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Notícias de 24/03/2010



IX CHUTEIRA DE OURO: 3ª RODADA: GRUPO A

Elefantes Indomáveis 2 x 2 Primatas

ELEFANTES CEDE EMPATE A PRIMATAS NO FIM


Campeões da Prata fizeram jogo eletrizante que acabou empatado


Por Guilherme Meireles

Enfrentando a somatória ingrata do forte calor com as grandes dimensões da quadra cinco, Elefantes Indomáveis e Primatas fizeram um jogo equilibrado com momentos alternados de superioridade de uma equipe em relação à outra. Desfalcado do goleiro Chacha, os paquidermes contaram com uma tarde inspirada de João e Cauê, enquanto o Primatas garantiu o empate devido à raça de Rafinha.

No começo do jogo o Primatas esteve com mais posse de bola, mas em um chute fraco de Cauê, Vitinho largou e sentiu a tromba de João, que marcou no rebote. Na sequência, o EI perdeu a chance de aumentar quando Daniel ficou na cara do goleiro, mas pegou muito embaixo e mandou por cima do travessão. No lance seguinte, Marcelo se aventurou de sua defesa para o ataque arrancando livre pelo meio, enquanto João passou livre pela direita. O zagueiro fingiu que tocaria, mas resolveu arriscar e parou na defesa de Vitinho.

Daí até o final do primeiro tempo, o jogo ficou monótono, com as duas equipes demonstrando cansaço devido ao sol e ao tamanho da quadra. Mesmo assim, a zaga do Elefantes merece destaque pelo ótimo trabalho de marcar o adversário sem dar espaço. Resultado: o Primatas foi obrigado a exagerar nos chutes de longe já que não conseguia furar o bloqueio laranja. Deve-se se ressaltar que o Elefantes deu sorte de não ser desfalcado nos primeiros 25 minutos já que Cauê passou a etapa inicial inteira reclamando com o árbitro e nenhum cartãozinho tomou.

Começando o segundo tempo o Primatas voltou com outra cara. Logo no comecinho Guerrero arriscou um chutaço da ponta esquerda que o goleiro pegou e largou na boca do gol, mas a zaga do Elefantes afastou a tempo. A monotonia do primeiro tempo deu lugar a muita emoção. Os ataques de ambos os lados passaram a ser mais freqüentes, e a briga por anular o adversário não foi diferente: em questão de poucos minutos, Thomas, por parte do Elefantes, e Bruno e Kako, por parte do Primatas, levaram cartão amarelo, todos por faltas duras.

Com bola rolando, começou a despontar a estrela de Rafinha. Foi ele quem começou a protagonizar os melhores ataques do seu time: o primata pegou uma sobre dentro da área e mandou de bico à esquerda do gol. O outro camisa 10 que estava em campo, Daniel Teske, também passou perto perdendo duas chances cara a cara com Vitinho. De repente começou a faltar calibre na tromba dos elefantes. Os atuais campeões do Chuteira de Prata tiveram uma piora considerável e abriram espaço para o Primatas jogar. Após parar em uma defezaça do goleiro indomável Spiga, Rafinha recebeu uma bola açucarada de Gus e finalmente empatou.

E, de repente, não mais que de repente, outra reviravolta: foi a vez do Primatas piorar e deixar os paquidermes jogar, principalmente depois do amarelo que Nando levou por fazer falta dura em Cauê. Aliás, o próprio camisa 9 do Elefantes fez um lindo drible com o calcanhar em Simões, se mandou para a área e parou em linda defesa de Vitinho. Na sequência, foi a vez de João arrematar e ver perplexo outra defezaça do goleiro primata.

Mesmo tendo falhado para alguns no lance do primeiro gol, Vitinho estava mostrando muita intimidade para domar a tromba indomável. O goleiro vinha segurando tudo. Até um chute de Cauê juntinho à trave direita não foi suficiente para interromper a série de defesas do goleiro, que pegou com o pé. Mas já nos últimos minutos da partida, um "replay assimétrico" do primeiro gol colocou o Elefantes em vantagem, só que foi Cauê quem pegou rebote e anotou.

Os Elefantes já internalizavam a comemoração pela vitória, mas nos últimos segundos de jogo Rafinha escapou da marcação na entrada da área e empatou, contabilizando seu segundo gol no jogo e esfriando os ânimos indomáveis.

Com o 2 x 2, ambas as equipes alcançam os quatro pontos, sendo que o Primatas tem uma vantagem astronômica no saldo de gols: 8 contra -2 do adversário. Agora o Elefantes encara o atual campeão Bengalas enquanto o Primatas mede forças com o Real Paulista.

IX CHUTEIRA DE OURO: 3ª RODADA: GRUPO B

Arouca 2 x 6 Joga 13

JOGA 13 DÁ SHOW E VENCE AROUCA COM FACILIDADE


Contra-ataques fulminantes foram mortais em um jogo de belos gols

Por Vinicius Bento

Um começo de jogo devastador! Essa é a única frase que descreve os minutos iniciais do Arouca, que mostraram um time tão ofensivo que até assustou este jovem repórter lá presente. Logo nos primeiros três minutos o ex-zagueiro e agora goleiro recontratado Julian Ferraz já se desdobrava para não deixar a bola entrar. Em três minutos foram quatro chutes, um deles certeiro no travessão. Todos ali devem ter pensado: “Coitado do Joga 13. Vai ser uma goleada!”. Infelizmente para o Arouca e os amigos do Só Resenha que lá estavam torcendo, foi palpite errado!

O Joga 13 resolveu responder. Em um contra-ataque, falta para o time branco. Pimba! Em jogada ensaiada, Rodrigo acertou sua característica bomba no canto esquerdo e o pobre goleiro Bruno, substituindo o titularíssimo Maurício, ficou batido no chão, sem a menor chance de defesa. A partir daí abriu-se a porteira.

O Arouca continuava atacando mais, porém o Joga 13 era impiedoso. Toda vez que iam ao ataque ou era gol ou o goleiro Bruno tinha que fazer algo. E assim foi se desdobrando o placar! Um atrás do outro e, em 25 minutos, já estava 3 x 0. O ótimo defensor do Arouca, Vitão, não podia fazer muito, afinal, seu colega Caio Martins estava ausente da partida.

“Na minha opinião, esse Vítor aí, é um dos melhores zagueiros da várzea e do society, pena que o time dele é bem ruim”, comentava sossegadamente alguém do lado de fora. Ficava mais visível que o zagueirão não daria conta do ataque adversário. As investidas de Lucas Oggean pela esquerda, combinadas com as boas subidas de Felipe, faziam o ataque muito perigoso.

Os gols iam saindo e chegou a ficar difícil crer em uma chance de reação do time azul e amarelo. Porém, Vitor apareceu e fez um belo gol de falta, acertando o ângulo do bom goleiro Julian Ferraz, dando um suspiro de vida ao jogo. Mas não foi o bastante, pois o Joga 13 continuou fazendo seus gols com o ótimo Lucas Oggean, o oportunista Felipe e o rápido Alemão.

No final do jogo alguns jogadores das duas equipes começaram a se estranhar, quase lembrando o triste episódio das oitavas de final do torneio anterior. Mas o que a torcida, que estava de fato um pouco exaltada, lembrou mesmo foi a pequena confusão na qual os jogadores do Arouca se meteram naquela mesma manhã de sábado.

Um pouco exaltado dentro de campo, Vitão entrou mais duro no adversário e recebeu o cartão azul já no final do jogo. Um ponto negativo, mas nada que manchasse sua boa atuação, a melhor, em seu time.

Após o jogo, o clima esfriou e como bons atletas se cumprimentaram. A vitória Joga 13 deixa o time de moral elevada, afinal venceu dois jogos sem ter os 4 jogadores suspensos no torneio anterior, e agora pegam – já na vice-liderança – o MachuPichu. Já o Arouca, que caiu para a 3ª posição, encara o Acidus na revanche das quartas de final do VIII Chuteira de Ouro, quando foi eliminado nos pênaltis.

IX CHUTEIRA DE OURO: 3ª RODADA: GRUPO A

The Veras 3 x 1 Roleta Russa

VERAS VENCE ROLETA E CONFIRMA BOA FASE


Equipe do capitão Pedro fura a típica retranca do Roleta e cola nos líderes


Por Guilherme Meireles

Tanto Roleta Russa quanto The Veras foram para o embate buscando a segunda vitória no torneio. Talvez de todos os jogos da rodada, este tenha sido um dos que chamou menos atenção, principalmente pela postura defensiva do Roleta, que perdurou por quase todo o jogo.

O The Veras começou bem melhor: lançamento para Nico na direita, ele invadiu a área e chutou para grande defesa do goleiro Guaraná. Logo depois, Gabriel pegou uma sobra no meio campo e encheu o pé. A bola foi com muita potência em direção ao ângulo, mas o goleiro voou e deu um lindo tapa para escanteio. Após um longo período de monotonia, aconteceu um dos lances capitais do jogo. Gegê exagerou e muito na força ao dividir uma bola com Japa. Teve até caneleira voando! O juiz deu amarelo para o jogador do RR e despertou a ira no banco de reservas da equipe. Para piorar, logo após ficar com um a menos, o Roleta sofreu o primeiro gol, marcado por Moura, que quase fez o segundo no lance seguinte.

Quando acabou o primeiro tempo, o técnico Baru correu para cima do árbitro ainda reclamando do amarelo de Gegê. A reportagem estava muito próxima do lance e explicou para Baru que havia sido falta, mas o técnico apenas abriu os braços como se dissesse "você está viajando!".

No início do segundo tempo o Roleta contou com a sorte quando Cucio fez um lançamento longo que surpreendeu a todos (inclusive o goleiro) ao bater no travessão. Mais sorte ainda, no lance seguinte, teve Moura, que cabeceou livre de frente para o gol e acertou a trave. Mas Kinho fez linda jogada pela direita e lançou precisamente no pé de Petreche, que chegou juntinho ao poste esquerdo para marcar o segundo e seu primeiro gol na competição. Na sequência, Bruno deu um chute fraco, mas a visão do goleiro pareceu estar encoberta pelos jogadores dentro da área. Resultado: gol meio sem querer do Roleta.

E por muito, mais por muito pouco não saiu o empate: o goleiro Benga espalmou um canhão na diagonal vindo de Alemão. O The Veras parou na trave mais uma vez, em chute da intermediária proveniente de Japa, mas na sequência o próprio camisa 7 do Veras recebeu passe de Petreche na entrada da área e, no lugar de chutar, preferiu devolver ao companheiro, que fez o terceiro gol.

É fato que no final da partida o Roleta teve domínio da posse de bola e comandou o ritmo do jogo. Porém, o time de Baru raramente se aventurava no ataque, deixando o The Veras na dele apenas esperando o momento certo de dar o bote e fazer o quarto. O bote veio, mas o gol não: Nico arrancou livre em direção a área e, quando ia ficar na cara do goleiro, Preto chegou dando um carrinho duro por trás que só recebeu o cartão azul. Vergonha, juiz! O atleta nem olhou para o árbitro e, nitidamente irritado, foi andando a passos largos para fora do campo, já imaginando levaria o cartão. Talvez achasse que fosse o vermelho, mas a coisa saiu barata para o jogador.

E assim terminou o jogo definido da seguinte maneira por um atleta do The Veras: "Jogar contra o Roleta é muito chato! Se eles estão ganhando se fecham, e se estão perdendo também se fecham!".

IX CHUTEIRA DE OURO: 3ª RODADA: GRUPO B

Clube Atlético Perus 10 x 6 Acidus

PERUS MATA ACIDUS NO PRIMEIRO TEMPO


Em tarde pouco inspirada do time do Acidus, Perus é incisivo e faz o seu dever


Por Vinicius Bento

O WO fez bem ao Perus, pois este chegou numa tarde inspirada e, auxiliado pela péssima atuação da defesa acidiana, fez o resultado no primeiro tempo e depois aproveitou as chances criadas para fazer 10 gols numa das melhores defesas do Chuteira.

De fato, o que ia para o gol entrava, e não por falha do goleiro (bom, ok, algumas foram falhas do goleiro Louiz sim. Para falar a verdade, dois frangos), mas porque os chutes iam de maneira fulminante para dentro. Quase todos balançaram a rede lateral do gol, para ver a precisão do bombardeio peruano. Enquanto o Perus fazia um, dois, três, o técnico Lucas, solitário num banco que não tinha reservas, ia à loucura. “O Pena está acabando com o jogo, tem que marcar o cara”, esbravejou Lucas a la Muricy Ramalho.

E foi ele mesmo, Pena, o camisa 10 do Perus, que fez o que quis e até o que não quis na defesa do Acidus. Lói, Marquinhos, quem aparecesse era presa fácil para o MVP da partida. Chutes fortes, colocados, jogadas bem feitas e principalmente muita velocidade enquanto conduzia a redonda. Outro que desequilibrou foi Juan Carlo Cunha, efetivo em todas as vezes que a bola caiu em seu pé e autor de 3 gols, assim como Pena. Em um de seus belos gols, Juan foi para cima do defensor, puxou para a perna esquerda e com um chute certeiro fuzilou o goleirão. Pintura!

Por incrível que pareça, foi um dos melhores jogos do ataque do Acidus desde o ano passado, tanto que graças a ele o time limão equilibrou a partida após um primeiro tempo triste. Robinho, que devia futebol, mostrou uma vontade e jogo coletivo impressionante e foi disparado o melhor do time. O camisa 10 tentou belas jogadas individuais e fez a diferença. Em uma delas, o forte atacante driblador trombou com os defensores do Perus e, em uma típica jogada de raça, conseguiu passar por eles e tocar para Marcelo no meio da área, que só teve o trabalho para empurrar para dentro do gol.

O Acidus ainda acertou alguns contra-ataques. Um ótimo exemplo foi quando o time verde limão retomou a bola e em uma jogada de três contra um, Marcelo teve frieza e matou o goleiro Dicó. Philip fez os dois últimos, um deles em jogada de oportunismo dentro da área, só desviando.

Porém, sem reservas, perdidos em campo, o outrora setor de destaque do Acidus foi presa fácil para o Perus, principalmente o goleiro Louiz, que no primeiro tempo tomou um frango por baixo das pernas e no segundo tempo, em um lance bizarro, deu um carrinho no zagueiro do próprio time (Lói), que ficou no chão sentindo fortes dores no tornozelo. Para piorar, no lance Pena cortou os dois e fez o gol com extrema facilidade. “Esse daí não levanta mais”, brincou o árbitro ao ver a cena, porém após algumas manquitoladas o defensor já estava de pé. Em mais um dos lances de desatenção da defesa, o time do Perus cobrou a falta com violência e no rebote Wilsinho, camisa 6, pegou sozinho, dentro da área e não deu a menor chance de defesa ao goleiro.

O Acidus até que ameaçou uma reação, chegando a ficar a dois gols de empatar a partida (7 x 5), mas o resultado final disse bem o que foi o jogo. Perus venceu por 10 x 6 e mostrou que o ataque está com fome de gols. Já o Acidus, que fez uma ótima partida, mostra que, sem banco e com as falhas apresentadas, o time não deve resistir e naufragar. O time amarelo limão do agora apenas técnico Lucas precisa resolver de uma vez por todas quem quer jogar daqueles que só querem passear. Ou, como diz Philip, é hora de separar os homens dos meninos.

IX CHUTEIRA DE OURO: 3ª RODADA: GRUPO A

Bengalas 8 x 0 Xoro Paro

BENGALAS ATROPELA XORO PARO


Com cinco gols de Rodrigo Pato, o Bengalas não dá a menor chance ao XP


Por Vinicius Bento

Líder contra lanterna. Nada que pudesse indicar um jogo equilibrado, mas a ausência de Ritolê pode ter dado ânimo a Kuminha e cia. E até que devem ter pensado que podiam vencer o bicampeão. Afinal, os dois times começaram no mesmo nível. Atacavam e defendiam com uma precisão assustadora e, para quem olhava de fora, parecia que o jogo não iria sair do zero a zero tão cedo. E de fato demorou para o placar ser inaugurado por Luisinho Fernando. A partir daí, do primeiro gol, a boiada passou.

Foi só a primeira bola entrar no gol do Xoro Paro que uma enxurrada de chutes vieram logo em seguida, um após o outro. E como o goleiro do Xoro Paro não era assim... uma Brastemp... a bola ia para o fundo do gol sem piedade. “Ô juiz, o cara não tá nem com uniforme de goleiro!”. “Quer que eu faça o quê?”, respondia o árbitro em tom bem humorado.

Mas se o Bengalas não tinha Ritolê, tinha Rodrigo Pato, irmão caçula do atacante artilheiro que parece seguir os mesmos passos do R9 no Chuteira. Pato parecia o Washington, a bola sobrava e ele pimba, gol! Aliás, falar que a bola sobrava é até um pecado, pois Luisinho Fernando estava endiabrado. Parecia jogador de Winning Eleven, colocava a bola na frente e ninguém conseguia tirar-lhe a pelota. Em um dos gols, saiu em disparada pela esquerda, levou a bola até a linha de fundo e com um drible extremamente rápido no zagueiro deixou ele no chão. Tocou para trás e Rodrigo Pato matou. Ninguém conseguia pará-lo.

Mas não era só ele que tinha o capeta no corpo e injuriava a defesa do XP. Pedrinho Pontim estava na mesma toada. O camisa 7 não dava a menor chance para o outro time e marcou o terceiro gol. O trio acabou com o jogo, seja em chutes de longe, dribles rápidos e marcação com precisão cirúrgica. Em um dos lances, Pedrinho dominou a bola de fora da área, olhou para o goleiro e soltou o pé. Aparentemente o goleiro iria defender, porém a bola desviou no meio do caminho e foi morrer no fundo do gol.

O Xoro Paro não tinha muita coisa a fazer. Kuminha recebia todas as bolas, porém abusava das jogadas individuais. E nesses abusos acabava perdendo a bola e... tome-lhe contra-ataque. Jogando na maioria das vezes pelo lado esquerdo e às vezes caindo pelo meio, ele recebia as bolas, mas a marcação era implacável. Kuminha não teve sossego e conheceu bem a marcação da Série Ouro. Em um desses lances, ele perdeu no meio e, em uma sequência de passes rápidos, o Bengalas saiu na cara do gol, mas errou na finalização.

E os gols foram saindo. Pato fez outro, mais outro e mais outro! Totalizou 5 gols na partida, que terminou com o placar de 8 x 0 para o Bengalas, impiedoso no Grupo A. O Xoro Paro mostra deficiência e vai precisar ter muito jogo de cintura para reverter a situação negativa em que o time está. Tem a chance diante do Bucets neste sábado.

IX CHUTEIRA DE OURO: 3ª RODADA: GRUPO B

Estudiantes de la Vila 2 x 1 MachuPichu

ESTUDIANTES ENFIM VENCE E ESFRIA MACHUPICHU


Trave, gol que não valeu, pênalti perdido, teve de tudo na primeira derrota do valente MachuPichu e primeira vitória do técnico Estudiantes


Por Guilherme Meireles

Sabe aquele papo de que uma bola na trave deveria valer dois gols porque é mais difícil acertar a trave que fazer um gol? Pois é. Se a regra fosse assim tudo seria mais fácil para os garotos do MachuPichu. O placar final de 2 x 1 para o Estudiantes reflete que o jogo foi muito brigado e equilibrado. Mas os próprios jogadores da Vila devem concordar que levaram sorte com o azar do adversário.

Quando a bola começou a rolar, o Estudiantes não deixou o "Txupichu" ver a cor da bola. Tanto que em um dos primeiros ataques, Caio se mandou pela esquerda, tirou do goleiro e mostrou companheirismo ao rolar atrás para Felipe Roth chegar marcando. Os "peruanos" se esforçavam, mas era difícil passar pela boa marcação do Estudiantes. Quando a equipe finalmente chegava, dava de cara com seu carrasco desta partida: a trave.

O primeiro a encará-la de frente foi Danilo, o rei da trave no Chuteira, que arrematou da esquerda e carimbou o poste. Em resposta, Lê Raito mandou um tiro cruzado que desviou em alguém no meio de uma multidão de jogadores e entrou. Era o 2 x 0 aos 18 minutos. Na investida seguinte, Thiago Branco pegou um rebote na cara do gol. Detalhe que o goleiro já estava caído e o gol estava aberto, mas... eis que ela surge! Bola na trave outra vez.

Um pouco antes do final do primeiro tempo, o mesmo Thiago atirou um canhão da meia direita e... Adivinha? Trave, claro. Começou o segundo tempo em equilíbrio: Renato Seckler recebeu livre, foi para a área, mas cochilou e perdeu para o goleiro. Dando o troco, Caio fez um ótimo cruzamento para Iram chegar batendo forte e fazer a bola explodir em Pipo.

Pouco depois ocorreu um lance tão curioso quanto polêmico. O MachuPichu teve um arremesso lateral a seu favor, cobrado direto para o gol. O goleiro desviou sem querer e a bola entrou. Gol? Negativo, para o árbitro, era tiro de canto. “Está na regra oficial, podem ler lá”, justificou o árbitro ao fim do jogo para a reportagem.

O jogo prosseguiu em 2 x 0 até que Renato Seckler se mandou em velocidade pela direita e cruzou com muita força para Ricci. Este, que vem sendo o destaque do MP nos últimos jogos, venceu seu excesso de massa (com todo respeito) e se esforçou todo antes de tocar para o fundo do gol.

Foi então que Gago fez com que o terceiro jogo seguido do "Txupichu" fosse de arrepiar o mais frio torcedor: ele derrubou Tebas na área e o juiz apontou pênalti. Thiago Branco foi encarregado de cobrar. Ele bateu firme, forte, rasteiro... NA TRAVE OUTRA VEZ!

Só para refrescar a memória, esta foi a terceira bola na trave do camisa 14, e a quarta do MachuPichu no jogo. O mais curioso aconteceu no lance seguinte: Thiago Timoteo arrancou na direita enquanto seu xará Branco se apresentava livre dentro da área. Mas, depois de três bolas no pau e um pênalti perdido, o próprio atacante pediu para que o companheiro não tocasse para ele, mas sim chutasse dali mesmo!

Terminou a partida e as duas equipes somaram uma vitória, um empate e uma derrota cada. A diferença é que o MachuPichu tem um saldo de dois gols a mais que o Estudiantes. Neste sábado amigos da Vila encaram o Fiorella, enquanto os andinos medem forças com o Joga 13. Levando em conta que acertar a trave é mais difícil que marcar um gol, o MachuPichu e principalmente Thiago Branco esperam ter uma "pontaria pior" na próxima rodada.

IX CHUTEIRA DE OURO: 3ª RODADA: GRUPO B

SNG 4 x 2 Fiorella Brasil

FIORELLA PERDE SEGUNDA EM TRÊS JOGOS


Com boa vitória, SNG segue líder, agora isolado, e deixa Fiorella fora do G-6


Por Guilherme Meireles

25 minutos. Foi o tempo necessário para que o SNG garantisse a vitória sobre o Fiorella. Só no primeiro tempo, o time de Renê marcou quatro vezes e não teve dificuldades em segurar o adversário, que estava irreconhecível. Desfalcado de Ari, o Fiorella passou a primeira etapa inteira só olhando o SNG tocar a bola do jeito que queria. O único lance da equipe que levou perigo veio em chute forte de Van-Van que carimbou a trave.

Mas antes disso Renê já havia aberto o placar. Não demorou e Ronei, o "canhão do SNG", acertou um balaço no travessão que deve estar balançando até agora. Com bem mais facilidade, o próprio Ronei recebeu lançamento longo dentro da área e completamente livre de marcação só teve o trabalho de empurrar para fazer o segundo. Facilidade parecida com a que teve Léo, autor do terceiro gol. Foi então que o goleiro Fonseca bradou para a defesa: "Dois gols no nosso pé e vocês não fazem nada!" Não adiantou. Logo depois Tejeda estava sem marcação dentro da área e recebeu uma cobrança de falta que ele converteu sem qualquer problema no quarto gol.

No intervalo ficou nítida a falta de comunicação entre os jogadores do Fiorella: "Eu mandei fechar aqui atrás!", gritou o goleiro. "Fechar atrás não ganha jogo!", respondeu Luiz Souza. Mas era tarde demais para discutir a relação. Perdendo por 4 x 0 só restou ao Fiorella esquecer a tática e ir com tudo para cima do adversário no segundo tempo. Aliás, a segunda etapa foi marcada por enorme clima de tensão de ambos os lados. E ela teve início no gol de Van-Van, o primeiro do Fiorella.

Após marcar, o atleta gritou para si mesmo uma palavra indescritível nesta matéria. O problema é que os atletas do SNG, principalmente Tejeda, se irritaram achando que o xingamento havia sido para eles. Houve uma pequena discussão com o árbitro, mas o jogo seguiu em frente.

Por falar em Tejeda, ele quase marcou o quinto: recebeu pela esquerda e encheu o pé na trave. Mesmo assim era nítido que o SNG havia caído de rendimento. Aproveitando-se disso, o Fiorella cresceu no jogo e Luiz Souza teve duas chances claras de gol. Na primeira o goleiro William espalmou, mas na segunda ele marcou. O banco do SNG começou a cobrar uma postura melhor do time dentro de campo, e os atletas entenderam o recado. Próximo ao fim do jogo, a "laranja mecânica" do Chuteira voltou a dominar o adversário muito porque o Fiorella estava tenso e nervoso com a derrota. O fato é que o “futebol arte” de Renê, Memé e Cia. havia voltado a dar as caras.

Ainda teve tempo para Tião levar azul após entrada dura com a sola da chuteira naquele lugar de Allan. O resultado final de 4 x 2 garantiu a liderança isolada do Grupo B ao SNG, com três vitórias e um saldo astronômico de 19 gols! Semana que vem encara o intermediário Kadência, enquanto o Fiorella, na sétima colocação, entra em campo para pegar o Estudiantes.

IX CHUTEIRA DE OURO: 3ª RODADA: GRUPO A

Real Paulista 4 x 6 Med Taubaté

REAL PAULISTA LUTA, MAS MED SAI COM A VITÓRIA


Rogerinho volta e já faz a diferença em jogo que Panela arrebentou pelo Real Paulista e os médicos tiveram um time no banco de reservas


Por Vinicius Bento

Falar desse jogo é separar a partida em dois pólos: Panela, do Real Paulista, e o conjunto que o Med Taubaté mostrou após jogar todos seus jogos praticamente sem reservas. Panela, ao lado de Rogerinho, que voltou ao Med enquanto espera voo para o Vietnã, onde irá desfilar com seu bom futebol, foi o melhor jogador do dia, impecável, fez tudo que pode para que seu time não fosse derrotado, porém a boa trama de bola do adversário envolveu a defesa do seu time.

Todos os gols do Real Paulista tiveram participação direta de Panela, o camisa 8. Além de ter sido o autor de dois belos gols, ele fez bela jogada para outro. Pegou a bola no meio de campo e com seu enorme potencial físico carregou-a até o fundo e tocou para Daniel, que acertou um chute espetacular no ângulo do goleiro Irineu. Em outro lance, roubou a bola com classe e deu um toque sensacional apenas para Xexé empurrar para dentro.

O time do Real pedia a presença do grandalhão Panela dentro de campo. Quando ele saiu, já exausto, as jogadas simplesmente não aconteciam. A bola ficava presa no meio de campo, indo de um lado para o outro, sem a menor objetividade. E lá vinha o Taubaté. Além disso, a marcação perdia muito. Panela é bem alto e pesado, isso é um ponto forte para um atacante, principalmente na pressão durante a saída de bola do adversário.

E o Med Taubaté veio com uma precisão cirúrgica. Passes bem trocados, uma trama envolvente. O goleirão Ricardo Conceição surpreendia com boas defesas. No primeiro lance do jogo ele fez uma das grandes defesas da tarde. Em um ataque furioso, após belos passes, o Taubaté chegou na cara de Ricardo, que se atirou contra a bola, explodindo no seu rosto. O goleiro caiu no chão e todos ficaram apreensivos, mas logo ele se levantou. “Nossa, se fosse na minha cara acho que eu tinha entrado em coma”, ironizou um dos torcedores que estavam vendo a partida. E o primeiro tempo acabou em 2 a 1 para o Med.

O Real Paulista começou a reagir na segunda etapa, chegando a ficar a apenas um gol de empatar a partida, porém Gustavo Carvalho jogou água no chopp da realeza, fazendo um gol quando a partida caminhava a um empate e ganharia muito mais emoção nos minutos finais.

O destaque individual do time do Med foi Rogerinho, autor de dois gols e dono do lado direito do time. Muito preciso, ele conduziu sua equipe à frente e ditava o ritmo da partida, tendo como companheiros Bruninho Del Sasso e Xavier, que mantinham um futebol à altura do companheiro.

O Med sai de campo como vencedor por 6 x 4 e enfim pontua na competição. Mais do que isso: foi uma partida para levantar a moral do time de medicina e provar que com um banco de reservas pode surpreender muitos times. Enquanto isso, o Real Paulista volta para casa precisando rever a exagerada dependência de Panela e voltar a jogar pelas laterais, coisa que sempre fez com Pedrinho e deixou de fazer neste jogo.

IX CHUTEIRA DE OURO: 3ª RODADA: GRUPO A

Treinadores do Braz 6 x 2 Bucets

BEIJINHO BEIJINHO, E TCHAU TCHAU


Eis o que podiam ter dito os jogadores do Treinadores ao Bucets após goleada aplicada no adversário falastrão


Por Guilherme Meireles

“O Bucets jogou esse final de semana?? Vocês viram o Denys, Tom, Mutssa, Xixi e cia. esse final de semana? Se alguém tiver notícia me avisem. Eles ficaram de passar no PlayBall no sábado com o fusca por cima dos Treinadores. Estamos esperando até agora”, declarou Peruca poucos dias depois do jogo conhecido como “duelo dos beijos”. Só para refrescar a memória de Peruca, o Bucets esteve sim de fusca e tudo na quadra 5, mas bem longe de passar por cima dos Treinadores.

Toda a expectativa em torno da partida se justificou em 50 minutos emocionantes. O primeiro lance de perigo veio em uma falha grotesca de Turner que deu um daqueles passes errados justamente onde não se pode errar: no meio campo, com a zaga aberta. Bruno Valdivia interceptou o passe e avançou até ficar na cara do goleiro Gabriel, que fez uma linda defesa. Quando não foi o goleiro para salvar, a zaga do Bucets deu conta do recado: Kiwi foi lançado na direita, tirou do goleiro e se esticou todo para chutar. A bola estava quase em cima da linha do gol quando a defesa afastou o perigo.

De tanto manter a bola no ataque, o TdB finalmente abriu o placar, com Juba, que no segundo pau subiu no terceiro andar e deu uma testada certeira. Os “vaginais” insistiam em errar passes, o que ia minando a possibilidade de reação. Uma das poucas investidas saiu em um erro do TdB: Kiwi escorregou com bola e tudo, proporcionando um contra-ataque. Juba foi corrigir o erro e levou cartão amarelo por falta dura, mesmo que na intermediária. Alguém gritou no banco: “Deixa o Tom que ele bate bem!” E na cobrança do meio da rua, Tom acertou um balaço cheio de efeito que explodiu na trave muito próximo do ângulo.

Este quase golaço serviu para aumentar a moral do Bucets. Na sequência, a equipe criou boas chances e após Rafa Storch desperdiçar uma delas, seu irmão Rodrigo finalmente empatou. E mandou beijinho pra galera. E por muito, mas por muito pouco a virada não veio inesperadamente: Turner deu um chute surpreendente do meio campo que quase enganou João. O TdB ficou esperto e Binho carimbou a trave logo depois. Com indícios de tensão, o primeiro tempo chegou ao final com dois cartões amarelo seguidos: Binho fez uma falta duríssima e os jogadores do Bucets foram para cima do árbitro exigindo o justo amarelo, que foi dado. Mas na sequência Tom matou contra-ataque e também foi amarelado.

Na volta para o segundo tempo, o Treinadores continuou melhor. Logo no início, Valdivia ficou cara a cara com Gabriel e na hora do drible caiu com tudo no gramado, alegando pênalti. Para o delírio dos amigos do Braz, o juiz mandou seguir. Mas como o futebol é uma “ciência imprevisível”, no lance seguinte o próprio Valdivia foi às redes. E o Treinadores nem teve tempo de comemorar já que, após lindo corte para dentro, Rodrigo Storch colocou a bola por baixo do goleiro e empatou.

Porém, foi a vez do Bucets não ter tempo para comemorar. Bem na sequência do gol de empate, Peruca recebeu na esquerda livre, invadiu a área e fez o terceiro. A pressão do Treinadores foi aumentando e uma goleada foi se desenhando. Outra vez Peruca mandou um tubaço cruzado e o goleiro espalmou. A bola atravessou a extensão da grande área e sobrou para Binho, que bateu cruzado de novo. E de novo o goleiro espalmou!

Quando o Bucets ficou com um a menos após Rodrigo D’Alonzo matar outro contra-ataque, o TdB ficou com dois a mais: dois torcedores (sim, apenas dois – Criança e Gabriel, ambos ex-Treinadores) apareceram na quadra 5 e se debruçaram no alambrado, empurrando o time rumo a uma vitória histórica. Ao som de “olé” a cada passe dado, o jogo foi ficando fácil. Linda troca de passes na entrada da área, e mais um gol de Valdivia. Na sequência veio o quinto com Binho.

Com o vencedor definido, a partida teve mais dois atrativos. O primeiro foi quando Valdivia afastou uma bola da sua área defensiva, mas não se sabe como, a bola pegou um efeito impressionante e por muito pouco não encobriu o goleiro, que voltou a tempo para salvar e desviara para escanteio. Um dos dois torcedores gritou: “Quase o gol que Pelé não fez!” em referência a um chute do meio de campo que Pelé deu na Copa do México em 70 e que passou colado à trave. Guardada as devidas proporções entre Copa do Mundo e Chuteira de Ouro (nós todos sabemos que o Chuteira é bem mais importante), de fato seria um golaço!

O outro atrativo foi o técnico Denys, que declarou para os Treinadores antes da partida: “Garanto que vou entrar e meter gol em vocês!” E ele entrou, mas não do jeito convencional. Denys invadiu o campo para reclamar com o árbitro e levou amarelo. A parte do “meter gols” é que não vingou. Já nos últimos instantes do jogo, Marcelinho, ou Nilmar, como é chamado pelos companheiros, arrancou da intermediária, cortou a marcação de Mutssa e fez um golaço, fechando a goleada muito comemorada ao som de “Ô, o Treinador voltou, o Treinador voltou!”

Os amigos do Braz fecham a rodada na segunda colocação do grupo, com um saldo de dois gols a menos em relação ao líder Bengalas. Agora, pela 4ª rodada, a equipe trava um embate contra o terceiro colocado, o The Veras. Já o Bucets tem três pontos e ocupa a incômoda sexta posição, mas tem a chance de reverter a má fase contra o Xoro Paro, lanterna do grupo.

IX CHUTEIRA DE OURO: 3ª RODADA: GRUPO B

Kadência 2 x 2 Bacana

KADÊNCIA E BACANA FAZEM JOGO MAIS ACIRRADO DA NOITE


Empate deixa Bacana e Kadência sem vencer e na parte de baixo da tabela


Por Vinicius Bento

Os dois times eram bem parecidos dentro de campo. Os quatorze jogadores pareciam ter a mesma idade, mesma altura e mesmo futebol. Mas logo no início da partida o Kadência se arriscava mais, era mais incisivo. Paulinho chegou a perder dois gols dentro da área, e isso fez bastante diferença no resultado final.

Na metade do primeiro tempo o Kadência abriu o placar com Gian. Após um escanteio bem cobrado, o garoto teve muita técnica e acertou um belo chute de voleio. A bola bateu no chão e foi para o fundo da rede, sem chances para o goleiro.

A partida estava bem lá e cá. Diferentemente dos outros jogos em que um dos times logo se mostrava extremamente superior aos outros, neste tudo parecia muito igual. Dois jogadores do Kadência começavam a se destacar: Gian, camisa 10, e Leonardo Valente, camisa 11. Já no lado do Bacana uma dupla também mostrava grande futebol: Luisinho Alexandre, grande destaque do jogo e autor do golaço de empate no ângulo ainda no primeiro tempo, e o novato Guilherme Gamito. Os quatro travaram um duelo a parte por todo o jogo.

A partida ganhou um toque emocionante quando o Kadência, com Leonardo Valente, fez 2 a 1. Apesar da pouca idade do time, com exceção de Paulinho Kassab, Ivan e Cássio, o demais mostravam maturidade e não deixavam a defesa aberta, segurando a vitória parcial por boa parte do segundo tempo. Porém, em uma jogada de mérito de Gamito, o Bacana empatou a partida e deixou os espectadores trêmulos, um deles até derrubou a garrafa de cerveja no chão.

O Kadência voltou a bater em busca da vitória, mas esbarrou no goleiro Kiko, que praticou defesas importantes. Do outro lado o Bacana também respondia à altura, tanto que o goleiro do Kadência, chamado de Tucano mas na voz do mesário “era a cara do Felipe do Corinthians”, mantinha-se defendendo tudo e com uma frieza que assustava. A bola muitas vezes vinha em uma posição difícil e ele com apenas uma mão defendia e ligava o contra-ataque. O final da partida ia se aproximando e era de dar dó ver o estado das duas equipes. Todos estavam sem a menor sombra de dúvida exaustos, mas mesmo assim não paravam de correr atrás da bola um segundo. “Esse foi o jogo mais acirrado da noite”, palpitou um dos árbitros.

Já no finalzinho o Kadência conseguiu uma bela jogada com Gian, mas o goleiro Kiko conseguiu segurar a bola com firmeza e cair no chão amaciando a potência do chute. O resultado final acabou sendo de 2 x 2, o que foi extremamente justo para uma partida tão disputada como essa mas muito ruim para os dois times, que seguem na ponta de baixo da tabela.



III CHUTEIRA DE PRATA: 3ª RODADA: GRUPO A:

NGM 1 x 5 É Verdadeee

É VERDADEEE DEIXA O ZERO E FAZ SEUS TRÊS PRIMEIROS PONTOS


Apesar da derrota, futebol do NGM melhora e goleadas ampliadas parecem ser passado

Por Luiz Felipe Fernandes

O jogo que abriria o expediente na quadra 6 era, sem sombra de dúvida, uma oportunidade imperdível de se dar um primeiro passo para reagir na competição. De um lado, o folclórico esquadrão do Não Guento Mais, que, com todo o PESO de sua camisa, sofreu severas derrotas em seus primeiros jogos: 11 x 3 para o La Coruja e 16 x 1 para o Fúria. No outro corner, a mais “vivida” equipe do É Verdadeee, que também perdeu nas rondas iniciais, embora por placares muito menos destoantes (4 x 0 contra o Fúria e 3 x 2 para o Red Devils).

O embate se iniciara poucos segundos após o já conhecido grito de “1, 2, 3... Chupa Renê”, entoado pelos homens do NGM. E, acreditem se quiser, os primeiros grãos de areia da ampulheta caíam enquanto a equipe alvi-laranja se postava mais agressiva em suas investidas. Entretanto, a equipe estafada não mostrava um grande entrosamento em seu campo ofensivo, o que resultou, inevitavelmente, na execução do chavão “quem não faz, leva”. Depois de King arrematar da intermediária com perigo à esquerda do gol, os sinceros azuis abriram o placar com Gavião, que vestia a camisa 6, em jogada pela orla canhota da área.

Os comandados de RR não se abalaram e tentaram imediatamente empatar a cancha. Eric bateu rasteiro pelo meio e obrigou o goleiro Reyna a realizar boa intervenção usando os pés. Contudo, fazendo jus ao nome, o Não Guento Mais logo começou a perder o fôlego (detalhe: o relógio marcava aproximadamente 7 minutos de jogo!), visto as palavras irritadas de Totó: “Pô, Renê, os caras lá da frente já cansaram!”.

Nos minutos conseqüentes, o goleiro Messi trabalhara bastante e fez boas defesas, embora tenha cometido falha no mínimo curiosa a seguir: em lateral no campo de defesa, a bola foi recuada para o arqueiro, que a agarrou com as mãos. Como, segundo palavras do sábio Bizu, “a regra é clara”, tiro de 9 metros marcado para o É Verdadeee!

Na cobrança, Gavião, sempre ele, cobrou cheio de estilo, buscando o ângulo direito do goleiro. Entretanto, a bola, de forma absolutamente caprichosa, tocou a esquina do travessão com a trave, cujo nickname futebolístico este repórter não se recorda. Com o 1 x 0 mantido no placar, o símile continuaria a toada estudada de troca de sparrings. Enquanto o NGM chegava quase sempre com Eric e se mostrava aplicado na marcação compacta, atrás da linha da bola, o EV buscava mais o assalto. Nesse cenário, prevaleceu o entrosamento da equipe brancacenta. Primeiro, os lhanos obrigaram Messi a realizar verdadeiro milagre, em jogada que Zeca invadiu a área em velocidade pela direita e, cara a cara, chutou cruzado, fazendo o arqueiro esticar o pé para defender.

No lance seguinte, porém, o É Verdadeee não perdoou. Diego Garcia recebeu na entrada dá área e bateu firme na saída do goleiro. 2 x 0. Aos poucos, a equipe de Gavião passou a exercer o domínio na partida, visto a falta de criatividade dos homens de RR (que estava a la Vanderlei Luxemburgo, recebendo instruções, sabe-se lá de quem, por seu iphone). Para fazer ninguém entender mais nada, no ápice de estar sendo dominado, a sucursal prateada do SNG fez seu golzinho. Após lateral vindo da direita, Covre desviou colocado e mandou no cantinho esquerdo da meta, deixando o goleiro apenas observando a bola entrar. Minutos mais tarde, fim de primeiro tempo com o placar marcando 2 x 1 em favor do EV. Era uma vitória para a trupe do NGM.

Infelizmente, os 25’ derradeiros foram de menor intensidade bélica. Uma vez que o É Verdadeee aumentou sua intensidade tática, o NGM se manteve sem inspiração, embora seu futebol se mostrava absolutamente melhor que nos confrontos anteriores. Mesmo assim, a equipe simpática da Prata começou criando: Nêgo avançou pela esquerda e soltou uma verdadeira bicuda para a meta de Reyna, que pegou bem no reflexo.

Instantes depois, viria o frenesi ofensivo do EV, ambos com Fúria: primeiramente, ele apenas escorou para o fundo das redes em jogada pelo meio. Logo na seqüência, tocou com categoria na saída de Messi. 4 x 1. Com a ampla vantagem, a partida se tornou mais amarrada, com menos oportunidades visíveis de gol. Entre as principais, pode-se destacar um poderoso chute rasteiro de Diego Garcia, que obrigou o goleirão do NGM a fazer nova intervenção usando sua chuteira. Pouco empós, Armando arriscou um verdadeiro foguete da risca da área, mas acabou assustando o Elefante, a Mulher Barbada e o Anão que cospe fogo, ao mandar no picadeiro do circo vizinho ao PlayBall.

Por fim, Master sepultou o placar antes do trilar extremo do apito. Placar final: É Verdadeee 5 x 1 NGM. Embora apenas os brancos tenham ganho, pode-se dizer que ambos crescem, na medida do possível, na competição. Na próxima rodada, o É Verdadeee tenta manter a escalada contra o SPQSF, enquanto o Não Guento Mais segue sua via crucis contra o Voando Baixo.

III CHUTEIRA DE PRATA: 3ª RODADA: GRUPO B:

Só Resenha 6 x 4 Invictus

SÓ RESENHA FAZ CAIR O NOME DO ADVERSÁRIO


Começo fulminante e erros do Invictus dão a Só Resenha vitória tranquila

Por Bruno Fontes

Às 12h30 do ultimo sábado não havia nuvem alguma no céu, o sol estava de rachar e as equipes Só Resenha e Invictus prontas para começar a partida. O SR estava animado com a estreia do seu novo uniforme, muito belo por sinal. Ele era mostrado com orgulho pelo manager e jogador Vitinho. “Ficou louco nosso uniforme, fala lá na matéria!” dizia o jogador, que parece ser um primo próximo do Jorge Henrique, jogador do Corinthians.

O Invictus, que começava o jogo ainda invicto (entendeu?) e então líder, já era pressionado logo de cara, e o goleiro Muralha teve de mostrar serviço por duas vezes consecutivas, indo muito bem nos dois momentos. Apesar do sol, O jogo era muito corrido e foi equilibrado até o primeiro gol do SR, que foi de Jorge Henrique ops.. Vitinho, que dominou a bola livre do lado direito e chutou rasteiro. 1 x 0 Só Resenha.

A partir disto o Invictus começou a cometer uma série de erros na saída de bola e o SR foi aproveitando. O segundo gol saiu rapidamente, a zaga tirou mal e Fabrício deixou o seu. 2 x 0. E não parou por aí: Muralha havia acabado de fazer boa defesa em cobrança de falta batida por Dariam, mas no chute seguido não teve tanta sorte, pois o rebote sobrou para Darian sozinho fazer o terceiro gol em menos de 10 minutos do agora já conhecido como Arouquinha.

Com o terceiro gol tomado o Invictus pediu tempo para ouvir uma sonora bronca do seu técnico/manager/jogador/artilheiro/lenda Lucas, que gritou muito para ver se acordava o sonolento time. Pelo visto não adiantou em nada, pois mal voltaram do tempo e o SR fez o quarto gol, com Marreta.

Com 4 gols de vantagem o SR acalmou a partida e só jogava em contra ataques, enquanto o Invictus sentia falta do jogo de Folha e Publius, seus principais jogadores, que não vinham em jornada inspirada. Mas quem acabou aparecendo primeiro foi o goleiro Muralha, que cansado de ver sua equipe não levar perigo ao gol adversário, resolveu sair jogando, levou a bola até o meio de campo, driblou o marcador e passou para Folha sozinho, que perdeu o que seria um lindo gol. Antes de terminar o primeiro tempo, o Invictus diminuiu em ótima cabeçada de Publius.

A segunda etapa começou com muita vontade por parte dos jogadores e logo no começo Kirk resolveu correr um pouco e parar de só tomar sol em campo e foi para cima do marcador. A bola passou, e ele também teria passado se não fosse o sarrafo do zagueiro que saiu de campo com o cartão amarelo. O jogador a mais não resolveu muito, mas o Invictus chegou ao segundo gol depois que Renan tentou rolinho no campo de defesa e Lucas acabou por lhe roubar a bola e soltar para Folha fuzilar e deixar em 4 x 2 o placar. Para desânimo do time azul, o Só Resenha resolveu acertar um dos seus trezentos contra ataques em mais um erro de saída de bola, desta vez de Publius, e Darian não perdoou e fez 5 x 2.

Na metade do segundo tempo as equipes já mostravam sinais de exaustão, principalmente o Invictus, que fazia revezar constantemente seus apenas dois jogadores no banco, devido ao forte sol. O SR continuava displicente e deixando passar diversas oportunidades de matar o jogo. Com isso o Invictus se aproximou novamente, e de novo passa de Lucas e chute de Folha. 5 x 3. Em seguida aconteceu o contrário, e foi a vez de Folha dar ótimo passe para Lucas, que perdeu excelente chance. Já Rafael Santos não perdeu: resolveu jogar com a objetividade que faltava ao time e fez 6 x 3. Ainda deu tempo de Kirk, muito apagado no jogo, diminuir em boa jogada, chute de fora, desvio na zaga e gol, mas já era tarde.

Desta vez o Invictus não passou a segurança defensiva que havia mostrado anteriormente. Já o Só Resenha fez seu melhor jogo e já se mostra como uma das equipes mais fortes do Chuteira de Prata.

III CHUTEIRA DE PRATA: 3ª RODADA: GRUPO A:

DPGamos 3 x 5 Ras Time

RAS RENASCE EM VIRADA SOBRE OS DPS DOS FISCHER


Virada no segundo tempo mostrou que os azuis de Johny ainda podem sonhar mais alto

Por Luiz Felipe Fernandes

O sol digno de deserto do Saara já reinava na Pompeia paulistana quando DPGamos e Ras Time adentravam ao cotejo number two da quadra 6. O Ras, com duas derrotas nos seus dois primeiros jogos, necessitava urgentemente de uma vitória para manter pretensões razoáveis de qualificação. O Fischer & Fischer Ltda., por outro lado, venceu a primeira e perdeu a segunda, o que não exclui o valor de um triunfo no jogo que se seguiu.

Inclusive, foram os DPs quem começaram melhor no confronto. Depois de primeiros minutos bastante estudados, Vini avançou pela direita e bateu forte cruzado, forçando o goleiro Cipó a trabalhar logo cedo. Logo em seguida, Carlitos, também pela aba destra, chutou firme, ao lado do alvo. No entanto, como manda a boa e velha ironia do futebol, quem abriu o placar foi a equipe três-letras. Sujeira, em jogada pelo meio, abriu o escora em favor dos azuis.

Mesmo com o baque, os comandados de Lói não desanimaram e continuaram mais ofensivos. Em cobrança de lateral, Vini, sempre ele, cabeceou firme para a meta de Cipó, que fez milagre ao espalmar com estilo (a la Fábio Costa em cabeçada do atacante Guilherme, nos primeiros segundos da final do Brasileirão 2002). Pouco depois, viria não só o empate dos rubro-negros como também a virada. Respectivamente, Carlitos fez um verdadeiro golaço no ângulo direito após boa troca de passes originada em falta, e Lugano, numa cobrança de falta propriamente dita, bateu forte e quase furou as redes.

A dianteira da equipe da bomba daria novo vigor à peleja até o fim da metade inicial, quando se deu um verdadeiro duelo de oportunidades de gol. Enquanto o DPGamos chegava, principalmente, com Bruno Costa, o BB, que, por exemplo, deu dois chutes perigosos em seqüência pelo flanco esquerdo (o primeiro, defendido pelo goleiro, e o outro à direita do alvo), o Ras aparecia com Iasi e Rodrigo Dorado. O primeiro soltou um verdadeiro petardo que passou rente ao ângulo direito de Dani Fischer. Já o camisa 3, após lateral cirurgicamente cobrado, cabeceou caprichosamente uma bola na trave esquerda, embora uma reversão tenha sido marcada tardiamente no lance.

No último lance do primeiro tempo, um tiro de 9 metros foi cobrado pelo Ras, mas foi simplesmente isolado! Se a boa e velha rede de proteção não existisse, a redonda certamente acertaria a careca de Baru, que adentrava o PlayBall carregando os paramentos dos Roulettes. E o professor apitou o fim dos 25’ primordiais! DP 2 x 1.

A etapa final se iniciou e, simultaneamente, começaria o inferno astral da equipe dos Fischer. Muito melhor no primeiro tempo, a equipe vermelha, nas palavras do próprio treinador Lói, “não voltou do intervalo” e permitiu recuperação avassaladora da equipe Smurf. Logo de cara, Sujeira bateu forte à meia-altura e obrigou o ex-Barney roxo e atual Flipper, Dani Fischer, a fazer boa intervenção. Pouco depois, entretanto, o empate ocorreu, com Iasi.

Com o escore equivalente, o Néter maior dos egípcios parece ter abençoado seus subservientes homônimos, que passaram a dominar a partida e a viraram com Tielo. O camisa 18 dos azuis recebeu no flanco direito, ajeitou para a canhota e bateu rasteiro para o gol. A bola acaba passando por baixo de Dani Fischer antes de entrar em gol. O placar favorável animou ainda mais o Ras, que continuaria a crescer na partida, assim como esta teria em ânimos.

Os minutos conseguintes foram de pura adrenalina, de modo que o jogo ficou paralisado algum tempo após um cartão amarelo aplicado ao Ras. Na seqüência, o DP, na raça, foi conseguindo avançar no terreno de jogo. BB, inspirado, embalou mais duas chances de gol. Na primeira, recebeu em velocidade pela direita, passou pelo goleiro e, sem ângulo, bateu para fora. Na outra oportunidade, novamente pela destra, deu belo passe para Renanzinho bater de primeira, em cima do goleiro.

E a reação do DPGamos chegou, pouco depois de Denão ter deixado o gramado sentindo muitas dores. Joka empatou novamente a cancha em jogada pela direita. Entretanto, o placar de 3 x 3 não perduraria muito e, com isso, o embate pegaria fogo. Flash dividiu com a zaga e fez um golaço de fora da área, com direito a bola batendo no travessão antes de entrar. Logo após a validação do tento pelo professor, mais paralisação em virtude a reclamação desenfreada do DP, que acusava falta clara de Flash no lance. Resultado? Zeca levou o cartão vermelho quando os ânimos foram, na medida, do possível, apaziguados.

Por último Iasi, novamente, sacramentou o placar da partida batendo firme da entrada da área. E ficou nisso! Ras 5 x 3 DPGamos. Os azuis enfrentam o Locomotiva na próxima rodada, buscando manter a ascensão. Por outro lado, a equipe bombástica procura não deixar a peteca cair, jogando contra o Canhedo Beppu.

III CHUTEIRA DE PRATA: 3ª RODADA: GRUPO B:

TCM 4 x 3 Pimba na Gorduchinha

TCM FAZ SEUS PRIMEIROS 3 PONTOS EM JOGO DIFÍCIL


Em jogo que times não tinham vencido, TCM se sai melhor que PImba e deixa o zero para o novato

Por Bruno Fontes

TCM e Pimba na Gorduchinha entravam em campo sem nenhum ponto na tabela, portanto, era certo que uma ou as duas equipes iriam sair do zero. Antes de começar a partida já se sabia que seria um jogo equilibrado, mas não se imaginava que só seria decidido nos minutos finais. As equipes protagonizaram um jogo muito aberto e emocionante. Mais emocionante para o TCM, que começou o jogo abrindo o placar com belo chute de Neninho pela direita, quase sem ângulo.

O TCM não estava para brincadeira e logo depois do primeiro, o zagueiro Thiagão antecipou do atacante e foi levando a bola até tentar o arremate, que passou perto do gol. O Pimba só foi entrando no jogo aos poucos e assustou com chutes de média distância. Enfim uma boa troca de passes do PNG, a bola chegou em Karra, que chutou de dedo para estufar as redes e empatar a partida.

O Pimba passou a ser melhor em campo, apesar do TCM perder um gol feito, depois que o Gam faz ótimo pivô e deixou Neninho sozinho de frente para o gol, mas ele desperdiçou. Logo foi a vez do atacante Du Barbella chutar e tirar tinta da trave. E no momento em que o PNG era melhor, o TCM fez seu segundo gol. Em escanteio pela direita, Guga cabeceia e goleiro falha. 2 x 1 para o TCM.

A partir do segundo gol só dava TCM e foi um festival de gols perdidos. Gam, que estava muito bem na partida, recebeu completamente livre, mas chutou para a defesa com os pés do goleiro. Logo em seguida ele de novo passou pelo marcador e chutou. A bola passou muito perto, mas não entrou. Não era realmente o seu dia. Apesar de chances de gol para os dois lados, o primeiro tempo terminou em 2 x 1.

O segundo tempo começou muito morno, com as duas equipes cansadas. Paradizo e Gam se desentenderam e tomaram amarelo, e quem aproveitou foi o Pimba. Barbella recebeu cruzamento e deixou tudo igual. E o time quase virou a partida minutos depois, com boa jogada de Karra. O TCM parecia morto, mas não deixava o Pimba crescer e Gam já fez o terceiro colocando a equipe novamente na frente.

O jogo era igual, as duas equipes atacavam em busca da vitória. Neninho chutou forte e o goleiro Thales foi bem. Depois foi a vez de Karra mandar uma bola na trave. E foi com muita luta que o PNG arrancou o empate: bate e rebate na área e Catalão deixou o seu. Já passávamos de mais da metade do segundo tempo e o jogo estava empatado.

O jogo seguiu nervoso e corrido até o fim, os dois times queriam sair com os três pontos, só que o Pimba saía muito para o jogo e deixava sua zaga vulnerável, dando varias oportunidades para o TCM, que só conseguiu fazer o gol da vitória após duas chances claras de gol. Thiagão novamente recebeu boa bola e chutou com força. A bola ainda desviou antes de entrar. 4 x 3 e muita comemoração por parte do TCM.

A partida terminou com o TCM feliz com a vitória, mas sabendo que precisa melhorar para poder se classificar. O Pimba teve o consolo de que podia ter ganhado a partida. Agora só resta esperar a próxima rodada, em que vai encarar o Coringa, o único time além dele no grupo que ainda não venceu. Talvez seja a chance que o time precisa para dar a volta por cima no Chuteira de Prata.

III CHUTEIRA DE PRATA: 3ª RODADA: GRUPO A:

LA Coruja 3 x 14 Locomotiva Tarja Preta

LOCOMOTIVA EMBALA COM GOLEADA SOBRE CORUJAS


Em tarde de Toninho, autor de 6 gols, os maquinistas atropelam as corujas sem piedade

Por Renan La Marck

Quicou a peteca para o confronto entre La Coruja e Locomotiva - ou seria o clássico Laco-Loco? - duas equipes que visavam a ponta do Grupo A do III Chuteira de Prata, pois cada time contabilizava uma vitória e uma derrota no campeonato. Logo nos primeiros minutos, quem saiu na frente foi o time das camisas vermelhas. Após jogada na direita a bola foi cruzada rasteira para o meio da área, onde Vitão apareceu para tocar para as redes.

Mesmo com a derrota parcial o Locomotiva Tarja Preta, cada vez mais com a cara do zagueiro Paulinho, não se desestabilizou em campo e partiu em busca da virada. Também pelo lado direito do ataque, o ex-time do genioso Publius trabalhou a bola e voltou a redonda para Toninho (você ainda vai ler muito o nome dele aqui), de fora da área e de frente para o arco deixar tudo igual em 1 x 1.

Nos minutos que seguiram, pela primeira etapa, o LTP parece ter descoberto o caminho da vitória, sempre pelas laterais da quadra e contando com a inspiração de seu camisa 20, Toninho, buscou a virada. Na velocidade, ele recebeu boa bola, ficou cara a cara com o arqueiro Mori e deu um toque de categoria para virar o jogo.

Ainda durante os primeiros 25 minutos, mais três gols de Toninho, o MVP do confronto. Primeiro, agora pela esquerda, ele recebeu a bola e anotou 3 x 1. Na seqüência, acertou um belo sem-pulo, após cruzamento de Renan e fez o quarto. Logo em seguida, sem muita comemoração, mandou a gorduchinha mais uma vez para as redes. Não perca a conta, durante o intervalo o placar mostrava 5 x 1, para os tarjapretanos, os 5 feitos por Toninho.

Para o segundo tempo do embate o La Coruja, caso ainda buscasse os três pontos, só tinha uma única alternativa: partir para cima do rival. Assim, nos primeiros lances da etapa complementar houve uma chuva de gols, dois para cada lado, deixando o placar em 7 x 3 - Vitão e Guila marcaram para o La Coruja, enquanto Menotti e, claro, Toninho anotaram outros dois para o Tarja Preta.

Contudo, o ímpeto e a vontade do time vermelho pararam aí, e os minutos que se seguiram foram recheados com um festival de gols do Locomotiva, que parecia o insaciável Santos de Ganso, Neymar e Robinho. Em contra-golpe, Cacá abriu a bola na direita para o rápido Oscar acertar um tiro no ângulo, e na seqüência o próprio Cacá anotou o nono para o LTP.

Para fechar a conta e passar a régua, enquanto o La Coruja se mostrava irreconhecível, mais três gols tarjapretanos. Renan levou pela meia cancha e tocou para Oscar, que deixou para Cacá marcar mais um. Aí teve início o show do zagueiro Paulinho. Aventurando-se no ataque, o camisa 4 anotou dois gols, com direito a comemoração a la maquinista! Já no apagar das luzes, Brunno fez mais dois e encerrou em 14 x 3 o massacre!

III CHUTEIRA DE PRATA: 3ª RODADA: GRUPO B:

Basicus 3 x 3 Jeremias

JEREMIAS ARRANCA EMPATE CONTRA BASICUS


Basicus vencia e era líder isolado, mas cedeu o empate no fim

Por Luis Felipe Fernandes

O jogo entre Basicus e Jeremias, certamente, era de grande importância para ambas as equipes. Uma vez que os rosáceos de Barath, para surpresa de muitos, venceu com muita raça suas duas primeiras partidas (2 x 1 em cima do Roleta Olímpico e 4 x 3 sobre o Só Capim Canela); por outro lado, os novatos do Jeremias superaram o trauma do debut, em que perderam por 6 x 1 para o Invictus e, na última semana, golearam o Camelo por 4 x 1.

O estridente trilar do apito indicou o princípio de jogo e os basilares mostraram que não vieram a passeio. Primeiramente, Vini bateu de longa distância e obrigou o goleiro a fazer boa defesa em dois tempos. No lance seguinte, todavia o goleiro nada pôde fazer, uma vez que o becão Yuri subiu no quinto andar e cabeceou no chão para o fundo das redes, após um escanteio preciso cobrado por Starck. Basicus 1 x 0!

Nos lances conseguintes, ficou evidente o domínio básico nos minutos iniciais. Yuri, em novo escanteio, cabeceou com extremo perigo por cima do gol. Instantes depois, Buiu limpou o zagueiro com habilidade e bateu firme ao lado do alvo. Entretanto, a equipe hit-do-Youtube resolvera crescer na partida. Alexandre Bim soltou o foguete de longe e a bola, depois de desviar na zaga, saiu com perigo pela linha de fundo. No lance posterior, Antonio Tomáz, em fulminante contragolpe, recebeu na ilharga canhota e bateu rasteiro, levando muito perigo à meta de Fefê.

Mesmo com a tentativa de recuperação, o Basicus manteve-se superior, resultando, minutos mais tarde, no segundo gol da equipe Pink. Puff, um dos grandes nomes atualmente no Chuteira de Prata, ampliou o marcador e, de quebra, mandou um poderoso “Armeration” em homenagem ao aniversariante Rodrigo Barath, que, chegando atrasado, ficava no banco de reservas.

O 2 x 0, porém, pareceu despertar o Jeremias nos minutos finais da etapa primária. Thomáz, sempre ele, tocou bem para Preto bater forte na intermediária. O goleiro Fefê fez boa defesa, mas espalmou para o meio da área. Apesar de ficar viva por algum tempo, a bola acabou por ser afastada. Após a defesa do goleiro, Thomáz pensou consigo mesmo: “Chega dessa festa! Agora é a hora!”. E com um incrível petardo acertou o ângulo direito do Basicus. Um verdadeiro golaço, que certamente ganharia o prêmio de R$ 1 milhão no extinto “Gol Show”, do SBT. Ah, e acabou o primeiro tempo!

A metade derradeira teve seus minutos protogênicos bastante faltosos e catimbados, o que, aliando-se à vista grossa dos professores, deixou o cotejo com um ritmo amarrado. A equipe do Jeremias era visivelmente outra, jogando de forma mais atenta e agredindo mais a zaga dos standards. De modo que o goleiro Fefê trabalharia muito nos 25’ finais, provando a qualidade do DNA, visto que sua exibição seria comparável a de seu primo, o lendário Diego Gallego, em seus grandes dias.

Para começar, Thomáz embalou a chamada “puxeta” na área e obrigou o goleiro basicano a fazer a intervenção usando muito reflexo. Na seqüência ele mesmo, pela esquerda, deu lindo passe para Tingão, de frente para o gol, bater de forma inacreditável por cima da meta. Completando a pressão, Tingão de novo subiu alto em cobrança lateral e cabeceou no chão, forçando Double-F a fazer nova boa defesa.

De fato, a toada da partida seguiria sua tendência “gangôrrica”. Uma vez que seria a vez do Basicus pressionar novamente. Primeiramente, Puff arrancou pela esquerda e soltou o pé em cima da zaga Jeremiense e saiu com perigo ao lado da meta. Porvindouramente, era a hora de Starck aparecer por duas vezes. Na primeira delas, entretanto, o camisa 15 acabou se destacando por um erro: após receber na entrada da área e fintar o goleiro, o pivô acabou furando e chutando mascado ao lado da meta. Para a sorte do jogador com nome parecido com o companheiro policial do Hutch, a rendição não tardou a vir, visto que o terceiro fora marcado por ele, gerando ainda mais comemoração no banco de reservas, principalmente de Rodrigo “Che” Barath.

Mesmo o 3 x 1 no placar indicando o rumo da partida praticamente decidida em favor dos Rosas, a cartada final seria, entretanto, do Jeremias. Os antagonistas do João do Santo Cristo lutaram até o final e criaram boas chances com, por exemplo, Gui Ferreira – chute rasteiro da boca da área, brilhantemente defendido por Fefê, com os pés – e com LIgeiro – arrancada em velocidade seguida de forte chute rasteiro à esquerda da baliza. Para dar ainda mais emoção, com a partida já se aproximando do ocaso, Fininho mandou paulada de longe e marcou um belo (e importante!) gol. 3 x 2.

Por fim, a equipe rubra mostrou que é muito “cabra homi” e conseguiu heróico empate, com Gui Ferreira recebendo pela esquerda e tocando com categoria no alto da meta.

E ficou nisso! 3 x 3. O Basicus, embora não tenha obtido um mau resultado no papel, pois continua invicto no campeonato, sai com um gostinho de derrota para o confronto contra o Fora de Série, na próxima semana. O Jeremias, por outro lado, deve ter se motivado bastante com o “acreditar até o final” e vai com tudo para cima do TCM.

III CHUTEIRA DE PRATA: 3ª RODADA: GRUPO A:

Fúria 5 x 3 Pé de Pano

FÚRIA VENCE OUTRA E É ÚNICO 100%


Bom rendimento e futebol já colocam equipe como favorita a voltar à Série Ouro

Por Renan La Marck

Após um início em que as duas equipes pareciam se estudar dentro de quadra, foi o poderoso Fúria – franco favorito no Grupo A do Chuteira de Prata – o primeiro a balançar as redes, com Carlão. No entanto, a festa da torcida mais animada do mundo Chuteira não durou muito, pois logo que deu a saída do meio de quadra o Pé de Pano voltou a deixar tudo igual. Lucas Polachini foi oportunista para fazer 1 x 1.

Com tudo igual, outra vez o time rubro-negro se viu em busca do gol, e assim partiu para cima do PdP. Carlão apareceu no momento necessário para recolocar o Fúria em vantagem. Após o lance do gol, a equipe do Pé de Pano partiu para cima do árbitro - que aliás teve de escutar muita reclamação de outras equipes durante o sábado - e protestou, mas a vantagem já era do Fúria.

Ainda na primeira etapa, com o confronto equilibrado - para a surpresa de alguns que esperavam um Fúria superior -, enquanto Paulo Roberto tentava criar no ataque do time azul-bebê e branco, Gabriel Carnaval, o rapaz com tranças de dar inveja até em Vagner Love, foi bem e deu um belo carrinho para desarmar o craque do PdP. Na seqüência, o jogador do Fúria fez todo um ritual, digno de propaganda de xampu, para arrumar novamente as coloridas madeixas.

Pouco antes do juiz apitar o intervalo, André recebeu no meio e marcou o terceiro gol para seu time. Abraços nos companheiros e muita festa com a torcida.

Por mais que se esperasse um Pé de Pano partindo com todas as suas forças para cima no início de segundo tempo, o que quem estava na quadra pôde ver foi mais um gol do Fúria. Fábio Caruzo tentou o tiro mas o arqueiro Tiago espalmou para a frente, a pelota sobrou limpa para André de novo. No peito, no chão, pro gol! Era o quarto gol do rubro-negro chuteirense, e mais um prêmio ao camisa 5 que se consolidava como melhor jogador dentro de campo.

Mais uma vez parece que sofrer um gol mexeu com os brios do time azul-bebê e branco, pois em desvantagem no placar passou a pressionar. Dada conseguiu superar a marcação dos defensores adversários e após cruzamento diminuiu para 4 x 2. Logo depois, colocando fogo no embate, André - o nosso MVP - quase colocou tudo a perder para o time rebaixado da Ouro. Ele recebeu amarelo e deixou seu time com um homem a menos durante 2 minutos, tempo suficiente para Dada aproveitar bola dentro da área, após a cobrança da falta que originou o cartão amarelo, para anotar o terceiro gol de seu time.

Contudo, mesmo com 4 x 3 no placar, a reação do PdP parou. E só parou porque o Fúria tem Thiago Motta, sempre ele. Mais uma vez o camisa 7, jogador mais habilidoso do time, foi fundamental para a sua equipe, ao marcar o quinto gol e garantir a vitória, a liderança e os 100% de aproveitamento para o rubro-negro.

III CHUTEIRA DE PRATA: 3ª RODADA: GRUPO B:

RR Olímpico 1 x 0 Coringa

ROLETINHA FINALMENTE VENCE NA PRATA


Em um jogo interessante, vitória magra coloca Roleta na zona de classificação

Por Weinny Eirado

Para quem queria ver as redes sacudindo no duelo entre Coringa e Roleta Russa Olímpica na tarde de forte sol no PlayBall, teve que prestar muita atenção no começo do jogo para não perder o único gol da partida: logo aos 12 segundos, Ceron aproveitou a saída de jogo do time e marcou um gol na raça. Quem piscou, perdeu. Mas perdeu o gol apenas, porque teve a oportunidade de acompanhar um jogo de pura ofensividade, extremamente corrido, e com os dois times deixando o adversário jogar.

Em uma dessas ofensivas, aos 3 minutos, Kaká mandou a bola em direção ao gol adversário, porém foi bloqueado pelo goleiro Edu. Pelo outro lado, no minuto seguinte, uma falta perigosa cobrada diretamente para a meta foi parada pelo goleiro Elton, que, demonstrando talento, defendeu o chute com os pés.

Do outro lado, Kaká bateu uma falta de longe que acabou parando na barreira. Pouco depois, o Roleta chegou bem ao ataque e conseguiu finalizar após cobrança de lateral com Fábio, que chutou forte. Porém, a bola desviou na defesa e facilitou o trabalho do goleiro, que com facilidade segurou a pelota.

Aos 8 do primeiro tempo, o Coringa mandou outra bola na barreira, após uma boa oportunidade num lance de cobrança de falta. A partir daí, a torcida do amendoim – leia-se, jogadores do Elefantes Indomáveis –passou a ver um jogo mais calmo e passou a se concentrar em fazer provocações aos jokers: seja quando bradava “Esse ‘Coringa’ tá mais pra ‘Dama’”, ou quando alfineta com o trocadilho “Coringa é carta fora do baralho”.

Por volta dos 12 minutos, um susto: após uma pesada dividida com o defensor adversário, Catatau acabou batendo as costas na grade e ficou no chão, reclamando que havia deslocado o ombro. A partida foi paralisada e o árbitro foi prestar os “primeiros-socorros”, colocando o ombro do atleta no lugar.

Por causa desse banho de água fria na partida, o jogo esfriou completamente e passou a apenas ter jogadas burocráticas dos dois lados. Com exceção da ofensiva de Brian, que desperdiçou uma belíssima oportunidade frente a frente com o goleiro.

Já o segundo tempo foi marcado por boas jogadas dos ataques dos dois times, como a boa oportunidade de Ceron para o Roleta, desperdiçada antes do cronômetro chegar aos cinco do segundo tempo. No outro lado, o Coringa quase empatou o jogo numa cobrança surpresa de escanteio, com direito a uma bela cabeçada de Farias.

Começando a gostar da partida, o Coringa não pareceu se preocupar com o fato de estar atrás no placar e jogou o seu futebol, sem demonstrar nervosismo. Exemplo disso foi o chapéu dado por Rafinha em Pina.

Kaká voltou para a defesa num contra-ataque do Roleta e tirou uma bola de carrinho de Ceron, para vibração da minúscula torcida a favor do Coringa. Ainda falando da defesa do Coringa, no lance seguinte, o capitão Maurício fez um desarme providencial no ataque do Roleta, puxado por Baru. Aliás, esse tempo do jogo foi marcado por um bom posicionamento da defesa tricolor.

Assistindo a um time que cada vez deixava mais o adversário chegar ao ataque, o banco de reservas do Roleta começou a incentivar o time, pedindo mais energia. Refletiu que o time passou a ser mais ofensivo e segurar a posse de bola por muito mais tempo que o Coringa.

Ainda nesse ritmo, após uma jogada coletiva, com excelente troca de passes, Ceron mandou a bola na rede, porém no lado de fora. Ainda falando de Ceron, no lance seguinte, o camisa 16 do Roleta dividiu a bola com muita força com o goleiro do Coringa. Resultado: o goleiro foi ao chão, e o técnico do time tricolor enlouqueceu após o árbitro não marcar nada. Acabou ele próprio recebendo cartão amarelo, por se exaltar de uma maneira nada educada.

Alguns desperdícios marcaram a reta final do jogo, quando ambos os times passaram a perder boas oportunidades, seja por causa de goleiros muito bem atentos, ou por erros dos atacantes desesperados em querer chegar às redes. Ceron perdeu uma sozinho com o goleiro, mas não foi o jogador que mais foi ao ataque no final. O camisa 6 do time adversário, Farias, quase marcou por duas vezes. Mas o jogo acabou da mesma maneira que acabou o primeiro tempo: 1 x 0 para o Roleta Russa Olímpico, que finalmente desencanta e vence um duelo na Série Prata. De lambuja, devido à boa defesa, entra na zona de classificação para a próxima fase.

III CHUTEIRA DE PRATA: 3ª RODADA: GRUPO A:

Red Devils 7 x 2 Canhedo Beppu

DEMÔNIOS VERMELHOS CONFIRMAM ASCENSÃO VENCENDO CANHEDO


Então invicto e líder, Canhedo não foi páreo para o surpreendente Red Devils de Criança e Neguinho

Por Renan La Marck

Assim que rolou a bola os Reds foram para cima e, surpreendendo, abriram o placar com rapidez. Gérson fez a jogada e anotou 1 x 0. Logo em seguida, Salvador foi oportunista e matador para marcar seu segundo gol no confronto, com direito a soco no ar na comemoração.

Irreconhecível era o time dos engenheiros, o Canhedo Beppu, que somente após sofrer o terceiro gol, anotado por Beto, conseguiu se aventurar no ataque e descontar. Pela direita, Luiz avançou e cruzou na medida para seu camisa 7, Fabinho, diminuir a desvantagem para 3 x 1. No entanto, valendo-se de seu melhor jogo em um bom primeiro tempo, os Reds - equipe estreante no Chuteira - chegaram ao quarto gol com Neguinho dentro da área.

Para a segunda etapa a postura dos engenheiros, obrigatoriamente, deveria ser outra. Assim, logo no começo Suzuki recebeu na entrada da área e descontou. Abraços na comemoração. Contudo, a possível reação estacionou nos dois gols, e, pelos Diablos Rojos Neguinho fez 5 x 2. Raphael Santos se mandou ao ataque pelo lado direito, deixou a marcação para trás e soltou a bomba. Praticamente sobre a linha Neguinho desviou e conferiu o quinto de seu time.

Cada vez mais os engenheiros mostravam um desânimo dentro de campo, obviamente um reflexo dos gols que com certa facilidade os adversários iam marcando. Assim, aproveitando o abatimento do Canhedo, os Reds anotaram mais dois gols. Primeiro, o endiabrado 10 cruzou com açúcar e mel para Rogério marcar, com direito a comemoração a la diabinho do camisa 10. Na seqüência, decretando o placar final, um gol muito tosco - reflexo do desânimo e da pouca sorte dos engenheiros no sábado -, Neguinho dividiu com Bolacha, próximo à área, a redonda surpreendeu o goleiro e entrou. Placar final, goleada, Red Devils 7 x 2.

III CHUTEIRA DE PRATA: 3ª RODADA: GRUPO B:

Camelo 5 x 4 In Dubio Pro Barum

CAMELO VIRA PARA CIMA DO IN DUBIO


Perdendo de goleada, Camelo não perdeu a cabeça e teve inteligência e futebol para virar o jogo

Em breve.

III CHUTEIRA DE PRATA: 3ª RODADA: GRUPO A:

SPQSF 5 x 5 Voando Baixo

SPQSF E VOANDO BAIXO EMPATAM EM GRANDE ESTILO


Jogo foi dos dois camisas 7, Diego Dicredo e Caballero, que lideraram seus times até o justo empate final

Por Renan La Marck

Com os dois times vestindo luminosas camisetas laranjas, o que resolveram foi que o SPQSF usaria suas camisas verdes usuais e completaria com coletes se precisasse. Assim foi feito e teve início do combate. E de cara em um lance muito mais de raça do que de habilidade, Ricardinho dividiu dentro da área e anotou o primeiro gol da partida para o SPQSF. Minutos depois, Marinho recebeu no meio, bateu pro gol e correu para a festa da galera. 2 x 0.

Pelo lado do Voando Baixo, que até então era tímido no primeiro tempo, um tiro cruzado de Pisano da ponta direita obrigou boa intervenção do arqueiro Guto, e, na seqüência, o mesmo jogador teve outra chance para descontar. O camisa 10 do VB deu uma pancada da entrada da área, contudo a pelota foi descansar na rede pelo lado de fora.

De tanto insistir o Voando chegou lá, completando bola vinda da esquerda do ataque, Caballero mandou para as redes e diminuiu para 2 x 1. Todavia, a resposta do SPQSF - que, por favor, não confunda com SPFW - veio em seguida. Diego Dicredo foi bem e serviu Jaja na medida. Resultado: bola na rede e 3 x 1.

Em um dos melhores jogos do sábado pela Prata, o Voando Baixo que, obviamente, não queria ir para o intervalo engolindo uma desvantagem de dois gols, conseguiu um esperançoso gol no finalzinho do primeiro tempo. No último lance, antes do juiz apitar, da entrada da área Caballero de novo desviou a gorduchinha e mandou para as redes. E assim foi o placar do show do intervalo.

Na mesma empolgação que terminara o primeiro tempo voltou o Voando Baixo para os 25 minutos restantes. Logo de cara, Caballero novamente deixou tudo igual. E era assim, gol aqui, gol lá. Para colocar novamente o SPQSF na frente, Jaja aproveitou rebote do arqueiro Henrique após defesa em chute de Diego para, de cabeça, anotar o quarto de sua equipe.

Envolvendo a defesa adversária, o SPQSF trocou passes no ataque, até que o nome do jogo e do SPQSF, Diego Dicredo, meter um bolão para Vitor fazer 5 x 3. No entanto, engana-se quem pensa que o Voando Baixo havia se entregado. Mais uma vez mostrando superação, os laranjas partiram em busca do empate. Pelo lado direito, Pisano fugiu da marcação e chutou para marcar o quarto de seu time. Logo em seguida, no apagar das luzes, a defesa do Se Perder parou e Caballero aproveitou a deixa para fazer seu quarto gol e deixar tudo igual em 5 x 5. Bom jogo e um pontinho para cada lado!

III CHUTEIRA DE PRATA: 3ª RODADA: GRUPO B:

Fora de Série 9 x 0 Só Capim Canela

FORA DE SÉRIE PASSEIA CONTRA SÓ CAPIM


Sem capim e com canela, Fora de Série mostra grande futebol e demole SCC em retumbante goleada

Por Luiz Felipe Fernandes

Encerrando o horário comercial da quadra 10, Fora de Série e Só Capim Canela se enfrentariam em jogo de 6 pontos. O FdS, reestruturado e reforçado, empatara na primeira rodada com o poderoso Só Resenha (3 x 3) e conseguiu bater o Roleta Olímpico por 3 x 1 na semana passada, somando, logicamente 4 pontos. Já o SCC, com 3 pontos, estreou com vitória por 3 x 0 sobre o TCM, mas perdeu posteriormente para o Basicus (4 x 3).

Embora a primeira chance da abalroação tenha sido do Capim – Rubens embalando meia-bicicleta na área, mandando à direita do gol – o domínio do jogo não tardaria a ficar do lado dos Blues. Aliando-se esse cenário a um bom aproveitamento na finalização, os gols viriam naturalmente. No primeiro da série do Fora (sem trocadilho), a equipe trocou passes em velocidade no campo ofensivo e lançou em velocidade Rodrigo Cunha, que escorou com categoria para o fundo das redes.

Logo nos minutos conseguintes, podemos contabilizar mais três na conta da equipe de Clebão, que tocava primorosamente a bola no ataque. Em ordem: Argentino puxou contragolpe fulminante e passou com açúcar para PH apenas empurrar para dentro; Zóio, de fora da área, bateu muito fraco, porém, com a precisão de um sniper-rifle, de modo que a bola tocou caprichosamente na trave esquerda antes de entrar; Lapa recebeu na encosta sinistra e soltou um tirombaço cruzado, que simplesmente acordou a coruja no ângulo e quase furou o trançado de nylon da meta canelense. Não perca a conta: Fora de Série 4 x 0 SoCapiCanela (Ih! acho que tanto a barra de espaço quanto a tecla ‘m’ falharam agora!).

Nos minutos seguintes, mais pressão dos sem-Serial-Number: Zóio fez boa jogada pelo lado, girou bonito sobre o zagueirão e chutou com perigo à direita da trave. A seguir: o quinto! Orley, pela orla (com trocadilho) direita, recebeu em velocidade e bateu forte no alto, sem chances para o goleiro Roger. Estreando o penteado a la Neymar, o fanfarrão jogador ainda embalou uma comemoração que, de tão... “estilosa” superou a capacidade do repórter de descrevê-la (quem viu, viu...).

A equipe do Só Capim Canela não conseguia usufruir-se da capacidade penetrante que seu nome sugere, de modo que, chegando esporadicamente apenas, não acionaram em muito o goleirão Casari. O único lance que exigiu muito do atual MVG prateado foi um foguete cruzado à queima-roupa de Sandili, defendido no reflexo pelo golquíper. Pouco depois, fim de primeiro tempo!

O last 25’ countdown da partida se iniciaria com o Só Capim tentando crescer na partida. No entanto, a esquadra pecava na finalização ou parava na exibição eficiente de Casari. O Fora, por outro lado, manteve a precisão e continuou a marcar. Rodrigo Cunha, destaque entre os destaques, marcou o sexto arrancando pela esquerda e batendo cruzado no cantinho do goleiro. Mais algumas investidas depois – em especial com PH, Lapa, Zóio e Orley – o último marcou o sétimo e foi muito parabenizado pelos seus colegas.

Pouco mais tarde, a equipe cujo nome se encaixa, literalmente, com o Bucets, conseguiu chegar mais uma vez com perigo, à procura do gol de honra. Marcos recebeu lateral e tentou arrematar em gol, a bola espirrou na zaga e sobrou nos pés de seu irmão Rubens, que, cara a cara, forçou o goleirão a realizar um verdadeiro milagre, espalmando a redonda. Como “quem não faz, leva”, Vavá aproveitou falha na saída de bola da defesa do SCC e bateu forte no alto, sem chances para o arqueiro. 8 x 0!

Para fechar a conta e coroar a exibição de gala, Orley fez boa jogada pela esquerda e, na base do “Faz!”, passou com precisão para Rodrigo Cunha apenas empurrar para o gol. No último lance, Rubens tentou tirar sua equipe do zero de longe, mas mandou por cima. Fim de papo, FDS 9 x 0 Só Capim Canela.

Na próxima rodada, o Chelsea do Chuteira, agora líder do grupo, pega o Basicus, enquanto o Só Capim pega o Roletinha em busca da reabilitação. Talvez os jogadores devam se inspirar nas sábias palavras do Bonde dos Perversos:

“Capim canela é uma planta
E é medicinal
Os perversos vão te dar
E tu vai ficar legal

Capim canela
Cá, cá cá caracá capim canela
Capim cá cá cararacá canela”
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