Na partida do lanterna contra o vice-lanterna do Grupo A, deu o primeiro, que foi muito eficiente na marcação e jogou como numa final
Por Luiz V. Andreassa
O tricampeão e sempre favorito Bengalas vem colecionando resultados ruins depois da goleada sobre o rival SNG na primeira rodada. Então, para acabar com a crise, nada melhor do que pegar o último colocado, que havia perdido os cinco jogos anteriores, e dar aquela sacolada, certo? Certo se os Elefantes Indomáveis não tivessem surpreendido e aplicado um sonoro 4 a 2 sobre o time branco e amarelo, deixando-o ainda mais preocupado em relação à sua permanência na Ouro no semestre que vem. Afinal de contas, o time tem 4 pontos e está 3 acima do 8º colocado. Fora isso, viu o Elefantes chegar a 3 pontos e encostar.
A primeira finalização da partida saiu dos pés de Luisinho Fernando, voltando de suspensão, em chute rasteiro pra fora. Logo depois, ele recebeu sozinho pela direita mas parou na saída perfeita de Spiga. Como resposta, Lucas Montesano arrancou pelo meio em contra-ataque, puxou para a direita e bateu com muito perigo para fora, perto do ângulo. Na sequência, outro susto para a torcida bengalense: Thomas fez belo lançamento para André Plec dominar e cruzar para outra finalização errada de Lucas.
Do outro lado da quadra, Guitolê arriscou um voleio perto da trave esquerda, mas a bola foi por cima. Porém, aos 8 minutos, o placar foi aberto para os elefantes: Lucas Montesano começou a jogada roubando a pelota no campo de defesa e passou para André Plec finalizar do meio da quadra. O goleiro não conseguiu segurar a redonda e ela sobrou limpinha para o próprio camisa 8 aproveitar.
Uma reação imediata era necessária, e por isso Salva tentou salvar o seu time ao receber passe no bico da área e já dominar tirando da marcação. A finalização, porém, parou mais uma vez em Spiga. Os elefantes também foram para cima buscando o segundo e perderam uma chance incrível: Diego Lander aproveitou rebote dentro da área, girou e, pronto para marcar na cara do gol, acabou chutando para fora.
Os minutos seguiram com poucas chances diante da marcação eficiente das equipes, principalmente do lado laranja e branco da quadra, que contava com as ótimas atuações de Thomas e Ítalo. Tanto que, para chegar ao ataque, o Bengalas apelou para uma investida de Vini, que teve boa oportunidade em chute de bico da entrada da área. Pena que este tipo de recurso na finalização diminui a precisão da mesma, e a bola subiu demais.
Se o ataque bengalense não conseguia mostrar serviço, os homens de frente dos idomáveis apresentaram entrosamento na boa tabela entre Diego Lander e André Plec. O camisa 9 saiu na cara do gol mas bateu fraquinho, facilitando a defesa do arqueiro Rafa. Pouco depois, ele teve nova chance de ampliar ao receber pelo meio e bater no centro da meta, obrigando Rafa a espalmar a bola. Porém, isso era só um aperitivo para aquilo que estava por vir: André Plec apareceu bem mais uma vez, agora dominando a pelota na linha de fundo e protegendo-a, preparando a finalização. O camisa 22 então girou e chutou forte no canto, mesmo estando quase sem ângulo. Esse foi o último lance importante do primeiro tempo, que acabou com um inesperado 2 a 0 contra o Bengalas – resultado que poderia ser mais elástico não fossem as chances desperdiçadas pelo rival.
“Segundo tempo, vida nova”. A frase pode não ser bem essa, mas nos primeiros segundos da etapa final foi bem isso que parecia que aconteceria: a esquadra tricampeã foi determinada para cima e logo conseguiu diminuir a desvantagem com Luisinho Fernando. Ele mandou uma bomba indefensável de sem pulo dentro da área para vencer o guarda-metas.
O tento anotado logo no início parecia ser o presságio de uma mudança na história da partida, mas, na verdade, a vida nova durou pouco. Na saída de bola, os elefantes foram para frente e André Plec fez mais um, desta vez uma pintura com direito a chute também de sem pulo, só que de fora da área e direto no ângulo. Para piorar, logo em seguida Vini – um dos melhores do Bengalas, que buscava o jogo a todo momento – foi embora mais cedo ao receber cartão azul depois de levar o amarelo por uma falta. E como desgraça pouca é bobagem, Lucas Montesano recebeu cruzamento certeiro de André Plec – sempre ele – em cobrança de escanteio e fez de cabeça o quarto de sua equipe. Goleada inacreditável para o time paquidérmico, que até então não havia conquistado sequer um pontinho na competição.
O jogo parecia então quase definido, apesar dos 20 e tantos minutos que restavam para o apito final. Mas para acabar com essa tendência, o time de Luisinho Fernando foi para cima, enquanto via o rival esperar alguma chance de contra-ataque. E o camisa 14 quase descontou em chute travado pela zaga que pegou na rede pelo lado de fora. O quase tornou-se realidade quando Ricco recebeu passe de Cauê pela esquerda e mandou um petardo sensacional no ângulo, aos 11 minutos. Pouco depois foi a vez de Guitolê tentar finalizando de carrinho entre os marcadores e mandando a bola para fora. E foi na melhora bengalense que começou a aparecer a estrela de Spiga. Primeiro, o arqueiro do Elefantes fez uma grande defesa em chute forte de Luiz Eric que entraria no cantinho. Depois, Guitolê recebeu na área e mandou de primeira no meio do gol, o bastante para complicar a vida do arqueiro, pois a bola veio em seu contrapé. Porém, ele se virou bem mais uma vez em bela intervenção.
Apesar da raça de ambos os times, quem sufocava era o Bengalas que, mesmo vendo o seu tempo de reação diminuir cada vez mais, continuou em cima e quase fez o terceiro quando Ricco rolou para atrás e Luiz Eric mandou uma bomba de longe que passou muito perto do canto. Essa foi a última jogada de destaque da partida, que terminou em mais um péssimo resultado para o forte time amarelo e branco e uma vitória animadora e merecida para os Elefantes Indomáveis, que souberam ser mortais quando precisaram, marcaram bem no primeiro tempo e seguraram a pressão no segundo.
Nada a discutir, apesar da reclamação em massa dos jogadores bengalenses após o apito final. A tensão e o nervosismo talvez sejam o reflexo dessa fase horrível de um time tão acostumado às conquistas e que agora se vê cada vez mais perto do rebaixamento.
XI CHUTEIRA DE OURO: 6ª RODADA: GRUPO B
Fora de Série 0 x 4 Arouca
SEM SOFRER SUSTOS, AROUCA GOLEIA FORA DE SÉRIE
Tocando a bola e dominando completamente o adversário, Arouca vence outra e encosta no líder Bacana
Por Luiz V. Andreassa
Nada mudou para o Arouca nesta rodada:, o time segue arrasando os adversários. A vítima da vez foi o Fora de Série, antes terceiro colocado e que também tinha 9 pontos na tabela. A grande qualidade da equipe arouquense foi saber controlar o jogo à sua maneira, tal qual um Barcelona – guardadas as devidas proporções –, que sabe jogar no campo adversário, tocar muito bem a bola, construir as jogadas e finalizá-las com qualidade.
Essa foi a tônica de toda a partida, a começar pela primeira chance de gol, que saiu dos pés de Dih, em chute cruzado pela esquerda que Rafael espalmou. Isso foi só um aviso para o que viria em seguida: Vitão arriscou uma paulada de longe e acertou o cantinho da meta, abrindo o placar logo aos 2 minutos. Não demorou muito para Marquinhos Bohn receber passe e mandar uma bomba parecida com a anterior, que teve inclusive o mesmo destino: o fundo das redes.
Para quem esperava um embate equilibrado, já via que o Arouca não queria deixar espaço para outro protagonista que não fosse ele. Para isso, Dih teve outra chance ao receber pela direita e finalizar. Rafael pegou em dois tempos.
Quando o Fora de Série conseguiu sair do sufoco e foi para cima, esbarrou na marcação eficiente exercida pelo adversário. O time azul não conseguia criar grandes chances, o que deixou a partida bastante amarrada por um bom período de tempo. Com isso, o próximo lance de perigo demorou a sair, mas quando veio foi do lado branco da quadra, em boa troca de passes que deixou Caio Martins em boas condições pela esquerda. Ele bateu para fora.
Pouco depois, foi a vez de Mau ter a sua oportunidade ao chegar pelo lado direito. Só não o fez porque Rafael executou uma bela defesa. Mas o camisa 16 nem teve tempo para lamentar a chance perdida, pois na sequência dominou a bola na entrada da área e, mesmo marcado, conseguiu girar e bater de direita no cantinho. 3 x 0 e fim da primeira etapa.
No segundo tempo, Caio Martins tratou de mostrar, logo no primeiro lance, que as coisas não mudariam nada nos últimos 25 minutos no que dependesse do seu time, e o fez costurando pela esquerda, passando pelos adversários e cruzando da linha de fundo. O passe foi afastado pela zaga forense na boca do gol. A resposta veio com Rafael Rezende, que aproveitou rebote depois de falta cobrada na barreira e bateu colocado. O espectador do jogo Mauricio espalmou.
Para não perder o controle das ações, o Arouca respondeu em jogada rápida que foi parar nos pés de Tony. Este, por sua vez, rapidamente chutou e mandou na rede pelo lado de fora. Porém, o momento de atacar era mesmo do Fora de Série, que tentou ir para cima comandado por Rodrigo Cunha, o jogador que demonstrava mais vontade do lado azul. Primeiro ele chegou pela esquerda e bateu quase sem ângulo. Depois, pelo mesmo lado da quadra, tocou para trás e encontrou Rodolfo, que bateu para fora, perto da trave.
Apesar de ter mais posse de bola e jogar no campo adversário, o Fora não conseguia pressionar, até porque o Arouca sempre dava as suas escapadas e chegava com perigo, como quando Markinhos girou uma bicicleta dentro da área e por pouco não fez um golaço. Na sequência, Dih chutou por cima. Outra chance criada veio na boa troca de passes entre Markinhos e Renanzinho, quando o camisa 9 recebeu em boas condições pela esquerda e parou em mais uma defesa de Rafael.
Uma resposta com estilo veio dos pés de Cachaça, que mandou um sem pulo dentro da área por cima do travessão. Para aumentar a lista das quase pinturas, Veloz finalizou pelo alto em cruzamento de Dih da esquerda.
Com o passar do tempo, a vitória arouquense estava cada vez mais assegurada e, com isso, o Fora de Série diminuiu seu ímpeto e voltou a assistir os atacantes rivais tocarem a bola. E esse panorama só piorou quando Felipe Mauri fez falta dura e levou o cartão azul. Na cobrança, Vitão fez feio e, num lance engraçado, mandou a bola muito, mas muuuuuuuuuuito longe do gol. Mas nada que não fosse esquecido na sequência, quando Mau tocou para Veloz, na cara do gol, bater forte, sem marcação, e vencer o guarda-metas pela última vez na partida, aos 25 minutos, e fechar a goleada em 4 x 0.
XI CHUTEIRA DE OURO: 6ª RODADA: GRUPO B
Acidus 3 x 3 Fúria
ACIDUS AMARGA NOVO EMPATE E SEGUE SEM VENCER
Apesar de manter o tabu de não perder para o Fúria, empate foi amargo para equipe de Lói e Cia, que se mantém na zona de descenso e em busca da primeira vitória no ano
Por Luiz V. Andreassa
Foi mais um episódio da novela “Em busca da vitória perdida", que vem desde a primeira rodada contando as aventuras e – principalmente – desventuras do Acidus e seus jogadores em busca de um triunfo que a cada capítulo teima em não acontecer. Desta vez, o vilão foi o Fúria e seu comandante, Thiago Motta, que vem arrasando defesas no campeonato.
No 6º episódio, as primeiras ações indicavam que o jogo representaria aquele típico “enche linguiça”, de poucas emoções e acontecimentos irrelevantes que em nada mudam a história. Porém, no primeiro momento mais forte, o coração dos (tele)espectadores foi testado quando Sucão, em cobrança de falta, passou a bola para Diego na direita bater de perna esquerda, no cantinho, e abrir o placar.
A resposta veio com o candidato a herói Marcelo, mas ele não conseguiu se consagrar, pois, quando teve sua chance ao dominar no bico da grande área, acabou chutando por cima. Azar o dele e de sua equipe, que logo em seguida viram Thiago Motta fazer bonito de cabeça livre e ampliar a vantagem. 2 x 0. A novela mal tinha começado.
Mas não se pode deixar os vilões dominarem a história toda. Paulinho apareceu como o mocinho que prometia salvar o mundo ácido. Em bonita jogada do ataque limão, ele deu um passe de muita categoria com a bola no alto que passou por cima da defesa do Fúria e chegou para Borges chutar do jeito que a redonda veio. Ela, porém, beijou o travessão do mesmo jeito de uma tentativa de beijo do protagonista que a mocinha que se faz de difícil, como vemos nas novelas televisivas. A diferença é que, no fim, os dois sempre ficam juntos e, na realidade, o final nem sempre é feliz. Por isso Lói tratou de dar um exemplo de como parar Thiago Motta com um desarme preciso e providencial quando ambos estavam no mano a mano. Muita vibração do defensor com o lance.
Depois disso, a história passou pelos seus momentos de enrolação, ocasionados pela diminuição das chances de gol que, por sua vez, foram consequência da marcação aplicada das equipes. O ritmo só foi quebrado aos 22 minutos pelo voleio tentado por Peruca, o qual foi dividido e afastado pela zaga. Porém, a emoção voltou a tomar conta da quadra quando Paulinho recebeu livre no segundo pau e apenas completou para o gol, mesmo com Pedro tentando – e quase conseguindo – evitar que a bola chegasse às redes. 2 x 1.
Depois de um primeiro tempo de altos e baixos – como todas as novelas – os dois times foram para o descanso com um placar merecido devido à competência do Fúria para aproveitara as oportunidades que teve mas também com a promessa de uma disputa mais acirrada na sequência.
Depois do intervalo comercial, logo de cara uma reviravolta surpreendeu a todos e acendeu as esperanças do time verde-limão. Peruca empatou a partida ao aproveitar cobrança de escanteio e fez com que seus companheiros visualizassem mais de perto um final feliz. Na sequência, Marcelo quase virou o placar ao receber fora da área, girar e bater por cima. Borges também deixou o camisa 10 mais uma vez em condições de marcar ao passar a redonda para ele na cara do gol, mas Pedro saiu bem de sua meta para afastar o perigo. Isso era apenas um prelúdio para o que logo viria: a grande virada. Marcelo se redimiu chutando cruzado pela direita e obrigando o arqueiro a espalmar a bola nos pés de Paulinho que, livre, teve toda a calma para fazer o seu time passar à frente no marcador.
Só que o vilão resolveu dar as caras. E ele não era Thiago Motta, como todos poderiam imaginar. Não, senhoras e senhores, o real inimigo que tentou a todo custo atrapalhar os planos do Acidus na partida também tem Motta no nome (e não é o Lucas, técnico do Acidus), mas responde por Adriano. Sim, o camisa 10 realmente pôs água no chopp ao receber na intermediária e, sem pensar duas vezes, mandar uma bomba sensacional de primeira que foi direto no ângulo e venceu Ulisses. Golaço para deixar tudo igual mais uma vez e a novela ainda mais dramática.
O tento também serviu para que a equipe vermelha e branca se reencontrasse em quadra e voltasse a jogar bem. Tanto que, em boa trama de seu ataque, Adriano recebeu na esquerda e chutou com a bola no ar, só que para fora. E como os três pontos eram de vital importância para as ambições do Acidus, o time mostrou que não iria se entregar. Ele foi para cima e quase fez o quarto quando Peruca fez o pivô para Borges chegar batendo com perigo para fora. Logo depois, os papéis inverteram-se e o camisa 17 fez o papel de garçom em passe para Peruca mandar uma bomba de perna esquerda defendida por Pedro.
Como os dois adversários haviam melhorado na partida, as forças voltaram a se equivaler e as chances diminuíram durante novo período de tempo. Aos 18 minutos, o Fúria tentou mudar o panorama com Diego, que recebeu passe em profundidade e só foi parado por Ulisses, que saiu bem de sua meta para tirar a redonda de perto da mesma. Thiago Motta voltou a aparecer em jogada pela esquerda na linha de fundo seguida de um cruzamento que o goleiro afastou outra vez. Paulinho respondeu com um chute de peito de pé após dominar e girar na entrada da área e só não fez um belo gol porque Pedro apareceu bem mais uma vez.
No penúltimo minuto, Paulinho teve mais uma vez em suas mãos – na verdade na cabeça – a chance de definitivamente se consagrar como o mocinho da história. Ele cabeceou dentro da área, a bola subiu, encobriu o arqueiro rival, lentamente seguiu seu rumo, aproximou-se da linha que dividia a vitória e o empate, a glória e o desespero, a linha que guardava em si talvez o destino de um time em todo o campeonato. Quando a redonda estava quase atravessando a fronteira final, Adriano Motta apareceu do nada, esticou-se todo e mandou um bico para cima, afastando o perigo. Inacreditável. E ainda houve tempo para o camisa 10 fazer ótima jogada e passar por dois adversários, sendo parado apenas na falta. Sucão foi então para a bola, bateu rasteiro e viu a pelota desviar no meio do caminho e raspar a trave, saindo pela linha de fundo com muito perigo. Como diria Galvão Bueno: “Haja coração, amigo!”.
No fim das contas, empate merecido pelo que os times apresentaram e menos prejudicial ao Fúria que, obviamente, foi vilão apenas para o seu adversário em nossa história e é só mais um time em busca de uma vaga para as finais como todos os outros. Ao Acidus, resta ver os três capítulos finais da novela, quando saberemos quem fica com quem, e se o time limão jogará Ouro ou Prata.
XI CHUTEIRA DE OURO: 6ª RODADA: GRUPO B
The Veras 6 x 6 Red Devils
VERAS TORNA POSSÍVEL O IMPOSSÍVEL E EMPATA COM RED DEVILS
Três gols nos minutos finais deram igualdade no placar a The Veras após estar perdendo por 6 a 2; goleiro Benga fez de cobertura gol de empate
Por Gustavo Vasconcellos
Em um jogo emocionante, o último colocado do Grupo B, o Red Devils, enfrentava o quinto colocado, The Veras. Por algum tempo, parecia que a partida estava definida. O Red Devils chegou a abrir quatro gols de vantagem, mas deixou o The Veras criar confiança e oportunidades para chegar ao empate já nos lances finais do jogo. Detalhe: com gol do goleiro Benga q uase da sua área.
O Devils demonstrou desde o primeiro minuto que estava disposto a sair da posição incômoda de lanterna. Comandando o ritmo do jogo, logo de cara tiveram duas chances. Carlão recebeu boa bola, mas na hora do chute foi travado. Já o The Veras, em um começou não tão bom, viu em Moura suas melhores oportunidades. Ele perdeu duas oportunidades: uma em chute pela esquerda e outra em cabeçada para fora.
Com o tempo, o gol do Red Devils amadurecia. Marcelão acertou chute no pé da trave; Neguinho teve sua vez: mandou uma para fora e outra para defesa do goleiro Benga. De tanto tentar, aos 10 minutos a superioridade dos demônios vermelhos foi traduzida para o placar. Carlão fez boa jogada e rolou para Neguinho chegar batendo. O chute saiu desviado e acabou entrando devagar no gol adversário.
Após o gol, o Devils continuou melhor em campo, mas desperdiçava as chances criadas. Assim, quem acabou marcando foi o Veras. Jairo cobrou falta que iria para fora, mas Vitor Petreche conseguiu desviar para o gol. Era o empate, de certo modo injusto. Na sequência, os dois times tiveram oportunidade de marcar. Pelo The Veras, Vitor e Moura arriscaram por cima do gol, enquanto Gerson, ‘el loco’, arriscou pelo Devils e viu a bola triscar na trave antes de sair.
Nos minutos finais do primeiro tempo, o lanterna exerceu uma pressão ofensiva e conseguiu ir para o intervalo com uma bela vantagem. Foram três gols em cinco minutos! Primeiro, aos 20 minutos, belo passe de Carlão para Negão chegar batendo rasteiro no canto. Depois, Gerson viu cabeçada de Thiaguinho ser salva em cima da linha e encheu o pé para confirmar o terceiro gol. Por último, já aos 24 minutos, Alemão recebeu no meio e bateu forte e rasteiro no canto direito, sem dar chances ao goleiro. 4 x 1.
O segundo tempo mal começou e a rede já estava balançando mais uma vez. Parecia que o intervalo foi proveitoso para o The Veras. Após chute de Moura, o goleiro se complicou e jogou para escanteio. Na cobrança, Jairo apareceu antes do goleiro e mandou para as redes de cabeça. Com o tempo, o Red Devils voltou a equilibrar. Tanto é que, aos 8 minutos, o time voltou a marcar. Darx arriscou do meio e Gerson desviou no meio do caminho para marcar o quinto.
Três minutos depois, Thiaguinho tabelou com Darx e também mandou para as redes. Era o sexto gol, dando uma vantagem de 4 gols para os ‘diabos vermelhos’. Parecia decidido que o Devils enfim venceria uma.
Foi então que o The Veras começou sua reação. Aos 14 minutos, Renatinho cobrou escanteio e Japa completou no segundo pau. 6 x 3. Com 19 minutos, Negão foi afastar a bola, mas acabou acertando Bruno Cucio. A bola acabou entrando no canto. 6 x 4. Agora faltavam dois gols e o tempo ia diminuindo. Bruno cobrou falta forte no canto para marcar um belo gol. 6 x 5.
Para desespero do Red Devils, ainda faltava pouco mais de um minuto de jogo. A zaga cortava tudo que podia, mas em jogada já aos 25 minutos, o goleiro Benga resolveu arriscar do meio da quadra. Ele encobriu o goleiro Criança e empatou um jogo fantástico que parecia perdido. Criança ficou no chão se lamentando do gol sofrido que tirava 2 pontos fundamentais da equipe.
Com o empate, o The Veras chega a 9 pontos e se mantém em quinto na tabela, enquanto o Red Devils soma apenas 3 e não sai da lanterna do Grupo B. na próxima rodada, o The Veras enfrenta o líder Bacana e o Red Devils encara o SPQSF, em duelo direto pra fugir do rebaixamento.
XI CHUTEIRA DE OURO: 6ª RODADA: GRUPO A
Mulekes 3 x 3 Real Paulista
MULEKES REAGE NO FINAL E EMPATA COM O REAL
Gols aos 23 e aos 25 salvam Mulekes da derrota e garantem primeira posição na tabela após 6 rodadas>
Por Gustavo Vasconcelos
A partida que confrontava o líder do grupo com o quinto colocado poderia ser uma boa oportunidade para o Mulekes, líder, abrir vantagem sobre o segundo colocado, então Med Taubaté, que havia perdido o jogo anterior na mesma quadra 6. Porém, o Mulekes esqueceu-se de combinar com o time do Real Paulista, que fez um bom primeiro tempo e abriu vantagem de 3 a 1. O Mulekes se esforçou e já no final do jogo, conseguiu um empate após gol de Alexandre, aos 25 minutos.
O jogo começou acelerado e as duas equipes foram ao ataque logo de cara. Ambas tentaram, ambas erraram. As equipes continuaram no ataque e os goleiros começaram a aparecer bem. Primeiro foi Cristiano, goleiro do Mulekes. Em jogada de Panela e Tuca, o primeiro arriscou chute no canto, obrigando o goleiro a fazer boa defesa. Minutos depois quem apareceu foi o camisa 31, Alemão, goleiro do Real. Camilo puxou contra-ataque e tocou de bico, mas o goleiro defendeu, sem dar chances. Talvez empolgado pela defesa de seu goleiro, o Real foi ao ataque e marcou. Após cruzamento aos 9 minutos, Nando subiu mais que todo mundo e cabeceou no canto para inaugurar o marcador.
Depois de tomar o gol, o Mulekes ficou mais com a bola nos pés. Assim, criou algumas chances e deixou o jogo mais disputado. A principal chance foi com o enfim voltando de suspensão e estreante Caio Ferin. O camisa 17 cortou para o meio e bateu no contrapé do goleiro Alemão, que se esticou e conseguiu jogar a bola na trave, para depois ver sua zaga afastar. Porém, o Real também partia para o ataque. Aos 15 minutos, Pedrinho recebeu bola na esquerda e chutou cruzado. Ela saiu por pouco, com muito perigo. Dois minutos depois, porém, o time foi mais eficiente. Ronan, na linha de fundo pela esquerda, rolou para trás, onde Lucas Janaudis aparecia bem para arriscar o chute. Ele pegou forte na bola e conseguiu ampliar para o Real.
Se após o primeiro gol o Mulekes parecia não se abater, no segundo foi diferente. O time não conseguia mais armar grandes jogadas como antes. E para piorar a ida para o intervalo, o Real ainda fez o terceiro já aos 25 minutos. Em jogada pela esquerda, Cadu aproveitou e deixou o seu.
No segundo tempo, com o placar marcando 3 x 0 contra, o Mulekes foi com tudo ao ataque. E logo na saída Fernando arriscou do meio da quadra, para defesa do goleiro. O time tentava de todos os jeitos: de cabeça com Alexandre; em cobrança de falta de Camilo, em chutes de fora da área de Pepê. Enfim, de todos os modos possíveis. Porém, as tentativas paravam ou nas boas defesas do goleiro Alemão ou nas grades atrás do gol. Do lado do Real, os contra-ataques eram muito perigosos, mas o goleiro do Mulekes, Cristiano, também aparecia muito bem, fazendo ótimas defesas, algumas até espetaculares.
Já na parte final do segundo tempo, o Mulekes conseguiu diminuir. Aos 17 minutos, Leco chutou prensado e a bola sobrou para Leandrinho se esticar e marcar. Com o gol, o time se empolgou e pressionou ainda mais o adversário. O time ficava exposto na zaga, mas o Real não aproveitava. Após tanto martelar a zaga do Real, o Mulekes fez o segundo aos 23 minutos. Leco bateu ao receber passe, o chute saiu fraco, mas o goleiro Alemão, que fazia bom jogo, aceitou.
Com só um de diferença, o Mulekes se atirou ao máximo ao ataque. E conseguiu o que queria. Aos 25 minutos, uma falta frontal para o Mulekes. Leco cobrou e Alemão desviou a bola, que bateu na trave. Na volta, Alexandre fez o gol salvador de empate.
Com o ponto conquistado, o Mulekes se manteve na liderança, com 13 pontos. Já o Real caiu uma posição e agora é sexto, com 8 pontos. Na próxima jornada, o Mulekes enfrenta o Arouca Jrs., que vem de derrota por 6 x 1 para o SNG, enquanto o Real encara o Fiorella, que voltou a ganhar, desta vez por 6 x 2.
XI CHUTEIRA DE OURO: 6ª RODADA: GRUPO B
Roleta Russa 2 x 2 SPQSF
SPQSF FREIA BOA FASE DO ROLETA E EMPATA NO ÚLTIMO LANCE
Após 2 vitorias seguidas, Roleta vacila no final e assiste o SPQSF empatar com Dicredo já aos 25 do segundo tempo
Por Gustavo Vasconcellos
O Roleta Russa conseguia um ótimo resultado até os 24 minutos do segundo tempo. Seria a terceira vitória seguida. O placar mostrava 2 x 1, mas no minuto final, assim como em outras duas partidas que aconteceram anteriormente na quadra 6, o empate aconteceu. Dicredo recebeu dentro da área e bateu por debaixo do goleiro Guaraná. Assim que a nova saída aconteceu, o apito final foi soado.
Antes do lance de Dicredo, porém, tivemos mais de 49 minutos de jogo. E no começo quem atacava mais e com mais eficiência era o Roleta. No primeiro minuto, Coelho arriscou de fora da área e obrigou o goleiro Serafim a fazer a defesa em dois tempos. Na sequência, Marcão também arriscou de fora, mas o chute saiu torto.
O SPQSF só foi chegar ao gol adversário aos 4 minutos, mas quando chegou, chegou com perigo. Dicredo acertou cabeçada no canto e Guaraná precisou fazer boa defesa para evitar o gol. Após o susto, veio o gol. E foi do Roleta. Lateral mal cobrado pelo SPQSF, Coelho arriscou um chute despretensioso da zaga, surpreendeu e encobriu o goleiro Serafim, um pouco adiantado.
O jogo ficou corrido, pois o SPQSF também atacava, dando espaços para o Roleta. Aos 10 minutos, Brunão recebeu na esquerda e arriscou rasteiro, mas a bola foi rebatida. Depois, Marcão chutou de fora para nova defesa de Serafim. Três minutos depois, uma chance incrível foi desperdiçada por Rapha Ferreira. Após virada rasteira de Gegê, o camisa 70 chegou batendo sozinho para fora.
Apesar de não chegar tanto quanto o Roleta, o SPQSF levava mais perigo. Em jogada aos 16 minutos, Jaja desviou de cabeça e acertou a trave. O jogo foi se arrastando até o intervalo, com os times criando mas sem chegar com real perigo. E o primeiro tempo acabou com vantagem de 1 a 0 para o Roleta, mas quem realmente assustava era o SPQSF.
Na volta do intervalo, o SPQSF voltou atacando até conseguir marcar o gol de empate. Depois de tentativas de Fernandão e Marinho, o gol saiu aos três minutos. Jaja acertou cabeçada na trave e depois Dicredo dividiu com a zaga para mandar às redes. Recuado até o gol do SPQSF, o Roleta resolveu sair para o jogo. E quando foi ao ataque voltou a marcar. Com 7 minutos do segundo tempo, a bola foi rolada para o meio e Rapha Ferreira chegou batendo no canto para colocar o Roleta de novo na frente.
Gol feito, Roleta voltava a recuar. Porém, agora com o SPQSF partindo para o ataque. O time alvinegro se armava para matar o jogo nos contra-ataques, principalmente com Rapha Ferreira, jogador muito rápido. O SPQSF chegou com Jaja, Marinho e Douglas Serafim, mas pararam no goleiro. Pelo Roleta, Buttino, Coelho, Rapha Ferreira e Brunão perderam boas chances, parando no goleiro, na trave e na falta de pontaria dos avantes do Roleta.
Mas como já dito no começo do texto, o último lance da partida acabou decidindo o jogo. Diego empatou e selou o 2 x 2, resultado que mantém ambos os times nas mesmas posições que chegaram para a rodada. Para a próxima, nada menos que confrontos entre os quatro últimos colocados: Roleta Russa (7º) enfrenta o Acidus (9º), enquanto o SPQSF (8º) joga contra o Red Devils (10º).
XI CHUTEIRA DE OURO: 6ª RODADA: GRUPO A
SNG 6 x 1 Arouca Jrs.
SNG GOLEIA AROUQUINHA E JÁ COLA NOS LÍDERES
Equipe laranja dominou o jogo e não tomou conhecimento da equipe Junior do Arouca
Por Luiz V. Andreassa
A fase continua ótima para o SNG: enquanto o time não para de vencer e subir na tabela, de quebra vê o Bengalas, seu maior rival e segundo colocado no ranking geral atrás do próprio SNG, cada vez mais perto de disputar a Série Prata na temporada que vem. Após começar perdendo para o Arouca Jrs., a esquadra laranja e preta arrasou o rival numa virada de impor respeito.
O começo da partida foi marcado pela movimentação incessante dos jogadores e pelas poucas chances de gol. A primeira finalização veio aos 2 minutos em chute de longe de Deh que Sampa mandou para escanteio. Depois, Thiago Bossolani fez boa jogada pela direita, se livrou do marcador e mandou na rede pelo lado de fora. Na sequência, ele se redimiu passando a bola para Washington, livre pelo lado esquerdo, bater de primeira e abrir o placar.
Com a vantagem em mãos, a equipe Junior passou a explorar os contra-ataques pelos lados do campo, mas viu seu domínio começar a ruir quando veio o empate. Léo arrancou pelo meio e tocou para Renê na entrada da área. Ele dominou, virou para o gol e finalizou sem chances de defesa para Gui Rodrigues, que não contou com a colaboração da sua defesa no lance.
O tento fez a história de todo o jogo mudar drasticamente, pois o SNG ganhou confiança, melhorou na defesa e partiu com tudo em busca da virada. E ela quase aconteceu em chute cruzado disparado por Allan de fora da área. Gui fez uma defesaça. Já perto do fim do primeiro tempo, Léo apareceu mais uma vez, desta vez pela direita, e foi travado na hora do chute. A bola foi para escanteio e, na cobrança, ela foi direto na cabeça de Allan, que não perdoou e botou seu time à frente no placar.
Ainda houve tempo para a chance do terceiro em falta muito bem batida por Luis Romão no cantinho, que só não foi melhor que a intervenção de Gui, salvador da sua pátria mais uma vez. E veio o intervalo com uma vantagem mais que merecida para o time do belo uniforme laranja e preto.
A segunda etapa começou parecida com a primeira: poucas chances no começo e aquelas que eram criadas vinham dos pés do Arouca Jrs. Nelsinho foi o responsável pela primeira delas aos 3 minutos, com um chute rasteiro vindo da entrada da área que foi para fora. Na sequência, Washington perdeu boa chance ao dominar a bola, girar e bater. A bola saiu desta vez por muito pouco. Porém, o SNG não demorou a se reencontrar em quadra e a retomar o domínio das ações, o que foi concretizado com o terceiro gol. Em nova cobrança de escanteio, Luis Romão apareceu livre no segundo pau para meter o pé na redonda e ampliar a vantagem da sua equipe.
Com Leo, Allan e Fabinho dando conta do recado na marcação, as coisas foram ficando mais fáceis para o ataque, que quase transformou a vantagem em goleada em cobrança de falta executada por Biro impedida, mais uma vez, pelas mãos de Gui Rodrigues.
Apesar do domínio rival, o Arouquinha se arriscou mais na frente. Gothardo tentou do meio da quadra com um chute de peito de pé, mas a pelota acabou subindo demais. Todavia, com esse ímpeto maior no ataque, a defesa ficou mais exposta, falha que o tricampeão da Ouro não perdoou. Em jogada rápida, Renê recebeu belo passe dentro da área, girou para cima do goleiro e ficou com o gol aberto para fazer o quarto. Dois minutos depois, Tejeda recebeu de costas para a meta e tentou de calcanhar, Gui tirou mas a bola sobrou para Fabinho chegar chutando com raiva direto para o fundo do gol.
No fim ainda houve tempo para Abelha roubar a bola pelo meio e rapidamente bater forte de perna esquerda e balançar as redes arouquenses pela última vez. Goleada segura e convincente, nada melhor para dar segurança ao SNG, que tem toda uma história dentro da Ouro para honrar. Do outro lado, uma situação bem menos agradável, pois agora o Arouca Jrs. ocupa apenas a oitava colocação, está fora do G-6 e tem de se manter ligado se quiser assegurar uma vaga no mata-mata.
XI CHUTEIRA DE OURO: 6ª RODADA: GRUPO B
Só Resenha 4 x 2 Bacana
SÓ RESENHA DERRUBA ÚLTIMO INVICTO
Em show dos ataques e dos goleiros de ambas as equipes, melhor para Dalonso, que fechou a meta verde e garantiu a 3ª posição para o Resenha
Por Luiz V. Andreassa
O esperado embate entre o terceiro e o quarto colocados do Grupo B da Ouro fechou com chave de ouro a sequência de jogos deste último sábado. Quem esperava emoção, lances bonitos, determinação e boa qualidade técnica, certamente não saiu decepcionado. E para quem acompanha o futebol inglês e quiser entender melhor como foi esse duelo de tirar o fôlego, saiba que ele foi igualzinho a uma partida da Premier League: lances rápidos, muito toque de bola, raça dos dois lados e, consequentemente, a bola rolando sem parar um segundo.
O Bacana era como o Manchester United: líder, detentor de um time mais equilibrado e bem entrosado, que pode não dar show sempre mas que dificilmente perde pontos e é sempre um adversário duríssimo de ser batido. Por outro lado, o Só Resenha foi igual ao Arsenal: um time rápido e menos avantajado fisicamente, que chega com perigo com seus homens de frente no toque de bola e, às vezes, acaba descuidando-se na marcação.
Os Gunners, ou melhor, os tricolores começaram nesse seu ritmo habitual, marcando em cima e mandando ver no ataque. A primeira chance veio em chute de Renatinho César que Kiko se esforçou para espalmar. A bola sobrou para Brunão Hidalgo chegar batendo e só não abrir o placar porque a zaga fez milagre ao tirar em cima da linha. Esse ímpeto dos resenheiros só era parado pela zaga bacana com faltas. Em uma delas, Darian Cerra fez com que o preço a ser pago pela infração fosse bem mais caro: ele mandou uma bomba direto no ângulo direito que ainda bateu no travessão antes de entrar, o que deixou o golaço ainda mais bonito.
Se o Só Resenha é o Arsenal desta partida, Dhani é o Van Persie, camisa 10, comandante das investidas da sua equipe e o jogador mais perigoso da mesma. Ele mostrou habilidade ao costurar pelo meio e bater no canto. Kiko ainda tocou a bola mas não a desviou do seu destino: o fundo das redes. 2 x 0. E por incrível que pareça, essa gana toda em busca do gol não fez a equipe verde se descuidar na defesa, pois o Bacana sentia sérias dificuldades na hora de criar as oportunidades.
Porém, quando o jogo é bom, não há nada que impeça o espetáculo de ficar mais emocionante. Com isso, o time vinho aproveitou uma das poucas brechas deixadas pela defesa rival e conseguiu descontar. Iuri Freitas cobrou lateral para Yanes, o Rooney bacanense, aparecer livre na cara do gol e fazer de cabeça. Mas quem achava que o desconto poderia afetar a moral do Só Resenha enganou-se completamente, pois não demorou muito para o terceiro tento sair com muito estilo. Brunão Hidalgo, que pode ser comparado ao francês Nasri – rápido e ótimo finalizador –, puxou contra-ataque e nem esperou chegar perto da meta para finalizar: ele disparou uma bomba no cantinho do meio da quadra, o bastante para vencer o arqueiro rival mais uma vez.
Por sua vez, o Bacana, quando saía para o ataque, acabava deixando muitas brechas atrás, um prato cheio para os homens de frente resenheiros, que voavam em quadra. Tanto que o atacante holandês Dhani quase fez um golaço ao receber cruzamento na área completamente livre e mandar um belo voleio. O autor da maldade de impedir a pintura foi Kiko, que precisou espalmar a pelota para longe.
O ritmo frenético imposto pelo Arsenal do Chuteira manteve-se ao longo do tempo e o relógio já marcava 20 minutos de uma intensidade pouco vista em jogos amadores. Darian Cerra aproveitou-se do bom momento de sua equipe, arrancou pela esquerda e bateu de chapa na trave. Logo na sequência, a resposta veio com Yanes em chute da entrada da área que foi para fora, passando muito perto do ângulo. Mesmo assim, quem levava vantagem no duelo contra os atacantes bacanas era a defesa adversária, que por vezes até se arriscava na frente, como no lance em que Yuri Salmaso se livrou da marcação e bateu de fora da área para defesa em dois tempos do guarda-metas.
O intervalo veio como uma pausa para se respirar e recuperar o fôlego. Na etapa final os papéis se inverteram por um bom tempo, e os jogadores de vinho voltaram endiabrados em busca do empate. Tanto que, logo no primeiro minuto, Rômulo dominou sozinho na área e passou para Lele Araújo, ainda mais livre – se é que isso é possível –, só com o goleiro de frente para o gol chutar de primeira. Como diria o narrador Osvaldo Maciel: “Nãaaaaaaaaaaao Santo!”. O camisa 11 bacana conseguiu perder a oportunidade mais clara da partida, um gol feito, digno de um Berbatov, que faz muitos gols mas perde alguns inacreditáveis. Mas justiça seja feita: o goleiro Dalonso foi espetacular ao fazer um milagre, mesmo tendo contado com a colaboração de Lele, que no restante do jogo conseguiu mostrar serviço, diferentemente deste lance.
Pouco depois, mais milagre do arqueiro: Gustavo Izique aproveitou uma bola sobrada na entrada da área e bateu com desvio, o que aumentou a dificuldade de defesa de Dalonso, mas ele foi buscar no cantinho. E se a rede resenheira não foi balançada, esses dois momentos de perigo serviram para mostrar que, a partir daí, a história do duelo seria diferente. Na sequência, Gustavo apareceu bem outra vez ao cruzar para Rômulo no segundo pau cabecear na trave.
A pressão continuou com mais jogadas incisivas para cima da zaga verde. E para tudo pegar fogo de vez, uma surpresa. Quando estava encolhido em seu campo de defesa, o Só Resenha deu uma escapada e chegou com Dhani que, com muita categoria, tocou de letra para Batata depois de cruzamento na área e deixou o companheiro livre para fazer o quarto.
O placar mais elástico poderia sugerir uma diminuição na emoção, mas como um bom jogo de futebol da Terra da Rainha, a pelota continuou rolando de um lado para o outro, e quase foi às redes de novo em finalização de longe de Gustavo Izique após cobrança de falta passada para trás. Rômulo – o Giggs de uniforme vinho, criador de boas jogadas pela esquerda – chegou bem pelo lado e bateu forte para mais uma defesaça de Dalonso. Darian respondeu aproveitando rebote e mandando uma bomba, a qual foi defendida por Kiko, mostrando que debaixo da outra meta também havia qualidade. O camisa 7 galês do Bacana teve outra chance ao finalizar com força pela esquerda, mas não chegou ao gol por conta, mais uma vez, do número 1 resenheiro.
Com toda essa vontade demonstrada pelos atacantes, o placar foi mantendo-se intacto nos últimos minutos por causa da grande atuação dos arqueiros. Mas a martelada não parava e Bruno Leal tentou o quinto do SR com um petardo de primeira pelo lado esquerdo que parou em nova intervenção sensacional de Kiko. Em seguida, Darian tentou pelo outro lado e obrigou o goleiro a dar o rebote nos pés de Van Dhani Persie, que desperdiçou a oportunidade finalizando no travessão. E já está ficando até chato dizer isso mas, mais uma vez, Darian chegou pela direita, desta vez sem marcação, e bateu cruzado para – adivinhem – nova defesa do xará do filho da Dona Florinda.
A partida seguiu eletrizante e corrida até o final, e aos 24 minutos Gustavo Izique recebeu passe vindo da frente e mandou uma bomba no alto da meta, fazendo mais um golaço e diminuindo para 4 x 2. Pena que o tempo se esgotou e o árbitro teve de dar o apito final porque, se tivéssemos mais uns 10 minutos de jogo, haveria ainda mais emoção com a busca do Bacana pelo empate. Mesmo assim, nada a se reclamar deste embate exemplar em que ambos os times jogaram com raça e determinação até o final, fizeram golaços e proporcionaram um belo espetáculo. No fim das contas, o quarto colocado Só Resenha venceu o primeiro e até então invicto Bacana, um resultado tão inesperado quanto uma vitória do Arsenal sobre o Manchester United no Inglês.
XI CHUTEIRA DE OURO: 6ª RODADA: GRUPO A
Bufalos 5 x 1 Med Taubaté
COM DINHO INSPIRADO, BUFALOS GOLEIA MED TAUBATÉ
Com 4 gols no segundo tempo, camisa 10 não ligou para o forte calor e passou por cima dos doutores de Taubaté
Por Gustavo Vasconcellos
Após um primeiro tempo morno – só em relação ao jogo, pois o clima estava muito quente, com um sol escaldante – sem grandes chances de gol, o forte camisa 10 do Bufalos, Dinho, mostrou que não estava para brincadeira e definiu o jogo marcando 4 gols, depois de ver seu time sair atrás no placar.
Com um clima desumano para qualquer prática esportiva, o jogo começou e, aparentemente, os times se poupavam do forte calor. Assim, o Med Taubaté começou mantendo a bola nos seus pés. Muitas vezes ficava trocando passes na zaga, esperando achar alguma brecha na boa marcação do time do Bufalos. Como não achava tais espaços, a solução então foi apelar para os chutes de fora da área, especialmente de Rogerinho. Porém, o camisa 7 não estava com o pé tão calibrado e errou a maioria das tentativas.
O Bufalos se limitava a marcar e, uma vez ou outra, subir ao ataque. As saídas do time eram Dinho e Casali, seus jogadores mais avançados em quadra. No final do primeiro tempo, aos 22 minutos, Rogerinho arriscou de longe e o goleiro fez boa defesa. No minuto seguinte veio a melhor chance do primeiro tempo. Após recuperar a bola, Javier arriscou chute da intermediária. O goleiro Léo Cidrão apareceu e tocou na bola, que ainda acertou a trave, antes de sair pela linha de fundo. E fim de primeiro tempo.
Após 25 minutos atípicos no Chuteira, o segundo tempo foi digno de um grupo da Ouro. Logo no início Fefê fez jogada na esquerda e já sem ângulo arriscou um chute cruzado que saiu com perigo. Ainda com menos de um minuto, Javier, o uruguaio do Med, recebeu e partiu para a direita. Quase de carrinho, ele arriscou o chute e acertou o canto cruzado do goleiro para marcar o primeiro do jogo.
Com o gol, o Bufalos passou a atacar, principalmente com Dinho. O Med não ficava atrás e também saía para o jogo, tanto que Aníbal ainda acertou a trave. Aos 8 minutos, o empate. Após bate-rebate, Dinho ficou com a bola e bateu no alto. 1 x 1.
Três minutos depois, Javier teve a chance de colocar o Med na frente de novo, mas seu chute saiu errado pela lateral. Com a chance perdida, o Med viu o Bufalos partir para cima e marcar dois gols em sequência. Dinho aproveitou saída errada da zaga e, driblando o goleiro, tocou para o gol. Mais dois minutos e Dinho voltou a aparecer, desta vez após passe de Casali. Ele dominou no meio e chutou no canto esquerdo para ampliar a vantagem. 3 x 1.
O Med foi para cima e Aníbal acabou acertando mais duas bolas na trave, para azar dos médicos e sorte do goleiro Cidrão. E se a bola não entrava de um lado, ela voltou a entrar do outro. Aos 21 minutos, Dinho tabelou com Fefê, dominou e, de direita, tocou para as redes, marcando seu quarto gol na partida.
Para finalizar o jogo, Casali ainda fez o quinto do Bufalos. Ele foi levando o lance para direita, tirou o goleiro do lance e se esticou todo para marcar.
Depois de duas derrotas, o Bufalos voltou a vencer e chega a 9 pontos, subindo três posições e aparecendo em 5º. Já o Med, que vinha de vitória sobre o Arouquinha, voltou a perder e continua com seus 12 pontos, em 4º, mas apenas a um ponto atrás do líder. Na sétima rodada, o Bufalos enfrenta o vice-lanterna Bengalas e o Med pega o Estudiantes.
XI CHUTEIRA DE OURO: 6ª RODADA: GRUPO A
Fiorella Brasil 6 x 2 Estudiantes de la Vila
FIORELLA APROVEITA VACILO DE RIVAIS E SE APROXIMA DA LIDERANÇA
Com a vitória por 6 a 2 sobre um irregular Estudiantes, time volta à briga pela ponta do gruo A na Ouro
Por Gustavo Vasconcellos
O Fiorella, vindo de duas derrotas seguidas (para SNG e Mulekes), enfrentaria o Estudiantes, que vinha de duas vitórias seguidas, contra Elefantes Indomáveis e Bufalos. Um jogo que prometia. O cenário continuaria o mesmo ou iria se inverter? A resposta foi a segunda. A situação se inverteu. O Fiorella bateu o Estudiantes por 6 a 2, aproveitando-se principalmente de um mal primeiro tempo do adversário.
O jogo começou truncado no meio da quadra e as primeiras chances demoraram para acontecer. Mas quando vieram, foram certeiras para um dos times. Primeiro quem chegou foi o Estudiantes, em cabeçada para fora de Francisco Roberto. O Fiorella rebateu de forma eficiente: após bola rolada de Edson Claro, Francisco Roberto chegou batendo de bico e marcou o primeiro.
Não demorou e o Fiorella chegou novamente. E novamente com Edson e Francisco, mas desta vez o goleiro Tucano defendeu. O Estudiantes dificilmente chegava, muito porque não estava bem organizado em quadra como nos jogos anteriores. O time via no seu avante Alê Bianco um jogador nervoso em quadra e que acabou não conseguindo ajudar muito, apesar do esforço. O time azul e amarelo até chegou a marcar, mas o lance já estava paralisado por conta de uma reversão. Enquanto isso, o Fiorella chegava em boas chances criadas por Edson Claro, Francisco Ferreira e Cleber Araújo.
Não demorou muito e o Fiorella aumentou a vantagem. Francisco Ferreira levou a bola para direita e soltou um pombo sem asa no ângulo. Um belo gol. Um minuto depois, outro gol do Fiorella. Após belo passe em profundidade de Rogério Silva, Cleber Araujo só completou para as redes. 3 x 0 ainda no primeiro tempo. O Estudiantes continuava perdido em quadra e encontrava dificuldades para parar os rápidos atacantes do Fiorella.
Para piorar a situação do Estudiantes, o Fiorella ainda marcou mais um aos 22 do primeiro tempo. Edson Claro aguou o chopp estudantil no momento em que os comandandos de Julio começavam a melhorar. Em dois lances, Vitinho apareceu bem, acertando uma bola na trave e outra passando perto com perigo. Era o fim do primeiro tempo que o Estudiantes não apareceu bem e o Fiorella soube aproveitar com extrema competência suas oportunidades.
No segundo tempo, o Estudiantes voltou mais organizado e assim conseguiu pressionar o adversário. Até os cinco minutos, só quem havia chegado ao ataque era o time da Vila Leopoldina. Chances foram criadas por Vitinho, Abreu e Alê Bianco. Ainda assim, o Fiorella continuava levando perigo em chutes de média distância e contra-ataques de Edson Claro e Francisco Ferreira.
Com esse panorama de ataques do Estudiantes e contra-ataques do Fiorella, o jogo seguiu até os 19 minutos da segunda etapa. Foi quando o placar voltou a ser movimentado. E quem marcou foi novamente o Fiorella. Era o quinto do time vermelho, branco e preto. Edson Claro dominou no meio e acertou um belo chute alto no canto. Só então o Estudiantes também conseguiu marcar. Após recuperar bola no ataque, Julio rolou no meio para Abreu chutar no canto. Porém, dois minutos depois, o Fiorella voltou a marcar. Cleber Araujo recebeu passe cruzado, dominou com a direita e bateu com a esquerda no meio do gol. Ainda no final do jogo, já nos acréscimos, Francisco Roberto diminuiu para o Estudiantes, mas nada que alterasse o final do jogo.
Com o 6 x 2 no placar, o Fiorella voltou a ganhar e encostou novamente na liderança, aparecendo agora em segundo lugar com 12 pontos, apenas um atrás do líder Mulekes. Já o Estudiantes perdeu uma posição e é o sétimo, com sete pontos. Na próxima rodada, o Fiorella encara o Real Paulista, que vem de empate com o líder Mulekes, enquanto o Estudiantes desafia o Med Taubaté, que vem de derrota para o Bufalos.
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