Em 10 minutos, 3 a 0 com gols de Ronei, um belo gol de Philip do meio da rua e depois novamente Ronei. O mesmo Ronei marcou ainda mais duas vezes antes de acabar o primeiro tempo.
No segundo tempo o panorama da partida permaneceu o mesmo, nem o habilidoso Kuminha conseguia resolver as coisas para o time tosquiano. Mesmo marcando duas vezes, nada adiantou. Dessa forma, o guerreiro Só Lance manteve o ritmo, mesmo com Kaká saindo machucado, até abrir um placar elástico de 8 a 3. Placar que foi completado quase inteiramente por Ronei, mostrando toda a qualidade do camisa 13 e provando que a equipe pode dar trabalho na segunda fase.
E quando parecia que era só esperar o tempo passar para ir embora eliminado, chegou o desesperado goleiro Luiz Eduardo. Não havia tempo nem ânimo para qualquer reação, mas mesmo assim ele entrou em campo e assumiu seu posto embaixo das traves. Com o jogo decidido, houve jogadas mais duras e lances desleais dos dois lados. Tudo piorou com a omissão do árbitro, que não soube segurar o jogo mesmo expulsando o zagueiro Foguinho do Tosco e Bruno do Só Lance.
Ao soar o apito final do jogo, o goleiro Luiz Eduardo, não contente em chegar atrasado e ter abandonado o time quando este mais precisava, resolveu agir como um desequilibrado e foi arrumar confusão com o árbitro, partindo inclusive para as vias de fato e manchando a bonita campanha do time do Tosco que, apesar da desclassificação, mostrou que tinha qualidade e acabou caindo fora por infantilidades.
A reação de Luiz Eduardo não ficará impune. Mesmo com o mea culpa, haverá punição. “Sei que agi errado, sei que perdi a cabeça e errei, mas o árbitro foi omisso e expulsou o Foguinho porque apanhou. Ele apanha e é expulso, incrível isso!”, declarou o jogador ao fim da partida.
Diante da reincidência de tentativa de agressão a árbitro na rodada final de um torneio, a Organização já avisou que irá impor uma norma para punição a este tipo de agressão, pois o regulamento atual prevê exclusão do jogador que agride árbitro do campeonato em andamento. A Organização já percebeu que há lacunas que devem ser preenchidas em casos como este, em que um jogador eliminado não tem nada a perder e se sente livre para tentar uma agressão. “Vamos modificar a regra, pois não é a primeira vez que acontece. No III Chuteira houve tentativa de agressão na grande final, o que impossibilitou da partida ir até seu final. Isso deve ser coibido e evitado”, declarou a Organização.
Como não há regra explícita para punição além da exclusão do campeonato atual, a tendência da Organização é fazer o mesmo que foi feito com Alemão, um dos jogadores que tentou agredir o árbitro na final do III Chuteira. Expulso pelo Assurra, Alemão tomou gancho de 3 jogos no campeonato seguinte e só pôde jogar pelo Acidus a partir da quarta rodada.
A vitória do Só Lance mostra que, depois dos tropeços iniciais, inclusive com problemas de liderança interna, a equipe se encontrou e pode ser surpresa neste “mata-mata”, mesmo enfrentando o líder SNG nas quartas. A comemoração da equipe ao final prova que o time está unido novamente e tem sonhos mais altos depois de uma classificação tão sofrida e vibrante, sem contar de heróica, conquistada nas últimas rodadas. Ao Tosco fica o aprendizado para o próximo campeonato.
EM JOGO MEMORÁVEL, HERÓICO JOGA 13 VIRA NO FINAL E SE CLASSIFICA
Foram 2 semanas de tensão no ar. Poucos conversavam sobre a última rodada. Ou por já estarem classificados, ou por estarem praticamente classificados ou por envolver jogo de vida ou morte... E em situação como esta, a melhor opção é ficar na sua e falar o menos possível para não ouvir depois. Assim foram as 2 semanas que antecederam Fora de Série x Joga 13, pela última rodada classificatória. Precisavam vencer para se classificar. Ao Joga 13 era a última chance de não sair humilhado do campeonato em que chegou como favorito. Ao Fora de Série, a esperança de, mesmo com altos e baixos, superar a crise interna.
A “batalha” na quadra 4 do PlayBall acabou com a vitória no último minuto do Joga 13, com um jogador a menos. Ali, no dia 24 de novembro de 2007, das 16.30h às 17.30h, o Joga 13 viveu seu pior e seu melhor momento de sua história. Reeditou o heróico Grêmio da “Batalha dos Aflitos”, quando com 3 jogadores a menos o time gaúcho venceu o Náutico e voltou para a primeira divisão do Brasileiro. Para o Joga 13, o dia 24 de novembro tornou-se a sua “Batalha dos Aflitos”. Foi o renascimento do Joga 13, um segundo aniversário quase.
Esperava-se maior público para esta partida. Da parte do 13, compareceram torcedores que há tempos não iam para ver o time jogar (reflexo da má fase?”). Até mesmo ex-jogadores, como Love e Doce, foram dar seu apoio ao ex-time num momento difícil como aquele. Longe dos holofotes durante os dias que antecederam a “decisão”, o Joga 13 buscava ignorar promessas de retaliação do Roleta Russa caso o 13 espirrasse da classificação. O Roleta não aceitou a humilhação sofrida quando foi eliminado pelo Assurra no campeonato passado. Na ocasião, o Joga 13 estava classificado e, de fora da quadra, bradaram diversos gritos ao Roleta de “eliminados”, “time sem vergonha”, “pipoqueiros”, entre outros. No último sábado, o Roleta em peso ficou na torcida da arquibancada esperando a sua hora. Sedentos por vingança, queriam arrasar o Joga 13.
Além da torcida do 13 e do Roleta Russa, jogadores do Acidus também assistiram à partida. Jogo decisivo como aquele merecia ser visto. E quem estava lá viu um começo de jogo arrasador do Fora de Série, que se matinha bem postado na zaga e saía com velocidade nos contra-ataques. Foi assim que Thiago Motta abriu o placar num chute cruzado da esquerda. Com mais vibração, o Fora de Série dominava a partida e via um Joga 13 que não conseguia completar as jogadas. Numa das poucas chances de gol do 13, Lele chapela o zagueiro de costas e na hora de emendar pro gol acaba não deixando ela pingar e a faz subir demais. Uma linda jogada que merecia um melhor desfecho.
E nessas idas e vindas o FS ampliou para 2 a 0 com André. Ali muitos viram a derrocada do Joga 13. A eliminação parecia estampada na cara da torcida, que só abria a boca para xingar o árbitro. Tudo ficou pior quando, em jogada pela esquerda, um corte no zagueiro Guma, que cai ao chão, é interceptado pelo mesmo com a mão. O árbitro correu para marcar pênalti. Eram 23 minutos do primeiro tempo e uma vantagem de 3 a 0 seria letal para o 13. “Naquela hora eu gelei. Pensei: ‘Estamos fora’”, comentou Lele, ao final da partida. Adriano pega a bola, põe na marca e... chuta na trave! O 13 comemora muito e o FS se lamenta. Naquele momento, 3 a 0 decidiria o jogo.
O segundo tempo começou e o 13 foi para cima com tudo. Com Lele muito bem marcado por Leandro, era preciso que outros jogadores do 13 aparecessem para o jogo. Numa dessas, Guma parte com a bola da defesa fazendo fila e só para quando, de dentro da área, chuta para uma defesa incrível do goleiro Beto, que, já caído, estica o braço e espalma a bola. Se por um lado tinha Guma, soberano na defesa e ainda se aventurando no ataque, do outro vinha Choko que com suas arrancadas levantava a torcida. Mas a bola teimava em não entrar. Ou por erro dos atacantes ou pelas belas defesas de Beto.
Não deu 10 minutos e os jogadores do Roleta começaram a comemorar. Ainda que timidamente, ouvia-se um “eliminado” aqui, outro ali. Ainda foram avisados que era muito cedo para cantar vitória. E só pararam a cantoria quando, em rebote, Rodrigo enfim acertou um de seus “canhões” para dentro do gol. Vibração do 13 e esperança na torcida. Apreensão naqueles que acharam que o 13 estava morto.
A partir daí, a pressão do 13 foi total, o que abriu espaço para contra-ataques. Em duas oportunidades foram os pés salvadores de Guma e de Choko que impediram o Fora de Série de marcar. Em lance bobo perto da área em que a bola bateu na mão de Rafinha, este acaba se irritando e xingando o árbitro e é expulso. Com um a menos, o 13 parecia que enfim se entregaria. Mas o que se viu foi justamente o oposto.
Foram 10 minutos finais de pura emoção, pura raça dentro de campo, de dois times que lutaram até o fim. O 13 na pressão e o FS buscando o contra-ataque. Cada bola tirada da área era comemorada com berros, cada lance perdido era lamentado com fúria. E em rebote dentro da área Lele marcou seu gol, empatando a partida. O empate eliminava os dois times da competição. Era vencer ou morrerem abraçados.
E o 13 foi valente. E o 13 foi ousado. Guma e Choko se desdobraram e jogaram cada um por dois, fazendo o Joga 13 ter um jogador a mais em campo. Olhando, ninguém acreditava que o FS tinha um jogador a mais tal a desenvoltura e doação desses dois jogadores. E o 13 atacou. E o 13 tomou contra-ataque. E o 13 não sofreu gol. Com menos de 2 minutos para o fim da partida, em contra-ataque, a bola caiu na direita para Thiago Calado. A perna deve ter tremido horrores antes de chutar para vencer o goleiro Beto e decretar a virada heróica e sofrida do Joga 13. O silêncio imperou naquele momento fora da quadra, apenas se ouvia os gritos de alegria dos jogadores do 13 e de sua torcida.
Finda a partida, os jogadores do 13 nem comemoraram entre si. Partiram direto para onde estavam os jogadores do Roleta Russa para xingá-los e comemorar a vitória na adversidade. Alemão, o mais empolgado, chegou a subir no alambrado e, batendo no peito, berrava “Aqui é 13, não é Roleta não!!!”, em referência à derrota do Roleta do campeonato passado quando estavam na mesma situação do Joga 13 neste.
De fato, esta comemoração do 13 e a provocação do Roleta Russa serviram para apimentar o grande jogo das quartas-de-final entre as duas equipes. Com a vitória, o 13 assumiu a sexta colocação. Com o empate do Roleta, este caiu para a terceira posição. Ou seja, se enfrentam. Com a batalha verbal entre os times, o jogo promete ser outra guerra, dentro e fora de campo. Certamente é a partida mais esperada das quartas em que um grande cairá. Certamente também o Roleta deve estar lamentando o empate, pois com a vitória e classificação, a tendência é o 13 crescer e vir com tudo no “mata-mata”. À vezes, falar demais é prejudicial a uma equipe. O silêncio do 13 antes da “decisão” deu certo. Agora, para este confronto mortal de quartas, nem Roleta e nem 13 optaram por ficar no seu canto. Jogadores de ambas as equipes prometeram vitória e eliminação do adversário. A decisão de quem passa para as semifinais sairá no sábado dia 1º de dezembro às 14hs, o primeiro jogo das quartas. Cheguem cedo para pegar um bom lugar, porque esse jogo promete muito. Tanto antes, durante e depois da partida.
CLASSIFICAÇÃO NÃO SURPREENDEU NINGUÉM, MAS QUARTAS-DE-FINAL PROMETEM SÓ JOGÃO
Talvez a única surpresa da 9ª rodada para seu final tenha sido a eliminação do Tosco, com o Só Lance obtendo a vaga que supostamente seria do Tosco. De resto, passaram de fase as equipes que conseguiram unir regularidade e presença constante de seus jogadores. O líder SNG fez o que costuma fazer: ganhou seus primeiros jogos com grande vantagem e administrou no final. O poderoso ataque da equipe (70 gols), com Renê e Memé, é o forte da equipe que perdeu apenas 2 dos 11 jogos disputados (uma vitória por WO).
O Acidus assumiu a segunda colocação na última rodada. Começou bem campeonato e derrapou um pouco, mas depois da derrota para o Joga 13, na 6ª rodada, foram 5 vitórias em 5 jogos, totalizando 8 vitórias em 11 jogos. A defesa é o calcanhar de Aquiles do time, compensado pelo ótimo ataque, que marcou 63 vezes. O Roleta Russa tem a melhor defesa do campeonato – 30 gols sofridos em 11 jogos disputados. (isso se não contarmos o jogo em que o SNG venceu o Bucets por WO, pois, com este, a média de gols do SNG cairia e seria a melhor defesa, pois sofreu 29 gols em 10 jogos...). O Roleta venceu 7 vezes e foi a equipe classificada que mais empatou – 2 vezes.
MachuPichu e Hollanda tiveram trajetórias similares. O primeiro teve 6 vitórias, enquanto o segundo conquistou 5 vitórias e um empate. Das 6 vitórias do MachuPichu, duas foram por WO – contra os 2 lanternas. A favor pesa a bela vitória da equipe de Caio e Danilo contra o líder SNG. Aliás, outra semelhança das duas equipes é que certamente ambas têm (tinham) os melhores jogadores do campeonato. Caio do MachuPichu e Batoré do Hollanda são craques de bola que lideraram suas equipes neste torneio. Contra Batoré pesa que jogou poucas vezes antes de ir jogar no Egito, mas a seu favor há o memorável jogo contra o Acidus em que ele teve a melhor atuação de um jogador na história do Chuteira de Ouro. A relembrar, foi um golaço de bicicleta, outra bicicleta na trave e mais 4 gols.
Joga 13 passou de fase no último minuto da última rodada. Era favorito ao título e conseguiu apenas 5 vitórias – o mesmo número de derrotas – mais um empate. O time tem Lele, mas uma inconstância geral que quase comprometeu a classificação. Outro ponto positivo é a defesa, 34 gols sofridos, a segunda melhor. Negativo foi seu ataque, que só não foi pior que os dos eliminados Bucets, Sport CBB e Fora de Série. Talvez reflexo de um esquema tático que privilegia a defesa e não o ataque.
Bróder e Só Lance passaram de fase com os mesmos 15 pontos. Ambas as equipes tiveram problema de contusão e de ausência de jogadores em partidas importantes, o que acabou levando os times a perderem pontos preciosos. Bróder perdeu 4 jogadores por contusão. O Só Lance viveu uma turbulência interna que culminou em jogo com nem 7 jogadores em campo. Ao final, o início avassalador do Bróder e o final empolgante do Só Lance garantiram os times nas quartas.
Os confrontos dos jogos das quartas-de-final no dia 1º de dezembro, a partir das 14hs:
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