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Notícias de 23/09/2009



VIII CHUTEIRA DE OURO: 2ª RODADA: GRUPO B:

MachuPichu 5 x 3 Kadência

MACHUPICHU ESTREIA DERROTANDO KADÊNCIA


Por Renan Lamarck

Assim que rolou a bola o Kadência tomou as primeiras ações do jogo e partiu para cima do MachuPichu, equipe que fazia sua primeira partida no VIII Chuteira de Ouro após folgar na rodada inicial. Após rápida tabela na direita do ataque, Paulinho foi à linha de fundo e tocou bonito de calcanhar para dentro da área, mas a defesa dos peruanos foi mais rápida e afastou o perigo. Pouco depois Gil recebeu bola em cobrança de escanteio, ajeitou e bateu cruzado do bico da área para inaugurar o placar. Parecia que o jogo seria do time campeão do VI Chuteira, pois logo em seguida Paulinho teve boa chance para ampliar. No entanto, o arqueiro Pipo foi mais esperto e travou o atacante.

Depois do bom começo adversário o MachuPichu colocou a cabeça no lugar e tentou impor o seu jogo. O time tocou a bola e chegou ao gol adversário, obrigando boa defesa do goleiro Renato, que colocou a redonda para escanteio. Na cobrança, a bola foi cruzada para Renato Seckler, que, de primeira, acertou um chute rasteiro no cantinho esquerdo para empatar o confronto.

Pouco depois Danilo inverteu boa bola para Tebas, que adiantou a bola e dividiu com o goleiro. Todo o MachuPichu reclamou pênalti, mas o árbitro entendeu a jogada como um choque normal e mandou seguir o lance. Alguns minutos depois o Kadência chegou outra vez para marcar. Paulinho rolou para Ronan na direita cortar o marcador e bater para fazer o segundo de sua equipe.

No entanto, ainda na primeira etapa o MachuPichu chegou à igualdade, prova do equilíbrio do movimentado confronto. Falta na intermediária, praticamente de frente para o gol de Renato. Ricci cobrou forte. A bola passou ao lado da mal formada barreira e deixou Renato sem ação, que só olhou a bola entrar para deixar tudo igual em 2 x 2.

Assim como na primeira metade, o segundo tempo teve seu início marcado por um jogo muito parelho. Em jogada rápida no ataque, os peruanos chegaram para virar o placar, mas desperdiçaram gol certo. Thiago Branco ganhou do zagueiro pela direita, viu Danilo livre na esquerda e bateu cruzado. Entretanto, o tiro foi muito forte, a redonda explodiu na perna de Danilo quase embaixo da trave e seguiu de volta para Thiago. Dentro da área, ele dominou e, já marcado pelo arqueiro Renato, chutou outra vez muito forte, mas agora um torpedo rente a trave que tirou lasca da cabeça de Danilo, que permaneceu ali inconformado com o gol perdido.

Do outro lado o Kadência também respondeu. Outra vez Paulinho teve a chance de marcar, mas foi surpreendido pelo arrojado Pipo, que saiu em seus pés para fazer a defesa. Contudo, pouco depois o artilheiro marcou um lindo gol. Assim que recebeu a bola, ele já dominou aplicando um chapéu no marcador para, em seguida, com um chute forte colocar sua equipe outra vez na frente. Golaço!

Porém, por mais que o Kadência vencesse, a partir daí o MachuPichu mandou como quis no confronto e partiu em busca da virada. E, tal qual na rodada anterior contra o Roleta, o Kadência vacilou. Em cobrança de falta, agora realizada por Thiago Branco, a pelota passou por baixo da barreira e entrou para igualar tudo em 3 x 3. Pouco depois, após Lucas ter levado cartão azul por derrubar o adversário por trás quando este levava vantagem no lance, os peruanos viraram o confronto em lance de escanteio. A bola foi lançada na área, Ricci desviou no primeiro pau e obrigou Renato a boa defesa, mas a bola sobrou limpa para Thiago em baixo do gol. O MachuPichu virava o jogo.

Aproveitando o visível abatimento do rival com a virada, e o nervosismo com a arbitragem, tanto que Danilo Dantas tomou amarelo e não tardou para tomar o azul, o MachuPichu seguiu pressionando para matar de vez o jogo. De fora da área Renato Seckler arriscou e marcou um golaço para dar números finais ao embate e mostrar que o MachuPichu, mais uma vez, não joga para brincadeira.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 2ª RODADA: GRUPO B:

Clube Atlético Perus 6 x 3 SNG

C. A. PERUS TORNA SNG SEU FREGUÊS


Por Renan Lamarck

O clima de revanche estava presente na quadra 4 quando Clube Atlético de Perus, campeão do III Festival Bola na Rede, e Se Não Guenta Por Que Veio?, vice-campeão do mesmo, entraram para jogo válido pela 2ª rodada do Grupo B. Por mais que o SNG viesse de uma excelente goleada sobre o Fora de Série e o Perus, por outro lado, de uma dura derrota diante do Arouca, era de se prever que o confronto entre os dois seria do princípio ao fim de grande intensidade.

Com as mãos, Sampa lançou bola perfeita para Abelha, um passe digno de um lançador de futebol americano. O atacante matou a redonda e tocou na saída do arqueiro para colocar os bicampeões do Chuteira em vantagem logo aos 6 minutos de jogo. No entanto, pouco tempo depois foi a vez do Perus chegar ao ataque para igualar o placar. Em chute cruzado Juscelino acertou o ângulo de Sampa.

A partida era lá e cá, ninguém tinha tempo para respirar, pois os times buscavam o ataque total. Com isso, o Perus foi mais feliz e ainda na primeira etapa alcançou a virada. Pena dominou na entrada da área, girou e bateu forte para vencer Sampa. Entretanto, logo depois foi a vez do SNG igualar outra vez. Allan fez a jogada pelo meio e tocou para Abelha dentro da área. Com um leve desvio ele empatou o confronto.

Seguia a primeira etapa e com ele também continuava o ritmo alucinante. Rodrigo Rosa, grande destaque do Perus no III Festival, fez linda jogada pela ponta esquerda, deixou a marcação para trás, driblou o goleiro Sampa, mas na hora de concluir foi displicente e chutou fraco de calcanhar, perdendo um gol claro. Mesmo assim, pouco depois, o CAP chegou para anotar seu terceiro gol. Carlos Diego chutou na trave e a pelota sobrou para Pena, que só teve o trabalho de empurrar para as redes e colocar seu time na frente.

Nesse momento o Perus vivia sua melhor forma dentro da partida, começava a dominar a bola e chegar com maior freqüência no ataque. Contudo, pouco antes do término da primeira metade, o SNG mostrou por que é temido dentro do Chuteira e fez valer sua experiência. Renê recebeu belo lançamento da defesa e emendou com um belo voleio, marcando seu primeiro gol após a contusão. O artilheiro está de volta e assim manteve vivo o SNG dentro do jogo.

Começou a segunda etapa e o embate entre Perus e SNG continuou no mesmo ritmo acelerado. Memé dominou na direita do ataque e girou chutando para o gol. O tiro perigoso foi bem defendido pelo cabeludo Carlinho. Do outro lado, a resposta. Rodrigo Rosa recebeu de Pena, enxergou espaço na marcação e chutou. Sampa acompanhou a redonda, que triscou a trave antes de sair.

Pouco depois Leo quase colocou tudo a perder ao sair jogando errado. Ele deu de presente a redonda para Pena na entrada da área. No entanto, Sampa foi bem e fez boa defesa. Quem começava aparecer para o confronto era Rodrigo Rosa, que aplicou uma linda carretilha para cima de Allan, deixando desnorteado o adversário.

Nesse instante o jogo passava a, além de corrido, ser cada vez mais pegado. Em um desses lances mais fortes, Tejeda foi derrubado por Alex quando puxava contragolpe. Cartão amarelo para o jogador do Perus. Contudo, quando o SNG tinha um homem a mais, foi o CAP quem chegou ao ataque para marcar. Pena arrancou do meio campo, deixou a marcação para trás e chutou forte no cantinho de Sampa. 4 x 3.

Com o gol o SNG se viu obrigado a se lançar ainda mais para o campo de ataque. É verdade que o time de Tejeda e Renê criou algumas chances, mas não o suficiente para vencer a defesa rival. Assim, valendo-se dos contra-ataques o time de Perus anotou mais dois gols e matou o jogo. Em dois lances de velocidade e precisão, Rodrigo Rosa marcou dois gols e decidiu o confronto.

Placar final, Perus 6 x 3 SNG. Ao término da partida, Sampa e Tejeda, com o goleirão visivelmente mais exaltado (só para variar), partiram para cima do pessoal do Perus. Eles não gostaram da forma como o time vencedor comemorou, com nítida provocação aos já fregueses do SNG. O tempo fechou, mas não houve nada mais que xingamentos e ameaças. Baru (Roleta Russa) e Lucas (Acidus), que assistiam ao confronto, definiram brilhantemente e em poucas palavras o ocorrido: “O SNG não sabe perder, é sempre a mesma coisa”. Talvez tenha chegado a hora de alguns ali saber que outros times podem vencê-los.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 2ª RODADA: GRUPO A:

Acidus 2 x 0 Equipe Bróder

ACIDUS DERROTA EB EM JOGO DAS DEFESAS


Por Luiz Felipe Fernandes

Tudo estava pronto para mais um grande duelo do Chuteira de Ouro. Acidus e Equipe Bróder dariam início a mais um capítulo deste tradicional confronto. Os verdes-radioativos, liderados pela segurança defensiva de Lói e Diego Gallego, vinham embalados de uma boa vitória sobre o The Veras na rodada primeira, enquanto os alvirrubros de Lapa e do oportunista Mutssa vinham também de vitória, mas sobre o Estudiantes. Era jogo que valia a liderança isolada do grupo.

Observando os minutos iniciais, de cara veríamos a toada do restante da partida. Ambas equipes se utilizavam de uma marcação extremamente cerrada, não dando grandes espaços para os ataques adversários. Visto que a primeira chance de jogo foi de Juneca. O zagueirão da EB aproveitou passe errado de Robinho na linha de meio-campo e bateu cruzado do flanco direito. A bola, embora não muito forte, passou rente à trave de Diego.

Quando uma das esquadras conseguia furar o ferrolho adversário, havia, entretanto, um último empecilho: o goleiro. Isso foi comprovado primeiramente pelos Bróders de Mutssa. O camisa 2 conseguiu dominar frente ao gol na área verde e arrematou. Diego demonstrou bom reflexo e mandou para escanteio, realizando a primeira de muitas boas defesas na cancha. Já o Acidus de Phillip também teve problemas frente ao goleiro Léo. O célere P80 chegou com habilidade à linha de fundo pela direita e cruzou rasteiro para Kirk, que chegava no meio da área para apenas escorar para as redes. Imediatamente, o arqueiro alvirrubro, atento, caiu rapidamente para interceptar a conclusão de Kirk no que era um gol certo.

Nesse período, pôde-se ver um Acidus ousando um pouco mais, enquanto a EB procurava um esquema mais compacto em seu campo defensivo, procurando agir como “franco-atirador” e atenta ao menor deslize de seus antagonistas. Viu-se isso em dois lances consecutivos de ataque, especificamente em bolas paradas. No primeiro, Gabriel Borges cobrou falta pelo flanco destro do campo. O meia/zagueiro/atacante da EB soltou o pé de canhota e a bola passou tirando tinta da meta ácida. Alguns instantes depois, Raphão cometeu falta mais dura em Lapa e o mesmo cobrou. Dessa vez, a paulada foi em direção ao gol, mas Gallego estava lá para fazer a defesa.

Alguns minutos foi o momento do Acidus partir para o ataque. Primeiro, Phillip saiu cara a cara com Léo, mas, apesar de ter conseguido fintá-lo, o atacante se atrapalhou com a bola e, no fim das contas, chutou em cima da zaga. Em seguida, Louiz recebeu bom lançamento de Barata e embalou belo calcanhar, que passou bem próximo à meta, num quase golaço da equipe ácida. Pouco depois, Lucas sofreu falta no meio de campo e Tabas e Jonas, ambos fora da partida por deficiência técnica, aproveitaram para ironizar o velho rival: “É o artigo 12 do regulamento, professor! No Lucas não tem falta!”

Com a etapa inicial chegando ao fim, houve mais algumas boas oportunidades. Pelo lado Bróder, Lapa mandou, frente à meta, no ângulo esquerdo de Diego, que realizou a defesa mais bonita no jogo. Em seguida o mesmo guarda-redes lançou para Richard de sua própria área com os pés e a bola viajou, viajou, viajou e.... triscou a trave da EB! Por último, Raphão cruzou da esquerda e Richard, cara a cara, cabeceou no segundo pau com o gol livre. Num gol que parecia certo, um último Bróder conseguiu salvar com o que Baru, espectador assíduo do confronto, definiu como “o pé de trás”. E final de um primeiro tempo em que a tônica foi um jogo das defesas se sobressaindo aos ataques.

A etapa derradeira continuaria na mesma toada, entretanto, teríamos emoções mais objetivas. Após um arremate de Louiz por cima da meta alvirrubra, Lapa embalou um belíssimo semi-voleio que passou com extremo perigo pela meta de Diego. Nisso, o insistente zero do placar extinguir-se-ia. Raphão tomou um amarelo após falta na intermediária. Logo depois, Robinho pegou boa rebatida pelo lado direito da área da Equipe Bróder e conseguiu mandar para o fundo das redes de Léo. O Acidus saía na frente.

Com o placar alterado, os ânimos do jogo se esquentariam em alguma escala. Os Bróders avançavam com maior insistência, principalmente com Gabriel Borges, que chutou bola de longa distância muito próxima ao gol de Diego. Na sequência, o Acidus mataria de uma vez por todas a cancha. Richard, em habilidosa jogada pelo flanco esquerdo, tocou rasteiro com categoria na saída do goleiro. 2 x 0 e o jogo se aproximava da reta final.

Os últimos instantes de jogo foram de sufoco para a equipe do Acidus, ainda mais depois de Robinho tomar amarelo após sofrer dura falta na ponta esquerda. Diego, o MVG da rodada, teve de mostrar a que veio, fazendo no mínimo, mais 4 defesas difíceis antes do trilar final do apito do professor. Fim de jogo, mais uma ótima vitória dos amarelos sobre os já fregueses rubros. Na próxima rodada, o Acidus enfrenta o Primatas, enquanto os bróders encaram o recuperado Joga 13, tentando a reabilitação.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 2ª RODADA: GRUPO B:

Fiorella Brasil 3 x 2 Arouca

FIORELLA VENCE AROUCA E SEGUE LÍDER

Por Guilherme Meireles

Arouca e Fiorella enfrentavam-se pela primeira vez num confronto que trazia grandes expectativas. A partida foi bem disputada, mas não correspondeu às expectativas daqueles que acreditavam que este seria o melhor jogo da rodada. Tanto que o placar foi magro – vitória do Fiorella por 3 x 2.

O Arouca começou com mais força no ataque, tanto que, Após boa troca de passes, Gothardo quase abriu o placar. Mas foi um jogador do mesmo número de camisa, só que do outro time, que abriu o placar: Rogério Silva arriscou de longe, a bola desviou e enganou o goleiro Maurício.

Mas as duas equipes se mostravam muito niveladas, tanto que o Arouca não se abateu e foi para cima em busca do empate. Veloz se mandar pela esquerda, chutou e quase marcou. Logo depois, a retaguarda do Arouca falhou e Ari Silva ganhou a bola no meio de campo, partiu livre em direção ao gol, mas na hora do chute foi providencialmente desarmado, desperdiçando uma ótima chance.

De bola parada o Arouca empatou: Marquinhos cobrou com categoria e a bola bateu na trave esquerda antes de entrar. Durante o restante do primeiro tempo o Arouca esteve mais próximo do segundo gol, mas as duas equipes estavam muito fechadas e o jogo passou a ter poucas chances de gol. Já nos últimos instantes da primeira etapa, o Arouca quase virou após um lançamento em profundidade que Caio Martins recebeu livre na área pela esquerda. Ele cabeceou com categoria, mas o goleiro Fonseca foi melhor e espalmou junto ao poste direito, encerrando a primeira etapa.

A bola começa a rolar no segundo tempo e, praticamente no primeiro chute a gol, o Fiorella já ficou à frente do placar. E foi um golaço: Ari Silva arriscou do meio da rua e mandou a bola no ângulo esquerdo de Maurício, que até tentou, mas nada pode fazer. Foi aí que o Arouca deu espaço ao adversário e permitiu a ele ampliar a vantagem, que veio com Tiago Silva em chute da direita poucos minutos depois.

O jogo foi ficando emocionante, principalmente quando Gothardo descontou para sua equipe e pôs mais fogo no jogo. Nesta fase do jogo, o Fiorella esteve melhor e criou bastante, mas parou em boas defesas de Maurício, que vinha fazendo ótima partida. Aliás, após uma de suas defesas, Van-Van quase fez história quando chute oriundo de uma linda bicicleta passou muito perto do gol. Logo depois, Ari dominou e se mandou pelo corredor esquerdo do campo, bateu pro gol e mandou próximo ao poste esquerdo.

O Fiorella continuou na pressão. Alex Silva mandou um canhão de fora da área que obrigou o goleiro a se esforçar todo para espalmar, fazendo uma defesa sensacional. O time da ótica chutava mais a gol e tocava melhor a bola, mas não se pode dizer que o Arouca estava perdido em campo. A equipe jogava bem, mas de fato o Fiorella parecia mais disposto a segurar o resultado do que Arouca em buscar o empate. Outro fator é que o Arouca não soube aproveitar da maneira certa o grande número de peças de reposição que a equipe tinha no banco. Enquanto o Fiorella possuía apenas dois jogadores no banco, o Arouca tinha seis, mas a equipe não conseguia engrenar.

O jogo já ia chegando ao final quando o Arouca finalmente esboçou uma reação e equilibrou a partida, mas já não dava tempo para o empate. Fim de jogo e o apertado placar de 3 x 2 para o Fiorella. Com o resultado, o Fiorella Brasil se mantêm na primeira colocação do Grupo B, com seis pontos e um saldo de gols maior que o vice-líder Roleta Russa, seu próximo adversário. Já o Arouca perdeu a primeira e está na quarta colocação, já se preparando para enfrentar o SNG na 3ª rodada.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 2ª RODADA: GRUPO A:

The Veras 3 x 5 Joga 13

JOGA 13 BATE VERAS EM VIRADA ESPETACULAR


Por Diego Pontes

Embora não exista nenhum histórico de rivalidade entre as equipes, a partida entre Joga 13 e The Veras teve aura de clássico. Isso porque, além do fato do jogo ter sido um dos mais pegados da rodada, havia uma grande quantidade de espectadores torcendo, sofrendo e vibrando com cada lance, como se o embate fosse um Palmeiras x Corinthians ou uma final de campeonato. Pode parecer exagero, mas os dentes mordendo lábios, punhos cerrados, olhares atentos e o silêncio que imperava na quadra 8 legitimam a analogia.

Mal o árbitro apitou o início do duelo o Joga 13 começou a apertar seu adversário com investidas velozes de Calado e Doce pelo centro. Este, inclusive, rompeu a harmonia da partida com uma bomba semelhante às de Rodrigo, seu antecessor no ofício de capitão. Para a sorte do The Veras, porém, a bola foi para fora.

A equipe do pau de macarrão não se intimidou com a pressão e seguiu jogando com muita calma e técnica. A tática funcionou, visto que, em menos de três minutos, João Cláudio, aproveitando a ponte de Victor Petreche, costurou a zaga do 13 e deu o passe para Cássio abrir o placar com uma bola rasteira. Caieiras, cara a cara com o meia, nada pode fazer para impedir o gol.

O lance tornou evidente uma deficiência na formação do Joga 13 que persistiria até o final da partida: a defesa mal organizada. Guma, notório por ser um competente zagueiro, estava perdido no meio de campo. Por conta disso, Jorge não podia fazer muito contra os velozes Kinho e João Cláudio, que passeavam livremente pela grande área do time rival.

Sobrou para Caieiras a árdua tarefa de defender a rede de sua equipe contra os mortais chutes cruzados que o ataque do Veras mandava a todo instante. De fato o arqueiro se saiu bem ao defender algumas bolas difíceis. No entanto, tamanho era o número de investidas do time rival que o goleiro acabou cedendo. Isso aconteceu aos 19 minutos, quando João Cláudio, após mais uma vez trespassar sem dificuldades a defesa da esquadra do 13, pôs a bola para morrer no canto esquerdo do gol com uma bomba cruzada.

A situação do Joga 13 não era das melhores. Guma, Jorge e Fino não conseguiam coordenar seus esforços para defender o time. Caieiras, irritado com as falhas dos companheiros, esbravejava e cobrava auxílio. A forma que a equipe encontrou para lidar com essas adversidades foi focar seus esforços única e exclusivamente no ataque. Para isso, tratou de colocar suas jogadas no ritmo de Felipe e Alemão, que haviam saído do banco há pouco.

A medida trouxe resultados instantâneos. Logo após o Veras marcar 2 x 0, Felipe diminuiu ao chutar rasteiro no gol de Benga. Não contente, deu um passe certeiro para Alemão empatar a disputa minutos antes do árbitro anunciar o fim do primeiro tempo. Era a dupla dinâmica do extinto Mellville Power mostrando a velha harmonia que a consagrara no Chuteira de Ouro.

A segunda metade do jogo foi exatamente o inverso da primeira, já que o Joga 13 voltou cheio de confiança e com um time mais coeso e preciso, enquanto o Veras foi ruindo com o passar do tempo. Além disso, agora não era mais a zaga do 13 que estava fragilizada, mas sim a da equipe azul-grená. Tanto isso é verdade que a defesa desta sequer ofereceu resistência a Felipe, que, logo aos 3 minutos, após pegar rebote de Alemão, virou o jogo com mais um gol ao seu estilo: no cantinho.

Instantes depois, Alemão aproveitou a sobra de chute de Daniel e fez a bola explodir nas redes, ampliando o placar de seu time para 4 x 2 e obrigando o Veras a pedir tempo para se rearranjar. A equipe do capitão Pedro de Luna estava encurralada. E, para piorar a situação, Cássio e Cucio não conseguiam decidir quem marcar, deixando, dessa forma, a área livre para os atacantes adversários aprontarem das suas.

O intervalo aparentemente fez bem ao Veras. Mais centrado, o time conseguiu sair da retranca e voltou a dominar a posse de bola. João Cláudio e Victor Petreche, ao investirem velozmente pelas laterais, criaram boas chances de gol que só não se concretizaram porque o meio campo do 13 marcava duro, devolvendo a pressão na forma de faltas violentas. Para a indignação dos espectadores – que, a essa altura, não piscavam os olhos –, a arbitragem não agiu com rigor e deixou o jogo mais violento correr ao decidir não aplicar cartões.

Mas o Veras perseverou e, aos 17 minutos, finalmente conseguiu diminuir o placar com o gol Victor Petreche, fruto de um preciso passe de João Cláudio. Entretanto, a alegria durou pouco, pois, em menos de um minuto, Calado decretou o fim das esperanças verenses ao chutar à queima roupa e marcar.

Com a vitória o Joga 13 segue na vice-liderança do Grupo A e se prepara para enfrentar a veterana Equipe Bróder na próxima rodada. O The Veras, por sua vez, segue na lanterna do grupo e enfrenta o Fúria. Por conta da derrota inesperada que este último sofreu para o regulamento no embate contra o Treinadores do Braz, a partida promete.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 2ª RODADA: GRUPO B:

Roleta Russa 4 x 3 Bacana

BACANA REAGE, MAS PERDE PARA ROLETA NO FINAL


Por Luiz Felipe Fernandes

Mal teve início a nova edição do Chuteira e já acontece uma série de tradicionais confrontos da competição. Apesar de só terem se enfrentado uma vez, um bom exemplo disso foi o confronto, válido pela segunda rodada, entre o atual vice-campeão Bacana e o Roleta Russa, recém regressado à Série Ouro. O Bacana, em seu primeiro jogo, perdeu valiosos pontos contra o forte Fiorella, enquanto o Roletão conseguiu heróico triunfo sobre o Kadência.

Desde os minutos inaugurais do confronto tinha-se claro que seria um jogo disputado. Embora o Bacana tenha principiado a série de highlights do jogo, quem teve o começo avassalador foram os Roulettes. Primeiramente em duas oportunidades criadas por Salada no flanco esquerdo defendidas por Erich e um gol de cabeça de Nação anulado pela arbitragem, que viu falta no lance. Logo em seguida o atacante vegetal roletense não perdoou e abriu o placar, novamente em jogada pelo lado canhoto da arena após se livrar de Napolitano.

Com o gol marcado aos 9 minutos, nada poderia segurar o time dos mil uniformes, que naquela noite jogava com sua tradicional vestimenta (camisa branca e shorts preto). Edelcio ampliou o marcador com um poderoso chute rasteiro pelo canto direito. Já Gegê, em noite inspirada de marcação defensiva perfeita, deixou o seu tento logo na sequência, impondo um potente 3 x 0 diante de um time que começou com o zagueiro e capitão Marcelão (em versão bem mais magra, que os maldosos já apelidaram de aidético) jogando de pivô. O capitão russo aproveitou que a bola sobrou limpinha na entrada da área para ele, após dividida entre Nação e Jorge Puyol, e soltou uma bicuda que quase furou a rede da equipe bordô.

Nisso, a partida parecia absolutamente decidida e tudo indicava que a vitória viria sem grandes problemas. Quem sabe uma goleada histórico, já que o Bacana não esboçava reação alguma. No entanto, os bacanas jamais se deram por vencido e, pouco a pouco, foram reequilibrando o embate e chegando ao gol de Guaraná. Antes mesmo da etapa primeira se encerrar, Demehur, que viria a se tornar um dos destaques em campo, diminuiu a ampla diferença no placar. Era o começo da reação vinho. O mesmo Demehur, logo após seu gol, embalou bonito chute da entrada da área, a bola passou rente ao gol de Guaraná, quase um golaço! Mas foi o camisa 10 mesmo que, aos 20 minutos, anotou o segundo tento de seu time e levou o jogo para o segundo tempo com apenas um gol de vantagem ao Roleta.

A etapa final seria de redenção. Bruno bateu com força e Kiko, que entrou no lugar de Erich, atento ao lance, defendeu. Em seguida, o lance que pode ser considerado o mais sensacional do jogo: Baru (isso mesmo!) se aventurou no ataque e fintou o zagueiro, mas na hora em que ficou cara a cara com o guarda-metas, foi interceptado e tiraram o doce de sua boca. Foi consenso na quadra que valeu a intenção do zagueirão-presidente. Após o feito, teria início a recuperação do Bacana, que teve sua protogênese num belo chute de Marcelão, que passou extremamente rente ao ângulo direito de Guaraná.

O jogo era basicamente Bacana tentando e atacando, enquanto o Roleta se segurava lá atrás. E de tanto tentar o Bacana chegou ao empate, aos 22 minutos. Vitinho recebeu bola na direita e chutou rasteiro. A bola caprichosamente passou por entre as pernas do goleirão Roleta e foi movimentar as redes que permaneciam imóveis desde o primeiro tempo.

O empate, de uma entoação heróica, entretanto, não duraria muito. Para azar do Bacana, que vacilou achando que o Roleta se contentaria com a igualdade, Bruno, decisivo como poucos, decretou a vitória do Roleta Russa após receber na ponta esquerda bola alta vinda da defesa. Ele adiantou para a linha de fundo e viu Kiko sair de sua meta desesperado. Ele não viu a marcação chegando junto ao atacante Roleta e acabou por se precipitar. Resultado: Bruno, que pouco apareceu no jogo, tocou quase sem ângulo e acabou com a bela reação do Bacana, impondo ao Bacana sua segunda derrota e mais uma vez, tal qual na rodada anterior, dando a vitória à sua equipe. O Roleta, mais uma vez de forma suada, garantia a vitória e o 100% de aproveitamento.

Na próxima rodada, a equipe armamentista pega o Fiorella Brasil em jogo de líderes enquanto o Bacana tenta somar seus primeiros pontos no clássico vinho do Chuteira diante do MachuPichu. Duas perguntas ficam no ar: 1. Conseguirá o Roleta manter essa toada? 2. O que acontece com o Bacana?

VIII CHUTEIRA DE OURO: 2ª RODADA: GRUPO A:

Bengalas 4 x 2 Primatas

EM DUELO DE CAMPEÕES, PREVALECE O OURO


Por Luiz Felipe Fernandes

Era um duelo razoavelmente esperado. Duelo de campeões, Prata x Ouro; duelo de MVPs, Ritolê x Gui. Só o duelo de falastrões entre Orley e Bizu não ocorreu, pois tivemos a ausência muito sentida do segundo. Ambos os times vinham de empates, o Primatas com o Treinadores do Braz, enquanto o Bengalas ficou no mesmo placar com o Joga 13.

Mesmo sabendo que o favoritismo estava do lado de seu adversário, os símios intempestivos pareciam dispostos a realizar um bom jogo, tentando agredir o adversário e cadenciar a partida em seu favor. No entanto, o maior entrosamento e experiência dos amarelo-e-branco prevaleceu e, logo de cara, Luisinho abriu o placar com um chute rasteiro de fora da área, advindo do lado canhoto do ataque bengalista. A bola, desafortunadamente para o Primatas, desviou em Orley, impossibilitando o arqueiro Vitinho de realizar a defesa, que, pela trajetória original da redonda, parecia bastante simples.

Com a vantagem no escore, Ritolê, resolveu acordar na partida. O Anton Chigurh dos amarelos embalou três ótimas oportunidades de gol, entretanto, não conseguiu concretizá-las em gol. Em todos os tentos, o artilheiro parou em Vitinho, cara-a-cara. Contudo, a boa fortuna do goleiro símio não perduraria por muito mais tempo. O mesmo Rick Tolê sofreu pênalti polêmico – para muitos fora da área –, mas assinalado pelo professor. O próprio cobrou e marcou. Bola para um lado, Vitinho para outro. E assim se encerrou o primeiro tempo de jogo.

Na etapa final, o que pudemos assistir foi algo muito semelhante ao primeiro tempo, Bengalas se impondo e o Primatas tentando encontrar espaço e ritmo nas quatro linhas. E, pelo menos aparentemente, conseguiu,. Rafinha, em jogada individual, conseguiu completar para o fundo das redes de Baki, diminuindo a diferença. Era o momento dos alvos da listra vermelha solitária acordarem na partida.

Entretanto, isso não aconteceu. Minutos mais tarde, Salvador praticamente selou a vitória dos vassalos de Bizu com um perfeito chute para gol após contragolpe. Mesmo visivelmente abatidos com o revés, os Monkey Men não se deram por vencidos e buscaram uma nova reação. Orley chutou bola de longa distância para boa defesa de Baki. Logo após, talvez a chance mais clara desperdiçada da partida. Gus conseguiu ficar cara a cara na área do Bengalas, mas, na hora do arremate, pegou muito mal e mandou a bola de forma bem mascada ao lado da meta dos Walkings.

Com o lusco-fusco da partida se aproximando, o símile futebolístico foi perdendo ritmo e se tornou razoavelmente burocrático. O Bengalas, finalmente, selou a vitória de uma vez por todas com gol de Luisinho de novo, que apenas escorou para as redes após receber cruzamento da direita. Seus adversários, por sua vez, criaram algumas boas oportunidades, como uma bola na trave de Nando. Os cândidos até chegaram ao segundo gol, com Litho, contudo, ficou nisso. E veio a garoa fina para encerrar o jogo em 4 x 2 para o campeão da Série Ouro.

Pela próxima rodada, os primatas tentam a recuperação, no entanto, têm mais uma verdadeira pedreira pela frente, o Acidus, 100% no torneio até o presente instante. Já o Bengalas tenta manter a invencibilidade contra o Estudiantes.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 2ª RODADA: GRUPO A:

Fúria 0 (4) x 1 (3) Treinadores do Braz

FÚRIA VENCE NA BOLA, MAS PERDE JOGO POR EXCESSO DE CARTÕES


Por Guilherme Meireles

Sem dúvida, uma das partidas mais emocionantes da rodada. Porém, mais do que emocionante, foi muito, mas muito polêmica. Dentro de campo as duas equipes fizeram um jogo disputado, repleto com chances para ambos os lados e que fizeram brilhar a estrela dos goleiros. Mais do que eles, a estrela de Carlão apareceu mais alta e forte. O camisa 20 do Fúria deu uma cabeçada certeira e abriu o placar com 11 minutos. Após mais pressão, o mesmo Carlão mandou uma cacetada do meio da rua e marcou um golaço.

O que mais impressionou foi a velocidade que as duas equipes imprimiram durante todo jogo, o que resultou em muitas finalizações e duas bolas na trave em ataques do Treinadores do Braz. Além disso, como é costume na opinião de alguns, o Fúria chegou muito duro em alguns lances durante todo o primeiro tempo, o que foi confirmado nos 25 minutos finais e na polêmica dos cartões que mudou o jogo.

Com a bola rolando no segundo tempo, não demorou para que Carlão marcasse o terceiro dele e de sua equipe. Logo depois, uma das estrelas do Fúria, Thiago Motta, encheu o pé da entrada da área e mandou por cima de Criança, que não teve tempo nem de ver a bola passando tamanha a potência do chute. Com 4 x 0 no placar, o Fúria relaxou e deixou o TdB jogar. Graças à ótima equipe que tem, os amigos do Braz foram para cima e perderam chances impressionantes, como a bola que Fagner tirou quando já estava ultrapassando a linha do gol.

Mas o Treinadores chegou ao gol com Juba, tento que gerou muita reclamação por parte do Fúria. Não demorou muito e Binho marcou o segundo. A equipe teve a chance de encostar no placar quando perdeu um tiro de 9 metros, fruto de tanta pancada que o Fúria distribuiu em campo com a anuência da arbitragem. E daí veio o mais polemico do jogo – o Fúria tomou cartão atrás de cartão. Carlão e Lucas foram amarelados e azulados aos 23 minutos. Adriano Motta amarelou no minuto seguinte, deixando o time com apenas 4 jogadores em campo. O TdB marcou mais um com Gérson e o árbitro encerrou o jogo.

Deve-se ressaltar que o Fúria exagerou na marcação mais do que o permitido, inclusive quando já tinha jogadores a menos em campo, e assim terminou o jogo com apenas 4 jogadores (3 na linha e 1 no gol). Como isto é contra as regras do campeonato (o mínimo em campo são 5 atletas), o placar de 4 x 3 foi anulado e o TdB ficou com os pontos e a vitória simbólica por 1 x 0.



II CHUTEIRA DE PRATA: 2ª RODADA: GRUPO A:

É Verdadeee 3 x 2 Ras Time

É VERDADEEE SE REABILITA SOBRE RAS TIME


Por Luis Fernando Saninana

O Ras entrou em campo pela segunda vez na competição depois de uma bela vitória por 6 a 4 sobre o TCM. Já o É Verdadeee vinha de derrota por 2 a 1 para o Locomotiva Tarja Preta. O jogo nem havia começado e a equipe alvi-azul, o Ras, tinha um problema. Sabe aquele velho ditado que diz que um grande time começa com um grande goleiro? Então, era exatamente o que faltava à equipe de Johny. Gustavo, ou Anão para os íntimos, teve que ser improvisado no gol.

Vários minutos de atraso, enfim a bola rolou e o o Ras resolveu pressionar desde o início. Logo aos 2 minutos Mau fez bela jogada pela meia direita e chutou. A bola bateu no zagueiro e saiu à direita do gol levando muito perigo.

O EV parecia perdido em campo, com os jogadores reclamando muito entre si (cena habitual no time de Gavião ultimamente) que a marcação estava errada. O Ras, que não tinha nada a ver com isso, não deixava o adversário jogar. A equipe vermelha e branca era obrigada a dar chutões para a frente. Depois de segurar a pressão inicial do Ras e melhorar a sua marcação, o É Verdadeee conseguiu equilibrar o jogo e chegou ao gol adversário. O primeiro lance de perigo foi com Fúria. Ele arriscou chute da ponta esquerda para defesa de Gustavo com os pés. O EV chegou mais uma vez com Lacraia. Uma bela troca de passes ocorreu na entrada da área e a bola sobrou para o jogador, que, na direita da área, bateu cruzado. O goleiro da equipe alvi-azul defendeu mais uma.

O jogo era lá e cá. Pelo Ras, Iasi avançou pela esquerda e chutou cruzado. Reyna espalmou fazendo grande defesa. A resposta do É Verdadeee veio logo em seguida, Diego bateu cruzado da direita da área e abriu o marcador. Correndo atrás do placar, o Ras insistiu nas jogadas aéreas. Gueller tentou duas vezes de cabeça, todas sem sucesso. O último lance de perigo do primeiro tempo foi com Lacraia. O jogador do EV tentou uma bicicleta da entrada da área, mas Gustavo defendeu.

O segundo tempo começou com uma polêmica. Logo nos primeiros minutos Lacraia pegou de prima da esquerda da área. A bola explodiu no travessão e balançou a rede. Todos do É Verdadeee pediram o gol, mas o árbitro mandou seguir.

E aí o Ras começou a pressionar, primeiro com Sujeira, que dominou na meia esquerda e bateu por cima do gol de Reyna. Depois com Mau, de novo pela meia esquerda, carimbando a trave direita. De tanto insistir o Ras conseguiu o empate com Felipe Prestes. Um chute da esquerda da área, sem chances para Reyna.

A equipe alvi-azul se empolgou e quase virou o jogo. Mau tentou duas vezes, a primeira passou perto do gol, a segunda o jogador chegou a balançar a rede, mas com a mão. O É Verdadeee resolveu reagir, pois vinha de um mal resultado na primeira rodada. Gavião chutou e acertou a trave direita. No lance seguinte, Girão ajeitou para Diego na entrada da área. Ele pegou de primeira fazendo 2 a 1.

O jogo ficou eletrizante no final. As duas equipes criavam chances claras de gol. O EV queria matar logo o jogo. Diego avançou pela direita e chutou cruzado, fazendo 3 x 1. Lacraia ainda tentou o quarto depois de bela jogada individual pela esquerda, mas a finalização foi para fora.

No final do jogo o Ras foi todo para o ataque. Moreno tentou duas vezes, mas foi travado em todas. A bola sobrou com Iasi na direita, que não desperdiçou e diminuiu o placar. Bem no finalzinho da partida, o zagueiro King travou a coluna e ficou caído um bom tempo no campo de defesa. 5 minutos depois o jogo recomeçou com o Ras todo no ataque, mas em vão, pois um minuto depois da paralisação o jogo acabou.

O É Verdadeee conseguiu se recuperar do resultado ruim do primeiro jogo e mostra que mais uma vez vai brigar pela classificação. O Ras, estreante no campeonato, prova que veio para dar trabalho.

II CHUTEIRA DE PRATA: 2ª RODADA: GRUPO A:

Real Paulista 5 x 2 Roleta Russa Olímpico

REAL PAULISTA VENCE A SEGUNDA, ROLETINHA PERDE A SEGUNDA


Por Guilherme Meireles

Real Paulista e Roletinha fizeram uma partida muito disputada e corrida, apesar das opiniões de que o Real passearia sobre o time mirim da Roletada. O estreante começou melhor, com o Panela arriscando de longe e obrigando Casari a voar até o canto direito para fazer uma defesa sensacional. Aliás, nesse lance ficou claro que o goleiro do Roleta seria uma das estrelas do jogo. Porém, nem ele conseguiu segurar o potente chute de Pedrinho, que mandou a bola nas duas traves antes dela entrar.

Perdendo por 1 x 0, o Roletinha reagiu e quase empatou com uma dose de sorte: a bola foi chutada pelo ataque do Roleta e quase enganou o goleiro. Mesmo assim, o Real jogava melhor: em outro bom lance, Gará foi lançado em ótimas condições, mas mandou à esquerda do gol. Quando o Roletinha atacava, encontrava grande dificuldades para furar a ótima defesa adversária, que se fechava cada vez melhor. E, claro, criava boas chances quando atacava.

O Roletinha não fazia uma má partida, mas contou com a sorte quando Paniza perdeu um gol impressionante na cara do goleiro. O melhor ataque do Roleta Junior no primeiro tempo começou com um lançamento preciso de Casari para Ceron, que se mandou em velocidade pela direita e cruzou para Brian livre pelo meio. Porém, o atleta do Roleta não teve calma e perdeu uma ótima chance, mandando por cima da meta adversária.

Daí para frente só deu Real Paulista. Se não fosse o goleiro do Roletinha, o placar estaria uns quatro ou cinco a zero só no primeiro tempo. Ele fez defesas impressionantes e foi sem dúvida o melhor de sua equipe dentro de campo durante todo o jogo. Mas uma hora a pedra fura e saiu o segundo gol do Real Paulista, gol que gerou polêmica se foi contra ou não. Mas o árbitro deu para Xexé. Para sorte do Roleta, o primeiro tempo chegou ao fim e evitou que a equipe, perdida em campo, levasse uma sova do Real Paulista, time de bom toquede bola e seguro tanto ofensiva como defensivamente.

No segundo tempo, as coisas melhoraram para o time de Baru. Logo nos primeiros instantes, Folha arriscou uma cacetada do meio campo e carimbou a trave, quase o ângulo. Pouco tempo depois, Gogof também arriscou de longe e foi mais feliz, descontando para sua equipe. E o empate quase veio com o mesmo Gogof, mas ele conseguiu perder um gol feito com o goleiro do Real Paulista completamente vencido no lance.

E assim o RP resolveu voltar a jogar e ampliou, com Xexé novamente. Não demorou muito para sair o quarto gol, e dá-lhe Xexé neles, que fez uma linda jogada individual pelo meio e bateu para o gol. Casari não conseguiu segurar uma bola defensável, e ali esteve a única falha do goleiro em todo o jogo.

O RP teve mais uma boa chance, mas Alê perdeu. Logo depois, Ceron descontou após disparar pela ponta direita e encher o pé. E foi nesse momento que ocorreu o lance mais espetacular do jogo, quiçá da rodada. O Real Paulista tinha uma falta pela direita. Muzamba rolou para Márcio, que bateu para o gol. A bola foi desviada no meio do caminho e enganou o goleiro do Roleta, que estava encoberto. De repente, não mais que de repente, Casari recuperou-se no lance e, de maneira impressionante, saltou em direção à trave direita, dando um tapa na bola e evitando o que seria o quinto gol do Real Paulista.

Depois da sensacional defesa, o goleirão se contundiu, pois bateu as costas com força na trave e no chão. Nada que tirasse a beleza da defesa, pois ele logo se recuperou e voltou a jogar. Ainda teve tempo para ele fazer mais uma linda defesa em cabeçada de Alê. Mas também teve tempo para mais um gol do Real Paulista, de Pedrinho, fechando a goleada por 5 x 2.

Exceção de alguns momentos do primeiro tempo e do início do segundo, o Real Paulista foi de fato superior em toda a partida e mereceu a vitória. Destaque para os ótimos Pedrinho e Xexé, que mostraram oportunismo para decidir a partida. Do lado do Roleta, Ceron se mostrou ofensivo e levou muito perigo ao gol adversário quando chegou. Além dele, Pina demonstrou muita raça para tentar segurar o excelente ataque do Real Paulista. Assim, o Roletinha acumula a segunda derrota, e o Real Paulista a segunda vitória – as duas por goleada.

II CHUTEIRA DE PRATA: 2ª RODADA: GRUPO B:

DPGamos 6 x 4 Pé de Pano

TIDO COMO NOVO SACO DE PANCADAS, DPGAMOS MOSTRA QUE NÃO É BEM ASSIM


Por Guilherme Meireles

O saco de pancadas anunciado na 1ª rodada parece que tomou as dores e reagiu. Tanto que o DPGamos, dos irmãos Fischer, mostrou as garras e venceu o Pé de Pano pela 2ª rodada. O jogo começou e praticamente no primeiro lance Daniel, goleiro do DPGamos, deu um susto daqueles nos seus companheiros: ele defendeu com os pés e, na hora de tentar sair jogando, perdeu a bola para o adversário, que quase inaugurou o marcador. Logo depois, o mesmo goleiro salvou sua equipe após um belo voleio de Rafinha Polachinni, que obrigou o goleirão a espalmar espetacularmente com a mão direita.

O PdP aplicava a pressão e quase abriu o placar em lance confuso dentro da área. Após um bate-rebate o perigo parou de rondar o gol do DP. E foi então que em um dos primeiros ataques da equipe no jogo, o time rubronegro abriu o placar. Bob, bem postado no meio da área, empurrou para as redes.

Após chute de Japinha, Daniel fez mais uma linda defesa, garantindo a vitória parcial de seu time. E se o goleirão garantia o bom resultado atrás, do outro lado do campo Bob garantia os gols. Aos 14 minutos, ele ampliou a vantagem. Entretanto, instantes depois, o Pé de Pano descontou com Dada.

Mas nem deu tempo para o DPGamos se desesperar, pois a equipe voltou a marcar, desta vez com Rafael Barros, e, três minutos depois, com um verdadeiro golaço de Bob. O camisa 7 e estrela do time arriscou uma cacetada de muito longe e mandou no meio do gol, mas por cima do goleiro, que nem conseguiu acompanhar a trajetória da bola.

Rolou a bola no segundo tempo e o PdP se via com um adverso 1 x 4 no placar. E a partir daí esboçou uma reação com Japinha, que, com menos de dois minutos, descontou para sua equipe, aproveitando rebote do goleiro. Mas Rafael Barros marcou mais uma vez e recuperou a vantagem do primeiro tempo aos 9 minutos. Foi um chute rasteiro defensável que o goleiro aceitou. Porém, mesmo com essa falha, deve-se dizer que ambos os goleiros fizeram um bom segundo tempo. Destaque para a ótima defesa de Daniel que tirou com os pés uma bola chutada por Nobru. Instantes depois foi a vez de Thiago mostrar serviço: ele pegou chute de Denão, que arrancou livre pela esquerda e saiu cara a cara com ele.

O gol perdido foi o grande momento divisor do jogo, pois a partir daí o time dos Fischer passaria por um enorme sufoco. O Pé de Pano melhorou significativamente, mas não conseguia transformar a superioridade em gols. Quando conseguiu, nos minutos finais, já era tarde. Ainda marcou dois gols praticamente seguidos: primeiro com Rafinha e depois com Dada.

Porém, se a tendência era o Pé de Pano exercer muita pressão no adversário no minuto final, a dupla Bob e Rafael Barros, numa tarde de muita inspiração, decidiram que era hora de por fim a qualquer reação. O segundo recebeu passe açucarado livre dentro da área e tocou de cabeça para o fundo das redes, fechando o placar em 6 x 4 e selando a primeira vitória do DPGamos no Chuteira. Já o Pé de Pano continua sem vencer e amarga a sétima colocação do Grupo B do Chuteira de Prata, com duas derrotas.

II CHUTEIRA DE PRATA: 2ª RODADA: GRUPO A:

Locomotiva Tarja Preta 4 x 4 Basicus

BASICUS E TRAVE SEGURAM A LOCOMOTIVA TARJA PRETA


Por Luiz Felipe Fernandes

Poucas pessoas, certamente, poderiam prever que o símile entre o Locomotiva Tarja Preta de Publius e os Basicus de R. Barath seria um jogo de tamanho equilíbrio em termos de gols e tão diferente em termos de sorte. Afinal, o Basicus soube como ninguém aproveitar as chances criadas, enquanto o Locomotiva patinou no trilho – melhor dizer, nas traves – e amargou um empate em 4 x 4 que soou como derrota.

Logo de cara o time ferroviário estava a todo vapor. Os comandados do suserano Lucas, que ainda não tinha chegado ao banco para comandar a equipe quando a bola começou a rolar, abriram o placar com Paulinho. Após receber cruzamento da direita, ele apenas escorou de cabeça no segundo pau para o fundo das redes do goleiro Emílio. Poucos instantes depois, Brunno cortou Renan no meio de campo e bateu cruzado para ampliar. Isso com 5 minutos de jogo.

A partir disso, tudo indicava que o Basicus iria adicionar à sua lista de pesadas derrotas mais um tópico. No entanto, a equipe rosácea tinha uma carta na manga: Love. O camisa 16, esquentando o banco, entrou para o jogo para viver seu dia de glória. Ele chamou o jogo para si e foi decisivo nos minutos conseguintes do embate, quando o Basicus renasceu para a partida.

Não se sabe se foi a chegada de Lucas ao comando do time ou se os jogadores relaxaram achando que a goleada viria naturalmente, mas certo é que o Basicus começou a chegar ao ataque. Primeiramente Starck soltou o pé em cobrança de falta e acertou o travessão de Betão. Minutos depois, finalmente, chegou a hora do amoroso atacante básico brilhar, quando ele, aos trancos e barrancos, conseguiu embalar canhoto chute na entrada da área. Mesmo o ofensor escorregando a pelota foi caprichosamente no cantinho do goleiro.

Com o gol, o ritmo da partida se tornara ainda mais intenso. Fefê foi amarelado pela professora sósia da saudosa Leci Brandão. Em seguida, a redenção! Love, novamente ele, arrancou pelo flanco destro em velocidade e chutou cruzado com precisão de um relógio cuckoo suíço para empatar. Nos lances seguintes, pôde-se observar chances alternadas. Os rosas tiveram dois arremates por cima, no primeiro Renan isolou após chutar de canhota. A outra oportunidade, mais perigosa, Gui que recebeu boa bola rolada de Love, mas também acabou por arrematar por cima da meta de Betão. Pelo lado do Locomotiva, Caio errou chute impressionante à queima roupa, mandando pelo lado. Nisso, o professor indicou, pouco tempo depois, o final da primeira etapa.

Logo no advento da etapa derradeira, veríamos que a toada do jogo continuaria emocionante. Publius bateu forte para o gol e Emílio fez bela defesa. Poucos minutos depois, o goleiro não teve a mesma fortuna ao soltar a bola nos pés de Toninho, que apenas completou para as redes. 3 x 2 para o time psiquiátrico. Mesmo com o novo revés, o Basicus não se deu por vencido. Em belo toque de Starck, Bruno BBien tocou no cantinho rasteiro, sem chances para Betão e deixou tudo igual de novo.

Atordoados em campo, sem posição definida e sem poder de marcação algum, o Locomotiva viu o que certamente não pensou que viria – o Basicus passar à frente no placar. O ataque não funcionava, o jeito era chutão pra frente e nada mais. Pelo lado contrário, o que funcionou foi o contra-ataque em ritmo desacelerado que acabou com arremate de Vini num belo gol toque de BBien de calcanhar. Basicus 4 x 3 e muita festa dos operários de Barath.

Daí em diante foram pouco mais de 15 minutos de pura pressão como poucas vezes se viu. O comandante Lucas tacou carvão na locomotiva e tirou um zagueiro para colocar outro meia ofensivo. Com isso, para se ter idéia, o último homem do time passou a ser Renan. E a locomotiva avançava e muito, encurralando o Basicus todo em seu campo de jogo, mas esbarrava no obstáculo chamado trave. Por ironia, foi em bola parada que o Tarja Preta empatou. Lucas mandou Foguinho cobrar a falta e ele não decepcionou. Tomou distância e mandou bola de forma perfeita no ângulo de Emílio, acordando a coruja sonolenta. Com o empate consolidado, o embalo se intensificou. No entanto, a pressão veio inerente a uma série de vicissitudes. Corroborando, inclusive, a tese do azar locomotivo com os postes.

Primeiramente, Brunno arrancou pela direita e bateu com perigo à meta básica. Minutos mais tarde, Publius, sempre ele, cabeceou com muito perigo na trave. Seria a primeira de muitas. Caio repetiu o feito de Publius, só que a menos de meio metro da linha do gol. Nesse cenário, o Basicus provou que não vive só de sorte: num lance extremamente confuso na grande área, a zaga rosa e preta demonstrou estar atenta, desarmando insistentemente quatro tentos ao gol. Foi um bololo de jogadores dentro da área e a bola insistiu em não entrar.

Com os minutos crepusculares se aproximando, continuou o ataque suicida dos Tarja Pretas. Duas bolas no travessão em seguida: na primeira, Toninho bateu de longa distância. Na outra, Caio cabeceou cara a cara com Emilio. Minutos mais tarde, teríamos o que seria, talvez, o lance mais espetacular do certame. Publius embalou linda bicicleta na área e praticamente sobre a linha de fundo, mas viu triste seu tento ser interceptado por Emílio.

Nos últimos instantes houve tempo para mais três lances: bola no travessão de Gui, para não dizer que só o Locomotiva carimbou o poste, além de dois chutes de Toninho defendidos pelo goleiro, em tarde inspirada. Fim de jogo e muita comemoração do Basicus! Os rosas enfrentam o Camelo em busca da primeira vitória, enquanto o Locomotiva busca vencer o Roletinha e espantar a maldição das traves.

II CHUTEIRA DE PRATA: 2ª RODADA: GRUPO A:

TCM 5 x 3 Camelo

TCM SE RECUPERA E DERROTA CAMELO


Por Diego Benine

O embate entre TCM e Camelo certamente foi uma grata surpresa para quem acompanha os jogos do Chuteira de Prata. Isso porque, apesar de um primeiro tempo morno, o jogo teve em seu desfecho tudo aquilo que um fã de futebol espera encontrar em uma partida: jogadas inteligentes, raça e muitos gols bonitos.

O ritmo da partida começou lento, quase parando. Como se estivessem se estudando, ambos os times tocavam a bola devagar na retaguarda. Coube ao Camelo romper a estabilidade do jogo com as armações de Cainho pelo centro e as velozes investidas de Ita e Cris pelas laterais. No entanto, os meninos da pizzaria esbarraram na eficiente zaga do TCM, representada por Funari e Cléber, que, com muita categoria e nenhuma truculência, frustraram muitas chances de gol ao longo da partida.

Se a zaga funcionou bem na primeira etapa, o TCM decepcionou no quesito ataque. Foram raras as vezes que o time conseguiu ultrapassar o meio de campo e, quando obteve sucesso, pecou feio nas finalizações. Talvez a maior chance de gol da equipe amarela tenha sido aos 10 minutos, quando Raffa, de cara para o arqueiro adversário, Carneiro, mostrando que este carrega no nome o instinto animal que marca a equipe, desperdiçou lançamento de Thiagão ao chutar um adversário ao invés da bola. Os demais esforços dos atacantes do TCM foram embolados e sem sinergia, presas fáceis para o competente Henrique, capitão e defensor do Camelo.

Por sua vez, o Camelo não perdoou e mudou o rumo da partida ao por fim no jejum de gols. Após ultrapassar a zaga rival com velocidade, Iago, ou Iagol, como chamam seus companheiros, cruzou para Cris cabecear direto no cantinho do gol adversário. Desajeitado, Marcião, goleiro do TCM, não ofereceu resistência. E fim do primeiro tempo.

A segunda metade da disputa parecia outro jogo, com outros times em campo – eis a surpresa anunciada no título da matéria. O TCM finalmente mostrou para o que veio, esbanjando vontade e coordenação na hora de atacar. Tanto isso é verdade que, em menos de um minuto, o gigante Ruffolo conquistou o empate com uma forte cabeçada no canto direito do gol. Era o prelúdio de uma goleada.

A equipe seguiu atacando com tudo. Teruo e Thiago tabelavam pelas laterais a fim de desarmar a zaga rival e lançar para que Ruffolo, matematicamente posicionado na banheira, pudesse cabecear novamente. A tática funcionou, mas o gol não foi de cabeça: aos 5 minutos, Thiago arriscou um chute que, após estalar no pé do zagueiro, tornou-se um preciso rebote para Ruffolo estufar as redes com vontade e virar o marcador.

A virada do TCM, ao invés de agir como um balde de água fria ao adversário, fez com que este se acendesse. Henrique deixou a zaga e, junto a Fê, construiu boas chances para Iago chutar. Todavia, dois fatores dificultavam a realização do gol: Lucas, perdido no meio de campo e incapaz de fazer uma ponte decente; e o goleiro adversário Paulo Muralha, reserva de Márcio, que barrou vários chutes do atacante camelídeo.

O empate só foi sair aos 14 minutos, com o gol do mesmo Cris, fruto de um emparelhamento de jogadores na grande área. Mas a felicidade do Camelo não durou muito, uma vez que, segundos depois, Cesinha marcou o terceiro do TCM e, sem dúvida, o mais belo de toda a partida. Após dar um chapéu em Henrique, o jogador pegou a bola de primeira e mandou direto para a rede. Um golaço!

Dois minutos depois, Guga aumentou o placar para o TCM. Não com um, mas com dois gols! Dois chutes cruzados à queima roupa praticamente idênticos, mas indefensáveis. Visto que a partida chegava ao final, isso minou as forças do Camelo, que seguiu jogando de maneira desesperada. Apesar da baixa moral, entretanto, o time conseguiu diminuir nos instantes finais com Cris de novo, uma bola rasteira que pegou o goleiro de surpresa.

A vitória reabilita o TCM, que folga com mais tranqüilidade na 3ª rodada. Já o Camelo vai encarar o Basicus, empolgadíssimo com o empate diante do Locomotiva.

II CHUTEIRA DE PRATA: 2ª RODADA: GRUPO B:

Babilônia 2 x 0 Sem Pretensão

QUASE DORMINDO, BABILÔNIA VENCE SEM PRETENSÃO


Por Guilherme Meireles

Se tivesse uma eleição do pior jogo da rodada, certamente este Sem Pretensão x Babilônia largaria como amplo favorito para a vitória já no primeiro turno. O Babilônia fez dois gols e cozinhou o jogo, o Sem Pretensão não conseguia jogar e nem ameaçar os rubronegros. Final de jogo num 2 x 0 gélido e de dar sono.

Na primeira etapa, o Babilônia jogou melhor e tinha em Vini Love seu grande maestro. E nem mal começara a partida e o Babilônia chegou ao gol, com Daniel San. A vantagem de só um gol durou pouco, pois Vini Love tratou de fazer o segundo gol aos 8 minutos. E quem diria que um time que faz dois gols tão rapidamente pararia de marcar? Pois foi o que aconteceu.

O primeiro tempo seguiu sem vontade, sonolento, sem muitos lances de gol. : primeiro com o camisa 5 e depois com o camisa 10. Começou o segundo tempo e a partida continuava a mesma! As duas equipes não criavam, principalmente o Sem Pretensão, que não conseguia acertar passe algum e quase não levava perigo ao gol adversário, mesmo com alguns torcedores incentivando atrás da quadra. Por outro lado, o Babilônia dava impressão de que achava que já havia ganhado o jogo, pois a equipe parecia que estava segurando a partida, e ficou um bom tempo sem criar.

Quando criou, a zaga do SP trabalhou bem e evitou qualquer perigo ao goleiro. Dois lances que chamaram a atenção foram duas grandes defesas: primeiro, Victor Aleixo se mandou pela esquerda, encheu o pé e obrigou o goleiro a espalmar, fazendo uma linda defesa. Depois, já próximo ao final da partida, Daniel San, um dos melhores em campo, arriscou de longe e fez o goleiro mostrar serviço, caindo no meio do gol e espalmando o chute potente. Aliás, deve-se dizer que o goleiro do Babilônia se mostrou seguro grande parte do jogo em boas saídas, fechando bem o ângulo e executando defesas difíceis nas poucas vezes que o SP levou perigo ao seu gol.

Sem dúvida, Sem Pretensão e Babilônia fizeram um dos jogos mais chatos da rodada, em comparação com as outras partidas. O magro 2 x 0 mostra isso, e confirma que o Babilônia foi superior o jogo todo. Daí o Babilônia liderar o Grupo B ao lado do Elefantes, enquanto o Sem Pretensão estar na lanterna junto ao Pé de Pano e Coringa, times que não pontuaram. Na terceira rodada, o Babilônia tem um jogo teoricamente fácil, contra o Pé de Pano, enquanto o Sem Pretensão joga contra outro desesperado: o Coringa, vice lanterna da competição.

II CHUTEIRA DE PRATA: 2ª RODADA: GRUPO B:

Canhedo Beppu 3 x 5 Xoro Paro

XORO PARO ATROPELA CANHEDO EM JOGO TRUCULENTO


Por Diego Pontes

Curiosamente, a disputa entre Canhedo Beppu e Xoro Paro foi bastante semelhante à TCM x Camelo, outro jogo desta rodada do Chuteira de Prata. Além do placar final das partidas ter sido o mesmo (5 x 3), o ritmo delas foi similar, com um primeiro tempo tépido, sem emoção, e um segundo tempo repleto de velocidade, jogadas emocionantes e até muita tensão.

A primeira metade do jogo se caracterizou, sobretudo, por um equilíbrio de forças entre as equipes. No geral, ambas jogaram devagar, tocando muito a bola e avançando com cautela. O Canhedo, entretanto, marcou mais pesado e acabou fazendo mais faltas – um total de 4, contra nenhuma do time de Kuminha. O número de faltas do primeiro tempo não indica muito além de que era mais faltoso que o adversário, mas no segundo tempo esse total vai dobrar, e isso custaria um tiro de 9 metros contra os engenheiros no final do jogo.

O clímax desse segmento foram os 10 minutos iniciais de jogo. Aos 6, o Canhedo abriu o placar com jogada de Suzuki, que, sozinho diante o goleiro, chutou rasteiro, sepultando a bola dentro do gol. O Xoro não deixou barato e, minutos depois, empatou com Rodrigo Rezende. Era apenas o começo de uma brilhante atuação do atacante, que ainda marcaria mais 3 gols ao longo da partida. Sem dúvida, o principal responsável pela vitória do XP na estréia da equipe na competição, já que folgou na rodada anterior.

E coube ao craque e camisa 10 do time encerrar o primeiro tempo. Aos 17, após uma tabela bem sucedida com Negão, Kuminha colocou a bola no cantinho com um toque bem ao seu estilo, virando definitivamente a partida e tornando-se um alvo em potencial para a truculência do Canhedo que viria a seguir.

Conforme dito anteriormente, foi na segunda metade do jogo que o bicho pegou. Determinado a mudar o quadro da partida, o Canhedo voltou atacando forte, com Suzuki desbravando sem medo o meio de campo e com as investidas do raçudo Testa pelas laterais. A dupla conseguiu encurralar o XP por alguns instantes, dando indícios de que não teria vez para a equipe rubra nesse segundo tempo. Todavia, a estrela de Rodrigo Rezende brilhava intensamente naquela noite, uma vez que, poucos segundos depois, o jogador se desvencilhou da dura marcação de Fabinho e conseguiu ficar cara a cara com o arqueiro Papa Burguer. Bastou um chute cruzado para que a bola entrasse no gol e marcasse 3 x 1 para o Xoro Paro.

Num ímpeto de conquistar o empate a qualquer custo, tal qual fizeram contra o Coringa na rodada anterior, a equipe dos engenheiros focou todas as suas atenções no ataque, deixando a enorme responsabilidade de defender a área para Véio e Papa Burguer. Grande erro. Nunca que apenas um zagueiro daria conta de barrar os velozes Kuminha, Rodrigo e o meia Negão. A prova disso veio aos 10 minutos, quando Rodrigo mandou uma bomba para explodir bem no meio da rede do adversário.

Dois minutos depois, mais um gol do Xoro. Porém, dessa vez não era um gol comum, mas sim o mais belo de todo o duelo: com muito gingado, Negão costurou o meio de campo, chapelou Alex Eiji e cruzou para Rodrigo (de novo ele!) finalizar com um toque preciso.

O lance aparentemente enervou o Canhedo, já que este passou a atacar com uma determinação progressiva. Porém, tal atitude seria louvável se o time não tivesse começado também a fazer faltas cada vez mais violentas. É de se espantar que os jogadores do Xoro não tenham revidado e provocado uma briga, visto que era visível que o time cinza estava descarregando sua frustração na forma de socos e pontapés. A arbitragem, por sua vez, poderia ter sido mais rigorosa e punido os brucutus com cartões. Falha do Canhedo e da casa.

Após pressionar muito, finalmente a esquadra cinza conseguiu diminuir o placar. Aos 18 minutos, Véio aproveitou o preciso escanteio cobrado por Suzuki e marcou de cabeça. Em seguida, sem dar chance para o Xoro respirar, Suzuki trespassou a zaga adversária e tocou por cima de Danilo. A jogada aparentemente teve um efeito moral enorme sobre a equipe do Canhedo, pois esta passou a correr ensandecida atrás da bola.

No entanto, o Xoro não afrouxou e o jogo seguiu tenso e parelho até o último minuto, quando Thiago Perna encerrou a peleja ao mandar para fora o tiro de 9 metros que a armada vermelha e branca ganhou pelo excesso de faltas do Canhedo.

Com a vitória, o Xoro Paro larga bem a disputa por uma vaga no mata-mata nesse Grupo B que promete emoção até a rodada final. Na próxima rodada, um desafio árduo para ambos. O primeiro enfrenta o Elefantes Indomáveis, líder da chave e invicto até o momento, enquanto o segundo pega o Med Taubaté, que folgou nesta rodada e volta com tudo para correr atrás dos líderes.

II CHUTEIRA DE PRATA: 2ª RODADA: GRUPO B:

Elefantes Indomáveis 5 x 3 Coringa

ELEFANTES VENCE CORINGA E SEGUE 100%


Por Renan Lamarck

Já noite no PlayBall, ambas as equipes começaram o embate muito empolgadas, dividindo todas as bolas e tentando controlar o meio campo. Assim teve início o confronto entre os Elefantes Indomáveis contra o Coringa. No entanto, logo que a empolgação inicial passou os Indomáveis passaram a rondar com certo perigo o gol defendido por Cidrão. Em lance perigoso, Thomas subiu no terceiro andar para cabecear bola cruzada. A redonda pingou no chão, mas o goleiro fez boa defesa. Pouco depois Cauê, que seria o nome do jogo, começou a se destacar no confronto, ao receber passe na direita e soltar uma bomba para abrir o placar.

Alguns minutos depois, aproveitando que o Coringa ainda não encontrava seu jogo, os Elefantes tramaram outra boa jogada pelo lado direito. Após Cidrão fazer boa defesa, a bola sobrou Cauê no bico direito da área, que com um chute forte fez 2 x 0. Ainda aproveitando o abatimento adversário, os Indomáveis seguiram pressionando. De novo Cauê, agora ele ganhou no corpo de Guilherme, abriu espaço e bateu cruzado. Era o terceiro de sua equipe.

Contudo, por mais que a desvantagem fosse grande, nesse momento o Coringa conseguiu encaixar seu futebol e descontou duas vezes ainda na primeira etapa. Jorge fez boa jogada na esquerda, até a bola chegar em Rafinha, que mandou pro fundo do gol. Vale lembrar que pouco antes Kaká já havia descontado para o Coringa. Assim terminava a primeira etapa, Elefantes 3 x 2 Coringa, com a animação da torcida do Coringa mostrando expectativa de virada na segunda etapa.

Junto com o tempo complementar de jogo veio, também, uma leve chuva, suficiente para molhar por demais a quadra e deixar o gramado escorregadio. Logo que a pelota rolou, aos 3 minutos. o Elefantes jogou um balde de água fria, como se já não bastasse a chuva, na cabeça dos rivais. Lanza tabelou com Manente pelo meio, recebeu na esquerda e mandou pro fundo do gol, 4 x 2.

Ainda correndo atrás do empate, o Coringa melhorou durante a segunda etapa, tentava na base dos contragolpes chegar ao gol adversário. Falta na intermediária, Rafinha foi pra bola e marcou o terceiro para sua equipe, mantendo acesa a esperança da virada. Por fora da barreira ele acertou o canto do arqueiro Chacha, que só olhou. Todavia, no momento em que o Coringa dava mostras de que brigaria até o minuto final pelo empate, Cauê apareceu mais uma vez, desta vez para decidir o confronto e dar números finais ao embate.

Ao término do jogo, alguns jogadores do Coringa e outros do Elefantes se empurraram, trocaram xingamentos e causaram certa confusão nas proximidades da quadra 8, próxima à saída PlayBall. Depois de certa correria e muito bate boca, os dois times se acalmaram, não chegaram às vias de fato e foram cada um para seu canto. Os beijos mandados por Cauê, MVP da partida, à torcida do Coringa quando comemorava seus gols enfureceram ainda mais o derrotado pela segunda vez time tricolor.

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