REAL PAULISTA DERRUBA ACIDUS E GARANTE PRESENÇA NAS QUARTAS
Contando com boas atuações de Panela e do futuro papai Quintanilha, time vence confronto direto pela vice-liderança do grupo A e mira o título
Por Douglas Almasi Santos
O Real Paulista confirmou sua excelente campanha na primeira fase da Série Ouro, venceu o Acidus e terminou na vice-liderança do grupo A, garantindo passagem direta às quartas de final da competição. Contando com boa atuação do maestro do time, Panela, e com o retorno – mesmo que de forma efêmera – do camisa 11 Quintanilha, o Real aproveitou melhor suas chances e saiu vitorioso de quadra.
O jogo era um dos mais aguardados da rodada, porém, quase se tornou um amistoso, tudo porque o Acidus não dispunha de atletas para compor o elenco que iniciaria o jogo. Quase perto de ser decretado WO favorável ao Real, Urso e Luis Fernando chegaram a tempo de salvar o dia do técnico Lucas Pires, que se mostrava mais descrente de seu time não aparecer numa “decisão” do que qualquer outra coisa. Mesmo assim, o embate começou com o Acidus com um jogador a menos.
O Acidus iniciou controlando a posse de bola e poupando-se fisicamente diante do sol forte e do tempo seco que pairava na quadra 5. Pupo chegou com a partida em andamento – completando o time do Acidus – e já foi acionado na ponta direita. Ele colocou na frente, mas Alemão saiu da meta de forma arrojada nos pés do camisa 19. O Real respondeu quando Panela dominou a bola, esperou e, de bico, chutou para defesa de Urso, no rebote, Rudy parou mais uma vez em Urso que jogou a escanteio.
O Acidus, a fim de evitar o desgaste, tocava a bola de lado apenas esperando o momento certo para atacar. Já o Real, que contava com jogadores suplentes (quase um time a mais), queria a abertura do marcador para explorar um possível cansaço do adversário. Panela fez grande jogada, aplicou um rolinho em Pupo e arriscou de pé esquerdo para boa defesa de Urso. Em seguida, Marquinhos realizou grande jogada pela esquerda, fintou seu marcador e soltou uma bomba que Urso espalmou a escanteio. Mais Real: o futuro papai Quintanilha lançou do meio da quadra a Salvador, que no melhor estilo Bebeto, acertou lindo voleio quase da linha de fundo, mas a bola foi por cima. Belo lance do ex-jogador do Bengalas.
Marcelo Rezende, de chuteiras sem solado, esperava uma boa bola para tentar matar no contra-ataque. Numa delas, pelo lado esquerdo, arriscou bom chute para defesa acrobática de Alemão. E assim foi encerrado um equilibrado primeiro tempo entre Real e Acidus, um tanto quanto lento mas algo compreensível diante do ritmo imposto pelo Acidus, de segurar e valorizar a bola.
Na segunda etapa, fortes emoções tomaram conta da quadra 5. As duas equipes já estavam classificadas, mas valia uma folga na tabela para semana que vem. Os sistemas defensivos eram as chaves do jogo: Marquinhos, a segurança pelo lado do Real, e Lói, o xerife da zaga do Acidus. E Panela estava inspirado.
Da forma como se encerrou a etapa primeira, começou a segunda: Marcelo Rezende recebeu na entrada da área, girou o corpo e chutou para outra boa intervenção de Alemão. O Real respondeu de forma perigosa: Quintanilha encheu o pé, Urso espalmou, mas a bola tomou efeito contrário e bateu no travessão. Ela ainda ficou à frente da meta do Acidus, porém Urso se recuperou e deu um tapa salvador na hora H para afastar o perigo. O time verde-limão quase chegou por duas vezes, uma com Luis Fernando e outra com Marcelo Rezende, mas nos dois casos sem sucesso.
Mesmo equilibrado, o Real detinha maior posse de bola e buscava mais o jogo, afinal era o time que precisava vencer. Ao Acidus, um empate bastava. Mas quem foi mais atrás chegou à abertura do placar: Panela recebeu na entrada da área, fez a jogada de pivô e abriu à esquerda para a chegada de Mené, que não perdoou, fazendo 1 x 0.
O jogo, que já era bom, ficou melhor ainda, com o Acidus buscando o gol de empate e o Real tentando se segurar. Lói, do meio da quadra, arriscou chute que Alemão defendeu. Mas o Real marcou novamente, quando Rudy cortou para dentro e arriscou o chute para vencer a Urso, que nem se mexeu, abrindo vantagem de dois gols.
Quando a fatura parecia decidida, Paulinho, da entrada da área, descontou ao Acidus após tabela na entrada da área. O jogo pegou fogo nos dois sentidos: fazia forte calor na quadra e o Acidus se lançando ao ataque atrás da igualdade. Mas a pressão pelo tento e a forte marcação do Real frearam os ânimos do Acidus que, mesmo guerreiro, saiu derrotado de quadra. Fim de jogo e triunfo – e classificação direta às quartas de final – ao Real.
Quintanilha, que provavelmente se despediu desta edição da Série Ouro – por motivos particulares -, lembrou que “a fase mais difícil passou”, e aposta as fichas nos seus companheiros na luta pelo título: “Queríamos a classificação, e acredito que vamos fazer bonito na fase final”. O Real aguarda o vencedor do duelo entre SNG x Estudiantes.
Já o Acidus terá pela frente o Med Taubaté na segunda fase do torneio. E o craque Paulinho se mostra confiante: “Hoje foi difícil, com o sol e a quadra grande, mas perdemos na hora certa. Estou confiante em um triunfo na fase final”.
X CHUTEIRA DE OURO: 9ª RODADA: GRUPO B
Arouca 6 x 1 Só Resenha
AROUCA MOSTRA DEFESA E ATAQUE EM SINTONIA
Time aplica novo baile, joga com defesa compacta e ataque arrasador para ratificar liderança e vaga direta nas quartas de final
Por Elvis Ferreira
O Arouca iniciou a partida com a mesma boa marcação das outras partidas, sempre chegando junto e fechando muito bem os espaços do adversário, principalmente no campo defensivo. A boa marcação logo teve resultado. Everton Nunes aproveitou cruzamento para dentro da área e cabeceou para o chão para fazer o primeiro tento da partida. Renan quase ampliou na jogada de ataque seguinte em que acertou a trave em chute forte de fora da área.
O Só Resenha não conseguia adentrar a área do Arouca, mérito do time que vem se mostrando o mais sólido defensivamente ao lado do Real Paulista. Bem fechado na defesa, no ataque também corria tudo bem, tanto que o Arouca chegou ao segundo gol com Veloz, que recebeu bom cruzamento da linha de fundo. O camisa 11 não teve dificuldades para empurrar a bola para o gol livre.
Na verdade, o Arouca fazia o jogo ficar fácil. O Resenha era totalmente dominado dentro de quadra e abria espaços ao adversário. Renan se aproveitou desse espaço dado e fez o terceiro após chute forte da direita, quase da linha de fundo. Tucano não fechou as pernas e a bola passou pelo meio delas. Já ia virando goleada ainda no primeiro tempo.
As chances do Resenha se resumiam aos remotos chutes de longa distância, como em um dado por Marcelinho, que mandou a bola longe das redes. O time campeão da Prata se mostrava nitidamente nervoso.
Já nos minutos finais da primeira etapa o Arouca chegou ao quarto gol depois de ótimo contra-ataque puxado por Renan. Ele adentrou a área e tocou para trás, onde chegava Marquinhos Bohn para completar e fazer 4 x 0.
Com enorme superioridade tática e técnica, o Arouca que fez o que quis com o time do Só Resenha no primeiro tempo. No início as coisas não mudariam muito, mas ao menos o Só Resenha tentava equilibrar a partida forçando mais suas jogadas de ataque, mas sem muito sucesso. O goleirão Maurício era um mero espectador do baile que o Arouca vinha aplicando em campo.
E assim o Arouca aumentou sua vantagem com Renan, que desviou para o gol após chute violento de Marquinhos para dentro da área. Era o quinto. Everton levou perigo depois de se livrar do marcador, virar e bater colocado. A bola passou perto da junção das traves. Bonito lance.
Vitão quase ampliou após puxar ótimo contra golpe pela direita e bater forte. Tucano trabalhou bem mandando a bola para fora. O Só Resenha não se entregava, mesmo em grande desvantagem no placar. A equipe toda corria e demonstrava vontade de jogo. Mas toda a correria não foi suficiente para evitar o sexto gol do Arouca. Veloz cruzou rasteiro para dentro da área, Renan marcou mais um. Ainda deu tempo para, nos minutos finais, Dhani Cerra fazer o gol de honra do Resenha depois de ótimo contra-ataque puxado por ele mesmo pela esquerda. E ficou nisso, o baile do Arouca, que chega ao mata-mata como favorito ao título, acabou em 6 x 1. Qual será a próxima vítima do tricolor do Chuteira?
X CHUTEIRA DE OURO: 9ª RODADA: GRUPO A
Mulekes 5 x 3 Bengalas
MULEKES CONFIRMA MELHOR CAMPANHA E DERROTA O BENGALAS
Equipe se aproveitou dos desfalques do adversário e garantiu a primeira posição do grupo A; Bengalas encara o Bacana no início do mata-mata
Por Douglas Almasi Santos
O Mulekes terminou sua participação na primeira fase de classificação com chave de ouro. A equipe, mesmo não contando com Allison e Giovanni, despachou o Bengalas e garantiu a primeira colocação do Grupo A e, de quebra, assegurou presença nas quartas de final do torneio. Todavia, a equipe não encontrou facilidade, mesmo atuando com um jogador a mais na maioria do tempo, e com dois jogadores a mais nos minutos finais do jogo.
A tarefa do Bengalas era ingrata: não contava com 3 atletas (Fernando Forte, Zequinha e Luiz Eric, além do técnico Bizu, que, suspenso, ficou do lado de fora) e ainda por cima só dispunha de 5 atletas na linha. Porém, quem esperava um Mulekes em formato rolo compressor se surpreendeu com a disposição mostrada pela equipe de Ricco, além da excelente performance do guarda-metas Baki. Logo no primeiro lance, em cobrança de falta, Luisinho Fernando chutou, a bola desviou na trajetória e saiu com muito perigo.
A resposta do líder foi imediata: cobrança de escanteio, Ronan cabeceou junto com um zagueiro, a bola subiu, e na descendente Leo Valente desviou, mas a bola pegou no travessão. A partir deste instante, Baki começou a fechar a meta do Bengalas. Ronan experimentou do lado direito, e o camisa 1 colocou a escanteio. Depois, o próprio goleiro fez lançamento com as mãos a Ritolê. O artilheiro dominou, fintou seu marcador, mas hesitou, permitindo ao goleiro Wilson se recuperar e fechar as portas ao camisa 7.
De falta, Pipo encheu o pé para Baki colocar a escanteio. Na cobrança, Lucas desferiu bom chute para nova intervenção de Baki. Porém, a pressão do Mulekes era forte a ponto do Bengalas não mais se segurar: Pipo recebeu pelo meio, fez linda finta em Luisinho Fernando e, de bico, chutou no canto direito de Baki, que, estático, nem se mexeu.
O Bengalas mostrava sua força de tricampeão, porém, o atleta que faltava prejudicava o time. Ritolê tentava, mas jogava isolado, uma vez que seu companheiro de ataque – Luisinho– atuava fora de sua posição. Mesmo assim, o time foi valente. Wellington arriscou chute de longe que Wilson espalmou.
Baki fez uma impressionante sequência de defesas, parando as investidas do Mulekes. Brecou tentativas de Gian, de Leo Valente, de Pipo e ainda viu Fernando Caetano acertar lindo chute que explodiu no travessão. E como quem não faz, toma, o Mulekes levou duro golpe no fim da primeira etapa: Luisinho Fernando cobrou escanteio e Ritolê, bem posicionado, completou, empatando o duelo. Baki ainda faria nova defesa, parando chute de Leo Valente, antes do intervalo.
No início da etapa final, o Mulekes chegou ao seu segundo tento: Lucas arriscou chute despretensioso do meio da quadra, e, com a visão encoberta, Baki não viu a trajetória da bola, não segurou e ela entrou. Falha do arqueiro do Bengalas, mas que não apagou suas outras boas intervenções. Baki fez ainda boa defesa, segurando chute de Lucas, mas não suportou o forte calor. O camisa 1 sentiu fortes dores de cabeça, sua pressão baixou e ele deixou o jogo e o time com 2 a menos. Coube a Wellington sair da linha e tornar-se o responsável por substituir Baki.
Com dois jogadores a mais, o Mulekes teve a chance de uma goleada homérica. Tinha tudo para acontecer quando Pipo lançou na área e Leo Valente desviou, ampliando a 3 a 1. Mas o Bengalas não desistia: Ricco lançou, Ritolê subiu junto com o goleiro Wilson e a bola entrou. Gol assinalado a Ritolê. Porém, desfalcado e sem atletas de linha em número de igualdade, a tarefa do Bengalas era ingrata. Pipo, em cobrança de falta, aumentou. E Pipo novamente, após tabela com Leandro Caetano, marcou mais um.
Ritolê descontou novamente, marcando seu terceiro tento no jogo. Mas a tentativa de reação parou por aí, e o Mulekes saiu vencedor de um dos confrontos mais aguardados da rodada que acabou esvaziando diante de times deslfalcados. 5 x 3 para o Mulekes. No fim da partida, Leo Valente demonstrava confiança à fase final: “Nosso time é de moleques ainda, falta malícia, mas com muita raça e determinação, vamos mostrar nosso futebol em busca do título”. O Mulekes entra direto nas quartas de final, e espera o vencedor do confronto entre Só Resenha x Fiorella.
Já o Bengalas ainda se mostrava decepcionado com as suspensões aplicadas aos seus atletas. Mesmo assim, a confiança do time não abalou. “Tem sempre gente contra nós. Mas não tem problema. Vamos disputar as oitavas pela primeira vez e vamos vencer. Pode frisar aí: o Bengalas será tetracampeão do Chuteira”, declarou confiante Luisinho Fernando. O Bengalas encara o Bacana na próxima fase.
X CHUTEIRA DE OURO: 9ª RODADA: GRUPO B
Fora de Série 6 x 5 Joga 13
DESFALCADO, 13 NÃO SUPORTA FORA DE SÉRIE E SUCUMBE À SÉRIE PRATA
Fora de Série rebaixa 13 e , de quebra, garante presença nas quartas de final
Por Elvis Ferreira
O objetivo das equipes dentro de quadra era totalmente opostos. O Fora de Série brigava pela vaga direta nas quartas do Grupo B, enquanto o Joga 13 lutava com todas as suas forças para sobreviver na série dourada do Chuteira. Era preciso vencer e rezar muito, já que as coisas pareciam quase impossíveis para o lanterna do Grupo B.
Antes mesmo de iniciar a partida, o 13 já estava em desvantagem por não ter jogadores reserva e nem seu goleiro. Calado foi improvisado na função. O Fora de Série, que não tinha nada a ver com a ausência dos jogadores adversários, não demorou em abrir o placar. Rafael Rezende completou meio desequilibrado para o gol fazendo o primeiro do jogo.
Na jogada de ataque seguinte o segundo gol saiu. Rezende, novamente, ampliou o placar com um golaço após receber ótimo passe de Argentino. A bola foi no ângulo. Rodrigo Ribeiro quase diminuiu para o Joga 13 depois de falha de Zóio na lateral direita. A bola explodiu no travessão em chute violento de fora da área.
Quase na metade do primeiro tempo, chegou e assumou a meta do 13, liberando Calado para ajudar na linha. Diferente do que muitos preconizavam, o jogo era relativamente tranquilo até o momento, apenas algumas chegadas mais duras nas disputas de bola. Mesmo depois de Doce perder a cabeça e aprontar mais uma das suas ao dar cotovelada e ser expulso de campo, o jogo permaneceu sossegado à arbitragem.
Para o 13, o que era difícil pareceu de fato impossível, afinal, jogaria com um jogador a menos o resto da partida e ainda perdia por 2 x 0. Mas o 13 foi guerreiro e ainda na etapa inicial descontou com o capitão Rodrigo em sua especialidade: chute forte quase do meio da quadra.
O jogo ia rolando e jogadores do 13 iam chegando. Entretanto, eles nada puderam fazer para evitar o terceiro gol do Fora de Série. Rafael Rezende estava impossível na partida e fez mais um. Depois de receber livre pelo meio na intermediária, ele chutou rasteiro no canto de Fefe, ampliando a vantagem de sua equipe. O camisa 2 era o nome do jogo.
O 13 não estava mal na partida e em certos momentos dava pressão para cima do Fora de Série, que, mesmo ganhando, não jogava tão bem assim. Tanto que Choco fez um bonito gol depois de chute forte da ala esquerda. Casari nada pode fazer. O placar agora era de 3 x 2, e foi como o jogo seguiu para o segundo tempo.
Mal começou a etapa final e Orley aproveitou a sua especialidade e perdeu chance incrível frente a frente com Fefe, que fechou muito bem o ângulo e evitou o que seria o quarto gol. Entretanto, Fefe nada pode fazer no gol de Argentino, que recebeu cruzamento rasteiro dentro da área e completou para as redes. Segundo a mesária o gol foi de Argentino, mesmo o repórter que vos escreve tendo quase certeza que quem marcou o quarto gol foi Cachaça. Choco não perdeu tempo e diminuiu novamente para o Joga 13 ao receber cruzamento dentro da área. A cabeceada foi certeira, sem chances para o goleiro.
O jogo era pegado e bastante duro. As duas equipes disputavam cada jogada de maneira impressionante e às vezes até exageravam na vontade. Mas um jogador a mais falou mais alto e Orley fez o quinto gol do Fora dentro da área. Se o quinto saiu, o que de fato merece destaque foi o sexto gol do Fora, que liquidou o 13 e foi um golaço! Rafael Rezende, o dono do jogo, recebeu a bola no meio da quadra pelo alto e deu um lindo voleio... no ângulo de Fefe! Pintura para ser aplaudida.
Pelo 13 Choco era o que mais se destacava e lutava. Ele fez o quarto gol após dividir a bola com o goleiro. Lele chegou a assustar o Fora ao anotar o quinto gol depois de passar por dois marcadores. Mas o tempo se esgotou e em 6 x 5 acabou a partida que selou a queda do joga 13 para a Série Prata, para delírio de Baru e dos Roletas, que se vingam do rebaixamento do Roleta na sexta edição em que a festa foi imensa. Enquanto o Fora confirmava a 2ª posição do grupo, ratificando a melhor campanha do time em um Chuteira de Ouro, o 13 amargava o rebaixamento e uma confusão com a arbitragem envolvendo alguns poucos jogadores e torcedores.
X CHUTEIRA DE OURO: 9ª RODADA: GRUPO A
Estudiantes de la Vila 4 x 1 The Veras
ESTUDIANTES SE RECUPERA NO CERTAME E ‘ROUBA’ A VAGA DO VERAS
Em confronto direto pela última vaga do Grupo A, equipe venceu e garantiu presença na fase final; Veras já pensa na temporada 2011
Por Douglas Almasi Santos
No jogo que valia a última vaga à fase final da Série Ouro, o Estudiantes levou a melhor e derrotou o The Veras por 4 x 1. O confronto direto, apesar do placar dilatado no fim, foi muito equilibrado, mostrando que as duas equipes mereciam a vaga. O lance capital da partida foi um pênalti desperdiçado pelo Veras, acarretando num descontrole emocional à equipe no restante do jogo.
O Veras precisava apenas do empate para garantir carimbo no passaporte. Ao Estudiantes, só a vitória interessava. E, logo no apito dos árbitros, o Estudiantes já largou em vantagem: bola lançada no ataque a Punha, o camisa 9 ajeitou e, na corrida, apareceu Felipe Roth para tocar no canto de Benga. A promessa de um bom jogo estava sendo cumprida. O Veras empatou em lance que gerou reclamação do Estudiantes: após bate e rebate no ataque, a bola foi passada a Victor Petreche, livre dentro da área, para apenas desviar e marcar. Os jogadores do Estudiantes alegaram mão na bola no momento das rebatidas.
A partida era muito equilibrada, com a marcação forte predominando. Contra-ataque rápido do Veras, a bola foi cruzada da esquerda, Petreche não alcançou, porém, ele mesmo tocou a Kinho, que soltou o pé por cima do gol com muito perigo. Todavia, o Estudiantes ficou novamente em vantagem quando Punha recebeu na entrada da área e chutou fraco, mas Benga aceitou, deixando a bola passar por baixo de seus braços. Benga se redimiria em seguida quando, de forma arrojada, saiu nos pés de Punha, evitando mais um gol do Estudiantes. No fim da primeira etapa, Kinho tentou de cabeça, mas a oportunidade foi para fora, e assim chegou o intervalo.
No segundo tempo, fortes emoções estavam reservadas às duas equipes. Mas somente uma delas sairia sorrindo. O Veras voltou pressionando, enquanto o Estudiantes se segurava na defesa a fim de explorar os contra-ataques. No primeiro bom lance da etapa final, o momento que selaria os destinos de Estudiantes e Veras no campeonato. João Cláudio recebeu na ponta direita e cruzou, mas, ao tentar interceptar, Leandro Raito esticou o braço e pôs a mão na bola. Pênalti bem assinalado. “Coloquei a mão na bola, mas sem intenção”, confessou depois Raito.
O próprio João Cláudio se encarregou de cobrar. Era a chance de empate ao Veras, o que garantia a classificação. João Cláudio tomou grande distância, partiu e soltou o pé, mas a bola subiu muito e foi para fora, desperdiçando assim grande oportunidade. Depois do lance, o time ainda tentou, mas o desânimo já estava estampado nos rostos dos atletas, e quem se aproveitou foi o Estudiantes.
Antes, Kinho foi acionado e, de primeira, chutou rasteiro para defesa de Manolio. Depois, Punha valeu-se de uma saída errada do Veras e soltou o pé, mas Benga espalmou. Mais tarde, em cobrança de falta, Punha arriscou chute e a bola saiu com muito perigo. Era questão de tempo para o Estudiantes marcar, e finalmente o gol saiu. Contra-ataque rápido do time, a bola chegou à esquerda até Vitinho que, de perna direita, colocou no contrapé de Benga, acertando o canto esquerdo da meta do Veras. Vantagem e maior tranquilidade ao Estudiantes.
Caio, da entrada da área, arriscou chute para Benga salvar com as pontas dos dedos. Mas, depois, em cobrança de escanteio, Rafinha desviou e decretou a vitória e a classificação do Estudiantes. Fim de jogo, e triunfo por 4 a 1. Para o Veras, o sonho neste semestre acabou, mas os meninos prometem uma temporada 2011 melhor. Já Vitinho estava satisfeito com o desempenho do Estudiantes: “Quando o time está completo, fica complicado. Ninguém segura a gente”.
O Estudiantes terá parada complicada na segunda fase do certame: vai encarar o poderoso SNG no primeiro jogo do mata-mata. “É manter a mesma pegada, a mesma determinação, mesma raça. O principal é virem todos os jogadores. O SNG é grande equipe, mas vamos apertar na marcação”, apresentou as chaves de um possível triunfo o polivalente Júlio Sérgio.
X CHUTEIRA DE OURO: 9ª RODADA: GRUPO B
SNG 6 x 5 Treinadores do Braz
SNG VIRA PRA CIMA DO TREINADORES E REBAIXA EQUIPE DE PERUCA
Derrota e vitórias de concorrentes diretos levam Treinadores à Prata; há um ano, time só não caiu porque resultados ajudaram
Por Elvis Ferreira
SNG e Treinadores fizeram um jogo com objetivos completamente diferentes. O SNG já nas oitavas, buscava se consolidar e ir embalado para a próxima fase. E o Treinadores lutava ainda pela classificação, apesar de muito difícil, mas basicamente para não ser rebaixado para a Série Prata. Somente a vitória interessava a eles.
Jefferson Sousa mostrou toda vontade do Treinadores e abriu o placar logo no início da partida. Ele subiu mais que toda zaga e cabeceou após cobrança de escanteio. 1 x 0. Peruca quase aumentou a vantagem do Treinadores em ótima cobrança de falta na intermediária. A bola passou por três na barreira e explodiu no travessão. Se ele não marcou, Jocélio não perdoou e, na segunda trave, marcou o segundo tento do Treinadores após receber passe dentro da área. Acreditem: Treinadores 2 x 0 SNG.
O SNG, até esse momento, não tinha entrado em quadra. Quem se aproveitou disso foi Juba, que fez o terceiro da sua equipe ainda no primeiro tempo. Depois de bola rolada por Fabiano após cobrança de falta, Juba marcou um golaço em chute certeiro.
Foi só depois de estar perdendo por 3 x 0, para olhares incrédulos de muitos do lado de fora, que o SNG resolveu acordar. Assim, começou a melhorar seu toque de bola e levar perigo ao gol de Leo. Após boas chances, os laranjas diminuíram com Felipe completando para as redes de dentro da área.
Ronei, que até o momento estava sumido dentro de quadra, arriscou de longe e levou perigo ao gol do Treinadores. E quem é rei nunca perda a majestade, tanto que coube a Renê fazer o segundo do SNG e encostar no placar. E que segundo gol! Ele recebeu de Ronei dentro da área, de costas para o gol, conseguiu se desvencilhar da marcação virou e mandou no ângulo de Leo, bem ao seu estilo de pivô.
O jogo passou a ficar bom, com as duas equipes indo muito ao ataque. As faltas também eram mais constantes. As coisas começaram a degringolar ao Treinadores quando, já no final do primeiro tempo, Renê deu ótimo passe para Ronei chutar forte de primeira. Era o empate do SNG e mais um bonito gol.
Logo no começo da segunda etapa, o SNG conseguiu a virada para. Renê anotou após desviar chute de fora da área, bem ao seu estilo oportunista. O Treinadores não se intimidou e Binho avançou pela esquerda e bateu rasteiro. A bola morreu no fundo das redes de Sampa, deixando tudo igual de novo, agora em 4 x 4.
O segundo tempo era muito equilibrado. Com as duas equipes marcavam muito bem, as boas oportunidades de gols, como foram na primeira etapa, sumiram. Depois de um longo período sem grandes emoções, Felipe desempatou para o SNG ao marcar o quinto após bom chute pela direita. Binho quase empatou novamente em chute rasteiro da lateral esquerda, mas Sampa, providencial, afastou com a perna.
Sampa apareceu de novo, desta vez fazendo um milagre em outro chute de Binho da intermediária. Ele bateu de primeira e o camisa 1 do SNG foi no ângulo buscar e espalmar para fora.
A pressão do Treinadores contrastou com Ronei assustando o goleiro adversário depois de lindo chute de fora da área que explodiu no travessão. No rebote, Felipe perdeu um dos gols mais feitos da rodada. Com o gol livre, ele cabeceou para fora.
O contra-ataque era a aposta do SNG. Num deles, puxado por Tejeda, o próprio camisa 10 saiu de frente para o goleiro, que fechou bem o ângulo. Ele defendeu, mas não segurou e aí veio a lambança geral: goleiro e defensores se atrapalharam e a bola sobrou limpa se oferecendo a Ronei, que agradeceu e não perdoou. 6 x 4.
Ainda lutando, no último lance do jogo Juba bateu da entrada da área rasteiro e diminuiu para 6 x 5, mas não tinha tempo para mais nada. O Treinadores perdeu e, diante da vitória do Fúria e do Med, caiu para a 9ª posição, vice-lanterna, o que o rebaixa para a Série Prata do ano que vem.
X CHUTEIRA DE OURO: 9ª RODADA: GRUPO A
Roleta Russa 4 x 4 Canhedo Beppu
ROLETA REAGE, EMPATA E GARANTE PERMANÊNCIA NA OURO
Em jogo empolgante e histórico, equipe se recupera após desvantagem de dois gols e fica na Ouro; Canhedo revisita a Prata em 2011
Por Douglas Almasi Santos
A campanha para uma possível queda da equipe foi forte durante a semana. Inclusive fora lançado o movimento “Fica, Canhedo”, no qual atletas de outras agremiações posaram com a camisa preta e branca do time dos engenheiros, pedindo a queda da equipe de Baru e cia. Porém, o time não fez jus à torcida a favor e, numa quadra 5 esvaziada de público, que se dividiu pelos churrascos no PlayBall, o Canhedo não soube segurar a vantagem de dois gols e cedeu o empate no fim. O Roleta Russa se superou e buscou o resultado que precisava, garantindo a permanência do Roleta na Série Ouro e a alegria dos seus jogadores, que comemoram tal qual um título.
Antes da partida, o clima era de tensão. Era visível a apreensão no rosto de cada atleta, pois apenas uma equipe permaneceria na Ouro. Nos bastidores, a Organização tentou alterar o local da partida da quadra 5 para a quadra 4, visando ter o público que tal confronto merecia, mas o capitão do Canhedo, Luiz Siviero, fincou pé e não aceitou a mudança. Queriam a quadra maior. E assim se fez. A partida começou e o grau de tensão já fora medido: a posse era do Canhedo, Negão estava no seu campo com a bola, perdeu-a e, quando o atacante partia para sair cara a cara com Papa Burguer, foi segurado pela camisa.
Falta e cartão amarelo para Negão. Na cobrança, Salada acertou o ângulo esquerdo e colocou o Roleta em vantagem, fazendo a festa de sua fanática torcida, composta basicamente pelos jogadores do Roletinha. A torcida contra o Roleta vinha de majoritariamente do Basicus. Depois, lance polêmico: Leonardo, do Canhedo, agrediu Preto, do Roleta, que revidou com um pontapé. Mas os árbitros não viram o lance e nenhum dos dois jogadores foi expulso. Em seguida, Preto entrou firme para parar jogada de ataque do Canhedo e levou cartão amarelo. No banco, “elogios” à inteligência de Preto não faltaram.
Para piorar, o time dos engenheiros se aproveitou do um jogador a mais. Boa troca de passes da equipe, a jogada chegou até Fabinho na esquerda, o craque investiu em diagonal pelo meio e encheu o pé. A bola desviou e enganou a Guaraná. E logo em seguida, Luiz Siviero arrancou pelo meio de quadra e abriu jogo na direita até Fabinho que cruzou, e quem (re)apareceu foi o matador Suzuki, que completou e saiu para o abraço. Virada fulminante do Canhedo.
Os times se alternavam no momento de deixar a bomba nas mãos da outra equipe. Quando o Roleta estava na frente, a apreensão era do Canhedo; quando ocorreu a virada, era o Roleta que ficava nervoso. Gege, em cobrança de falta, acertou o travessão. A cada jogada que não dava certo, a feição dos torcedores do Roleta era de tristeza, porém, não de desistência. O Canhedo colaborou com uma melhor sorte ao time. Troca de passes envolvente, a zaga do Canhedo apenas assistiu a Fernando Coelho encher o pé para Papa Burguer espalmar. Na volta, outro vacilo dos zagueiros, e Bruno Fanelli empatou. No fim da primeira etapa, Fabinho cobrou falta e acertou a trave. E assim acabou a primeira etapa.
As fortes emoções retornaram no segundo tempo. Logo de cara, em cobrança de lateral, Fanelli cabeceou e acertou o travessão. Em rápida resposta, Negão chutou da entrada da área e Guaraná fez boa defesa. Fanelli estava inspirado e acertou a trave de Papa Burguer de novo. Idem, Negão chutou rasteiro e obrigou a Guaraná a fazer boa intervenção com os pés. O guarda-metas do Roleta começava a ser um dos destaques do jogo fazendo mais uma boa defesa em chute colocado de Fabinho.
O duelo permanecia empatado, e isso era sinal de queda do Canhedo e permanência do Roleta. Mas em vacilo da zaga do Roleta, Leonardo recebeu e pôs o Canhedo na frente novamente. E logo em seguida, Negão, em chute pelo lado esquerdo, marcou mais um e ampliou a contagem. Os torcedores do Roleta estavam incrédulos com a possibilidade de cair à Série Prata. Em coro, gritavam “Queremos jogador!” e pediam mais raça.
Porém, quando tudo parecia perdido, veio a força de uma equipe de tradição, e o que parecia decidido se esvaiu, retornando a raça e a alegria entre os jogadores. O Roleta pressionou: toque a Alemão, livre dentro da área, e o camisa 17 não desperdiçou, descontando no placar. Em seguida, chegou a redenção: toque a Fernando Coelho que, na corrida, chegou e tocou de bico para a bola morrer no canto direito de Papa Burguer, que nada pôde fazer. Era novo empate.
O resultado era o necessário para o Roleta, que nos minutos finais se segurou na defesa e garantiu a permanência na Série Ouro. Festa dos jogadores e atletas pela conquista obtida,com direito a ligação de Baru para vibrar e mandar uma enxurradas de “chupas” aos corneteiros da vez. Com promessa de reformulação no elenco, o time de Baru só quer saber de comemorar mais uma temporada na Ouro antes de pensar em 2011. Já o Canhedo foi a grande decepção entre as equipes que subiram da Prata neste semestre: está de volta à divisão de qual saiu e, ainda por cima, sem nenhuma vitória. Sinal de reformulação no elenco e na mentalidade do time dos engenheiros, a fim de resgatar o futebol forte que os levara à série Ouro. Ah, e agora é repetir a campanha do primeiro semestre.
X CHUTEIRA DE OURO: 9ª RODADA: GRUPO B
Med Taubaté 7 x 3 Elefantes Indomáveis
MED CLASSIFICA-SE COM VITÓRIA EM CLÁSSICO DA PRATA
Elefantes se enervou e não segurou trio impossível Rogerinho, Xavier e Anibal
Por Elvis Ferreira
Elefantes Indomáveis e Med Taubaté travaram o duelo para ver qual das equipes iria jogar as oitavas de finais. O Med ainda corria sérios riscos de rebaixamento, mas a intenção dos médicos era mesmo classificar. O jogo tinha todos os ingredientes para ser um jogo tenso, de poucos gols e resolvido nos detalhes. Mas já um clássico do Chuteira, desde a Série Prata, o que seu viu foi bem diferente.
Xavier quebrou o estereótipo da partida ao abrir o placar em poucos minutos. Aníbal deu passe para dentro da área e Xavier, sem dificuldade nenhuma, de frente para o gol, completou para as redes. A dobradinha Aníbal e Xavier funcionou novamente. O 10 avançou pela direita e tocou para trás para o 9 mandar a bica para o gol, sem chances de defesa para o goleiro Chacha. 2 x 0 e dois de Xavier.
Mesmo com o placar contrário, o jogo era bastante aberto e com boas chances para os dois lados. Em uma delas, Daniel Teske diminuiu para os Indomáveis dentro da pequena área. Bruninho Del Sasso não deixou por menos e colocou novamente o Med com dois gols de vantagem. Ele fez belo gol depois de limpar o marcador na entrada da área e bater forte. Chacha se atrapalhou todo na defesa e a bola entrou.
A partir daí a partida passou a ficar mais dura e com chances escassas de gol. As equipes se mostravam motivadas, mas ao mesmo tempo pareciam ansiosas em chegar ao gol. As jogadas aéreas se faziam frequentes, principalmente pelo lado do Elefantes, que praticamente não levava perigo ao gol do Med.
No começo do segundo tempo, Lucas diminuiu o placar para o Elefantes. Depois da saída de bola, ele bateu cruzado e fez um bonito gol, o segundo de sua equipe. Mas o jogo era lá e cá. Eis que Rogerinho entra em cena e apronta das suas. Ele se livrou da marcação e bateu cruzado e rasteiro de fora da área. Spiga não achou nada.
O Med pôs a mão na vaga quando Xavier marcou mais uma vez e fez o quinto dos médicos. Ali o jogo acabou e o Med deitou diante do desespero e do nervosismo do outrora indomáveis. Cauê, o artilheiro que estava de despedida do time, antecipou sua saída do time e, de forma melancólica, abandonou os companheiros em quadra aos leões e foi ver o massacre da arquibancada. Chacha, no banco, gritava e reclamava muito de alguns jogadores. A vaca deitava, como diria o repórter Vinicius Bento.
O Elefantes conseguiu sumir da partida e Rogerinho marcou o sexto. O sétimo saiu após ótima levantada de Bruninho para Aníbal. O capitão levantou e bateu de primeira no ângulo do goleiro Spiga.
Diferente da semana passada, quando o Elefantes fez um jogo exemplar diante do 13, dessa vez não conseguiam encaixar um padrão de jogo e sofriam com a forte marcação imposta pelo Med.
No final da partida, André diminuiu para o Elefantes, marcando 7 x 3 no placar da mesária. E assim acabou a partida, que tira o Elefantes da zona de classificação ao mesmo tempo que classifica o Med em 6º do grupo, habilitando o time a fazer a oitavas de final com o Acidus no sábado. Ao Elefantes, resta a reformulação e pensar em 2011.
X CHUTEIRA DE OURO: 9ª RODADA: GRUPO B
Fúria 2 x 0 Bacana
FÚRIA ESCAPA DA PRATA EM GRANDE ESTILO
Em fim de tarde de Thiago Motta, que marcou gol mais bopnito do Chuteira, Fúria derrota decadente Bacana e permanece na Ouro
Por Elvis Ferreira
O último jogo da fase classificatória da Ouro foi entre Bacana e Fúria. O Bacana já entrou em quadra classificado para as oitavas enquanto o Fúria necessitava a todo custo uma vitória para fugir do temido rebaixamento. Parece que a necessidade fez o jogo, pois o Fúria jogou muito bem ao mesmo tempo que o Bacana parece estar mesmo numa fase descendente. Há 5 jogos que o time não sabe o que é ganhar e só classificou porque conseguiu vencer nas rodadas iniciais.
O jogo teve um início bastante igual nas jogadas de ataque. Sapo teve boa chance para abrir o placar para o Fúria após avançar bem pelo meio e bater forte a meia altura no canto esquerdo do goleiro Kiko, que fez ótima defesa. Demehur respondeu para o Bacana ao avançar pela esquerda e tentar o chute cruzado. A marcação chegou travando na hora do arremate. Igor, pela direita, bateu cruzado, mas a bola foi para fora.
O jogo já tinha passado da metade do primeiro tempo, e o placar ainda não tinha saído do zero. O Bacana era mais objetivo nas jogadas de ataque, mas faltava o detalhe do passe final para o gol. O Fúria jogava com raça, mas errava alguns passes nos lances de ataque ou esbarrava na boa marcação imposta pelo Bacana.
A primeira etapa terminou mesmo no 0 x 0. Frente à apatia das duas equipes dentro de quadra, até que não foi um placar ruim. Porém, o placar saiu do zero logo no começo do segundo tempo, quando Thiago Motta brigou pela bola na entrada da área e colocou no canto direito do goleiro. Fúria 1 x 0. Thiago Motta quase ampliou em seguido após cobrança de falta no meio da quadra. Kiko fez ótima defesa.
Depois do primeiro tempo apático das duas equipes, a segunda etapa voltou mais movimentada pelos dois lados. O jogo saiu daquela monotonia do primeiro tempo. O Bacana quase empatou a partida em um chute forte de Renato. A bola ainda tocou na trave antes de sair.
Com o jogo mais movimentado, as oportunidades de gols apareciam com mais frequência. Thiago Motta aproveitou uma dessas e fez uma verdadeira pintura de gol! O camisa 7 recebeu passe no alto próximo do meio de campo, deu um toque sutil na bola que tirou completamente Renato da jogada (alguns apelidaram tal jogada de chapéu) e bateu de primeira, mandando a bola no ângulo de Kiko para delírio da torcida que acompanhava o jogo. Golaçoooooooooo!
Nos minutos finais da partida, Demehur quase diminuiu para o Bacana depois de cobrança de falta perfeita que tinha endereço certo no ângulo. Fábio fez impressionante defesa. Voltando a esfriar e sem ambições de virada, o Bacana aceitou a derrota e tocou o jogo até o fim, dando ao Fúria o que ele queria – permanecer na Série Ouro – e deixando a Marcelão, capitão do Bacana justamente o que ele não queria – o Bengalas nas oitavas de final.
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