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Notícias de 24/10/2011

XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 8ª RODADA

Estudiantes 7 x 4 Primatas

ESTUDIANTES DÁ SHOW E REBAIXA PRIMATAS


Trio ofensivo tricolor mostra muito entrosamento e garante goleada sobre o lanterna, que volta à Prata após um semestre sem vitórias na Ouro

Por Luis V. Andreassa

O Estudiantes voltou a apresentar um bom futebol, dominou o Primatas e garantiu a classificação matemática para a próxima fase diante do Primatas. Se a situação é boa para o time de Maurinho, não mudou em nada para a equipe vermelha e branca, que, além de permanecer sem nenhuma vitória no campeonato, somou a sexta derrota.

A partida começou de um jeito enganoso: no primeiro minuto, Giorgio aproveitou uma sobra e bateu no cantinho para abrir o placar para o Primatas. Todavia, não demorou para o rival mostrar quem mandaria no jogo. A reação começou com um golaço de Maurinho, para variar. Desta vez vestindo a camisa 18, o ex-jogador profissional completou cobrança de escanteio de Washington com um chute de primeira, com a bola no alto, que venceu o goleiro Vitinho. Pouco depois, ele tentou da mesma forma, de peito de pé, mas o guarda-metas conseguiu espalmar.

O ataque do Estudiantes se mostrava mais perigoso a cada lance com a movimentação de Maurinho, Washington e Marcos Aurélio. E foi o último que virou a partida: Maurinho cobrou escanteio pela direita e o camisa 3 desviou na área, tirando do goleiro. Dois minutos depois, Marcos Aurélio recebeu passe pelo lado esquerdo, dominou no peito e bateu no canto. Vitinho chegou a encostar na bola, mas acabou aceitando. Como se não bastasse, o atacante ainda teve a chance de fazer seu terceiro gol seguido ao receber na área após bonita troca de passes e parar na defesa do goleiro, com os pés.

Era um verdadeiro massacre da equipe tricolor, que se mostrava extremamente organizada, veloz e inteligente no ataque. O quarto gol foi exemplo disso, e veio de novo dos pés de Maurinho, que dominou pela direita e chutou, a bola desviou na zaga, enganou o goleiro e entrou no meio da meta. O Primatas reagiu quando Ricardo passou para Marcelinho em contra-ataque e este chutou em cima de tucano. A próxima chance, porém, não foi desperdiçada: Gus bateu do bico esquerdo da área, acertou o cantinho e diminuiu a desvantagem.

Entretanto, a reação logo foi abafada com dois gols de Ricardo antes do fim da primeira etapa. No primeiro deles, o camisa 15 bateu rasteiro de fora da área, de perna esquerda, para vencer o guarda-metas. No segundo, dominou pelo lado esquerdo e mandou uma bomba direto no ângulo, anotando um golaço. Assim, o Estudiantes foi para o intervalo com a incrível vantagem de 6 x 2 no placar.

O segundo tempo começou igual ao anterior, pois logo no primeiro minuto Giorgio arrancou em contra-ataque, abriu para Gustavo na esquerda e este passou para Gui Fenômeno completar quase debaixo da trave. E como aconteceu no primeiro tempo, Maurinho logo tratou de jogar água no chope do rival ao dominar na direita e bater colocado no ângulo. Mais um golaço para a conta dele. Em seguida, Ricardo chegou com perigo ao arriscar da intermediária e acertar a trave.

O ímpeto ofensivo do Estudiantes era tão grande que, muitas vezes, quatro jogadores avançavam para o ataque e acabavam deixando apenas dois companheiros na marcação. Com isso, o Primatas, mesmo dominado, chegou ao quarto gol aos 9 minutos em lance no qual Gus dominou na entrada da área e bateu de bico no cantinho. Após isso, as chances de gol deram uma diminuída, apesar da partida continuar movimentada. A próxima chegada demorou a vir e aconteceu quando o alvirrubro Giorgio roubou a bola pela direita e mandou um bom chute, que parou numa intervenção ainda melhor de Tucano.

A partida foi seguindo seu rumo com algumas boas finalizações de ambas as equipes, mas nada que fizesse o panorama mudar muito. O clima só se transformou – e para pior – quando Marcos Aurélio deu um forte e desnecessário pontapé em Gus, o que deu origem a uma confusão. O mais exaltado era Gustavo, do Primatas, que queria partir para cima do atacante adversário e foi impedido pelos companheiros. No final, ele foi o que se deu pior, pois depois que a confusão foi resolvida e as discussões cessaram, o árbitro lhe mostrou o cartão vermelho, enquanto Marcos Aurélio levou o azul.

Depois disso, o Estudiantes criou mais algumas boas chances com Ricardo, que passara a jogar mais adiantado, mas não conseguiu mais balançar as redes. Mas nem precisou, pois a goleada por 7 x 2, que poderia ter sido muito maior devido ao número de chances criadas, garantiu à esquadra tricolor a vaga na próxima fase. E afundou de vez o Primatas, que não tem mais chances nem de largar a lanterna do Grupo A.

XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 8ª RODADA

Med Taubaté 6 x 2 Roleta Russa

MED ACORDA NO SEGUNDO TEMPO E GOLEIA ROLETA


Após perder primeiro tempo por 2 x 0, doutores dão mostras de que não esqueceram como jogar futebol e aplicaram sonora goleada de 6 x 2. Com a derrota, Med praticamente leva Roleta junto com ele para a Prata

Por Gustavo Vasconcellos

Quem olhava não dava muita importância. Também, quem daria? O confronto era entre as duas equipes de piores campanhas no Grupo B da Ouro. Med Taubaté e Roleta Russa se enfrentaram na primeira partida da 8ª e penúltima rodada. No jogo, cada uma das equipes dominou um tempo. Melhor para o Med, que saiu para o intervalo perdendo por 2 x 0 e conseguiu demonstrar o futebol que o levou ao vice-campeonato na última edição, mas que não foi repetido ao longo de todo o segundo semestre.

Após um minuto de silêncio em razão do falecimento do irmão de Murilo, do Roleta Russa, a bola começou a rolar. E começou a rolar literalmente. As duas equipes valorizavam a posse da bola e trocavam muitos passes, esperando criar espaços para chegar ao gol adversário. O Roleta começou melhor nessa tática e logo conseguiu criar algumas chances. Brunão levou para a linha de fundo e bateu, mas Irineu fechou bem o canto e defendeu. Pouco depois, cobrança de lateral e chute por cima do gol de Brunão.

A primeira chance do Med demorou a acontecer. Somente aos 5 minutos o time levou perigo ao goleiro Guaraná. Aníbal, de volta à equipe, apareceu do lado direito e bateu no alto e cruzado. A bola saiu com muito perigo.

Os times se preocupavam demais em tocar a bola e acabavam por não buscar tanto o gol. O Roleta aparecia mais para o jogo, arriscava mais, jogava melhor. Daniel Buttino fez boa jogada se livrando da marcação e passou para Brunão, que bateu rasteiro e obrigou Irineu a fazer defesa com os pés.

Na hora que o Med decidiu se arriscar um pouco, aos 14 minutos, foi o momento que a equipe sofreu o primeiro gol. Após boa tentativa contra o gol de Guaraná, Rapha Ferreira marcou para o Roleta. Alemão arriscou rasteiro de fora da área, Irineu se complicou ao tentar afastar com os pés e a bola acabou sobrando livre para o camisa 70 empurrar para as redes.

Três minutos depois, aos 17, o Med voltou a tentar aparecer no ataque e viu novamente sua meta ser vazada. Gegê recebeu ainda no próprio campo e arriscou para o gol. A bola foi no canto direito, um chute totalmente defensável, mas Irineu acabou aceitando. No minuto seguinte, o Roleta quase marcou o terceiro. Buttino rolou para a direita e viu Brunão bater rasteiro e acertar a trave.

No final do primeiro tempo, o Med ainda conseguiu duas boas chances com Bruninho e Boca, mas não conseguiu diminuir a desvantagem. Não diminuiu, mas nem precisava, pois no segundo tempo, apresentando um futebol muito competitivo, não deixou o Roleta aparecer para o jogo e ainda marcou 6 vezes para garantir os primeiros pontos na competição.

Logo com 1 minuto jogado, Rogerinho deu ótimo passe para Boca, que só colocou no canto para marcar o primeiro dos doutores. Mais disposto que no primeiro tempo, o Med chegou mais algumas vezes antes de empatar o jogo aos 8 minutos. Bruninho tabelou com Javier e ficou livre na área para só deslocar o goleiro e marcar. Bruninho, aliás, abusou de perder gols no segundo tempo. Foram pelo menos três chances claras de gol que o camisa 110 desperdiçou.

Aos 11 minutos, veio a virada do Med. O Roleta, muito apagado, errando muito, não aparecia e não levava perigo para Irineu. Enquanto isso, Pedro Henrique dominava na esquerda, puxava para o meio e batia bem, no canto esquerdo, para fazer o terceiro e virar a partida.

Quatro minutos depois, Boca aproveitou bobeira da zaga adversária, tirou o goleiro e teve o gol livre para marcar seu segundo gol, o quarto dos doutores de Taubaté. Aos 18 minutos, Javier também deixou o seu, fazendo 5 x 2 para o Med.

Somente aos 20 minutos do segundo tempo o Roleta voltou a aparecer com perigo no ataque. Após Brunão fazer boa jogada, Rapha Ferreira bateu para defesa de Irineu. A reação do Roleta era improvável, e realmente não aconteceu. Quem acabou marcando mais um foi Boca, para garantir o resultado de 6 x 2 e seu primeiro lugar na Corrida MVP da partida.

Com a primeira vitória na competição, o Med somou seus primeiros pontos e chegou aos três pontos, mas não deixou a lanterna da tabela. Já o Roleta continua com seus quatro pontos e é o nono colocado. O Med só cumpre tabela na última rodada contra o Arouca. Pelo lado do Roleta, ainda há chances, mesmo que remotas, de escapar da degola. A equipe comandada por Baru precisa vencer o Bufalos e torcer contra o Fiorella, que enfrenta os peruanos do MachuPichu. Ainda assim, dependerá do saldo de gols para se manter na divisão de elite do Chuteira.

XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 8ª RODADA

Fora de Série 3 x 2 Di Primeira

COM VITÓRIA, FORA DE SÉRIE MANTÉM SONHO DE PERMANÊNCIA NA OURO E TAMBÉM DE CLASSIFICAÇÃO


Jogo dramático teve direito a três gols nos últimos dois minutos. Fora tem decisão contra The Veras na rodada final para ver quem fica na Ouro (podendo até se classificar para o mata-mata), já o Di Primeira encara o lanterna para se assegurar no G-6

Por Luiz V. Andreassa

Foi suado, foi dramático, foi na raça. O Fora de Série superou a si mesmo, superou o momento delicado e superou a boa fase do Di Primeira para conseguir uma vitória mais do que importante, que o mantém vivo não só na luta contra o rebaixamento, como na briga por uma vaga no G-6. O duelo disputado e brigado em todos os momentos teve seu clímax no final emocionante, assim como será no próximo sábado a briga pela fuga do rebaixamento diante do The Veras.

A partida começou com poucas chances de gol. A primeira delas veio em lançamento de Simon, do DP, que encontrou Dri na área. Este, por sua vez, cabeceou a bola com perigo para fora. Dadinho também tentou ao arrancar na frente do marcador, invadir a área e parar em boa saída do goleiro Porps.

O panorama não era dos mais favoráveis à equipe azul, todavia, aos 10 minutos, ela conseguiu chegar ao ataque para decidir: Paulinho, com um chute de perna esquerda desviado no meio do caminho, mandou para as redes e deixou o arqueiro Ferrugem totalmente sem reação.

A partir daí, o equilíbrio passou a reinar em quadra. O Fora de Série conseguiu atacar com certa qualidade ao mesmo tempo em que impedia que o ataque rival, que trabalhou bem nas últimas rodadas, tivesse vida fácil. Mesmo assim, o Di Primeira teve boa chance quando Dadinho cobrou falta na direita passando para Cris cruzar na área e Dri concluir por cima da meta. A resposta veio com chute de Rafael Rezende pelo lado esquerdo que foi no cantinho e obrigou Ferrugem a fazer boa defesa. Du Formiga também assustou quando a zaga adversária falhou ao tentar cortar cruzamento, porém o camisa 8 azul não conseguiu botar a bola para dentro.

Nos últimos minutos do primeiro tempo, o jogo deu uma boa melhorada, ficou mais corrido e com mais ações ofensivas. Pelo DP, Dri recebeu na área, girou e bateu forte de peito de pé para defesa de Porps. Rafael Rezende respondeu aproveitando o pivô de Paulinho e chutando de primeira, obrigando Ferrugem a mandar para escanteio. Paulinho gostou de dar uma de garçom e deixou Du Formiga na cara do gol, porém o guarda-metas usou bem o pé para evitar o segundo tento forense.

O árbitro encerrou a etapa inicial em seu melhor momento, mas a emoção de verdade ainda estava por vir. O segundo tempo começou com o Di Primeira perdendo boa chance pelos pés de Dri, que recebeu na cara do gol, bateu na saída do goleiro e viu a zaga impedir o seu gol de empate. Somente aos 6 minutos Paulinho deu a resposta ao driblar Miranda e, em boas condições de finalizar, mandar para fora.

O momento era melhor para a equipe tricolor, que teve duas boas chances. A primeira delas veio quando Souza recebeu do pivô de Dri e chutou fraquinho, tirando tinta da trave. Em seguida, Lê recebeu passe da mesma forma só que mandou uma bomba direto no ângulo, defendida de maneira espetacular por Porps, que voou muito rápido na bola para impedir o empate. Como a mania era criar chances com a jogada sempre eficiente do pivô, foi assim que Argentino mostrou que o Fora estava vivo, finalizando uma bola ajeitada por Cannigia e mandando nos pés de Ferrugem.

O Di Primeira passou então a pressionar e contou com uma ajuda a mais para isso. O goleiro Ferrugem passou a jogar mais adiantado, quase no meio da quadra, o que lhe possibilitava ter certo espaço para a finalização a longa distância. Foi assim que o guarda-metas arriscou e obrigou o seu colega Porps a saltar e espalmar a redonda para cima. Miranda também resolveu apoiar o ataque e passou para Dri, que, com espaço pelo lado esquerdo, bateu colocado, tirou do goleiro mas não anotou o seu gol porque a zaga apareceu na hora para mudar a trajetória da bola.

Ferrugem seguiu arriscando e, na nova tentativa, fez a bola passar rente à trave. Cinco minutos depois, já aos 19 do segundo tempo, ele finalmente teve sua insistência recompensada ao finalizar sem nenhum obstáculo no meio do caminho e vencer Porps, empatando a partida.

O revés fez com que o Fora de Série saísse da retranca e voltasse a atacar. Foi assim que, aos 24 minutos, Argentino encontrou espaço pelo meio, avançou e, de fora da área, bater de esquerda no cantinho.

Logo em seguida, Ferrugem sentiu na pele o risco que corre um goleiro que gosta de jogar adiantado: Rafael Rezende pegou uma bola prensada, viu o arqueiro ruivo adiantado e mandou por cobertura, anotando 3 x 1 e deixando a heroica vitória azul e branca mais próxima. Contudo, o rival mostrou ainda tentou reagir e chegou a descontar no último lance, com Cris recebendo pelo lado esquerdo e batendo no cantinho direito.

Mesmo com a derrota, basta ao Di Primeira vencer o lanterna Primatas na última rodada para se manter no G-6 e conquistar a tão sonhada vaga na fase final. Já o Fora de Série lamenta a vitória do The Veras sobre o Mulekes e agora fará uma verdadeira final contra a equipe azul-grená, valendo a permanência na Ouro e também o direito de disputar o mata-mata.

XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 8ª RODADA

MachuPichu 2 x 1 Arouca Jrs.

SECKLER MARCA DUAS VEZES E SALVA MACHUPICHU DO REBAIXAMENTO


Camisa 10, ao lado de Ciro, foi essencial para vitória dos peruanos que vale permanência na Ouro. Além disso, culminou em fim de sequência invicta do Arouquinha

Por Gustavo Vasconcellos

Não deu para o Arouquinha. A equipe azul e amarelo lutou, mas não conseguiu manter a invencibilidade na competição após 7 jogos sem perder. A partida opunha o quarto colocado, Arouca Jrs., até então invicto na competição, mas com 3 empates, contra os peruanos do MachuPichu, que apareciam apenas na oitava colocação e lutavam para se livrar do fantasma do rebaixamento.

Para não voltar a disputar a Prata no próximo semestre, o Tchupitxu não se intimidou em nenhum momento e buscou a vitória até conseguir abrir 2 x 0 aos 22 minutos do segundo tempo, quando diminuiu o ritmo à espera do apito final. O Arouquinha ainda descontou, mas os três pontos foram para a conta dos peruanos.

O MachuPichu mostrou desde o início que buscaria e sairia para o jogo. Com menos de 3 minutos, Seckler já havia desperdiçado duas chances de abrir o placar. O Arouquinha, quando tinha a bola, rodava-a, mas sem conseguir criar muito.

Mateus e Gui arriscaram da esquerda pelo MachuPichu, mas ambos mandaram a bola pela linha de fundo. Somente aos 6 minutos que o Arouquinha conseguiu assustar Pipo. Galizé virou o jogo para Mau, já dentro da área, chegar batendo com perigo, mas para fora.

A equipe do Arouca acalmou o ímpeto inicial do MachuPichu e começou a sair para o jogo, mas para tentar atacar a equipe azul e amarelo também deixou espaços para ataques adversários. Deh arriscou cruzado do lado esquerdo, Mau se esticou tentando um desvio, mas a bola passou direto pela área de Pipo.

O jogo já passava da metade do primeiro tempo, e o MachuPichu respondia às investidas do Arouquinha. Mateus avançou livre e bateu no canto esquerdo para defesa de Gui Rodrigues. Logo depois, Seckler avançou pela esquerda e chutou com perigo. Ciro, pelo MachuPichu, Quim, Felipinho e Gothardo, pelo Arouca Jrs., tentaram, mas pararam nos goleiros.

Nos 5 minutos finais do primeiro tempo, as chances de gol diminuíram, pois as duas equipes começaram a marcar melhor, sem dar espaços ao adversário. Algumas divididas aconteceram e a vibração a cada disputa de bola começou a acontecer.

Na volta para o segundo tempo, o MachuPichu não quis nem saber e logo abriu o placar. Com 15 segundos, Seckler aproveitou erro da zaga, ficou com a bola e bateu rasteiro no canto direito para fazer 1 x 0.

Com vantagem mínima no placar e sabendo da força do adversário, o MachuPichu decidiu por se fechar na defesa e tentar construir um resultado maior nos contra-ataques com Ciro, Thiago e Seckler. O Arouquinha agora tinha o controle da bola, mas não conseguia infiltração na zaga peruana. O MachuPichu logo mostrou que seria perigoso nas rápidas saídas de contra-ataque. Ciro deixou bola para Bruno Dias, que só não marcou porque Gui Rodrigues apareceu para fazer a defesa.

Aos 6 minutos, o Arouquinha quase chegou ao empate. Felipinho fez boa jogada na esquerda e jogou para o meio, onde Gothardo chegou desviando para acertar a trave. o camisa 7 tentou mais uma vez, só que mandou para fora. Os peruanos responderam com Ciro. Ele tentou colocado no canto esquerdo para nova defesa de Gui Rodrigues.

O jogo seguiu nos mesmos moldes: Arouquinha tentando o empate, enquanto o MachuPichu partia nos contra-ataques. Assim o tempo foi passando. Thiago, Seckler e Mateus levaram grande perigo à meta de Gui Rodrigues. Já pelo outro lado, Washington, Quim e Deh, duas vezes, arriscaram contra o gol defendido por Pipo, que evitava o empate.

Aos 22 minutos, finalmente a rede voltou a balançar. E foi o MachuPichu que aumentou a vantagem. Ciro puxou contra-ataque com velocidade e passou para Tebas, que chutou em cima de Gui, mas, por sorte, viu a bola ficar com Seckler, que não desperdiçou e mandou para o gol.

A partir de então, o Arouquinha não tinha outra saída a não ser uma forte pressão no final. A equipe até conseguiu diminuir a desvantagem, mas o empate não aconteceu. Aos 23 minutos, após bagunça na área e duas boas defesas de Pipo, Deh apareceu para empurrar para o gol. O camisa 6 ainda tentou chute de fora no último minuto, mas parou na defesa do goleiro peruano.

Com os três pontos da vitória, o MachuPichu se livrou da ameaça do rebaixamento, chegou aos 9 pontos e pode até sonhar com uma classificação para o mata-mata, já que tem a mesma pontuação do sexto colocado, o Jeremias. Essa classificação peruana dependerá de um tropeço do Jeremias exatamente contra o Arouca Jrs., que continua com 15 pontos, na quarta posição, já classificado para próxima fase. Na última rodada, o MachuPichu encara o Fiorella, que luta contra o rebaixamento, mas também sonha com a classificação.

XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 8ª RODADA

SPQSF 5 x 2 Real Paulista

SPQSF SURPREENDE REAL PAULISTA E PRATICAMENTE SE GARANTE NO G-6


Esquadra laranja mete cinco no rival e agora depende de um empate para ir à próxima fase

Por Luiz V. Andreassa

Depois de duas derrotas seguidas, o SPQSF espantou a má fase e voltou a vencer, num jogo chave na busca pela classificação. O adversário era dos mais difíceis, mas o Real Paulista não conseguiu manter a defesa segura e o ataque preciso, sucumbindo diante de um rival mais organizado e perigoso no ataque.

Esse perigo todo foi visto logo nos primeiros minutos, primeiramente quando Jaja recebeu de Di Dicredo, puxou para o lado direito e chutou na rede pelo lado de fora. Pouco depois, foi a vez de Jaja passar para Leandro Rosa na área e o camisa 2, por sua vez, bater meio fraco, rasteiro e no cantinho, mas o bastante para vencer o goleiro Alemão e inaugurar o placar. Dois minutos se passaram antes de o time laranja voltar a atacar e balançar as redes de novo. Agora foi a vez de Leandro servir Jaja ao completar uma bonita tabela pisando na bola para o atacante chegar chutando forte, fazendo a bola bater na trave antes de entrar.

Apesar do bom início, o jogo era de certa forma lento, mais cadenciado, com passes mais pensados e pouca correria, diferentemente do que estamos acostumados a ver na Ouro. O surpreendente número de faltas era prova disso: foi apenas uma em toda a primeira etapa! Mas, se por um lado, o SPQSF não usava da velocidade em suas jogadas sempre incisivas, a tranquilidade chegava ao nível da apatia no Real Paulista, que sentia muita dificuldade para atacar e assustar o goleiro Renan Gomi. Em um dos poucos lances em que conseguiu fazer isso, o atual campeão chegou com perigo em chute cruzado de Salvador que passou pelo arqueiro mas foi cortado na boca do gol por Cunha.

A esquadra laranja não criava um grande volume de jogo, mas era quase mortal quando chegava, como quando Di Dicredo cobrou escanteio, Leandro desviou no primeiro pau e Jaja por pouco não marcou outro em disputa com o goleiro. O Real respondeu da mesma forma e Panela levantou a pelota para Salvador girar um voleio na área, defendido por Renan. Para não deixar o rival se animar, Leandro voltou a aparecer ao receber pela direita e girar chutando, obrigando Alemão a espalmar.

O camisa 2 seguiu tentando e finalizou novamente após arrancar para o lado direito. A sorte do seu time é que desta vez Jarba apareceu para conferir no rebote do guarda-metas e anotar o surpreendente 3 x 0 no placar.No final do primeiro tempo a melhor chance foi criada por Douglas Serafim, que bateu cruzado rente à trave pelo lado direito, passando perto de transformar a vitória parcial em goleada.

O intervalo não modificou muito a situação da partida, que continuava sob domínio laranja. A equipe voltou a chegar com perigo aos 3 minutos, quando Jaja tentou o chute, a bola sobrou para Leandro e este cruzou para Di Dicredo, livre na área, furar e perder uma grande oportunidade. Pouco depois, o adversário esboçou uma reação em cobrança de escanteio na qual Salvador pôs a bola na cabeça de Panela, que por sua vez cabeceou forte no lado esquerdo da meta. 3 x 1.

Entretanto, isso não foi o bastante para atrapalhar a tranquilidade do SPQSF, que logo tratou de restabelecer a vantagem com um belo gol de Marinho. O camisa 8 mandou um bonito chute de fora da área, forte e preciso, no ângulo. Jaja também quis deixar sua marca novamente e quase o fez ao finalizar da intermediária e fazer a bola raspar na trave. Pelo lado merengue, Panela era o jogador mais perigoso, tanto que quase descontou ao receber lançamento nas costas da zaga e chutar em cima de Renan. Todavia, o adversário seguiu ocupando o campo de ataque e Di Dicredo deu belo passe em profundidade para Leandro sair na cara do gol e tentar de cobertura, golaço impedido pela zaga que apareceu para salvar. Como se não bastasse, Cunha ainda acertou o pé da trave após roubar a bola na intermediária.

Mesmo com dificuldades, o Real Paulista conseguiu diminuir a desvantagem de maneira anunciada: Panela novamente recebeu lançamento às costas da defesa mas desta vez não desperdiçou e diminuiu o placar para 4 x 2. O camisa 8 ainda tabelou com Raphão e bateu rente à trave. Nos últimos minutos, o SPQSF fechou o placar com requintes de crueldade. Cunha lançou a bola da defesa, Di Dicredo dominou de forma a dar um belo chapéu em Alemão e o completou de cabeça, sem deixar a bola cair, direto para as redes. Pintura de gol!

Com a vitória, o SPQSF passou o Di Primeira na tabela, chegou à quinta colocação e agora só depende de um empate com o Fúria na última rodada para garantir a passagem à próxima fase, resultado pouco provável já que a equipe de Jaja não empatou nenhuma vez na competição. Já o Real Paulista permanece em terceiro e tem chances remotas de não passar de fase, apesar de ter um compromisso complicado semana que vem, diante do líder Bacana.

XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 8ª RODADA

Arouca 8 x 3 Bufalos

AROUCA NÃO DÁ CHANCE E ATROPELA BUFALOS


Com belo futebol, Arouca marca 4 vezes no começo de cada tempo e garante vaga direto nas quartas de final. Vini Costa foi destaque da partida marcando quatro vezes

Por Gustavo Vasconcellos

Sem dúvidas, a partida mais aguardada do dia pelo Grupo B. O segundo colocado, Arouca, enfrentava o Bufalos, terceiro colocado. O Arouca buscava manter a invencibilidade, conseguir uma vitória e garantir-se direto nas quartas de final. O Bufalos tentava bater o vice-líder do grupo para, assim, subir na tabela, confirmar a boa fase e continuar próximo ao primeiro colocado, o SNG, que havia vencido a partida anterior.

Nessa busca para cumprir objetivos, quem se deu melhor foi o Arouca. A equipe azul e amarelo jogou muito bem, principalmente no começo de cada tempo, e construiu um grande resultado sobre o Bufalos: 8 x 3.

Com pouco mais de 10 minutos o placar já mostrava 4 x 0. Futebol envolvente, rápidas trocas de bolas, além de uma marcação perfeita, anulando as principais peças do Bufalos, o Arouca era soberano em campo. Os quatro gols saíram de maneira natural.

Aos 2 minutos, Marquinhos Bohn apareceu na direita e tentou passe para Orley, no meio da área. A zaga desviou, mas a bola ficou limpa para Vini Costa só empurrar para o gol. O Bufalos não conseguia jogar, e enquanto isso o Arouca voltava a marcar aos 4 minutos. Orley tentou chute rasteiro, Léo Cidrão desviou e a bola acertou a trave. Na volta, Markinhos apareceu para marcar com o gol aberto.

Somente aos 7 minutos o Bufalos teve sua primeira tentativa. Fernando Cidrão arriscou de fora e mandou pela linha de fundo. No mesmo minuto, o Arouca marcou o terceiro. Orley rolou para trás. Vini Costa teve tempo de dominar e bater rasteiro no canto esquerdo. 3 x 0.

Aos 9 minutos, o Bufalos teve a segunda chance. De novo com Fernando Cidrão de fora da área. Porém, outra vez não obteve sucesso. Dois minutos mais tarde, aos 11, em jogada pela direita, o Arouca marcou o quarto. Rodrigo Cunha passou para Everton Nunes e pediu a devolução. Everton não devolveu e bateu alto e cruzado para marcar o seu: 4 x 0 Arouca.

Na metade do primeiro tempo, muitas trocas no time do Arouca fizeram o time diminuir o ritmo. Só assim o Bufalos conseguiu aparecer. E sempre com Fernando Cidrão, uma vez que Diogo Moraes e Dinho não apareciam bem. Dos 15 minutos até os 17, o camisa 7 do Bufalos teve duas boas chances. Primeiro, ele partiu da esquerda para o meio e bateu rasteiro. A bola tocou a trave e saiu. Depois, em cruzamento para a área, ele apareceu no segundo pau e cabeceou. A bola tocou novamente na trave, mas desta vez ele teve mais sorte e viu a bola entrar. 4 x 1.

No final do primeiro tempo, os jogadores que iniciaram o jogo pelo Arouca voltaram. O time até tentou aumentar a vantagem, mas nada mudou no placar até o apito final do primeiro tempo.

Se no primeiro tempo o Arouca começou de modo arrasador, no segundo não foi diferente. Com 10 minutos jogados, 5 gols aconteceram na partida: 4 do Arouca e apenas 1 do Bufalos. A equipe de Dinho e Fernando Cidrão começou com maior domínio de bola, mas nada fazia, pois não conseguia passar da marcação do Arouca. E com 3 minutos o Arouca tratou de mostrar como se faz e marcou o quinto. Após lateral da direita que a zaga não conseguiu afastar, Vini Costa aproveitou.

O gol de Vini animou os jogadores. Aos 5 minutos, Markinhos fez boa jogada na esquerda e passou para o meio, onde Orley apareceu para completar. No minuto seguinte, o Bufalos diminuiu em chute de fora da área de Kaike, mas o Arouca voltou a marcar menos de um minuto depois. Vini Costa, o melhor do jogo, avançou com velocidade pela direita e deixou Marquinhos Bohn tranquilo para marcar o sétimo. Aos 10 minutos, Vini Costa ainda marcou seu quarto gol na partida: 8 x 2.

O Arouca, então com uma vantagem considerável, só controlou o jogo, esperou o tempo passar. A equipe não se expunha na defesa e, ainda assim, aparecia com algum perigo no ataque. O tempo foi passando e o apito final se aproximando. Mas antes dele Cidrão descontou para o Bufalos, dando números finais a partida: uma goleada de 8 x 3.

O Arouca, com os três pontos da vitória, não deixou o SNG distanciar e garantiu vaga nas quartas de final. Na última rodada, lutará para conseguir a liderança jogando contra o lanterna e já rebaixado Med Taubaté. Já pelo lado do Bufalos, a equipe se manteve na terceira colocação, com 15 pontos, e tentará mantê-la jogando contra o Roleta Russa, que luta por um milagre para evitar o rebaixamento.

XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 8ª RODADA

Bacana 4 x 2 Fúria

BACANA VENCE FÚRIA E GARANTE PRIMEIRA COLOCAÇÃO ANTECIPADA


Ferrolho e raça rubro-negros evitaram a pressão, mas não a derrota

Por Luiz V. Andreassa

O Fúria bem que lutou, marcou, correu e chegou a empatar após estar perdendo por 2 x 0, mas no fim acabou cedendo à força do Bacana. A equipe dourada, por sua vez, garantiu a primeira colocação no Grupo A com uma vitória suada diante um adversário que conseguiu anular muitos de seus pontos fortes e endureceu na defesa.

Desde os primeiros minutos, o que seria o jogo já estava bem desenhado: o Bacana tentava criar o seu volume de jogo monstruoso e atacar com passes rápidos e tabelas, mas parava na defesa rival, muito bem postada e preparada para impedir a pressão. Mesmo assim, e mesmo sem Rômulo, a esquadra dourada chegou com perigo logo no primeiro minuto. Demehur cobrou escanteio para Bruno bater de primeira, com a bola no alto, e obrigar Pedro a defender no pé da trave. Alguns segundos depois, contudo, não houve jeito: Bruno recebeu pelo meio e bateu rasteiro de fora da área. 1 x 0.

O Fúria tinha dificuldades para atacar diante da preocupação com a parte ofensiva do rival, tanto que a primeira boa chance foi em cobrança de falta, na qual Fábio Caruso mandou por cobertura e obrigou Guido a espalmar. O adversário respondeu em tabela entre Gustavo Izique e Cezinha que terminou na finalização do primeiro e defesa do goleiro. Também em cobrança de falta, Sucão passou perto de empatar ao tirar a bola do goleiro, mas a zaga apareceu para barrar na boca do gol. Aos 15 minutos, Fagner também tentou e mandou a bola rente à trave em chute desviado pelo lado esquerdo.

A tentativa de pressão do Bacana não dava certo e as chances de gol não apareciam aos montes como de costume. Mesmo assim, Yanes conseguiu ampliar a vantagem com um golaço. O camisa 9 recebeu na esquerda e bateu colocado de perna direita, direto no ângulo. Mais surpreendente foi o que aconteceu pouco depois: Yanes recebeu cruzamento de Cezinha e, livre para marcar dentro da área, isolou a bola de forma inacreditável, mostrando que o mesmo pé responsável por uma pintura também pode ser responsável por um lance grotesco. Antes de acabar a primeira etapa, Diego teve boa chance de descontar ao receber cruzamento em boas condições dentro da área e parar em defesa do bem posicionado Guido.

O segundo tempo começou com um lance parecido com um da etapa anterior: novamente Fábio Caruso cobrou falta por cobertura e o goleiro teve de espalmar. Todavia, as semelhanças pararam por aí. O Fúria voltou com uma postura diferente, adiantando a marcação e pressionando mais a saída de bola do rival, já que estava em desvantagem. Isso fez com que o jogo ficasse travado no meio da quadra, com as marcações levando vantagem. Contudo, aos 10 minutos, Diego aproveitou uma saída de bola ruim do adversário, roubou a bola e passou para Adriano Motta sair na cara do gol e bater no canto, descontando no placar.

O gol animou a equipe rubro-negra, que passou a ser mais perigosa. O resultado disso veio logo: Sucão completou cruzamento na área de cabeça e deixou tudo igual. O empate heroico deixou o rival nervoso e desorganizado, sentindo as consequências da pane no segundo tempo. Com isso, o Fúria quase conseguiu a virada quando Thiago Motta dividiu com Demehur pelo meio e a bola sobrou para Fagner mandar uma bomba no ângulo. Guido fez grande defesa.

Sentindo a necessidade de reagir e reencontrar o seu futebol, o Bacana se lançou ao ataque para correr atrás do prejuízo. A missão parecia complicada, pois o Fúria, mais uma vez, se mostrava duro na queda, contudo, Yanes conseguiu brilhar de novo e decidir. Luiz Ventura cobrou falta pelo lado esquerdo passando para Cezinha bater de primeira no alto da meta, o goleiro espalmou e a bola foi parar no meio da confusão dentro da área, onde encontrou o pé direito do camisa 9 e foi para o fundo do gol.

O tento inspirou o Bacana e, pouco depois, Demehur roubou a bola e cruzou para Yanes, livre na cara do gol, fazer 4 x 2 e completar seu hat-trick. Os dois gols devolveram o espírito de luta ao Bacana, que passou a vibrar com cada lance ganho. Contudo, a equipe ainda passaria por mais um susto na partida no momento em que João cometeu pênalti e tomou o cartão azul. Sucão foi para a cobrança com jeito de quem iria encher o pé e furar as redes, contudo o capitão furioso bateu fraco, à direita de Guido, que caiu bem para agarrar a pelota. Foi o último respiro dos guerreiros rubro-negros.

A vitória deu ao Bacana a primeira colocação definitiva no Grupo A e agora só tem de cumprir tabela contra o Real Paulista na última rodada, já que a vaga nas quartas de final já está assegurada. Já o Fúria tem de vencer o SPQSF para se garantir no G-6, em um duelo direto por uma vaga que promete ser uma verdadeira final para os dois times.

XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 8ª RODADA

SNG 8 x 1 Jeremias

COM SEGUNDO TEMPO IMPECÁVEL, SNG GOLEIA JEREMIAS


Após virar ganhando apertado, equipe de Rafael Brozinga, que marcou três vezes, ligou o turbo e arrasou com o Jerê. SNG já está nas quartas de final, enquanto Jeremias está ameaçado caso não vença na rodada final

Por Gustavo Vasconcellos

O Jeremias sabia da dificuldade que enfrentaria. Todos sabem que é difícil enfrentar o tricampeão do Chuteira, o SNG. Ainda mais se a equipe preta e laranja estiver em boa fase e jogando um bom futebol. E esse é justamente o cenário vivido pelo Jeremias, sexto colocado antes da rodada começar. O SNG ostenta ótima campanha. Ainda invicto, contava com 5 vitórias e 2 empates.

Se a dificuldade já era conhecida, a equipe do Jeremias tentou e lutou. Até conseguiu manter o placar próximo na primeira etapa – saiu perdendo só por 2 x 1, mas na segunda o SNG elevou o nível do futebol e mostrou o porquê de tanta fama e reconhecimento no universo Chuteira: fechou a partida com um expressivo 8 x 1 no placar.

O SNG logo começou a girar a bola em busca de espaços. Porém, não conseguiu criar chances imediatamente. Pelo contrário, a primeira oportunidade foi do Jeremias. Marcelo apareceu na direita e bateu firme para defesa de Sampa. Na primeira chance que teria, o SNG viu Alemão, após receber bom passe na direita, furar na hora do chute.

O jogo era lá e cá, mas o Jeremias começou levando mais perigo que o ataque do SNG. Dunder recebeu na direita e obrigou Sampa a trabalhar novamente. Depois, aos 4 minutos, Thiago Bim, em falta, tentou passe para Camilinho dentro da área. Ninguém desviou e a bola acabou saindo pela linha de fundo, mas com muito perigo.

O SNG entrou na partida no momento em que o ataque começou a utilizar Ronei, principalmente do lado direito do ataque. O baixinho era quem iniciava as melhores chances. E foi de um chute de Ronei que nasceu o primeiro gol do jogo. Aos 9 minutos, Biro deu bom passe para o camisa 13, que chegou batendo e viu o goleiro Gustavo desviar para escanteio. Na cobrança, cruzamento para a área e Danilo Dantas subiu no terceiro andar e cabeceou no canto esquerdo.

Mas o SNG não ficou muito tempo em vantagem. Dois minutos depois de sofrer o gol, o Jeremias empatou. Fred ficou com a bola na direita do ataque e fuzilou Sampa. 1 x 1.

O SNG não queria o empate, e então foi para cima. Muitas chances criadas, mas não aproveitadas. A maioria delas com a participação de Ronei ou Renê. E no final do primeiro tempo, após sequência de jogadas de Ronei, que em uma delas chegou a acertar a trave, o SNG voltou a ficar em vantagem. Após Alemão receber na direita e tentar passe para o meio, o goleiro Gustavo desviou, mas viu a bola cair nos pés de Ronei, que chutou forte para marcar 2 x 1.

A vantagem não era grande, apenas um gol de diferença. Mas foi essa diferença que deixou o SNG tranquilo para desempenhar um ótimo futebol na segunda etapa. Desde o goleiro Sampa, que quando precisou, fez ótimas defesas, passando por Léo, muito seguro na zaga, e ainda aparecendo às vezes no ataque, até Rafael Brozinga, que marcou três vezes. Todo o time do SNG fez ótima apresentação, somente confirmando o favoritismo a ele designado.

O Jeremias começou os 25 minutos finais pressionando, mas o SNG soube segurar e ainda aumentou a vantagem logo aos 2 minutos. Cruzamento para área, Rafael Brozinga antecipou o goleiro e colocou o corpo para desviar a bola no primeiro pau para o gol. Nos minutos seguintes, Sampa foi obrigado a fazer duas grandes defesas. Primeiro, em cobrança forte de falta de Marcelo. Depois, em cabeçada de Dunder para o chão, o camisa 01 desviou para a trave e acabou jogando para escanteio. Thiago Bim também tentou. Em chute de fora da área, viu o goleiro fazer defesa sem muitos problemas.

Depois do Jeremias pressionar, o SNG alternou ataques com a equipe adversária. Mas a diferença foi a de que o SNG aproveitava e aumentava a vantagem, enquanto o Jeremias criava, mas não marcava. Aos 12 minutos, cruzamento da direita e Washington chegou batendo de primeira para marcar um belo gol. No minuto seguinte, enquanto Dunder chutava em cima de Sampa, Rafael Brozinga anotava seu segundo tento na partida, o quinto do SNG: 5 x 1.

E não parou por aí, a máquina de fazer gols do SNG ainda estava em trabalho. Em rápido contra-ataque com Renê, Ronei e Rafael, o segundo deixou Rafael livre para marcar seu hat-trick. Léo, coroando boa atuação, e o sempre oportunista Renê ainda marcaram, fechando a contagem em 8 x 1.

O SNG chegou aos 20 pontos, garantiu vaga direta nas quartas e joga na última rodada contra o Só Resenha pensando em manter a liderança e a invencibilidade. Já o Jeremias continua com 9 pontos e aparece em sexto. A equipe de Alexandre Bim enfrenta o Arouca Jrs. na última rodada tentando manter a posição para se classificar para o mata-mata.

XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 8ª RODADA

The Veras 3 x 1 Mulekes

VERAS DESBANCA FAVORITISMO DO MULEKES E CONSEGUE SOBREVIDA NA OURO


Nico, destaque verense, marcou no finalzinho e garantiu a preciosa vitória, que deixa time vivo na luta contrao rebaixamento, restando apenas que vença o Fora de Série na rodada final

Por Luiz V. Andreassa

O embate tornara-se de vida ou morte para o The Veras. Na terceira partida da tarde, o Fora de Série venceu o Di Primeira e deixou a equipe azul grená numa situação muito delicada: ou vencia o segundo colocado Mulekes ou já poderia arrumar suas malas e migrar para a Prata. Somente a vitória daria o direito de chegar na última rodada com chances de não cair.

Como gosta de fazer, o Veras surpreendeu o forte rival e não esperou o ponteiro maior do relógio completar sua primeira volta para fazê-lo. Logo nos primeiros segundos, João Cláudio deu um belo corta luz em cruzamento da esquerda e a bola ficou para Cucio, do bico da grande área, concluir e abrir o placar.

Querendo mais, o time seguiu atacando e passou perto de ampliar em cruzamento de Victor Petreche que Japa completou com um peixinho, mandando a bola rente à trave. Armando respondeu pelo Mulekes ao roubar a bola pela direita e bater colocado perto do ângulo. Mas o rival seguia mais incisivo, criando jogadas principalmente pelo lado direito, onde Japa fez boa jogada ao cortar um marcador e chutar no cantinho, parando defesa providencial de Diego.

Desde os primeiros minutos, o Mulekes sentia sérias dificuldades para atacar, diferentemente do que fez no resto do campeonato. Já o The Veras, precisando demais dos três pontos, passou a jogar inteligentemente, defendendo-se com qualidade e explorando os contra-ataques em velocidade. O adversário também ajudou, pois, apesar de dominar a posse de bola, vivia uma péssima tarde e se apresentava mal tanto individual como coletivamente. Tanto que até o goleiro Diego teve de apoiar o ataque e obrigou Benga a espalmar a bola com um chute quase da sua área.

As chances de gol foram diminuindo com o passar do tempo. Numa das poucas boas jogadas da equipe branca, Rafinha acertou a rede pelo lado de fora após tabelar com Leandrinho. Com a ineficiência do ataque, foi o goleiro Diego quem passou mais perto de empatar ao arriscar novamente, desta vez do meio da quadra, com uma bomba que explodiu no travessão. Pouco depois, ele tentou da mesma forma e mandou à direita da meta. A última oportunidade de gol no primeiro tempo foi do Veras: Victor Petreche passou para trás e Nico chegou batendo, acertando o pé da trave direita do arqueiro.

A segunda etapa começou ainda mais morna que a anterior, o que beneficiava a equipe azul grená. A primeira chance de gol só veio aos 4 minutos, quando João Cláudio recebeu cruzamento de Nico na cara do gol e chutou em cima do guarda-metas. Mais feliz foi Jairo, que recebeu na área, de frente para a meta, e não desperdiçou, fazendo 2 x 0 no placar e dando maior tranquilidade para sua equipe. A situação só não ficou ainda melhor porque João Cláudio novamente falhou ao finalizar para defesa do goleiro, que saiu bem de sua meta.

O Mulekes sentia dificuldades para reagir e só conseguiu assustar o goleiro Benga em cobrança de escanteio de Barata que Leandrinho completou de cabeça para fora, por pouco. O Veras respondeu e novamente João Cláudio mostrou não estar num dia muito feliz ao dominar passe de Victor Petreche na área e bater em cima de Diego. O tento perdido fez falta, pois pouco depois o rival finalmente começou a esboçar uma reação: Robinho recebeu pelo lado esquerdo e bateu colocado bonito, acertando o cantinho para descontar.

Cansado de perder gols, João Cláudio se deu melhor ao fazer o papel de garçom ao tabelar com Renatinho, avançar pelo lado direito e passar para Victor Petreche, livre na área, fazer feio e mandar para fora. Pouco depois, veio um grande susto: Leandrinho mandou um petardo de fora da área e acertou o travessão. A oportunidade animou o Mulekes, que passou a buscar o ataque, fazendo o adversário se encolher. Outra chegada perigosa veio quando Barata cobrou escanteio para Armando cabecear da entrada da área e mandar a bola perto do travessão. O camisa 25 apareceu mais uma vez em seguida ao tabelar com Leandrinho e chutar travado pela zaga. A bola ficou viva na área e Benga se jogou para ficar com ela e salvar a pátria.

Os últimos minutos foram de pressão do Mulekes, tanto que o goleiro Diego passou a jogar adiantado. Mas a consequência disso logo foi sentida. A primeira tentativa de Nico, por cobertura, passou rente à trave e serviu como aviso. Como esse aviso não foi escutado, o goleirão novamente deu brecha e, em jogada confusa, Nico tentou mais uma vez e acertou o alvo, fazendo 3 x 1 no placar e definindo a vitória verense.

Com o resultado, o Mulekes se manteve na segunda colocação e permitiu a aproximação de muitos adversários e tem parada dura diante do Estudiantes na próxima rodada. De segundo pode até ficar de fora do G-6 caso perca. Já o The Veras se manteve vivo na briga pela permanência e disputa uma verdadeira final com o Fora de Série na última rodada, precisando vencer o rival para que ele seja rebaixado no seu lugar. Alguém vai querer perder este duelo?

XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 8ª RODADA

Só Resenha 4 x 0 Fiorella

COM 2 JOGADORES A MAIS, RESENHA FAZ 4 X 0 EM JOGO INACABADO


Quando o Só Resenha já vencia por 4 gols de diferença, com três de Mirandinha, jogadores do Fiorella caem machucados e partida é finalizada com apenas 7 minutos do segundo tempo por insuficiência de jogadores

Por Gustavo Vasconcellos

Apesar das posições das equipes, tudo que se esperava desse jogo era um futebol bonito e rápido. Essas são as características mais marcantes das duas equipes. De um lado, o Só Resenha. Quinto lugar, campanha regular, 3 vitórias e 3 derrotas. Do outro lado, o Fiorella. Apenas sétima posição, com 7 pontos, vivendo uma crise sem precedentes em sua história – é a primeira vez que o time não se classifica para o mata-mata e luta contra o rebaixamento.

Mas toda a expectativa criada não foi atendida completamente. Somente um time jogou: o Só Resenha. Também não era para menos. O Fiorella tinha, desde o apito inicial, apenas quatro jogadores de linha. Assim, entrou com o propósito de se defender e perder pela menor diferença possível.

O jogo começou e como era de se esperar o Resenha mantinha a posse de bola quase todo o tempo, enquanto o Fiorella ficava recuado e buscava, em algum lance isolado, o ataque.

O Resenha pressionava, rodava a bola, ia de um lado para outro para tentar achar espaços na defesa adversária, mas estava difícil de marcar. Com menos de um minuto completo, parecia que o placar seria aberto. Darian deixou Mirandinha livre para marcar. O camisa 8 tinha o gol livre e bateu, mas na última hora apareceu Tiago Silva para salvar o que seria o primeiro gol da partida.

Por não conseguir infiltrar na defesa do Fiorella, a forma que o Resenha achou para levar perigo à meta de Franklin foram os chutes de fora da área. Mirandinha, Fabrício e Valdir Junior, duas vezes, arriscaram, mas não obtiveram sucesso.

Em uma das poucas saídas ao ataque, o Fiorella tinha tudo para marcar, mas o lance acabou não dando certo. Piloto avançou muito bem para o ataque, tinha ótima posição para marcar, já ajeitava o chute e...acabou desarmado no último instante. Valdir Junior usou da mesma arma que Piloto: avançou com velocidade e soltou uma bomba, defendida por Franklin. O Resenha aumentava o ritmo de passes, cada vez mais rápidos, mas nada adiantava. A equipe não conseguia marcar.

Porém, aos 9 minutos, um cartão foi essencial e determinante para a partida. Piloto fez falta forte e foi penalizado com cartão amarelo, o que deixou sua equipe com apenas três jogadores de linha em quadra por dois minutos. O Resenha soube aproveitar muito bem essa vantagem e marcou logo três vezes. Primeiro com Mirandinha. A zaga do Fiorella tentou prender a bola no próprio campo, mas a perdeu. A equipe do Resenha girou o jogo até chegar no camisa 8, que bateu para o gol, inaugurando o placar. Depois, Mirandinha marcou novamente. Vitinho fez jogada na direita e passou para ele, na entrada da área, chegar e fazer o segundo. Antes de completar os dois minutos, Fabrício ainda conseguiu marcar o terceiro. Ele dominou no meio e bateu. A bola desviou e acabou entrando no canto esquerdo.

Na sequência do primeiro tempo, o Resenha continuou pressionando. Criou muitas chances, mas desperdiçou. Valdir Junior e Mirandinha, ao lado de Darin, eram as principais peças na criação de jogadas.

No segundo tempo, o cenário não mudou e a pressão do Resenha se manteve. Aos 5 minutos, Rafael Entini, da esquerda, cruzou para a área, ninguém desviou e Mirandinha apareceu do outro lado para marcar seu terceiro gol, o quarto do Resenha. Porém, aos 7 minutos, o jogo foi paralisado por conta de jogadores do Fiorella alegando lesão. Assim, com número insuficiente de jogadores por parte do Fiorella para continuar, a partida foi finalizada e o placar de 4 x 0 foi confirmado.

Com a vitória garantida, o Só Resenha confirmou vaga na próxima fase, chegou aos 13 pontos e jogará a última rodada contra o líder SNG buscando melhorar sua atual posição na tabela, a quinta colocação. Já o Fiorella apresenta 7 pontos, ainda tem chances, mesmo que remotas, de classificação, mas parece estar pensando mesmo em garantir vaga na Ouro para o próximo semestre. Na última rodada, a equipe dos Silva enfrenta o MachuPichu, que briga pela última vaga para o mata-mata.
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