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Notícias de 22/10/2008

SNG ATROPELA GIRO SP


O SNG vinha de derrota, assim com a Giro. A vitória era importante para ambos os times, mas para a Giro era fundamental para seguir pensando em classificação. Mesmo assim, o SNG não deu chance para o jovem time de Batata, que, se tem bons valores individuais, ainda peca no coletivo e na imaturidade, como demonstraram as expulsões de Mário e João.

O SNG tinha sua defesa toda desfalcada. Sem Sampa, Messi assumiu mais uma vez o gol e não decepcionou. Quem não ficou devendo – na verdade, brilhou e muito – foi Tejeda, que jogou praticamente como um zagueiro e era o responsável por todas as jogadas do SNG. Tudo começava com ele. E foi justamente ele que começou a construir a goleada por 9 a 3 fazendo um gol ao pegar a bola de primeira após cobrança de lateral.

O gol não desanimou o SNG, que não dava chances para o habilidoso Rafael driblar e arrematar ao gol. O próprio Tejeda tinha fôlego para defender e chegar no ataque e, num destes, ao receber toque de Fabinho perdeu praticamente na cara do goleiro estreante Borba. Mas se Tejeda errou, na próxima ele não perdoou. Aos 14 minutos, Maurício erra no meio e Renê rouba a bola, ligando rapidamente com Tejeda que chutou no canto para fazer 2 a 0. E o SNG continuou em cima da Giro. Em bela triangulação, Renê e Tejeda deixam Fefe livre para chutar cruzado e ver Borba colocar para escanteio.

A Giro enfim levou perigo com Rafael, que exigiu de Messi elasticidade para desviar chute cruzado. Mas quem marcou foi novamente o SNG. Em jogada de Abelha, este chega na linha de fundo e dá um leve toque por cima do goleiro para Fabinho completar e fazer o terceiro.

Entretanto, a partir daí a Giro começou a dominar o jogo com investidas perigosas. Douglas, que começara de goleiro, entrou na linha e de velocidade ao time no ataque. E numa cobrança de escanteio que a bola ficou no meio da área, ele toca para fora uma chance incrível de gol. Mas aos 21 e aos 23 minutos Rafael mostrou porque o técnico Batata aposta nele para se classificar. O primeiro foi em gol após cobrança de escanteio. O segundo aproveitando erro de Tejeda, que perdeu bola para Rafael e viu o mesmo vencer Messi e balançar as redes para diminuir para 3 a 2. A Giro crescia no fim do primeiro tempo e prometia sufocar o SNG no segundo tempo.

Quem apostou nisso perdeu a aposta, pois a etapa final foi toda dominada pelo SNG, que tratou de fazer gol atrás de gol. Em menos de dois minutos, Renê gira e obriga Borba a boa defesa. Mas a coisa não deu certo quando lateral cobrada na sua defesa encontra Felipinho mal colocado, que erra a matada e vê Renê roubar a bola e mandar para as redes.

A Giro ainda mostrou que podia complicar o jogo quando Rafael fez um belo gol com um toque colocado sem chances para Messi, mas no lance seguinte a falta de coletividade e maturidade entraram em cena para acabar com a Giro e, para piorar, com o jogador mais experiente do time. Após falta em Renê na ponta da área, Mário reclama demais e leva o cartão amarelo. Não contente, continuou a falar em alto e bom som para o árbitro colocar a camisa do adversário. Acabou levando o azul e, na seqüência, o vermelho. Era o fim da Giro, pois com um homem a menos o equilíbrio acabou e o SNG se esbaldou.

A goleada começou na própria cobrança da falta, em que Memé chutou rasteiro. A bola ainda desviou no zagueiro praticamente em cima da linha, mas foi morrer no gol. Na seqüência, Abelha faz o seu após furada da zaga. Dois minutos depois, Fabinho completa após defesa de Borba em toque de cobertura de Tejeda. Em outro lance, Jefferson salva em cima da linha o que seria o oitavo gol do SNG.

A Giro ainda viu João ser expulso do banco de reservas por excesso de reclamação e xingamento. O SNG não se perdeu e o atrasado Mario tocou para Abelha fazer o oitavo e ainda fez um lindo lance em que, na cara de Borba, tentou por cobertura e o chute saiu por muito pouco. A Giro revidou com Cauê, mas Messi usou os pés para impedir o gol da equipe de Batata.

Aos 24 minutos, veio o tiro de misericórdia. Tejeda fez a jogada pela esquerda e tocou para Renê. Este, praticamente caído ao chão, conseguiu tocar para a direita, por onde chegava Biro que fuzilou num chute cruzado forte. Borba defendeu, mas deu rebote para Tejeda, que fez com tranqüilidade o nono gol do SNG, fechando o placar em 9 a 3 e a reabilitação do da equipe na competição.

A Giro segue perdendo, perdendo e se complicando. A sorte da equipe preta e laranja é que o Roleta Russa também segue na mesma toada. A continuar assim, é bem possível que ambos acabem eliminados ainda na primeira fase. Já o SNG, se não tem uma campanha tão invejável, chegou a 17 pontos e foi favorecido pelo empate entre Kadência e Melville. Com isso, ficou a apenas 3 pontos dos líderes e tem jogo direto com Kadência e o vice Estudiantes. Olha o SNG brigando pela 1ª posição de novo.

BENGALAS MASSACRA OSASQUENSE NO SEGUNDO TEMPO


O confronto entre Bengalas e Atlético Osasquense foi marcado por dois tempos bastante distintos. No primeiro, equilíbrio entre o time do esquentado Paulinho Valério e do artilheiro Guitolê, que chegou atrasado porque disputava outra competição pelo time de sua empresa; no segundo, o Bengalas passeou e aplicou uma goleada por 7 a 2.

A partida começou e com apenas alguns segundos de bola rolando Ricardo Toledo, mais um integrante do clã Toledo a fazer parte do Bengalas (que já pensa em mudar o nome do time para Toledo’s) perdeu boa chance de abrir o placar. Passado o susto inicial, a equipe do Osasquense equilibrou o jogo no aspecto técnico e superou os bengalas com muita vibração, principalmente com bolas afastadas pela defesa. Ainda eram jogados apenas 5 minutos quando o Osasquense abriu o placar. Wellington Pereira pegou rebote do goleiro após escanteio e fuzilou pra dentro do gol.

Mesmo em vantagem, o time de verde continuou pressionando, buscando o segundo gol. Na verdade, só a vitória interessava ao time, e era ela que os jogadores queriam a todo custo. Tanto que por volta dos 10 minutos, Danilo Ramos chutou prensado com a marcação e a bola explodiu na trave, assustando Robson.

Pelo lado do Bengalas, cabia ao bom Fernando Forte a missão de levar sua equipe ao ataque. O goleiro Medina, do Osasquense, fez boas intervenções e evitava os lances mais perigosos, contudo, aos 19 minutos o Bengalas chegou à igualdade. Kin aproveitou bola mal espalmada e deixou tudo igual no placar.

No entanto, a festa pelo gol não durou muito, pois dois minutos depois Julio Cesar Kaki dominou entre os zagueiros, fez bem o pivô e rolou para Paulinho Valério emendar um chute de pé direito no cantinho. O Osasquense voltava a comandar o placar, mas, tal qual fez um gol relâmpago ao sofrer o empate, tomou o gol no fechar do primeiro tempo. Leandro Alves acertou o ângulo do goleiro Medina no que foi o último lance de uma partida marcada pelo equilíbrio.

Se sobrou equilíbrio no primeiro tempo, sobrou Bengalas no segundo. O intervalo deve ter acordado o time, pois até Bizu desencantou depois de 3 jogos passar em branco. O Bengalas voltou decidido a vencer o jogo e garantir os 3 pontos. Dito e feito. Tinha início ali o massacre.

Bem que Medina tentou evitar o pior, mas de nada adiantaram suas boas defesas. Ricardo Toledo, ou Ritolê, Fernando Forte, que saiu na cara do goleiro e só empurrou para as redes. Era o terceiro gol de seu time, a virada, aos 8 minutos. O gol não alterou a forma de jogar do Bengalas, que continuou apertando o rival e assim chegou ao quarto tento, com o próprio Ritolê, após falha ridícula da zaga do Osasquense.

A partir daí o jogo ficou mais fácil. Com a equipe do Osasquense perdida em campo e no nervosismo, os gols foram saindo tranqüilamente, para grande festa das bengaletes lideradas por Adriana – ou Dritolê, já que é mais uma do clã Toledo. e assim outros gols foram saindo: Leandro Laves e Fernando Forte marcaram mais um cada um e Bizu, o mito, fechou a goleada em 7 a 2 aos 25 minutos.

O Osasquense continua vítima de seu próprio nervosismo e tem lembrado o Basicus em diversos momentos de apagão da equipe. O Bengalas mostra que a goleada sofrida para o Acidus foi um acidente (muitos disseram mesmo que houve um atropelamento do caminhão Acidus) e que deve ser esquecida. Empatado com 18 pontos com o Aurora, ambos se enfrentam pelo 3º lugar no grupo. Por outro lado, o Osasquense encara o Tosco para definir o lanterna.

BRÓDER TROPEÇA EM FORA DE SÉRIE


Fora de Série e Equipe Bróder fizeram uma partida bastante equilibrada que valeu ao final um placar que retratasse o que foi o jogo – 3 a 3. Para o Fora de Série, um ponto que o tira da lanterna ao lado do Basicus e um sabor amargo de derrota, pois o time ficou com o placar sempre favorável e viu o empate sair num pênalti discutível ao final do jogo.

Se o Fora comandou o marcador numa tarde inspirada de seu camisa 10 Rafael Chulapa, foi a EB que criou o primeiro lance de perigo, num chute de Gabriel Borges após escanteio batido. A boa revelação dos broders acertou a trave de Angelo. A partir daí, o Fora acordou e em sua primeira investida real contra o gol defendido pelo improvisado mais uma vez goleiro Werner tratou de abrir o marcador. O camisa 10 recebeu a bola na intermediária, de frente para a meta. Ele não perdeu a chance e mandou uma bomba rente a trave para vê-la balançar as redes. Werner não se mexeu e acabou aceitando.

A EB sentiu o golpe e talvez tenha soado o gongo nas cabeças dos jogadores, que já contavam com 3 pontos garantidos antes da partida. E para não deixar a zebra aparecer trataram de ir para cima, principalmente com Gabriel Borges pelo meio. Entretanto, quem marcou foi o zagueiro Soneca, que avançou pela lateral e percebeu um espaço para concluir ao gol. Ele chutou firme, no cantinho, para ver Angelo cair e não impedir a bola de entrar. era a igualdade menos de 5 minutos após o Fora ter feito o seu gol.

Bonito lance foi o chapéu que Gabriel Borges aplicou em Jegue, do Fora. A conclusão do lance foi um chute por cima do gol adversário que não levou muito perigo. O belo lance demonstra o que foi os 15 minutos finais do primeiro tempo: ambas equipes buscavam o gol adversário, mas erravam no momento decisivo.

Para o segundo tempo o Bróder fez significativa alteração: Werner saiu do gol e foi para a linha, deixando a responsabilidade de defender a meta broderiana ao zagueiro artilheiro Soneca, que vinha sendo o principal jogador em campo da EB. E foi valendo-se da ausência de um goleiro de ofício que Chulapa fez o segundo do Fora, e seu segundo também, desta vez num chute cruzado logo aos 3 minutos da etapa final.

Comandados pelo pulmão novo Werner, o Bróder pressionava, tanto que conseguiu um pênalti muito discutido pelos jogadores do Fora de Série. Mutssa sofreu a famosa cama de gato dentro da área e a arbitragem não perdoou – apontou a marca do pênalti. E foi mesmo quem bateu com tranqüilidade para empatar novamente o confronto.

Mas o camisa 10 do Fora de Série estava impossível! Ele não deu tempo para a EB comemorar o gol e pensar na virada, marcou seu terceiro gol, o terceiro de sua equipe aos 10 minutos jogados. Ficava claro que após Soneca ir para o gol, a Equipe Bróder havia perdido muito do seu poder de marcação. E devido a isso o jogo ficou quente. Após uma bola dividida, Carlão e Soneca discutem, mas não passou de palavras e o jogo seguiu.

A partir daí, viu-se um jogo aberto. A EB ia para cima com tudo, enquanto o Fora explorava os contra-ataques. Na chance mais clara do jogo, Werner recebeu lançamento direto da defesa. Ao invés de dominar a bola, ele tentou um arremate de primeira e viu a bola sair à direita do gol.

A fim de liquidar a partida, o Fora foi em busca de mais um tento. Rica tabelou com Tonhão e chutou na trave. Em outro lance perigoso, Chulapa também carimbou o poste. E como diz aquela máxima do futebol, “quem não faz toma”. Não deu outra. No contra-ataque, o Bróder empatou o jogo, com mais um de Mutssa, aos 21 minutos, para total decepção dos jogadores do time azul celeste.

Nos minutos finais o jogo seguiu aberto, mas o placar parecia fadado a refletir o equilíbrio do jogo. Final de jogo: Broder 3 x 3 Fora de série. Não faltaram lamentações por parte dos jogadores do Fora, mas ao menos a partida serviu para mostrar que a equipe tem condições de fazer um bom fim de campeonato, podendo mesmo se safar da série Prata com uma combinação de resultados. Para a EB, eis um placar a se lamentar, pois chega a apenas 8 pontos e tem sábado confronto direto com Roleta Russa, que estacionou nos 6. Uma derrota da equipe bicampeã tira do time a condição de depender apenas de si para se classificar.

MACHUPICHU E FÚRIA EMPATAM E PARECEM LUTAR POR APENAS UMA VAGA


A partida poderia marcar a quase decisão dos 8 classificados do Grupo A. Fúria e MachuPichu jogavam com os mesmos 6 pontos em mãos e quem vencesse poderia deixar o adversário 3 pontos para trás. Levando em conta que faltariam apenas 3 rodadas para o fim da fase de classificação, seria uma bela vantagem. O empate em 2 a 2 não deu a vantagem pra nenhum deles, e a disputa pela até aqui aparentemente última vaga ficou cada vez mais emocionante.

O jogo tendia a ser quente por conta de todo o clima criado por comentários no site de ambas as equipes se cutucando. Mas, dentro de campo, o que se viu foram dois times focados, certos de que, mais do que as brigas, a vitória era mais importante que tudo. No primeiro tempo o Fúria, como todos os adversários do time peruano, comandou as ações do jogo, quase sempre com a bola no pé de seu habilidoso camisa 10, Adriano Motta. O jogo era muito equilibrado e as equipes não conseguiam chegar uma na área da outra. Com isso, o gol só poderia sair mesmo em uma jogada bem trabalhada. Assim Adriano e Thiago Motta fizeram linda tabela que deixou este na cara do goleiro Emílio. Foi só tocar no canto para abrir o placar e colocar o Fúria na frente.

O jogo se manteve no mesmo ritmo, com os peruanos apostando nos contra-ataques. E num destes Tebas cobrou a lateral rapidamente nas costas da zaga e encontrou Danilo livre para empatar em um lindo voleio. Parecia que o primeiro tempo acabaria no empate, mas em bobeada da zaga do MachuPichu uma confusão dos atacantes do Fúria acabou dando certo. Um passe de calcanhar errado e a bola sobra para Thiago Motta novamente marcar e colocar a equipe tricolor na frente antes do fim do primeiro tempo.

O segundo tempo começou com o MachuPichu partindo com tudo para cima. Sabendo da necessidade da vitória, tornou o jogo mais corrido e dinâmico. Daí em diante todo esforço dos dois times para tornar a partida em uma grande partida foi impedido pela péssima atuação do árbitro, que distribuiu cartões amarelos sem sentido para ambos os lados, truncando o jogo. Danilo, por exemplo, tomou amarelo por matar a bola no peito. Só o árbitro viu mão na bola no lance. Apesar disso, o jogo não perdeu em emoção e, 10 minutos antes do fim, Rodrigo Dorado, de bico dentro da área, encheu o pé para empatar a partida e colocar fogo nos minutos finais. A partir dali, o Fúria parecia acuado e via os peruanos pressionando para tentar virar o jogo, mas era tarde demais.

O empate deixa ambas as equipes exatamente na mesma situação e torna a disputa pela última vaga ainda mais acirrada nas ultimas 3 rodadas, a contar que o MSM soma 6 pontos e tem confronto direto com os dois times. Parece ter uma vaga para esses 3 times.

ACIDUS FAZ HISTÓRIA E MARCA 23 NO TOSCO


Sábado definitivamente não foi um bom dia para o capitão Mikas do Tosco. De manhã, recebeu a notícia de que meia dúzia de jogadores do seu time tinha debandado. Em seguida, soube que a mãe quebrou o braço. Chegando ao PlayBall para o jogo contra o Acidus, descobre que terá apenas 6 jogadores para a disputa. Goleada anunciada, Mikas tratou de manter o bom humor e jogar o que era possível ao lado de seus 5 companheiros. O Acidus fez o mesmo com a presença de praticamente todo seu elenco. Resultado: 23 a 0 e recorde de gols do Chuteira.

Mesmo em inferioridade numérica, o Tosco mostrou vontade, determinação e muito, mas muito fair play para não dar pontapé em Robinho e Philip, que tratavam de exagerar nas firulas. Aliás, o Tosco fez uma única falta durante os 50 minutos, e foi numa mão de Juizão. O Acidus fez duas – uma de Daniel e outra de Lucas, que foi amarelado injustamente e agora está pendurado.

Como não poderia deixar de ser, o Acidus foi marcando gols. Ricco, Barata, Ricco mais duas vezes, Robinho, Ricco de novo, Ricco de novo, Pedrinho, Kirk, Lucas e Philip fecharam o placar de 11 a 0 para o time amarelo-limão. O placar só não foi maior porque Lucas estava afoito diante dos pedidos da torcida por gols e acabou por perder vários deles – ou chutando para fora ou chutando em cima de Melo, que fez muito bem sua parte na meta da equipe. Só não foi tão mal porque deu várias assistências para gol, como para Pedrinho após jogada na linha de fundo em que passou por três jogadores. Os gols foram praticamente todos de dentro da área, apenas Ricco experimentava de fora.

No segundo tempo, Diego, que não fez uma defesa sequer, foi para a linha e o goleiro Pedro assumiu o gol do Acidus. E os gols continuaram a sair: Ricco, Lucas e Marquinhos marcaram, mas foi Diego que roubou a cena com 6 gols, inclusive roubando gol de Robinho. O placar apontava já 22 a 0 quando o zagueiro Daniel, de tanto tentar fazer o seu, recebeu na área e chutou. Melo defendeu e foi afastar. A bola bateu na cabeça de Daniel e entrou no gol, para explosão de alegria da torcida e uma comemoração radiante do jogador: ajoelhou-se e levantou na bola acima da cabeça. Em seguida, saiu fazendo o balançar de mãos como que carregando um bebê. “Foi uma homenagem ao filho que eu não tive”, confessou ele, lembrando evento de quatro anos antes.

Pelo Tosco, pouco antes do apito final um belo chute de Renato Feijão tinha endereço certo – o ângulo – se não fosse o belo salto e defesa de mão trocada do goleiro Pedro, que garantiu o zero no placar.

Para o Acidus, o jogo serviu para dar ao time o melhor saldo de gols da competição e o segundo melhor ataque (um a menos que o Aurora), pois em termos de posição na tabela não mudou nada (continua na já incômoda 5ª posição). Para o Tosco, duas certezas: que o recorde do Beer Point de mais de 100 gols sofridos pode ser batido e que o Chuteira de Prata vem aí.

PIRANHA PERDE JOGO E CABEÇA PARA ESTUDIANTES


O Estudiantes segue firme e forte rumo à classificação. Sem muito alarde e sem chamar a atenção, o time do craque Caio já chega a 19 pontos e, beneficiado pelo empate entre os líderes, ficou a apenas um da 1ª colocação. Diante do Muleke Piranha, equipe liderada pelos irmãos gêmeos Diogo e Thiago,que pela primeira vez estiveram juntos em campo na atual competição, o Estudiantes conseguiu superar a velocidade e a habilidade dos mulekes e cravou um placar considerável – 6 a 1. Além de ver o goleiro Richard brilhar com uma excelente atuação, o Piranha perdeu a cabeça e tomou 4 cartões amarelos e um vermelho, este para Leandro Segala após entrada mais violenta em Caio, que fez das suas jogadas laterais características para tirar o camisa 22 do sério.

O Piranha chegou para a partida atrasado e com poucos desfalques. A pretensão era vencer e já se garantir na próxima fase. No entanto, a boa marcação e o goleiro adversário não deixaram que isso acontecesse. O time de Salada até que começou no ataque, pressionando o adversário, mas quando Junior abriu o placar aos 8 minutos desviando dentro da área cruzamento oriundo da direita, as coisas parece que eram colocadas em seus devidos lugares. O Piranha não teria vida fácil. Mas o time azul até que tentou. Lgo em seguida ao gol, na saída do meio campo, Diogo tentou surpreender o arqueiro com um tiro de longe, mas Richard realizou a defesa.

O domínio da bola passou todo aos pés do Piranha, que corria de um lado a outro do campo mas sempre que alguém tentava concluir ao gol a força da marcação do Estudiantes aparecia. E aos 15minutos o castigo veio: de calcanhar, Rafael Lorente marcou um belo gol, depois de Caio driblar um marcador e colocar a bola na área. Um pouco antes, o mesmo Lorente havia dado um rolinho desconcertante no zagueiro estreante Mario Junior.

O 2 a 0 deixou a equipe do Piranha nervosa, pois o tempo ia passando e nada do zero sair do placar. Mas de tanto tentar o gêmeo Diogo descontou. O camisa 3 girou em cima da marcação e chutou para o gol. A bola desviou num zagueiro e enganou o goleiro, indo morrer no fundo do gol.

O gol marcado deu ânimo ao Muleke, mas Caio estava lá para acabar com qualquer animação do adversário. E qualquer resquício de ânimo caiu por terra após a cobrança de f alta perfeita de Caio entrar no ângulo e acordar a coruja. O Estudiantes fazia 3 a 1 e levava dois de vantagem para o segundo tempo.

Nos 25 minutos finais, o Estudiantes tratou de valorizar a posse de bola e jogar no erro do adversário. E justamente aproveitando os vacilos da zaga adversária, foi pra cima e fez mais gols. Antes disso viu ainda seu goleiro fazer ótimas defesas e garantir que o Piranha não encostasse no placar. E nessa tática o time controlou os minutos iniciais de jogo e soube matar o jogo quando Rafinha Souza foi lançado na direita livre de marcação. Ele avançou e chutou firme para fazer o quarto gol do time.

A arbitragem parecia ser o maior adversário do Piranha, que se preocupava mais em reclamar das marcações feitas pelos árbitros do que em tentar romper a defesa adversária. Eles devem ter esquecido que o verdadeiro rival nessa tarde era o Estudiantes de la Vila, que por sinal estava muito afim de vencer. E quase no fim do jogo Rafinha Souza de novo chuta cruzado para defesa de Amauri, que espalma para cima e vê o zagueiro Mário Junior dividir com Pit e empurrar contra sua meta. O Estudiantes fazia 5 a 1.

O nervosismo do Piranha foi pago com cartões – 3 amarelos apenas no segundo tempo e um vermelho, para Leandro. E de tanto cometer infrações o Piranha excedeu o limite de faltas. No tiro de 9 metros, Rafael Lorente anotou o sexto gol do Estudiantes e fechou o jogo em 6 a 1 para o 3º colocado do Grupo B, agora colado nos líderes Melville e Kadência, que somam 20.

JOGA 13 VENCE BASICUS E SEGUE FIRME E FORTE


Após a partida que selou a oitava derrota em oito jogos do Basicus, Cavalera revelou à imprensa que sua equipe sempre fica no “quase”: sempre quase consegue sair de campo com a vitória. E mais uma vez no Basicus o que se viu foi uma equipe que não jogava tão bem, mas que conseguia empatar com o poderoso Joga 13 no primeiro tempo (3 a 3), se render ao adversário e perder o jogo na etapa final.

O Joga 13, em ascensão, tocava a bola esperando o melhor momento para concluir suas jogadas. Contudo, quem inaugurou o placar foi o time de rosa, que voltou a vestir seu uniforme tradicional depois de diversos rodadas improvisando com um azul e branco, com o zagueiro Du Formiga , que subiu de cabeça após cobrança de escanteio e anotou 1 a 0 para o Basicus.

Mesmo com placar adverso, a superioridade do 13 era evidente. Tanto que não demorou muito para que a equipe virasse o jogo. Foram necessários exatos 5minutos para Lele começar a mostrar que não desaprendeu a fazer gols. o primeiro foi de cabeça, algo que Lele parece ter se especializado, e o segundo fazendo o pivô e girando para marcar e vencer o amigo Goku, goleiro do Basicus que surgiu no Chuteira pelo Joga 13 na terceira edição.

A virada não sossegou Lele, que em seguida tratou de ampliar para 3 a 1 e dar a impressão de que o jogo era favas contadas. O terceiro gol de fato deu ao Basicus a cara de que não teria poder para reagir e buscar o placar, entretanto o time chegou à igualdade ainda no primeiro tempo. É bem verdade que os gols foram anotados após falhas individuais dos jogadores adversários. Publius, livre na área, fez também de cabeça o segundo do Basicus e Cavalera, ao roubar bola do goleiro Caieras, que recebeu e tentou driblar de letra, segundo descrição de Lele, anotou o terceiro gol. E assim o jogo seguiu para o intervalo.

Quando os times trocavam de lado, o jogador do Acidus e amigo do Basicus Lucas invadiu o gramado e foi comemorar o resultado com os jogadores do Basicus, que é uma espécie de “ afilhado” do Acidus. Na verdade, quando soube do placar igual ele foi saber de seu amigo Barath como andava o jogo e como estava se dando a estréia do atacante Caio, trazido diretamente das areias de Santos para o Basicus. Mas parece que a visita do cartola-artilheiro não trouxe boa sorte à equipe, pois no segundo tempo o Joga 13 voltou mais sério e matou o Basicus com três gols.

E foram precisos pouco mais que dois minutos para o Basicus ruir. Foi o tempo de Lele receber no pivô e tocar para Calado marcar. Poucos minutos depois, o mesmo Calado recebeu na direita e bateu de primeira para fazer 5 a 3 em favor do Joga 13. O jogo seguiu nas mãos do Joga 13, que continuou mostrando sua superioridade no confronto ao fazer o velho amigo Goku trabalhar. O Basicus foi guerreiro, lutou até o fim – tanto que Barath e Publius saírem de campo de cabeça erguida, felizes até – mas não impediu que o ex-Basicus Bruninho fechasse o placar em 6 a 3 aos 20 minutos.

“Hoje fomos um time. Perdemos lutando, de pé, de cabeça erguida”, comentou ao fim do jogo um orgulhoso Publius, que tomou o terceiro amarelo em quatro jogos e cumpre suspensão no clássico diante do Fora de Série. Para o Joga 13, foi a certeza que a boa fase voltou.

FIORELLA VENCE AURORA E EMPOLGA


Demorou 8 jogos, mas enfim o Fiorella mostrou aquele futebol de campeão do semestre passado. E o time que sentiu o peso do belo futebol da turma da ótica foi o Aurora, que não ficou para trás e fez também uma bela partida, só que menos caprichada na hora da conclusões. Não à toa o goleirão Fábio Fonseca, muitas vezes esquecido na Corrida MVG, enfim levou suas estrelas.

O Aurora já se notabilizou por ser um time que espera muito pelos grandes jogos do grupo. Foi assim com o Bacana, foi assim com Fiorella. Entretanto, o jovem time mostrou, nas duas oportunidades, um grande poder ofensivo – digno da equipe de melhor ataque da competição – mas insuficiente para furar o bloqueio adversário. No caso da última partida, nada menos que a melhor defesa da competição – o Fiorella tinha sofrido apenas 9 gols em 7 jogos disputados. Com muita sede ao pote, o Aurora pagou caro, assim como foi contra Bacana, por sua vocação nata ofensiva. No contra-ataque, o Fiorella matou o jogo e enfim se habilitou a lutar pelo bicampeonato.

A peleja começou com rito frenético e correria total por parte do Aurora. O Fiorella, mais experiente, tocava a bola e chegava com perigo ao gol de Leo Alemão, principalmente com Jefferson Firmino e Tiago Silva. O segredo do Fiorella parecia ser a jogada pelo meio, onde encontrava espaço para tocar e receber na cara do gol. Numa dessas, Jefferson Firmino saiu livre e carimbou a trave numa incrível oportunidade. Mas no lance seguinte o mesmo camisa 14 não desperdiçou. Em linda tabela com Fábio Alencar, Jefferson sai na cara do gol e abriu o placar aos 5 minutos. Uma linda jogada que resultou num belo gol para empolgar o time.

O gol foi retribuído com enorme pressão do Aurora, que numa falta ensaiada fez Fábio Fonseca trabalhar em chute de Maradona. O pivô Wellington teve enorme oportunidade quando girou livre frente a frente com Fábio, mas chutou rasteiro e fraco em cima do goleiro. E com 2 a 0 o jogo seguiu para o segundo tempo.

Com Pena bem marcado, coube a Mauro Luiz e ao estreante Ronaldo as jogadas mais perigosas. Mesmo assim, foi o Fiorella que marcou de novo. No contra-ataque rápido e fulminante, Alex Silva recebe pela direita e manda um chute cruzado para fazer 3 a 0. O Aurora teve de se abrir definitivamente. E com toda força se jogou ao ataque. Antes que o Fiorella tivesse a chance de novo contra-ataque, uma bola rolada para o meio de cobrança de falta encontra o pé de Pena para enfim vencer o goleiro Fonseca aos 9 minutos. Faltavam mais de 15 minutos para o Aurora tentar o empate e a virada.

E o time foi para cima. Em lance de Maradona, este chapelou o goleiro, que se recuperou e com a ponta dos dedos tocou para evitar o gol. O Fiorella não ficava para trás. Tiago Silva se livrou da zaga e mandou um chutão para fora levando perigo. Na seqüência, Jefferson Firmino chuta para ótima defesa de Leo Alemão. No ataca daqui, contra-ataca de lá foi o Aurora que voltou a marcar. Na jogada de Felipe Guimarães, este corta para dentro pela esquerda e chuta. A bola desvia em Gustavo Costa e tira do goleiro Fábio, que a esta altura já era o grande nome do jogo.

A aproximação no placar – 3 a 2 – foi a deixa para o Aurora se atirar com tudo para o ataque. E faltando 5 minutos para o fim do jogo não havia outra alternativa. Fonseca fez ainda duas boas defesas antes de Rogério Silva puxar contra-ataque rápido pela esquerda e tocar para Alex Silva chegar no carrinho e empurrar para as redes. O Fiorella matava o jogo em 4 a 2 e garantia a segunda colocação isolada do grupo, deixando ao Aurora a 3ª posição ao lado do Bengalas, com quem joga na próxima rodada.

KADÊNCIA E MELVILLE EMPATAM EM JOGO EMOCIONANTE


O jogo mais esperado da rodada começou a todo vapor ao colocar, frente a frente, os dois times mais rápidos do Chuteira. A velocidade com que o Kadência chega ao ataque é a mesma com que o Melville contra-golpeia. E um jogo assim só podia render muita adrenalina e um placar que exprimia o equilíbrio nas ações: 3 a 3 e ambos os times com 20 pontos.

A iniciativa coube ao Kadência, enquanto o Melville esperava a oportunidade de contra-atacar. Com 4 jogadores pendurados, o time de Mauricio Miranda jogava com mais cautela do que de costume. Já o Kadência queria vencer de qualquer jeito e atacava pelas laterais com Pedrinho e Paulinho vinha pelo meio de costas para o gol. E de tanto forçar o ataque o Kadência abriu o placar, aos 5 minutos, em cobrança de falta de Julian, coisa que parece ter se tornado comum em se tratando do ex-jogador do 13 que tem sido o destaque da equipe na competição – novamente foi eleito o melhor em campo.

O gol mexeu com o Melville, mas não de forma positiva. Alemão tentava criar jogadas, mas não vivia uma jornada muito inspirada como o normal. Felipe corria muito, mas o nervosismo do camisa 18 junto às dores nas costas da pancada recebida há duas rodadas limitavam o futebol do jovem talento. Tanto que acabou por levar um cartão amarelo e está suspenso para o jogo contra a Giro SP. E foi um diante de um time um tanto perdido e sem organização na ligação da defesa para o ataque que o Kadência mostrou toda sua força: em contra-ataque, Paulinho recebeu livre dentro da área e tocou na saída de Rafael.

Com 2 a 0 em 16 minutos, parecia que o Melville enfim sucumbiria. A torcida já começou a se pronunciar com provocações a Mauricio Miranda e a seu time, o que parece ter acordado de vez o vice-campeão, para colocar fogo no jogo definitivamente. Não demorou para Washington, que voltou depois de uma temporada de sumiço, dar velocidade ao meio de campo e a tentar jogadas de velocidade. Numa dessas, mandou um chute de fora da área para vencer a muralha Renato e diminuir o placar aos 19 minutos.

Ainda tinha tempo suficiente no primeiro tempo para buscar o empate. E o Melville foi atrás de seu objetivo. Mais uma vez o talento de Alemão espocou em campo e ele ajeitou bola para o zagueiro Garo chegar pela lateral esquerda para mandar um canudo para balançar as redes. Um jogo que parecia todo do Kadência de repente mudou de figura. E quem ganhou foram os espectadores na arquibancada.

O segundo tempo foi marcado por uma característica que soa paradoxal: ambos os times se atiraram ao ataque mas sem se precaver da defesa. O nome do jogo passou a ser Julian, que tirava todas as bolas da defesa do Kadência. Pelo Melville, Washington aparecia para suprir a lacuna deixada por Alemão e Felipe. Pedrinho e Paulinho jogavam com seu característico toque de bola e criavam também situações de gol, que acabavam nas mãos de Rafael ou nos pés de Garo.

E foi na bola parada que o Kadência voltou a ficar na frente do placar. Aos 5 minutos, Pedrinho pegou de primeira um cruzamento pela esquerda e mandou um foguete para fazer um belo gol. Na adversidade novamente, o Melville passou a buscar a igualdade e não demorou para conseguir: Felipe, até então sumido, empatou o jogo e desabafou para a torcida, que já voltava a alfinetar os jogadores.

O Kadência queria jogo, queria sair daquele jogo mais líder do que nunca. Tanto que Pedrinho correu e lutou muito em jogadas individuais pelas pontas. O jogo era de toque de bola, principalmente com Paulinho, e na ânsia de chegar ao gol o camisa 14 acabou por perder a paciência com o capitão. Paulinho se movimentou e Pedrinho tocou no vazio deixado para trás pelo camisa 16. Houve muita bronca do artilheiro do time, que foi substituído xingando muito e reclamando demais do companheiro. Paulinho Kassab, apelidado assim por sua semelhança com o prefeito Kassab só que mais magro, manteve a pose e não retrucou.

Mesmo enervado, o Kadência teve mais chances de voltar a marcar. Acuado, o Melville se defendia e não tinha espaço para o contra-ataque, mostrando que a tática de preocupar o adversário em marcar de Paulinho deu certo. O jogo já seguia para seu encerramento quando Julian, que a tinha cartão amarelo, fez falta em sua defesa para parar a jogada e recebeu o cartão azul. O jogador ficou louco da vida e foi saindo de campo muito irritado, tanto que tirou a camisa com raiva. Sua ação rendeu-lhe também o cartão vermelho.

Mas pouco tempo restava para algum dos times se aventurar em busca da vitória a qualquer custo. Naquela altura, o empate era ótimo resultado para ambos, pois os mantinha na liderança e invictos. E foi o que aconteceu. Com 20 pontos, Melville e Kadência seguem na frente, só que agora têm a presença incômoda do Estudiantes, que chegou a 19 pontos.

PAGALANXE MOSTRA FORÇA CONTRA MSM


Parece que o MSM entrou de vez na linha de queda. Vencendo apenas Tosco e Atlético Osasquense, o Mentira passou a perder todos seus jogos e, a contar pelas goleadas nas últimas duas rodadas, o time está de mal a pior. Na partida realizada na quadra 6 pela 8ª rodada, desde o princípio ficou evidente que a equipe do Pagalanxe superou as diversas contusões e passou a jogar um bom futebol. Mostrou extrema superioridade em relação a seu oponente e castigou um 13 a 2 no placar.

Logo de cara, no primeiro tempo, o Atlético impôs seu ritmo e, sobre a batuta de Rodolfo, mostrou que estava ali para vencer e convencer. Os dois gols iniciais foram marcados por ele, o primeiro após bola roubada por Badain, e o segundo, em rebote de falta batida por Lucas Soares. Isso em 10 minutos.

Com diversos jogadores no banco, os dois times faziam constante rotação entre os que jogavam e os que descansavam. Du Menotti, que pagou de técnico, fez suas alterações, que não surtiam nenhum efeito pois o Pagalanxe continua a controlar e a mandar no jogo. Sem Kadson, o MSM perdia muito de seu poder ofensivo, e com Bruno Costa inexplicavelmente no banco, o time metiroso pouco chegava ao ataque. mas o Pagalanxe sim, e Leo Carvalho, na área, empurrou seu marcador e de cabeça fez o terceiro gol de seu time.

A fatura parece encerrada, mas eis que Magneé aparece para fazer o gol de honra no primeiro tempo para o MSM, o gol que dava esperanças para o time no segundo tempo tentar virar. Mas se muitos esperavam que junto com o segundo tempo viesse a reação do Mentira, o que se viu foi uma equipe que não conseguia trocar passes e dar seqüência às jogadas ofensivas. Resultado? O Atlético Pagalanxe aplicou uma sonora goleada, daqueles de elevar a moral para o grande clássico contra o Bacana na rodada seguinte.

O Pagalanxe não mudou seu jogo e nem perdeu a tranqüilidade. Continuavam com total domínio de bola, e Rodolfo e Julio Cruz passou a aterrorizar com mais eficiência os marcadores adversários. E foi o próprio Julio Cruz que fez 4 gols em sequencia aos 7, 9, 10 e 15 minutos. O terceiro deles foi um belo chute no ângulo depois de linda tabela entre Lucas Soares e Rodolfo.

A equipe que leva as cores do Boca Jrs estava perdida, mas em um dos poucos lances de perigo Nathan acertou cabeçada e diminuiu. O gol de nada afetou o ânimo pagalanxesco de fazer mais gols. E os laranjinhas, que jogaram com uniforme azul desta vez, foram para cima. Murilo fazia excelente partida na marcação, passando a segurança necessária para que os homens de frente acabassem com o adversário. A superioridade era tanta que os laranjas ainda foram parar nas redes mais seis vezes. Rodolfo fez mais dois, assim como Daniel Badain. Nardelli marcou também dois gols, um deles num belo voleio, ou semi-bicicleta, para fechar os 13 a 2.

A vitória dá moral ao Atlético, que encara o Bacana na próxima rodada. Os 3 pontos colocaram o time de Bruno Corneta, que não apareceu na partida diante do MSM, na 6ª posição, com 11 pontos, e melhor saldo que os novos rivais The Veras. Ao MSM, resta recolher os cacos e aparar as arestas, já que ao final da partida viu-se Bruno Costa, que só entrou depois que o time era goleado impiedosamente, dar um belo sermão em Du Menotti. Juntar os cacos, colá-los e decidir contra Fúria quem dá adeus mais cedo da competição.

THE VERAS MARCA TURBULÊNCIA NO CÉU OUTRORA 100% DO BACANA


Será que é possível prever quando assistiremos a um grande jogo de futebol? Sábado, por mais sobrenatural que pareça, aconteceram vários. Um deles, talvez pouco lembrado diante da escassa torcida, que preferiu ir fazer barulho a favor do Diabos Laranjas e contra o Roleta Russa, definitivamente foi Bacana x The Veras. Dava para sentir isso pela forma como o zagueiro André amarrava sua chuteira, calmo e concentrado, mesmo para algo tão corriqueiro e estúpido. Bastava reparar no jeito como Yanes, artilheiro do Chuteira, entrou em campo buscando mostrar uma descontração que, no fundo, não tinha. E motivos para relaxar não lhe faltavam. Seu time, o Bacana, tinha 100% de aproveitamento: 7 vitórias em 7 jogos. A classificação já estava mais do que garantida e o adversário não concorria diretamente pela vaga. Muito pelo contrário: o The Veras, estreante no certame, ainda lutava para carimbar seu passaporte para o mata-mata.

Antes do jogo, para complicar ainda mais, os atletas azul-grenás assistiram ao rival Pagalanxe, concorrente direto por uma vaga no G-8, golear impiedosamente o MSM e ultrapassá-los na tabela, empurrando a equipe da Vila Mariana para a incômoda sétima colocação do Grupo A. A sensação geral era de que a missão contra o até então irresistível time capitaneado pelo zagueiro Marcelo Rocha seria das mais penosas. E foi. Pelo Bacana, o resultado – a vitória – era mais do que esperado. Mas não aconteceu. Mas o jogo foi daqueles de dar gosto de ver.

Nem mesmo os nove desfalques de ambas as equipes foram capazes de tirar o brilho de um jogo que surpreendeu a muitos. O jogo aguerrido deu contornos de Libertadores da América ao duelo entre os jovens escretes do Bacana e do The Veras, que chamam atenção por seus estilos opostos: enquanto o primeiro prima pela técnica e pelas jogadas individuais, o último aposta na consistência tática e no toque de bola, sem esquecer da boa e velha retranca.

O início do jogo foi marcado por uma inesperada blitz do time azul-grená, que marcava forte no campo de ataque e forçava os erros de passe do Bacana. Nessa toada, o primeiro gol não tardou a sair, logo aos 5 minutos. Após bonita tabela com o zagueiro Cucio, que surgiu como elemento-surpresa no campo ofensivo, o capitão Pedro se viu desmarcado na entrada da área e não hesitou antes de bater firme, cruzado, sem chances para o improvisado Luisinho, que atuava no gol já que os três goleiros do time faltaram à peleja.

O tento serviu para acordar o Bacana, que a partir dos 15 minutos de jogo começou a controlar a maioria das ações da partida. O atacante Rômulo foi o homem-chave nessa reação, esbanjando habilidade na meia-cancha e criando inúmeras chances cristalinas para sua equipe. E a verdade é que o Bacana martelava, mas o goleiro Benga mostrava estar mesmo numa noite inspirada. A insistência do time de amigos da Zona Norte, contudo, foi premiada quando, após jogada ensaiada em cobrança de falta, Rômulo se viu com espaço suficiente para mirar e acertar o cantinho do camisa 01 do The Veras.

Quem achava que as emoções da primeira etapa se encerrariam aí, se enganou. O Bacana acertou belo chute no travessão de Benga. Há quem jure que a bola não entrou por capricho dos deuses do futebol. O fato é que o gol perdido parecia um sinal de que as coisas se complicariam para o time cor-de-vinho. O polivalente Felipinho, em despretensioso chute arriscado de fora da área, desempatou a partida para o atrevido The Veras e provou que o sinal tinha mesmo uma razão de ser. Restou ao árbitro soprar seu apito e dar aos times alguns minutos para respirarem, já que o ritmo do confronto era frenético.

Na segunda etapa, uma decisão estratégica: o Bacana mudou seu goleiro. O capitão Marcelo Rocha assumiu o gol e deu mais segurança à equipe, que precisava atacar para reverter o placar. Logo nos minutos iniciais, após cobrança rápida de escanteio, Vitor Saraiva ganhou da marcação e mandou de primeira para o fundo das redes de Benga. Tudo igual novamente. A impressão geral era de que o novo empate faria o Bacana arrancar de vez para a vitória, já que tinha o segundo tempo inteiro para isso. Eis que o futebol mostra que é mesmo inimigo mortal da lógica. A essa altura, em meio ao clima quente da partida, dois nomes começaram a se destacar pelo The Veras: os zagueiros Cucio, que parecia onipresente; e Luis Felipe, que, além de desarmar com raça, armava perigosos contra-ataques. E a tarefa da dupla esteve longe de ser fácil: a pressão do Bacana aumentava a cada minuto e Luisinho, na linha, fazia bela partida, tramando diversas jogadas com o craque do time, Rômulo.

A vontade de ambos os times era notável. Todos os atletas se entregavam plenamente à marcação, acreditavam em todas as bolas, chegavam com tudo nas divididas. E era mais que natural que se estranhassem algumas vezes. O jogo ganhou ares de catimba quando Luiz Felipe, aproveitando-se de que a bola ainda estava em jogo, chutou a pelota em cima do atleta do Bacana, que estava caído, para ganhar o lateral. Apesar das confusões e do empurra-empurra em dois lances que teve de ser parado o jogo, é possível afirmar que os times da Vila Mariana e da Zona Norte protagonizaram um confronto limpo e leal.

As investidas ofensivas do The Veras, que se tornaram mais escassas na etapa final, se baseavam principalmente no corpanzil dos atacantes Moura e Leandro, que escoravam bolas para Nico e Pedro chegarem batendo. O camisa 9 Leandro teve, inclusive, uma grande chance de matar o jogo, mas não alcançou a bola que passou a centímetros de sua chuteira, sem goleiro pela frente. O Bacana, a bem da verdade, dominou grande parte das ações no segundo tempo e criou ótimas oportunidades, mas demonstrou nervosismo diante de um gigante que defendeu o gol azul-grená. Não foram poucas as intervenções extraordinárias de Benga na segunda etapa, que, inclusive, lhe renderam seu segundo MVG em oito jogos. A trave também parecia estar a serviço do The Veras e foi carimbada ao menos outras quatro vezes.

Como reflexo disso, o Bacana se mostrava impaciente e cometia algumas faltas tolas. Em um dos últimos lances da partida, o matador Yanes, que teve atuação discreta – embora tenha jogado com a costumeira raça – apareceu para quebrar o clima tenso. Após levar drible desconcertante de Felipinho na linha de fundo, o camisa 9 do Bacana se espatifou com todas suas forças sobre a mesa da mesária, que quase teve um enfarte ao ver o cidadão peludo voando sem freio a quase 40 km/h em sua direção. Para piorar, o lance foi a menos de um metro e meio de onde estava sentado Bruno Corneta, capitão do Pagalanxe e conhecido desafeto de Yanes. O resultado, óbvio, foram gargalhadas e piadas de parte a parte. Diante da cena hilariante e do tempo esgotado, o árbitro se viu obrigado a encerrar a partida.

Como saldo deste grande confronto, tivemos o fim dos 100% de aproveitamento do Bacana, que agora joga o clássico contra o embalado Pagalanxe, e a prova cabal de que o The Veras é, de fato, um time chato e que pode dar trabalho aos considerados bichos-papões. “Céu de brigadeiro? Com o The Veras, não!”, brincou o capitão Pedro, referindo-se às notícias veiculadas pela imprensa durante a semana, que davam a entender que o Bacana só teria adversários fracos pela frente.

ROLETA RUSSA PERDE MAIS UMA


Definitivamente, a fase do Roleta Russa anda mesmo russa. Diante do Diabos Laranjas, pela 8ª rodada, a equipe de Baru e companhia perdeu mais um jogo na competição – o quarto – e viu as chances de classificação à próxima etapa do Chuteira diminuírem um pouco mais. A cada reunião de mais de meia hora do time dentro do campo após cada derrota, as chances do Roleta são menores, mas, faltando três jogos para o fim da fase de classificação, as esperanças persistem e basta ao time vencer Equipe Bróder, Fora de Série e Basicus. Para um time que ganhou apenas um jogo entre 8 disputados, parece complicado. Mas quem olha a tabela sabe que é possível tal feito – afinal, a EB tem apenas dois pontos a mais que o Roleta e briga diretamente por uma vaga, enquanto os outros dois estão na lanterna e não ganharam de ninguém até o momento.

O Diabos Laranjas chegou sem Argentino e sem Juba, este suspenso, para o confronto. Sem reservas, parece que a equipe encontrou na torcida o “8º jogador”, pois esta empurrou o time do início ao fim gritando o nome dos diabos e colocando pressão no adversário. Na verdade, a torcida era mais anti-Roleta do que pró-Diabos (com exceção do priminho de Cachopa, que assistiu a boa parte do jogo no meio da torcida adversária e foi muito bem tratado), mas o resultado foi o mesmo: os pequenos jogadores do Diabos se transformaram em gigantes dentro de campo e venceram o Roleta Russa por 2 a 0, com direito a gol de cabeça do gêmeo Emerson, com todos seus 1m60cm de puro esforço físico.

Desde o começo o desenho da partida foi esse: o Diabos defendia e o Roleta tentava, quase sempre com Kuminha, que, em mais uma noite pouco inspirada, não conseguia fazer as maravilhas que já se viu ele fazer. Mas o craque se esforçava e até conseguiu driblar alguns rivais, mas a bola quando chegava ao ataque não encontrava o carinho necessário para ir para as redes. E olha que desta vez Rick estava aceso, com vontade de jogo e chegou mesmo a ter as melhores oportunidades de sua equipe, que acabaram nas mãos de Porps ou para fora.

Pelos Diabos, o perigo maior residia em Ronei, que ostentava a camisa de Lindomar, e de Emerson Neném, que infernizavam a vida dos defensores Roletas pelas laterais. Se não fosse o preciosismo e individualidade em excesso de Ronei,o Diabos teria feito um placar mais elástico. E foi justamente ele que, aos 10 minutos, recebeu passe na área pela esquerda e chutou rasteiro na saída do goleiro Tavinho para estrear o marcador. A bola veio do meio após reposição de Tavinho e pegou a defesa desprevenida.

O gol levantou a torcida, que fez enorme barulho e gritou o nome de Lindomar. Além disso, o tento anotado obrigou o Roleta a sair para o ataque com mais veemência, e em dos melhores lance de empate veio nos pés do outrora esquecido Bocha, que começou como titular nessa noite e não saiu um segundo sequer. Ele chutou uma bola de fora da área que Porps espalmou para frente. o perigo, na verdade, não foi o chute de Bocha, mas sim o rebote, que caiu para Pina concluir e obrigar Porps a grande defesa.

A pressão do Roleta dobrou, mas a raça e vontade de Vavá triplicaram. O pequeno zagueiro era pura seriedade na defesa, e praticamente não perdeu um lance sequer. Lançamentos ele rebatia, dribles ele estragava e tomava a bola. Vavá virou um gigante em campo e dele ninguém passava. Tamanho foi o esforço e vontade dos jogadores do Diabos que a torcida temia que cansassem e acabassem cedendo o empate.

Ledo engano. Bem que Lillo tentou deixar que o adversário empatasse ao, por duas vezes, tentar driblar na defesa e perder a bola, mas a superação dos demais era maior. Até o fim do primeiro tempo viu-se um Roleta, um tanto desorganizado, tentar o ataque com Kuminha e Rick, mas as investidas foram sem sucesso. Bob, em dia apagado, deu lugar a Martins, que também não conseguiu furar o bloqueio adversário. O Roleta chegou a ter ao menos mais duas grandes chances, que foram desperdiçadas com chutes por cima do travessão. O banco do Roleta passou a fazer pressão sobre seus jogadores que estavam na linha, o que só atrapalhou a equipe. Nem os gritos solidários de “Vaaaaaaaaaaaamos, Roletaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!” de Baru animavam o time.

No segundo tempo, o Diabos mostrou sinais de cansaço e já não chegava com tanto perigo ao gol do Roleta. Tavinho quase não trabalhou, pois nos contra-ataques puxados por Ronei ora este exagerava na jogada individual ora errava na hora do passe final. De fato, Ronei correu demais e nos 10 minutos finais parecia correr de freio de mão puxado – na verdade, era puro cansaço.

O Roleta seguiu tentando, tentando e tentando. Vavá e os demais diabos seguiram tirando, tirando e tirando. Defendendo com precisão e determinação ímpares, o Roleta chegou poucos vezes com clara chance de gol. Rick lutava, no pivô, girando e batendo, mas nada podia vencer a fúria dos pequenos gigantes. E eis que o imponderável dá suas caras. Em lançamento da defesa aparentemente sem perigo, a bola voa serelepe para a área do Roleta. Tavinho sai para ir até seu encontro quando um pequenino surge por baixo, dá um salto e desvia a danada para dentro do gol. O pirulito foi tirado da boca da criança e o Diabos fazia 2 a 0 aos 20 minutos do segundo tempo, para matar o jogo e as pretensões do Roleta.

Um perdido técnico Phil enfim resolveu sacar Rick para adiantar Martins, mas já não dava mais tempo para uma virada. O segundo gol acendeu de vez a torcida contra o Roleta Russa – composta por jogadores e torcedores de equipes adversárias – que fez a festa e ensaiou tímidos gritos de “Está chegando a hora” e “Segunda divisão”.

A torcida já avisou que um “Adeus, Phil” vem por aí. De positivo para o Roleta, que faz seu segundo jogo sem marcar gols e é o terceiro pior ataque entre os 24 times, parece ser a recuperação de Bocha, que, se não fez uma excepcional partida, mostrou personalidade para encarar um jogo-chave que poderia ser uma grande fria. Resta agora todo o restante do time acordar e se recuperar. A chance vem diante da velha conhecida Equipe Bróder. Eis um jogo que promete.
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