A Equipe Bróder tinha quase tudo contra no jogo de abertura da 3a rodada. O bom goleiro Leo não apareceu, o ótimo time do Roleta Russa estava completo e tinha Matrix embaixo das traves, o que poderia fazer toda a diferença. Ao final da partida, foi o zagueiro Soneca que foi decisivo – só que não como zagueiro, mas sim como goleiro do Bróder.
A partida começou com muita lentidão. Nenhuma das equipes impunha um ritmo mais acelerado e o Roleta, bem a seu estilo, foi marcando gols. Aos 13 minutos de jogos, Bob e Nação (2) abriam 3 a 0. Parecia que a partida estava decidida. Parecia que os 10 a 0 contra o CBB na rodada anterior seria reprisado contra o Bróder, até porque o Roleta tem muita facilidade de, sem forçar o jogo, marcar gols. Os gols do Roleta saem naturalmente, sem grandes esforços.
Mas talvez este tenha sido o grande pecado do Roleta após os 3 a 0 no placar – achar que a Equipe Bróder não teria forças para reagir e que a goleada era questão de tempo. E o tempo correu contra o Roleta, pois o Bróder, aos 25 minutos do primeiro tempo, diminuiu a vantagem com Lapa e se manteve vivo no jogo.
No segundo tempo o que se viu foi um Roleta acuado, sem muita força ofensiva – quando chegou, esbarrou em Soneca, inspirado no gol e que foi comparado a Van der Sars, o goleiro holandês – e um Bróder animado para chegar à vitória. E com 10 minutos do segundo tempo o jogo estava empatado – Paulo superou a fase da cachaça e fez um gol e o novato Marcelinho, eleito o melhor em campo, fez o terceiro gol em jogada errada do zagueiro Bocha.
Empate e o jogo ficou parelho. Foi só aí que o Roleta acordou e resolveu atacar. O jogo ficou aberto, com possibilidades de contra-ataque para ambos os lados. Parecia que quem fizesse um gol seria o vencedor. E, aos 23 minutos, Mutssa recebeu bola na frente de Matrix e tentou corta-lo levando a bola para a linha de fundo. Lance perdido para muitos, mas eis que ele dá novo corte para dentro da quadra, levando zaga e mesmo o goleiro, e novo corte para a linha de fundo. Quando abriu um espaço, chutou para as redes. Era o quarto gol do Bróder, o gol da vitória, especialidade que parece que Mutssa assumiu para si.
Bróder lidera ao lado de SNG, com 9 pontos cada, sendo estes os únicos times invictos no torneio a partir de agora. Não à toa, os 2 times que se mostraram mais equilibrados e o melhor futebol.
SNG ASSUME A PONTA COM NOVA GOLEADA
Contra o Só Lance, que ainda não havia pontuado, o SNG jogou para o gasto e ganhou de 9 a 3. Bem a seu estilo, jogo compacto na defesa e aproveitando a velocidade de René e Memé, o SNG abriu vantagem com sua dupla de ataque. Renê fez 3 gols e já se iguala a Martins do Acidus na artilharia, Memé, outros 2. Destaque nos gols para os dois feitos por Allan, zagueiro do SNG. No primeiro, um canhão do meio de campo que encobriu o goleiro e entrou no ângulo. O segundo outro golaço, desta vez de cobertura mas do campo de defesa ao ver o goleiro adiantado.
Fecharam a goleada Tejeda e Mario. Pelo Só Lance, descontaram Denis, Filipe e Éverton.
MACHUPICHU FAZ JOGO PERFEITO E DERROTA JOGA 13
O MachuPichu enfim desencantou e pôs fim à fase de azar que parecia rondar a equipe. na tarde de sábado 22 de setembro, pela 3a rodada do IV Chuteira, o MachuPichu conquistou sua primeira vitória no torneio com estilo. Isso porque, ciente do poder do Joga 13 e vacinado pela goleada no III Chuteira por 7 a 1 (com direito a 6 gols de Lele), resolveu mudar seu jogo e jogar fechado para tentar surpreender no contra-ataque. E não deu outra: um jogo taticamente perfeito do MachuPichu com destaques para o zagueiro Rodrigo Varejão e o meia-atacante Caio, que soube cadenciar o jogo e valorizar a posse de bola quando o time virou o marcador.
Um primeiro tempo de 0 a 0 mas que não condisse com o jogo. Como em todo jogo do 13, a equipe começou no ataque, fazendo pressão em busca do gol. O MachuPichu, recuado, buscava brechas para o contra-ataque e chegou algumas vezes, fazendo Caieiras trabalhar. Enquanto isso, o Joga 13 não conseguia finalizar pro gol de tanta gente do MachuPichu povoando o campo de defesa. Todo chute encontrava um pé, um corpo pela frente. As bolas em Lele eram tomadas na bola ou no corpo – Lele não teve espaço em nenhum momento do jogo e foi muitas vezes agarrado com falta, que raramente foram marcadas pelo árbitro. Fato é que o poderio ofensivo do 13 foi anulado com precisão por Rodrigo, e aí a equipe não conseguia jogar. 0 a 0 foi um placar injusto ao MachuPichu no primeiro tempo.
Mas as emoções estavam para acontecer no segundo tempo, quando, na única vez que Lele conseguiu receber de costas, vi Rafinha entrar livre pela direita e tocou para o 13 abrir o placar. Certamente passou pela cabeça do MachuPichu o mesmo filme que se via há tempos – a equipe joga bem mas sempre perde no final. Mas o estilo de jogo não foi abalado. Mantendo o mesmo padrão e explorando a habilidade de Caio para os contra-ataques, o MachuPichu empatou com o próprio, numa bela jogada pela esquerda com direito a drible e chute cruzado.
O empate abalou a “trezera”, que passou a discutir em campo entre si. Bruninho e Choco não se entendiam e Lele continuava isolado no ataque, em meio a Taka e Rodrigo, a dupla de zaga mais habilidosa do campeonato. Mesmo assim, o 13 pressionou e o placar só foi mantido graças ao esquema de compactação na defesa imposto pelo MachuPichu. Sem espaço para trabalhar a bola, os atacantes do 13 eram deslocados paras as laterais, de onde não conseguiam fazer muita coisa. Quando conseguiam se livrar da marcação, logo chegava outro na cobertura.
A vitória do MachuPichu saiu em novo contra-ataque, desta vez puxado por André e Danilo contra dois jogadores do 13. Com passe na medida, André tirou um dos defensores da jogada e deixou o lance nos pés de Danilo. Diferentemente do que se via nos outros campeonatos, o camisa 7 partiu pra cima do zagueiro, tirando-o da jogada, e bateu rasteiro, virando a partida e decretando de vez a primeira vitória do MachuPichu e a segunda derrota do Joga 13.
Ao final, muita comemoração por parte do MachuPichu, que parece enfim ter encontrado a formação ideal de jogo, e irritação de jogadores do Joga 13, inconformados com a derrota e buscando culpados que não eles próprios.
SPORT CBB SE RECUPERA EM CIMA DO FORA DE SÉRIE
Depois de tomar de 10 a 0 do Roleta, o CBB parecia que podia perder o rumo. O jogo contra o Fora de Série serviu para mostrar que não, que o time está engrenado e tem condições de classificar com certa facilidade até. Haja visto o mágico gol de bicicleta de Thiaguinho, que abriu o marcador. Um golaço quase sem ângulo no ângulo!
O Fora de Série ainda empatou, mas viu o CBB abrir 3 a 1 no segundo tempo com Victor e Ramon. A confusão maior aconteceu quando o árbitro encerrou o jogo com 20 minutos do segundo tempo, causando indignação nos jogadores do Fora de Série, que marcavam o tempo de fora. a partida acabou reiniciada e o FS diminuiu com Thiago Motta, mas não teve tempo para o empate.
HOLLANDA DE BATORÉ DERRUBA ACIDUS DE VIRADA
Em menos de 5 minutos o Acidus já vencia por 2 a 0. Parecia que a terceira vitória da equipe era questão de tempo. Mas eis que surge um jogador que faria da bola sua arma e do adversário, sua vítima. Seu nome? Batoré. Guardem este nome.
Acidus 2 a 0, mas Batoré pega na bola. É gol. Em seguida, falta da meia direita. Batoré na bola. Um leve desvio na barreira mata o goleiro Publius, que vê a bola entrar no ângulo. 2 a 2. o Acidus tenta reagir e Martins faz 3 a 2, seguido por Robinho, 4 a 2. Final de primeiro tempo e Edmundo desvia de letra um cruzamento fraco sem muitas pretensões para diminuir para a Hollanda.
Segundo tempo começou e o Acidus mostrou o mesmo jogo perdido que apresentara contra Só Lance. A Hollanda nada tinha a ver com isso e pôs Batoré para trabalhar. Num dos gols mais bonitos do Chuteira, Batoré recebe de costas na ponta da área e rapidamente vira uma bicicleta. Caixa. Poucos acreditaram no que viram, mas menos ainda quando Batoré deu outra bicicleta igual e a bola explodiu no travessão. E assim Batoré empatou o jogo de bicicleta e virou num chute cruzado. Pedrinho ainda voltaria a empatar o jogo em 5 a 5, mas a tarde era de Batoré, que marcou seu quinto gol e o sexto do Hollanda. Com 6 a 5 e um erro de cobrança de falta do acidus, Neném fechou em 7 a 5 e derrubou mais um invicto.
TOSCO INVERTE LÓGICA E AFUNDA AINDA MAIS O BUCETS
Uma partida de pouco importância em se tratando de dois times que não tinham ganhado ainda. Tosco e Bucets jogavam para sair do zero e, baseado pelo que foi visto das duas equipes até então, incluindo torneios anteriores, o normal seria uma vitória fácil do Bucets que, apesar do mau momento, já mostrou em outras oportunidades que é um time competitivo. Mas eis que a regra é quebrada...
O jogo começou morno, com as duas equipes jogando o seu futebol habitual. O Tosco se mostrava muito mais valente em campo, lutando por todas as bolas, esbanjando vontade e raça. Apesar disso, o Bucets, com seu futebol de força, abriu 2 a 0 no placar sem muitas dificuldades. Mas a velha sina do Bucets, a violência, tanto brigando entre si, quanto ameaçando e distribuindo pontapés voltou a aparecer. E quando a preocupação em bater é maior que a de jogar bola, o que acontece não poderia ser outra coisa – o time adversário se torna mais forte do que nunca e parte pra cima. A tática de amedrontar do Bucets criou um monstro. O Tosco começou a jogar, e a jogar bem até virar o jogo.
O primeiro gol saiu com Foguinho, num tiro de 9 metros depois do Bucets estourar o limite de faltas. Pouco depois veio o gol de empate, também dele, e em seguida a virada em jogada trabalhada dentro da área em que Perassi rolou para o camisa 9, And, marcar. Vibração do time, vibração da torcida, decepção do Bucets, que parece sem comando e falido. Irreconhecível o futebol do Bucets, mas a vontade de criar confusão continua a mesmo.
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