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Notícias de 23/03/2011

XI CHUTEIRA DE OURO: 2ª RODADA: GRUPO A

Med Taubaté 2 x 1 Bengalas

MED VENCE TRICAMPEÃO BENGALAS E DESPONTA NA TABELA


Doutor Aníbal faz a diferença em duelo marcado por faltas e reclamações

Por Elvis Ferreira

Após atropelar o Elefantes Indomáveis na primeira rodada por 5 x 0, o Med Taubaté enfrentaria o tricampeão Bengalas. Uma verdadeira prova de fogo para o time de Aníbal, uma vez que, antes da partida começar, havia quem falasse do lado de fora da quadra que o Elefantes era o famoso “café com leite”, e que ganhar deste não era mais que a obrigação do Med. Além disso, a esquadra dos Toledo estava cheia de moral por ter goleado o rival e atual campeão SNG na rodada anterior.

A expectativa para o embate era grande. E este não seria fácil para nenhuma das duas equipes. Pelo lado do Med, a falta de reservas – problema que já se tornou frequente – poderia comprometer o desempenho da equipe. Já o Bengalas poderia sentir o desfalque de Luisinho, um de seus principais jogadores. E sentiu.

Mal o jogo havia começado e Gustavo Simões abria o placar para o Bengalas: após se livrar da marcação próximo à entrada da área, o jogador bateu totalmente desequilibrado para o arco rival, mas mesmo assim balançou as redes.

O Bengalas ditou o ritmo da primeira etapa. Isso porque os grandes marcadores Fabinho e Vini trabalhavam com muita vontade na zaga, afastando as investidas de Javier e Aníbal – que tentavam suas jogadas de ataque principalmente pelas alas da quadra. Uma vez que a dupla de atacantes não conseguiu se desvencilhar da pesada marcação adversária, o primeiro tempo terminou com os amarelos em vantagem. Para os que acompanhavam o jogo, ficava a esperança de uma partida mais emocionante na segunda etapa.

Após o intervalo, o Bengalas passou a cometer mais faltas. O time parecia nervoso, mesmo com a vantagem no placar. Mas a tensão não era característica exclusiva da trupe dos Toledo. Os médicos também estavam tensos, visto que tinham dificuldades em criar jogadas de ataque.

O empate do esquadrão tinto veio em um dos momentos mais sonolentos da segunda etapa. Após cobrança de falta para o Med e bate-rebate dentro da área, Aníbal chutou cruzado para Javier, dentro da área, completar de cabeça para o fundo das redes.

O gol dos doutores pareceu aquecer os ânimos dos jogadores. As provocações tornaram-se constantes dentro de campo. Tanto que 3 cartões amarelos foram distribuídos até os quinze minutos de jogo. Por conta da forte marcação imposta pelas equipes, as chances de gol eram escassas para ambos os lados.

Após um longo período sem grandes oportunidades, Rogerinho assustou Baki com um chute forte e perigoso de fora da área. Porém, quem desequilibrou foi Aníbal, que na jogada de ataque seguinte marcou um golaço e decretou vitória para os doutores: o craque pegou com categoria na bola e, de fora da área, mandou um petardo no ângulo de Baki. Um bonito gol para encerrar de maneira digna um jogo que foi morno na maior parte do tempo.

De virada, o Med venceu um jogo duro e importante. Mesmo sem um número considerável de reservas, o preparo físico dos titulares foi suficiente para aguentar as divididas com o time adversário. Na próxima rodada, a trupe encara outro jogo duríssimo, outro tricmapeão, o SNG. A tarefa do Bengalas não é menos difícil: enfrenta o Fiorella, líder do Grupo A.

XI CHUTEIRA DE OURO: 2ª RODADA: GRUPO A

BUFALOS 3 x 2 MULEKES

BUFALOS SURPREENDE E VENCE MULEKES EM JOGO DISPUTADO


Casali e goleiro Cidrão desequilibram, garantindo vitória apertada dos bovídeos sobre um dos favoritos ao título

Por Elvis Ferreira

No jogo entre Bufalos e Mulekes, eis que surge a primeira zebra. A expectativa era a de que o primeiro seria chutado para fora da quadra com uma sonora goleada – o que era compreensível devido à vitória de 5 x 1 da molecada em cima do Estudiantes na primeira etapa. A derrota dos bovídeos para o Fiorella na fase anterior também acentuava essa possibilidade.

Contudo, às vezes esquecemos de que cada jogo é um jogo. E desta vez, tanto o Mulekes quanto os que acompanharam a partida foram surpreendidos pela garra e determinação do time plúmbeo.

O Bufalos foi bem como um conjunto, mas Casali e Dinho foram os principais nomes da partida. Eles encararam o espírito do nome que sua equipe leva e jogaram com muita raça durante todo o embate. Além disso, as importantes defesas de Léo Cidrão também ajudaram a segurar o resultado.

O Mulekes iniciou a mil o jogo e, com menos de um minuto de bola rolando, Camilo aproveitou a sobra de bola no meio e chutou de fora da área no canto esquerdo do goleiro. Logo após o gol relâmpago, os comentários já começavam a surgir no lado de fora da quadra: “Olha a goleada aí!” ou “Fica todo mundo atrás, senão vai levar mais”.

O Bufalos não se intimidou e não demorou a reagir. Quando o relógio estava prestes a marcar 3 minutos, Casali empatou o jogo após receber bom passe dentro da área. O jogador estava muito ligado na partida, visto que marcou o gol da virada do Bufalos logo em seguida: o camisa 11 entrou na área, desviou do marcador e solou a bola para dentro das redes.

O Mulekes parecia ter perdido a concentração, já que ainda no primeiro tempo levou o terceiro gol após outra boa jogada de Casali. Desta vez, ele chutou do flanco esquerdo em direção ao arco de Goku, que acabou dando o rebote para Dinho completar 3 x 1 para o Bufalos. Uma virada inacreditável!

Segundo Weinny Eirado, treinador do Irado’s e repórter fotográfico do Chuteira (e que também atua como arqueiro nas horas de folga), o goleiro Goku está “em uma maré de má sorte”. O mesmo não pode ser dito de Léo Cidrão, que fechou o gol pelo lado do Bufalos. A despeito de ter sido bombardeado, Cidrão aguentou firme o suficiente para seu time sair da quadra com um resultado positivo.

A segunda etapa começou bem mais pegada e forte. As faltas ocorriam com mais frequência e as reclamações também aumentavam em direção aos árbitros. O Mulekes praticamente não conseguia encaixar boas jogadas de ataque. Quando conseguia, lá estava Cidrão para fazer sua parte. Em uma dessas chances, Robinho tentou arrancada pelo meio e bateu firme para o gol. A bola passou raspando.

Na ofensiva seguinte, os moleques enfim conseguiram diminuir o marcador com Rafinha, após bom cruzamento de Pepê. Em resposta, Casali quase ampliou a vantagem do Bufalos depois de bonita jogada individual pela esquerda: o jogador tirou o marcador e bateu forte. A bola passou muito próxima do travessão.

As duas equipes seguiam marcando forte. Mas quando o jogo aproximava-se do final, o Mulekes resolveu se jogar todo ao ataque para igualar o placar. Empate este que, graças ao setor defensivo do Bufalos, não foi alcançado.

Com a vitória, o Bufalos conquista seus primeiros 3 pontos. Na próxima etapa, o time dos bovídeos enfrenta o perigoso time do Arouca Jrs. Já o Mulekes pega o Elefantes Indomáveis, lanterninha do grupo que ainda não mostrou a que veio nessa edição do Chuteira de Ouro.

XI CHUTEIRA DE OURO: 2ª RODADA: GRUPO A

SNG 3 x 2 REAL PAULISTA

SNG CONQUISTA VITÓRIA APERTADA SOBRE REAL


Time dos beberrões segura placar com Caieiras e quebra tabu ao estrear uniforme novo com vitória

Por Elvis Ferreira

Após tropeço na estreia diante do Bengalas, o atual tricampeão SNG venceu apertado a equipe do Real Paulista – que segue sem pontuar após segunda derrota consecutiva. Além do bom desempenho em campo, parece que o novo uniforme do SNG deu sorte. A equipe que nunca havia vencido em estreia de camisa conseguiu, enfim, tirar essa sina de sua história.

O SNG começou a fazer o placar logo cedo. Com menos de um minuto de jogo, quando ninguém esperava, Felipe Augusto marcou gol relâmpago ao driblar seu marcador e bater forte no alto. Um bonito gol para espantar as zicas que assolaram o SNG na estreia da temporada.

Entretanto, a alegria do SNG não durou muito tempo. Cadú empatou a partida após disputa de bola confusa dentro da área. O camisa 8 do Real Paulista só teve o trabalho de empurrar a bola para o fundo das redes.

O Real Paulista surpreendeu o SNG ao virar a partida com um golaço de Tuca. Não um gol qualquer, mas sim o mais bonito que esse repórter que vos escreve já viu nesse campeonato: Cadú ajeitou a bola de cabeça para a entrada da área; Tuca recebeu e, sem deixar cair, mandou a redonda direto para o ângulo de Caieiras.

As duas equipes buscavam bastante o gol, mas não conseguiam criar grandes oportunidades. Os jogadores, por sua vez, vibravam com cada bola ganha em disputa. Alguns dos visitantes que assistiam à partida de fora da quadra diziam que o jogo estava morto. “Vim da Vila Maria para assistir esse quebra canelas?”, disse um dos revoltados colado à grade da quadra.

No entanto, o começo do segundo tempo foi completamente diferente do final do primeiro. As duas equipes voltaram mais ligadas e criando mais chances de gol. Luis Romão marcou um belo gol para o SNG logo no início ao avançar pela direita e chutar forte no fundo da rede adversária.

Aos 4 minutos, Abelha colocou novamente o SNG na frente. O jogador aproveitou sobra de bola dentro da área após confusão e só teve o trabalho de colocar para dentro. Em seguida, Felipe Augusto quase marcou seu segundo gol na partida após chute violento de fora da área. A bola explodiu no travessão.

Nos últimos minutos do jogo Quintanilha ainda tentou o gol de empate para o Real, mas esbarrou em Caieiras, que garantiu o placar favorável a sua equipe.

Para tentar se erguer no campeonato, o Real pega o Estudiantes de La Vila na próxima rodada. O SNG, por sua vez, enfrentará no próximo sábado um dos destaques iniciais da competição, o Med Taubaté.

XI CHUTEIRA DE OURO: 2ª RODADA: GRUPO A

AROUCA JRS 4 x 4 ESTUDIANTES DE LA VILLA

ESTUDIANTES EMPATA COM AROUCA EM DUELO EMOCIONANTE


Em partida disputadíssima, Tucano e Gui Rodrigues fecham os respectivos gols em momentos decisivos, garantindo o empate

Por Elvis Ferreira

Após uma partida horrível contra a equipe do Mulekes (na qual Pepê, Leco e Cia. fizeram a festa e aplicaram uma goleada de 5 x 1), o Estudiantes encarou o Arouca Jrs. tentando acelerar o processo de entrosamento da nova equipe, reformulada por Júlio Sérgio após a saída de Caio Ferin. E a ex-equipe da Vila Leopoldina começou com tudo, buscando mais as jogadas de ataque e dando trabalho para Gui Rodrigues, goleiro do Arouca. Tanto que Francisco Roberto quase abriu o placar com uma cabeçada logo no início. Gui desviou bem a bola para lateral.

Contudo, mesmo não iniciando a partida no mesmo ritmo que o Estudiantes, quem abriu o placar foi o Arouquinha. Ao chutar pelo flanco direito, Washington não deu chances para Tucano segurar a pelota, que morreu no fundo das redes.

Mesmo estando atrás no placar, o Estudiantes não modificou seu estilo de jogo e continuou com a mesma pegada até conseguir o gol de empate, que veio com Punha aos 11 minutos. A virada, porém, só veio aos 22, quando Abreu desviou sutilmente uma cobrança de escanteio para dentro do arco arouquense.

O jogo seguiu pegado. Dois minutos depois de sofrer a virada, o Arouquinha conseguiu o empate com Vena, em uma bonita troca de passes com Deh pela direita. No segundo tempo, porém, o Estudiantes voltou melhor, atacando com mais precisão e buscando mais o gol de desempate. O Arouca Jrs., por sua vez, sentia dificuldades para chegar com qualidade ao gol de Tucano.

Logo no início desta etapa, Júlio assustou Gui Rodrigues em jogada individual pelo meio: o camisa 13 do Estudiantes avançou bem e bateu para o gol. O chute saiu meio sem direção, mas passou muito próximo ao arco do Arouca.

Se o terceiro gol não saiu na jogada de ataque de Júlio, saiu na ofensiva seguinte. Alê cobrou lateral para Vitinho estufar, sem dó nem piedade, as redes do bom goleiro Gui Rodrigues. Após o lance, o jogo ficou no “toma lá, dá cá”. Porém, quem achava que o Arouca Jrs. estava desligado na partida se enganou. Nelsinho fez bonito gol de fora da área após receber passe de calcanhar no meio. O atacante adiantou um pouco a bola e mandou um petardo para explodir nas redes do adversário.

O Arouquinha começava a bater de frente com o Estudiantes. A disputa era bonita, visto que ambas as equipes buscavam marcar gols. Leozinho colocou o tricolor na frente após ótima jogada individual na linha de fundo pela direita. O caçula dos Barros bateu forte e Tucano nada pode fazer.

Entretanto, quando faltavam exatos 10 minutos para o final da partida, Caio Stangarlin conseguiu empatar a partida novamente ao completar de cabeça para o gol escanteio. Júlio ainda teve a chance de fazer o quinto para o Estudiantes após boa arrancada pela esquerda: ele bateu firme e rasteiro, mas Gui Rodrigues foi ligeiro e defendeu.

Nos minutos finais, a partida ganhou muito em emoção, visto que as duas equipes partiam com todas as forças para o ataque na tentativa de marcar o gol da vitória. Quem garantiu o placar final foram os goleiros das esquadras, sobretudo Tucano, que segurou o ímpeto do Arouca e garantiu o primeiro ponto de sua equipe.

XI CHUTEIRA DE OURO: 2ª RODADA: GRUPO A

Fiorella Brasil 4 x 1 Elefantes Indomáveis

FIORELLA PASSEIA EM CAMPO E GOLEIA ELEFANTES


Paquidermes não acham padrão de jogo e são domados pela equipe de Ari Silva, que segue na liderança do grupo da morte>

Por Elvis Ferreira

O último jogo do Grupo A da rodada foi entre Fiorella Brasil e Elefantes Indomáveis – times que vivem situações completamente distintas nesse início de temporada. O Fiorella vinha de estreia com direito a goleada em cima do Bufalos. O Elefantes, por sua vez, vinha também de uma goleada, só que sofrida: os indomáveis perderam de 5 x 0 para o rival Med Taubaté.

O Fiorella iniciou antenado e logo de cara marcou com Francisco Ferreira. O novo craque da equipe da ótica bateu de fora da área, quase do meio da quadra, e acertou o canto direito do goleiro Spiga.

Os paquidermes, por sua vez, não honravam seu adjetivo de indomáveis, deixando o adversário ditar o ritmo do jogo. Tanto que Edson Claro quase ampliou na jogada de ataque seguinte ao primeiro gol.

Daniel, do Elefantes, bem que tentou surpreender o guardametas Fonseca com uma tentativa de cobertura. Porém, o acrobático goleirão desviou a redonda para a linha de fundo com as pontas do dedo. Em seguida, João Barbosa replicou para o Fiorella ao obrigar Spiga a fazer difícil defesa em cobrança de falta.

Faltava padrão de jogo para o Elefantes. Após perder importantes jogadores desde o último campeonato, o time ainda não se encontrou. O primeiro tempo ficou barato com o placar magro de 1 x 0, visto que o time laranja não conseguia formular boas jogadas de ataque e ficava, muitas vezes, nos chutões de longa distância que não levavam perigo algum ao gol de Fonseca.

Na segunda etapa, os dois times voltaram com mais vontade. Logo no início, Ari Silva quase ampliou o placar ao bater pela direita, próximo à linha de fundo. Contudo, a bola passou rente à trave.

Apesar de demonstrar mais garra no segundo tempo, o Elefantes seguia de mal a pior. Fonseca praticamente não trabalhava. Em cobrança de falta, Thomas abriu para Rafael chutar para o gol, mas o arremedo saiu sem direção e não passou nem perto do arco rival.

Em seguida, Ari Silva ampliou para o Fiorella após boa troca de passes dentro da área. Um bonito gol feito em equipe. Após o lance, comentários de pesar sobre a esquadra laranja começaram a surgir fora da quadra. “Esse time do Elefantes está fraco! Vai brigar para não cair”. Seria Lói o autor da frase?

Sendo o capitão do Acidus ou não, a cada jogada de ataque do Fiorella tal certeza parecia aumentar. Em uma dessas investidas, Edson Claro fez belo gol de fora da área: ele ergueu a bola e bateu firme a meia altura. 3 x 0.

Diego Lander ainda diminuiu o placar para os Indomáveis após falha de Fonseca dentro da área. Todavia, o time não tinha forças para buscar uma reação maior. Coube então ao Fiorella a tarefa de dar números finais à partida. Ari Silva recebeu boa bola de Cléber dentro da área, tirou o goleiro Spiga da jogada e completou para as redes, alçando seu time à liderança do grupo A e mantendo os paquidermes na última posição do mesmo.

XI CHUTEIRA DE OURO: 2ª RODADA: GRUPO B

Só Resenha 5 x 2 Roleta Russa

RESENHA GOLEIA ROLETA EM JOGO FALTOSO


Resenheiros vencem, mas pagam o pato com expulsões de Juba e do treinador Diego

Por Luis V. Andreassa

O duelo entre Só Resenha e Roleta Russa poderia ter sido marcado por um bom futebol, lances bonitos e muitos gols, mas, ao invés disso, o que se viu foi uma quantidade enorme de faltas, reclamações e entradas violentas. Porém, isso não foi o bastante para ofuscar a goleada de 5 x 2 aplicada pelo time de Brunão Hidalgo nos roletas.

Quem saiu na frente foi o Roleta. Aos 2 minutos, Alemão interceptou lance de cruzamento e concluiu. A resposta, porém, não demorou e veio com muito estilo: Dhani cruzou uma bola para Fabrício, com categoria, completar de joelho, encobrindo o arqueiro Guaraná.

A partir deste lance, as defesas passaram a tomar mais cuidado e as chances de gol foram diminuindo. O Resenha aproveitava a velocidade de seus homens de frente para chegar no campo dos Roletas. Para segurar as investidas do rival, os defensores do time de Baru faziam muito uso da força nas jogadas, o que aumentava o número de faltas.

Aos 13 minutos, Dhani perdeu oportunidade incrível de virar a partida: ele correu para completar um chute cruzado que ia para fora, mas acabou passando pela redonda, deixando-a para trás ao invés de mandá-la para as redes.

Aos 19, o time verde e branco chegou com perigo mais uma vez: Brunão desviou de cabeça cruzamento de escanteio e acertou a trave. Em resposta, Guaraná se aventurou numa cobrança de falta e mandou uma bomba no meio do gol de Dalonso. Para a sorte do guarda-metas, a zaga estava bem atrás para tirar em cima da linha.

Parecia que a defesa do Roleta tinha se acertado. No entanto, o Resenha logo provou o contrário. Aos 23 minutos, Brunão cobrou uma falta perigosa, muito perto da linha da grande área. Devido ao grande número de jogadores que estavam por lá, o goleiro do time alvinegro nem conseguiu ver a bola, que morreu no fundo do gol. Dois minutos depois, o camisa 17 anotou mais um, desta vez com uma cabeçada estilosa no canto da meta, encerrando o primeiro tempo em 3 x 1 para os resenheiros.

Se o Roleta esperava uma mudança de panorama na segunda etapa, logo se decepcionou, pois Rafael Monteiro recebeu passe na direita e bateu no ângulo para fazer um golaço. O domínio da partida passou então para as mãos – ou os pés – do SR, que continuava usando e abusando da velocidade – mesmo sem definir muito bem os lances – contra os defensores adversários – que iam batendo cada vez mais com o passar do tempo. Aos 10 minutos, porém, Moscow fez boa jogada ao chutar de voleio sem pulo para o meio da área; um chute cruzamento – ou chutamento, como diria Cleber Machado – que o goleiro afastou com competência.

Após o lance, as chances de gol diminuíram consideravelmente – o que era bom para o time que estava na frente, que via a partida caminhar-se para uma boa vitória. Porém, aos 17 minutos, Fabrício anotou o quinto do Só Resenha ao aproveitar de cabeça um rebote dado por Guaraná. Ficou melhor ainda.

As faltas continuavam nos dois lados da quadra, só que com mais frequência no campo do Roleta Russa. Apesar disso, foi Brunão quem recebeu cartão azul aos 23 minutos. O fraco ataque russo ainda conseguiu aproveitar a vantagem numérica para descontar aos 26 minutos: o juiz deixou de marcar falta dura em Dhani, que perdeu a bola e viu, num lance confuso, Alemão descontar.

O lance foi a gota d’água para o Só Resenha. Depois de sofrer tantas faltas duras e ainda levar gol em jogada polêmica, o time partiu para as reclamações com o árbitro. Houve um princípio de confusão na quadra. O clima só foi amenizado com as expulsões de Juba e do técnico Diego (ambos do Só Resenha), além do apito final do árbitro. Mesmo assim, goleada justa para os resenheiros, que foram melhores na maior parte do jogo.

XI CHUTEIRA DE OURO: 2ª RODADA: GRUPO B

Arouca 9 x 2 SPQSF

AROUCA MASSACRA SPQSF NO SEGUNDO TEMPO


Desfalcado do goleiro Serafim e com Diego expulso, Arouca não toma conhecimento e aplica nova goleada

Por Luiz V. Andreassa

Depois de uma primeira etapa disputada quase que exclusivamente na vontade e com poucos gols, o Arouca fez a rede do SPQSF balançar sete vezes nos 25 minutos finais e construiu uma bela goleada que lhe deixa na primeira colocação do Grupo B, com duas vitórias e 13 gols feitos. Quanto ao adversário, apenas 1 ponto e a oitava colocação na tabela. É de se destacar a sentida ausência de Serafim debaixo da trave do seu time, goleiro que foi eleito MVG na primeira rodada.

No primeiro tempo, as equipes foram mais equivalentes no placar, apesar da superioridade do Arouca – superioridade longe de ser tão evidente como foi no segundo tempo. Mas no tocante a lances de perigo, quem chegou primeiro foi o SPQSF, em cabeçada de Meneguelo, aos dois minutos, que exigiu defesa do goleiro Maurício.

A correria, a determinação e a falta de chances ditaram o ritmo nos primeiros minutos, até que Veloz recebeu passe na área e, com liberdade, pôde chutar e contar ainda com um desvio na zaga para abrir o placar. Quatro minutos depois, Orley recebeu na cara do gol e só teve o trabalho de tirar do goleiro para fazer 2 x 0.

Após os gols, o Arouca se encheu de confiança, tomou o controle da partida e partiu para cima em busca do terceiro. Orley quase fez ao receber mais uma vez em boa condição. Porém, o goleiro Gama, que até o momento mostrava insegurança, fez grande defesa para salvar seu time. Para a surpresa dos arouquenses, o SPQSF revidou e conseguiu marcar: Safa recebeu passe e, de fora da área, arriscou de esquerda para mandar no cantinho, diminuindo a desvantagem.

O desconto, porém, não mudou a forma da equipe de branco jogar e não a impediu de continuar melhor, principalmente com Orley e Caio Martins chegando com perigo, e nas boas participações de Mota e Vitão na defesa. Aos 19 minutos, Tché aplicou um rolinho no adversário e chutou no canto. Danilo – que havia entrado no gol do seu time 3 minutos atrás, com a camisa número 1 – defendeu o que era para ser um golaço.

A primeira etapa terminou com o SPQSF enfrentando dificuldades para chegar à frente e ameaçar a meta adversária. Mas o pior ainda estava por vir. Se a chuva que o céu cinzento aparentava que traria acabou sendo apenas uma pequena e inconstante garoa que durou a tarde toda, em quadra o que se viu foi uma tempestade de gols.

Mas quem começou perigoso foi a equipe boca suja, que pressionou em uma cobrança de escanteio, na qual Mauricio teve de evitar o empate por duas vezes seguidas. Os primeiros minutos seguiram parecidos com o começo da partida: travados e disputados ao extremo. E mais uma vez o Arouca quebrou o ritmo. Dessa vez com Caio Martins, que bateu bem de direita, de fora da área, acertando o canto do goleiro adversário aos 7 minutos.

Para tentar mostrar que não estava morto na partida, a equipe de preto e verde conseguiu descontar outra vez. De novo com Safa, que desta vez desviou chute do companheiro Rick e correu para o abraço. Só que a resposta não demorou e Dih tratou de fazer o quarto do Arouca ao receber na direita e tocar na saída do goleiro.

O curioso é que pelos 10 minutos seguintes, as chances de gol diminuíram e o jogo voltou a ficar bem marcado. De destaque, apenas o bom chute de Renanzinho, do time branco, por cima, depois de arrancar pela direita, e o quase terceiro gol do SPQSF, quando Safa – sempre ele – dividiu com o goleiro e acertou a trave. O maior equilíbrio nesse período de tempo se deveu também à melhora da zaga que até então tinha sido vazada quatro vezes, com Rick e Rodi mostrando mais segurança.

O incrível é que os últimos cinco gols da partida saíram nos 5 minutos finais, uma após o outro! Primeiro com Orley, ao receber livre, quase que debaixo da trave, para ter o “difícil trabalho” de empurrar para as redes, aos 20 minutos. Em seguida, Tché completou passe da esquerda para fazer o sexto. Como se a situação já não estivesse ruim o bastante para o SPQSF, Di Dicredo ainda foi expulso merecidamente após dar um soco em Vitão dentro da área. Aí a festa estava armada para o líder fazer mais três com Orley, Tché e Renanzinho – que receberam ótimas condições para balançar as redes, precisando apenas caprichar na finalização. O apito do árbitro encerrou mais uma boa atuação do Arouca, que contou com o show de seus dois principais jogadores para marcar nada menos que 9 x 2, a maior goleada da competição até o momento.

XI CHUTEIRA DE OURO: 2ª RODADA: GRUPO B

FORA DE SÉRIE 3 x 2 ACIDUS

ACIDUS DOMINA, MAS PERDE PARA FORA DE SÉRIE


Goleiro Rafael garante vitória suada do Fora ao pegar tudo e mais um pouco no gol

Por Luiz V. Andreassa

Após sofrerem derrotas amargas na primeira rodada, Fora de Série e Acidus se enfrentaram sedentos pela primeira vitória nesta edição do Chuteira de Ouro. E esta foi uma daquelas partidas em que um time joga melhor e domina o jogo até o final, mas acaba sendo derrotado por uma atuação espetacular do goleiro adversário – como no último Palmeiras e Corinthians pelo Campeonato Paulista. Rafael foi o Julio César da vez e evitou diversas chegadas perigosas que tirariam a vitória de sua equipe. Ao Fora, coube aproveitar as falhas do amarelo limão e fazer o que o Acidus não conseguiu – gols.

O time ácido, desta vez, partiu para cima do adversário para que a história fosse diferente da do último jogo – no qual perdeu por ter sido encurralado pelo Arouca. O jogo começou movimentado. Enquanto Marcelo comandava as ações do Acidus, lá atrás, a defesa da equipe se preocupava em marcar os perigosos alas do atual vice-campeão da Série Ouro: Rodrigo Cunha e Renan. A marcação sobre a dupla de atacantes do Fora de Série foi realmente efetiva na maior parte do tempo. O problema é que os marcadores acidianos aparentemente esqueceram de Cachaça, que começou a decidir quando recebeu na área livre e, com habilidade, esperou o goleiro Ulisses cair para tocar por cima e abrir o placar.

O gol não abateu o adversário, que respondeu com um chute de fora da área de Paulinho. O lance obrigou o goleiro a mandar para escanteio. Na cobrança, Juba cabeceou com muito perigo, mas mandou para fora. O Acidus continuou crescendo no jogo, chegando perto do empate com dois chutes de Marcelo (o segundo deu trabalho para Rafael defender). Pouco depois, foi a vez de Cássio exigir boa defesa do arqueiro rival. O Fora de Série respondeu com uma falta perigosa que Rodrigo Cunha bateu com força no meio do gol, obrigando Ulisses a espalmar o balaço para fora.

A reação do Fora não parou por aí. Primeiro, Rodrigo perdeu uma chance incrível ao cabecear a redonda por cima do travessão. Em seguida, Cachaça aproveitou nova falha da defesa e conseguiu ficar cara a cara com o goleiro. O craque etílico da equipe royal foi mais competente na hora de finalizar, anotando mais um para seu time.

O Acidus voltou com os ânimos renovados para o segundo tempo. Tanto que, aos 4 minutos, o zagueiro Lói perdeu boa chance ao chutar para fora uma bola sobrada quando o goleiro estava quase batido no lance. Já com Louiz foi diferente: ele recebeu no meio e, com uma bomba talvez defensável (único lance em que a habilidade do arqueiro adversário pode ser questionada) no canto, descontou o placar.

A equipe cítrica continuava melhor na partida – que parecia mais equilibrada e perto do empate. Porém, Rodrigo Cunha finalmente conseguiu aparecer ao receber passe de Cachaça. O atacante chutou forte em direção ao gol de Urso, que fez milagre ao saltar na bola, mas ninguém espanou o rebote, que ficou para Rodrigo Cunha fuzilar e anotar 3 x 1.

O gol fez com que o Fora de Série ganhasse confiança e passasse a aproveitar o espaço maior que Rodrigo e Renan encontravam na zaga adversária. Foi assim que quase saiu o quarto da equipe: o primeiro rolou para o companheiro bater cruzado; um chute forte que raspou no travessão,. Só que o Acidus não estava morto e Borges marcou ao receber, livre, um cruzamento de Louiz sobre a linha.

Mais uma vez, um gol mudou as condições da partida. Desta vez, foi o time verde que passou a crescer em produção. Prova disso foi a ótima chance que Paulinho teve nos seus pés para empatar. O craque recebeu em ótima condição para finalizar, mas, para variar, o goleiro Rafael foi decisivo ao fazer uma intervenção incrível na saída do gol. Pouco depois, Marcelo também criou boa chance ao fazer uma embaixadinha com a bola e, de voleio, chutar forte para fora. Para responder, Rodrigo Cunha, mais uma vez, fez boa jogada, saiu de dois marcadores e invadiu a área. O goleiro Urso teve de sair para fazer a defesa.

O tempo ia passando e o Fora de Série tentava manter a preciosa vitória que conquistava. O atacante Marcelo, do Acidus, ajudou ao prender demais a bola, coisa que irritou muito os companheiros e gastou tempo precioso para o empate. Mesmo assim, o lance decisivo veio a poucos minutos do fim, numa defesa milagrosa do arqueiro, que barrou um chute à queima roupa de Borges no canto esquerdo. Tal qual um gato, ele saltou e tirou ela de dentro do gol. Diante da muralha azul e branca o Acidus feneceu e amarga sua segunda derrota. Placar injusto pelo que os dois times apresentaram, mas merecidíssimo se levarmos em conta a atuação do goleiro Rafael. Aliás, contratação de Orley, um espectador do lado de fora que não escondia o sorriso a cada defesa de “seu” goleiro.

XI CHUTEIRA DE OURO: 2ª RODADA: GRUPO B

FÚRIA 4 x 4 THE VERAS

FÚRIA E VERAS EMPATAM JOGO DE GENTE GRANDE


Thiago Motta e Kassius brilham em partida semelhante a pingue-pongue, que teve muita velocidade, gols e jogadas mais duras

Por Luis V. Andreassa

Fúria e The Veras protagonizaram aquele que talvez tenha sido o jogo mais equilibrado da segunda rodada da Série Ouro. Repleto de lances bonitos, determinação e emoção até os últimos minutos, o embate não decepcionou aqueles que ficaram até a noite para acompanhá-lo – apesar do vento frio cortante que não dava trégua e esfriou tudo, menos a partida.

Em questão de gols e oportunidades, parecia que víamos um jogo de pingue-pongue em plena quadra de futebol society. Isso porque a bola não tinha descanso, movendo-se de um lado para o outro constantemente, sem poder reclamar de marasmo ou falta de iniciativa dos jogadores. E a primeira “raquetada” foi de Victor Petreche, do The Veras, que mandou uma bomba perto do ângulo adversário em cobrança de falta logo aos 40 segundos. Em seguida, o camisa 17 assustou de novo ao receber na esquerda e finalizar em cima do goleiro.

Depois foi a vez de Sapo “dar seus pulos” para responder à altura: um chute forte que passou perigosamente por cima do travessão. Já Thiago Motta foi mais preciso – apesar de ter tido tarefa mais simples – ao desviar cruzamento bem feito para abrir o placar. Porém, o time vinho e preto logo mostrou que não estava para brincadeira e fez um “smash point”: após interceptar rebote cedido pelo goleiro, Cucio mandou um petardo para as redes com um chute de voleio sem salto. Pontaço, ou melhor, golaço!

E a bolinha continuava a pular pelos dois lados da mesa, preocupando defesas e assustando os arqueiros. Thiago Motta deu nova demonstração de suas habilidades ao sair da marcação e chutar por cima da meta. A resposta veio aos 14 minutos, quando Flama encheu o peito do pé e chutou com muita competência (e potência). Porém, o goleiro Pedro foi ainda melhor e conseguiu espalmar a redonda para fora.

O Veras passou a ter uma leve superioridade no jogo devido às atuações de Pedro, João Cláudio e Petreche. E foi para segurar essa força ofensiva que Gabriel Carnaval entrou pela equipe branca e vermelha. Uma escolha feliz do técnico, pois o inusitado zagueiro de dreads se destacou na marcação com desarmes precisos, muita raça e até excesso de vontade. Mesmo assim, dois lances tiraram a paz do goleiro furioso: primeiro, um chute desviado de longe; em seguida, um chute de Cucio que passou raspando no travessão.

Aos 23 minutos, a rede voltou a balançar quando André recolocou o Fúria em vantagem numa “cortada” precisa e indefensável, no cantinho. Mas nem deu tempo para comemoração, pois, segundos depois, Kassius restabeleceu a igualdade no placar ao aproveitar um “passe” da zaga adversária. Até agora não dá para entender o que o zagueiro quis fazer ao cabecear para trás. E a virada quase veio na falta cobrada por Flama, lance que o arqueiro Pedro defendeu muito bem.

Foi assim que acabou o primeiro tempo: “lá e cá”, “pingue-pongue”, com The Veras superior na posse de bola e o Fúria perigoso nos contra-ataques. Para não deixar a peteca – ou a bolinha – cair na segunda etapa, logo no primeiro minuto Kassius botou sua equipe na frente pela primeira vez na partida ao receber na direita e bater forte de primeira. Dois minutos depois, Thiago Motta voltou a dar o ar de sua graça ao pegar a bola na esquerda, puxar para o meio e bater com muito perigo para fora. Pouco depois, foi a vez de Diego receber um “saque” de lateral do companheiro André e, de cabeça, dar outro susto na torcida adversária.

O time alvirrubro buscava furiosamente o empate – com o perdão do trocadilho – quando quase tomou o quarto em chute de João Cláudio de dentro da área. Mas o susto passou quando o 3 x 3 foi conquistado em um golaço de voleio do camisa 7 ao receber a assistência vinda de uma cobrança de lateral. Mais um gol bonito para a conta da partida.

O calor voltou à quadra, com as chances e a movimentação aumentando e o equilíbrio se fazendo presente nas ações das equipes. Os ânimos também esquentavam à medida que os jogadores, principalmente os do time de preto e vinho, iam perdendo a calma com o árbitro. Alheio a isso, Gabriel Carnaval salvou um gol iminente do The Veras ao dar um carrinho perfeito na bola e mandá-la para fora, aos 15 minutos. Pouco depois, foi o goleiro que impediu o “ponto” de Kassius ao chutar no meio da meta adversária. Aos 21 minutos, mais uma chance na cabeçada de João Cláudio – que subiu mais que todo mundo, mas mandou para fora. Contudo, no minuto seguinte, não teve jeito: Victor Petreche fez 4 x 3 para a esquadra do pau de macarrão ao bater bem na saída do goleiro, botando seu time à frente do placar muito perto do apito final.

“Aí sim, fomos surpreendidos novamente”! Nada melhor que a frase consagrada de uma lenda como Zagallo para anteceder o que todos já sabemos, mas que, na hora, foi mais um inesperado ingrediente para esse jogão: o novo empate do Fúria, quando seu jogador recebeu na esquerda, dominou e rapidamente bateu de perna esquerda com muita precisão e velocidade, sem dar chances para o goleiro. É até redundância dizer que esse jogador foi Thiago Motta – craque que pode não jogar no Inter de Milão como seu xará, mas que não cansa de fazer gols com a camisa do Fúria.

Partida emocionante, vontade de sobra e final surpreendente. Um merecido quatro sets a quatro em um embate no qual a única diferença para um jogo de pingue-pongue foi o placar terminado em empate, coisa que não acontece no esporte de Hugo Hoyama.

XI CHUTEIRA DE OURO: 2ª RODADA: GRUPO B

BACANA 4 x 4 RED DEVILS

BACANA SE SALVA DE DERROTA NO FIM


Neguinho dá show em campo, mas cabeça de Yanes salva bacanas da derrota

Por Luiz V. Andreassa

Depois de conseguir uma virada sensacional contra o Fora de Série na primeira rodada, o Bacana mostrou mais uma vez que sabe brilhar no segundo tempo e conseguiu um gol de empate aos 22 minutos. O adversário da vez foi o Red Devils, que jogou com uniformes azuis e brancos ao invés dos tradicionais mantos vermelhos. De acordo com Nelsinho, treinador do time, a falta de camisas vermelhas para os jogadores que entraram de última hora causou a mudança.

Mas, se o uniforme era diferente, o futebol parecia o mesmo que levou a equipe ao título na Série Prata. Principalmente quando Neguinho, camisa 10 da trupe, resolvia decidir. Antes de ele poder brilhar, porém, o Bacana partiu para cima e criou boas chances de gol. Primeiro com Iuri, que recebeu em velocidade pela esquerda e bateu para fora graças a um desvio na zaga. Em seguida com Yanes, que desviou lançamento de trás com uma cabeçada perigosa, obrigando Duda a fazer boa intervenção.

A pressão do Bacana deu resultado aos 5 minutos, quando Yanes subiu em cobrança de escanteio e balançou as redes com nova cabeçada. Pouco depois, o camisa 9 garantiu um escanteio para sua equipe após dividida com o goleiro. Na cobrança, Iuri Freitas recebeu livre para fazer o segundo gol para a equipe vinho, um minuto depois do anterior. 2 x 0.

Foi só depois desse baque que os “diabos azuis” acordaram para o jogo. Darx reagiu com uma bomba de longe, que só não entrou no arco dos bacanas porque Kiko fez uma bonita defesa. Pouco depois, Neguinho começou o seu show em quadra. O primeiro ato foi uma bomba rasteira, sem chances de defesa para o goleiro. Quatro minutos depois, aos 13, veio o segundo (e mais bonito) gol: um voleio perfeito no meio da área! Golaço de encher os olhos! Em seguida, o craque deu uma virada rápida antes de completar com um chute cruzado preciso. Bastou 5 minutos de inspiração do camisa 10 para o jogo virar de cabeça para baixo! O Red Devils passou à frente, com 3 x 2 no placar.

As chances foram então diminuindo até o fim do primeiro tempo, mas ainda houve tempo para o quarto gol, desta vez com Carlão, que recebeu livre e teve apenas o trabalho de empurrar para as redes, aos 22 minutos. E assim se foram os 25 minutos iniciais, com uma virada sensacional sofrida pelo time dourado, que havia começado melhor a partida. E a segunda etapa começou parecida com anterior, com o Devils melhor, chegando muito bem por duas vezes em finalizações de Kiwi, a segunda mais perigosa, que exigiu boa defesa de Kiko. Porém, o Bacana aos poucos conseguiu equilibrar as ações e, aos 10 minutos, chegou ao terceiro gol com Iuri Freitas em chute forte, no meio de uma confusão na área. Isso foi mais do que o bastante para recolocar o time na partida. Na sequência, quase veio o empate: Yanes recebeu na cara de Duda, que saiu muito bem de sua meta para ficar com a redonda.

Após os gols, a defesa do Bacana passou a se mostrar mais sólida e segura. Esse crescimento tornou o jogo mais equilibrado, além de intensificar a emoção. Aos 15 minutos, Demehur perdeu boa chance ao receber pela esquerda e bater para fora. Pouco depois, foi a vez do camisa 9 aparecer de novo e chutar com perigo pela direita, mesmo sem ângulo para a finalização. O final do jogo ia se aproximando e a pressão do Bacana não diminuía. O Red Devils, por sua vez, ganhava tempo quando seus jogadores caíam no chão em lances de falta. Algumas vezes era dor de verdade. Já em outras, parecia mais cera do que qualquer coisa. Teve lance que dois foram ao chão e por lá ficaram um bom tempo...

Mas isso não adiantou contra o time de guerreiros que, mais uma vez, mostrou que a luta dura até o último lance. O Bacana finalmente chegou ao empate com uma cabeçada cheia de estilo de Yanes, que voltou a fazer gols. Ainda houve tempo para Kiko também se sagrar herói ao fazer uma intervenção espetacular em cabeçada dos diabos, garantindo o justo placar de 4 x 4.

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