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Notícias de 23/11/2011

XII CHUTEIRA DE OURO: QUARTAS DE FINAL

Jeremias 4 x 3 SNG

JEREMIAS APRONTA DE NOVO E ELIMINA TRICAMPEÃO SNG


Jogo foi polêmico, com pênalti não marcado e arbitragem confusa, mas ao fim prevaleceu a equipe que errou menos e contou com a sorte

Por Luiz V. Andreassa

O apito final do árbitro soou como uma sentença. Nesta sentença, diferente do que quase todos imaginavam, os papeis de derrotados e vitoriosos estão invertidos. Mais uma vez, um favorito caiu diante de um time no qual poucos acreditavam, mas que já conseguiu uma marca surpreendente no Chuteira de Ouro – derrotar dois campeões na sequência, primeiro o atual campeão Real Paulista, agora o tricampeão SNG.

A história da partida é longa e cheia de percalços e reviravoltas. Ela começou melhor para a equipe laranja e preta, que dominava a posse de bola desde os primeiros minutos, invertia as jogadas e procurava calma e conscientemente os espaços para atacar. Foi numa dessas jogadas que Renê recebeu na área, girou e bateu rasteiro, perto da trave esquerda. Se o dia não estava bom para o artilheiro balançar as redes, estava para trabalhar como garçom – o que foi provado durante o resto do jogo. Assim, Renê dominou uma bola no peito e rolou para Felipe chegar batendo no cantinho para abrir o placar.

O panorama era bastante favorável para o tricampeão, que conseguia criar chances com facilidade. O problema é que essa facilidade não aparecia na hora da conclusão, como no lance em que Renê recebeu pelo lado esquerdo em contra-ataque, na cara do gol, e finalizou em cima do goleiro Gustavo. Aos 17 minutos, Ronei apareceu com liberdade pelo mesmo lado e tentou a conclusão de cobertura, mandando para fora por pouco.

Era o momento do Jeremias reagir e mostrar que estava vivo no jogo, o que foi feito com muito estilo. Depois de uma tentativa de chute rasteiro de Thiago Bim, Camillinho dominou dentro da área, a bola subiu e ele emendou uma bicicleta espetacular para vencer o goleiro Sampa e deixar tudo igual.

Antes do fim do primeiro tempo, o SNG tentou responder em tabela entre Leo e Felipe na qual o defensor recebeu e bateu de fora da área, rente à trave. A resposta veio em bola ajeitada por Thiago Bim para Camillinho também arriscar, mandando por cima da meta. Assim, a primeira etapa foi concluída com um empate injusto, tento em vista o futebol superior do SNG. E, apesar do segundo tempo ter começado mais equilibrado, logo aos 4 minutos a equipe passou de novo à frente no placar: Renê fez pivô para Felipe chegar chutando, Gustavo defendeu, Felipe concluiu de novo mesmo caído no chão e depois se levantou para conferir já que a bola entrava chorando. 2 x 1.

A partida parecia que ia perder em emoção quando os dois jogadores que haviam marcado os gols de ambos os times trocaram cotoveladas e levaram o cartão azul. Assim, Camillinho e Felipe foram para o chuveiro mais cedo. Mas eles não fizeram falta, pois apenas deram lugar a novos protagonistas desta história que ainda estava longe de acabar. Tanto que um minuto depois Ronei dividiu com Gustavo na área após cruzamento de Renê, a bola bateu no travessão e o próprio Ronei completou de cabeça para aumentar a vantagem e encaminhar a vitória do SNG. Era o 3 x 1 para o tricampeão. Alguém esperava algo mais que a classificação com tal vantagem?

Pois o Jeremias ainda tinha muito para mostrar no embate, e não deixou barato descontando pouco tempo depois com um lance de sorte: Thiago Bim cobrou lateral pelo lado direito, a bola desviou no meio do caminho em Pedro e Sampa falhou feio na hora de tentar a defesa (na verdade, foi afastar com um chutão e firou), deixando-a entrar. O gol recolocou o time azul e branco no jogo, dando-lhe ânimo para equilibrar as ações – mesmo tento menos posse de bola – e criar boas chances, como na jogada de Marcelo, que deu uma meia lua em Leo e chutou por cima do gol. Pouco depois, foi a vez de Dunder aparecer com um chute cruzado que Sampa espalmou e Darx quase completou para dentro no rebote.

O panorama começou a se tornar favorável para o Jeremias com mais uma ajudinha do goleiro Sampa. Ele fez uma falta desnecessária fora da área para impedir um ataque rival e levou o cartão amarelo. No seu lugar entrou Vairo, que não demorou muito para ser vazado – na verdade, no próprio lance da falta. Bola para a área e, na confusão, Fred mandou um voleio e a bola ficou para Thiago Bim, na cara do gol, mandar para dentro. Era o empate. Prorrogação em vista?

Negativo. Logo em seguida, já aos 19 minutos, Fred aproveitou uma bola sobrada e emendou um chutaço de peito de pé de fora da área. Vairo ainda chegou a tocar na pelota, mas devido à força do disparo não houve jeito de mudar seu destino: o gol. Era a virada.

Os últimos minutos foram de puro drama para o SNG. Renê quase empatou ao girar na área e chutar para fora. Como se não bastasse, o camisa 11 ainda caiu na área pedindo pênalti em disputa com Jorge Fernando, mas o árbitro nada marcou, deixando os jogadores laranjas inconformados. Do lado de fora, só os torcedores do Jeremias disseram que não foi pênalti. Para deixar pior, Jorge Fernando já havia cometido três faltas que poderiam render um cartão amarelo, mas havia recebido apenas um. Eis alguns ingredientes que pesaram na vitória do Jeremias, que teve tons de dramaticidade, polêmica e sorte até o apito final, quando a classificação para as semifinais estava garantida ao Jeremias, assim como o fim do tetracampeonato do SNG.

XII CHUTEIRA DE OURO: QUARTAS DE FINAL

Bacana 2 x 1 Arouca Jrs.

AROUCA JRS. SUCUMBE DIANTE DO BACANA


Arouquinha foi melhor e quase conseguiu o empate no final, mas Rômulo apareceu para decidir a classificação do time tinto

Por Luis V. Andreassa

O Bacana provou de seu próprio remédio no duelo das quartas de final da Ouro, contra o Arouca Jrs. Acostumado a dominar as partidas e criar um grande volume de jogo, a equipe dourada/vinho penou para vencer o rival por 2 x 1, vendo-o jogar um futebol melhor e dominar as ações do embate. No final das contas, coube a Rômulo aparecer para desequilibrar e garantir a vaga nas semifinais.

Logo aos 3 minutos, o Bacana deu pinta de que estava afinado: Demehur deu passe de longe para Cesinha dominar dentro da área, girar e concluir rasteiro na saída do goleiro Quim, que substituía Gui Rodrigues. 1 x 0. Contudo, foi só pinta mesmo, já que a partida era equilibrada, além de muito movimentada e disputada. Nelsinho respondeu ao receber pelo flanco direito após cobrança de lateral e bater forte, exigindo defesa de Guido. Aos 9 minutos, Gothardo dominou pela esquerda e cruzou fechado para dentro da área, onde Nelsinho por pouco não desviou a bola para dentro.

Necessitando atacar para empatar, o Arouca Jrs. adiantou a marcação, passou a marcar no campo de ataque e impôs sérias dificuldades à saída de bola do adversário. Com isso, a equipe passou a dominar as ações e criar chances de gol, como no lance em que Bruno Vellozo arriscou do meio da quadra e obrigou Guido a defender com dificuldade. Wellington, que fazia boa partida na zaga, arriscou-se no campo de ataque, passou por Napolitano mas chutou fraco na hora da conclusão, perto da trave esquerda.

Com dificuldades para atacar, o Bacana recorreu aos chutes de média e longa distância. Em um deles, Bruno Gomes mandou de primeira do meio da quadra, a bola desviou no meio do caminho e só não entrou porque Quim teve bom reflexo para espalmar para cima do travessão. A resposta foi ainda mais perigosa: Tony recebeu de Mau na meia direita e mandou um petardo que acertou a trave direita de Guido antes de sair. A réplica veio à altura: uma bomba da intermediária disparada por Matheus – após roubar a pelota de Tony no campo de defesa – explodiu no travessão. No final do primeiro tempo, o líder do Grupo A conseguiu avançar e reequilibrar as ações, mas não criou grandes chances para ampliar.

A segunda etapa começou com menos força no ataque, já que as defesas pareciam melhor postadas em quadra. Mesmo assim, aos 3 minutos Yanes cruzou pelo lado esquerdo e Matheus chegou na entrada da área chutando para fora. Do outro lado, Nelsinho ignorava as provocações da torcida adversária e levava perigo ao gol bacana, como no lance em que passou por dois marcadores e concluiu a gol exigindo boa defesa do arqueiro. No rebote, Galizé completou para fora.

Por falar nas torcidas, elas se fizeram bastante presentes, com muitas provocações aos jogadores e reclamações acintosas contra os árbitros, criando um clima de decisão. Em quadra, a partida seguia complicada para o Bacana, que jogava um futebol muito aquém do que pode e tinha pela frente um rival bastante organizado e que jogava melhor. Em cobrança de falta, Washington mandou no meio do gol e obrigou Guido a defender com dificuldade. O Bacana respondeu na mesma forma com Demehur. A bola passou pelo adiantado Quim e carimbou a trave esquerda antes de sair.

No meio da etapa final, o Arouquinha voltou a pressionar em busca do empate, que quase veio quando Nelsinho recebeu na cara do gol e passou para Gothardo livre na esquerda parar na boa saída do guarda-metas. O mesmo Nelsinho ainda arriscou pelo meio e mandou a pelota rente à trave. Aos 18 minutos, finalmente a insistência foi recompensada. Em cobrança de escanteio pelo lado direito, Tony mandou a bola no primeiro pau e Gothardo apareceu para desviar com o pé direto para as redes.

Quando a igualdade fora finalmente conquistada e a situação parecia favorável ao Arouca Jrs., o Bacana mostrou que é um time forte mesmo quando não joga bem. Rômulo, um minuto após o empate, recebeu pelo lado esquerdo e, do bico da grande área, bateu rasteiro no cantinho para vencer o arqueiro e recolocar seu time à frente.

Nos minutos finais, a esquadra amarela e azul foi com tudo para cima e chegou a obrigar o goleiro a trabalhar. Além disso, Cesinha salvou de cabeça quase em cima da linha um chute de Deh. Mas não houve jeito, pois a classificação, mesmo que de maneira injusta devido ao futebol apresentado em quadra, ficou com o Bacana, que enfrenta o surpreendente Jeremias na semifinal.

XII CHUTEIRA DE OURO: QUARTAS DE FINAL

Arouca 2 x 1 SPQSF

AROUCA MARCA NO FIM E ELIMINA SPQSF


SPQSF jogou de igual para igual com o campeão do Festival Bola na Rede, mas caiu diante do chute forte de Tché e nas reclamações com arbitragem

Por Luiz V. Andreassa

Todos sabiam – até os próprios jogadores – que a missão do SPQSF era das mais complicadas. A equipe buscava a inédita classificação para as semifinais e tinha pela frente uma das equipes mais fortes e tradicionais do campeonato, o organizado e habilidoso time do Arouca. No final do jogo, equilibrado e dramático, venceu o favorito, mas de uma forma surpreendente, polêmica e complicada.

O Arouca começou a partida de maneira avassaladora, abrindo o placar logo aos 2 minutos com Vini Costa completando cruzamento na área para vencer o goleiro Serafim. Não satisfeita, a equipe seguiu em cima e criando boas chances, como no chute de Marquinhos Bohn da entrada da área que passou por cima. Pouco depois, ele cruzou para Orley perder grande oportunidade na cara do gol ao concluir em cima do guarda-metas.

Pelo domínio dos primeiros minutos, parecia que a vitória viria fácil para a esquadra tricolor. Todavia, o SPQSF soube reagir quando a situação era complicada, avançando a marcação e trocando passes com Diego Dicredo, Jaja e Marinho, principalmente. Assim, Marinho rolou para Douglas Serafim bater de primeira perto da trave. Na sequência, Jaja recebeu na meia direita, girou e finalizou para defesa de Mauricio. Jaja apareceu de novo batendo falta para nova intervenção do arqueiro, que deu rebote. A zaga afastou e, quando Leandro Rosa tentava aproveitar o rebote fora da área, o árbitro pegou um pênalti de Maurício. Na cobrança, Jaja bateu com qualidade no ângulo esquerdo, enquanto Mauricio pulou para o outro lado. Estava decretada a igualdade no placar.

Para quem achava que o tento poderia acordar o Arouca e fazer o SPQSF recuar, o que se viu foi o oposto. A equipe laranja seguiu atacando e dominando as ações, criando boas jogadas, principalmente em decorrência da marcação-pressão que exercia sobre o rival, o que lhe possibilitava desarmes importantes no campo de ataque. Em um deles, Jaja roubou a redonda pela direita, cortou dois marcadores só que bateu fraco, de perna esquerda, facilitando a defesa de Mauricio. Em outro desarme, o camisa 9 rolou para Leandro Rosa chegar chutando de primeira, tentativa que desta vez foi evitada com o pé pelo guarda-metas.

Na segunda etapa o Arouca finalmente conseguiu se impor e fazer valer a sua maior qualidade individual, criando boas oportunidades e mostrando que queria mandar no jogo como havia feito nos primeiros minutos. Aos 3 minutos, Everton Nunes recebeu perto da trave direita, girou e chutou para defesa de Serafim. Depois, o camisa 3 serviu Rodrigo Cunha em tabela, mas este perdeu a chance ao chegar na cara do gol e parar na boa saída de Serafim. Na sequência, foi a vez de Vini Costa arriscar de longe e obrigar o goleiro a trabalhar.

Os minutos iam passando e o SPQSF sentia sérias dificuldades para chegar ao ataque e sair da pressão rival. Em um dos poucos momentos em que conseguiu isso, a equipe quase virou em belo lance de Diego Dicredo, o qual recebeu na meia direita entre dois marcadores e encheu o pé para acertar a trave do ângulo esquerdo. Um minuto depois do susto, o Arouca mostrou-se mais eficiente que o rival: Tché arriscou do meio da quadra para vencer Serafim e recolocar sua equipe à frente.

Os jogadores do SPQSF já estavam descontentes com a arbitragem por causa de alguns lances isolados em que diziam que os árbitros invertiam faltas. A situação ficou ainda pior quando Leandro Rosa tomou cartão amarelo, reclamou da marcação e levou o vermelho. Os companheiros dele reivindicavam que ele havia sido expulso quando estava fora de quadra – e realmente estava – e que, com isso, alguém poderia voltar no seu lugar. Como se não bastasse, eles ainda reclamaram pelo fato de o Arouca ter feito um pedido de tempo na segunda etapa, sendo que já o haviam feito na primeira.

Entre reclamações e o desespero dos adversários, que tentavam o empate heroico com um a menos, o Arouca conseguiu encontrar muitos espaços para atacar e matar o jogo, só que faltou competência para fazê-lo. Na oportunidade mais clara, Cunha apareceu na hora H para salvar em cima da linha uma bola que era gol certo. Com isso, o apito final confirmou a classificação arouquense, enquanto os jogadores do SPQSF, mesmo aqueles que não costumam reclamar da arbitragem, foram para cima dos árbitros para reclamar. Nada que possa mudar o que já está feito. O Arouca tem o Mulekes no próximo sábado em busca de uma vaga na final da Ouro.

XII CHUTEIRA DE OURO: QUARTAS DE FINAL

Mulekes 3 x 2 Bufalos

MULEKES VENCE BUFALOS EM JOGO DIFÍCIL E ESTÁ NAS SEMIFINAIS


Equipe contou com qualidade nos passes e habilidade de Caio para virar e chegar às semifinais

Por Tamires Paulino

Para encerrar uma emocionante tarde de quartas de final, Mulekes e Bufalos entraram em campo e fizeram jus à expressão “fechar com chave de ouro”. Muito movimentado, o jogo ficou indefinido até o final, mas acabou consagrando o vice-líder do Grupo A, o Mulekes, que chega à semifinal para decidir com o Arouca quem vai para a grande final.

O Mulekes foi melhor nos minutos iniciais de jogo, com ótima movimentação de bola. Bom exemplo disso foi a jogada entre Vitinho, Caio, Rafinha e Armando. Vitinho tocou para Caio pelo meio, que passou à frente para Rafinha. Por sua vez, este tocou, já dentro da área, para Armando, que chutou em cima do goleiro Cidrão. Foi uma ótima (e rápida) troca de passes que quase abriu o placar da partida.

Mais Mulekes no ataque. Vitinho tocou para Leandrinho pelo meio e ele ficou cara a cara com o goleiro, mas perdeu o tempo de chutar porque o guarda metas adversário fechou o ângulo. A bola acabou à esquerda do gol.

Enfim, como quase sempre “quem não faz, leva”, quem chegou primeiro ao gol foi o Bufalos. Diogo Moraes cobrou falta mas não não com força. A bola passou por debaixo da barreira e o goleirão Diego aceitou. 1 x 0.

A partir daí, o Bufalos acordou e o jogo ficou mais corrido, com muitos contra-ataques dos dois lados. Em um deles, pelo Bufalos, Kaike tocou para Dinho, posicionado na linha de fundo pelo lado direito, mas ele acabou chutando em cima do goleiro, bem posicionado.

Ainda no primeiro tempo, no entanto, o Mulekes empataria a partida. Leandrinho recebeu cruzamento de Barata, dominou no ar e mandou de primeira no canto direito. Um belo gol do capitão moleque, que estreava penteado novo.

Na segunda metade do embate, o jogo foi ainda mais agitado e cheio de dribles, mesmo quando mais disso parecia impossível. Logo no primeiro lance, Dinho chapelou o goleiro pela lateral esquerda, mas na hora de concluir chutou para fora, perdendo a chance de colocar o Bufalos à frente no placar. Pelo lado do Mulekes, Barata, Leandrinho e Gian fizeram triangulação rápida pelo meio até que o primeiro recebeu dentro da área e chutou em cima de Cidrão. Foi mais uma demonstração da qualidade no toque de bola do Mulekes e do bom trabalho dos goleiros, que pareciam estar sempre no lugar certo, na hora certa, funcionando como verdadeiras muralhas.

Infelizmente, no entanto, quando se é goleiro nem tudo são flores. Raoni deu um chute forte e o goleiro do Mulekes acabou cedendo o rebote, muito bem a aproveitado pelo oportunista Fernando Cidrão. O Bufalos voltava a comandar o placar. 2 x 1.

O gol só inflou ainda mais o jogo, pois o Mulekes não desistia e acabou correndo ainda mais em busca do resultado. No entanto, foi o Bufalos quem teve ótima chance com Guilherme Tedesco. Ele recebeu “passe” após cobrança de lateral de Dinho, dominou na entrada da área e deu um belo voleio. O goleiro teve que se virar e fazer bela ponte para defender.

O Mulekes, contudo, sabia que o empate tinha de sair logo. E foi nessa hora que a estrela de Caio Ferin, apagada durante todo o campeonato, apareceu. O camisa 5 recebeu passe pelo lado esquerdo, driblou dois marcadores e chutou cruzado no ângulo para empatar a partida. Não satisfeito, pouco depois ele repetiria a jogada, marcando o terceiro gol e virando o jogo, para desespero do Bufalos.

O Bufalos até poderia ter tido sorte melhor se Dinho não tivesse desperdiçado as muitas chances que teve de empatar. Infelizmente para sua equipe, ele perdeu mesmo as que esteve cara a cara com o goleiro.

Assim, em 3 x 2, o Mulekes segurou o resultado e comemorou a passagem para as semifinais, quando enfrenta nada menos que o Arouca. Resta ver se o time considerado de melhor toque de bola do Chuteira chegará enfim a uma final.
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