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Notícias de 22/09/2010



X CHUTEIRA DE OURO: 3ª RODADA: GRUPO A

Bucets 3 x 7 Bengalas

BENGALAS SUPERA CATIMBA DO BUCETS E VENCE DE NOVO


Jogadores se estranharam por todo primeiro tempo, mas no segundo prevaleceu o futebol de Luisinho e Cia.


Por Douglas Almasi Santos

Mais uma vez o Bucets jogou bem, mostrou garra, disposição, mas mesmo assim amargou sua terceira derrota no grupo A, preocupando seus torcedores com o rebaixamento à série Prata de 2011. Em contrapartida, o tricampeão Bengalas alcançou seu segundo triunfo, e continua crescendo no certame. Liderados dessa vez por Luisinho Fernando, a equipe jogou como de costume: marcação forte e precisão no momento de atacar.

O dia do Bucets prometia ser complicado antes mesmo da partida começar. Com ambas as equipes de uniformes brancos, coube à equipe a incumbência de usufruir dos coletes servidos pela organização do torneio. Mas o pior problema estava no gol: sem seu goleiro titular, coube ao líder do time, Denys Volpe, a árdua tarefa de parar os potentes ataques do Bengalas. Mesmo assim, Denys mostrava-se otimista com a ingrata missão: “Hoje vou pegar até sombra!”, vaticinou.

Mas com o frio em São Paulo, não havia como Denys pegar sombra, tampouco a habilidade do camisa 14 do Bengalas, Luisinho Fernando. Os tricampeões tiveram, logo de cara, três oportunidades para abrir a contagem, sendo que em uma delas, após boa troca de passes, a bola foi ajeitada a Pedrinho Santos vindo de trás, mas ele chutou para fora.

O Bucets equilibrou o embate, e em seguida, chegou três vezes também: na primeira oportunidade, Marcílio, pela esquerda, chutou colocado, e a bola caprichosamente pegou no travessão; as duas outras chances foram com Rodrigo D’alonzo e Gabriel Nery. O time jogava bem, e pressionava atrás do gol inicial do jogo. D’alonzo novamente, trazendo pelo lado esquerdo ao pé direito chutou, mas Baki defendeu com os pés.

O placar foi mexido graças a uma falha do improvisado Denys: o ‘goleiro’ tentou lançar, mas a zaga do Bengalas foi mais esperta, interceptou a bola, e Ritolê agradeceu, chutando para marcar 1 a 0. E ainda ampliou em seguida: contra-ataque rápido, bola esticada na direita para Ritolê que cruzou na medida a Vini só cumprimentar. O jogo, a partir dos 2 a 0, começou a ficar nervoso.

Vini (Bengalas) e Elinho (Bucets) passaram a se estranhar dentro da quadra. Os árbitros começaram a ter trabalho em dobro a partir deste instante. Reclamações por todos os lados, discussões, empurrões, e os jogadores se desentendiam a cada lance jogado. “Os caras só jogam com o cotovelo, dando socos, assim não dá”, reclamou Luisinho Fernando acerca dos jogadores do Bucets.

Em meio a tentativas de Luisinho Fernando e Ritolê de ampliar a contagem, um falatório tomava conta da quadra; o nervosismo era evidente entre os atletas. E assim a partida foi ao intervalo, com vantagem ao Bengalas. Já a etapa final não teve a tensão do primeiro tempo; mas sobrou emoção, e foi recheada de gols.

Primeiro, o Bucets chegou com uma bomba de Elinho, defendida por Baki. E o mesmo camisa 1 do Bengalas iniciaria a jogada do 3° gol: ele fez lançamento preciso para Luisinho Fernando, que dominou e tocou com categoria às redes e sair para o abraço. Mas o Bucets começou uma reação em seguida, quando Tom, em cobrança de falta com maestria, diminuiu a contagem.

Gabriel Nery, de cabeça, fez o segundo gol do Bucets, colocando fogo no jogo. Mas em contra-ataque veloz, Luisinho Fernando recebeu pela esquerda, fez uma linda finta no zagueiro, e chutou colocado no ângulo esquerdo de Denys, marcando um golaço. Porém, a zaga do Bengalas estava a fim de fortes emoções: cobrança de escanteio ao Bucets, o sistema defensivo falhou, e Rodrigo Storch completou, apontando 4 a 3 no placar.

Nos minutos finais do jogo, o Bucets não tinha mais fôlego, e acabou sucumbindo de vez ante o Bengalas. Pedrinho Santos fez o quinto gol do time; e em jogadas parecidas, Luisinho Fernando recebeu passe e fez cruzamentos precisos a Ritolê marcar mais dois gols, e decretar o triunfo do Bengalas por 7 a 3.

Denys Volpe, mais uma vez, saiu cabisbaixo de quadra. “O time não se conhece ainda, daí fica complicado ganhar, ainda mais contra o Bengalas”, desabafou o goleiro improvisado. Quem estava feliz era Pedrinho Santos com a vitória de seu time: “Quase caímos no jogo deles no 1° tempo, mas tivemos cabeça no lugar e vencemos”.

X CHUTEIRA DE OURO: 3ª RODADA: GRUPO B

Fúria 3 x 5 Elefantes Indomáveis

ELEFANTES VIRA E DERRUBA FÚRIA


Indomáveis fizeram péssimo primeiro tempo, mas Fúria retribuiu no segundo e possibilitou inversão no placar


Por Elvis Ferreira

Tarde fria de sábado e um jogo com início bastante faltoso pelos dois lados. Além de faltoso, pelo lado do Elefantes a apatia dominava. Assim, logo o Fúria começou a aparecer e criar boas oportunidades. Adriano foi o primeiro e ter boa chance, em bonito chute de primeira dentro da área. A bola passou próximo ao travessão.

O camisa 10 furioso perdeu nova oportunidade quando dominou de frente para o gol, porém, na hora do chute, o marcador chegou travando bem e a bola foi para lateral. Na cobrança, Thiago Motta tentou de cabeça mas por cima do gol.

Ainda melhor em campo, Thiago Motta cobrou falta rasteira. Chacha deu rebote no pé de Carnaval, que só teve o trabalho de empurrar para o fundo da rede. O Fúria abria o placar a parecia dominar os ditos indomáveis.

O gol só acendeu o Fúria, que continuou pressionando o adversário, que apelava muitas vezes para as faltas. Chacha afastou bem para a lateral chute forte de Thiago Motta após receber pela direita bola de Fábio. Foi só aí – metade do primeiro tempo – que o Elefantes começou a equilibrar o jogo. Manente tentou jogada individual pela esquerda mas o marcador chegou com precisão na hora do chute.

Thomas tentou empatar após cobrança de escanteio. A boa cabeceada passou perto do gol. Cauê, sumido até então, também teve a sua chance em cobrança de falta próxima a área. A bola passou rente a trave.

Mesmo com a busca incansável do Elefantes pelo empate, quem chegou novamente ao gol foi o Fúria. Fábio ajeitou de peito para Thiago Motta que ampliou o placar para a equipe do Fúria em mais um belo gol do caçula dos Motta.

Mesmo com uma boa evolução nos minutos finais da primeira etapa, os Indomáveis não conseguiram chegar ao gol. Com isso, o Fúria ia para o intervalo de partida com boa vantagem. Porém...

No segundo tempo o jogo mudou de lado. Um jogo que era do Fúria virou todo do Elefantes. Daniel Teske, nos primeiros minutos, diminuiu o placar para seu time, que logo empatou o marcador com o estreante André aproveitando sobra de bola após chute do mesmo Daniel na entrada da área.

Diferente do primeiro tempo, o Elefantes articulava boas jogadas de ataque. Foi numa delas que os laranjas conseguiram a virada. Após chute de Manente, Cauê desviou de calcanhar para o gol e assim virar o placar. 3 x 2.

Daniel estava distribuindo bem o jogo para sua equipe. Após roubar a bola no meio, ele deu bom passe para Cauê na esquerda, que bateu bem mas a bola saiu.

O Fúria buscava o empate da partida. Fábio, novamente, fez boa jogada pelo meio e passou para Thiago na direita, que também errou a mira. E, após muito insistir, o Fúria conseguiu empatar com Thiago Motta. Ele fez de cabeça após cruzamento para área.

Aberto, as duas equipes atacavam com bastante raça e vontade. A vontade era tanta que as faltas eram constantes. E foram os elefantes que conseguiram novamente ficar à frente do marcador, desta vez em definitivo. André fez o quarto após cruzamento para a área e Daniel deu números finais à partida, fazendo um bonito gol pela direita após chute forte.

O Elefantes desencanta e enfim vence. Já o Fúria segue com apenas 1 ponto e na lanterna junto com o Joga 13.

X CHUTEIRA DE OURO: 3ª RODADA: GRUPO A

Mulekes 7 x 3 The Veras

VERAS VENDE CARO DERROTA PARA LÍDER MULEKES


Time suportou a pressão do rápido Mulekes na etapa primeira, mas sucumbiu no 2° tempo; com apenas 1 ponto, está na zona de rebaixamento


Por Douglas Almasi Santos

O Mulekes venceu a terceira partida consecutiva, continua 100% e manteve a liderança do grupo, ao lado do Real Paulista. O time, apesar do placar elástico, encontrou dificuldades ante o The Veras, sobretudo no primeiro tempo. Já o Veras, mesmo endurecendo, amargou mais uma derrota e segue sem vencer no certame.

Sem as presenças de Jairo e Kinho, a missão do Veras era ingrata, afinal, o jogo era contra o time sensação do Chuteira de Ouro. Sem seus dois principais atacantes, o time apostava no mesmo esquema adotado na rodada anterior contra o Bengalas: muita marcação. A partida começou de forma equivalente, com uma chance para cada lado: Pipo, pelo lado do Mulekes, e Japa, pelo Veras, arriscaram chutes para fora.

A velocidade imposta pelo estilo de jogo do Mulekes obrigava o sistema defensivo do Veras a se desdobrar. Em uma triangulação, o artilheiro do certame, Leo Valente, recebeu passe na direita e tocou para Fernando Caetano, que rolou para Leandro Caetano, mas ele se atrapalhou e acabou chutando fraco. O Veras respondeu em cobrança de falta perigosa de Japa, que tirou tinta da trave.

Na sequência, depois de cobrança de lateral, Pedro de Luna dominou, aplicou um lençol no zagueiro e, com categoria em sua volta à equipe após leve contusão que o afastou das 2 primeiras rodadas, marcou um bonito gol, colocando o Veras em vantagem. A partir deste instante, o Mulekes dominou o jogo e fez o nome do goleiro Benga ecoar pela quadra 4. O arqueiro do Veras parou tentativas de Leo Valente, Pipo, Gian e Fernando Caetano e, de quebra, quase marcou um golaço, quando deu um chutão para se livrar da bola e surpreendeu o goleiro Wilson, que se recuperou a tempo.

O jogo envolvente do Mulekes era de encher os olhos do torcedor, porém, o Veras marcava forte e tinha em Benga a segurança que necessitava. E o gol de empate do Mulekes só poderia ter sido gerado por uma falha grotesca da zaga, já no fim da etapa primeira. Caio Marchi quis se livrar da bola, mas, ao tentar chutá-la ao ataque, bateu em Ronan e entrou, com Benga vendido no lance. Um infortúnio ao time que soube segurar as investidas do Mulekes por quase 25 minutos.

No segundo tempo, o Veras fez justiça ao apelido que corre entre os torcedores de outras equipes: a equipe é o ‘time do primeiro tempo’. Ainda surpreenderia logo na volta do intervalo: reversão em cobrança de lateral do Mulekes, o Veras cobrou de forma rápida, e Japa apareceu de cabeça para pôr o time novamente em vantagem. Japa teve outra oportunidade para ampliar, mas chutou para fora.

Leo Valente, em dois lances seguidos, quase empatou. Mas a sua persistência foi recompensada: ele recebeu passe na esquerda e chutou para marcar 2 x 2 no placar. E a pressão do Mulekes era intensa, e nem Benga podia fazer mais. Fernando Caetano recebeu na esquerda e cruzou para Ronan completar e correr para o abraço. Alê Mendonça também teve duas chances, em jogadas seguidas, para na terceira tentativa receber passe e chutar, cravando 4 a 2 Mulekes.

Os minutos finais do embate foram de muitos gols. O Veras esboçou uma reação quando Renato Carrer dominou na área e fuzilou, diminuindo o marcador. Mas o Mulekes tratou de acabar com os ânimos do Veras de vez. Primeiro, cruzamento da esquerda, e Leo Valente fez o seu segundo tento no jogo; depois, triangulação entre Ronan, Leo Valente, até a cabeçada certeira de Leandro Caetano; e Ronan, chutando, fez mais um.

Fim de partida e difícil triunfo do Mulekes, apesar da elasticidade no marcador indicar outra coisa. Um dos destaques do time no jogo, Pipo, ao término do duelo, destacou que “estava faltando calma” ao líder do grupo A. “O time estava nervoso, mas aí nos acertamos no segundo tempo e fizemos os gols necessários”.

X CHUTEIRA DE OURO: 3ª RODADA: GRUPO B

SNG 4 x 3 Só Resenha

EM JOGO PEGADO, SNG VENCE RESENHA E SE RECUPERA NA TABELA


Ronei e Renê marcam e SNG bate Resenha em placar apertado


Por Elvis Ferreira

O jogo teve um início fraco tecnicamente pelos dois lados. O SNG começou a dominar mais a partida após dez minutos e pode-se dizer que dominou completamente. Afinal, as principais chances de gol foram do time bicampeão do Chuteira de Ouro, que na primeira etapa mostrou muita vontade de jogo.

Após o começo fraco, Washington resolveu dar uma correria e fez boa jogada rápida pelo meio. Ele limpou um marcador e o goleiro, mas a quadra acabou e ele saiu com bola e tudo.

Alemão também teve boa oportunidade para abrir o placar quando recebeu livre dento da área e de frente para o gol. O chute rasteiro foi sem força e parou nas mãos do goleiro Tucano.

O SNG era total pressão. Allan também tentou, mas chutou prensado de fora da área. Na sobra Renê, tentou de chaleira, mas acabou errando.

Enquanto o SNG tinha ataques mais precisos, o Só Resenha não conseguia levar perigo ao gol de Sampa. Mesmo assim ainda lutavam e brigavam o tempo todo. A vontade estava evidente, já a técnica para conseguir fazer o gol, nem tanto.

O primeiro gol da partida saiu após jogada do zagueiro Leo pelo meio, que limpou a marcação e bateu. A bola sutilmente bateu na trave e, claro, o Reboteiro estava lá para conferir. SNG 1 x 0.

O Só Resenha chegava somente vez ou outra ao ataque e não conseguia concluir a gol. A defesa do SNG, bem postada, afastava sempre. Allan e Ronei faziam boa partida, e foram eles que fizeram outra boa tabela que terminou em arremate para fora de Allan.

Nno fim da primeira etapa, Washington recebeu na esquerda e bateu forte. O goleiro espalmou e a bola ainda bateu na trave antes de sair pela linha de fundo. Para a segunda parte do jogo, o Resenha melhorou bastante frente ao que foi o primeiro tempo. A vontade continuava evidente, mas seus ataques em velocidade começaram a ser freqüentes.

Em uma dessas jogadas de velocidade eles conseguiram o empate após boa jogada de Matheus e Darian. Matheus fez a jogada e deixou o camisa 7 livre para empatar a partida.

O SNG respondeu logo em seguida depois da cobrança de falta de Felipe. A bola foi para a trave esquerda, onde encontrou Ronei sozinho para chutar forte e colocar novamente o SNG na frente. 2 x 1. Eles ainda ampliaram o placar com outro gol de Ronei pela direita logo depois de jogada de Tejeda. 3 x 1.

Quem pensava que o Resenha estava morto se enganou ao ver o golaço de Darian. Ele recebeu a bola dentro da área e fez um belo gol de letra. O Só Resenha não tinha mudado sua forma de jogar do início da segunda etapa. E continuou pressionando o SNG com as jogadas de Darian e Matheus. Em outra delas, Matheus saiu de frente para o gol, fez a finta no goleiro e, no momento de completar para o gol, Ronei tirou o que seria o gol de empate.

E uma das velhas máximas do futebol veio a calhar também nessa partida. Quem não faz, toma. O SNG ampliou o placar novamente com Renê, que recebeu dentro da área e mandou para o fundo das redes. 4 x 2.

O Só Resenha conseguiu diminuir com Darian de novo, de cabeça após escanteio, mas não tinha tempo para mais nada. Vitória do SNG, que ganhou um jogo bastante duro e pegado desde o primeiro minuto de jogo. Gritos de “Chupa” por parte do SNG quase levaram a uma briga entre os jogadores, mas a turma do deixa disso entrou em ação e nada demais aconteceu.

X CHUTEIRA DE OURO: 3ª RODADA: GRUPO A

Real Paulista 5 x 3 Fiorella Brasil

REAL PAULISTA, 100%, AVANÇA RUMO À CLASSIFICAÇÃO NO GRUPO A


Em meio ao som de uma batucada, time mostra entrosamento e vence o Fiorella Brasil


Por Douglas Almasi Santos

O Fiorella tentou, endureceu a partida, pressionou, mas não resistiu ao jogo consistente do Real Paulista. A equipe de Van- Van e Cícero, que vinha de uma vitória na rodada passada ante o Roleta Russa, amargou seu segundo revés no torneio. Já o Real Paulista comemorou sua terceira vitória em 3 jogos, e é líder – ao lado Mulekes – do Grupo A.

Antes do apito dos árbitros, o Fiorella colocou os coletes da organização, uma vez que as equipes entraram com seus uniformes principais, na cor branca. O primeiro lance do jogo foi do Real, em cobrança de falta com Marquinhos para fora. O Fiorella respondeu com rápida triangulação entre Arcanjo, Cícero e a tentativa de Van-Van, que parou nas mãos de Alemão.

A partir deste momento, os jogadores passaram a jogar ouvindo uma espécie de trilha sonora especial: uma bateria de samba bem próxima à quadra agitava os corredores do Playball, deixando o ambiente alegre, e o jornalista que aqui escreve maluco com a altura do som entrando em seus ouvidos. Mas o profissionalismo falou mais alto, o repórter suportou o barulho, e os jogadores mostravam garra em quadra, não se importando com a batucada.

Melhor àquela altura do tempo, o Fiorella pressionava, obrigando Alemão a trabalhar bastante. Cícero roubou a bola e chutou colocado no canto, o goleiro do Real se esticou todo para agarrá-la. Em seguida, Cleber Araújo, pela esquerda, parou no goleiro. Mas a intervenção mais incrível da quadra 4 no dia aconteceu em seguida: lateral cobrado na área, Cleber Araújo apareceu na segunda trave e cabeceou para defesa espetacular do guarda-metas do Real, espalmando a bola quando ela se endereçava ao ângulo. Uma defesa monstruosa, dando forças ao seu time.

A boa atuação de Alemão no gol fez o Real aparecer no jogo, e de forma mortal. A bola invertida da esquerda ao lado direito chegou a Panela, que esperou a saída do goleiro Franklin para tocar por cima dele e abrir a contagem. O jogo era movimentado, porém, muito truncado no meio da quadra. Com a vantagem, o Real queria mais: Salvador recebeu e chutou forte, o goleiro rebateu e Xexé completou, ampliando o placar.

Em desvantagem de dois gols, o Fiorella tratou de reagir: cobrança de lateral, Van-Van dominou, girou o corpo e chutou para vencer Alemão. 2 a 1 no placar, e a batucada do lado de fora contagiava os jogadores em quadra. Felipe Batoré, na sua especialidade, as jogadas aéreas, quase fez. Samuel, pela esquerda, respondeu a favor do Fiorella, chutando forte para defesa importante de Alemão. Marquinhos teve a primeira chance no primeiro tempo, e também a última: ele recebeu passe, dominou e soltou o pé, mas a bola foi para fora.

O segundo tempo foi da mesma forma que os primeiros 25 minutos do duelo: jogo pegado, porém, com grandes chances nos ataques. Van-Van quase empatou, depois que seu chute passou perto da meta de Alemão. E a equipe chegou à igualdade em seguida, e em alta velocidade: Cléber Araújo rompeu pela intermediária e tocou para Arcanjo, que recebeu passe na corrida e chutou para anotar 2 a 2.

Mas o Real não se abateu e novamente ficou em vantagem. Salvador dominou e, como já dizia Dada Maravilha, que “não existe gol feio, feio é não fazer gol”, chutou de bico no canto para vencer Franklin. O valente Fiorella quase empatou com Van-Van, que girou o corpo e acertou a trave, na volta, Arcanjo não completou.

Com a vantagem no placar, o Real chegou ao quarto tento com Quintanilha. Van-Van novamente levou perigo, dessa vez acertando o travessão. E em um bate rebate na zaga, Cícero dominou e, também de bico, chutou no canto. A bola bateu na trave, nas costas de Alemão e entrou.

No desespero atrás do empate, o Fiorella recebeu o golpe de misericórdia no fim do jogo: lançamento para o ataque do Real, e Felipe Batoré, oportunista, raspou de cabeça no canto, dando números finais ao jogo, com triunfo do Real Paulista por 5 a 3.

X CHUTEIRA DE OURO: 3ª RODADA: GRUPO B

Med Taubaté 4 x 0 Joga 13

MED PRECISA DE 25 MINUTOS PARA GOLEAR JOGA 13


Após fazer 4 gols na etapa inicial, médicos tocam a bola e mantêm placar diante de um perdido Joga 13


Por Elvis Ferreira

O nome do jogo foi, sem dúvida, o carequinha Xavier. Marcando 2 gols e dando assistências, ele fez o que quis na zaga do Joga 13, que parecia estar dormindo na fria tarde de sábado.

O clone do professor Xavier logo no início mostrou que estava com fome de gol. Ele limpou o marcador fora da área e bateu com força. O goleiro Allan encaixou bem. Ele ainda teve outra boa chance dentro da área, mas foi prensado pela zaga na hora do chute.

O Joga 13 tentava raramente alguma jogada de ataque, mas sem muita precisão. Rodrigo tentou chute de longe e a bola acabou subindo demais.

Após as boas chances de ataque, o Med Taubaté conseguiu abrir o placar com Gustavo, que completou para o gol após cruzamento da direita. Med 1 x 0. O início da goleada estava apenas começando. Os médicos demonstravam bastante confiança em suas jogadas de ataque. Boca ajeitou a bola para Xavier bater forte. Ela passou muito próximo ao gol. Xavier fez bonito lançamento para a área e Aníbal tentou de voleio. A bola saiu pela direita.

Até essa altura da partida, o Joga 13 não havia tido uma única boa chance para empatar a partida. Seus ataques eram totalmente ineficientes Só dava Med. Em uma das poucas boas chances de gol do Joga 13, Lele recebeu livre na área, mas na hora do chute escorregou.

O time dos médicos ampliou o marcador após boa jogada de Boca, Pedro e Aníbal. O primeiro tocou para o segundo deixar o terceiro sozinho de frente para o gol. Golaço de fora da área. 2 x 0.

O Joga 13 tentou diminuir o marcador com Rodrigo, a única arma que o time tinha para chegar ao gol adversário. Ele bateu falta de longe e quase marcou. Se o 13 nada conseguia, o Med era seu oposto. Xavier recebeu da esquerda de frente para o marcador, cortou para o meio e bateu rasteiro no canto do goleiro. Golaço. 3 x 0. E não parou por aí. Nos minutos finais da primeira etapa, o Med ainda fez o quarto, de novo com Xavier, que recebeu de Gustavo na entrada da área e bateu forte no ângulo. Como diz a gíria, 4 x 0 “fora o baile”.

Com um primeiro tempo perfeito, o Med matou o jogo ali. O Joga 13 não conseguiu fazer frente ao bom ataque que tinha Xavier em um dia muito inspirado.

Na segunda etapa, o 13 até que melhorou seu jeito de jogar, mas nada que pudesse fazer frente ao adversário. Doce tentou chute da ala direita, mas a bola passou por cima.

Com o freio de mão puxado, o time de Taubaté segurava o jogo e parecia muito contente com a goleada construída ainda no primeiro tempo. Tocavam a bola de lado e uma vez ou outra iam ao ataque.

Doce novamente apareceu no ataque batendo falta pelo lado esquerdo. A bola quase entrou. O jogo ficou nisso até que um pênalti foi anotado já no fim do tempo regulamentar. O goleiro foi amarelado e Boca assumiu a meta. E não é que em dia de má sorte a coisa não anda mesmo? Lele teve a oportunidade de descontar, mas o artilheiro do 13 bateu mal no canto direito e o goleiro pegou bem. Placar final foi esse mesmo: 4 x 0 para o Med, fora o baile.

X CHUTEIRA DE OURO: 3ª RODADA: GRUPO A

Acidus 5 x 4 Roleta Russa

ACIDUS VENCE E QUEBRA TABU CONTRA ROLETA RUSSA


Em partida eletrizante e tensa, time derrota o Roleta em partida oficial e acaba com jejum


Por Douglas Almasi Santos

Foram 3 anos de espera. Nesse tempo para cá, ou era o sorteio dos grupos que os afastavam de um embate direto, ou a série Prata era quem aparecia para atrapalhar. Mas a espera acabou no dia 18 de setembro, quando finalmente o maior clássico do Chuteira de Ouro voltou a ser disputado: Roleta Russa versus Acidus.

A expectativa já era vista desde a rodada passada, quando o Roleta perdeu para o Fiorella Brasil, mas só pensava no Acidus, e o time de Lói e Cia. sonhava com um triunfo ante o Roleta, enquanto derrotava o Estudiantes de la Vila. Ou seja, a vontade não estaria fora desta partida e seria o sentimento que daria a tônica a ela.

O confronto era o penúltimo do dia, o que aumentava a ansiedade entre os atletas das equipes. Mesmo antes de a bola rolar na quadra 4, para o jogo da série Bronze (1° do dia), já era possível ver jogadores projetando o confronto. Lói, xerife da zaga do Acidus, sentado à mesa tomando sua cerveja, já dizia que “hoje é o grande dia”, referindo-se ao duelo, e ainda emendou: “Estou cansado de perder para o Roleta”. Na história do confronto, eram 5 vitórias do time de Fanelli e 2 vitórias do Acidus, sendo as duas em amistosos.

O Roleta, apesar de estar com o time completo, ainda se ressente com a falta de seu comandante Baru, ainda em lua de mel. Mesmo assim, os jogadores mostravam confiança e descontração no momento do aquecimento, horas antes de pisarem em quadra. Gegê dava entrevistas à câmera de Lucas Pires. Como? O técnico do Acidus entrevistando uma das estrelas principais do adversário? Sim, era essa a cena enquanto rolava a bola para Real Paulista e Fiorella.

Aliás, Lucas foi outro protagonista do clássico. Com um frio de congelar na zona oeste de São Paulo, o treinador era visto trajando jaqueta e cachecol, tudo para espantar o tempo gelado. “Hoje você vai ver um novo estilo de técnico em quadra: o estilo europeu de comandar um time (risos)”, brincou Lucas, em referência às roupas utilizadas por técnicos como José Mourinho e sir Alex Ferguson em gramados gélidos da Europa.

Enquanto isso, um personagem vaticinava aquilo que pretendia fazer em quadra: “Hoje eu posso estar sangrando, mas não saio de quadra”, falou Louiz, ansioso com o confronto. O jogador começou a mostrar que seria eleito o MVP do jogo logo no primeiro tempo, quando em cobrança de falta magnífica pôs o Acidus em vantagem e, quando da entrada da área, chutou para fazer o seu segundo tento no jogo, o 2° do Acidus. O camisa 12 ainda seria herói salvando gol iminente em cima da risca do gol.

Rivalizando com Louiz para ver quem seria o MVP da partida estava o mesmo que dava entrevistas ao adversário: Gegê. O camisa 31 fazia uma partida impecável, defendendo e atacando com muito perigo. Ele completou um cruzamento vindo de trás e fez o primeiro gol do Roleta, e aproveitando a falha da zaga chutou para fazer seu segundo gol no jogo, o segundo de seu time. Gegê e seu time só não fizeram mais gols porque Urso estava em uma tarde-noite inspirada e contou com a sorte ao fazer golpe de vista e ver uma bola explodir na trave.

Um jogo tão importante teve acompanhamento especial: uma mesa-redonda foi instalada do lado de fora para acompanhar o clássico. Faziam parte da mesa Folha, Daniel Fischer, Weinny, Iuri e Mendes (ambos Roletinha). Cauê, do Elefantes, deu uma canja também por lá. Tudo para fazer jus ao jogão do dia. O primeiro tempo se encerrou com um justo empate em 2 a 2. E a etapa final prometia muito.

Enquanto Salada marcava ao Roleta e pela primeira vez colocado o time na frente no placar, Careca tratava de empatar. E quando o Acidus novamente virou, com Luis Fernando, o artilheiro Fanelli levava ao placar a igualdade mais uma vez. Todos já se preparavam para o empate na volta do clássico de maior rivalidade do Chuteira. Mas aí apareceu um pé para completar uma troca de passes de um lado a outro. A bola parecia que ia se perder na linha de fundo quando... Careca, oportunista, apareceu e pôs o Acidus novamente em vantagem, dessa vez em definitivo.

Com a tensão e o nervosismo do jogo, era inevitável um desentendimento. O tempo fechou quando, em dividida entre o goleiro Guaraná, do Roleta, e Marcelo Rezende, do Acidus, o primeiro desferiu um soco no atacante amarelo-limão. O tempo fechou, indignação de um lado, que queria até partir para a briga. O resultado foi a expulsão de ambos. Juras de ódio entre si quase estragaram o espetáculo, que além disso, teve também a expulsão do técnico do Roleta, Nação, que trocou empurrões com o goleiro Guaraná minutos antes da discussão fatal.

Fim de jogo com muita comemoração por parte dos jogadores do Acidus. O tabu foi quebrado finalmente, e os jogadores respiravam mais aliviados. 5 x 4 no placar, e a confirmação de ascensão do time de Lucas. Já o Roleta perdeu a segunda partida em três jogos e terá chance de se reabilitar na rodada seguinte, ante o The Veras.

X CHUTEIRA DE OURO: 3ª RODADA: GRUPO B

Bacana 6 x 6 Treinadores do Braz

BACNA E TREINADORES EMPATAM E CONTINUAM LÍDERES


Confronto teve 12 gols e muita adrenalina


Por Elvis Ferreira

O placar de igualdade em 6 gols resume o que foi o jogo entre Bacana e Treinadores do Braz: ofensividade e equilíbrio que valia a liderança do Grupo B. O jogo deu o presságio que seria bom logo nos primeiros momentos da partida, quando o Treinadores já mostrou a que veio e abriu o placar com Jocélio, destaque da equipe até o momento e grande revelação, que recebeu passe de Juba pelo meio e conseguiu empurrar para o gol mesmo sentado.

O Bacana não queria ficar e resolveu ir para cima também. Yanes teve boa chance pela direita. O chute saiu forte mas o goleiro espalmou para a lateral. Depois foi a vez da revelação bacana, Gustavo Izique, mostrar serviço. Ele anotou o gol de empate ao receber na direita, adentrar a área e completar para o fundo do gol.

O jogo era lá e cá, mas ficou mais cá quando o Bacana conseguiu a virada. Gustavo, sempre ele, fez boa jogada e tocou para Yanes fazer um golaço batendo de primeira para o gol. A bola ainda tocou o travessão antes de entrar.

Demehur teve boa oportunidade para aumentar a vantagem ao receber cruzamento na área. Ele bateu de primeira com a bola ainda no alto e a redonda explodiu no travessão. Porém, jogo equilibrado, coube a Jocélio deixar tudo igual novamente.

Eficiência parecia ser a palavra de ordem dos ataques, tanto que Canzian fez bom lançamento para Napolitano, que uma vez mais colocou o Bacana na frente do marcador. 3 x 2. Mas não deu tempo de respirar porque Jocélio estava mesmo impossível. O camisa 2 treinador recebeu bom cruzamento de Fabiano e só teve o trabalho de tocar às redes.

Praticamente cada lance de ataque era um gol. No fim da etapa inicial o Bacana voltou à frente no marcador, e de novo com Napolitano, que aproveitou bobeira da zaga.

No segundo tempo o jogo retomou a milhão e logo o Treinadores faria o que tinha feito o tempo todo – empatou. Binho criou a jogada pelo meio e deixou Peruca livre para empatar.

O gol fez bem ao Treinadores, mas Jocélio queria mais. E foi ele o responsável pela virada tricolor, escorando em dividida com o zagueiro dentro da área. O Treinadores enfim passava à frente no placar.

No entanto, mostrando que a fase é boa, o Bacana não deixou por menos e um minuto depois de tomar o gol conseguiu igualar. Yanes recebeu de frente para o goleiro e, em sua especialidade, bateu forte para o fundo do gol. 5 x 5 e muita tensão.

Um tempo sem gols que parecia que manteria a igualdade no marcador, mas Flávio Milani, do Bacana, resolveu que era hora de colocar seu time em vantagem novamente. Ele recebeu passe preciso de Yanes e castigou para fazer 6 x 5.

Porém, o dia era mesmo do empate, pois, se o Bacana marcou aos 24 minutos, o Treinadores rebateu aos 25 com um belo chute de Kiwi do meio da quadra. Gol e fim de jogo! Empate entre os dois líderes, que chegam a 7 pontos, o que ainda os mantêm na liderança. O Treinadores tem melhor saldo e ocupa a 1ª posição.

X CHUTEIRA DE OURO: 3ª RODADA: GRUPO A

Estudiantes de la Vila 7 x 3 Canhedo Beppu

ESTUDIANTES NÃO TOMA CONHECIMENTO DO CANHEDO E SE REABILITA


Equipe anula os principais jogadores rivais e impõe seu estilo rápido de jogo, vencendo a 2° partida no certame


Por Douglas Almasi Santos

Jogando de forma simples e objetiva, e contando com a experiência italiana de Caio e alguns de seus pupilos, o Estudiantes de La Vila se reabilitou na competição ao derrotar o Canhedo Beppu. Com excelentes atuações de Rafinha e do estreante Paulinho Oliveira, o time, que dessa vez dispunha de atletas para revezar, não tomou conhecimento do adversário e venceu com facilidade.

O Canhedo Beppu, mais uma vez, não conseguiu a vitória, amargando sua segunda derrota consecutiva na competição. Antes do jogo, Papa Burguer disse: “O time não pode mais vacilar e tem que reagir logo”, a fim de espantar o fantasma do descenso. Pelos lados do Estudiantes, Julinho estava otimista, acreditando que receberia o MVP do jogo. “Hoje vou fazer uns dois gols e levar o MVP”, falou o camisa 9. Mas quando indagado se faria, além dos dois gols, passe para algum companheiro de time fazer o tento, foi categórico: “Isso eu faço todo jogo (risos)”, brincou Julinho.

Com a bola rolando, o Estudiantes foi logo mostrando a que veio. Piero, pela direita, encheu o pé para boa defesa de Papa Burguer. Em seguida, após cobrança de escanteio, Rafael Lorente subiu para cabecear e caiu no chão. Os jogadores do Estudiantes reclamaram de pênalti. Nada marcado.

Ao contrário do que está acostumado a ver – o time dos engenheiros sempre acaba saindo atrás no marcador, desde os tempos da Prata –, o torcedor do Canhedo ficou incrédulo quando a equipe marcou primeiro: contra-ataque rápido, Suzuki recebeu, passou por dois marcadores e, com estilo, colocou à meia altura do goleiro Richard.

No entanto, a vantagem inicial foi efêmera, pois passados poucos minutos o Estudiantes chegou à igualdade. Bolacha, que voltava ao time do Canhedo, tentou sair jogando de trás, mas acabou dando passe nos pés de Paulinho Oliveira, que agradeceu e fuzilou a meta de Papa Burguer. O Canhedo acusou o golpe: cobrança de lateral, a zaga cochilou e Piero apareceu desviando e virando o jogo.

O mesmo Piero, chutando forte, quase fez seu segundo gol. Com o Canhedo perdido, ficou fácil para o time de Julinho, que dessa vez jogou na zaga e não no meio de quadra, sua posição de origem. Em jogada depois da cobrança de escanteio, a bola foi alçada na área, Rafinha apareceu e cabeceou. Quase testando a trave junto, ele fez 3 x 1. Uma tranquila vantagem do Estudiantes, que sabia bem explorar o desespero do Canhedo.

A partida era só de um time. O Estudiantes sobrava e com toques de pé em pé envolvia a defesa adversária. Ainda na primeira etapa, o time chegaria mais uma vez: cobrança de lateral, Paulinho Oliveira antecipou-se à saída errada de Papa Burguer e cabeceou na trave, mas no rebote Lorente marcou o quarto gol.

Na etapa final, o Estudiantes continuou a mandar no jogo. O Canhedo até que tentou no começo, através de Okamura, chutando rasteiro para fora. Mas o time estava visivelmente abatido, e pouco produziu nos 23 minutos seguintes. Em mais uma desatenção da zaga do time, Vitinho aproveitou e marcou seu gol.

E a porteira do Canhedo estava aberta, tamanha a facilidade com que o Estudiantes chegava ao ataque. Caio Ferin recebeu, avançou sozinho pelo meio e soltou uma bomba que Papa Burguer defendeu, mas Rafinha completou no rebote, marcando incríveis 6 x 1. Sem grandes pretensões no jogo, o Canhedo diminuiu com Okamura, chutando pelo lado esquerdo e marcando.

A partida se encaminhava para o final, mas ainda teve lances de emoção. Paulinho Oliveira, completando depois de um bate e rebate, fez o sétimo gol do Estudiantes. O Canhedo ainda faria mais um, através de Fabinho. Fim de jogo, e vitória incontestável do time de Julinho, que por acaso não marcou nenhum gol.

X CHUTEIRA DE OURO: 3ª RODADA: GRUPO B

Arouca 7 x 1 Fora de Série

AROUCA GOLEIA FORA DE SÉRIE E COLA NOS LÍDERES


Time de Clebão praticamente não entrou em quadra e levou goleada homérica


Por Elvis Ferreira

O Arouca foi muito mais time que o Fora de Série e conseguiu aplicar uma goleada no time azul Royal, que pareceu não ter entrado muito concentrado na última partida da gélida tarde de sábado.

O Arouca tentou mostrar logo a que veio. Vitão chutou de muito longe tentando surpreender o goleiro Casari, que encaixou bem a bola no canto direito. Marquinhos também teve boa oportunidade para abrir o marcador após receber passe de Everton. O chute saiu prensado com o marcador, e o goleiro pegou sem maiores problemas.

A primeira chance do Fora saiu depois de um chute cruzado de Rodrigo Cunha para dentro da área, mas ninguém chegou para completar para as redes. E se o placar foi elástico ao Arouca, foi o Fora quem o inaugurou. Depois de cochilada da zaga, Orley recebeu passe de Cunha e bateu no canto direito do goleiro Maurício.

Porém, como diz a famosa expressão, era fogo de palha, pois o Arouca engatou a quinta e passou por cima do Fora em seguida. O empate já aconteceu logo na jogada de ataque seguinte. Everton aproveitou bate e rebate dentro da área e mandou para o barbante.

Após o empate, o Arouca começou a tomar conta do jogo. Marquinhos fez o gol da virada em cobrança de falta. A bola caprichosamente bateu na trave antes de entrar. Antes de capitular definitivamente, Orley ainda tentou buscar o gol de empate após cobrança de escanteio, mas a cabeçada saiu fraca e o goleiro pegou sem maiores dificuldades.

O terceiro gol do Arouca saiu ainda no primeiro tempo. Felipe Mota recebeu bom passe da direita de Luisinho e chutou no canto esquerdo do goleiro. No segundo tempo o Arouca jogou ao ritmo de 3 vira, 6 acaba. Porém, com inflação no marcador. Dick Vigarista, vulgo André Varanda, chutou forte de fora da área e Casari deu rebote nos pés de Veloz, que não teve problemas para fazer o quarto gol. Renan Montoro fez o quinto gol do Arouca após receber cruzamento de Veloz. A bola bateu no travessão antes dele completar novamente para o gol.

O Arouca era muito mais time que o Fora de Série, que não conseguia repetir nem o fraco desempenho do primeiro tempo. O time não buscava o gol adversário. O Arouca se aproveitava dessa fragilidade. O sexto gol saiu após Luisinho roubar a bola de Argentino e tocar para Marquinhos emendar no canto esquerdo de Casari.

Já na parte final da partida o Fora pareceu acordar um pouco para o jogo e começou criar algumas chances. Lapa chutou forte de longe e Mauricio quase aceitou. Argentino também tentou da entrada da área, mas a bola subiu demais e não levou perigo.

Varanda deu números finais à partida após mandar uma bomba para o gol adversário. Placar final: 7 x 1 para o Arouca, que jogou muito bem e demonstrou um futebol consciente dentro de quadra.

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