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Notícias de 23/04/2009

COBERTURA DA 6ª RODADA DO VII CHUTEIRA DE OURO


VII CHUTEIRA DE OURO: 6ª RODADA: GRUPO B:
The Veras 1 x 4 Joga 13


JOGA 13 DESENCANTA E ENFIM VENCE


Finalmente o grande Joga 13 desencantou no VII Chuteira de Ouro e conquistou sua primeira vitória 4 jogos sem vencer. Contando com a volta de Choco na armação da equipe, e comandada por Lele no ataque, a equipe do 13 não deu conta do adversário, o The Veras, que, cinco pontos acima na tabela, teve dificuldades de escalar o time devido aos desfalques e, apesar de muita vontade e raça demonstrada, não suportou a pressão do adversário e caiu pelo placar de 4 x 1.

Assim que a bola rolou ficou visível que o 13 iria de todas as formas para cima do adversário. Aliás, essa era exatamente a postura que se espera da equipe em todas as partidas, ainda mais estando na lanterna do Grupo B mas ainda sonhando com a classificação à fase final. Não demorou muito para Kbral, que começou de titular no lugar de Guma, abrir o placar para o Joga 1. Na comemoração, não só por ser o zagueiro o autor do gol, ficou nítida a alegria e alívio de sair na frente, tanto por parte dos jogadores quanto da torcida. Era claro para todos que essa era a hora da virada dentro do certame.

No ataque do 13, Lele cortou o marcador pela esquerda e chutou. A bola desviou no marcador, mas antes de entrar foi defendida por Benga. Pouco depois, aproveitando a apatia do Veras no início de confronto, Lele recebeu no ataque e marcou um bonito gol. Ainda no primeiro tempo o 13 aproveitou para chutar de vez a crise: Choco e Lele foram mais uma vez fundamentais para o terceiro gol. Choco lançou Zóio na corrida pelo lado direito, que avançou e viu Lele entrar na área. O cruzamento rasteiro foi perfeito para o matador só desviar para as redes e fazer 3 x 0 em menos de 10 minutos.

Somente após o terceiro gol o The Veras conseguiu jogar futebol. O capitão Pedro tabelou bonito com Kinho, mas na hora de chutar ao gol a bola correu demais. Enquanto isso o 13 finalmente lembrava o velho Joga 13, impondo seu jogo com raça, vontade e ainda um futebol bonito. Choco, jogando com muita seriedade, ganhou no corpo de Pedro, avançou pela esquerda e chutou com perigo rente à trave. Pouco depois, o capitão Rodrigo chegou ao ataque, driblou Cucio e bateu. O chute não saiu conforme o esperado, mas o arqueiro Benga afastou com um chute pra longe este que foi o último lance de perigo da primeira etapa.

No segundo tempo ficou bem clara a mudança de postura do Joga 13. A equipe, possivelmente cansada pelo desgastante e proveitoso primeiro tempo, passou a jogar nos contra-ataques. Na velocidade Choco disparou para o ataque, tocou para Lele, que devolveu de calcanhar, para chute perigoso. Do outro lado, com mais posse de bola, enfim o Veras conseguia tocar a bola de pé em pé, de um lado para o outro, até a redonda chegar a Kinho na ponta esquerda, que, com uma pancada, acertou a trave de Caieras. Pouco depois o Bob Marley do The Veras recebeu na área, mas antes que conseguisse virar e chutar foi travado pelo goleiro.

Mesmo num sol outonal mas forte de meio de tarde, Choco continuava se doando dentro de campo e levando seu time ao ataque pelas laterais do campo. Em um lance ele recebeu na direita, driblou Pedro e chutou cruzado. Benga espalmou e salvou o Veras. Na seqüência, ele mesmo enfiou um bolão para Lele dentro da área, que acabou travado pelo goleiro na hora H.

Fazendo um segundo tempo muito mais equilibrado, com Kinho fazendo boas jogadas mas pecando nas finalizações e no excesso de firula, o The Veras descontou com o ótimo Nico, ao lado do esforçado Pedro no meio de campo correndo atrás de Choco, o melhor do time azul-grená. O zagueiro/meia/artilheiro apareceu bem na direita e com um lindo chute de esquerda colocou a pelota para dormir no ângulo de Caieras, que nem esboçou ir na bola tamanha a precisão do chute. Apesar da derrota momentânea, foi um golaço que arrancou aplausos de gente do lado de fora.

Após descontar, o Veras melhorou. Fezão ganhou de Choco no meio e meteu a pelota para Nico, mas desta vez Caieras foi mais esperto e impediu a chegada do camisa 14. Parecia replay, mas um pouco depois o goleirão do 13 teve de ser arrojado para travar João Cláudio, que tentava giro dentro da área.

Mesmo com toda a luta no segundo tempo, o 13 já jogava em ritmo de treino e abusava de perder gols com toques a mais diante do gol de Benga, o que irritou parte da torcida que se avolumava ao redor da quadra. Mas aos 15 minutos o 13 encaixou bom contra-ataque e, contando com a sorte, Lele confirmou a vitória e marcou seu terceiro gol na partida, tirando a zica de quem já foi artilheiro da competição e vivia jejum de gols. O camisa 9 não teve trabalho algum: Rafinha chutou da direita, o goleiro espalmou e a bola bateu nele, que estava na hora certa e no local certo para decretar o placar final em 4 x 1.

Ainda houve tempo pra Rodrigo arriscar do meio e a bola, que saiu rasteira, tocar na trave direita de Benga. Com o resultado, o 13 passa a lanterna do grupo para o Atlético Pagalanxe e, mais vivo do que nunca, já vê muito próxima a classificação à fase de mata-mata. “Deixaram a gente ressuscitar. Agora vão agüentar. Joga 13 já está classificado”, afirmou Lele após a partida, confiante de que agora em diante a fase de vacas magras ficou para trás. A ver que o próximo jogo é contra o lanterna, prováveis mais 3 pontos podem ser computados aí na conta do 13, deixando muito time de cima da tabela preocupado, como The Veras, que permanece com 6 pontos, e Estudiantes, que soma 7 após empate com Acidus.

VII CHUTEIRA DE OURO: 6ª RODADA: GRUPO A:
Fiorella Brasil 11 x 4 Kadência


KADÊNCIA DESPENCA COM GOLEADA SOFRIDA PARA FIORELLA


Parece que Kadência campeão foi um erro de percurso somado à inspiração de jogadores que ou deixaram a equipe ou não estão rendendo tal qual no passado – casos de Pedrinho, o goleiro Renato e o artilheiro e MVP Paulinho. Afinal, o que explica a campanha irregular de 3 vitórias e 3 derrotas, sendo uma das derrotas para a frágil equipe da Giro SP, já candidata séria ao descenso? Ou então como encarar um placar de 11 x 4 contra “conquistado” pelo Fiorella Brasil na última rodada?

O Kadência campeão, que jogava compacto e tinha em Paulinho a referência no ataque, ficou mesmo no ano de 2008 e vai ficar na saudade daqueles que fizeram parte da campanha vitoriosa, pois no atual Chuteira de Ouro a equipe tem apenas 50% de aproveitamento nas seis primeiras rodadas (sendo três vitorias e três derrotas). E, talvez muito pior que isso pensando no significado e no momento que adveio, a equipe sofreu uma incrível goleada para o Fiorella Brasil. A equipe do ótimo goleiro Fonseca não se deu conta de que seu adversário era o atual campeão. Afinal, na Copa dos Campeões, em janeiro, o Fiorella faturou o Kadência e levou a taça. Desta vez, a surra foi maior e, com muita facilidade, aplicou uma acachapante goleada por incríveis 11 x 4.

Nem bem começou o confronto e o ofensivo Fiorella já abria o placar. Ari Silva avançou na esquerda e tocou para Van-Van dentro da área marcar o primeiro. Pouco depois o mesmo Ari chegou com perigo, desta vez em jogada pela direita, rolou para Van-Van, que serviu Sérgio Barros para fazer 2 x 0 em dois minutos de jogo. Um começo arrasador do time que, ao lado do Acidus, vem mostrando o melhor futebol da Série Ouro.

Baixada a poeira dos dois gols iniciais, o Kadência tentou encontrar seu jogo. Tocando a bola conseguiu chegar com perigo ao ataque. Marquinhos e Paulinho ganharam a jogada dentro da área e a bola sobrou com o artilheiro, que diminuiu a desvantagem no placar para 2 x 1. No entanto, quando parecia que o atual campeão se animaria e partiria em busca de uma reação, o Fiorella chegou ao terceiro gol com Van-Van novamente. Após chute de Rogério Silva, o atacante aproveitou o rebote, fintou o goleiro Renato e anotou 3 x 1.

É bem verdade que o capitão, artilheiro e MVP do último Chuteira até tentava criar alguma coisa, mas o Kadência já se mostrava desanimado e vulnerável às investidas rivais. Ari avançou pelo meio e rolou na direita para Sebastião Alvez chutar forte e marcar o quarto. Logo em seguida, o próprio Ari, grande nome do jogo, anotou o quinto, expondo as fissuras do time campeão. E foi em em 5 x 1 que acabou o primeiro tempo.

Na segunda etapa, o Kadência até mostrou outra postura em campo nos movimentos iniciais, e rapidamente conseguiu chegar a seu segundo gol, com Fábio Simões, e após Van-Van fazer o sexto, Ivan descontou e anotou o terceiro. Contudo, mais uma vez parou por aí qualquer esperança de que o time reagisse, pois o Fiorella estava irresistível e desandou a marcar gols. Sérgio Barros resolveu o jogo com 3 gols seqüenciais. Não perca a conta, nesse momento o implacável Fiorella vencia por 9 x 3.

Pouco antes do final de partida, o Fiorella, que já tinha o resultado assegurado, colocou o leal adversário na roda, Vale lembrar que mesmo goleado o Kadência não apelou para a violência. Mas o zagueiro Sebastião fez o 10º gol do Fiorella ao receber bola tocada curta em cobrança de escanteio. Em meio aos gols marcados pelo Fiorella, a guerra de um homem só travada por Paulinho valeu ao Kadência seu quarto gol, escorando cruzamento de Fábio Simões. No entanto, a contundente derrota já estava sacramentada. Porém, para consagrar a tarde dos Silva fiorellanos, Tiago Silva, que vem assumindo a liderança do grupo na ausência de Ricardo Tavano, decretou o final da festa num humilhante 11 x 4 que desnorteou os atuais campeões e os deixa em situação de extremo perigo, mesmo em termos de classificação. Afinal, com 9 pontos e hoje fora da zona de classificação, tem jogos duríssimos diante de SNG e MachuPichu, já que folga uma rodada. Ou seja, são dois jogos complicados para ter de vencer ao menos um e torcer muito contra os demais.

Já o Fiorella segue em ascensão e, a descontar a derrota por WO, está invicto e com um ataque demolidor: nada menos que 21 gols nas últimas duas partidas. A caça ao MachuPichu e a disputa com o SNG pelas duas primeiras posições do grupo se intensificam daqui em diante. Tudo leva a crer que o time vem firme e forte atrás do bicampeonato.

VII CHUTEIRA DE OURO: 6ª RODADA: GRUPO A:
Fora de Série 4 x 3 Fúria


FORA DE SÉRIE VENCE FÚRIA E FICA PERTO DA CLASSIFICAÇÃO


A torcida do Fúria compareceu outra vez em massa para assistir a mais um jogo de sua equipe no Chuteira de Ouro. Desta vez teve seu espaço merecido: a arquibancada com cobertura, que foi usado como tambor para infernizar a equipe do Fora de Série. Além disso, a torcida trouxe buzinas e nem o frio nem o feriadão afastou a animação das meninas gritando e cantando e dos meninos do lado de fora com os tradicionais rojões. Entretanto, toda essa festa fora de quadra não foi correspondida dentro de campo, pois o Fúria acabou sofrendo a virada e perdeu para o rival Fora de Série, que chegou a 9 pontos e embolou totalmente a classificação do Grupo A.

O Fúria começou a partida apostando na sua maior qualidade: a raça. Era uma vibração a cada bola disputada, mas foi o FdS que abriu o placar, com Du Formiga, de cabeça. Isto não desanimou a torcida furiosa, e o time foi com tudo para cima do adversário, sempre empurrado pela torcida. E não tardou para levar perigo diversas vezes seguidas ao gol de Maranhão, e quase sempre com Thiago Motta. Primeiro, ele avançou pela esquerda em direção à linha de fundo e bateu cruzado mas ninguém chegou para empurrar a bola para dentro. De bola parada Fagner tentou, mas a barreira não deixou que a bola passasse.

Um dos melhores em campo até então por parte do time rubro-negro era o capitão Luis Gabriel, que fazia um pouco de cada função: corria, marcava, defendia e até atacava. Foi assim que ele também avançou para a linha de fundo e bateu cruzado, mas outra vez não apareceu ninguém para completar para as redes. Até abusar da sorte do adversário o Fúria tentou, quando Jé tentou marcar por cobertura mas mandou para fora. O lance mais perigoso quase originou um golaço do Fúria. Thiago Motta estava bem posicionado na entrada da área e, após cruzamento, ele pegou de calcanhar. A bola passou muito perto e à esquerda do gol adversário.

A esta altura, o Fúria estava melhor e dominava as ações. Quando o FdS chegava era apenas em jogadas de contra-ataque que nada rendiam. E de tanto pressionar, o time chegou ao gol: de novo Thiago Motta cortou para esquerda e chutou de fora da área para empatar a partida. O gol ascendeu de vez a torcida, que passo energia ao time e este permaneceu martelando o time celeste. E a virada que quase veio com Adriano Motta, que recebeu uma bola açucarada após bela troca de passes e mandou à direita do gol. Já nos últimos instantes do primeiro tempo, Kadu apresentou perigo ao gol adversário ao mandar por cima do travessão.

Na segunda etapa, o Fúria também começou melhor, e a locomotiva do time continuava sendo seu capitão, que empurrava os atletas para cima do FdS, que, no ataque, não tinha a velocidade necessária para romper a defesa furiosa. Porém, Fagner se machucou e desfalcou o Fúria no restante da partida, mas isto não tirou a disposição do time. Tanto que continuou melhor e acabou chegando à virada, outra vez com Thiago Motta.

A torcida foi ao delírio e começou a pedir "mais um". Porém, nesta fase do jogo, os papéis começaram a se inverter, pois o Fúria parecia que havia ficado nervoso com a vantagem. Além disso, o Fora de Série começou a correr atrás do prejuízo - cujo resultado praticamente eliminava o time - e passou a pressionar a defesa adversária. O time teve boa chance em uma cobrança de falta, mas, Rica mandou por cima do gol. Logo depois, o Fúria respondeu com perigo, e Cláudio dividiu com o goleiro, quase marcando o terceiro gol. Mas ali o Fúria sumiu do jogo. O time não conseguia atacar com perigo, enquanto o FdS cresceu consideravelmente.

Mesmo truncado e com a bola presa no meio campo, quando o Fora chegava era com mais perigo. E foi assim que saiu o empate: Kadu fez um verdadeiro carnaval na zaga do Fúria. Ele fez fila driblando quase toda a defesa adversária e marcou um golaço. O empate deixou o Fúria mais nervoso ainda, com o time afobado nos passes e jogadas de ataque.Thiago Motta, um dos melhores em campo do time rubro-negro, apareceu bem pela direita mas na hora do cruzamento não apareceu ninguém para tocar para o gol e a zaga afastou.

Quando Jorge Chaves levou cartão amarelo por, segundo arbitragem, desviar uma bola com a mão intencionalmente, o Fúria se perdeu de vez. O jogador saiu de campo indignado com a marcação da arbitragem e até depois do jogo ele foi reclamar dizendo que não teve a intenção de pôr a mão na bola. Com um a menos, o Fora de Série começou a tocar bem a bola e Du Formiga virou o jogo com muita vibração. Logo depois, Kadu, bem colocado dentro da área, recebeu um lindo passe e desviou a bola em direção ao goleiro, que não conseguiu segurar e levou um frango com uma bola defensável passando por entre suas mãos.

O Fúria ainda quis reagir com Thiago Motta num chute que passou à esquerda do gol. O FdS respondeu com Rodrigo Cunha batendo cruzado para forea. Ainda teve tempo para o camisa 20 do Fúria aproveitar um rebote dado pelo goleiro e marcar o terceiro. Mas ficou por aí, com o Fora de Série fazendo 4 x 3 e levando os três pontos para casa. Com o resultado, o Fúria e o Fora de Série alcançam os 9 pontos e ocupam respectivamente a quarta e a quinta colocação. Na próxima rodada, o Fora de Série encara o desesperado Giro SP enquanto o Fúria tem uma pedreira contra o líder MachuPichu.

VII CHUTEIRA DE OURO: 6ª RODADA: GRUPO B:
Atlético Pagalanxe 3 x 10 Melville Power


MELVILLE DESLANCHA APÓS TEMPO TÉCNICO E GOLEIA PAGALANXE


Ambas na zona fora da classificação, Pagalanxe e Melville duelaram pela sobrevivência. Afinal, quem ali perdesse dependeria de muita sorte para se classificar, até porque o Joga 13 tinha vencido anteriormente. E as equipes não estavam de brincadeira, tanto que o começo do jogo foi de muita correria. Logo nos minutos iniciais, o astro Felipe abriu o placar para o Melville Power, fazendo o primeiro de uma bela noitada do pagodeiro artilheiro.

A busca do Pagalanxe pelo empate foi imediata. Com um rápido contra-ataque puxado por Nardelli, a bola quase chega a Pedro Velardo se não fosse o goleiro Raphael cortar o cruzamento providencialmente. Em outra chance, Julio Cruz, de volta à equipe depois de algumas rodadas, chutou por cima do gol. Contudo, era visível a maior eficiência da equipe alvinegra, que assustou Leo Almeida, um dos n goleiros do Pagalanxe (o terceiro nesta edição do Chuteira) após chute forte de Marcinho que acabou espalmado. Mas em seguida Alemão desarmou no flanco direito, arrancou com velocidade e chutou com categoria na saída do arqueiro para fazer 2 x 0 em menos de 11 minutos.

Mesmo com o baque os laranjas foram para cima. Juninho fez falta feia em Daniel Badain no meio de campo e tomou o cartão amarelo, deixando o Pagalanxe em superioridade numérica. Ainda, na cobrança, Gustavo Japonês cobrou no cantinho de Raphael e diminuiu a diferença. O Pagalanxe estava no jogo novamente, mas quem atacou de imediato foi o Melville, com dois chutes para fora. Pouco tempo depois, aos 18 minutos, os alvinegros voltaram a ampliar com Valtinho, após concretizar um arremate advindo de um cruzamento pelo flanco direito. Com isso, a equipe passou a administrar o resultado e a explorar o contra-ataque, e teve até exagero de toque de bola na defesa entre Angelo e Alemão que durou cerca de 40 segundos.

Mas o Pagalanxe era guerreiro e, após cobrança de escanteio, Julio Cruz guardou o seu de cabeça e decretou os 3 x 2 do placar no primeiro tempo. Mas antes houve tempo para muitos erros de passe e jogadas mal concluídas, cenário que se arrastou até o trilar do apito indicando final do primeiro tempo.

Com o recomeço do embate, o Atlético Pagalanxe estava disposto a buscar o empate. Logo de início teve uma oportunidade com Bruninho Corneta, que chutou por cima. A postura ofensiva dos laranjas fez o goleiro Raphael gritar por seriedade. Contudo, a pressão continuava com ataques rápidos, desperdiçados em diversas falhas no último passe. O habilidoso Nardelli, por exemplo, fez linda jogada driblando dois jogadores, mas foi desarmado na hora da concretização. Quando conseguiu chegar, Julio Cruz fez boa jogada e chutou 2 vezes: na primeira, o goleirão defendeu, no rebote, o arremate saiu por cima da meta em mais um gol perdido.

Porém, o divisor de águas da partida veio: um tempo técnico solicitado pelo Melville para arrumar a bagunça. Após o “descanso”, o time de Maurício Miranda voltou mais atento e, principalmente, errando menos. Tal postura se converteu rapidamente em gols, e muitos gols, que logo matou o Pagalanxe. Começando com uma rápida troca de passes que sobrou para Alemão concretizar.

Com novamente dois gols de diferença, o Pagalanxe foi ao ataque e com isso abriu espaço para contra-ataques, sabidamente a arma mortal do Melville. E tal qual a aranha que tece sua teia para a captura de suas vítimas, o Melville tinha a sua teia armada. O Pagalanxe caiu nela direitinho e foi facilmente devorado.

No primeiro deles, Felipe recebeu da esquerda e fez o quinto. No seguinte, ele mesmo ampliou, agora em jogada pelo flanco direito. Mesmo com a ampla vantagem, o Melville se mostrava incansável, após sofrer falta de Gustavo, Felipe mandou um balaço no meio do gol, o goleiro espalmou mas a bola foi morrer dentro do gol. Logo em seguida, o alvinegro desarmou no meio e com mais uma rápida troca de passes, Alemão fez o oitavo.

O Pagalanxe ainda conseguiu diminuir, com um belo gol de Julio Cruz após desarme de Pedro no meio de campo. Entretanto, o Melville queria mais, e fechou a conta com Juninho e Valtinho, sacramentando a goleada por 10 x 3.

Vivo no campeonato, agora com 5 pontos, o Melville tenta embalar contra o Bengalas na próxima rodada, enquanto o Pagalanxe tenta a recuperação contra o Joga 13, num duelo que vale a lanterna do Grupo B.

VII CHUTEIRA DE OURO: 6ª RODADA: GRUPO A:
Kiaka 6 x 1 Tosco


TOSCO PERDE DE KIAKA E ESTÁ MATEMATICAMENTE ELIMINADO


Mais uma batalha do Tosco para não cair teve início com mais de meia hora de atraso. Se já era normal com as quadras definidas, imagine quando o PlayBall resolve reformar uma das quadras que o Chuteira usa e não avisa ninguém... Até achar a quadra, que foi a 5, um pouco maior que as normalmente se joga o Chuteira, foi minuto atrás de minuto. E tais minutos foram apenas o adiamento que muitos já esperavam: nova derrota do Tosco, desta vez para o Kiaka, que elimina definitivamente qualquer chance de classificação que pudesse haver no Tosco. Agora a luta é contra o descenso.

Entretanto, com a bola rolando, o primeiro lance de perigo foi um susto para o time de Pirituba. O goleiro Luciano saiu mal do gol e quase entregou a bola nos pés de um adversário. Mas este foi só no início, pois depois o time se perdeu em campo. Sinal dessa perdição foi um chute de João Paulo de longe que quase mandou na lateral.

O Kiaka tinha mais time e apostava no toque de bola para surpreender. Em tabela rápida entre Juan Carlo e Júlio Sérgio, quase o Kiaka inaugurou o marcador. A violência também esteve presente no início da partida e duas faltas duras foram marcadas pelo árbitro no começo da partida, uma de cada lado. Juba levou amarelo e desfalcou o Tosco por dois minutos. Foi o suficiente para o Kiaka apertar o adversário com jogadas como as de Wellington, que caía bem pela direita e fazia boas jogadas individuais no ataque.

O Tosco tentava responder apertando a saída de bola, e desse modo quase marcou o primeiro. O recurso mais utilizado pelo Kiaka era o chute de fora, e dessa maneira Juan Carlo quase fez um golaço. Logo depois, Rodrigo Dodo recebeu uma bola alta de fora da área, dominou no peito e encheu o pé. Porps fez grande defesa do goleiro, mas, no rebote, enquanto o goleirão se levantava, Júlio Sérgio fez 1 x 0.

E o segundo gol quase saiu dos pés do mesmo camisa 9, que recebeu pela direita, avançou em direção à linha de fundo, bateu cruzado e a bola passou na cara do goleiro. O melhor em campo a esta altura do jogo era o camisa 11 do Kiaka, Dodo, que atacava, marcava e voltava para ajudar a defesa, além de demonstrar muita disposição para correr. E quase que ele marca o segundo em chute de fora da área que passou por cima do travessão.

Poucos instantes depois, o Tosco ficou só olhando a linda troca de passes que resultou no golaço de Dodo aos 18 minutos. A esta altura já era improvável que o Tosco tivesse alguma reação, pois o Kiaka não deixava o adversário tocar a bola, marcando muito bem cada atleta do outro time. Quando achava espaço, o Kiaka chutava de fora da área, e foi assim que o Juan Carlo marcou um golaço para encerrar o primeiro tempo.

O segundo tempo começou e tudo continuou como nos vinte e cinco minutos iniciais: um Tosco perdido, sem articulação ofensiva, e um Kiaka com muitas qualidades individuais no ataque. Wellington teve duas chances de aumentar a vantagem do seu time: na primeira, perdeu um gol feito, mas na segunda mandou para o fundo das redes. Era o 4 x 0.

Quem assistiu ao Tosco contra Fora de Série e MachuPichu viu que o time estava até que bem organizado e competitivo, mas diante do Kiaka as coisas voltaram à estaca zero. Nas poucas vezes que a equipe chegava no gol adversário era sem o mínimo sucesso, como quando Alan avançou pela direita do campo, mas não soube o que fazer e acabou de maneira apressada chutando para fora. Neste momento os refletores se acenderam, mudando a noite que chegava nem tão fria quanto se esperava. Mas dentro de campo o jogo continuava com o mesmo perfil do começo: um Kiaka que tocava bem a bola e envolvia o adversário.

E nessa toada Júlio Sérgio fez o quinto gol, aos 11 minutos. Pouco depois, saiu o sexto, com o nome do jogo, Rodrigo Dodo. Ainda teve tempo para o gol de honra do Tosco no minuto final da partida, que veio dos pés de João Paulo.

A tabela do grupo A indica que provavelmente os classificados sairão apenas na última rodada, pois o líder MachuPichu, com 11 pontos, segue apenas com 2 de vantagem para o sétimo colocado, que é justamente o Kiaka. Ou seja, dependendo da combinação de resultados, o sétimo colocado pode virar líder em apenas uma rodada. O Tosco terá uma folga no sábado que vem e já não tem chances de classificação, pois tem mais dois jogos e pode chegar a apenas 6 pontos. O Kiaka encara o irresistível Fiorella Brasil, que tem o mesmo número de pontos e um futebol de encher os olhos de quem vê. Páreo duro para o time de Pirituba.

VII CHUTEIRA DE OURO: 6ª RODADA: GRUPO B:
Acidus 3 x 3 Estudiantes de la Vila


ESTUDIANTES, DE PREDESTINADO RAFINHA, ARRANCA EMPATE COM ACIDUS NOS ACRÉSCIMOS


Um jogo que parecia que haveria muitos desfalques e perderia a graça acabou sendo o jogo de maior atrativo para o público, tanto que lotou o redor da quadra 4 a partir das 16h30. Acidus e Estudiantes de la Vila se enfrentaram em situações similares na competição, apesar de 6 pontos os separarem: ambos em alta vindo de boas vitórias.

O Acidus tinha seus desfalques certos – Philip, Ricco e Ronei. O Estudiantes teve praticamente time completo depois do jogo de cena feito pelo seu manager Caio durante a semana, com exceção do zagueiro Junior e do meia Vitinho (e Rafinha, que chegou atrasado e se mostrou predestinado contra o Acidus). E assim foi que um jogo que pouco prometia virou um jogão de bola, dos mais emocionantes e truncados deste torneio. “Foi o mais emocionante e pegado que disputei até hoje no Chuteira”, comentou Vavá, zagueiro do Estudiantes.

Logo nos primeiros minutos ficou nítido como seria o jogo – Acidus no ataque e Estudiantes no contra-ataque. Jogando todos em seu campo e fechadinhos, o Estudiantes praticamente montou uma muralha em frente a sua área. Nada nem ninguém parecia que tinha permissão para invadi-la e chutar ao gol. E assim foi que o Acidus tentava por um lado, tentava do outro, mas nada de adentrar e chegar com perigo ao campo inimigo.

E não demorou para que o Estudiantes mostrasse que a tática poderia dar certo, pois era nos contra-ataques que as melhores (que nem foram boas assim) chances de gol foram criadas. Ou com Lorente pela esquerda, ou com Piero e Fish pela direita. O primeiro tentando o 2-1 ou então um toque para quem viesse de trás; os demais em arrancadas de velocidade. E assim houve um chute de Lorente que foi bem para fora e outro defendido por Diego. Piero até chegou a marcar um gol de bicicleta praticamente de cima da linha, mas só depois de a bola tocar a corda de cima da quadra e ter sido paralisada a partida.

O Acidus, sem Philip como referência na frente, tinha em Kirk e Robinho uma frente leve e teoricamente de grande mobilidade, mas ambos caíam para a esquerda, deixando a direita livre e facilitando a marcação do adversário. Robinho até que encaixava alguns dribles – como um em Ferro que deixou o zagueirão falastrão sentado no chão e arrancou aplausos da boa plateia – mas levava sempre a bola para a lateral e linha de fundo, facilitando o desarme.

Havia muita tensão com tantos olhos em direção ao campo, mas o gol parecia distante tamanha a tática de defender do Estudiantes e tamanha a incapacidade do Acidus de furar o bloqueio estudantino. As coisas começaram a mudar quando Isaac, peça nova no Acidus, entrou em campo. Com o pequenino jogador, o toque de bola passou a ser melhor cadenciado e Barata teve mais liberdade de subir ao ataque. Assim o Acidus passou a dominar o jogo completamente, deixando nos minutos finais do primeiro tempo um jogo de ataque contra defesa. As melhores oportunidades foram de chutes de fora da área, em que Renan Raito espalmava, sempre para longe dos pés de um acidiano. Ah, se Renê fosse do Acidus nesse jogo, teria virado facilmente uns 4 a 0.

Para piorar para o Estudiantes, Vavá e Lorente levaram cartão amarelo quase ao mesmo tempo e o time passou a jogar com dois a menos por dois minutos. O Acidus colocou um time mais ofensivo em campo, mas o tempo passou e a bola rolava de pé em pé buscando a hora do bote, que não veio. Além de um chute de Raphão de longa distância e uma tentativa de Kirk que saiu rente à trave pelo lado direito, o Acidus não aproveitou o maior número em campo. E assim foi que o intervalo veio com um 0 a 0 tenso no placar.

No segundo tempo, as coisas mudaram. O que o Acidus não conseguiu fazer com dois jogadores a mais, o Estudiantes fez após Lucas ser amarelado por falta em Lorente. Numa jogada pela direita, a bola espirrou para fora da área, onde chegou Lê Raito para chutar.Diego defendeu no susto, mas a bola bateu em Marquinhos e foi adentrando o gol acidiano junto ao zagueiro, que foi tentando tirá-la de qualquer forma inutilmente. Muita vibração do atual vice-campeão, que via sua tática defensiva dando certo.

A partir do gol aos 4 minutos, o jogo voltou a ser ataque contra defesa. Um time defendia e outro tocava a bola para tentar o gol. Cientes de que a marcação não podia falhar, Lê Raito, além do gol, era um perseguidor implacável a Kirk e Robinho, que já não conseguiam encaixar com facilidade os dribles diante do pouco espaço dado pelo adversário. Até podiam driblar um jogador, mas logo chegava outro para abafar e tirar a bola tamanho era o minguado espaço dado pela defesa.

Mas uma hora tinha de furar o bloqueio, e foi com Robinho que isso aconteceu, após cobrança de escanteio. Um bate-rebate na área fez a bola pingar para fora dela, onde chegou o camisa 10 dando um toque rasteiro no canto do goleiro, que ainda foi na bola mas sem sucesso. Era o empate aos 10 minutos.

O gol acendeu o Acidus, que viu que poderia ganhar o jogo e foi para cima. O Estudiantes não mudou sua postura tática e a chegada do ótimo e predestinado Rafinha só ajudou ao time a melhor se defender. Toque daqui, toque dali, contra-ataque aqui, outro ali, os dois times poderiam fazer outro gol e ficar em vantagem. Após chute da entrada da área que bateu e rebateu na zaga, Diego fez bela defesa. As bolas áreas levavam perigo ao gol do Acidus, mas sem Junior não era uma arma tão efetiva.

Aos 17 minutos, o Acidus marcou seu segundo gol após jogada pela direita de Isaac. Ele tabelou com Robinho e seguiu até a linha de fundo. Quando parecia perdida a bola, veio um cruzamento que encontrou Kirk praticamente em cima da linha do gol para testar e virar o jogo para os acidianos. Aí sim esse gol mexeu com o Estudiantes, que saiu para o jogo e acabou por, 3 minutos depois, levar o terceiro gol, num lance um tanto confuso. Marcado escanteio para o Acidus, o Estudiantes esperava um tiro de meta, mas a bola foi cobrada para Robinho dentro da área, que matou a redonda, ela tocou em seu braço e ele mandou para as redes. O Estudiantes pedia toque de mão, mas o gol foi validado sob alegação que foi bola na mão e não mão na bola.

Com 3 a 1 e teoricamente menos de 5 minutos para o fim do jogo, o Acidus recuou mais para encaixar o contragolpe. O Estudiantes vinha tocando e Lorente tentou de fora da área, mas a bola espirrou na zaga. Na linha de fundo, Raphão protegeu e lutou muito com Piero até que afastou curto. Na rebatida, sobrou para Lê Raito emendar e diminuir para 3 a 2 a vantagem do Acidus.

Os 24 minutos chegaram e o tempo regulamentar se esgotava, o Acidus foi ao ataque e, ao perder bola, Robinho deu um carrinho para tentar reavê-la. Acabou amarelado e deixou o time com um a menos. Quase aos 27 minutos, quando todos já pediam o fim do jogo, parece que a arbitragem sabia que aquela partida estava, assim como Rafinha, predestinada a acabar empatada. Ou então, pelo fato de não terem anulado o gol de Robinho e achando que erraram, resolveram deixar o jogo correr até que um empate aparecesse. Fato é que uma bola chutada acabou por se oferecer no meio da área do Acidus para que alguém a chutasse. Tinham 3 jogadores de amarelo por perto – Lói, Raphão e Diego – e nenhum do Estudiantes. Bola fácil de ser chutada. Mas eis que na hora que Lói vai para o afasta, surge um pé para ficar entre a bola e a chuteira do zagueiro. Resultado: ao invés de bola, o zagueiro do Estudiantes foi atingido (sofrendo seu segundo pênalti contra o Acidus que resultou em empate – o primeiro foi quando o time ainda era Crocciati, pelo V Chuteira) e o pênalti marcado, para delírio dos jogadores de branco e vermelho e agonia dos de amarelo.

Muita reclamação quanto ao tempo de jogo por parte do Acidus, mas como sempre nada adiantou. Lorente cobrou e mandou no lado direito alto de Diego, que ainda foi na bola mas não alcançou. E nem a bola saiu de dentro do gol do Acidus a arbitragem apitou fim de jogo.

Com o empate, o Acidus perde a campanha 100%, mas continua sem perder e líder do grupo, com 13 pontos, e no sábado pega o Bacana. Já o Estudiantes, apesar do gosto de vitória e dos sorrisos de todos seus jogadores e comissão técnica, tem, vida dura pela frente. Vai folgar na próxima rodada e pode se ver ultrapassado na tabela por Joga 13 3 Melville Power. Com mais dois jogos e 7 pontos, precisa de duas vitórias se não quiser depender dos demais para não ser eliminado precocemente. A contar o otimismo de Caio após o empate, o time do Estudiantes vai voar daqui pra frente. O primeiro voo será dia 9 de maio, contra a Equipe Bróder, e na sequência contra o Melville em busca da vaga.

VII CHUTEIRA DE OURO: 6ª RODADA: GRUPO B:
Bacana 3 x 3 Equipe Bróder


EMPATE SATISFAZ BACANA E EQUIPE BRÓDER


Cheias de desfalques, Equipe Bróder e Bacana entraram em campo para uma partida da qual pouco se esperava, tanto que em termos de público foi quase nula. Entretanto, apesar as poucas expectativas, o jogo foi corrido e marcado pela cadência de Lapa, que ditava o ritmo da partida a favor da EB e levava seu time ao ataque nos primeiros minutos. Sem seu fiel escudeiro Mutssa e Gabriel Borges, mas com o pulmão Marcelinho, Lapa participou da maioria dos primeiros ataques da EB.

Na primeira chegada perigosa do time alvirrubro, Lapa tentou uma bela bicicleta dentro da área, mas mandou a bola longe. Logo depois, o mesmo camisa 10 chutou forte de fora da área para grande defesa do goleiro Kiko, mas que viu, no rebote, ninguém tirar e Werner aparecer para marcar seu primeiro gol na competição.

O Bacana, com apenas um goleiro na reserva, que acabou por jogar na linha, não tinha muitas forças para chegar ao ataque. E assim a EB seguia dominando e atacando. O time tocava bem a bola e envolvia o adversário, que em alguns momentos se mostrou completamente perdido em campo. Mas mesmo assim vivia de lampejos de algum jogador, como uma arrancada pela esquerda de Rômulo que quase acaba dentro do gol. O que parecia ruim ficou pior para o Bacana quando, por excesso de reclamação, Demehur levou o cartão azul, seu segundo na competição, o que fará com ele desfalcando a equipe em campo, mas reforçando o time na arquibancada do lado de fora. E com isso o Bacana ficou com 5 na linha, ganhou um torcedor e viu seu segundo goleiro entrar para defender o time na linha. Parecia que o Bacana estava fadado à derrota.

Nesta etapa, o jogo deu uma esfriada, e as duas equipes começaram a atacar menos, deixando a bola presa no meio do campo. O campo maior e o sol ainda forte também ajudaram nessa esfriada. Mas logo a EB voltou com nova chance, desta vez numa falta perigosa que Marcelinho mandou para fora. Em compensação, a sorte sorriu ao Bacana quando, num lance de escanteio, o capitão Marcelão apareceu sozinho no segundo para empatar o jogo. A última jogada de perigo do Bacana na primeira etapa veio justamente com Bruno Guido, o goleiro que virou meia, que cabeceou de frente para o gol, mas para fora.

Pelo outro lado, o lance mais emocionante do final da primeira etapa foi quando o goleiro Kiko, do Bacana, que estava fazendo grandes defesas até então, falhou e soltou uma bola fácil dentro da área. Para sua sorte, desta vez a zaga foi rápida e afastou o perigo. E assim terminou o primeiro tempo, um jogo que havia começado com muita velocidade e emoção, mostrando uma EB avassaladora, terminou muito parado.

Não dá para saber o que os atletas do Bacana conversaram no intervalo, mas foi nítido que deu certo. Marcelão deve ter prometido mundos e fundos ao time, pois repentinamente o time vinho voltou com outra postura e um volume ofensivo muito maior que o do adversário, invertendo a tônica do primeiro tempo, que foi de EB atacando e Bacana se segurando como podia.

E nessa mudança até Yanes apareceu para o jogo. O famoso camisa 9 recebeu a bola logo depois da saída de bola e avançou em direção ao gol pela esquerda. Quando chutou, exigiu uma grande defesa de Macaco, que afastou a bola com os pés. Alguns instantes depois, outro lance de perigo: o mesmo camisa 9, que voltou ligado, dividiu uma bola quase no meio de campo e avançou em direção à linha de fundo para fazer um cruzamento perfeito para Bruno Guido. Porém, talvez mal acostumado em fazer gols, ele demorou a agir e na hora do chute foi travado pela zaga, perdendo um gol feito.

A bola parada também foi usada pelo Bacana para tentar chegar ao gol. Em duas cobranças de falta quase seguidas, o time passou perto. Na segunda delas, uma jogada ensaiada que deu certo na semana passada contra o Pagalanxe acabou frustrada: Rômulo rolou na ponta direita para chegada de Vitinho em condições claras de gol, mas a bola correu demais e saiu pela linha de fundo.

O Bacana estava abusando das chances perdidas de marcar, e foi assim que a EB cresceu novamente na partida. Lapa, apagado após um ótimo começo, fez boa jogada individual, mas chutou forte demais e pela linha de fundo. Mas não demorou para a EB visitar o campo adversário e voltar a ficar na frente no marcador, novamente com Werner.

Mesmo na frente, a pressão broderiana continuou e se não fosse o goleiro Kiko, quem sabe sairia no mínimo dois outros gols seguidos. Uma das defesas que mais chamou atenção veio após chute de longe. Kiko, às vezes criticado por alguns por falhar em momentos decisivos, deu uma ponte se esticando todo e salvou sua equipe ao tirar bola endereçada ao seu canto esquerdo.

Mas, voltando a jogar mal como no primeiro tempo, o Bacana deu espaço para o adversário, que, de tanto tocar a bola, chegou ao terceiro gol. Desta vez a boa atuação de Lapa era coroada com um gol, seu quinto no torneio, ao esticar o pé para pegar uma bola rebatida na entrada da área e mandá-la para o fundo do gol. Indiferentes, o Bacana não demonstrou reação imediata, e quem assistia ao jogo imaginou que os três pontos já eram da Equipe Bróder.

De repente, não mais que de repente, do jogo perdido fez-se uma reação. E ela brotou de uma jogada individual de Vitinho que levantou o ânimo do Bacana. O camisa 8 dominou a bola no campo de defesa pela direita e, ao ver Macaco, velho conhecido dos tempos de Espéria, adiantado do outro lado do campo, chutou por cobertura. O camisa 1 ainda tentou voltar para evitar um dos gols mais bonitos da rodada, mas foi inútil, pois a bola entrou no ângulo num gol de placa que deveria ser aplaudido até pelos adversários. Pena que poucos viram o gol.

Macaco, que vinha bem até então, quase entregou a rapadura de novo ao soltar uma bola fácil na boca do gol. Mas para sua sorte a EB voltou ao ataque e, após chute da direita, a bola sofreu leve desvio do goleiro e ia entrando no gol quando, sobre a linha, a zaga afastou.

Na fase final do jogo as duas equipes atacavam muito e, mesmo cansados e sem muitos reservas (Bacana sem nenhum, EB com dois) o jogo era extremamente corrido. Quando parecia que a vitória seria da EB, eis que o destino prega uma peça no time de Lapa. Bruno Guido, o goleiro que foi obrigado a ir para a linha após azul de Demehur, que havia perdido um gol impressionante no começo do segundo tempo, recebeu um cruzamento da esquerda e pegou de primeira para marcar um golaço e empatar a peleja em 3 a 3. Muita comemoração pelo empate e muito nervosismo por parte do EB, que viu três pontos irem embora em um jogo onde a equipe havia aberto dois gols de vantagem no segundo tempo. E quase que o jogo termina mal depois de Canzian tirar bola de Lapa no carrinho e comemorar na cara do camisa 10. Ali teve início um bate-boca que envolveu todo mundo, mas nada de briga. A arbitragem não perdoou e, com os dizeres de "Querem brigar, é? Então vão os dois para fora", azulou Canzian e Lapa. Na sequência veio o fim de jogo.

Com o empate, o Bacana chega a 11 pontos e à segunda colocação do Grupo B, tendo um jogo a mais que Acidus e Bengalas. Após seu jogo, deve ter vibrado com o empate do Acidus que mesmo assim permanece na liderança. Aliás, semana que vem as duas equipes se enfrentam em um jogo de parar o PlayBall, não só por serem os dois melhores do grupo mas também pela rixa e amizade criada entre alguns jogadores das equipes.

Já a EB, com 8 pontos, com mais vitória praticamente garante sua vaga no mata-mata. Tenta ela contra o The Veras no próximo sábado, quando o próprio time azul-grená, que ressuscitou o Joga 13, jogará sua sorte na competição.

VII CHUTEIRA DE OURO: 6ª RODADA: GRUPO A:
SNG 16 x 0 Giro SP


GIRO AFUNDA EM GOLEADA DO SNG


Renê só não é artilheiro deste VII Chuteira de Ouro porque não quis entrar em campo na tarde de sábado para esperar embaixo da trave da Giro SP algumas bolas que inevitavelmente viriam até seus pés. Diante de uma equipe com um jogador a menos, um campo maior (o jogo foi na quadra 5) e um adversário tecnicamente muito mas muito inferior, até Renê, de muletas ou não, teria feito diversos gols na partida. Prudente, comandou de fora mais um baile que a Giro tomou. Aliás, a Giro vem se especializando nisso e pode ser que bata o Tosco nesse quesito em breve.

Quando a bola começou a rolar, a Giro SP provavelmente se arrependeu de ter entrado em campo. O time chegou com apenas 6 atletas: um goleiro (o diretor Marcelo Alves) e cinco na linha. Reservas? Oras bolas, o que vem a ser isso? Se a Giro vivia o sumiço de seus jogadores, o SNG vinha praticamente completo. O massacre estava anunciado e, a se levar em conta esse cenário, 16 x 0 foi pouco.

Pedrinho deu o pontapé inicial na chuva de gols do jogo com jogada pela ponta direita. O domínio do Se não Guenta era nítido e o time tocava a bola como queria, literalmente pondo a Giro na roda. Era um ataque atrás do outro, e Memé acertou a trave esquerda. Logo depois, Batata falhou em um lance dentro da área quando não conseguiu dominar a bola e Fabinho marcou o segundo.

Nas poucas vezes que a Giro chegava, era por falha de marcação do adversário, mas que rapidamente era corrigida. Os ataques continuavam e Allan, enciumado de Memé, também carimbou a trave. Mas logo depois Pedrinho avançou pela esquerda, invadiu a área e rolou para trás, e assim Memé marcou o terceiro. E foi o mesmo Memé que anotou mais dois gols. O segundo deles foi um verdadeiro golaço: recebeu de costas para o gol, levantou a bola, girou e bateu de primeira para o fundo das redes do já arrasado Giro.

Talvez o sol forte era outro problema para a Giro, que, devido ao fato de ter um a menos em campo ,tinha que correr mais e acabou não agüentando o ritmo de um forte SNG. Claro que alguns jogadores dA Giro se esforçavam e demonstravam raça: caso do Gean, que era o melhor em campo da equipe incompleta. Em um lance, ele disputou uma bola na lateral direita e, para evitar a saída dela, tentou acertar um chute que na verdade acertou a mesa do juiz que quase saiu voando.

A chuva de gols continuava e o artilheiro Memé invadiu a área, driblou o goleiro e marcou mais um, o sexto do SNG e seu quarto. O gol fez com que o símbolo do time, Batata, reclamasse muito. O estreante Lucas Personini marcou o dele logo depois. Com o jogo ganho, o SNG deu uma esfriada e passou a atacar menos, deixando a bola presa no meio de campo. E, claro, se deu ao luxo de perder gols feitos quando chegava: Abelha entrou na área pela direita, driblou o goleiro, rolou para trás, e Lucas, com o gol livre, mandou na trave.

Para piorar a situação da Giro, João reclamou de maneira exagerada com o árbitro e acabou levando cartão azul, deixando a equipe com dois a menos. Mais um gol saiu, desta fez dos pés de Abelha após falha do goleiro/diretor Marcelo Alves, que entregou a bola de graça para o atleta do SNG. E quase saiu mais um gol por falha do Giro: Manente falhou e Pedrinho avançou pela direita mas chutou pela linha de fundo. Já próximo ao fim do primeiro do primeiro tempo, Fefê fez o nono gol em jogada pela direita e encerrou os primeiros vinte e cinco minutos.

No intervalo, muita reclamação por parte de Batata, que gritava com seus companheiros, e com razão. Mas era impossível uma reação de uma das piores equipes da competição contra uma das melhores. E, por isso, o SNG voltou atacando mais e empurrando o adversário para a defesa. Em uma das poucas chegadas da Giro, Gean deu belo drible pelo lado direito do campo e acertou um forte chute para fora. Porém, o toque de bola do SNG envolvia os adversários. Seguidamente, Fabinho e Pedrinho anotaram mais dois. O goleirão da Giro falhou na frente de Abelha, que marcou mais um.

A irritação de Batata no intervalo não deu certo e continuava dando só SNG. O gol mais bonito da partida saiu a esta altura do segundo tempo: Abelha arriscou um chute fortíssimo de fora de área, pela meia direita, e mandou a bola no ângulo. Fabinho também arriscou de fora e mudou o placar outra vez. Memé continuava como um dos melhores em campo e, em uma bela jogada, driblou o goleiro mas acabou não alcançando a bola e a viu sair pela linha de fundo.

Próximo ao fim do jogo, ainda teve tempo para Abelha fazer mais um gol e encerrar a goleada. Com apenas 3 pontos e ainda com confronto com o Tosco, a Giro ocupa a penúltima colocação do Grupo A. O último colocado é o Tosco que tem engrossado algumas partidas para seus adversários e isto pode custar a permanência da Giro na Série Ouro. Já o SNG soma dez pontos, o melhor saldo de gols do campeonato (21) e está a apenas um ponto do líder MachuPichu. Semana que vem, o SNG encara a equipe do Kadência.

COBERTURA DOS JOGOS DA 6ª RODADA DO I CHUTEIRA DE PRATA


I Chuteira de Prata: 6ª rodada:
Arouca 2 x 3 Locomotiva Tarja Preta


LOCOMOTIVA ATROPELA MAIS UM


Foi um sábado que muitos foram viajar, mas não os jogadores do Locomotiva, que apareceram praticamente completos (apenas com a ausência de Fil) para o jogo contra o Arouca. Que, diferente do adversário, veio com o time todo remendado e apenas dois reservas. Como o time Tarja Preta nada tinha a ver com isso, aproveitou e fez seu papel novamente: venceu no apagar das luzes e segue na cola dos líderes, com 13 pontos.

A bola rolou e tudo começou equilibrado. Betão foi acionado logo no início em chute rasteiro no canto direito. Essa seria a primeira defesa de muitas que o seguro goleiro teria que fazer naquela tarde. Apesar de ter dado o primeiro chute a gol, a primeira jogada de real perigo foi do Locomotiva, com Menotti, que recebeu e chutou pressionado pelo zagueiro, quase abrindo o placar.

O Locomotiva começou a crescer na partida com as chegadas de Rodrigo D’Alonso, que vinha de trás e dava bons chutes de meia distância. O Arouca também chegava, mas pecava nas finalizações. E quem pecou na finalização foi o atacante, presidente e capitão Publius. Em duas oportunidades consecutivas ele teve chance de fazer o gol, primeiro chutando de bico cara a cara com o goleiro, que defendeu, e a bola sobrou para Publius tentar de novo, mas ele mandou para fora.

Os dois times atacavam muito. Denys perdeu um gol feito, em que o goleiro já estava batido, mas ele conseguiu deixar a zaga chegar e afastar. No contra-ataque, o Arouca quase fez o seu, com Mineiro, que bateu entre 3 zagueiros e exigiu boa defesa de Betão. Depois em bom lançamento de Dioguinho, Marquinhos mandou a bola no travessão.

Quando o Arouca parecia melhorar na partida, uma confusão dos juízes, mesa e jogadores, acabou na expulsão do zagueiro França, que tomou o cartão azul. A arbitragem afirma que o jogador trocou a numeração da camisa sem avisar a mesa, tomando o cartão pela infração. O jogador se defendeu dizendo que avisou a mesa da troca, mas fato é que a arbitragem já tinha dado o cartão azul e voltar atrás, assumindo o erro, não é o forte dos árbitros.

Sem perder tempo, o LTP aproveitou estar com um jogador a mais. Renan partiu em velocidade, puxou para esquerda e chutou sem chance para o goleiro. 1 x 0 Locomotiva. Ainda com um a menos, o Arouca demonstrou calma e tocou a bola esperando uma brecha na zaga adversária, o que não demorou em aparecer. Boa troca de passe, Mineiro rolou para a área e Veloz só empurrou para dentro. Era o empate.

Os times seguiam procurando seus gols: o LTP, com o habilidoso Renan, e o Arouca através dos chutes fortes de Mineiro, que paravam todos no goleiro Betão. Só não parou a boa cobrança de falta de Marquinhos, que bateu com perfeição e decretou a virada do Arouca. Logo depois Veloz fez linda jogada, passou por dois, mas tomou um rapa do zagueiro Léo.

O LTP não estava morto e o segundo tempo corria solto. O time, conhecido por jogar na defesa, passou a ser só ataque e a pressionar o Arouca. E de tanto bater o LTP empatou em jogada que iniciou com o inspirado Renan, que deu toque para Publius acelerar pela direita e tocar com categoria na saída do goleiro.

O Locomotiva teve ao menos mais três chances de virar o jogo rapidamente, mas Denys e Publius estavam ótimos para perder gols nessa partida. Denys, então, sem goleiro pegou um chute torto de fora da área e conseguiu jogar contra o time e nas mãos do goleiro, que estava no meio da área enquanto ele quase em cima da linha do gol. Mas se eles não estavam com pontaria, sorte dos tarjas pretas que Rodrigo estava. Ele aproveitou passe de Tom e deu um belo chute no ângulo, dando a vitória a sua equipe aos 23 minutos.

Com o resultado, o Arouca tem sua segunda derrota consecutiva e tem que começar a abrir os olhos para não tornar difícil uma classificação que estava em suas mãos. O Locomotiva comemora mais uma da sua seqüência de vitórias e vai babando para cima do rival Roleta Russa na rodada seguinte, no jogo que mais promete na Série Prata.

I Chuteira de Prata: 6ª rodada:
Roleta Russa 9 x 2 Katimba Antlers


KATIMBA DERRAPA E BATE FEIO NO TRATOR ROLETA RUSSA


Não, o trator aí do título não é uma referência a Gegê, zagueiro do Roleta. É uma referência a um time forte, que caminha sossegadamente para a Série Ouro. Referência a um time que aplicou mais uma sonora goleada, desta vez para cima do Katimba Antlers, num placar de 9 x 2. O Katimba bateu no trator, que saiu ileso, e se deu mal. A partida não apenas deu a liderança da Série Prata ao time como também consolidou Bruno na artilharia da competição, com 12 gols após 6 rodadas. Já o Katimba comprovou que a fase não é mesmo boa, e aparece, ao lado do Babilônia, como a pior defesa do torneio, com 27 gols sofridos, e na penúltima posição.

Logo que a bola rolou o melhor jogador do Katimba, Bruno Neves, recebeu cartão amarelo. Com isso o Roleta foi com tudo para cima do adversário e Salada exigiu boa defesa do goleiro Penna. Pouco depois, bola alçada na área do Katimba, Marcelo Almeida cabeceou dividindo com a marcação e o goleiro. A bola ia para o gol, mas antes que entrasse Bob apareceu em cima da linha para, a la Renato Gaúcho, marcar de barriga o primeiro do Roleta. Vale lembrar que o Roleta fazia sua primeira partida pelo Chuteira com um novo uniforme, na cor azul, o terceiro uniforme do estruturado time. O manager Baru afirmou que o jogo de camisas foi ganho pelo atacante Rick, e que o novo uniforme ficara à disposição dos dois Roletas (daí as camisas não terem os nomes dos jogadores).

De volta ao jogo, a pressão Roleta continuou e foi a vez do bad boy Ranalli aparecer na direita do ataque, chutar rasteiro e o arqueiro Penna fazer boa defesa com os pés. Pouco depois, Salada chutou da esquerda, o goleiro espalmou do jeito que deu, e assim deixou a pelota com Bobgol, que, de dentro da área, cabeceou por cima da meta.

Embora o Roleta Russa fosse muito superior, quem chegou ao ataque para marcar foi Bruno Neves. Após o Katimba trabalhar a bola, tocando de pé em pé, de um lado a outro, a redonda chegou até ele, que acertou bonito chute cruzado e igualou o placar.

A partir daí, ao invés de jogar melhor e tentar complicar a vida do rival, as forças do Katimba foram se esvaindo e o, até aquele momento, eficiente jogo defensivo foi por água abaixo. Salada arrancou pelo meio, cortou para a esquerda e na saída do arqueiro tocou no canto oposto para fazer 2 x 1. Aproveitando o jogador a mais, após Palhuca ter feito dura falta em Bruno e tomar o amarelo, o MVP do Roleta iludiu os marcadores no meio, tabelou com Tavinho e marcou um lindo gol. Na sequência, o Roleta anotou o quarto. Tavinho (um dos goleiros do Roleta e nesta tarde meia) deu lindo giro para cima do marcador e, da entrada da área, acertou o pé para anotar 4 x 1 nos minutos finais da primeira etapa.

Quanto mais gols marcava, mais o Roleta se soltava, enquanto proporcionalmente a cada gol sofrido, mais o Katimba se perdia. Dizendo isso, fica claro que o segundo tempo foi todo do Roleta. Gegê exigiu uma defesaça do goleiro ao soltar uma bomba do meio da rua. Na seqüência Penna pegou mais uma, no reflexo, após desvio de Bob dentro da área. O goleiro ia até ali evitando que seu time fosse humilhado pelo adversário.

Assim seguiu a segunda etapa de jogo, com pressão do total da equipe azul. Bruno marcou o quinto, e pouco depois Bruno bateu cruzado para fazer o sexto. Aproveitando o total desânimo adversário, e jogando em ritmo de rachão, o Roleta Russa aproveitou os minutos finais de jogo para anotar mais três e aumentar o saldo de gols da equipe que passa a ser o melhor ataque da competição. Bruno, para variar, fez o sétimo, logo em seguida Gegê acertou chute de primeira para guardar o oitavo e, no apagar das luzes, o veloz Caju selou a vitoria do líder por 9 x 2.

I Chuteira de Prata: 6ª rodada:
Primatas 3 x 1 Xoro Paro


VIBRANTE, PRIMATAS VENCE XORO PARO EM JOGO DISPUTADO


O Primatas, em busca da manutenção na liderança, e Xoro Paro, enganar uma ascensão rumo à classificação fizeram um jogo quente e ambos os goleiros tiveram muito trabalho. Mesmo com a cerrada marcação no meio de campo, as equipes conseguiram criar um bom número de chances de gol. O XP apostava, principalmente, na habilidade de Kuminha, na força de Richard e nos chutes de longa distância de Fábio Henrique, enquanto os primatas contavam com a eficiência de Gui Fenômeno, os bons passes de Orley e a velocidade de Rafinha.

Após um começo com os times se estudando, o jogo começou a ferver quando, aos 2 minutos, Orley acertou uma forte cabeçada no travessão do goleiro Dalton após uma cobrança lateral. No entanto, o XP mostrou ao que veio em seguida, quando, no minuto seguinte, obrigou o goleiro Vitinho a fazer boa defesa após um chute de Fábio Henrique da entrada da área.

As defesas mostravam-se bem postadas, com raros momentos de espaço dado ao adversário. Contudo, à medida que o tempo passava, a equipe dos Primatas chegava com chutes de longa distância que, ou eram cortados pela zaga, ou forçavam Dalton a ralar. Por sua vez, o XP errava muito na saída de bola e na troca de passes no campo de ataque, tendo assim problemas para chegar ao gol adversário.

Alguns lances depois, as chances criadas começaram a se converter em gols. Em jogada pelo lado direito, Giorgio mandou um balaço no gol de Dalton, que rebateu para o meio da área, onde estava Rafinha, que abriu o placar em favor dos Primatas. No entanto, o XP não se deu por vencido e logo em sequência Vitinho defendeu um chute de Kuminha. Pouco depois, Dalton lançou Kuminha na esquerda que, mesmo acintosamente puxado, conseguiu passar pelo zagueiro e finalizar de canhota. Detalhe que o árbitro apitou falta em Kuminha, poucos segundos antes do arremate, mas no fim das contas, o lance seguiu. Sobrou reclamação para o juizão.

Com o reinício do jogo, continuaram sobrando chances lá e cá. Enquanto Vitinho quase viu a virada com uma bola na trave proveniente de uma boa cobrança de falta de Fábio Henrique, Dalton continuava a sofrer com perigosos chutes de fora da área, além de uma chance incrível perdida embaixo do gol após um rápido contra-ataque. Entretanto, no contra-ataque subseqüente, os Primatas não perdoaram. Jogada pela direita fez a bola sobrou novamente para ele, Rafinha, após bate-rebate na área da equipe vermelha, balançar as redes.

Os primatas se animaram e, pouco tempo depois, Gui Fenômeno ampliou o marcador com uma bomba no ângulo, sem chances para o goleiro Dalton. Golaço. Mesmo com dois gols de vantagem, o Primatas continuava bem posicionado e buscando o gol. Um chute de Orley e uma rápida triangulação entre Gus, Gui Fenômeno e Rafinha, culminaram em mais uma boa defesa de Dalton. O XP ainda tentou no primeiro tempo com uma arrancada de Thiago pela direita, que chutou cruzado para fora.

A etapa derradeira começou sem o sol de antes, mas com a equipe rubra buscando o resultado de qualquer forma. Apesar da postura ofensiva, a primeira chance foi dos Primatas, com uma falta perigosa de Gui Fenômeno. O XP apostava em bolas pelo alto e contra-ataques rápidos isolados, mas sem muito perigo.

Com o passar dos minutos, o Primatas passou a errar passes, dando chance para o adversário avançar. Fábio Henrique bateu forte do meio de campo, mas Vitinho pegou. Thiago Leme chutou pela direita, passando rente à trave; e uma cabeçada de Richard após lateral cobrado por Fifo e, a mais perigosa, uma bomba de Richard de longe, exigindo brilhante defesa do goleiro. Mas nada venceu o goleiro Vitinho.

Kuminha mostrou a que veio e, primeiro, acertou a trave esquerda, logo depois o mesmo rolou para Thiago na esquerda, que tocou para ver o goleirão pegar com os pés. Em cobrança de falta, Giorgio salvou em cima da linha evitando o segundo do XP.

Nos lances finais, o Primatas buscava sacramentar o resultado. Orley e Rafinha tabelavam com velocidade e criaram chances perigosas, principalmente um chute do segundo que Dalton espalmou com reflexo, com a bola acertando o travessão ainda. No final, o camisa 10 ainda deu um lindo drible pela direita, mas falhou no arremate.

Final de jogo e mais uma vitória do Primatas, que segue junto a Roleta Russa e Locomotiva na liderança, com 13 pontos. Já o XP, com 5 pontos, tenta a sorte contra o Babilônia.

I Chuteira de Prata: 6ª rodada:
Roleta Russa Olímpico 3 x 2 Forza Leone


EM JOGO QUENTE, ROLETINHA DE FOLHA E LOUIZ SE DÁ MELHOR SOBRE FORZA LEONE


Igual à maioria dos jogos do Chuteira de Prata em sua sexta rodada, o jogo entre Forza Leone e Roleta Russa Olímpico foi muito disputado. Disputado até demais, fazendo o ânimo de alguns jogadores se exaltarem, como os do capitão Bruninho, que mostra mais uma vez toda sua demência em se tratando de futebol e Roleta Russa. Se o ex-1+1 do Joga 13 perdeu a cabeça, a classe e jogou seu campeonato pelo ralo ao partir para cima da arbitragem, nada abalou os garotos do Roletinha, que jogaram e mostraram serem homens e conseguiram conquistar mais uma vitória – não esperada, segundo a cúpula Roleta. Como virou praxe, o placar só foi possível graças a mais uma tarde de um inspirado Folha, que começa a ser cobiçado por diversos times do Chuteira. Quando se trata de Roleta e Bruninho, emoção e confusão não faltam do início ao fim da partida, que acabou em 3 a 2 para o Roletinha.

Como a calmaria que antecede a tempestade, assim como aquela que a sucede, a partida começou tranquila, com goleiros trabalhando pouco. Na primeira boa jogada, Lelo jogou para direita e chutou na rede pelo lado de fora. Depois foi a vez do Roletinha, com Pina subindo sozinho no escanteio, mas também mandando para fora do gol. Demorou um pouco para a rede ser balançada, só aconteceu quando Chapolin fez boa troca de passes com Élder, que botou para dentro. O Forza abria o placar e vencia Louiz, que assumia o gol do Roletinha com a contusão de Casari.

Enquanto o Forza era melhor na partida, apesar de errar muitos passes, o Roletinha não conseguia chegar com perigo ao gol adversário. Enquanto isso, o goleiro Louiz fazia seu primeiro milagre, em chute de Lelo que parecia ter destino certo no ângulo direito do goleiro, que foi buscar elasticamente.

Para ajudar o Roletinha a melhorar na partida, Pilipe colocou a mão na bola e tomou cartão amarelo. O Roletinha cobrou rápido, Brian chutou em cima da zaga, Folha aproveitou rebote e mandou com perigo ao gol. O Roletinha resolveu começar a atacar, mas isso não quer dizer que o Forza havia parado. Parado somente no goleiro adversário, que defendeu ótima cobrança de falta de Lelo. Mas no final do primeiro tempo Folha teve uns dos seus lapsos de craque, pegou a bola na lateral, fez a festa, passou por dois e chutou sem ângulo. Golaço e empatado o jogo!

Se o primeiro tempo acabou com boa jogada de Folha, o segundo começou igual. Na primeira oportunidade, o camisa 14, que promete lutar com Brunão pelo MVG do torneio até o final, bateu do meio de campo, fazendo a bola morrer no cantinho do goleiro Muralha. Era o segundo gol de Folha e a virada do Roletinha, para delírio do técnico Baru.

Mas não demorou muito para o FL chegar ao empate, mais uma vez em jogada de Chapolin que deu um presente para Élder fazer. E o Forza continuou atacando, com Lelo fazendo suas jogadas e chutando forte, mas não estava com a mesma sorte da rodada passada e seus tiros a gol não entravam. O que também não entrou foi chute de Élder, que, após linda jogada passando por três defensores, parou na muralha Louiz.

Apesar do Forza dominar nesse momento, toda vez que o Roletinha ia para o ataque ele aprontava alguma. E foi assim que o time branco e preto voltou a ficar na frente. Em cobrança de falta, Ceron acordou a coruja com um susto, um chute no ângulo e mais um golaço.

O FL ia desesperadamente atrás do gol de empate. Lelo em sua especialidade, deu outro lindo chute inalcançável. Inalcançável para muitos, mas não para o Muralha Louiz, que fez o seu segundo milagre na partida. A partir daí, o Forza Leone, assim como foi contra o Primatas, perdeu a cabeça e começou a tomar cartões seguidos. Em uma das jogadas em que Bruninho quase fez de cabeça e em seguida chutou na trave, o jogador saiu da área dando um safanão em Mendes, golpe que chegou a bagunçar o topete do capitão Roletinha. O árbitro viu e mandou o vermelho ao imprudente jogador, que indignado, pois queria toque de mão na área, partiu para cima do árbitro. Bruninho chegou a empurrar o juiz e só não o agrediu, porque os demais o seguraram e também porque seria uma cena surreal demais, mesmo para Bruninho.

Após a expulsão, o jogo esquentou e quando as coisas voltaram ao normal o FOrza já estava morto em campo, ainda mais porque Lelo tinha tomado cartão azul minutos antes de Bruninho ser avermelhado. Sem seu capitão e seu camisa 10, o Roletinha tocou a bola até o fim do jogo, enquanto ao Forza Leone restou buscar mais confusão com os jogadores do Roleta Russa Olimpico, com Bruninho quixotescamente tentando invadir o campo, enquanto Alemão metia a mão na cara de Foguinho e Brian, sempre Brian, bicava uma bola no bolo de jogadores do Forza.

Não é a primeira vez que o time do Forza Leone perde cabeça. O time tem uma boa base e precisa de tranqüilidade para deslanchar na competição. Após um ótimo jogo na rodada passada contra o Arouca, esperava-se um belo futebol do time, que conseguiu ser pura decepção diante do Roletinha – tanto em futebol quando em comportamento. Já o Roletinha comemorou muito e não poderia ser diferente, os garotos crescem a cada jogo e se mantêm entre os oito melhores.

I Chuteira de Prata: 6ª rodada:
Treinadores do Braz 7 x 6 Babilônia


13 GOLS, 3 VIRADAS E VITÓRIA DO TREINADORES SOBRE O BABILÔNIA


Apesar de nomes pouco badalados no Chuteira de Prata, Treinadores do Braz e Babilônia fizeram uma das melhores partidas do campeonato até o momento. Cheio de reviravoltas, o Babilônia, que melhorou muito desde a estreia, deu trabalho para o time do Braz, mas não conseguiu impedir a derrota por 7 x 6.

O juiz mal apitou e o Treinadores já abriu o placar, com Índio. Mas tão rápido quanto o Babilônia empatou através de Daniel San. Em menos de 3 minutos e o jogo já estava 1 x 1,o que a se somar com as duas piores defesas do campeonato indicava uma partida repleta de gols.

E a peleja começou e continuou equilibrada. Numa linda bicicleta, Peruca fez o goleiro fazer uma bela defesa, espalmando a bola que ainda bateu na trave antes de sair. Logo em seguida, Índio mandou de cabeça a bola na trave.

Apesar da pressão, foi o Babilônia que tomou a frente no marcador. Em contra-ataque aos 12 minutos, Fabiano toca para Dani Boy chutar na saída do goleiro e colocar o time rubro-negro em vantagem. A dupla criava todas as jogadas da equipe, mas o Treinadores respondeu sem pestanejar e, após Diego passar para César, que tinha acabado de entrar, o time do Braz empatou, em toque com categoria de César na saída do goleiro. E não parou por aí: Leandro Cézar, outro que entrou no decorrer da partida, deixou o dele em belo chute no canto. Era a virada, mais uma aliás. 3 x 2.

Mas só virar não bastava para o Treinadores, que ampliou na sequência , novamente com César, aproveitando rebote do goleiro James após chute de Binho. Os dois gols de vantagem foram a deixa para o Babilônia pedir tempo e tentar arrumar a cozinha. Na volta, com ainda 5 minutos para o fim do primeiro tempo, a conversa se mostrou eficiente e o time voltou fulminante. Fabiano levou a bola e chutou forte. A bola desviou na zaga e matou o goleiro do Treinadores. Isso aos 21 minutos, pois no minuto seguinte foi a vez de uma cobrança de falta de Dani Boy encontrar as redes para deixar o placar em 4 x 4.

O Treinadores ainda tentou demonstrar força com chute que estourou no travessão, mas o Babilônia estava infernal nesses minutos finais e conseguiu a vantagem – mais uma virada, por sinal – após chute de Daniel San que Criança pegou, a bola sobrou para Dani Boys fazer mais um. Impressionantes nove gols somente no primeiro tempo.

O segundo tempo começou com os Treinadores buscando a virada (mais uma vez) e, em menos de dois minutos, mandaram duas bolas na trave. Mas o Babilônia acertou as redes em troca de passes de Dani Boy e Vini Love, que terminou com Tonhão, que só teve o trabalho de empurrar para o fundo.

A partir desse gol, o Treinadores começou a perder a cabeça e a entrar forte, mas nenhum cartão amarelo foi mostrado. Os gigantes do Braz só se acalmaram após o gol de Juba, que dominou a bola vinda de escanteio e acertou belo chute. Depois disso, Leandro Cézar deu dois bons chutes a gol que o goleiro James pegou. O empate só poderia vir dos pés do atacante Peruca, um golaço. O camisa 10 chutou colocado e com força com um zagueiro à frente, sem chance para o goleiro.

A chance da virada veio após o Babilônia ficar com um a menos, quando o capitão Clebão levou amarelo. Gabriel, oportunista, deu um chute de bico, fez o gol e deu a virada histórica ao Treinadores do Braz. Fez o gol e ainda saiu fazendo o mesmo gesto do volante do Corinthians Cristian, o que emputeceu os jogadores do Babilônia, que o juraram para após o jogo. Sorte dele e de outros do time, que, receosos, ficaram para apreciar a bela partida entre Basicus e É Verdadeee. No jogo, não houve tempo para mais nada.

O jogo teve três viradas e muitos gols. Os dois times saíram de lá sabendo da sua capacidade e mais fortes para seguir no campeonato, que já adentrou sua segunda metade. O Babilônia, depois de um início desastroso, demonstra melhorar a cada jogo. Já os Treinadores mantêm seu futebol, sem vitórias fáceis, mas sempre com muita garra. “Nada é fácil para gente. Provamos isso mais uma vez”, falou, desta vez contente e sorridente, o capitão João Lucas, que entrou no segundo tempo e fechou o gol.

I Chuteira de Prata: 6ª rodada:
É Verdadeee 4 x 3 Basicus


EM NOITE DE HERÓIS, É VERDADEEE DERROTA BASICUS


A partida que fechou a 6ª rodada do Chuteira de Prata foi certamente das mais empolgantes e guardou emoção até o apito final do árbitro, para além das 19h do sábado 18 de abril. Um jogo que colocava frente a frente os dois últimos colocados do torneio: Basicus com 3 pontos e É Verdadeee com 4. Um jogo que valeria a sobrevivência no torneio a um deles e uma situação complicada ao que perdesse.

Entretanto, quem assistiu à partida percebeu, pela primeira vez, no time do Basicus um poder de reação e uma vontade nunca antes vistas e, mesmo com a derrota, um gosto de que ainda é possível rondava os olhares e pensamentos dos homens de rosa e preto. Além disso, foi a superação de Daniel, que de zagueiro assumiu a meta do time para ser o MVG da rodada, autor de verdadeiros milagres dentro de campo, e de Harada, titular neste jogo e autor de 3 gols, os 3 gols que empataram o confronto no segundo tempo antes que o velocista Fúria, camisa 17 do É Verdadeee, acertasse uma bola no ângulo para decretar os 3 pontos para o time do artilheiro Gavião. São esses os heróis da noite e que encheram os olhos de que ficou para ver.

Sem muitos jogadores no banco, mesmo assim as duas equipes começaram a mil por hora. E enquanto ambas disputavam pelo Chuteira de Prata, Palmeiras e Santos disputavam pelo Paulista uma vaga na final. O público se dividiu, mas havia um número razoável para ver o É Verdadeee começar a mandar no jogo. Membros de Acidus, Treinadores do Braz e um solitário Roleta estiveram presentes.

Com a velocidade característica, o É Verdadeee era um time mais perigoso, principalmente nos contra-ataques. Chegava ao gol de Daniel pelas laterais, explorando as costas de Imperatore e Bolas. E nessas fez Daniel começar a se destacar com belas defesas, como uma no canto baixo a sua direita, que ele espalmou para o lado. A bola chegou ao pé do adversário e o goleiro saiu para abafar. A bola foi chutada, desviada na zaga e sobrou na frente da área livre para o atacante fazer, com o gol vazio. E foi o que ele fez: chutou para marcar, mas eis que surge Daniel Voador, talvez empurrado pelas mãos de Deus, como bem definiu Publius, saltando e encaixando a bola quando todos já viam no lance gol do É Verdadeee.

Pelo lado do Basicus, Bruninho prendia a bola demais, recebendo xingamento da torcida a todo momento, e Fefe teimava em jogadas pelo meio, onde se encontravam os gigantes King e Magrão, que não tinham dificuldades em esticar as pernas e desarmar ou então não tinham nenhuma vergonha em dar chutão para a lateral. A maior parte dos lances de perigo do Basicus veio dos pés de Imperatore, em chutes de longa distância pouco certeiros, e jogadas de Denão, que entrou no lugar de Bruninho, com Fefe e Harada.

O É Verdadeee seguia mais próximo do gol do que o Basicus. Gavião, com um joelho apenas, bem que tentava jogadas pela direita de pivô ou individual, mas a marcação nele era incansável e, seja com Imperatore e em seguida com Barath, que enfim estreou no Chuteira neste ano, o artilheiro pouco conseguia fazer.

Mas foi ele mesmo que, aos 7 minutos, mandou para as redes abrindo o placar. O gol não mudou o jogo, tanto que ninguém do lado de fora percebeu que tinha sido gol e apostavam que logo o Basicus faria seu gol. Ledo engano, pois quando Fúria interceptou passe de Bolas na defesa e partiu para cima de Daniel, o placar móvel da mesa apontou 2 a 0. Parecia que o destino de sempre do Basicus estava traçado: tal qual Palmeiras e São Paulo naquele fim de semana, jogaria sem gana e vontade de reverter o placar, entregando-se logo e deixando-se perder. Porém, havia algo por trás daqueles uniformes rosa que batia mais forte, algo que dizia que nova goleada não viria.

Foi assim que o Basicus correspondeu, liderado agora também dentro de campo por R. Barath, fazendo uma partida impecável em desarmes e, tal qual os grandões do É Verdadeee, chutando bola para onde o nariz apontava. Barath desarmou, tirou bola, travou bola, enfiou cabeça no pé do adversário, trombou e lutou contra os gigantes do É Verdadeee, como Latrell, pelo menos uma mão mais alto que Barath. E a luta parecia em vão quando, já no segundo tempo, aos 6 minutos, o próprio Latrell fez o terceiro gol do time azul e branco, subindo e cabeceando no contrapé de Daniel, marcado por um Harada minúsculo diante do gigante cabeludo. Estava decretada a derrota?

Certamente muitos acreditaram nisso, mas eis que Barath, exausto, dá lugar a Lamarck e recua Imperatore. O time ganha poder no meio de campo, pois, de volante de contenção, Lamarck passa a apoiar o ataque. E vai ser justamente esse apoio do camisa 5 que resulta no primeiro gol do Basicus. Lutando muito pela direita, Lamarck faz a bola chegar a Harada na esquerda, que, livre, toca na saída do goleiro também Daniel, só que Martinez, para diminuir.

Havia mais 15 minutos de bola em jogo e uma virada do Basicus foi de fato tornada possível quando se viu o olhar dos jogadores na comemoração, principalmente a dupla Re-Ha (Renan Lamarck e Harada). Parte da torcida, a famosa torcida do amendoim do Basicus, não deixou de pegar no pé de Lamarck, mas teve de se calar quando a jogada da direita parecia perdida mas Lamarck surge cheio de vontade e, na briga por ela, gera um bate-rebate que faz a redonda cair para Harada novamente descontar e fazer seu segundo gol. O Basicus estava vivo na partida.

O segundo tempo foi todo do Basicus, em pressão total sobre o É Verdadeee, que tinha ainda na velocidade de Fúria sua arma pouco secreta para tentar, num contra-ataque, tal qual o Corinthians, matar o jogo. E o Basicus se arriscou, atacando e dando espaço para o contra-ataque. Entretanto, Bolas, Imperatore e até Fefe, pasmém, estavam em dias inspirados de marcação e conseguiam evitar que a bola chegasse em Daniel. Claro que algumas chegaram: numa delas, Fúria mandou por cobertura e a bola passou raspando o ângulo esquerdo do goleiro; em outro lance, pela direita, Daniel saiu fechando o ângulo e o atacante chutou na rede pelo lado de fora. De bola parada o É Verdadeee chegou também, mas Daniel pegou cabeçada sem dar rebote.

E o que todos esperavam veio. O empate saiu em cobrança de pênalti, sofrido pelo leve Fefe, que já conseguia avançar mais por entre os gigantes zagueiros, e conferido por Harada, que, com categoria, mandou no canto direito baixo do goleiro e colocou a igualdade em 3 a 3 no marcador. Restavam 5 minutos de pura adrenalina e tensão.

Num momento melhor no jogo, na ascendente, talvez o Basicus acreditou que a rodada ia terminar colorida de rosa. E tinha de acreditar, como acreditou e foi para cima em busca do gol que lhes daria a vitória. E como só os corajosos e grandes fazem, aceitou o desafio de acordar a fúria – ou o Fúria – que vinha adormecido nesse segundo tempo. E como as grandes tragédias épicas, só protagonizadas por heróis, o Basicus atacou e atacou.

O empate já não lhe bastava. Uma reação de tal porte merecia um quarto gol e a vitória. E talvez ela tivesse vindo e seria a coroação de uma bela partida realizada pela dupla Lamarck e Harada se caprichosamente um chute de Lamarck da esquerda quase de dentro da área não tivesse batido no travessão e pingado para dentro da área até que um pé de branco afastasse o perigo. Talvez ela tivesse vindo se a bola não chegasse a Fúria na esquerda – um pé salvador para desviar, um homem para fazer uma falta, um vento para desviar a trajetória da bola, um piscar de olhos mais demorado do camisa 17, qualquer coisa. Talvez tivesse vindo se Fúria tivesse apostado em jogada de velocidade até a linha de fundo ao invés de mandar para o gol num lindo chute que fez a bola morrer no ângulo de Daniel Fisher.

Numa história cheia de talvez, mais um talvez reflete a trajetória dos heróis em campo. Fefe recebe na corrida e é literalmente atropelado por Magrão, falta não marcada pela arbitragem. Com a bola nos pés e Fefe no chão, Magrão viu o pequeno gigante Harada – um Davi transformado em Golias – dar um carrinho para tentar recuperá-la e com isso levar o cartão amarelo. Ao ver que tomou o cartão, ele pediu desculpas a Barath, quase chorando, como se ali estivesse a razão da derrota, como se o pequeno camisa 11 não tivesse feito 3 gols, não tivesse vibrado, não tivesse ascendido a gana de vencer da equipe, não tivesse dado a Barath e seus companheiros a chance de se mostrarem grandes e heróicos, coisa que propiciou uma bela reação e colocou fogo no jogo.

Fato foi que Fúria anotou o quarto gol do É Verdadeee, o gol que, mesmo com o Basicus atacando e não desistindo, caindo de pé e lutando até o fim, sem se entregar em nenhum momento, até o momento final, deu a segunda vitória ao É Verdadeee na competição, que chega a 7 pontos e se distancia da lanterna.

Ao Basicus, que estaciona nos 3 pontos, fica a esperança de daqui em diante jogar na mesma vibração e vontade que mostrou nesse jogo. E justamente por isso foi possível ver rostos de decepção de cada jogador ao final, decepção pela vitória não ter vindo, mas também um olhar de dever cumprido, um olhar de quem sabe que fez o que podia e ousou não deixar de buscar o resultado, coisa que times ditos grandes como São Paulo e Palmeiras não tiveram. Na tarde de sábado, o Basicus foi maior que eles. Assim quem sabe o time de Barath, em situação delicada, possa transformar todos seus jogadores em heróis de uma nova história, a história da classificação, pois heróis da história do último sábado eles já são. Todos eles.

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